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19 Dias de Horror

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Não Olhe - Filme 2018 - AdoroCinema

 

 Thriller psicológico no estilo "Duplo Malvado" onde acompanhamos uma adolescente reprimida sexualmente e vítima de bullyng na escola ceder o controle de sua vida para o seu reflexo no espelho, que é uma versão muito mais confiante e sagaz que a protagonista, tendo apenas o pequeno problema de ser uma psicopata homicida. É um filme mais maduro do que o seu cenário teen sugere, mas por outro lado, acaba soando pretensioso demais em muitos momentos. Vale a conferida, se não esperar muito.

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Maria e João: O Conto das Bruxas - Petropolis - Ingresso.com

 

  Embora basicamente todos os contos de fadas tenham um pé no terror, poucos são tão facilmente mergulhados no género quanto "João e Maria" (ou vice versa), os irmãos que abandonados pela própria família para morrer de fome na floresta, acabam capturados por uma bruxa canibal, algo que o cinema já percebeu há tempos. Em mais uma versão macabra do clássico conto, o diretor Oz Perkins de THE BLACKCOAT DAUGHTER transforma a história em uma jornada de amadurecimento contada em um ritmo lento, com pontuais explosões de grafismo, tal como em seus filmes anteriores. O resultado é um filme ambicioso e visualmente interessante, mas que mesmo válido, não parece atingir as pretensões que almeja

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 Visto CAÇADOR DE PESADELOS

Caçador de Pesadelos - 2006 | Filmow

 

  Esta produção japonesa dos anos 2000 mistura a premissa básica de A HORA DO PESADELO e MORTE NOS SONHOS sobre um psicopata que mata as suas vítimas nos sonhos com os thrillers de horror policiais como SEVEN e O COLECIONADOR DE OSSOS. Escrito e dirigido por Shinya Tsukamoto, mais lembrado por ter comandado ICHI THE KILLER, o filme tenta abordar a cultura do suicídio na sociedade japonesa, já que a maioria das vítimas do vilão são suicidas, mas acaba não sendo muito bem sucedido nisso. Senti também falta de uma exploração maior que a liberdade abstrata dos sonhos pode fornecer a um cineasta (excetuando o ótimo climax onde a dupla protagonista enfrenta o assassino onírico). Enfim, é um bom passatempo, mas tinha potencial pra ir mais longe.

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Fantasy Island é o novo terror que assisti puramente pela boa empreitada da Blumhouse com Homem Invisível, pois se trata também de um remake do antigo seriado, que eu curtia. Aqui tentam reinventar tudo e percebe-se a falta que faz um Tatoo e, principalmente, um Mr Roarke sinistro e decente. Eu olho pro Michael Peña e só consigo ver o Luiz, de Homem-Formiga..não dá! Resta o quê? Uma versão soft de Jogos Mortais ou Panic Room, etc e tal. Outra, tem uma das reviravoltas finais mais irracionais que já vi. Tinha muito potencial..pra nada. Terror nutella pra molecada atual. 7-10

A Ilha da Fantasia - 11 de Abril de 2020 | Filmow

enfim..

Miniaturas

 

Killers é um sangrento thriller indonésio que já logo de cara diz a que veio, com uma pesada cena de torture-porn. Sou suspeito de falar dos diretores, pois curto muito Macabre e Headshot (além dos curtas da antologia V/H/S). O plot da rivalidade entre dois serial-killers que se conhecem na internet é pra lá de bizonho mas muito bem levado. O gore não desaponta, embora o filme escorregue aqui e acolá. Ta cheio de cenas antológicas, a da roleta-russa, do vidro quebrando, etc.. Diversão pauleira de primeira que salvou o inicio do finde. 9-10

Killers (2014)

 

Greenlight é um divertido e sangrento thriller indie que parte de uma boa premissa e a desenvolve deliciosamente. Parte da proposta quase parecida de Oito Milimetros com O Jogador, onde a indusria do cinema é eviscerada em metáforas (algumas nem tão sutis) no plot do dilema do jovem cineasta contratado pra filmar um snuff movie. O filme te prende e o elenco ajuda muito, dá tudo de si. Desde o "herói" até o "vilão". O desfecho tenta dar uma reviravolta meio frouxa, mas até lá este pequeno grande filme cumpriu sua função a contento. 9-10

Greenlight Review: A Palpable Thriller of Epic Proportions

 

La Marca del Demonio é um terror mexicano ruim, ruim mesmo. Clichezado até o talo e sem tensão alguma mistura Van Helsing, Constantine, Exorcista, etc.. de forma bem porca. As interpretações são vergonhosas e pior, querem se levar a sério! Antes fosse uma parodia tipo Todo Mundo em Panico que até ia. Até a cena pós-crédito é previsível. Mas é aquela coisa, é tão ruim que é um tiquim bom, entendeu? Na boa, o Mexico ja fez coisa melhor no gênero "sai capeta!", vide o bacana Belzebuth. 6-10

La Marca del Demonio [2020] - mi-vision-pelis.over-blog.com

 

Ravers é um terrir inglês apenas divertidinho sobre um energético bixado que transforma uma rave num pesadelo. O plot bizonho não chega á genialidade de Shawn of Dead, mas o problema maior é sua precária produção, indie até o sabugo da unha. No entanto, a estupidez dos personagens e algumas formas criativas de variar a fórmula zumbi eleva a película um degrauzinho mais. É apenas um passatempo ok vendo "zumbis que não são zumbis".  8-10

Ravers - UK, 2018 - with more reviews in 2020 (With images ...

 

Gretel & Hansel é uma razoável e sinistra adaptação do conto dos Irmãos Grim, do naipe do superestimado A Bruxa, embora eu tenha curtido mais. Muito bem feito e ambientado, com fotografia espetacular (apesar de muito escura), a película só peca por não desenvolver bem seus personagens. Destes se destaca justamente a bruxa, muito bem interpretada pela tiazinha sinistra. Já os moleques deixam a desejar, estão apenas ok. 8-10

The poster for the grim fairy tale GRETEL & HANSEL ...

 

Sea Fever é um razoável thriller scy-fy que reconta a estória de Alien ou The Thing só que num barco, algo ja visto trocentas vezes, incluindo o recente Underwater que tem até heróina uma jovem e alguma mensagem ecológica. O baixo orçamento não foi problema pra gerar tensão e pelo menos manter o interesse, o que é ponto positivo. A favor joga a atual pandemia, uma vez que o bicho/vírus/bactéria vai contaminando aos poucos todo elenco, gerando desconfiança na tripulação em quem vai ser o próximo a ir pro saco. É um filme irlandês correto e competente naquilo que se propõe, mas sem novidades. 8,5-10

haziema (@hziemaa_) | Twitter

 

Hogar é um bom thriller de suspense que se junta á recente leva de filmes que mostram a luta de classes, como se fosse o Parasita espanhol e tocado feito um telefilme Supercine, mas dos bons. Esquemático e muito bem atuado, principalmente pelo obsecado protagonista principal, a película tem algumas lacunas e pequenas falhas de roteiro não resolvidas (tipo o jardineiro!?), mas no geral o saldo é acima da média uma vez que me prendeu até o final. 8,5-10

Ver Descargar Hogar (2020) WEBRip 1080p HD - Unsoloclic ...

 

Corporate Animals é uma comédia negra que em formato de survival (tema que adoro!) busca satirizar o meio corporativista e o "canibalismo" capitalista, tipo The Office encontra Abismo do Medo, com resultado bem irregular uma vez que o filme parece esquete do Saturday Night Live. Tem gore, piadas que funcionam e outras não e várias referências a outros filmes de sobrevivência, tipo 127 Horas. Incrivelmente, as atuações do seu eclético elenco estão boas, a começar por uma maquiavélica e sumida Demi Moore. 8-10

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A Night of Horror: Nightmare Radio é uma divertida antologia de terror onde incrivelmente todos os 8 contos que a integram tem seu devido valor,  com resultado acima da média, algo raro neste tipo de filmes. Tendo um radialista como fio condutor, tem gore, body horror, plot-twist, critica social, etc.. Particularmente gostei bem mais do curta da fotografia, do caçador, do condenado e um que lembra O Homem Invisível. O que menos curti é o desfecho, bem genérico. 8,5-10

Horror Anthology A Night of Horror: Nightmare Radio to Bring Nine ...

