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Forum Cinema em Cena

Perdidos no Espaço


Nacka
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Furei. Foi mal. Mas gostaria de, mesmo assim, deixar aqui nomes de alguns que entrariam na minha lista:

 

“Metropolis”, de Fritz Lang

“Alien”, de Ridley Scott

“Blade Runner”, de Ridley Scott

"Jurassic Park", de Steven Spielberg

“Matrix”, dos Wachowski Brothers

“O Exterminador do Futuro”, de James Cameron

“O Exterminador do Futuro <?:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />2”, de James Cameron

“O Vingador do Futuro”, de Paul Verhoeven

“Primer”, de Shane Carruth

“Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, de Steven Spielberg

“Minority Report”, de Steven Spielberg

“THX 1138”, de George Lucas

“2001 – Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick

“A.I. – Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg

“Os Doze Macacos”, de Terry Gillian

“A Mosca”, de David Cronenberg

“eXistenZ”, de David Cronenberg

“De Volta Para o Futuro” – Trilogia, de Robert Zemeckis

“Solaris”, de Andrei Tarkovski

“Donnie Darko”, de Richard Kelly

“Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, de Michel Gondry

“Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick

“Guerra dos Mundos”, de Steven Spielberg

“Eles Vivem”, de John Carpenter

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A não inclusão de “Star Wars” se deve ao fato de que a saga, pra mim, não é sci-fi, e sim fantasia.

Serge Hall2006-11-14 21:37:38
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A lista do Silva

 

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Antes de publicar a minha lista, faço algumas considerações:<?:NAMESPACE PREFIX = O />

 

1) Escolher apenas 20 filmes de um gênero tão vasto e prolífico como a ficção científica é uma tarefa ingrata, pois muitos filmes interessantes acabam ficando de fora. Sendo assim, escolhi apenas um filme de cada diretor, a fim de ter a maior diversidade possível. Por isso, alguns filmes não estão presentes nessa lista, o que irá gerar questionamentos, discussão e, principalmente, insastifação de algumas pessoas que lerão essa lista;

 

2)  Mais complicado do que escolher os 20 filmes (mesmo com as considerações descritas anteriormente) é ordená-los. Aliás, sempre tive uma enorme dificuldade em tentar ranquear filmes, por sempre achar que seria injusto com determinado filme. Sendo assim, os filmes não estão por ordem de preferência.

 

B)       Lista (sem ordem de preferência)

 

·         Metropolis (Metropolis); Diretor – Fritz Lang; Ano de Lançamento – 1928.

 

         Ver crítica abaixo

 

·         Robocop (Robocop); Diretor – Paul Verhoven; Ano de Lançamento – 1986

 

Um dos diretores mais injustiçados nos mostra uma cidade que, apesar dos avanços tecnológicos, não está muito distante da nossa, abrindo espaço também para a crítica contundente. Tudo isso sem poupar na violência gratuita.

 

·         Inimigo Meu (Enemy Mine); Diretor – Wolfgang Petersen; Ano de Lançamento – 1985

 

Aqui, temos, a partir da história de dois exploradores de planetas diferentes, uma bonita história sobre convivência entre as raças. Uma trama calcada essencialmente em personagens, com uma mensagem que é mais atual do que nunca (Palestinos contra Judeus, Estados Unidos na sua cruzada contra o terror). Tudo isso ainda com uma atuação formidável de Louis Gosset Jr.

 

·         Akira (Akira); Diretor – Katsumino Otomo; Ano de Lançamento – 1982

 

Um dos clássicos do cinema de animação japonês não poderia ficar de fora. Com visual arrebatador (que ainda impressiona), e uma história fabulosa, Akira é o grande cartão de visitas para conhecer a qualidade dos animes japoneses. O comentário social não é particularmente profundo ou filosófico, mas sobretudo um olhar crítico sobre a alienação da juventude, a ineficiência e corrupção do governo, e um sistema militarizado, desagradado com os compromissos da sociedade moderna.

·         Final Fantasy (Final Fantasy: The Spirit Within); Diretores - Hironobu Sakaguchi e Motonori Sakakibara; Ano de lançamento – 2001

 

Essa minha escolha vai gerar polêmica, com certeza. Mas, como fã assumido da série Final Fantasy (apesar de reconhecer as suas falhas do roteiro), adoro esse filme. Principalmente pelo visual arrebatador, e pela inovação de trazer personagens “reais” feitos por computação gráfica.

 

 

·         Os Caça Fantasmas (The Ghostbusters ); Diretor – Ivan Reitman; Ano de Lançamento – 1984

 

Pode-se dizer que ''Os Caça-Fantasmas'' foi, para a entrada dos anos 80, um equivalente a ''Guerra nas Estrelas'' nos 70, ou a ''Jurassic Park'' nos 90. São apenas exemplos, pelo menos do ponto de vista técnico, dos efeitos especiais. ''Ghostbusters'' não apenas mostrava um espetáculo visual, mas fazia com que os efeitos especiais sejam perfeitamente integrados e necessários à divertida narrativa. Essa escolha também têm uma questão pessoal bastante forte, pois foi o meu primeiro filme no cinema.

 

·         Gattaca – A Experiência Genética (Gattaca); Diretor – Andrew Niccol; Ano de Lançamento – 1997

 

Gattaca é outro exemplar raro da ficção – científica. Ao abordar, em um futuro próximo, uma nova forma de segregação ainda mais artificial e discriminatória (através do genoma), provoca vários questionamentos sobre a ética na ciência e sobre a discriminação, sendo, dessa forma, um filme com uma intertextualidade primorosa.

 

·         Matrix (Matrix); Diretor – The Wachovski Brothers; Ano de Lançamento – 1999

 

A indústria cinematográfica foi sacudida por um furação que colocava em um liquidificador cinematográficos várias referências vindo dos temas mais remotos (cyberpunk, animes, filmes de luta japoneses, filosofia, yin/yang, dentre vários outros), efeitos especiais corretíssimos (e que impressionam, ainda mais pelo fato de que grande parte deles não foi feito por computação) e um personagem principal que se tornou um ícone.

 

·         Os Doze Macacos (12 Monkeys); Diretor – Terry Gilliam; Ano de Lançamento – 1995

 

Outra pérola do sci – fi que trata de um futuro sombrio para a humanidade, e essa ambientação bizarra e totalmente dark permeia todo o filme (ambientação essa ajudada pelo trabalho primoroso de cenografia e pela bizarra, mas totalmente funcional, trilha sonora). Além de um roteiro complexo e de ótimas atuações, especialmente Brad Pitt (na sua melhor atuação).

  

·         Contato (Contact); Diretor – Robert Zemeckis; Ano de Lançamento – 1997

 

Baseado no romance de Carl Sagan (que também foi o produtor do filme). Ao falar sobre a busca de uma cientista em descobrir evidências de vidas em outro planeta, o filme aborda outros assuntos interessantíssimos, como a religião (e a fé), além de conseguir ser didático sem se tornar efadonho ou subestimar a inteligência do telespectador.

 

·         Cidade das Sombras (Dark City); Diretor – Alex Proyas; Ano de Lançamento – 1998

 

Um ano antes de Matrix, Alex Proyas nos concede essa pérola da ficção – científica (e que, infelizmente, não é tão conhecido quanto o seu “sucessor”). Combinando uma ambientação que mistura o estilo noir da década de 40 (na construção dos personagens) com o Expressionismo Alemão (na construção dos cenários), temos um ambiente soturno, claustrofóbico, perverso e, ao mesmo um dos mais belos e intrigantes da história do cinema.

