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Forum Cinema em Cena
Jailcante

19 Dias de Horror

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5 hours ago, Jailcante said:

A Casa Sinistra ( The Dark Old House, Dir.: James Whale, 1932) 2/4

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Difícil avaliar nos padrões de hoje, mas tem uma ambientação muito boa, e o personagem do Karloff é bem sinistro. História clássica do pessoal que está preso numa tempestade, e aí tem que entrar numa mansão pra se aquecer e lá moradores são tenebrosos e guardam um mistério tenebroso. Problema que esse 'mistério tenebroso' é bem risível... Mas ok, antes do mistério aparecer filme carrega bem no suspense e terror.

Spoiler

Filme tem uns 3 ou 4 personagens ali que poderiam funcionar muito bem como vilão, mas no final escolhem um personagem bem estranho pra executar essa função. Enfim... Difícil entender como eles deixarem o personagem do Karloff solto na mansão, mas deixam preso um cara lá que qualquer um pode dar uma surra fácil. Até o velho na cama lá conseguiria dar uma surra nele. Se esse filme fosse um Senhor dos Anéis: Imagina que na mansão, o pessoal que chega lá são recepcionados pelo Saruman, Sauron e Gollum. Qualquer um deles poderiam funcionar muito bem como o vilão, mas, no fim escolhem um Hobbit pra ser o vilão. Pois é, mais ou menos isso. hehehe 

 

 

 Mesma impressão aqui. Atmosfera bem construída, mas mistério final meio débil. E a analogia com "O Senhor dos Anéis" foi otima. Hehehehe

 

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Esse é o filme Teen da trilogia, tendo um tom bem diferente dos outros dois. Surpreendentemente é bem dirigido. Acaba sendo também o Spin Off mais ligado a franquia principal, já que mostra a filha dos Warren tendo que dar um jeito sozinha na boneca endiabrada quando seus pais não estão em casa, funcionando como uma espécie de INVOCAÇÃO DO MAL 1.5 (Se passa entre o primeiro e o segundo filme da série principal, e conta com pequena participação do Wilson e da Farminga.). No geral, nada que se diga nossa, mas me diverti de boa, com esse filme ficando entre os bons dos filmes desse universo compartilhado de "Invocação do Mal".

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 Visto A HORA DE SUA MORTE

 

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  Terror teen bem inofensivo que conta a história de uma jovem enfermeira que se vê amaldiçoada após baixar um aplicativo que como o título nacional diz, informa a hora de sua morte, e que claro, vem acompanhado de uma entidade que garante que o horário seja cumprido. Bebendo na fonte de filmes como PREMONIÇÃO e em menor escala, do japonês LIGAÇÃO PERDIDA de Takashi Miike, A HORA DA SUA MORTE é formuláico até dizer chega, com direito a mocinha com um trauma do passado, uma figura "xamânica" que explica as regras da maldição, o final com ganchos para eventual continuação, e por ai vai. Mas apesar de tudo, consegue prender a atenção até o desfecho, e não chega a ofender a inteligência do publico. No geral, um filme inofensivo, que cumpre o seu objetivo de entreter, mas que é rapidamente esquecído.

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A Filha do Demônio (La Setta/The Sect, Dir.: Michele Soavi, 1991) 2/4 

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Considero que seja (meio que) um 'gialio' sobrenatural. Tem um tom meio 'A Hora do Pesadelo', que me agrada. Tem referências a Evil Dead (a câmera correndo), Hellraiser e, claro, O Bebê de Rosemary. No geral, funciona, só não me agradou que tem uns simbolismos aqui que nem o diretor deve saber do que se trata, simplesmente pôs lá e fim. Citaria (soft spoilers): o negócio azul que sai da água que não sei o que aquilo acrescentou ou representa ou significa, e a uma cena bizarra com um pássaro gigante (que pelamordedeus, pra quê isso? Enfim)

**Curiosidade é que o filme foi roteirizado pelo Dario Argento e a atriz protagonista é irmã da Jamie Lee Curtis.

 

O Médico e a Irmã Monstro (Dr. Jekyll & Sister Hyde, Dir.: Roy Ward Baker, 1974) 3/4

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Essa é a primeira vez que vejo uma adaptação dessa história de "O Médico e o Monstro" e logo essa, que tiraram o monstro e colocaram o médico virando uma mulher sedutora e assassina. Mas funcionou porque coloram elementos de "Jack O Estripador" que dá uma ambientação bem boa e soturna da Londres do século XIX (curto essa ambientação). Problema é que a versão 'monstro' acaba não sendo muito diferente da versão 'médico'. No original, não sei como é, mas aqui o médico também é assassino impiedoso, aí quando surge a versão monstro (a mulher) não fica muito diferente do médico (o conflito do médico com a mulher é que ela acaba querendo matar os amigos dele). Enfim, não deixa de ser uma versão meio bizarra da história, mas que até funciona bem (e ainda bem que foi feita nos anos 1970, porque se fosse hoje, seria acusada de "lacração" hehehehe). 

 

O Dia da Besta (El Día de la Bestia, Dir.: Álex de la Iglesia, 1995) 3/4

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Esse aqui achei bem divertido mesmo. Sobre um padre que descobre o dia do fim do mundo e vai atrás de matar o Anticristo pra evitar isso. Mesmo com o padre cometendo vários absurdos (ele quer ficar mal pra poder se aproximar do diabo), nem em um segundo não se torce por ele. Acaba se juntando a ele, um fã de heavy metal e um ocultista que tem um programa de TV. Todos personagens legais, e situações também bem legais. Só não achei bom a finalização (Spoiler: não é o padre que mata o anticristo, mas um grupo de 'justiceiros' da cidade, ou seja, o padre poderia ter ficado sem fazer nada que daria tudo na mesma), mas ok. O filme é bem divertido.

 

 

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On 2/18/2020 at 2:01 AM, Jailcante said:

 

O Dia da Besta (El Día de la Bestia, Dir.: Álex de la Iglesia, 1995) 3/4

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Esse aqui achei bem divertido mesmo. Sobre um padre que descobre o dia do fim do mundo e vai atrás de matar o Anticristo pra evitar isso. Mesmo com o padre cometendo vários absurdos (ele quer ficar mal pra poder se aproximar do diabo), nem em um segundo não se torce por ele. Acaba se juntando a ele, um fã de heavy metal e um ocultista que tem um programa de TV. Todos personagens legais, e situações também bem legais. Só não achei bom a finalização (Spoiler: não é o padre que mata o anticristo, mas um grupo de 'justiceiros' da cidade, ou seja, o padre poderia ter ficado sem fazer nada que daria tudo na mesma), mas ok. O filme é bem divertido.

 

 

 

 Esse aqui é muito divertido mesmo. Me lembrou muito os "Evil Dead" mais cômicos do Sam Raimi em alguns momentos (no humor, já que não é tão gore).

On 2/18/2020 at 2:01 AM, Jailcante said:

 

 

O Médico e a Irmã Monstro (Dr. Jekyll & Sister Hyde, Dir.: Roy Ward Baker, 1974) 3/4

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Essa é a primeira vez que vejo uma adaptação dessa história de "O Médico e o Monstro" e logo essa, que tiraram o monstro e colocaram o médico virando uma mulher sedutora e assassina. Mas funcionou porque coloram elementos de "Jack O Estripador" que dá uma ambientação bem boa e soturna da Londres do século XIX (curto essa ambientação). Problema é que a versão 'monstro' acaba não sendo muito diferente da versão 'médico'. No original, não sei como é, mas aqui o médico também é assassino impiedoso, aí quando surge a versão monstro (a mulher) não fica muito diferente do médico (o conflito do médico com a mulher é que ela acaba querendo matar os amigos dele). Enfim, não deixa de ser uma versão meio bizarra da história, mas que até funciona bem (e ainda bem que foi feita nos anos 1970, porque se fosse hoje, seria acusada de "lacração" hehehehe). 

 

 

 

 Nossa, primeira versão da história que você assiste, JAIL? Que milagre, por que deve ter umas vinte adaptações desse livro, no mínimo. Hehehe

Mas recomendo a versão de 1931, facilmente a melhor, na minha opinião (pelo menos dos que assisti).

 

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On 2/10/2020 at 6:38 PM, Questão said:

 

 

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Esse é o filme Teen da trilogia, tendo um tom bem diferente dos outros dois. Surpreendentemente é bem dirigido. Acaba sendo também o Spin Off mais ligado a franquia principal, já que mostra a filha dos Warren tendo que dar um jeito sozinha na boneca endiabrada quando seus pais não estão em casa, funcionando como uma espécie de INVOCAÇÃO DO MAL 1.5 (Se passa entre o primeiro e o segundo filme da série principal, e conta com pequena participação do Wilson e da Farminga.). No geral, nada que se diga nossa, mas me diverti de boa, com esse filme ficando entre os bons dos filmes desse universo compartilhado de "Invocação do Mal".