 

The Boat é um bacanudo thriller de sobrevivência com pitadas sobrenaturais que parece episódio de Além da Imaginação. Pelo plot emula um Christine em alto mar, ou o que o recente Mary (com Gary Oldman) quis ser e não foi. Incrivel a tensão e criatividade que fizeram com orçamento merreca e um único ator (o filho do diretor, bem convincente) num único lugar. Apesar de se arrastar sem necessidade nalguns momentos o resultado geral deste pequeno filme é mais que positivo.  8,5-10

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Antrum: The Deadliest Film Ever Made é uma produção sobre o filme "mais mortal da história", ou seja, tem fama de quem assiste vai pro saco. Sério! O começo é mockumentary falando sobre ele pra depois vir o dito cujo, feito a toque de caixa na década de 70. Claro que pra quem ja viu Bruxa de Blair sabe que tudo é balela, mas a produção é bem feitinha, tem uma boa premissa e atuações razoáveis. No entanto, o mockumentary é melhor e mais envolvente que o filme mesmo pois sua premissa se dilui rapidinho numa trama enfadonha e previsível. Nesse sentido, Ringu é bem mais efetivo como filme maldito. 8-10

Deadly movie that's 'scared 86 fans to death' screened in Japan ...
 

 

After Midnight é um bom drama romântico em formato de filme de bicho-papão. O uso da metáfora do monstro nos problemas do coração e das duas linhas narrativas ta bem feito, mas ainda prefiro o ótimo indie The Monster nesse tipo de fantasia mais cerebral. É sutil, moroso e eficiente, mas peca nos finalmentes onde desenham tudo pro espectador numa sequência catártica desnecessária. As atuações do elenco estão dentro do desejável e a atmosfera da película te prende realmente, mas sei lá..falta alguma coisa, manja? É um filme de monstro que não é filme de monstro.. quiçá seja isso. 8-10

After Midnight amour mortel

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4 hours ago, Jorge Soto said:

 

Gretel & Hansel é uma razoável e sinistra adaptação do conto dos Irmãos Grim, do naipe do superestimado A Bruxa, embora eu tenha curtido mais. Muito bem feito e ambientado, com fotografia espetacular (apesar de muito escura), a película só peca por não desenvolver bem seus personagens. Destes se destaca justamente a bruxa, muito bem interpretada pela tiazinha sinistra. Já os moleques deixam a desejar, estão apenas ok. 8-10

The poster for the grim fairy tale GRETEL & HANSEL ...

 

 

 

 A bruxa é quem manda melhor mesmo. A Sophia Lillis está bem, mas já se mostrou capaz de bem mais em IT e OBJETOS CORTANTES.

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 Visto A ILHA DA FANTASIA

 

Fantasy Island Movie Poster - ID: 351483 - Image Abyss

  Na trama, um grupo de pessoas ganha um sorteio, onde o prémio é um fim de semana gratuito em um resort localizado em uma paradisíaca ilha tropical, de propriedade do misterioso Sr. Roarke (Michael Peña), que promete não apenas os luxos da ilha e de seu hotel, mas realizar uma fantasia impossível de cada um de seus convidados. A única regra é que uma vez que o convidado começa a experimentar a sua fantasia, deve vive-la até o fim, independente do que aconteça. Mas logo, os hóspedes de Roarke não só percebem que a ilha parece poder realizar os seus desejos magicamente, mas também distorce-los de forma mortal.

  Quando este projeto foi anunciado, devo confessar que fiquei no mínimo curioso em ver uma versão terrorífica da clássica série homônima, exibida entre 1978 e 1984. Eu tinha certa familiaridade com a série, por ter assistido as reprises que foram transmitidas pela Ulbra TV na segunda metade dos anos 2000, ao lado de outros clássicos televisivos como "Jornada nas Estrelas" e "Perdidos no Espaço", e portanto acredito que a proposta de fazer do terror o centro da narrativa de uma adaptação cinematográfica de "A Ilha da Fantasia", embora inusitada, não é absurda. Embora na maior parte a série estrelada pelo misterioso Sr. Roarke (Ricardo Montalban) e seu assistente Tatoo (Herve Villechaize) apresentava-se como uma "dramedia" fantástica, onde ao fim de cada fantasia, o convidado aprendia uma moral. Mas vez ou outra a série flertou com o terror, ao trazer episódios onde as fantasias assumiam contornos mais macabros, e o próprio mistério em torno de quem ou o que era o Sr. Roarke também possuía uma aura levemente sinistra. 

  Dirigido por Jeff Wadlow (de VERDADE OU DESAFIO) , e com roteiro assinado pelo próprio diretor, Jillian Jacobs e Christopher Roach (mesmo trio responsável pelo citado VERDADE OU DESAFIO) esta nova versão de A ILHA DA FANTASIA inicialmente segue a estrutura básica de um episódio da série, desde o anuncio efusivo ao Sr. Roarke da chegada de um avião, não mais dito por Tatto, mas por uma misteriosa assistente chamada Julia (Parisa Fitz Henley) até a divisão das fantasias em núcleos, no caso, dois de caráter mais cômico (estrelados por Lucy Hale, Portia Doubleday, Ryan Hansen e Jimmy O. Yang) e dois com contornos mais dramáticos (estes protagonizados por Maggie Q e Austin Stowell). Tal como na série, há uma mensagem moral em cada uma destas quatro histórias, mas diferente do que ocorria no programa de TV, o filme insere aqui os aspectos de terror, atirando para todos os lados, desde o Torture Porn, passando pelo Action horror até histórias de aspecto mais fantasmagórico. 

  E se eu devo dar o braço a torcer para o roteiro por conseguir dar um arco dramático minimamente coerente para cada um de seus protagonistas, coisa que muito filme do gênero não consegue (e estamos falando aqui de um elenco relativamente numeroso), não se pode negar também que Jeff Wadlow nunca consegue dar real identidade, ou mesmo uma unidade dramática ao seu filme, falhando em transitar entre os momentos mais despirocados e mais sisudos da narrativa (o que só piora a partir da segunda metade, quando as quatro fantasias começam a se misturar). A reviravolta final também acaba não fazendo grande sentido, cheirando a enganação quando paramos para pensar o resto do filme.

  A ILHA DA FANTASIA não chega a ser uma bomba completa, mas é completamente esquecível. O filme tem um ou outro bom momento, mas não consegue fazer justiça a clássica série setentista, e nem funciona completamente como subversão da mesma. O filme deixa ganchos para a continuação, mas honestamente, não sei se este é um avião que deve partir de novo.

 

Visto NATAL SANGRENTO

 

Natal Sangrento - Filme 2019 - AdoroCinema

 

  Na trama, a universidade Hawthorne está em polvorosa devido a uma petição que pede a demissão do Professor Gelson (Cary Elwes), um dos mais tradicionais educadores da instituição, acusado de assumir uma postura machista e racista em aula. Enquanto isso, Riley Stone (Imogen Poots) uma aluna que integra uma irmandade do campus enfrenta o trauma de rever um ex aluno que a estuprou dois anos antes (Ryan McIntyre), de volta ao campus, impune, após ninguém ter acreditado nela. A situação piora quando na noite de natal, uma figura misteriosa começa a rondar a sede da irmandade, pondo em risco a vida de Riley e suas amigas.