 

·         O Planeta dos Macacos (The Planet of the Apes); Diretor - Franklin Schaffner; Ano de Lançamento – 1968

 

O que aconteceria se o Mundo na verdade fosse dominado pelos macacos e os serem humanos fossem escravos? Esse é o mote principal dessa pérola de Franklin Schaffner, que ainda tem Charlton Heston chutando bundas como sempre, e com um final que é um dos melhores do cinema!!!

 

·         Contatos Imediatos do 3º Grau (Close Encounters of the Third Kind); Diretor – Steven Spielberg; Ano de Lançamento – 1977

 

Durante um período de pelo menos 10 anos (de 1975 a 1985), Steven Spielberg filmou uma série de ótimos filmes. Este, de 1977, é um dos mais interessantes: envolvente, inquietante, intrigante e surreal às vezes. E todo o clima do filme é desenvolvido de forma sublime (O misterioso reaparecimento, no Deserto de Mojave, de uma esquadrilha de aviões desaparecidos na Segunda Guerra; o famoso Vôo 19; o surreal surgimento, no Deserto de Gobi, do navio S. S. Cotopaxi, desaparecido no Triângulo das Bermudas em 1925, entre outros fatos), culminando no clímax final com um show de efeitos especiais e sonoros (Exemplo: a forma de comunicação entre os extraterrestres e os humanos).

 

·         Blade Runner – O Caçador de Andróides (Blade Runner); Diretor – Ridley Scott; Ano de Lançamento – 1982

 

Sendo inicialmente mal recebido nas salas de cinema, cedo se tornou claro que a partir do filme é possível obter múltiplas leituras filosóficas ou religiosas sobre temas recorrentes: quem somos? de onde viemos? para onde vamos? o que nos torna humanos? Esta atracção, bem como o impacto visual de uma atmosfera cyberpunktipo filme negro, associada à música de Vangelis, cedo fizeram de Blade Runner um filme cult.

 

·         Mad Max 2 – A Caçada Continua (Mad Max II); Diretor – George Miller; Ano de lançamento – 1981

 

Nesse caso, a continuação é ainda melhor do que o original. Goerge Miller pegou tudo que deu certo no primeiro filme (o personagem principal, a completa sensação de insegurança e abandono) e, com uma injeção maior de dinheiro, tornou o filme ainda mais apocalíptico do que o anterior e criou um legítimo anti – herói. Tudo isso feito com uma linguagem pura e totalmente “suja”, algo incomum para o gênero.

 

·         Fuga de Nova York (Escape from New York); Diretor – John Carpenter; Ano de Lançamento – 1981

 

Outro diretor injustiçado, mas bastante criativo e original. Também retrata um futuro mais “próximo” a nossa realidade, mas nem por isso menos apocalíptico (com Nova York sendo uma prisão de segurança máxima), além de um personagem emblemático, Snake Pillssen. Isso sem falar em toda a crítica inserida na trama.

 

·         Scanners – Sua Mente Pode Destruir (Scanners); Diretor – David Cronnenberg; Ano de Lançamento – 1981

 

Decidir qual filme de David Cronenberg entraria foi um trabalho mais do que árduo, pois pelo menos quatro deles teriam total direito. Ao final, escolhi esse ótimo exemplar de 1981, onde Cronenberg mostra o que se pode fazer com poderes telecinéticos, efeitos de maquiagem soberbos, e uma pequena dose de uma mente ligeiramente insana (no bom sentido) por trás das câmeras.

 

·         Viagem a Lua (Le Voyage Dans la Lune); Diretor – Paul Schineider ; Ano de Lançamento – 1902

 

Esse filme, de 1902, produzido pelo francês George Méliès, que também desenhava os cenários, o guarda-roupa, criava os efeitos especiais e fotografava é considerado a primeira ficção científica do cinema. Dura 13 minutos e é inspirado nos romances de Julio Verne, sendo o marco histórico desse Gênero e, por isso merece ser lembrado. Seus efeitos podem ser considerados ultrapassados atualmente mas o seu conteúdo histórico e, até mesmo cinematográfico é notável.

 

·         2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001 – A Space Odissey); Diretor – Stanley Kubrick; Ano de Lançamento – 1968

 

Enigmático. Primoroso. Genial. Qause perfeito. Efadonho. Chato. Insuportável. Complexo. Intelectualóide. Poucos filmes produziram reações tão díspares quanto esse. Mas o mais importante disso tudo é que, de uma forma ou de outra, ele provocou inúmeros questionamentos na mente de quem o assistiu.

 

·         Guerra nas Estrelas IV – Uma Nova Esperança (Star Wars IV); Diretor – George Lucas; Ano de Lançamento - 1977

 

Nesse caso, não têm como fugir do óbvio. Star Wars conquistou o público e a crítica, criou vários ícones mundiais, revolucionou, para o bem ou para o mal, a indústria cinematográfica, confirmou George Lucas como grande diretor e contador de histórias, alavancou a carreira de vários atores, enfim, ajudou a criar um padrão nos filmes do gênero e ao fazer com que a ficção – científica seja levada mais a sério.

 

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Comentando um poquito a lista do silva:

 

Metropolis: estaria na minha também, muito pela influência visual-cenográfica. Mas pra mim o melhor de Lang sempre será "M".

 

Robocop: lembro de gostar muito de "Robocop", mas precisaria rever para saber se entraria na minha lista ou não. Sério, tem uns 7 anos ou mais desde que vi pela última vez.

 

Inimigo Meu: um dos filmes da minha infância, também a ser revisto. Mas, pelo que me lembro, não era mais que um filme simpático.

 

Akira: gosto, mas acho superestimado. O foco militar é o mais forte, ao meu ver, mas nesse sentido, e em muitos outros, prefiro bem mais "Ghost in the Shell".

 

Final Fantasy: também gosto do filme, mas não o bastante pra colocá-lo num Top. Todo mundo que me conhece ao menos um pouco sabe que sou defensor de que adaptações são livres pra fazer o que quiser, mas acho que "Final Fantasy" é o único caso que, acredito, seria sensato não possuir o título da série na qual se baseou. É um roteiro simples e cheio de chavões, é verdade, mas também uma técnica gráfica impressionante e que, sei lá como, funciona ao se combinar com a trama simples, e até simplista, que tenta se disfarçar de complexa aqui ou ali. Tem zero da fantasia medieval dos jogos, mas como filme qualquer, e uma adaptação independe de sua origem, acho que é uma obra bacana.

 

Os Caça-Fantasmas: concordo contigo, mas preciso rever. Ivan Reitman nunca mais fará coisa parecida.

 

Gattaca: gosto muito, mas acho que peca no final, quando simplifica todo seu enredo a uma disputa "homem X homem", algo meramente e clichezamente narrativo.

 

Matrix: obra-prima que tem lá sua originalidade, mas seu maior trunfo é dar uma enorme braçada em "n" referências e transformar isso num banquete de scifi-HQ-anime-tecno-fetichista deliciosíssimo.

 

Os Doze Macacos: tem dias que tendo a considerá-lo o melhor do Terry.

 

Contato: abertura inesquecível e um dos filmes que melhor "brinca" com a dualidade "ciência X fé", concluindo sua história mais para o lado da "fé", mas segredando, no finalzinho, uma vantagem para a visão da ciência. Um dos mais subestimados do Zemeckis, quase ninguém lembra.

 

Cidade das Sombras: poderia ter sido o "Matrix" caso a divulgação não tivesse sido uma merda e o protagonista um bosta (até hoje, né, Rufus?). Gosto demais, é cultzão, tem seus problemas (Rufus?), mas também preciso rever.

