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Forum Cinema em Cena

Pequenas Causas Cinematográficas


Nacka
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Vamos lá.... Falei que não daria minha opinião pq eu correria o risco de não conseguir ser imparcial nela, mas não consigo mais me conter e vou deixar aqui a minha opinião a respeito desse filme...

 

Obra do oportunismo?

 

Sinceramente, não creio que "A Paixão de Cristo" seja obra do oportunismo, puro e simples... Houve um oportunismo no que diz respeito a data de escolha em que foi lançado o filme? De certa forma sim... Contudo, isso não desmerece, não diminui o filme... Ser lançado na Páscoa e com tudo que representa essa data para o cristianismo é um oportunismo sim, mas acredito também que seja uma tentativa, talvez, de resgate da verdadeira significação da Páscoa. Muitos não tem mais noção da importância que a Páscoa tem dentro do calendário judaico/cristão e acham que ela é apenas uma data onde trocam-se ovos de chocolate... O filme mostra que ela é muito, muito mais do que isso... Ela é uma data que marca a entrega de um homem de fé, que dá a sua vida pelos seus iguais... Ela é a data que marca a morte de um homem que levou ao extremo o mandamento que diz: "Ama o próximo como a ti mesmo"...

 

Sobre a questão de se o filme e todo o sofrimento ali mostrado ser fiel ao que os cristãos sofriam na época retratada... Nunca poderemos dizer com total certeza, mas pensem no quanto o Império Romano perseguiu os cristãos? Pense nas atrocidades que os cristãos sofreram nos anfiteatros romanos, sendo jogados para serem devorados vivos (após passarem por torturas absurdas) por animais ferozes... Relatos deixados por diversos "contemporâneos" desse período chegam a fazer com que nossos estômagos virem pelo avesso e fazem com que eu acredite que o sofrimento que vemos Jesus passar no filme de Gibson seja apenas uma pequena parte do que ele realmente sofreu... Pelo que é descrito na Bíblia (e digo o que é descrito na Bíblia, e não o que dito por Igrejas) o sofrimento de Jesus em todo o calvário parece ser o pior possível, com requintes de crueldade absurdamente grandes...

 

No que diz respeito a parte técnica e liberdades artísticas tomadas pelo filme (como o demônio andando por entre as pessoas, ou Judas sem atormentado por demônios) não temos o que dizer... É uma liberdade tomada por Gibson para intensificar a dramaticidade, já grande, presente em sua obra... Visualmente, o filme me parece uma verdadeira pintura... A mensagem que ele traz em si, por mais que seja a mais comum das mensagens cristãs, não perde a beleza e o seu impacto em momento algum...

 

Não acho que o fato de lançar o filme no período da Páscoa, ou o fato de Gibson ter vendido miniaturas ou seja lá o quê diminuam o poder da mensagem que seu filme traz... As igrejas espalhas por todo o mundo vendem souveniers e isso não diminui a fé das pessoas, muito pelo contrário, até aumenta a de alguns fiéis...

 

The Spartan
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Posso fazer uma pergunta Nacka?quando vc diz "nós"' date='vc se refere a quem?Pelo que me parece temos apenas UM juiz nessa questão...

Outra questão importante,acho que o juri não pode participar da discução....

 

As perguntas lançadas pelo Jurí,uma não anula a outra:

Um filme que traduza com perfeilção a Paixão de Cristo pode muito bem ser oportunista que isso não vai anular o filme em sí.

 

 

Então temos duas perguntas separadas e não interligadas:

A Paixão de Cristo de Mel Gibson traduz com perfeição os ultimos dias de Jesus Cristo?

A Paixão de Cristo de Mel Gibson é um filme com oportunismo barato?
[/quote']

 

1 - O Júri do Pequenas Causas é composto por 3 "juízes" Eu, Jailcante e Silva, a sentença é dada após deliberação dos 3.

 

2 - Porque não podemos participar? Já pensou que somente aqui você verá um juiz perder as estribeiras e partir para às vias de fato? Não digo que isto vá acontecer, mas... não perca a chance.

 

3 - Você acha que as perguntas não são interligadas? Explique...

 
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1-OK,achei que só vc ia dar o veredito.

 

2-Seria engraçado06

 

3-Já expliquei:Quando você usou o termo "OU" isso denota "opção".Porém,neste caso,uma pergunta não anula a outra.Um filme pode ser uma tradução fiel de algo e ao mesmo tempo ser produto de um oprtunismo barato.

 

O que houve com meu outro post?Não flodei,só assinei embaixo do que o The Spartan falou.
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...