 Embora se anuncie como uma nova versão de NATAL NEGRO, clássico slasher de 1974, que já havia ganhado um remake (desastroso) em 2006, o filme dirigido por Sophia Takai guarda pouquíssimas semelhanças com o longa metragem dirigido por Bob Clark nos anos 1970. Os filmes dividem o fato de vermos um psicopata perseguindo alunas de uma irmandade universitária na noite de natal e era isso; o resto é easter egg. O roteiro escrito pela própria diretora em parceria com a estreante April Wolfe não é só uma historia de superação de abuso, mas um grande manifesto feminista pregando a sororidade; condenando a masculinidade tóxica e levantando bandeiras contra o machismo estrutural e a cultura do estupro. Em resumo, é um filme que vai fazer revirar o estômago de qualquer um que ache que maior representatividade feminina ou discussão sobre o machismo é uma bobagem, pois se algum filme pode ser acusado de querer "lacrar" (por mais problemático que esse termo seja) é esse, pois ele não se preocupa nem um pouco em ser sutil em suas mensagens.

  Além da própria situação traumática enfrentada pela protagonista, que além do trauma em si, sofre o processo de culpabilização da vítima, já que ela "teria provocado", o filme apresenta a figura de Kris (Aleyse Shannon), uma ativista feminista responsável por textualizar muitas das intenções do filme e responsável por rebater alguma das críticas comuns ao feminismo. O roteiro até apresenta algumas sacadas mais sútis bem interessantes, como um elemento apresentado durante o 3º ato, que sugere que o machismo existe em algum nível dentro de cada homem (o que não discordo), mas aborda outras questões como a reação cultural violenta ao crescimento do feminismo e a existência do machismo dentro também das mulheres, mas o faz de forma terrivelmente caricata, como se berrasse sem elegância alguma a sua mensagem no nosso ouvido. Entretanto, é importante frisar, que muitas das figuras apresentadas durante o 3º ato com todos os seus exageros, que chegam a tornar a obra inverossímil (provando que o que é real nem sempre é verossimil), de fato existem, e acreditam que nós homens estamos tendo o nosso Status Quo "concedido pela natureza" e também conquistado, atacado pela "ameaça feminista" .

  A abordagem feminista também se percebe na direção de Takai. A diretora trata o corpo feminino com uma delicadeza quase excessiva, ao ponto de muitas das mortes ocorrerem fora de tela. Quando os cadáveres das garotas aparecem, elas aparecem no chão de olhos fechados, e quando o estrago parece grande demais, vemos apenas as reações das personagens aos corpos. A direção de Takai, portanto, se mostra coerente com a abordagem do texto, que não combinaria com o padrão de corpos mutilados e objetificados comuns do slasher. O problema é que a direção de Takai não investe em um suspense ou mesmo uma elegância maior para suprir este recato com a violência, excetuando talvez a sequência inicial, onde o primeiro crime se transforma em uma macabra versão do anjo das neves. Enfim, NATAL SANGRENTO é um filme que tem muito o que falar, mas que parece tão ansioso para isso que acaba se atropelando. Não curti.

 

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On 11/19/2019 at 1:13 PM, Jailcante said:

Meus Top 10 de Filmes Favoritos do Terror:

10. Pânico (Scream, Dir.: Wes Craven, 1996)

09. A Mosca (The Fly, Dir.: David Cronenberg, 1986)

08. Coração Satânico (Angel Heart, Dir.: Alan Parker, 1988)

07. A Vingança de Cropsy/Chamas da Morte (The Burning, Dir.: Tony Maylam, 1981)

06. O Iluminado (The Shinning, Dir.: Stanely Kubrick, 1980)

05. Alien - O Oitavo Passageiro (Alien, Dir.: Ridley Scott, 1979)

04. Halloween - A Noite do Terror (Halloween, Dir.: John Carpenter, 1978)

03. O Enigma do Outro Mundo (The Thing, Dir.: John Carpenter, 1982)

02. A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, Dir.: Wes Craven, 1984)

01. Sexta-feira 13 (Friday the 13th, Dir.: Sean S Cunnigham, 1980)

Auto-quote.

 

Tendo que dá uma leve editada no meu Top 10 de Filmes Favoritos do Terror:

10. Pânico (Scream, Dir.: Wes Craven, 1996)

09. A Mosca (The Fly, Dir.: David Cronenberg, 1986)

08. Coração Satânico (Angel Heart, Dir.: Alan Parker, 1988)

07. A Vingança de Cropsy/Chamas da Morte (The Burning, Dir.: Tony Maylam, 1981)

06. O Iluminado (The Shinning, Dir.: Stanely Kubrick, 1980)

05. Halloween - A Noite do Terror (Halloween, Dir.: John Carpenter, 1978)

04. A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, Dir.: Wes Craven, 1984)

03. Alien - O Oitavo Passageiro (Alien, Dir.: Ridley Scott, 1979)

02. O Enigma do Outro Mundo (The Thing, Dir.: John Carpenter, 1982)

01. Sexta-feira 13 (Friday the 13th, Dir.: Sean S Cunnigham, 1980)

 

Tive que subir O Enigma de Outro Mundo e Alien pq estou bolando um 'Meu Top de melhores filmes de todos os tempos' e Enigma e Alien entrariam nele, já A Hora do Pesadelo e Halloween, não (inicialmente). Então, mudando a ordem deles aqui. O resto, continua na mesma.

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On 2/24/2020 at 8:09 AM, Jorge Soto said:

Underwater é uma razoável aventura scy-fy que parece um Alien misturado com Segredo do Abismo, onde o terror espacial é levado pro fundo do oceano. Com atuações corretas e meio genérico em sua estrutura, este filme só se salva por uma única coisa: seu desfecho! SPOILER: os amantes do terror terão orgasmos ao ver um personagem loverkrafiano bem conhecido. Foi a mesma surpresa que tive ao descobrir que Fragmentado era sequência de Corpo Fechado, e só isso já eleva a nota do filme. Vem aí uma novo universo expandido caso o filme se pague... 8,5-10

Resultado de imagem para underwater William Eubank poster

 

Assisti esse e gostei. Não é grande coisa, mas dos clones de Alien, esse pelo menos é feito com certa eficiência (só que em vez do espaço é no fundo do mar). Não tem nada de novo, mas se assiste sem problemas. 2/4

 

Spoiler: O bichão me lembrou também aquele que aparece no O Nevoeiro do Stephen King, onde ele é basicamente "um planeta" com várias criaturas vivendo em cima/ao redor dele.

 

On 3/30/2020 at 12:15 PM, Questão said:

 Visto READY OR  NOT

 

Ready or Not' (2019) A Sneaky Movie Review | Scary movies, Horror ...

 

  Na trama, Grace (Samara Weaving) é uma jovem que acaba de se casar com Alex (Mark O'Brien), um dos herdeiros da rica família Le Domas. Mas antes da noite de núpcias, Grace aceita participar de um velho ritual da família, onde ela simplesmente deve jogar um "jogo inofensivo" escolhido ao acaso para ser aceita no clã dos Le Domas. O jogo é esconde esconde, onde a noiva deve permanecer escondida até o amanhecer, enquanto os outros membros da família a procuram. Mas o que Grace não sabe, é que a família do marido acredita que no momento em que o jogo de esconde esconde é escolhido, eles devem matar a noiva até o amanhecer, do contrario, toda a família será morta pelo diabo.

  Dirigido em conjunto por Matt Bettinelli Olpin e Tyler Gillet (recentemente anunciados como diretores do novo exemplar da franquia "Pânico") a partir de um roteiro escrito a quatro mãos por Guy Busick e Christopher Murphy, READY OR NOT (que no brasil ganhou o genérico título de "Casamento Sangrento") é uma comédia de terror bastante divertida, que tira o seu humor muito mais da insanidade da situação em que a protagonista se encontra do que propriamente de personagens estritamente cómicos (ainda que eles existam). O filme merece créditos por, no meio de toda a sua insanidade e humor de violência non sense, conseguir encontrar algum coração dramático, conduzido especialmente pelo noivo Alex e seu irmão alcoólatra Daniel (Adam Brody), únicos membros da família que questionam a loucura de suas tradições. Os personagens funcionam como eixo dramático, conseguindo fazer com que o filme não despenque para a galhofa total, ainda que o humor através de uma violência quase tarantinesca ainda seja o seu principal objetivo. Mas embora o roteiro e a direção consigam transitar muito bem entre tons, o maior mérito do filme deve ser entregue a sua estrela. Tendo basicamente se especializado em comédias de teor violento, vide a sua participação em filmes como UM DIA DE CAOS e A BABÁ (ou mesmo o recente GUNS AKIMBO), Samara Weaving esbanja carisma no papel de Grace, cuja consternação cada vez maior com a insanidade que a rodeia cresce exponencialmente até o ponto em que ela mesma acaba abraçando a partir de certo ponto. No fim, READY OR NOT é um filme que vale muito a conferida por conseguir ser hilário em sua violência exagerada, mas ainda conseguindo manter algum senso dramático, o que não é fácil em um filme como esse.