 

O Planeta dos Macacos: esqueci de colocar na minha. Merece.

 

Contatos Imediatos do Terceiro Grau: seqüência da comunicação sonora é uma grande obra-prima. E aquele alien maior me mete um medo até hoje.

 

Blade Runner: gosto, mas acho superestimado, acho que mais pelo envelhecimento visual, que se por um lado melhora, por outro me desgasta um pouco. Ainda assim, entra na lista, principalmente por ser Dick até o ácaro das unhas.

 

Mad Max 2: não lembro de quase nada. Revi o primeiro recentemente, e achei mais ou menos, bem diferente de quando adorava ver quando moleque.

 

Fuga de Nova York: oh yeah. Esqueci de colocar também. O começo do filme é assustadoramente atual, se é que me entende(m), hehe.

 

Scanners: outro que tem de entrar na minha. Comprei até o DVD.

 

Viagem a Lua: Esqueci desse também. Um crime. Meliès era foda. Já viu um que ele brinca com as cabeças? Meliès, o primeiro especialista em efeitos especiais. 16

 

2001: a melhor.

 

Star Wars: como disse, não considero "Star Wars"sci-fi.

 

 

 

E agora, a pergunta:

 

Cadê "Laranja Mecânica"?
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Laranja Mecânica é sci-fi porquê? (Essa pergunta é retórica, pq o filme divide opiniões no que tange ao gênero que ele se enquadra)

 

E eu vi citarem, V de Vingança é sci-fi? Why?

 

P.S.: Dando uma olhada aqui, percebi que eu esqueci Brilho Eterno, e que provavelmente, mesmo sendo muito sci-fi, vai se esquecido pelo pessoal pelo mesmo motivo que eu esqueci.
rubysun2006-11-14 22:20:11
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A lista do Silva

 

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Antes de publicar a minha lista, faço algumas considerações:<?:NAMESPACE PREFIX = O />

 

1) Escolher apenas 20 filmes de um gênero tão vasto e prolífico como a ficção científica é uma tarefa ingrata, pois muitos filmes interessantes acabam ficando de fora. Sendo assim, escolhi apenas um filme de cada diretor, a fim de ter a maior diversidade possível. Por isso, alguns filmes não estão presentes nessa lista, o que irá gerar questionamentos, discussão e, principalmente, insastifação de algumas pessoas que lerão essa lista;

 

2)  Mais complicado do que escolher os 20 filmes (mesmo com as considerações descritas anteriormente) é ordená-los. Aliás, sempre tive uma enorme dificuldade em tentar ranquear filmes, por sempre achar que seria injusto com determinado filme. Sendo assim, os filmes não estão por ordem de preferência.

 

B)       Lista (sem ordem de preferência)

 

·         Metropolis (Metropolis); Diretor – Fritz Lang; Ano de Lançamento – 1928.

 

         Ver crítica abaixo

 

·         Robocop (Robocop); Diretor – Paul Verhoven; Ano de Lançamento – 1986

 

Um dos diretores mais injustiçados nos mostra uma cidade que, apesar dos avanços tecnológicos, não está muito distante da nossa, abrindo espaço também para a crítica contundente. Tudo isso sem poupar na violência gratuita.

 

·         Inimigo Meu (Enemy Mine); Diretor – Wolfgang Petersen; Ano de Lançamento – 1985

 

Aqui, temos, a partir da história de dois exploradores de planetas diferentes, uma bonita história sobre convivência entre as raças. Uma trama calcada essencialmente em personagens, com uma mensagem que é mais atual do que nunca (Palestinos contra Judeus, Estados Unidos na sua cruzada contra o terror). Tudo isso ainda com uma atuação formidável de Louis Gosset Jr.

 

·         Akira (Akira); Diretor – Katsumino Otomo; Ano de Lançamento – 1982

 

Um dos clássicos do cinema de animação japonês não poderia ficar de fora. Com visual arrebatador (que ainda impressiona), e uma história fabulosa, Akira é o grande cartão de visitas para conhecer a qualidade dos animes japoneses. O comentário social não é particularmente profundo ou filosófico, mas sobretudo um olhar crítico sobre a alienação da juventude, a ineficiência e corrupção do governo, e um sistema militarizado, desagradado com os compromissos da sociedade moderna.

·         Final Fantasy (Final Fantasy: The Spirit Within); Diretores - Hironobu Sakaguchi e Motonori Sakakibara; Ano de lançamento – 2001

 

Essa minha escolha vai gerar polêmica, com certeza. Mas, como fã assumido da série Final Fantasy (apesar de reconhecer as suas falhas do roteiro), adoro esse filme. Principalmente pelo visual arrebatador, e pela inovação de trazer personagens “reais” feitos por computação gráfica.

 

 

·         Os Caça Fantasmas (The Ghostbusters ); Diretor – Ivan Reitman; Ano de Lançamento – 1984

 

Pode-se dizer que ''Os Caça-Fantasmas'' foi, para a entrada dos anos 80, um equivalente a ''Guerra nas Estrelas'' nos 70, ou a ''Jurassic Park'' nos 90. São apenas exemplos, pelo menos do ponto de vista técnico, dos efeitos especiais. ''Ghostbusters'' não apenas mostrava um espetáculo visual, mas fazia com que os efeitos especiais sejam perfeitamente integrados e necessários à divertida narrativa. Essa escolha também têm uma questão pessoal bastante forte, pois foi o meu primeiro filme no cinema.

 

·         Gattaca – A Experiência Genética (Gattaca); Diretor – Andrew Niccol; Ano de Lançamento – 1997

 

Gattaca é outro exemplar raro da ficção – científica. Ao abordar, em um futuro próximo, uma nova forma de segregação ainda mais artificial e discriminatória (através do genoma), provoca vários questionamentos sobre a ética na ciência e sobre a discriminação, sendo, dessa forma, um filme com uma intertextualidade primorosa.

 

·         Matrix (Matrix); Diretor – The Wachovski Brothers; Ano de Lançamento – 1999

 

A indústria cinematográfica foi sacudida por um furação que colocava em um liquidificador cinematográficos várias referências vindo dos temas mais remotos (cyberpunk, animes, filmes de luta japoneses, filosofia, yin/yang, dentre vários outros), efeitos especiais corretíssimos (e que impressionam, ainda mais pelo fato de que grande parte deles não foi feito por computação) e um personagem principal que se tornou um ícone.

 

·         Os Doze Macacos (12 Monkeys); Diretor – Terry Gilliam; Ano de Lançamento – 1995

 

Outra pérola do sci – fi que trata de um futuro sombrio para a humanidade, e essa ambientação bizarra e totalmente dark permeia todo o filme (ambientação essa ajudada pelo trabalho primoroso de cenografia e pela bizarra, mas totalmente funcional, trilha sonora). Além de um roteiro complexo e de ótimas atuações, especialmente Brad Pitt (na sua melhor atuação).

  

·         Contato (Contact); Diretor – Robert Zemeckis; Ano de Lançamento – 1997

 

Baseado no romance de Carl Sagan (que também foi o produtor do filme). Ao falar sobre a busca de uma cientista em descobrir evidências de vidas em outro planeta, o filme aborda outros assuntos interessantíssimos, como a religião (e a fé), além de conseguir ser didático sem se tornar efadonho ou subestimar a inteligência do telespectador.

 

·         Cidade das Sombras (Dark City); Diretor – Alex Proyas; Ano de Lançamento – 1998

 

Um ano antes de Matrix, Alex Proyas nos concede essa pérola da ficção – científica (e que, infelizmente, não é tão conhecido quanto o seu “sucessor”). Combinando uma ambientação que mistura o estilo noir da década de 40 (na construção dos personagens) com o Expressionismo Alemão (na construção dos cenários), temos um ambiente soturno, claustrofóbico, perverso e, ao mesmo um dos mais belos e intrigantes da história do cinema.