 

 Agora que vi todos os filmes lançados desse "universo Invocação do mal" até o momento, ta ai o meu top dos longas desse universo compartilhado

 

1) INVOCAÇÃO DO MAL 2

2) ANNABELLE: DE VOLTA PARA CASA

3) ANNABELLE: A CRIAÇÃO DO MAL

4) INVOCAÇÃO DO MAL

5) ANNABELLE

6) A MALDIÇÃO DA CHORONA

7) A FREIRA

 

Nenhum deles é grande coisa, mas acho os três primeiros muito bem realizados e até divertidos, e apesar de ter problema com o quarto colocado, reconheço os seus méritos. Os três restantes já são fracos pra ruins.

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Come to Daddy é um bacanuda comédia negra que fala de reconciliação familiar com muita violência e humor ácido. É uma curiosa película que mistura vários gêneros e funciona que é uma beleza lembrando de certa forma a Pulp Fiction, e isso é um elogio. Entre as atuações se destaca a do Elijah Frodo Wood, cuja evolução de personagem é crível e coerente com a proposta. Grata surpresa que só o cinema indie oferece. e é bom ficar de olho nos próximos trabalhos desse jovem diretor. 9-10

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Neither Heaven nor Earth é um drama fantástico de guerra francês que reverbera Platoon com Predador, mas é tudo tocado de forma intimista e existencial. Sendo assim recorda o ótimo argentino El Paramo. É interessante tentar descobrir o que é que ta causando baixas no exercito francês e no taleban, e a atuação do grande Jeremie Renier carrega a metragem nas costas. O ruim é que o filme não explica nada, no final, a menos que deixe o espectador tirar suas proprias conclusões sobre o que acabou de assistir. 8-10

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The Mandela Effect é um curioso horror scy-fy cujo titulo se refere ao fenômeno das "falsas memórias" que todos temos. Mas o filme é um mix teórico de Matrix, Memento, Show de Truman e Efeito Borboleta com orçamento merreca mesmo, bem intimista e repleto de viagens de teorias enfadonhas. É interessante, mas a precariedade da produção depõe contra. Atuado corretamente (com destaque prum clone do Morgan Freeman) deve fazer sucesso apenaas entre geeks e a galera de exatas da Usp. 7,5-10

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The App por sua vez é um drama scy-fy italiano beeem fraquinho. Pior que tem uma boa premissa mas é malo desenvolvida. Imagina uma espécie de Her e Mensagem pra Você mais dark, adaptada a tempos de obsessão de aplicativos de namoro. É preciso muita suspensão da descrença diante da sucessão de absurdos que desfilam em cena, não bastasse as atuações bem fraquinhas desses atores meia boca. Podia render muito mais e qualquer episódio de Black Mirror é muito melhor. 7-10

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The Wave é uma terrir scy-fy pra lá de psicotrópica, imagina um Depois de Horas regado a muita maconha e pó, é isso! É um sonho brisado mais convencional do que original, divertido e bem atuado, com dilemas filosóficos (rasos) e muito humor ácido.. Mas no final fica a sensação que o roteiro é mais um esboço que uma idéia bem desenvolvida, o porre pós-viagem. 8-10

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Underwater é uma razoável aventura scy-fy que parece um Alien misturado com Segredo do Abismo, onde o terror espacial é levado pro fundo do oceano. Com atuações corretas e meio genérico em sua estrutura, este filme só se salva por uma única coisa: seu desfecho! SPOILER: os amantes do terror terão orgasmos ao ver um personagem loverkrafiano bem conhecido. Foi a mesma surpresa que tive ao descobrir que Fragmentado era sequência de Corpo Fechado, e só isso já eleva a nota do filme. Vem aí uma novo universo expandido caso o filme se pague... 8,5-10

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VFW é um divertido exploitation ultraviolento que parece ter sido feito nos anos 70/80. Imagina um mix de Os Mercenários com Um Drink no Inferno.. é isso! É um bacanudo e despretensioso trash que só quer entreter, mas que só funciona devido ao seu elenco em estado de graça, um bando de atores de ação do século passado que visivelmente se divertem nos papéis. Sandler, Kove, Wendt e Williamson parecem reprisar algum antigo papel, em especial este último. Opção bagaceira B de primeira com efeitos práticos á moda antiga. 8,5-10

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Villains é uma comédia negra com plot "ladrões se dão mal ao assaltar casa errada", que parece ser obra dos Coen. As atuações estao ok nesta divertida e insana película e são eles que te mantem grudado, embora ja se saiba o desfecho desta bodega, espécie de Bonnie & Cleide ás avessas e repleta de reviravoltas. É um filme pequeno que não inventa nada mas o pouco que faz (e bem) se deve aos seu quarteto de atores bastante inspirados, principalmente a sumida Kira Sedwick. Agora o mais fraquinho de todos eles é o ator do Pennywyse, ele se dá melhor como palhaço macabro mesmo. 8-10

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I See You foi um “found footage” bem meia boca que baixei por engano, uma vez que não sabia que existia este homônimo do filme que realmente queria. Assisti por estar sem saco de baixar o que queria e caí do cavalo. Começa como estudo sobre misoginia e celebridade online, mas depois degringola nos cacoetes de filmagem em primeira pessoa, ou seja, gritaria, câmera tremida, etc. Mal editado, trama incompreensível (senão absurda) e pessimamente atuado, transpira dramalhão de telenovela e não recomendo á ninguém. Só vale pela gostosinha e olhe lá.. 4-10

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Depois da bomba acima consegui baixar o I See You correto e não me desapontei. Este aqui é um thriller de suspense bastante efetivo e qualquer semelhança com o oscarizado Parasitas e As Criaturas Atrás das Paredes não será mera coincidência. É um filme que te prende porque tem uma grande reviravolta na primeira meia hora que muda toda percepção dos personagens e o bicho pega pra valer. Bem atuado e com desfecho legal, mais surpreendente ainda é ver como a Helen Hunt ta toda zuada de tantas plásticas. 8,5-10

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Um Lugar Tranquilo no Campo (A Quiet Place in the Country, Dir.: Elio Petri, 1968) 2/4

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Pintor sem inspiração resolve morar num casarão isolado para tentar conseguir de volta sua inspiração pra pintar, lá descobre que o lugar pode ser assombrado. Seria um filme de casa mal assombrada, mas na verdade trata da inquietude masculina como um todo. O personagem principal sofre muito uma inquietude tanto em relação ao seu dom (pintura), como também com relação a sua mulher (o que não deixa de ser uma questão bem masculina de ser casado com um mulher que ama e não conseguiria largar, mas ao mesmo tempo não gosta de se sentir preso no casamento). O filme é todo visto no ponto de vista dele (vivido pelo Franco Nero). Não deixa de ser interessante.

 

O Diabólico Doutor Z (The Diabolical Dr. Z, Dir.: Jesus Franco, 1966) 2/4

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Seria um filme de vingança, não sei se colocaria como "terror" (vi ele no boxes "Obras Primas do Terror"). Uma cientista resolve matar um trio de cientistas que teriam sido responsáveis pela morte de seu pai. Problema que o plano dela tem mais furos que queijo suíço. Nada faz muito sentido. Enfim, tem uma estética boa, mas fica aí.

 

A Mão do Diabo (La Main du Diable, Dir.: Maurice Tourner, 1943) 3/4

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Um pintor sem talento compra uma mão que lhe trará muita sorte na vida, mas junto com essa sorte, vem uma dívida com o diabo. Não tenho muito o que dizer, é legal ver a ascensão e depois queda do personagem principal. Um bom conto francês de terror, com um final bem agitado.

 

A Morte Sorriu Para o Assassino (La Morte ha Sorriso all'Assassino, Dir.: Joe D'Amato, 1973) 2/4

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Uma carruagem se acidenta perto de uma casa. O colcheiro morre e a mulher que ele levava se hospeda nessa casa, a partir daí uma série de assassinatos começam a ocorrer nos arredores. Esse, com certeza, é um giallio sobrenatural (então, a Versátil colocou o filme no box errado, deveria ter posto no box de Giallio). Não sabia que esse gênero giallio tinha ou não apelado pro sobrenatural, mas aqui definitivamente foi por esse caminho. Por isso, não deixa de ser interessante, mas tem giallios melhores por aí.