 

Gostei bem desse. Achei a história muito bem bolada e bem executada. Não tenho maiores reclamações do filme, só senti falta da personagem em determinado começar a dar uma da 'Ramba' e eliminar uns 2 ou 3 membros da família, mas ela acaba só se limitando só fugir da família mesmo, sem fazer muita coisa contra. Mas ok. 3/4

 

On 3/30/2020 at 12:15 PM, Questão said:

 Visto ESCAPE ROOM

 

Escape Room poster - Poster 4 - AdoroCinema

 

 Na trama, um grupo de seis pessoas sem ligação entre si é convidada a participar de um "Escape Room", um jogo de realidade aumentada, que promete dez mil dólares para o vencedor.  Entre os participantes estão a tímida estudante de física Zoe (Taylor Russell), Amanda (Deborah Ann Wolf), uma traumatizada ex militar, o executivo Jason (Jay Ellis), entre outros. Entretanto, assim que começam a jogar, os participantes percebem que não é apenas o prémio que está em jogo, mas suas próprias vidas, quando as armadilhas do jogo mostram-se letais.

  Dirigido por Adam Robitel do fraquissimo SOBRENATURAL: A ULTIMA CHAVE, e escrito a quatro mãos por Bragi F. Schut e Maria Melnik, ESCAPE ROOM revela-se um filme muito mais divertido do que eu esperava, lembrando um pouco algum filme da franquia "Jogos Mortais" no que diz respeito a cenários onde os personagens precisam encontrar pistas para sobreviver em um tempo limite, mas muito mais leve, sem toda sangueira que caracteriza os longas metragens do assassino Jigsaw. A premissa onde uma empresa malvada devenvolve jogos e disputas letais está muito longe de ser original, com filmes relativamente recentes como THE BELKO EXPERIMENT tendo explorado temáticas semelhantes. Mas ainda assim, o filme de Adam Robitel consegue nos manter interessados durante a projeção, tendo um bom ritmo. Além disso, ainda que traga uma série de personagens bastante arquétipos como a ex militar durona, o nerd que serve de alívio cômico, o executivo de coração frio, e mesmo a figura da jovem inocente, porém inteligente, que praticamente tem "Final Girl" estampado na testa, todos eles tem carisma o suficiente para que ganhem a nossa torcida, até nos fazendo lamentar quando perdemos alguns deles, o que é sempre um bom sinal em um filme do gênero.

 Longe de ser genial, e com um final em aberto que deixa as portas abertas para uma sequência (que de fato já está ocorrendo), ESCAPE ROOM ainda é um filme que consegue divertir, cumprindo aquilo o que se propõe a fazer.

 

Outro filme legal. Apesar de, basicamente, ser uma história reciclada de 'O Cubo' (um grupo de pessoas presas dentro de um estrutura onde cada sala tem uma armadilha mortal), mas bem executado, com personagens e situações que funcionam bem. 3/4

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On 8/31/2019 at 9:07 AM, Jorge Soto said:

A Maldição da Chorona é um derivado fraquinho da franquia Invocação do Mal, quiném A Freira. Eu que curto o gênero achei genérico, simples e banal demais. E pior, sem tensão ou medo algum, e isso é vela e caixão prum filme desses. Sobra o quê? Uma ou outra cena bem feitinha e a lenda (verdadeira) mexicana na qual o personagem-título se baseia. Se fosse feito sem a necessidade de entupido de qualquer jeito na franquia supracitada quem sabe este filme tivesse vingado melhor. 6-10

Imagem relacionada

 

 

Tenho visto muita gente reclamando desse, e não achei necessariamente ruim, mas bem formulaico. Segue TODOS clichês do gênero, sem se arriscar muito. Podemos dizer que é um filme limitado, mas sei lá, é "assistível". Das spin-off de A Invocação do Mal, A Freira é bem pior, e o primeiro Annabela é mais fraco (não vi as sequels desse). 2/4

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On 6/10/2019 at 1:17 AM, Questão said:

Visto O CARRO: A MÁQUINA DO DIABO

 

Resultado de imagem para O carro a maquina do diabo

 

  Na trama, uma pequena cidade do interior é aterrorizada por uma série de mortes causadas por um carro preto que ronda a região. As mortes são investigadas pelo delegado Wade Parent (Josh Brolin), que está vivendo um romance com a professora de primário Lauren Humphries (Kathleen Lloyd). Quando as mortes começam a se acumular, e a polícia se mostra incapaz de deter o carro, Wade e seus colegas percebem que não estão lidando com um simples maniaco no volante, mas sim com uma força maligna e inexplicável que reside dentro do carro.

  Me diverti muito mais do que esperava com este terror de estrada setentista dirigido por Elliot Silverstein, mais conhecido por ter dirigido episódios da série clássica ALÉM DA IMAGINAÇÃO, e o western UM HOMEM CHAMADO CAVALO. A maioria das pessoas se lembra do clássico de John Carpenter CHRISTINE: O CARRO ASSASSINO quando o assunto são carros assassinos (e o filme do Carpenter é bem melhor mesmo), mas aquele filme bebeu muito na fonte desse, com o próprio Stephen King, que escreveu o livro que inspirou o filme de Carpenter tendo assumido ter se inspirado nesse filme. Em muitos aspectos, CARRO: A MÁQUINA DO DIABO lembra os filmes de terror dirigidos por Steven Spielberg nos anos 70, ENCURRALADO e TUBARÃO. Tal como em ENCURRALADO, temos um veículo na estrada sedento de sangue, cujas motivações nunca são explicitadas, tal como em TUBARÃO temos uma pequena cidade posta de joelhos diante dessa força que pode atacar qualquer um a qualquer momento, inclusive com uma cena onde o carro ataca o ensaio do desfile escolar que remete diretamente ao ataque da fera marinha em uma praia lotada no filme de Spielberg, lançado dois anos antes. As referências desse horror Spielbergniano são evidentes, mas o filme nunca chega a se tornar um pastiche. A direção não é nada que se diga nossa, e a montagem dá umas escorregadas tensas em certos momentos, mas o diretor consegue dar uma ótima atmosfera ao filme, e dar um ar de mistério e ameaça ao veículo do título, ao por exemplo nunca mostrar o seu interior, mesmo que haja algo obviamente sobrenatural no veículo. Com personagens simples, mas carismáticos, CARRO: A MÁQUINA DO DIABO não chega a ser nenhuma pérola esquecida do terror , mas vale a conferida descompromissada.

On 6/10/2019 at 8:06 AM, Jorge Soto said:

 

esse aí é das antigas..lembro dele quando passava no SBT depois do programa Silvio Santos, meados dos oitenta...  apesar de ser xerox menor de Encurralado eu adorava ver aquele carrão preto detonando ciclistas, pedestres, etc.. e no final o carro explodindo e a fumaça formando a silhueta do capiroto, lembro até hoje...?

On 6/10/2019 at 2:06 PM, Questão said:

Pois é. Lembra bastante o filme de estréia do Spielberg.