 

·         O Planeta dos Macacos (The Planet of the Apes); Diretor - Franklin Schaffner; Ano de Lançamento – 1968

 

O que aconteceria se o Mundo na verdade fosse dominado pelos macacos e os serem humanos fossem escravos? Esse é o mote principal dessa pérola de Franklin Schaffner, que ainda tem Charlton Heston chutando bundas como sempre, e com um final que é um dos melhores do cinema!!!

 

·         Contatos Imediatos do 3º Grau (Close Encounters of the Third Kind); Diretor – Steven Spielberg; Ano de Lançamento – 1977

 

Durante um período de pelo menos 10 anos (de 1975 a 1985), Steven Spielberg filmou uma série de ótimos filmes. Este, de 1977, é um dos mais interessantes: envolvente, inquietante, intrigante e surreal às vezes. E todo o clima do filme é desenvolvido de forma sublime (O misterioso reaparecimento, no Deserto de Mojave, de uma esquadrilha de aviões desaparecidos na Segunda Guerra; o famoso Vôo 19; o surreal surgimento, no Deserto de Gobi, do navio S. S. Cotopaxi, desaparecido no Triângulo das Bermudas em 1925, entre outros fatos), culminando no clímax final com um show de efeitos especiais e sonoros (Exemplo: a forma de comunicação entre os extraterrestres e os humanos).

 

·         Blade Runner – O Caçador de Andróides (Blade Runner); Diretor – Ridley Scott; Ano de Lançamento – 1982

 

Sendo inicialmente mal recebido nas salas de cinema, cedo se tornou claro que a partir do filme é possível obter múltiplas leituras filosóficas ou religiosas sobre temas recorrentes: quem somos? de onde viemos? para onde vamos? o que nos torna humanos? Esta atracção, bem como o impacto visual de uma atmosfera cyberpunktipo filme negro, associada à música de Vangelis, cedo fizeram de Blade Runner um filme cult.

 

·         Mad Max 2 – A Caçada Continua (Mad Max II); Diretor – George Miller; Ano de lançamento – 1981

 

Nesse caso, a continuação é ainda melhor do que o original. Goerge Miller pegou tudo que deu certo no primeiro filme (o personagem principal, a completa sensação de insegurança e abandono) e, com uma injeção maior de dinheiro, tornou o filme ainda mais apocalíptico do que o anterior e criou um legítimo anti – herói. Tudo isso feito com uma linguagem pura e totalmente “suja”, algo incomum para o gênero.

 

·         Fuga de Nova York (Escape from New York); Diretor – John Carpenter; Ano de Lançamento – 1981

 

Outro diretor injustiçado, mas bastante criativo e original. Também retrata um futuro mais “próximo” a nossa realidade, mas nem por isso menos apocalíptico (com Nova York sendo uma prisão de segurança máxima), além de um personagem emblemático, Snake Pillssen. Isso sem falar em toda a crítica inserida na trama.

 

·         Scanners – Sua Mente Pode Destruir (Scanners); Diretor – David Cronnenberg; Ano de Lançamento – 1981

 

Decidir qual filme de David Cronenberg entraria foi um trabalho mais do que árduo, pois pelo menos quatro deles teriam total direito. Ao final, escolhi esse ótimo exemplar de 1981, onde Cronenberg mostra o que se pode fazer com poderes telecinéticos, efeitos de maquiagem soberbos, e uma pequena dose de uma mente ligeiramente insana (no bom sentido) por trás das câmeras.

 

·         Viagem a Lua (Le Voyage Dans la Lune); Diretor – Paul Schineider ; Ano de Lançamento – 1902

 

Esse filme, de 1902, produzido pelo francês George Méliès, que também desenhava os cenários, o guarda-roupa, criava os efeitos especiais e fotografava é considerado a primeira ficção científica do cinema. Dura 13 minutos e é inspirado nos romances de Julio Verne, sendo o marco histórico desse Gênero e, por isso merece ser lembrado. Seus efeitos podem ser considerados ultrapassados atualmente mas o seu conteúdo histórico e, até mesmo cinematográfico é notável.

 

·         2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001 – A Space Odissey); Diretor – Stanley Kubrick; Ano de Lançamento – 1968

 

Enigmático. Primoroso. Genial. Qause perfeito. Efadonho. Chato. Insuportável. Complexo. Intelectualóide. Poucos filmes produziram reações tão díspares quanto esse. Mas o mais importante disso tudo é que, de uma forma ou de outra, ele provocou inúmeros questionamentos na mente de quem o assistiu.

 

·         Guerra nas Estrelas IV – Uma Nova Esperança (Star Wars IV); Diretor – George Lucas; Ano de Lançamento - 1977

 

Nesse caso, não têm como fugir do óbvio. Star Wars conquistou o público e a crítica, criou vários ícones mundiais, revolucionou, para o bem ou para o mal, a indústria cinematográfica, confirmou George Lucas como grande diretor e contador de histórias, alavancou a carreira de vários atores, enfim, ajudou a criar um padrão nos filmes do gênero e ao fazer com que a ficção – científica seja levada mais a sério.

 

METROPOLIS

Dir. Fritz Lang

 

 

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Metropolis (Metropolis); Diretor - Fritz Lang; Roteiro –Thea Von Harbou; Ano – 1928; Com - Alfred Abel, Gustav Fröhlich, Rudolph Klein-Rogge, Brigitte Helm, Fritz Rasp, Theodor Loos, Heinrich George.

 

“O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração”. É a partir desse epigrama que se inicia “Metropolis”, um dos marcos iniciais da ficção – científica no cinema. Apesar desse gênero estar presente na história do cinema quase desde o seu início (com “Viagem a Lua”, produzido por George Méliès, sendo um dos mais lembrados dessa época), “Metropolis” consolidou o gênero como sendo de relevância para àquela arte ainda jovem na época do lançamento desse filme.

 

metrop2.jpg 

Aliás, a importância de “Metrópolis” vai além de um simples gênero; ele é considerado, por muitos, a pedra fundamental do “Expressionismo Alemão”, o que não deixa de ser um fato curioso, pois ele, ao mesmo tempo, representa, numa análise mais superficial, o “encerramento” dessa escola cinematográfica (digo “encerramento” entre aspas pois, assim como em qualquer forma artística, o início e o fim de um gênero não é bem delineado). Assim, o filme, ao mesmo tempo que representa para muitos o ápice do “Expressionismo”,  é também o canto de cisne desse mesmo gênero.

 

Em “Metropolis”, somos apresentados a uma cidade do século XXI (mais precisamente, do ano de 2026, exatamente um século após o início das filmagens desse filme). Enquanto os operários, vitais para o funcionamento das máquinas e da própria cidade (representando, assim, as “mãos” da cidade), vivem nas cidades subterrâneas de Metropolis, os Mestres (que, por sua vez, são a “cabeça” da cidade) vivem na superfície, levando uma existência de prazeres e despreocupação. É quando Freder, filho do poderoso Joh Fredersen, se apaixona por Maria, que é, na verdade, uma espécie de 'pregadora' dos operários, que se reúnem para ouvir seus discursos pacifistas. Joh Fredersen, percebendo isso, pede a Rotwang (Klein-Rogge) dê as feições de Maria ao robô que este acaba de construir, a fim de que ela possa incitar os operários à violência, permitindo que os Mestres ataquem-nos por sua 'insubordinação'.