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 Visto O HOMEM INVISÍVEL

 

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  Na trama, CecÍlia Kass (Elizabeth Moss) é uma mulher que com a ajuda da irmã Emily (Harriet Dyer) foge de seu violento namorado, Adrian Griffin (Oliver Jackson Cohen), um rico cientista especialista no campo da ótica. Traumatizada, Cecilia vive com medo de que Adrian a encontre, mas a mulher é surpreendida ao receber a notícia de que não só o seu ex namorado cometeu suicídio, como deixou uma grande fortuna para ela. Mas logo Cecília passa a ter a sensação de estar sendo perseguida por uma figura que não pode ver, e passa a acreditar não só que Adrian está vivo, como também descobriu uma forma de se tornar invisível.

  Há alguns anos, a Universal vem tentado sem sucesso reavivar os seus monstros clássicos. O mais recente fracasso foi a vergonhosa tentativa de dar início a um universo compartilhado no estilo do Universo Marvel, em histórias que previam grandes orçamentos e narrativas com fortes doses de ação, mas a ideia morreu logo na saida depois de A MUMIA estrelado por Tom Cruise ter sido execrado por público e crítica, engavetando o planejado remake de O HOMEM INVISÍVEL que seria feito nos mesmos moldes e que teria Johnny Deep como protagonista.

Pouco tempo depois, a Universal firmou parceria com a Blumhouse, produtora que ame ou odeie, é uma gigante do género atualmente, para mais uma vez tentar reavivar os seus monstros clássicos. Jason Blum e cia descartaram a ideia do universo compartilhado e resolveram focar em filmes de orçamentos relativamente modestos, e mais focados no terror psicológico, escolhendo o Homem Invisível para dar início ao novo ciclo. Para comandar e escrever o projeto, foi chamado Leigh Whannell, velho conhecido dos fãs do género por ter co-criado juntamente com James Wan franquias como SOBRENATURAL, e é claro, JOGOS MORTAIS. Pois bem, esta nova versão de O HOMEM INVISÍVEL, pega apenas a premissa básica do clássico romance de H.G Wells para contar uma história de abuso e trauma feminino, que dialoga perfeitamente com o momento atual da sociedade trabalhando medos  sociais extremamente relevantes, mas sem com isso cair no panfletarismo, como apontaram alguns quando os primeiros materiais promocionais foram divulgados.

  Um dos grandes méritos do filme é como ele torna o clássico personagem do Homem invisível em uma metáfora perfeita do trauma que vítimas de abuso sofrem. As cenas iniciais, que acompanham os primeiros dias de Cecília vivendo longe de Adrian são extremamente interessantes por mostrarem como a presença invisível do psicopata já assombravam a moça muito antes de ele se tornar invisível de fato, bastando observar como a mulher sequer consegue ir até a caixa de correio para pegar a correspondência na casa onde está vivendo escondida com o seu amigo James (Aldis Hodge), e a filha pré adolescente deste, Sidney (Storm Reid). Ao contar a história não do ponto de vista do personagem título, como o romance original; o filme homônimo de 1933 e mesmo a adaptação não oficial de Paul Veorhoeven O HOMEM SEM SOMBRA, o roteiro de Whannell dá uma camada extra de ameaça ao vilão, embora verdade seja dita, para isso sacrifique a rica discussão filosófica presente no livro de Wells e suas adaptações posteriores sobre o quanto a invisibilidade como forma de não precisar encarar a si mesmo ou ser encarado pelos outros poderia facilmente distorcer os princípios éticos e morais de um indivíduo. Mas como dito, o filme propõe outra discussão tão importante quanto ao falar da força dos traumas de abuso.

 A evolução de Whannell como diretor é visível desde o seu filme de estreia na função, o fraco SOBRENATURAL: A ORIGEM (embora não assisti o seu elogiado Sci Fi de ação, UPGRADE). Desde a sequência de abertura, que mostra a fuga de Cecília da casa de Adrian, o cineasta utiliza diversos planos abertos para reforçar a sensação de isolamento da personagem, que só serão reforçados a medida em que a narrativa avança; enquanto aposta em longos planos de ambientes vazios, criando tanto na protagonista quanto no publico a sensação de que um ataque do vilão invisível pode acontecer a qualquer momento. O diretor constrói a atmosfera com bastante cuidado, não tendo pressa nenhuma para as cenas atingirem o seu climax, valorizando cada som e deixando a câmera explorar cada canto do ambiente. E claro, Elizabeth Moss é a alma do filme, conseguindo transmitir com muita veracidade o medo, paranóia e a vergonha de Cecilia, enquanto seus grandes olhos parecem feitos para as heroínas do gênero ao expressar tanto o terror total diante da situação onde se encontra, e mesmo certa insanidade ao se sentir cada vez mais isolada em um mundo onde um psicopata invisível a persegue e ninguém acredita nela.

 Mas O HOMEM INVISÍVEL não é livre de suas falhas, e a maior deles se concentra durante o 3º ato, onde uma mise en scéne um pouco esquisita parece tirar muito da credibilidade das cenas de ação mais frenéticas, com guardas entrando um por um em corredor só para serem espancados pelo vilão. Além disso, algumas das reviravoltas finais, embora sejam conceitualmente interessantes, e sirvam aos objetivos do roteiro, parecem sabotar um pouco o ritmo da narrativa, ainda que o longa metragem consiga terminar com uma nota alta. Mas no geral, esta nova versão de O HOMEM INVISÍVEL tem mais acertos do que erros, e se é uma prévia do que podemos esperar para os monstros da Universal nos próximos anos, podemos esperar algumas coisas bem interessante para os próximos anos.

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 Visto O PRINCIPAL SUSPEITO

 

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  Na trama, Martin (Ewan McGregor) é um jovem estudante de direito que para pagar as contas, aceita o emprego de vigia noturno em um necrotério, ao mesmo tempo em que um serial killer vem aterrorizando a cidade, matando prostitutas e arrancando os seus olhos. Enquanto Martin é provocado por seu melhor amigo James (Josh Brolin) que o instiga a levar uma vida mais emocionante e trair a namorada Katherine (Patricia Arquette) com uma prostituta, o rapaz começa a perceber uma série de acontecimentos estranhos no necrotério, passando a desconfiar que o assassino de prostitutas possa estar mais perto do que ele imagina, e tentando incrimina-lo pelos assassinatos.

 Remake americano do thriller de terror dinamarquês NIGHTWATCH: PERIGO NA NOITE (que não assisti) este O PRINCIPAL SUSPEITO dirigido por Ole Bornedal, que também comandou o filme original mostra-se um suspense atmosférico e bem atuado, ainda que formulaico demais e com personagens pouco aprofundados para se tornar realmente interessante. O roteiro escrito pelo próprio diretor (adaptando o seu próprio roteiro da versão original) juntamente com Steven Sodenbergh até constrói um universo interessante no 1º ato, ao explorar as peculiaridades do trabalho do protagonista e a sua natureza mórbida, mas toda a construção da relação de Martin com James e a própria forma como o rapaz acaba se envolvendo nas investigações dos assassinatos a partir da segunda metade da narrativa é bem mal armada. 

 É interessante observar que este remake atraiu uma série de nomes bem interessantes além dos já citados, como Nick Nolte, que interpreta o inspetor de polícia responsável pela investigação dos assassinatos das prostitutas, Lauren Graham, que vive a sempre insatisfeita namorada de James, e Brad Dourif como o médico responsável pelo necrotério. Todos estão relativamente bem em seus papéis, com destaque para Josh Brolin como James, cujo comportamento niilista contrasta com os modos tímidos do protagonista de Ewan McGregor. Infelizmente, falta um desenvolvimento ou pelo menos uma dose de carisma maior no texto para que realmente nos importemos com o destino destes personagens.

 A direção de Ole Bornedal é relativamente competente, dando certa elegância ao projeto, que em alguns momentos parece flertar com o subgênero Giallo (embora nunca se torne um de fato). Estéticamente, o filme chama bastante atenção, e a fotografia de Dan Laustsen, (que posteriormente trabalhou em filmes como A FORMA DA AGUA e JOHN WICK: UM NOVO DIA PARA MATAR) é um show a parte ao criar um clima sempre opressivo com ambientes escuros quebrados por tons azulados e esverdeados. No geral, O PRINCIPAL SUSPEITO não chega a ser nenhuma bomba. Mas todo o universo mórbido prometido pelo filme durante o 1º ato apresentava um potencial bem maior do que este supercine genérico que se tornou o resultado final.

 

Visto BAD SAMARITAN

 

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  Na trama, Sean Falco (Robert Sheehan) é um jovem trambiqueiro, que junto com o amigo Derek (Carlito Oliveiro) vale-se de seu trabalho como manobrista em um restaurante para furtar a casa dos clientes enquanto estes estão fora. Mas quando Sean invade a casa do estranho Cale Erendreich (David Tennant), ele encontra uma jovem (Kerry Condon) sendo mantida em cativeiro, e escolhe abandona-la com medo de ser preso. Entretanto, torturado pela culpa, Sean decide denunciar Cale para resgatar a jovem, mas o psicopata é mais inteligente do que o rapaz imagina, e agora pretende transformar a vida de Sean em um inferno pela sua interferência.