Como sou dos anos 90, não me lembro de ter assistido esse filme no SBT (ainda que seja a cara da era de ouro do "Cinema em Casa"), mas em compensação, CHRISTINE: O CARRO ASSASSINO lembro que passava direto. Seu Silvio gostava de um filme de carro assassino. Hehehehehe

Revi esse filme um certo tempo atrás, pelo mesmo motivo de me lembrar do SBT passar esse filme o tempo todo nos anos 80. hehehe Um 'Guilty Pleasure' descompromissado. 2/4

 

***Vi um vídeo de um cara que fala de filmes ruins, e ele falou algo que acho correto: O filme parece uma paródia de filme de terror (uma mistura Tubarão com Encurralado), apesar de não ter tido essa intensão e se levar a sério. hehehe

Aqui o vídeo, em inglês.

 

Por incrível que pareça ganhou um sequel só em 2019 (mas parece um fan made, sei lá).

 

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On 9/19/2018 at 11:18 AM, Jorge Soto said:

"Hereditário" é um filme curioso pois ta sendo vendido como "o terror da década" mas não é nada disso. Trata de uma familia desfuncional afundando na loucura e deprê. Visto assim é um bom drama sobrenatural que demora muito pra engrenar, e só depois da metade (após 1 hora) as coisas realmente acontecem, mas não é nada de tão apavorante ou perturbadoras. Acontece, simplesmente. Ótimas atuações e um desfecho redondinho fazem deste um misto de "A Profecia" com "Bebê de Rosemary" e até "O Iluminado". 8,5-10

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On 10/26/2018 at 3:09 PM, Questão said:

Achei esse filme aqui pretensioso pr car#lho. Parece se esforçar demais pra ser um "terror cabeça" Tem algumas sequências interessantes, a menina que arranjaram pra ser a caçula da família da medo só de olhar, e a Colette dá excelente em cena. Mas é um filme parado pra caramba, que pra mim não funciona nem como estudo de personagem. Fora que é longo demais. Não precisava de mais de duas horas de filme pra fazer o que fizeram. Nesse estilo, A BRUXA por exemplo funciona muito melhor (e olha que nem morro de amores pelo A BRUXA). E quando tentam entregar a "catarse" no fim do filme, soa deslocado. Pra mim não rolou esse daqui. Detestei.

O mesmo aqui. Não achei nada demais esse filme superestimado.

E de certa maneira, estava preparado pra um filme com final maluco onde tudo acaba sem saber o que rolou exatamente (tipo, sei lá, O Farol), mas nem isso. Tudo é bem dissecado e explicado. Filme com final desse, não precisa de 2 horas de enrolação... 2/4

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On 3/19/2020 at 12:18 PM, Jailcante said:

Um Longo Fim de Semana (Long Weekend, Dir.: Colin Eggleston, 1978) 3/4

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Um casal em crise resolve passar o fim de semana no campo pra tentar se reconectar. Lá acabam sofrendo com a natureza, se vingando de coisas que eles fazem no local.

A "natureza se vingando" parece até um tema de filme eco-chato, hehehe, mas o filme até que sabe se sair bem. Acaba sendo um 'Evil Dead' mais soft (porque não tem demônios ou alguma entidade agindo na floresta, e sim a própria natureza tentando fuder o casal). E a própria relação fudida do casal acaba ajudando a criar mais tensão ali. 

 

Patrick (iden, Dir.: Richard Franklin, 1978) 2/4

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Uma enfermeira vai cuidar de um criminoso que entrou em coma depois de matar a mãe. Esse criminoso acaba por usar poderes telecinéticos para dominar a enfermeira.

Esse aqui achei o tema interessante mas não chegar a usar todo seu potencial. Acho meio enrolado em muitas partes (chega perto de durar 2 horas, poderia ter durado muito menos), e acaba que o climax maior é só o seu final mesmo, só no final que o o poder do criminoso soa mais perigoso, até lá ele não faz tanta coisa tão perturbadora assim. 

**Uma produção australiana, aí acaba tendo certas liberdades que um filme americano não teria, como a enfermeira tentar estimular o criminoso sexualmente - sim, uma punhetinha pra acordar o moribundo hehehe. 

***Teve um remake em 2013 que até tenho curiosidade em ver...

Esses 2 filmes fazem parte desse box:

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Obras Primas do Terror Vol. 11. Tem outros 4 filmes no box. Vistos:

Possessão (Possession, Dir.: Andrzej Zulawski, 1981) 3/4

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Mulher pede divórcio depois que o marido passa um tempo fora de casa. Ela começa a ter comportamento estranho depois disso. O filme é basicamente um "História de um Casamento" encontra "Invasores de Corpos". Você consegue imaginar uma mistura mais estranha que essa? hehe Mas tudo funciona bem, principalmente casal de protagonistas, e pra mim, único ponto fora, é que o final, mesmo não sendo aquele que final confuso onde ninguém entende nada (você sabe o que tá rolando), mas achei ele meio porra-louca demais também, com umas coisas sem noção rolando ali (coisas sem noção até que pode funcionar dependendo, mas acho que aqui nem precisava, sei lá).

 

O Cremador (Spalovac mrtvol, Dir.: Juraj Herz, 1969) 3/4

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O filme é angustiante porque trata de um homem que é cremador, que adora o trabalho dele e não tem medo de descrever o que faz, mas também porque se passa na época da segunda guerra, onde os nazistas estão pra invadir a Checoslováquia. Curioso é que o único personagem que tem fala é o principal que narra com muito gosto sua jornada (os demais personagem pouco falam). O filme é realmente centrado nele e o que faz e o que pensa, o que é perturbador porque tudo comina num final cruel. Notável.

 

A Rena Branca (Valkoinen peura,  Dir.: Erik Blomberg, 1952) 2/4

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Depois de se casar, uma jovem esquimó resolve apelar para um feitiço que a faz se transformar numa rena branca, que ameaça a população local. Filme perde pontos porque tem poucas falas, e aí não se tem certeza do porque a personagem principal resolve fazer o que faz (tava casada, tava feliz, sei lá porque foi atrás de feitiçaria). Mas vale mais como registro histórico e até 'geográfico' (afinal, quantas histórias de esquimó você já viu nos cinemas por aí?). 

 

Laurin (Idem, Dir.: Robert Sigl, 1989) 1/4

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Poderia ser melhor, porque filme começa com uma situação inusitada de suspense com uns assassinatos por ali, mas abandona isso no decorrer do filme porque fica só narrando o que acontece com a menina do título, com nada muito interessante rolando por ali com ela, e aí voltam pra resolver o suspense do início na reta final. Acho que se pegassem o começo, uma coisa e outra do meio, e a reta final, daria um bom suspense de uma meia hora de filme. Enfim, essa encheção de linguiça no meio do filme, dá uma estragada.

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Quem Matou Rosemary? (The Prowler, Dir.: Joseph Zito, 1981) 3/4

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Bom slasher lançado no "ano dos slashers" (1981, saiu uns trocentos nesse ano). Efeitos especiais feitos pelo Tom Savini (Sexta-feira 13, A Vingança de Cropsy, Despertar dos Mortos), que aqui resolver fazer cenas mais longas de morte, o que resultou em um grafismo mais detalhado (mas também em pouco número de mortes). Filme começa nos anos 40, onde um soldado largado pela namorada resolve se vingar matando ela e seu novo namorado durante um baile de formatura. Anos depois a ameaça do soldado retorna quando resolvem, depois de muito tempo, fazer novo baile de formatura (sinopse meio semelhante a do Dia dos Namorados Macabro que saiu no mesmo ano, e usando o mesmo tema 'baile de formatura' de A Morte Convida pra Dançar que saiu um ano antes). Não tem muito o que comentar, quem gosta do gênero deve gostar desse aqui, que é um dos bons exemplares desse meio.

Curiosidade: Diretor Joseph Zito e Tom Savini retornaram a parceria no Sexta-feira 13 Parte 4 - Capítulo Final em 1984, e o que os 2 filmes tem em comum: A complicada 'geografia' do assassino. Ora o cara tá num lugar e outra ora tá em outro bem longe, difícil analisar como o assassino se desloca durante o filme de um lugar distante para outro, em tão pouco tempo.