 

rotwang_and_robot.jpg 

Logo na primeira cena percebemos toda a dispariedade existente entre essas duas classes: Nesta cena, temos os operários voltando de uma árdua e longa jornada de trabalho (de 10 horas), todos eles se encaminhando para os elevadores que levam às cidades subterrâneas. Todos eles se encaminham com passos marcados, lentos, cabisbaixos, desolados, esgotados física e psicologicamente, como se fossem soldados derrotados capturados pelas forças inimigas, se encaminhando para o pelotão de fuzilamento. Todo esse clima melancólico e tenebroso é contribuído por uma trilha sonora igualmente tenebrosa e triste. Em seguida, ao mostrar os “habitantes da superfície”, temos uma mudança radical de tom; temos vários jovens disputando uma corrida em um campo de atletismo, num cenário totalmente diferente do anterior, acompanhado por uma trilha sonora igualmente grandiosa. Essa diferença bastante evidente entre as duas classes principais é mostrada durante todo o filme.

 

Esse tema é também evidenciado pelos magníficos cenários do filme, resultando num cenário perturbador. A cidade da superfície, com seus prédios imponentes e enormes e ruas estreitas (chegando ao requinte de termos aviões sobrevoando os prédios), gera uma sensação claustrofóbica e de ansiedade ao espectador. Ao mesmo tempo, somos envolvidos justamente pela grandiosidade e pela arquitetura dos prédios (destacando a Torre de Babel e o seu teto de cinco pontas). Em contrapartida, as construções da cidade subterrânea são simples, “padronizadas”, com seus prédios rigorosamente iguais, dando a ela uma sensação de “cidade – dormitório”, própria apenas para alojar os trabalhadores na sua pequena jornada de descanso.

 

Outra construção que enche os olhos do espectador é a “Casa das Máquinas”. Ela é tão inteligentemente “construída” que os funcionários que trabalham nela o fazem em certos “nichos” onde os mesmo se alojam, como se fizessem parte de sua anatomia, gerando uma “quase – simbiose” entre o homem e a máquina. A cena onde contemplamos pela primeira vez essa construção, onde os operários trabalham nesses nichos, em movimentos compassados e sincronizados, “mecanizados”, o que evidencia cada vez essa simbiose “homem – máquina”, é impressionante, bem como a cena de sua destruição, quando um de seus funcionários sucumbe à exaustão. A seqüência da 'explosão', com funcionários sendo atirados do alto da máquina, é fantástica, surpreendendo até nos dias de hoje. A cena seguinte a explosão, onde Freder, ao observar “Casa das Máquinas” sendo explodida, têm uma alucinação durante a qual a máquina se transforma em uma espécie de monstro que devora os funcionários, representa uma metáfora daquilo que realmente acontece em Metropolis, no qual os homens , ao sucumbirem à tecnologia, tornando-se meros escravos das máquinas. Afinal, não são apenas os operários que dependem destas - os mestres também devem a elas a tranqüilidade de suas existências.

 

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As atuações são um caso à parte: extremamente exageradas, pode – se dizer, em uma análise superficial, que elas são extremamente caricatas. Entretanto, por se tratar de um filme mudo (e, mais ainda, um representante legítimo do “Expressionismo Alemão”, onde a iluminação, os cenários e principalmente as atuações caracterizavam o “estado de espírito” dos personagens), podemos dizer que o exagero das atuações faziam parte do processo. Esse “estado de espírito” é também evidenciado pela configuração dos figurantes em várias cenas do filme (foram utilizados cerca de 30000): no início do filme estes andavam em blocos geometricamente dispostos, ilustrando com perfeição a subordinação à qual estes se viam obrigados. Já mais para o final da história, eles continuam a andar em blocos, mas sem qualquer tipo de padrão observável, ou seja: são, ainda, uma unidade - mas sem que tenham de sucumbir às ordens dos mestres.

 

Ainda temos ótimas metáforas nesse filme. Quando os trabalhadores (que obedecem fielmente as ordens da falsa Maria, sem nem ao menos desconfiar da sua mudança radical de atitude), provocam uma inundação na cidade subterrânea (gerando uma outra cena impressionante e forte), colocando os seus filhos em perigo, podemos interpretar como se as máquinas, em um determinado momento da história da humanidade, interferem radicalmente no futuro do Planeta.

 

Apesar de todas essas interpretações (que se mostram, nos dias de hoje, surpreendentemente atuais), o filme foi duramente criticado na época de seu lançamento, sobretudo por àqueles que não simpatizavam com o seu conteúdo político (entre eles, o escritor H.G. Wells). Outro fato curioso é que, Hitler, fascinado pela suntuosidade e grandiosidade do filme, pediu para que o seu braço-direito Goebbels convidasse Fritz Lang para assumir a 'chefia' da indústria cinematográfica alemã. O diretor agradeceu, recusou a proposta e partiu às pressas para Paris. No entanto, sua esposa (Thea von Harbou, autora do roteiro de Metropolis) não só ficou para trás, como também se tornou uma nazista.

 

Assim, “Metropolis” se confirma como um grande marco não só do Expressionismo Alemão” ou da ficção – científica, mas da própria história do cinema. Suas várias interpretações das conseqüências do avanço tecnológico e da dispariedade de classes que esse avanço provoca surpreende até hoje, tanto pela sua realização quanto pela sensibilidade de Fritz Lang de perceber que, quase 80 anos depois de sua obra, a “Metropolis” do filme está presente em quase todas as grandes cidades de forma mais intensa do que nunca.

 

 

 

Lista eclética e com escolha audaciosa para a crítica, filme mudo de 1920 brilhantemente dissecado, mas você não foi o único a ser audacioso Silva, como veremos mais adiante...
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Caro Silva, muito boas tuas escolhas para a lista. Eclética, e com boa abrangência de várias décadas do cinema. Quanto à crítica, acho que já tem pinta de vencedora... Sinto-me até um pouco envergonhado pela minha crítica, já que, como falei anteriormente, havia escrito-a há um bom tempo, e não tive tempo de melhorá-la. Além disso, ainda não consegui ver filmes como "Metrópolis" ou "Solaris", importantíssimos para o gênero, por indisponibilidade de material - terei que comprá-los para assistí-los.

 

Quanto às obras da lista, farei o velho e burocrático esquema de cotações (demoraria muito para comentar cada obra):

 

Robocop - ***

Final Fantasy - ***

Os Caça Fantasmas - ***

Matrix - ****

Os Doze Macacos - *****

Contato - ***

Planeta dos Macacos - *****

2001 - *****

Blade Runner - ***

Scanners - ***

Fuga de Nova York - **** (esqueci este em minha lista! - mas Carpenter está muito bem representado lá)

Star Wars - *****

Contatos Imediatos de 3º Grau - ***

Mad Max 2 - **** (outro que deixei de fora... deveria ter pesquisado mais, minha memória aparenta fraqueza)

 

Os outros, infelizmente, ainda não vi. Porém, vale dizer que alguns destes também entraram na minha lista. Acho que ficou bastante perceptível quais.

 

 

 
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Muito obrigado a todo mundo pelos elogios...

Kakashi: Realmente Metropolis é um filme único' date=' ele me marcou tanto que foi meu primeiro DVD (Enxak, comprei na 2001video.com.br a R$ 29,90 o DVD, acho que é a única maneira de você assistir esse filme).  Mas se eu fosse comentar todas as releituras que o filme permite a crítica iria ocupar a página inteira do fórum!!!05

 

Alexei: Também estou curioso para ver a sua lista, deve ter filmes bastantes interessantes...