 Ganhando no Brasil o genérico título "A Casa do Medo" (só nos ultimos cinco anos deve ter uns dez filmes com este título) este thriller dirigido por Dean Deviln (mais conhecido por ter roteirizado boa parte da filmografia de Roland Emmerich) e escrito por Brandon Boyce parte de uma premissa já batida onde um criminoso "inofensivo" invade uma casa só para se ver transformado em um herói improvável ao descobrir que entrou nos domínios de um psicopata, com cenários semelhantes tendo sido explorados de forma mais claustrofóbica em filmes como O HOMEM NAS TREVAS e O COLECIONADOR DE CORPOS. Aqui, o roteiro opta por estabelecer um jogo de gato e rato entre o protagonista e o vilão, onde o vilão sistematicamente destrói a vida do mocinho e de todos aqueles ao seu redor, enquanto este tenta provar inutilmente ás autoridades a real natureza do antagonista. Mas o texto trabalha este jogo de gato e rato de forma terrivelmente aleatória e sem grandes recompensas emocionais, tudo executado de forma burocrática até dizer chega. O que é uma pena, pois existe algum potencial na jornada dramática do protagonista, que passa a não medir esforços para salvar uma garota que mal conhece, algo longe de ser novo, mas sempre interessante, mas que não consegue ser trabalhado de forma honesta pelo roteiro.

 Além disso BAD SAMARITAN parece nunca saber exatamente qual é o tom da narrativa, se trata de uma história mais sombria e violenta, ou se está pronto para abraçar algum tipo de humor, mesmo que de natureza sombria. E não, não é que o filme transita entre os dois tons (o que poderia ser), ele só não consegue estabelecer uma identidade. No fim, o filme acaba valendo pela presença do sempre ótimo David Tennant, ator mais do que acostumado com tipos excêntricos, e que concede ao vilão Cale Erendreich um ar ameaçador, mas ao mesmo tempo charmoso, o que dá ao sujeito um certo carisma, mesmo diante das monstruosidades que comete, lembrando nesse sentido o seu trabalho como o vilão Killgrave na extinta série JESSICA JONES. No frigir dos ovos, BAD SAMARITAN é um thriller que até tem um ou outro bom momento, mas que no fim das contas é esquecido não muito tempo depois dos créditos subirem.

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Sexta-feira 13 Parte III (Friday the 13th Part III, Dir.: Steve Miner, 1982) 2/4

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(Revendo um ep. da série na última sexta-feira 13) 

Pra mim (e muitos fãs da série) as Partes II, III e IV formam um espécie de trilogia dentro da série. O primeiro filme montou a mitologia da saga (acampamento, assassino violento, mortes gráficas, história da Pamela e seu filho Jason e etc), mas essas 3 primeiras sequels acabaram incluindo e montando bem o Jason adulto assassino dentro dessa mitologia (e acabou que Jason virou marca registrada da série). Ele começa como uma criatura selvagem que ataca quando invadem seu território na Parte 2, e no fim, virou essa máquina de matar que aparece na Parte 4 (que seria o Capítulo Final). Essa Parte 3 é quem faz/deveria fazer essa transição de um Jason pra outro (o começo desse filme, ele ainda age com na Parte 2, mas quando assume a máscara de hockey, se torna um assassino implacável que mata todos que aparecem na frente - que vem encontrar seu "fim" no final da Parte 4). Só que essa Parte 3 não monta isso tão bem como poderia. Desses 3 filmes dessa "trilogia" é o que fica num meio termo. A questão é que a Parte 2, que tenta respeitar a mitologia que o primeiro filme criou e continuá-la, colocando o Jason adulto, acabou não rendendo tanto como nas bilheterias como o primeiro filme, então, os produtores meio que ligaram o 'foda-se" nessa Parte III, partindo pro tudo ou nada. Nisso, acabaram só tentando "corrigir falhas" do segundo filme sem aprofundar/acrescentar mais a história e a mitologia (ok, sem querer acabaram acrescentando algo que é bem marcante na mitologia da saga, que é o Jason adotando a máscara de hockey, mas ficou nisso).

Numerando aqui as possíveis "falhas" do segundo filme: 01) Não aumentou tanto o número de mortes em relação ao primeiro filme (de 8 pra 9); 02) as mortes sofreram censura e aí tirando a do cara na cadeira de roda (Mark), não tem nenhuma lá muito impactante (muitas rolam off-screen); 03) o filme tenta continuar contando a história do Jason e sua mãe, mas isso deve ter deixado público meio confuso na época, já que não explicam como o Jason, que era um menino que morreu afogado, aparece agora adulto matando todo mundo (e analisando melhor, se ele estivesse vivo esse tempo todo, como o filme nos faz pensar, as atitudes da mãe dele no primeiro filme não fariam tanto sentido). Claro, que hoje a Parte 2 é um dos mais queridos da série, mas, na época, considero que deve ter rolado essas reclamações (olhando bem a Parte 3, deve ter acontecido isso).

Então, essa Parte 3 entra em campo com esse cenário. Assim, número de mortes aumenta (de 9 pra 12); tentam não tesourar tanto as mortes, aparecendo mais sangue, mais objetos atravessando corpos, e sem muita morte off-screen (as que tem, logo depois o morto aparece e dá pra ver o que rolou), sem falar que resolveram adotar o 3D nos cinemas pra dar up nas cenas de mortes (não sei se isso conta como ponto positivo, porque pouca gente curte 3D). Com esse foco, acabou que aprofundar a história de Jason e sua mãe fica pra escanteio. Na verdade, o filme, no fim, passa impressão que tenta se 'descolar' um pouco dos filmes anteriores: Em nenhum momento a história do Jason e sua mãe é contada ou citada; em nenhum momento o nome dele é dito (tirando o começo onde colocaram o fim da Parte 2); sem falar que largaram a história do "acampamento sinistro" (aqui rola numa casa de verão onde alguns jovens vão passa o fim de semana - nada de monitores, cabanas e etc). Até o visu do Jason mudaram, ele não se assemelha com o que apareceu na Parte 2, sendo que o filme se passa no dia seguinte ao outro (Estranho que o filme tem o mesmo diretor da Parte 2 - Steve Miner - e mesmo assim ele não tentou criar um visu semelhante ao que ele colocou no 2). Ou seja, se não tivessem colocado no começo do filme o final da Parte 2, podíamos pensar que é outro assassino, atacando em outro lugar, sem nada a ver com os anteriores.

No fim, o filme foi eficiente no que diz respeito a bilheteria e rendeu mais que o segundo filme (e acabou sendo um modelo para os filmes que vieram depois). Pra mim, o filme se salva muito porque gosto da ambientação, os personagens ainda são legais (apesar de uns atores aqui parecerem velhos demais pra serem adolescentes/pós-adolescente - São? No fim, fiquei na dúvida), Jason adota sua máscara (e se mostra mais implacável), e, sim, as cenas de mortes são mais eficientes se comparadas com a do segundo filme (apesar de achar que nenhuma aqui barrou a do cara de cadeira de rodas do anterior - mas enfim).

Mesmo com falhas desse aqui, considero que a "trilogia" que ele monta junto da Parte 2 e 4 consegue se manter bem, então, até o Capítulo Final, a série estava redonda pra mim (as escorregadas maiores vieram depois em filmes futuros).

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Um Longo Fim de Semana (Long Weekend, Dir.: Colin Eggleston, 1978) 3/4

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Um casal em crise resolve passar o fim de semana no campo pra tentar se reconectar. Lá acabam sofrendo com a natureza, se vingando de coisas que eles fazem no local.

A "natureza se vingando" parece até um tema de filme eco-chato, hehehe, mas o filme até que sabe se sair bem. Acaba sendo um 'Evil Dead' mais soft (porque não tem demônios ou alguma entidade agindo na floresta, e sim a própria natureza tentando fuder o casal). E a própria relação fudida do casal acaba ajudando a criar mais tensão ali. 

 

Patrick (iden, Dir.: Richard Franklin, 1978) 2/4

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Uma enfermeira vai cuidar de um criminoso que entrou em coma depois de matar a mãe. Esse criminoso acaba por usar poderes telecinéticos para dominar a enfermeira.

Esse aqui achei o tema interessante mas não chegar a usar todo seu potencial. Acho meio enrolado em muitas partes (chega perto de durar 2 horas, poderia ter durado muito menos), e acaba que o climax maior é só o seu final mesmo, só no final que o o poder do criminoso soa mais perigoso, até lá ele não faz tanta coisa tão perturbadora assim. 