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On 5/14/2020 at 12:06 PM, Jailcante said:

Gostei bem desse. Achei a história muito bem bolada e bem executada. Não tenho maiores reclamações do filme, só senti falta da personagem em determinado começar a dar uma da 'Ramba' e eliminar uns 2 ou 3 membros da família, mas ela acaba só se limitando só fugir da família mesmo, sem fazer muita coisa contra. Mas ok. 3/4

Mesma impressão. Até por que tem a cena dela se armando toda e tal. Mas o único que ela mata ali acaba sendo meio que por acidente (embora ainda hilário na passagem do carro). Mas senti que essa quebra de expectativa foi algo planejado ali.

 

On 5/14/2020 at 12:53 PM, Jailcante said:

 

O mesmo aqui. Não achei nada demais esse filme superestimado.

E de certa maneira, estava preparado pra um filme com final maluco onde tudo acaba sem saber o que rolou exatamente (tipo, sei lá, O Farol), mas nem isso. Tudo é bem dissecado e explicado. Filme com final desse, não precisa de 2 horas de enrolação... 2/4

Pois é. Quando assisti tinha a impressão que não ia acabar nunca.

MIDSOMMER, o filme seguinte desse diretor, embora tenha a mesma pegada, acaba funcionando melhor. Mas esse HEREDITÁRIO não me desce, apesar da atuação fodastica da Colette.

 

2 hours ago, Jailcante said:

Quem Matou Rosemary? (The Prowler, Dir.: Joseph Zito, 1981) 3/4

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Bom slasher lançado no "ano dos slashers" (1981, saiu uns trocentos nesse ano). Efeitos especiais feitos pelo Tom Savini (Sexta-feira 13, A Vingança de Cropsy, Despertar dos Mortos), que aqui resolver fazer cenas mais longas de morte, o que resultou em um grafismo mais detalhado (mas também em pouco número de mortes). Filme começa nos anos 40, onde um soldado largado pela namorada resolve se vingar matando ela e seu novo namorado durante um baile de formatura. Anos depois a ameaça do soldado retorna quando resolvem, depois de muito tempo, fazer novo baile de formatura (sinopse meio semelhante a do Dia dos Namorados Macabro que saiu no mesmo ano, e usando o mesmo tema 'baile de formatura' de A Morte Convida pra Dançar que saiu um ano antes). Não tem muito o que comentar, quem gosta do gênero deve gostar desse aqui, que é um dos bons exemplares desse meio.

Curiosidade: Diretor Joseph Zito e Tom Savini retornaram a parceria no Sexta-feira 13 Parte 4 - Capítulo Final em 1984, e o que os 2 filmes tem em comum: A complicada 'geografia' do assassino. Ora o cara tá num lugar e outra ora tá em outro bem longe, difícil analisar como o assassino se desloca durante o filme de um lugar distante para outro, em tão pouco tempo.

Lembro de gostar do visual militar do assassino nesse filme, mas não me chamou muita atenção no geral. O curioso é a presença do Farley Granger como o Xerife, que trabalhou com Hitchcock em clássicos como FESTIM DIABÓLICO e PACTO SINISTRO.

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Madman (idem, Dir.: Joe Giannone, 1982) 2/4

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Mais um slasher dos anos 1980 que rola num acampamento, mas vejamos, aqui não temos: 01)Um assassino com uma história minimamente interessante; 02) mortes mais gráficas e brutais (maioria é off screen, que falta faz um Tom Savini...); e, sei lá, 03) um plot twist no final (não é necessário, mas seria uma mão na roda se tivesse um). Então, difícil ele competir com Sexta-feira 13 (qualquer um deles), A Vingança de Cropsy ou até Acampamento Sinistro (esse nem sou tão fã, mas é mais notável que esse aqui, com certeza). Mas ok, pra quem curte o gênero, dá pra encarar numa boa, se não ligar pra produção baixa demais (até pros padrões desse subgênero)...

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Já vi uma quantidade considerável de slashers, então nomeando aqui os 2 piores, os fundo do poço mesmo:

01) O Mutilador - 1985

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02) O Terror da Serra Elétrica (Pieces) - 1982

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Não sei que nota dei eles por aqui quando os vi, mas são bombas. Um zero redondo pra ambos. 

Esse 'Pieces' é um pouco 'menos pior', porque parece um 'giallo' misturado com um 'slasher' (rola uma investigação policial no meio da matança, então isso acaba empurrando mais para um giallo, do que um slasher, onde a polícia inexiste ou é caricata ou é incompetente), mas mesmo assim, nada se salva dele também. É péssimo como giallo e péssimo como slasher.

Mutilador até tem umas mortes bem "feitinhas", e a história do pai que fica com raiva do filho e assim vai chacinar ele e os amigos (????), poderia soar mais interessante, mas infelizmente, a baixíssima produção, não deixa NADA funcionar bem (e tem umas coisas muito datadas que dão vergonha alheia, como a musiquinha que toca quando passa os créditos iniciais).

Tenho que reconhecer que Pieces, até esqueci de muita coisa que vi, mas só lembro de ter detestado (e nem vou rever pra ter melhor certeza do que vi) já Mutilador ficou mais fresco na memória, então nem preciso muito pra afirmar isso. 

Enfim, são dois filmes que devo passar longe, e toda vez que ver um slasher ruim, vou comparar com eles perguntando: "Será que é pior que Mutilador ou Pieces?". Acho difícil a resposta ser 'sim', mas nunca se sabe...

 

***Ah, tem também o 'Slumber Party Massacre 2', vi faz um tempão quando passou na Band, e carregou esse título de pior slasher que vi, por um tempão, mas hoje vou deixar ele encostado, pra deixar esses outros 2 aí no topo.

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On 5/20/2020 at 1:41 PM, Big One said:

Dicas....

 

 

 

 Não tive vontade ver esse "Os Orfãos", e olha que não sou remake Hater, mas "A Volta do Parafuso" já teve tantas versões (até uma brazuca, que também não assisti) e a original OS INOCENTES de 1960 é tão boa que tem que ter um ótimo chamariz pra me incentivar. Esse ano, O Mike Flanagan vai lançar mais uma versão, inclusive, em forma de minissérie pela Netflix, e essa eu devo conferir, pois gostei muito de A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL que o diretor fez ano passado.

9 hours ago, Jailcante said:

 

***Ah, tem também o 'Slumber Party Massacre 2', vi faz um tempão quando passou na Band, e carregou esse título de pior slasher que vi, por um tempão, mas hoje vou deixar ele encostado, pra deixar esses outros 2 aí no topo.

 O primeiro já é ruim o suficiente pra mim. Hehehehe

 

 

Visto PREDADORES ASSASSINOS

Predadores Assassinos - Filme 2019 - AdoroCinema

 

  Na trama, Haley (Kaya Scodelario) é uma jovem nadadora afastada de seu pai Dave (Barry Pepper) desde que este se divorciou de sua mãe. Quando uma grande tempestade atinge a sua cidade, a jovem vai checar se o seu pai está bem, apenas para encontrar Dave ferido no porão inundado de sua casa de infância. A coisa piora quando a jovem descobre que crocodilos ferozes invadiram o porão, e que a força cada vez mais devastadora da tempestade prendeu ela e o pai em casa. Agora, pai e filha precisam por as suas diferenças de lado para sobreviverem a tempestade e aos crocodilos sanguinários, que se tornam ainda mais perigosos na medida em que a casa alaga.

  Dirigido por Alexandre Aja, responsável por filmes como VIAGEM MALDITA, HORNS e A NONA VIDA DE LOUIS DRAX, e escrito por Michael e Shawn Rasmussen, que escreveram ATERRORIZADA para John Carpenter, PREDADORES ASSASSINOS é um survival horror que até possui alguns méritos, mas falha no principal nesse tipo de narrativa, que é manter o publico preso na situação desesperadora enfrentada por seus personagens principais. Aja não é exatamente novo em contar histórias de terror que giram em torno do isolamento, vide o ótimo VIAGEM MALDITA, remake do clássico de Wes Craven que foi o primeiro projeto do diretor francês em Hollywood. Infelizmente, o filme de Aja falha em criar real tensão ou pungência emocional, apesar de conseguir um ou outro bom momento de ação, devido ao bom trabalho na criação dos lagartões assassinos, em uma boa mistura de CGI e efeitos práticos. Não ajuda também que o roteiro escrito a quatro mãos seja esquemático em demasia e o texto seja expositivo e piegas, embora não chegue a ofender a inteligência do espectador.