 

Achava que iria ter maiores discussões acerca da minha lista (principalmente por ter colocado "Final Fantasy" e "Os Caça - Fantasmas" e não ter colocado "Alien", "Jurassic Park", "ET" e outros), mas até agora ninguém fez alguma concessão...Enfim, vamos esperar mais um pouco...

 

P.S.: Nacka, agora está aparecendo as figuras...Valeu!!!05

 
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Meu caro Silva, são quase duas da manhã e eu acabei de refazer os comentários de cada um dos dezenove filmes (sim, dei uma incrementada porque, na hora h, quis fazer algo à altura de cada filme) e a crítica do principal. Tô morto, em breve comento a sua. A crítica está ótima, nem precisava falar, né? E valeu o incentivo.

 

O esforço foi mais pelo prazer de partcipar mesmo, já que o 19 Dias de Terror e Suspense havia sido tão maneiro. e as discussões prometem ser ótimas, pois eu amo sci-fi.

 

Putz, preciso dormir, já que vou trabalhar amanhã.
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O que seria deste fórum sem os pequenos esforços? Só para constar, o Alexei está no páreo. Aos demais vai novamente o aviso: Receberei a lista de quem ainda quiser participar até sábado, depois não mais. Até por respeito aos que estão participando. Repetindo, a lista deve constar seus 20 filmes preferidos de sci-fi. Os critérios de classificação do filme são seus, afinal é a sua lista. Escolha um dos filmes e faça uma crítica, se ela for a vencedora, você receberá em sua casa um dvd de brinde. Que tal deixar a preguiça e as desculpas de lado?

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Fico muito triste por não poder participar do Perdidos no Espaço,

mas pelo menos poderei relaxar e aproveitar como espectador. Enfim, estou aguardando anciosamente a postagem de todas as listas, pois todos os participantes já mostraram que tem capacidade de produzir bons comentários e críticas.

 

Abaixo, um breve comentário da lista do Silva:

 

 

A lista do Silva

 

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Vi apenas 7 filmes da lista (e todos entrariam na minha) e são eles:

 

Robocop

Um dos filmes mais importantes para minha formação como cinéfilo. Amo desesperadamente e ocupava um dos primeiros lugares na minha lista.

 

Matrix

Excelente, mas necessito de uma revisão.

 

Viagem à Lua

Impressionante. Vale lembrar que foi o primeiro filme de ficção da história. George Meliès era um tremendo visionário. Vocês podem encontrar o filme no YouTube.

 

Guerra nas Estrelas IV

Divisor de águas do gênero, além de dar início a uma excelente saga.

Os Doze Macacos

Concordo quando diz se tratar da melhor atuação de Brad Pitt. Aliás, todos no elenco estão ótimos. Vi o filme recentemente e adorei. Um dos melhores roteiros do gênero.

 

Contatos Imediatos em Terceiro Grau

Vi de noite na casa de um tio no ano passado. Gostei bastante, mas queria muito revê-lo.

 

2001 - Uma Odisséia no Espaço

A harmonia completa entre música e movimento. Sublime. Fantástico. Um filme futurístico que se inicia com nossos ancestrais a milhões de anos atrás. Simplesmente divino.

Engraxador!2006-11-15 14:59:29
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A lista do Dan

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      1.     2001: Uma Odisséia no Espaço <?XML:NAMESPACE PREFIX = O />

“2001: Uma Odisséia no Espaço” fora a maior experiência que já tive, em toda minha vida de cinéfilo. Perfeição cósmica e cinematográfica, trazida para o mundo pelas mãos do maior gênio da história do cinema. É uma viagem introspectiva e extremamente atemporal, além de ser a obra de mais impressioante parte técnica de toda a filmografia mundial. Fico até sem palavras para redigir este pequeno parágrafo sobre o filme. Existem coisas que são praticamente impossíveis de serem colocadas em meras palavras. “2001” certamente é uma delas. Para mim, simplesmente o maior e melhor filme já feito. Explicação cabal para o porquê deste ser o número 1 de minha lista.

 

2.     De Volta Para o Futuro

“De Volta Para o Futuro” não poderia deixar de aparecer em meu Top 3. Não por minha ligação pessoal com a obra (que, na verdade, não pretendo deixar aflorar neste meu comentário), mas sim por ser uma das melhores produções das últimas décadas do cinema (a melhor dentro do gênero – certamente haverá objeções). Com uma trama irretocável, direção inspiradíssima de Zemeckis, personagens e atuações primorosas e diversão imbatível, “De Volta Para o Futuro” garante duas das mais prazerosas horas que podem ser investidas em um filme. É cinema pipoca, sim, mas com uma inteligência absurdamente colossal, principalmente se compararmos com o resto das obras do estilo.

 

3.     Laranja Mecânica

E aqui está a primeira obra-prima de Stanley Kubrick na lista. Um brilhante estudo da violência que acabara tomando conta de todos os cantos de nosso planeta, construído acerca da história de um delinqüente juvenil submetido a um tratamento (leia lavagem cerebral) que visava destruir seus instintos violentos. Kubrick, em adaptação da ótima obra literária de Antony Burgess, nos brinda com uma das mais excelenciais críticas à hipocrisia social já filmadas. Além disso, “Laranja Mecânica” ainda é um dos exercícios cinematográficos mais extraordinários de toda a história, maravilhosamente dirigido, roteirizado, interpretado, montado, musicado, fotografado... Enfim, um filme imprescindível.

 

4.     Brazil – O Filme

Aqui está a primeira obra-prima da lista. “Brazil – O Filme”, de Terry Gilliam (de novo ele), é a adaptação que a obra de George Orwell, “1984”, merecia no cinema. Um filme que, em meio à Era dos Blockbusters dos anos 80, resgatou um pouco do inconformismo e da critica social da década anterior, ao apresentar-nos inúmeras críticas ao totalitarismo e à brutal repressão social empregada pelo sistema. É um filme difícil, principalmente àqueles acostumados com as tramas mastigadas e sem conteúdo do atual cinema hollywoodiano, mas que vale a pena ser assistido por todos.

 

5.     O Planeta dos Macacos (1968)

E chegamos aos cinco primeiros. Este é o melhor filme de Franklin J. Shaffner, o que, na realidade, não quer dizer absolutamente nada. Apesar de parecer, à primeira vista, mais uma daquelas produções baratas do gênero feitas na década de 60, é uma magnífica metáfora do futuro de nossa espécie. Além disso, é uma aventura extremamente divertida e razoavelmente inteligente, com vários momentos de tensão, uma boa parte técnica e ótima atuação de Ben-Hur, ou melhor, Charlton Heston. O final, por sua vez, é um dos mais famosos e interessantes do cinema, sem exagero algum.

 

6.     Dorminhoco

Posso até ser apredejado por muitos, por colocar um filme como “Dorminhoco” à frente de obras como “Star Wars” ou “Alien”. Mas, convenhamos, que genial visão do futuro criada aqui por Woody Allen. O filme é repleto de momentos absolutamente fantásticos, brinca de maneira extremamente cerebral com temas como sexo, política, tecnologia e psicologia, e ainda é um dos mais engraçados da maravilhosa filmografia do diretor. Esqueçamos todo e qualquer convencionalismo de gêneros, antes de não considerarmos “Dorminhoco” como uma obra de ficção-científica, pois este filme tem muito conteúdo remetente ao gênero, mesmo sendo formatado como comédia. Muito mesmo.