**Uma produção australiana, aí acaba tendo certas liberdades que um filme americano não teria, como a enfermeira tentar estimular o criminoso sexualmente - sim, uma punhetinha pra acordar o moribundo hehehe. 

***Teve um remake em 2013 que até tenho curiosidade em ver...

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On 3/16/2020 at 1:35 PM, Jailcante said:

Sexta-feira 13 Parte III (Friday the 13th Part III, Dir.: Steve Miner, 1982) 2/4

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(Revendo um ep. da série na última sexta-feira 13) 

Pra mim (e muitos fãs da série) as Partes II, III e IV formam um espécie de trilogia dentro da série. O primeiro filme montou a mitologia da saga (acampamento, assassino violento, mortes gráficas, história da Pamela e seu filho Jason e etc), mas essas 3 primeiras sequels acabaram incluindo e montando bem o Jason adulto assassino dentro dessa mitologia (e acabou que Jason virou marca registrada da série). Ele começa como uma criatura selvagem que ataca quando invadem seu território na Parte 2, e no fim, virou essa máquina de matar que aparece na Parte 4 (que seria o Capítulo Final). Essa Parte 3 é quem faz/deveria fazer essa transição de um Jason pra outro (o começo desse filme, ele ainda age com na Parte 2, mas quando assume a máscara de hockey, se torna um assassino implacável que mata todos que aparecem na frente - que vem encontrar seu "fim" no final da Parte 4). Só que essa Parte 3 não monta isso tão bem como poderia. Desses 3 filmes dessa "trilogia" é o que fica num meio termo. A questão é que a Parte 2, que tenta respeitar a mitologia que o primeiro filme criou e continuá-la, colocando o Jason adulto, acabou não rendendo tanto como nas bilheterias como o primeiro filme, então, os produtores meio que ligaram o 'foda-se" nessa Parte III, partindo pro tudo ou nada. Nisso, acabaram só tentando "corrigir falhas" do segundo filme sem aprofundar/acrescentar mais a história e a mitologia (ok, sem querer acabaram acrescentando algo que é bem marcante na mitologia da saga, que é o Jason adotando a máscara de hockey, mas ficou nisso).

Numerando aqui as possíveis "falhas" do segundo filme: 01) Não aumentou tanto o número de mortes em relação ao primeiro filme (de 8 pra 9); 02) as mortes sofreram censura e aí tirando a do cara na cadeira de roda (Mark), não tem nenhuma lá muito impactante (muitas rolam off-screen); 03) o filme tenta continuar contando a história do Jason e sua mãe, mas isso deve ter deixado público meio confuso na época, já que não explicam como o Jason, que era um menino que morreu afogado, aparece agora adulto matando todo mundo (e analisando melhor, se ele estivesse vivo esse tempo todo, como o filme nos faz pensar, as atitudes da mãe dele no primeiro filme não fariam tanto sentido). Claro, que hoje a Parte 2 é um dos mais queridos da série, mas, na época, considero que deve ter rolado essas reclamações (olhando bem a Parte 3, deve ter acontecido isso).

Então, essa Parte 3 entra em campo com esse cenário. Assim, número de mortes aumenta (de 9 pra 12); tentam não tesourar tanto as mortes, aparecendo mais sangue, mais objetos atravessando corpos, e sem muita morte off-screen (as que tem, logo depois o morto aparece e dá pra ver o que rolou), sem falar que resolveram adotar o 3D nos cinemas pra dar up nas cenas de mortes (não sei se isso conta como ponto positivo, porque pouca gente curte 3D). Com esse foco, acabou que aprofundar a história de Jason e sua mãe fica pra escanteio. Na verdade, o filme, no fim, passa impressão que tenta se 'descolar' um pouco dos filmes anteriores: Em nenhum momento a história do Jason e sua mãe é contada ou citada; em nenhum momento o nome dele é dito (tirando o começo onde colocaram o fim da Parte 2); sem falar que largaram a história do "acampamento sinistro" (aqui rola numa casa de verão onde alguns jovens vão passa o fim de semana - nada de monitores, cabanas e etc). Até o visu do Jason mudaram, ele não se assemelha com o que apareceu na Parte 2, sendo que o filme se passa no dia seguinte ao outro (Estranho que o filme tem o mesmo diretor da Parte 2 - Steve Miner - e mesmo assim ele não tentou criar um visu semelhante ao que ele colocou no 2). Ou seja, se não tivessem colocado no começo do filme o final da Parte 2, podíamos pensar que é outro assassino, atacando em outro lugar, sem nada a ver com os anteriores.

No fim, o filme foi eficiente no que diz respeito a bilheteria e rendeu mais que o segundo filme (e acabou sendo um modelo para os filmes que vieram depois). Pra mim, o filme se salva muito porque gosto da ambientação, os personagens ainda são legais (apesar de uns atores aqui parecerem velhos demais pra serem adolescentes/pós-adolescente - São? No fim, fiquei na dúvida), Jason adota sua máscara (e se mostra mais implacável), e, sim, as cenas de mortes são mais eficientes se comparadas com a do segundo filme (apesar de achar que nenhuma aqui barrou a do cara de cadeira de rodas do anterior - mas enfim).

Mesmo com falhas desse aqui, considero que a "trilogia" que ele monta junto da Parte 2 e 4 consegue se manter bem, então, até o Capítulo Final, a série estava redonda pra mim (as escorregadas maiores vieram depois em filmes futuros).

 

 Tenho sensação semelhante. As partes 1 e 2 ainda parecem querer contar uma história no meio da matança. Já a Parte 3 prioriza a matança e introduz o Jason versão "Maquina de matar". Fora que embora ainda não fosse um morto vivo, o Jason aqui já é bem sobre humano, enquanto na Parte 2, ele era mais um assassino "normal", batia, mas apanhava, tropeçava perseguindo as vítimas, etc. Ainda assim, essa PARTE 3 tem uma atmosfera muito bem construída, na minha opinião.

 

4 hours ago, Jailcante said:

Um Longo Fim de Semana (Long Weekend, Dir.: Colin Eggleston, 1978) 3/4

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Um casal em crise resolve passar o fim de semana no campo pra tentar se reconectar. Lá acabam sofrendo com a natureza, se vingando de coisas que eles fazem no local.

A "natureza se vingando" parece até um tema de filme eco-chato, hehehe, mas o filme até que sabe se sair bem. Acaba sendo um 'Evil Dead' mais soft (porque não tem demônios ou alguma entidade agindo na floresta, e sim a própria natureza tentando fuder o casal). E a própria relação fudida do casal acaba ajudando a criar mais tensão ali. 

 

Eu gostei desse filme quando assisti. Tem uma construção de atmosfera bem surreal, e tu quase acaba concordando com a natureza. O casal nem pra levar uma sacolinha pra guardar o lixo (hehehe).

 

4 hours ago, Jailcante said:

 

 

Patrick (iden, Dir.: Richard Franklin, 1978) 2/4

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Uma enfermeira vai cuidar de um criminoso que entrou em coma depois de matar a mãe. Esse criminoso acaba por usar poderes telecinéticos para dominar a enfermeira.

Esse aqui achei o tema interessante mas não chegar a usar todo seu potencial. Acho meio enrolado em muitas partes (chega perto de durar 2 horas, poderia ter durado muito menos), e acaba que o climax maior é só o seu final mesmo, só no final que o o poder do criminoso soa mais perigoso, até lá ele não faz tanta coisa tão perturbadora assim. 

**Uma produção australiana, aí acaba tendo certas liberdades que um filme americano não teria, como a enfermeira tentar estimular o criminoso sexualmente - sim, uma punhetinha pra acordar o moribundo hehehe. 

***Teve um remake em 2013 que até tenho curiosidade em ver...

Não vi o original, mas assisti ao remake de 2013, e lembro de ter achado um filme bem divertido. Nada que se diga nossa, mas curti quando vi alguns anos atrás.

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 Visto O ASSASSINO DE CLOVEHITCH

 

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  Na trama, Tyler Burnside (Charlie Plummer) é um adolescente que após encontrar uma fotografia de uma mulher amordaçada e amarrada no carro de seu pai, Don (Dylan McDermott),um respeitado professor de escotismo da região, passa a desconfiar que seu pai, é o assassino de Clovehitch, um serial killer que vem assombrando a região há mais dez anos. Com a ajuda de Kassi (Madisen Beaty), uma esquisita garota obcecada pelo caso Clovehitch, Tyler começa a investigar o próprio pai, mas o rapaz quer mesmo descobrir a verdade?