  PREDADORES ASSASSINOS entretanto, tem um grande trunfo na figura da jovem Kaya Scodelario. De ascendência brasileira, a atriz ficou conhecida por fantasias de gosto meio duvidoso e aventuras Teen, como o remake de FURIA DE TITÃS e os filmes da franquia "Maze Runner", mas tem aqui a chance de mostrar o seu domínio de cena ao demonstrar grande entrega física e intensidade nas cenas de maior tensão, em uma atuação que lembrou trabalho semelhante realizado por Blake Lively no (muito melhor) AGUAS RASAS, outro survival horror envolvendo uma fera aquática. No fim das contas, PREDADORES ASSASSINOS é um bom passatempo, mas do tipo que se esquece logo em seguida, o que se torna ainda mais decepcionante, já que Alexande Aja já se mostrou capaz de bem mais.

 

Visto HORAS DE MEDO

 

Horas de Medo - 25 de Setembro de 2010 | Filmow

 

  Na trama, uma família de classe média se muda para uma nova casa em um condomínio isolado. Mas o que deveria ser uma noite tranquila, onde o maior drama era o desejo da filha adolescente Isa (Manuela Velles) de ir a uma festa ao invés de ter o primeiro jantar em família na casa nova, se transforma em um pesadelo quando a casa é invadida por três criminosos. Enquanto o patriarca Jaime (Fernando Cayo) é levado pelo líder do grupo para esvaziar as contas da família nos caixas eletrônicos, as mulheres ficam em casa sob a guarda dos criminosos restantes, mas eles são extremamente instáveis.

  Este Home Invasion espanhol se destaca muito mais por sua boa direção do que por seu roteiro, que embora simples, acaba sendo também um pouco apelativo e gratuito. comandado por Miguel Angel Vivas, que também escreve o roteiro ao lado de Javier Garcia Arredondo, HORAS DE MEDO tem como grande destaque a escolha estética de ser filmado através de vários planos sequência. Isso poderia fazer do longa metragem um mero objeto de exibicionismo de seu diretor, mas a direção de Vivas é elegante sem chamar a atenção demais para si mesma, nos puxando para dentro da história e de todo o calvário que está sendo enfrentado por aquela família, intensificando assim o suspense e a angustia presentes na narrativa. O elenco tem carisma, e consegue dar naturalidade as relações e conflitos existentes naquela família O roteiro, entretanto, não sabe dar qualquer significado maior a sua violência, ando a ela apenas valor de choque. Claro, não estou aqui criticando a violência em um filme de terror, o que seria incoerente, mas sinto que sequências como a do estupro de uma personagem ou mesmo o desfecho absolutamente niilista da obra não parecem colaborar com nenhuma espécie de arco dramático de qualquer personagem, e o filme se leva a sério demais para ser divertido. No fim das contas, HORAS DE MEDO é um filme interessante por suas escolhas estéticas e de direção, mas de resto, foi apelativo demais para o meu gosto.

 

Visto A CAÇADA

 

The Hunt (2020 film) - Wikipedia

 

  Na trama, doze desconhecidos acordam no meio do campo sem fazer ideia de onde estão ou como chegaram lá. O que o grupo não sabe é que todos eles foram escolhidos por membros de uma rica elite liderados pela psicótica Athena (Hillary Swank) para serem caçados como animais, inclusive recebendo armas para tornar a disputa mais emocionante. Enquanto a luta de classes assume contornos mortais, a misteriosa Cristal (Betti Gilpin) começa a perceber evidências de que podem não ter sido escolhidos ao acaso, ainda que ela não se importe muito com isso.

  A CAÇADA despertou certa polêmica antes de seu lançamento devido a ter sido criticado pelo Presidente Trump e ter sido adiado devido a uma das várias tragédias armadas que ocorrem nos Estados Unidos. Mas a tal polêmica inclusive usada no material de marketing é totalmente inexistente no filme dirigido por Craig Zobel, pelo menos em um nível amplo pois a tal guerra de classes presente na premissa serve também de metáfora para o conflito entre democratas e republicanos nos Estados Unidos, mas isso não é aprofundado o suficiente para gerar qualquer tipo de discussão mais séria, o que não é um problema. De fato, o roteiro escrito pela dupla Nick Cuse e Damon Lindelof, recentemente premiados por seu trabalho na minissérie WATCHMEN da HBO se apresenta como uma sátira politica, que mesmo superficial, é extremamente divertida, que se utiliza da violência insana e quase cartunesca para tecer críticas para todos os lados, seja a cultura armamentista e xenófoba do atual governo americano, mas também a hipocrisia existente na cultura do "politicamente correto". O 1º ato do filme também é digno de nota pela forma como estabelece a imprevisibilidade da narrativa ao apresentar falso protagonista atrás de falso protagonista até estabelecer a real personagem principal. No geral, A CAÇADA não deve ficar na memória de ninguém, mas tem algumas tiradas satíricas muito boas, e se não funciona totalmente como terror social, funciona como Terrir de ação.

  

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On 5/20/2020 at 1:41 PM, Big One said:

Dicas....

 

 

 

On 5/23/2020 at 12:12 AM, Questão said:

 Não tive vontade ver esse "Os Orfãos", e olha que não sou remake Hater, mas "A Volta do Parafuso" já teve tantas versões (até uma brazuca, que também não assisti) e a original OS INOCENTES de 1960 é tão boa que tem que ter um ótimo chamariz pra me incentivar. Esse ano, O Mike Flanagan vai lançar mais uma versão, inclusive, em forma de minissérie pela Netflix, e essa eu devo conferir, pois gostei muito de A MALDIÇÃO DA RESIDÊNCIA HILL que o diretor fez ano passado.  

Não sei porque essa mulher colocou esse filme na lista. Meio que joga a lista dela no lixo, colocar uma coisa dessa em lista de melhores, e me pergunto se ela viu a versão da década de 1960 que é infinitamente melhor (se ela não comentou sobre, é porque não deve ter visto). Mas enfim, gosto é que nem nariz, cada um com o seu.  Só que ela basicamente frisou que não gostou do final, mas gostou do resto, só que pra esse tipo de filme, terror psicológico, o final é algo crucial, porque se não prestar, fica sensação que o filme 'andou, andou e não chegou em lugar nenhum' (no caso desse filme rolou isso, nitidamente não chegou em lugar nenhum aquilo ali).

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Slaughter High (Idem, Dir.: Mark Elza, Peter Litten e Georgfe Dugdale, 1986) 2/4

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Slasher até que bem eficiente. No meu comentário de sobre Madman (1982) até comentei que o filme não tinha:  01) Um assassino com uma história minimamente interessante; 02) mortes mais gráficas e brutais; e, 03) um plot twist no final. Esse traz tudo isso, então pontos pra ele. Então, não deixa de ser notável. Mas não acho que muita gente vai gostar do final (meio malucão demais e meio que anula o resto do filme - apesar d'eu achar que não exatamente).

Filme trata de uma turma de estudantes de um colégio (High School - ensino médio por aqui) que resolvem 'bullynar' um outro estudante nerd. A coisa dá errada, o nerd se machuca gravemente, e anos mais tarde, essa turma é convidada a uma reunião de alunos no colégio que está abandonado, e lá começa a matança.

** Curiosidade é que a trilha é feita pelo Harry Manfredini, o mesmo dos filmes da série Sexta-feira 13, e dá pra notar que ele deu uma reciclada na trilha ali, então lembra demais os filmes do Jason. 