Ser lançado na Páscoa e com tudo que representa essa data para o cristianismo é um oportunismo sim' date=' mas acredito também que seja uma tentativa, talvez, de resgate da verdadeira significação da Páscoa. Muitos não tem mais noção da importância que a Páscoa tem dentro do calendário judaico/cristão e acham que ela é apenas uma data onde trocam-se ovos de chocolate... O filme mostra que ela é muito, muito mais do que isso... Ela é uma data que marca a entrega de um homem de fé, que dá a sua vida pelos seus iguais... Ela é a data que marca a morte de um homem que levou ao extremo o mandamento que diz: "Ama o próximo como a ti mesmo"...

...

The Spartan
[/quote']

 

Concordo com o espartano....10

 

Mas ainda falando sobre o lançamento na Páscoa, ninguem quer perder dinheiro fazendo filmes... por isso os estudios lançam os mais caros em feriados, ferias e próximo de grandes premiações.... ninguem os chamam de oportunistas.

Mas o que é a Páscoa? É a morte e a russureição de Cristo. E sobre o que é o filme? É sobre a morte e a ressureição de Cristo. Qual é o mal de juntar os dois?
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Oq eu vejo é q as argumentações já acabaram. Depois de uma crítica atrás da outra, finalmente acharam o ponto fraco, as benditas cruzes, e agora estão detonando o filme usando esse argumento. Isso mostrou pelo menos o quanto esse julgamento é tendencioso, e não fico surpreso se o filme for "condenado." Sinceramente, acho q o pessoal q defendeu o filme argumentou mais e bem melhor q aqueles q o defenderam. Até tivemos a crítica do The deadmem, que foi muito boa. Enquanto a acusação ia de um argumento para o outro, nada coesa, com frases maravilhosas "mas eu já provei q ele está errado"... Ainda penso q esse julgamente deveria ser feito somente pelos posts daqui, e de como defendemos, ou condenamos ele. Mas vamos ver no q dá. Esperando voltar a discussão pelo filme...

 

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Uau... que caminho conveniente a discussão tomou... 07

 

Enfim, não considero o filme oportunista, considero o Gibson oportunista pelos motivos já citados. Infelizmente a postura do diretor acaba, indiretamente, afetando a forma como vemos o filme.

 

E antes que os fãzóides venham com as pedradas típicas para me crucificar, lembrem-se de Leni Riefenstahl...
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Entretanto' date=' o marketing do filme e os meios de divulgação e a data de lançamento, sim, foram oportunistas. Algum mal nisso?! Pra mim, de forma alguma!

 Ou existe alguém aqui que ache um "absurdo" e o "cúmulo da desfaçatez" lançarem um daqueles filmes açucarados de Natal e/ou de Papai Noel no...Natal??!! 06
[/quote']

 

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa... Mesmo após eu, o Alexei e o Nacka quase desenharmos o raciocínio, ainda continuam chutando cachorro morto.
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Dook' date='

 

Ok,os católicos que usam aquelas fotinhas que mostram um Jesus emo,concordo.Porém,TODAS as igrejas usam a cruz como simbolo de adoração.....

 
[/quote']

 

Mais uma generalização descabida. A minha igreja (que é Batista) não usa, portanto sua argumentação é furada e procura legitimar a mercantilização que Gibson promoveu em cima de seu filme.

 

Adorar coisas físicas, badulaques e adornos é típico do Catolicismo. Se isto é certo à luz do Evangelho e do Cristianismo em essência, já é outra história, mais apropriada para ser discutida no tópico Deus Existe.  
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Bem, se reclamo é pq tenho razões p/ isso. Mas volto a discutir sobre o filme exatamente de onde? dos pregos, do discurso anti-semita, do teor panfletário, do oportunismo ao lançar um filme da morte de Cristo na páscoa? Ou das atuações maravilhosas, da fidelidade ao relato bíblico, pela direção competente de Gibson, pelas várias sutilezas e analogias do filme, pela fotografia, por ser o filme da morte daquele que bilhões dizem ser seus seguidores? Se ler os posts anteriores, de tudo isso já se foi comentado. Ou pelo menos eu tentei. O assunto da vez agora era a parcialidade desse julgamento, q juro ser a última vez que falo sobre isso. Vamos esperar o povo vir com novas idéias, e novas discussões...

 

 

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Uau... que caminho conveniente a discussão tomou... 07

 

Enfim' date=' não considero o filme oportunista, considero o Gibson oportunista pelos motivos já citados. Infelizmente a postura do diretor acaba, indiretamente, afetando a forma como vemos o filme.