 Dirigido por Duncan Skyles, a partir de um roteiro de Christopher Ford, de CLOWN e HOMEM ARANHA: DE VOLTA AO LAR, este O ASSASSINO DE CLOVEHITCH parte da sempre interessante premissa onde alguém descobre que um parente querido pode ser um maníaco homicida, vide o clássico de Alfred Hitchcock A SOMBRA DE UMA DUVIDA, onde uma sobrinha descobre que seu tio é um psicopata, passando pelo recente A GOOD MARRIAGE, onde uma esposa descobre os hábitos assassinos do marido com quem é casada há anos. Tais como nos filmes citados, o filme de Duncan Skyles põe em xeque a pureza da família tradicional do American Way Life. Estabelecendo Don Burnside como um cidadão modelo, mas que possivelmente pode ser um assassino fetichista que estrangulou diversas mulheres, o roteiro de Christopher Ford estabelece que o mal pode se esconder por trás das mais brilhantes superfícies. O filme também parece fortemente inspirado na jornada dramática do protagonista do clássico hitchcockiano A SOMBRA DE UMA DÚVIDA, já que Tyler, vivido com competência pelo jovem Charlie Plummer tem aqui um doloroso arco de amadurecimento ao ter que abrir mão de certezas fundamentais que possuía.

 O ASSASSINO DE CLOVEHITCH, entretanto, peca por ter um ritmo por demais arrastado, não justificando as suas quase duas horas de duração. Claro, percebe-se nitidamente que o diretor busca uma construção realista não só em termos de intensificação de suspense, mas por uma direção que privilegia um ritmo mais lento, vide a sequência que mostra a invasão do assassino do título a casa de uma vítima, e a preparação para tal invasão. Além disso, falta um cuidado maior na construção da relação entre certos personagens, como a amizade que se estabelece entre Tyler e Kassi, que nunca soa muito natural, o que é um problema devido a importância que a parceria dos dois adolescentes tem para a trama. A fotografia de Luke McCoubrey é discreta, mas serve ao propósito do filme, especialmente pela forma como retrata os ambientes internos bastante escuros, mas sempre deixando vazamentos de luz dos ambientes externos como uma representação visual do mal que se esconde nas sombras. O maior destaque da obra acaba sendo Dylan McDermott, que dá um imenso carisma a Don ao ponto de que realmente queremos acreditar na inocência do sujeito, ao mesmo tempo em que também impõe uma presença que gera certo desconforto, dando a entender que ele esconde algo. No geral, não é um filme ruim, mas tinha potencial pra ser bem melhor.

 

Visto DEAD SPACE: A QUEDA

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  Na trama, durante uma missão de mineração em uma colónia espacial, uma construção alienígena, que muitos acreditam ser a prova da existência de Deus, é trazida a bordo da nave que abastece a colonia. Entretanto, uma estranha epidemia parece se espalhar pela colónia, causando um enorme massacre, e um fugitivo consegue embarcar na nave antes que ela decole. Agora, a chefe de segurança Alicia Vincent precisa correr contra o tempo para salvar a nave, enquanto um surto psicotico acomete vários membros da tripulação, e um estranho organismo alienígena começa a possuir os cadáveres da vítimas e matar todos ao redor.

  Dirigido por Chuck Patton em seu longa metragem de estreia (depois de comandar episódios de séries animadas como "Comandos em Ação" e "Spawn"), e escrito a quatro mãos por Jimmy Palmiotti e Justin Gray, DEAD SPACE: A QUEDA é uma animação que funciona como um prequel do game "Dead Space" lançado em 2008 para as plataformas Xbox e Playstation 3. O longa parece misturar uma série de elementos vindos de vários tipos de histórias de horror cósmico, desde o design lovecraftiano das criaturas e do conceito de uma construção ancestral maldita, passando pela clara influência de ALIEN na ambientação de uma nave tomada por uma força alienígena hostil e de uma protagonista feminina durona estilo Ripley, juntando a tudo isso o estilo de ação comum aos filmes de zumbi.

 A animação é competente naquilo que se propõe, embora não tenha nenhum momento que chame mais atenção. O grande problema de DEAD SPACE: A QUEDA, entretanto, é que o filme não consegue esconder a sua natureza de produto derivado. Vários dos arcos ao longo do filme são deixados em aberto e sem resposta, e mesmo o desfecho do filme soa abrupto. A animação parece claramente ter sido pensada para ser um complemento ao game, mas não para funcionar sozinha. Ao menos o filme é rápido em seus sessenta e poucos minutos, e não demora pra chegar nos finalmentes. 

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0.0 MHz é um terror teen coreano razoável que tenta ser uma espécie de Scooby-Doo ou Caça-Fantasmas mais hardcore. A mitologia que ele cria é bacana e começa muito bem. Só que da metade ele decai tanto em ritmo como se torna genérico, quase ianque. Não se define se quer ser terror, drama ou filme de vingança. As atuações não ajudam muito também, fraquíssimas, beiram o caricato e cartunesco. Mas a sessão de exorcismo final é bem legal. Depois vi que metade deles vem de grupos K-pop, o que explica muita coisa. Pena, tinha tudo pra dar um filmão pela estória, única coisa que te prende. 7,5-10

0,0 МГц (2019) смотреть онлайн бесплатно

 

O Homem Invisível é um telefilme feito pro Supercine, mas um dos bons. Eu tava com pé atrás nesta adaptacão (bem feita) e seu lado B não me incomodou em nenhum momento. Pelo contrário, joga a favor. No entanto, pela proposta do filme em jogar mistério em relacão ao que ta rolando o titulo do mesmo já é um baita spoiler. No mais, acho que minha muié gostou bem mais pq ela é ativista de causas femeninas. É um filme bem assistível mas com erros, por exemplo sua excessiva duracão..uma meia hora menos não prejudicaria em nada.. e uma reviravolta nos finalmentes, desnecessária. Mas dá pra ver de boas. Só não sei como vao expandir este trem com o resto dos monstros da Universal. 8-10

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, close-up e texto

 

The Hunt é um divertido filme de caçada humana, daqueles ja visto ja trocentas vezes em O Alvo com Jogos Mortais, mas com um forte contexto político uma vez que divide os personagens em facções políticas, republicanos e liberais. Este thriller tem gore, acão, suspense e humor negro, nem sempre bem dosado em sua metragem. É um filme que não oferece nada de novo, mas diverte pelo menos, principalmente quando a Hilary Swank começa a chutar bundas.8-10

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Charlie Says é um thriller policial que retoma outro viés as estória do Charles Manson, sob ótica de três de suas discípulas. É interessante pela pegada investigativa e seus oportunos flashbacks. Com relacão ás atuacões o trio de muié ta bem, mas o Charles Mason do Dr Who ta meio a desejar. Dá pra ver e prende atencão, mas a diretora de Psicopata Americano já fez bem melhor, dava mais caldo este filme. 8-10

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Dark Encounter é um terror scy-fy que funciona mais como filme de abdução do que o dramalhão que esfrega na cara na primeira hora. Sei lá, o diretor encheu muita linguiça com material piegas provavelmente porque o material que tinha não dava nem prum curta. Pior de tudo que o desfecho tem uma reviravolta esdrúxula onde tenta passar sermão desnecessário. Das atuacões nem falo nada, a ótima Alice Lowe tadinha nessa barca furada.. 7-10

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Swallow é um bom thriller dramático que se vale praticamente da ótima atuacão de sua atriz principal, a desconhecida Haley Bennet. É uma fábula moderna sobre submissão, vazio existencial, traumas e repressão. A idéia da mulher-avestruz que devora tudo pra aplacar a ansiedade é caricatural demais, mas o filme se desenvolve com realismo e seriedade suficiente pra passar por cima disso, sem falar nas imagens poderosas que transmite. Vale a bizoiada deste indie. 8,5-10

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Teketeke 1 e 2  é um curioso terror teen japonês que só vale mesmo pela famosa lenda urbana daquele país, espécie de loira do banheiro cortada ao meio e de olhos puxados que ataca nas passarelas. No mais, ambos filmes se desenvolvem no esquemão gringo, com todos os clichês possíveis, mais o que se destaca mesmo é o gore, gostoso de se ver que lembra Takeshi Miike ou Sion Sono. Como falei, a lenda é interessante mas faltou desenvolvimento maior pra uma mitologia que vingasse mais, não foi a toa que a franquia não saiu do segundo filme, mais fraco que o primeiro. 8-10

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The Door in the Woods é um horror horrível que tem grandes pretensões mas só consegue extrair risadas e bocejos. Pensa num Poltergeist feito com orcamento merreca, quase estilo Hermes e Renato..é isso! Pior que quer se levar a sério. Antes não fosse, pois a meia hora final do exorcismo é a coisa mais hilária que tem. 6-10