 

7.     O Exterminador do Futuro 2

Não raramente, esta segunda parte de “O Exterminador do Futuro” é considerada muito mais uma fita de ação do que de ficção-científica. Bobagem, se levarmos em conta a envolvente trama cheia de temas ligados ao gênero. É o melhor momento da carreira de James Cameron, com efeitos especiais que permanecem admiráveis até os dias de hoje. Além do mais, é uma das mais divertidas obras de ação do cinema (e novamente alguém a considera uma fita de ação), eletrizante, explosiva, corrosiva (entenderam o trocadilho?) e inteligente como poucas. O melhor papel de Arnold Schwarzenegger, mais calado e sério do que nunca.

 

8.     De Volta Para o Futuro II

Mesmo não sendo tão divertida quanto a primeira parte da trilogia (até porquê isso é impossível de acontecer), esta continuação de “De Volta Para o Futuro” contém uma das tramas mais bem elaboradas que um blockbuster já teve em todo o cinema. As inúmeras idas e vindas no tempo, que variam entre passado, futuro, presente e até mesmo uma espécie de ‘presente alternativo’, são incrivelmente bem desenvolvidas pelo roteiro de Robert Zemeckis e Bob Gale. Sem contar os ótimos efeitos especiais da Industrial Light & Magic, empresa presidida por George Lucas, as engraçadíssimas tiradas e críticas de costumes soltas por toda a trama e a habitual presepada envolvendo Biff e um caminhão de esterco. Coisa fina.

 

9.     Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança

Independente deste ter sido ou não o filme que deu um fim quase que definitivo ao forte engajamento político do cinema ‘setentista’, “Star Wars” merece posto em qualquer lista de filmes de ficção-científica. O impressionante desta série é que Lucas consegue, através de uma história simplória e cheia de absurdos (convenhamos, a saga é repleta de idéias mirabolantemente idiotas, com o perdão do adjetivo), criar um dos filmes mais divertidos de sua década. Além disso, foi uma revolução cinematográfica impressionante, principalmente no tocante aos efeitos especiais.

 

10.  Os Doze Macacos

“Matrix” é considerado, quase que de forma unânime, o melhor filme de ficção da década de 90. Porém, poucas pessoas lembram da existência deste maravilhoso trabalho de Terry Gilliam, feito ainda na primeira metade da década. Uma trama inteligente, tensa e ágil, que trabalha de maneira incrível acerca das possibilidades da viagem no tempo. Não obstante, ainda é mais interessante quando lembramos das constantes ameaças de epidemias que surgem de tempos em tempos ao redor do mundo. Sem contar que, em matéria de cinema, é um filme extraordinário, marcado pela insanidade típica das produções deste ex-integrante do non-sense grupo de humor inglês Monty Phyton.

 

11.  Minority Report

Mais uma incursão de Spielberg no gênero da ficção. Desta vez, com uma obra sombria e madura, de parte técnica irretocável: exímio trabalho de direção de arte, magnífica fotografia em tons gélidos e opressivos, cenários muito bem construídos, ótimos efeitos especiais e um excepcional trabalho de câmera. Como narrativa, também conta com uma história interessantíssima, com momentos tensos e uma trama simples, porém eficiente. Um dos filmes mais interessantes da carreira do diretor, extremamente movimentado e envolvente, embora um pouco longo.

 

12.  A Mosca

Quiça seja esta a melhor obra de David Cronemberg. Um filme poderosíssimo, repleto de cenas magníficas e um clima extremamente singular. A história é simples, porém mirabolante: cientista, enquanto testava sua nova criação, uma máquina de tele-transporte, tem seu código genético misturado com o de uma mosca. Aos poucos, seu corpo começa uma lenta e dolorosa mutação, até transformá-lo em um monstro. Os efeitos visuais, no melhor estilo ‘trash anos 80’, são excelentes e extremamente nojentos, o que garante o bom espetáculo. Obra imperdível de Cronemberg, laureada com o Oscar de maquiagem no ano de 1989.

 

13.  Alien – O Oitavo Passageiro

Mais um filme de Ridley Scott, desta vez com o espaço como cenário. “Alien” pode ser considerado um clássico da mistura horror/ficção, principalmente pela conotação extremamente agressiva imposta aos seres extra-terrestres. Antes deste filme, suas aparições em Hollywood não iam muito além de naves espaciais atiradoras de lasers e algumas investidas mais ousadas. Ou seja, ver um monstro ser gerado dentro do corpo de um humano e, mais tarde, arrebentar seu abdômen, não foi uma experiência de tão fácil degustação para o público na década de 70 (e até hoje não é). Independente disso, ainda é a grande obra da irregular carreira de Scott, indispensável em qualquer lista do gênero.

 

14.  E.T – O Extraterrestre

Em “E.T – O Extraterrestre”, Spielberg faz aquilo que melhor sabe fazer: utilizando todos os clichês e maniqueísmos emocionais possíveis, nos apresenta uma obra sensível e cheia da bonitos momentos. É um filme simplório e infantil, admito, mas nem por isso deixa de ser divertido. Pode parecer um estranho no ninho em meio a uma lista de filmes sci-fi, mas acabei colocando-o já que, afinal, trata-se de um tema recorrente ao gênero. E, de qualquer modo, a lista é minha, o que me permite cometer as bobagens que quiser. 

 

15.  A Hora da Zona Morta

David Cronemberg, mestre do cinema independente, adaptando obra do grande escritor Stephen King. Um homem entra em coma profundo após um acidente, desperta cinco anos mais tarde e, inexplicavelmente, descobre possuir um dom paranormal, que o ajuda a prever acontecimentos. Embora rotulada como suspense pela grande maioria, esta obra contém vários elementos de ficção-científica, principalmente por tratar da psíque humana e, mais especificamente, da possibilidade de se prever o futuro. Uma das melhores adaptações de obras do escritor, com uma narrativa ágil e inteligente e ótima atuações.

 

16.  Eles Vivem

Mais um filme de Carpenter, este necessariamente uma obra de ficção científica. Talvez seja meu filme preferido do diretor, mesmo tendo visto-o há vários anos atrás. A idéia é genial: homem encontra óculos que permite reconhecer extra-terrestres disfarçados de humanos para viver em nosso planeta. Com esta premissa excepcional e John Carpenter, especialista do gênero, na direção, o filme não poderia dar errado. É movimentado, explosivo e até mesmo crítico em relação à nossa sociedade. Uma dos mais significantes filmes “B” da década de 80.

 

17.  Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca

Considerado o melhor da saga por muitas pessoas, este “Episódio IV” é importante principalmente por conter um dos momentos mais dramáticos e relevantes dessa mirabolante história de George Lucas. Sim, estou falando da revelação feita por Darth Vader à Luke Skywalker. Seria maravilhoso caso a série tivesse se encerrado neste ponto (principalmente pela queda de qualidade dos filmes seguintes – o “Episódio III” é a exceção) Independente disso, é um filme com boas cenas de ação e ótimos efeitos especiais, embora menos divertido que seu antecessor.

 

18.  Matrix

Esta fora a última grande revolução no gênero, o que já faz valer seu lugar nesta lista. Na verdade, não vejo em “Matrix” a obra-prima consagrada por grande parte das pessoas. É um ótimo filme, não restam dúvidas, mas acredito ser um pouco superestimado. Sua pretensão em ser cerebral, acatada pelo público, acabou criando uma onda de incompreensão desnecessária. Ainda assim, ditou as regras das fitas de ação deste novo século, e apresentou efeitos especiais inéditos (como o ‘bullet time”) e que funcionam maravilhosamente bem.