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Visto AMEAÇA PROFUNDA

 

Crítica | Ameaça Profunda

 

  Na trama, depois que uma estação de pesquisa subaquática é atingida pelo que parece ser um maremoto, a chefe de engenharia Norah (Kristen Stewart) deve se unir ao capitão da estação (Vincent Cassel) e aos sobreviventes restantes para tentar encontrar uma maneira de chegar á superfície, antes que o local inteiro inunde e se transforme em um túmulo aquático. Obrigados a andar em um dos pontos mais profundos do oceano já atingidos pelo ser humano, Norah e seus companheiros terão que enfrentar uma força tão antiga quanto a própria humanidade, se quiserem sobreviver.

 Dirigido por William Eubank (do estranhIssimo O SINAL: FREQUÊNCIA DO MEDO) a partir de um roteiro escrito a quatro mãos por Brian Duffield (de A BABÁ) e Adam Cozad (de JACK RYAN: OPERAÇÃO SOMBRA), este AMEAÇA PROFUNDA, como bem disse o SOTO em seu comentário, bebe da fonte do sci-fi aquático de James Cameron O SEGREDO DO ABISMO, assim como do terror claustrofóbico e lovecraftiano popularizado pela franquia "Alien". De fato, o roteiro de Duffield e Cozad deve muito ao ALIEN de Ridley Scott no que diz respeito a construção de seus personagens principais. Tal como em ALIEN, temos uma protagonista feminina levemente masculinizada (tal como a clássica Ellen Ripley de Sigouney Weaver), que possui uma espécie de relação platônica com o seu capitão, um técnico que serve de alívio cômico, e uma personagem feminina mais frágil (vivida aqui por Jessica Henwick em um papel que contrasta com o tipo guerreira que se acostumou a viver na televisão), para fazer um contraponto a protagonista mais determinada.

 Mas diferente do clássico de Scott, o filme de Eubank não perde tempo em estabelecer uma ordem vigente, e o filme mal completa cinco minutos, e já temos a personagem de Kristen Stewart correndo pela vida enquanto parte do cenário afunda. Assim sendo, AMEAÇA PROFUNDA é um filme muito direto, o que poderia ser bastante positivo, se soubesse trabalhar os conflitos de seus personagens na ação (que é constante) e soubesse comandar essa ação, tais como as sequências de suspense, mas infelizmente não é o que acontece. A montagem é confusa, e sob a desculpa de manter a ameaça das estranhas criaturas que passam a perseguir os personagens em sua jornada pelo mar, acaba por criar uma ação picotada que nos deixa perdidos e consequentemente apáticos sobre o que está ocorrendo. Tecnicamente, é um filme bem feito, mas achei bem estéril emocionalmente, e não muito bem dirigido. Ah, e no fim, o filme se revela uma adaptação (bem livre) de um clássico conto do Lovecraft.

 

Visto RINGU 0

 

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  Na trama situada trinta anos antes dos eventos de RINGU, Sadako Yamamura (Yukie Nakama) é uma jovem que tenta ingressar em uma trupe teatral em Tóquio. Enquanto parte de seus colegas de trupe desconfia do jeito retraído da garota, ela se apaixona pelo jovem técnico de som do teatro, Hiroshi Toyama (Seiichi Tanabe). Enquanto isso, a jornalista Akiko Myiami (Yoshiko Tanaka), que vinte anos antes perdeu o marido durante uma demonstração dos poderes mediunícos da falecida mãe de Sadako, investiga a garota, desconfiando que a jovem possa ter herdado os poderes de sua mãe.

 Sadako é um dos grandes ícones do terror japonês. Os fantasmas orientais de longos cabelos compridos já existiam antes dela, e muitos mais a sucederam, mas Sadako (juntamente com a sua contraparte americana, Samara) se tornou a mais famosa deles. Vivemos dizendo o quanto Hollywood adora espremer laranjas até não sobrar nada, mas os niponicos não ficam atrás, e decidiram fazer este filme contando como Sadako se tornou a força sobrenatural que mata pessoas que assistem a sua fita VHS maldita. Dirigido por Norio Tsuruta em seu filme de estreia, a partir de um roteiro de Hiroshi Takahashi (que havia escrito os dois filmes anteriores da franquia até o momento), que por sua vez adapta o conto de origem de Koji Suzuki, este RINGU 0 poderia perfeitamente ser um filme avulso, que nada tem a ver com a franquia 'Ringu", já que a ligação com a franquia vem só no final mesmo, e de forma bem forçada.

  O filme se desenvolve como uma mistura de CARRIE: A ESTRANHA e IRMÃS DIABÓLICAS, já que a Sadako vista aqui é bastante hostilizada por seus colegas de equipe, que claro, começam a sofrer mortes misteriosas (sem nem ter que esperar sete dias), mas os assassinatos não parecem estar bem sendo cometido pela garota, e sim por uma espécie de persona maligna. O filme parece tentar se desenvolver como uma tragédia, e parece que quer nos fazer ter alguma empatia por Sadako, mas a narrativa se mantém distante demais da garota para que realmente possamos nos conectar com ela de alguma forma, preferindo se concentrar em outros personagens bem chatos, como a jornalista, ou o técnico que se apaixona por Sadako. Enfim, era melhor que Sadako continuasse sendo só aquela figura bizarra com os cabelos na cara mesmo. Fiquem só com o RINGU original mesmo, pois este aqui é uma bomba que leva bem menos de sete dias pra estourar.

Visto OS ESCRAVOS DE SATÁNAS

 

Os Escravos de Satanás - Filme 2017 - AdoroCinema

 

  Na trama, uma família passa por uma situação difícil, depois que a matriarca, (Ayu Laksmi), outrora uma popular cantora, morre devido a uma doença degenerativa. Com o pai da família (Bront Palarae) tendo que viajar a negócios, ele deixa os seus dois filhos mais velhos,  Rini (Tara Basro) e Tony (Endi Arfian) cuidando dos dois irmãos menores. Mas quando uma série de eventos sobrenaturais começa a ocorrer na casa, Rini e Tony descobrem que a sua falecida mãe esteve envolvida com satanismo, e agora, eles precisam encontrar uma forma de proteger os seus irmãos de forças diabólicas.

  Este terror sobrenatural indonésio dirigido por Joko Anwar é um remake de uma produção de 1980, que mantém o período do filme original, ainda que pelo menos do meu humilde ponto de vista ocidental, isso não seja tão sentido. Escrito pelo próprio diretor OS ESCRAVOS DE SATÁNAS peca por um roteiro que não apenas é clichê, mas dá alguns saltos de desenvolvimento e de conveniência que se revelam bastante incômodos. A protagonista, por exemplo, é abordada pelo filho de seu vizinho, o jovem Hendra (Dimas Aditya) que cai de paraquedas no meio do filme só para dizer a garota que viu uma figura esquisita dentro de sua casa, sem que mal tenhamos tempo de entender quem é esse garoto. Da mesma forma, a avó da protagonista, por acaso conhece um ocultista, que por acaso acabou de escrever um artigo que diz exatamente o que ela precisa saber. Mas ao invés de dizer o que a jovem precisa, o cara mande que ela leia, ao mesmo tempo em que reafirma a urgência da situação, o que não faz sentido. 

  Mas se Anwar se mostra bem inepto de lidar com os clichês do gênero ao trabalhar no roteiro, ele se sai melhor na direção, lembrando um estilo de construção de suspense e também de horror que lembra os melhores momentos de James Wan. Além disso, a predileção pelo uso de efeitos práticos ao invés do CGI na concepção de algumas das entidades que surgem ao longo do filme também jogam a favor do longa metragem. Mas no fim das contas, OS ESCRAVOS DE SATÁNAS ainda se revela uma experiência frustrante, mesmo que não seja totalmente descartável. Frustração que só será aumentada por um final abrupto com direito a gancho para uma sequência que deve deixar o público com a sensação de que apesar de alguns bons momentos, ainda perdeu tempo.

 

 

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