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Methamorfosis é um bacanudo drama de horror coreano sobre possessão demoníaca. Aqui é bem diferente do filme acima, é um mix de Poltergeist, Exorcista e Morte do Demônio. Tem gore, suspense e muita acão. As atuacões são aquela coisa asiática ja vista e tem o esquema gringo de narrativa, mas é tudo muito bem feito. É legal, mas não supera o muito melhor The Priests. 8-10

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Aqui No Ha Pasado Nada é um thriller dramático chileno que retoma um caso famoso de impunidade daquele país, algo parecido com Contratiempo ou até um dos segmentos de Relatos Selvagens. A idéia de tratar de crime e castigo é boa, mas aqui é tudo feito quase no estilo de telefilme. Mas embora prenda a atenção, reconheço que falta mais alguma coisa. Atuado corretamente, ha muita encheção de linguiça nos finalmentes. 7,5-10

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 Visto ESCAPE ROOM

 

Escape Room poster - Poster 4 - AdoroCinema

 

 Na trama, um grupo de seis pessoas sem ligação entre si é convidada a participar de um "Escape Room", um jogo de realidade aumentada, que promete dez mil dólares para o vencedor.  Entre os participantes estão a tímida estudante de física Zoe (Taylor Russell), Amanda (Deborah Ann Wolf), uma traumatizada ex militar, o executivo Jason (Jay Ellis), entre outros. Entretanto, assim que começam a jogar, os participantes percebem que não é apenas o prémio que está em jogo, mas suas próprias vidas, quando as armadilhas do jogo mostram-se letais.

  Dirigido por Adam Robitel do fraquissimo SOBRENATURAL: A ULTIMA CHAVE, e escrito a quatro mãos por Bragi F. Schut e Maria Melnik, ESCAPE ROOM revela-se um filme muito mais divertido do que eu esperava, lembrando um pouco algum filme da franquia "Jogos Mortais" no que diz respeito a cenários onde os personagens precisam encontrar pistas para sobreviver em um tempo limite, mas muito mais leve, sem toda sangueira que caracteriza os longas metragens do assassino Jigsaw. A premissa onde uma empresa malvada devenvolve jogos e disputas letais está muito longe de ser original, com filmes relativamente recentes como THE BELKO EXPERIMENT tendo explorado temáticas semelhantes. Mas ainda assim, o filme de Adam Robitel consegue nos manter interessados durante a projeção, tendo um bom ritmo. Além disso, ainda que traga uma série de personagens bastante arquétipos como a ex militar durona, o nerd que serve de alívio cômico, o executivo de coração frio, e mesmo a figura da jovem inocente, porém inteligente, que praticamente tem "Final Girl" estampado na testa, todos eles tem carisma o suficiente para que ganhem a nossa torcida, até nos fazendo lamentar quando perdemos alguns deles, o que é sempre um bom sinal em um filme do gênero.

 Longe de ser genial, e com um final em aberto que deixa as portas abertas para uma sequência (que de fato já está ocorrendo), ESCAPE ROOM ainda é um filme que consegue divertir, cumprindo aquilo o que se propõe a fazer.

 

 Visto READY OR  NOT

 

Ready or Not' (2019) A Sneaky Movie Review | Scary movies, Horror ...

 

  Na trama, Grace (Samara Weaving) é uma jovem que acaba de se casar com Alex (Mark O'Brien), um dos herdeiros da rica família Le Domas. Mas antes da noite de núpcias, Grace aceita participar de um velho ritual da família, onde ela simplesmente deve jogar um "jogo inofensivo" escolhido ao acaso para ser aceita no clã dos Le Domas. O jogo é esconde esconde, onde a noiva deve permanecer escondida até o amanhecer, enquanto os outros membros da família a procuram. Mas o que Grace não sabe, é que a família do marido acredita que no momento em que o jogo de esconde esconde é escolhido, eles devem matar a noiva até o amanhecer, do contrario, toda a família será morta pelo diabo.

  Dirigido em conjunto por Matt Bettinelli Olpin e Tyler Gillet (recentemente anunciados como diretores do novo exemplar da franquia "Pânico") a partir de um roteiro escrito a quatro mãos por Guy Busick e Christopher Murphy, READY OR NOT (que no brasil ganhou o genérico título de "Casamento Sangrento") é uma comédia de terror bastante divertida, que tira o seu humor muito mais da insanidade da situação em que a protagonista se encontra do que propriamente de personagens estritamente cómicos (ainda que eles existam). O filme merece créditos por, no meio de toda a sua insanidade e humor de violência non sense, conseguir encontrar algum coração dramático, conduzido especialmente pelo noivo Alex e seu irmão alcoólatra Daniel (Adam Brody), únicos membros da família que questionam a loucura de suas tradições. Os personagens funcionam como eixo dramático, conseguindo fazer com que o filme não despenque para a galhofa total, ainda que o humor através de uma violência quase tarantinesca ainda seja o seu principal objetivo. Mas embora o roteiro e a direção consigam transitar muito bem entre tons, o maior mérito do filme deve ser entregue a sua estrela. Tendo basicamente se especializado em comédias de teor violento, vide a sua participação em filmes como UM DIA DE CAOS e A BABÁ (ou mesmo o recente GUNS AKIMBO), Samara Weaving esbanja carisma no papel de Grace, cuja consternação cada vez maior com a insanidade que a rodeia cresce exponencialmente até o ponto em que ela mesma acaba abraçando a partir de certo ponto. No fim, READY OR NOT é um filme que vale muito a conferida por conseguir ser hilário em sua violência exagerada, mas ainda conseguindo manter algum senso dramático, o que não é fácil em um filme como esse.

 

Visto O DOM DA PREMONIÇÃO

O Dom Da Premonição | Assista online ao filme no Globoplay

 

 Na trama, Annie Wilson (Cate Blanchett) é uma vidente viúva, que cria três filhos após a morte do marido, que vive em uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos. Os problemas de Annie começam quando ela passa a ser ameaçada por Donnie Barksdale (Keanu Reeves), o violento marido de uma de suas clientes (Hilary Swank), a quem ela aconselhou deixar o marido. A situação piora quando a jovem Jessica King (Katie Holmes), a noiva de Wayne Collins (Greg Kinnear), o atencioso pedagogo da escola dos filhos de Annie, desaparece em circunstancias misteriosas, e a médium é requisitada para ajudar no caso.

 Dirigido por Sam Raimi, que entre outras coisas comandou a trilogia "Evil Dead" e a trilogia original de filmes do Homem Aranha, a partir de um roteiro escrito a quatro mãos por Billy Bob Thornton (sim o ator) e seu parceiro habitual Tom Epperson, este O DOM DA PREMONIÇÃO é um thriller de assassinato com toques sobrenaturais bem medíocre na maior parte do tempo, sendo elevado apenas por seu elenco estrelado (especialmente a sempre ótima Cate Blanchett) e uma condução relativamente competente de Raimi, que consegue dar a obra certa atmosfera, apesar de um roteiro terrivelmente mal estruturado.

 Falta unidade para o filme, que nunca decide muito bem o que quer ser, um thriller sobrenatural? Um drama de tribunal?. Personagens como Buddy (Giovanni Ribsy), um rapaz com problemas mentais ajudado por Annie, apesar de muito interessante, parece fazer parte de um filme completamente diferente. No geral, é um Supercine bem esquecível do Raimi, e um de seus filmes mais sem sal.

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On 3/29/2020 at 10:42 AM, Jorge Soto said:

O Homem Invisível é um telefilme feito pro Supercine, mas um dos bons. Eu tava com pé atrás nesta adaptacão (bem feita) e seu lado B não me incomodou em nenhum momento. Pelo contrário, joga a favor. No entanto, pela proposta do filme em jogar mistério em relacão ao que ta rolando o titulo do mesmo já é um baita spoiler. No mais, acho que minha muié gostou bem mais pq ela é ativista de causas femeninas. É um filme bem assistível mas com erros, por exemplo sua excessiva duracão..uma meia hora menos não prejudicaria em nada.. e uma reviravolta nos finalmentes, desnecessária. Mas dá pra ver de boas. Só não sei como vao expandir este trem com o resto dos monstros da Universal. 8-10

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 Acho que a ideia da Universal não é mais expandir esse universo, e sim focar em filme por filme.

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 Visto IDENTIDADE PARANORMAL

 

Identidade Paranormal - Filme 2009 - AdoroCinema

 

  Na trama, Cara Harding (Julianne Moore) é uma psicóloga que discrente da condição do transtorno de personalidade multipla, é recrutada por seu pai (Jeffrey DeMunn) também psicólogo, para estudar o caso de Adam (Jonathan Rhys Myers), um homem que apresentaria tal transtorno. Entretanto, a medida em que se aprofunda no caso, Cara percebe que as outras personalidades de Adam são todas de pessoas mortas, o que vai colocar a psicóloga diante de um mistério sobrenatural e de uma maldição de duzentos anos que passa a ameaçar a sua família.