 

E antes que os fãzóides venham com as pedradas típicas para me crucificar, lembrem-se de Leni Riefenstahl...
[/quote']

 

Acho que a análise em questão não é o diretor, mas o filme...

 

The Spartan
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Ok, vamos nos ater ao filme:

 

Mesmo tecnicamente, Gibson comete deslizes na direção. Cada queda de Jesus é acompanhada de câmera lenta o que torna a situação piegas, uma tentativa forçada de padronizar o choro na platéia. Ainda sobre a pieguice, Gibson acaba sendo esperto o bastante para inserir flashbacks em momentos oportunos só para fazer a platéia ficar ainda mais estarrecida com o que está sendo mostrado na tela.

 

Enfim, um exercício irregular... A cada idéia interessante inserida por Gibson, ele se empolga e insere mais duas idéias duvidosas... E, por fim, como todo bom católico, Gibson foca no sofrimento físico de Cristo e, pra mim, houve um sofrimento muito maior que foi desenvolvido exemplarmente por Scorsese: o sofrimento espiritual.
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Eu gostei dos flashbacks. Principalmente aquele que mostra Jesus "brincando" com Sua mãe. É uma cena muito bonita, e mostra um lado pouco mostrado em outros filmes (Ele está sempre sério e pensativo)

Existe um certo sofrimento espiritual, com a tentação do demonio que o percegue.

Sobre o filme do Scorsese não posso comentar, já que não vi o filme. Mas pretendo ver.
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Sim, o filme de Scorcese é excelente, e pelo menos pra mim, mostra um Jesus mais humano. Mas o filme de Gibson, desde o começo, sempre quis se ater no sofrimento de Cristo. Mas bons momentos são as cenas em que aparece o diabo. Aquele embate entre os dois no começo do filme é fabuloso. E os flashbacks são bons, não os vejo como ruins ou como se destoam do ritmo do filme. Exemplo: Jesus está sendo crucificado, e o flshback da última ceia "eu sou o pão da vida", mostrando q exatamente naquela hora que eles entenderiam tudo o q Jesus quis dizer.

 

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Mas isso não quer dizer que temos que ficar analisando os atos de comércio do diretor... Devemos analisar a posição dele no que tange o filme' date=' e não o fato de ele ter aproveitado o filme pra vender pingentes...

The Spartan

 

PS.: Acho que esse caso perdeu o foco...
[/quote']

 

Off: Sem moral vc Sunder. Vc adora sair da discussão sobre filmes pra ficar enfiando fidelidade à quadrinhos no meio. Foco não é bem sua especialidade...06

 

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Entretanto' date=' o marketing do filme e os meios de divulgação e a data de lançamento, sim, foram oportunistas. Algum mal nisso?! Pra mim, de forma alguma!

 Ou existe alguém aqui que ache um "absurdo" e o "cúmulo da desfaçatez" lançarem um daqueles filmes açucarados de Natal e/ou de Papai Noel no...Natal??!! 06
[/quote']

 

1) Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa... 2)Mesmo após eu, o Alexei e o Nacka quase desenharmos o raciocínio, ainda continuam chutando cachorro morto.

 

 1) Dããhh... Não brinca! 07

 2) Sinta-se à vontade para postar o desenho do raciocínio...03  

 

 
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Caro Deadman, volte no tópico. Estamos discutindo incongruência e oportunismo; um monte de posts já foram feitos nesse sentido.

 

Agora, se formos discutir os aspectos artísticos do filme, é outra história... A coisa pode ficar pior, pois o Dook já apontou várias escolhas erradas que foram feitas nA Paixão, como a pieguice excessiva e o negligenciamento dos dilemas morais. Eu concordo plenamente.

 

Repito o que havia dito antes: a fotografia é maravilhosa (que palheta de cores, hein? Deschanel é brilhante, aquele azul do começo é inesquecível), Caviezel e Morgestern estão ótimos. O que mais temos nesse filme? Os méritos eu reconheço, mas os deméritos são tantos...
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Ao optar por fazer um filme focando o sofrimento físico de Jesus' date=' Gibson assumiu o risco de um erro de concepção: deixar de lado o sofrimento espiritual.

 

 
[/quote']

 

Idem para Scorcese

 

Ao focar o sofrimento espiritual de Jesus ele deixou de lado o sofrimento físico.

 

Cada um focou o ângulo da Paixão que achou melhor e ambos se saíram com louvor.
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