 Dirigido a quatro mãos por Mâns Mârlind e Bjorn Stein (que posteriormente dirigiriam ANJOS DA NOITE: O DESPERTAR) e escrito por Michael Cooney (responsável pelo texto de IDENTIDADE), este IDENTIDADE PARANORMAL é um thriller sobrenatural estilo "Supercine" relativamente competente naquilo que se propõe, conseguindo manter o público interessado até o seu desfecho dúbio (algo que parece recorrente no trabalho deste roteirista). Julianne Moore tem carisma o suficiente para segurar um roteiro, que embora relativamente bem construído e mostrar até alguma coragem em seu terço final, ainda é por demais esquemático em toda a investigação conduzida por sua protagonista, trazendo poucas surpresas pra quem já viu qualquer filme do tipo. Quanto a Jonathan Rhys Myers, digamos que para um personagem que teria várias personalidades, o ator entrega um trabalho aquém do que poderia, estabelecendo poucas coisas que distingam as diferentes personas de Adam.

  Tecnicamente falando, IDENTIDADE PARANORMAL faz bonito. A direção de fotografia de Linus Sandgren, de LA LA LAND e TRAPAÇA cheio de tons cinzentos e azulados cria o tom opressivo que a narrativa exige, e também um certo ar sobrenatural nas passagens passadas em uma floresta, enquanto a direção de arte de Jesse Rosenthal que também trabalhou em TRAPAÇA além de ter trabalhado ao de Ryan Coogler em filmes como CREED e PANTERA NEGRA cria um contraste interessante entre os ambientes mais clean das cidades, dominada pela ciência, com os aspectos mais míticos e folclóricos que passam a surgir nos campos e florestas através da segunda metade da narrativa. No geral, dá pra recomendar de boa o filme pra uma tarde ociosa, pois ele vai entreter sem ofender a inteligência, mas também não vai se perpetuar por muito tempo na memória.

 

Visto A COR QUE CAIU DO ESPAÇO

 

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 Na trama, um meteorito cai na fazenda de Nathan Gardner (Nicolas Cage) onde ele vive com a esposa e seus três filhos, liberando uma estranha iluminação. Embora seja aparentemente inofensivo, e desapareça poucos dias depois de sua queda, coisas estranhas começam a acontecer, com os animais e as plantas da fazenda reagindo de forma incomum, e os próprios membros da família passando a apresentar um comportamento errático. Enquanto o hidrólogo Ward Phillips (Elliot Knight) acredita que as terras dos Gardner possam ter sido contaminadas, a jovem Lavinia (Madeleine Arthur), a filha dos Gardner e única a perceber os estranhos eventos que se desenrolam, tenta salvar a sua família.

 H.P Lovecraft é apontado como muitos como um autor inadaptável. Suas criações mitológicas e infernos cósmicos, e prosa que muitas vezes apenas sugere o que está nas páginas é posta como algo completamente anti audiovisual, o que sempre inibiu o cinema e a TV de adapta-lo mais frequentemente. Claro, houveram cineastas, que ao meu ver, souberam muito bem transpor a obra de Lovecraft para o audiovisual, como o recentemente falecido Stuart Gordon (que comandou os excelentes RE-ANIMATOR e DO ALÉM) e mesmo Sean Branney e sua interessante experimento cinematográfico com a adaptação de SUSSURRO NAS TREVAS. Richard Stanley, longe dos longas metragens há mais de vinte anos desde que foi demitido da versão noventista de A ILHA DO DOUTOR MOREAU pode se juntar a esses nomes que prova que é sim possível adaptar Lovecraft com qualidade para as telas.

 Esta nova versão cinematográfica do conto homônimo de Lovecraft é extremamente competente naquilo que se propõe, construindo personagens com que realmente nos importamos (algo que, convenhamos, nunca foi a prioridade de Lovecraft), ao mesmo tempo em que não tem medo de sacrifica-los. Os efeitos especiais (práticos em sua maioria) com bom uso do Body Horror concedem ao projeto um charme macabro digno de nota. Mesmo a extrema canastrice de Nicolas Cage funciona dentro do contexto apresentado pela obra. O diretor Richard Stanely já anunciou a sua intenção a intenção de adaptar mais trabalhos do mestre do horror cósmico como "O Horror de Dunwich", e tendo em vista essa primeira investida, por mim pode fazer mais.

 

Visto ARMADILHA PARA TURISTAS

 

Tourist Trap (film) - Wikipedia

 

  Na trama, durante uma viagem pelo país, um grupo de jovens vê seu carro quebrar, e ficam presos no meio da estrada. Eles levam o veículo até um posto de gasolina abandonado, e acabam conhecendo o Sr. Slausen (Chuck Connors), um viúvo que possui um velho museu de manequins nas proximidades. Enquanto Slausen sai para procurar ajuda, os jovens resolvem explorar uma casa ao lado do museu, e logo passam a ser perseguido por um maníaco mascarado com poderes telecineticos, que transforma todas as suas vítimas em manequins.

  Dirigido por David Schmoeller (de O MESTRE DOS BRINQUEDOS) a partir de um roteiro escrito pelo próprio diretor em parceria com J. Larry Carroll, ARMADILHA PARA TURISTAS é um slasher setentista, que bebendo na fonte de clássicos como MUSEU DE CERA e o seu contemporâneo O MASSACRE DA SERRA ELETRICA apresenta um filme bastante atmosférico e que traz até uma reviravolta interessante (mas não brilhante) a partir de sua segunda metade. O filme de Schmoeller é bem formulaico dentro daquilo que conhecemos dentro do subgênero, então no início de seu primeiro grande pico de popularidade. Embora não seja particularmente violento e gráfico, o filme possui uma construção de suspense. O vilão transmite o ar correto de ameaça por sua natureza sádica e suas habilidades telepaticas e telecinéticas trazem um diferencial para o filme dentro do subgênero por conferir a algumas cenas um bem construído clima de pesadelo, como aquele em que uma das vítimas é cercada por manequins vivos que riem de forma maníaca. O grupo de jovens são os arquétipos típicos do subgênero slasher, mas se não são especialmente carismáticos, ao menos não provocam a raiva no espectador. Pra quem não gosta do subgênero, o filme não vai fazer essa pessoa mudar de ideia, mas para quem curte um bom Slasher, vale a pena conferir esta produção setentista, que abraça a insanidade e o quase ridículo de sua premissa com gosto.

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1 Panico
2 Guerra dos Mundos
3 Hallowen
4 A lenda do cavaleiro sem cabeça 
5 O iluminado
6 Poltergeist 
7 O exorcista 
8 Amytiville
9 A hora do pesadelo
10 Sexta feira 13
11 Jogos Mortais
12 Christine o carro assassino
13 A bruxa de blair
14 Dracula
15 O brinquedo assassino
16 It a coisa
17 Psicose
18 Caça Fantasmas
19 Família Adams
20 Annabelle
21 Alien
22 The Rock Horror Picture Show
23 Uma Noite de Crime
24 Uma noite alucinante
25 O chamado
26 Cemitério Maldito
27 Um lobisomen americano em londres
28 silêncio dos inocentes
29 Sexto Sentido
30 Os fantasmas se divertem
31 Hellraiser

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54 minutes ago, Gust84 said:

1 Panico
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3 Hallowen
4 A lenda do cavaleiro sem cabeça 
5 O iluminado
6 Poltergeist 
7 O exorcista 
8 Amytiville
9 A hora do pesadelo
10 Sexta feira 13
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12 Christine o carro assassino
13 A bruxa de blair
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15 O brinquedo assassino
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31 Hellraiser

32 Garotos Perdidos

33 Pequena Loja dos Horrores

34 Exterminio

35 Homem de Palha

36 Aracnophobia

37 Shaun of Dead

38 ?

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2 hours ago, Jorge Soto said:

32 Garotos Perdidos

33 Pequena Loja dos Horrores

34 Exterminio

35 Homem de Palha

36 Aracnophobia

37 Shaun of Dead

38 ?

Vocês já mataram a maioria. Heheheh

 

Multidão com as tochas perto do castelo não seria FRANKENSTEIN?

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37 minutes ago, Questão said:

Vocês já mataram a maioria. Heheheh

 

Multidão com as tochas perto do castelo não seria FRANKENSTEIN?

tem uma meia duzia que ainda nao saquei, por exemplo tem um monstro lovercrafiano num poster ali...pode ser varios filmes..🤔

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