 

19.  O Enigma de Outro Mundo

Um grupo de homens, isolados em uma base de pesquisa situada na Artártida, tem de lutar contra uma força estranha vinda do espaço, que atua atráves do sangue. Trama típica das produções de Carpenter, que rende momentos tensos e até mesmo repugnantes. A explicitação das cenas de horror garante o ótimo espetáculo àqueles que adoram o gênero, principalmente na fabulosa cena do canil. Na verdade, a obra flerta até mais com o horror do que com a ficção científica, mas não poderia faltar em uma lista de obras deste gênero. 

 

20.  Blade Runner – O Caçador de Andróides

“Blade Runner” é uma obra singular. Dirigido pelo diretor/publicitário Ridley Scott, o filme conta com uma narrativa bastante inconvencional para o gênero, que nos permite uma singela analogia às produções noir da Era de Ouro de Hollywood. O clima sombrio, com fotografia escura e iluminação expressionista, e o visual retro-futurista, revisitado recentemente pela boa aventura “Capitão Sky”, garantem o ótimo espetáculo artístico, mesmo em meio a um filme lento e enfadonho. Ainda assim, é uma das obras mais importantes de sua década, o que garante sua presença na lista.

 

 

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“2001: Uma Odisséia no Espaço”

 

Existem algumas obras que ficarão eternizadas na história da sétima arte. “Cidadão Kane”, “Casablanca” e “E O Vento Levou” são grandes exemplos disto. Porém, nenhum deles, para mim, fora tão marcante quanto esta obra-prima inigualável do cinema. Apesar de, para muitos, tratar-se apenas de uma obra lenta e pretensiosa (o que realmente é), “2001 : Uma Odisséia no Espaço” é possuidor de um apuro técnico perfeito, e de uma complexidade tão instigante, que o tornam uma obra inesquecível (juntamente de “A Felicidade Não Se Compra”, meu filme preferido).

 

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Inicialmente, é necessário deixar muito claro que esta não é uma obra para qualquer um. É preciso muita paciência para poder desfrutar de tudo aquilo que o filme pode oferecer. A obra tem um ritmo bastante cadenciado, pouquíssimos diálogos (se não me engano, a soma de todos os diálogos representa apenas 25% da obra), e não apresenta soluções fáceis para todas as questões por ela abordadas (o que, convenhamos, foge totalmente à regra imposta por Hollywood nos dias de hoje, onde raros são os filmes que obrigam o espectador a pensar). Para muitos, elementos que automaticamente causam repulsão, mas que, para um bom cinéfilo, são apenas detalhes que enriquecem ainda mais o conteúdo do filme.

 

Filme este que inicia-se ainda em tempos pré-históricos, onde o aparecimento de um misterioso monolito amedronta um grupo de macacos, que disputam entre si o domínio de uma poça d’àgua. Inicia-se, ali, um grande passo para a evolução humana que, descobrindo a possibilidade de transformar um objeto qualquer em ferramenta, conquista a chance de poder interferir no rumo natural das coisas, utilizando, por exemplo, um osso para abater animais que, anteriormente predadores, passam agora a servir de alimento para o bando (sempre lembrando que, segundo a ciência, o homem é uma evolução dos macacos).

 

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Dalí, o filme dá um salto colossal, diretamente ao século XXI (em um dos mais antológicos cortes já concebidos), onde o mesmo monolito é encontrado enterrado em solo lunar e, 18 meses mais tarde, avistado na órbita de Jupiter. Começa aqui a jornada de Dave Bowman, tripulante da nave Discovery, que fora enviada à Jupiter para investigar o misterioso monolito. Jornada esta que, após a estranha mudança de comportamento de Hal, o computador central da nave (e um dos mais famosos vilões do cinema), acaba tornando-se ameaçadora, e parte para um final dos mais incríveis já vistos; extremamente complexo e surreal.

 

Não pretendo ficar divagando sobre possíveis explicações para a obra já que, como quase todos sabem, não existe uma versão definitiva, apenas várias teorias, algumas bastante coerentes, outras totalmente descartáveis - uma dica : há um site americano, do qual não farei propaganda, mas que não é difícil de ser encontrado, que apresenta uma animação de aproximadamente 30 minutos, com uma teoria explicativa interessantíssima, e que merece uma conferida (de todas as teorias que já lí ou ouvi, esta até agora foi a que me pareceu mais próxima do que possivelmente seja a verdadeira idéia de Kubrick).

 

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Opa. Idéia de quem? Pois é...ainda não o havia mencionado. Existe um responsável por isto tudo: Stanley Kubrick. Ele que, por muitos (por mim), é considerado o maior gênio da história do cinema, dirigiu, produziu, criou os efeitos especiais, e ainda foi co-autor da história (a outra metade foi Arthur C. Clark, famoso físico e escritor, que inclusive já concorreu ao prêmio Nobel). Graças a este mestre, podemos conferir aqui um dos trabalhos técnicos mais perfeitos do cinema (quiça o mais perfeito).

 

Muito antes da era digital, Kubrick recriara o espaço de forma extraordinária (aliás, o filme é muito mais realista do que a maioria das produções atuais que retratam o mesmo lugar, o que é extremamente espantoso, visto que o filme fora produzido em 1968 - antes mesmo da suposta ída do homem à lua), transformando-o em um lindo salão de dança, no qual as espaçonaves flutuam de forma sublime, ao som da famosa valsa de Strauss. O interior das espaçonaves também não deixa por menos: como já é de praxe, Kubrick cria cenários extremamente iluminados, coloridos, e com poucos objetos em cena, que permanecem futuristas até os dias de hoje. Aliados a uma belíssima fotografia, e ao seu modo singular de enquadrar e movimentar a câmera, o resultado só poderia ser um: uma aula de cinema, do início ao fim.

 

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Se isto não for o bastante, ainda é obrigatório ressaltar o fato de que, em toda a história, são raros os casos em que os elementos de um filme estão tão bem encaixados quanto os deste. Imagens e músicas estão em perfeita sincronia, nos permitindo até pensar que as próprias músicas foram feitas especialmente para o filme, mesmo sendo tão conhecidas popularmente. Mais uma vez, palmas para Kubrick, que resolvera abdicar do uso integral da trilha sonora criada para o filme, para incrementar à obra músicas já clássicas, como “Danúbio Azul” e “Assim falou Zaratustra”, respectivamente de Johann e Richard Strauss.

 

No quesito atuações, não há nada que mereça grande destaque. Kubrick, na maioria das vezes, sempre optou por trabalhar com atores menos conhecidos do público (mesmo assim, Kubrick já dirigiu nomes como Kirk Douglas, Jack Nicholson, Petter Sellers, George C. Scott, e a bela Nicole Kidman, entre outros), e conseguia extrair deles as melhores atuações de suas carreiras (melhor exemplo que o de Malcom McDowell, em outra de suas obras-primas, “Laranja Mecânica”, não existe). Aqui, o elenco é encabeçado por atores de pouca expressão (Keir Dullea e Gary Lockwood) e, curiosamente, o melhor personagem é justamente o computador Hal, que fora imortalizado como o melhor exemplo de inteligência artificial do cinema.

 

Poderia ficar falando por horas e horas sobre o filme. Mas não o faço, pois sei que ninguém deve ficar lendo tudo isto até o final. Então, para finalizar, apenas lembro aos adoradores de “Star Wars”, “Matrix” e derivados, que dificilmente estes filmes existiriam sem esta revolução cinematográfica, intitulada “2001 : Uma Odisséia no Espaço”. A maior obra-prima de Stanley Kubrick (entre tantas), e o filme mais complexo de todos os tempos. Alguém aí acha que isto é pouco? Bom, assista o filme e tire suas dúvidas. Já adianto: será uma das experiências mais marcantes de sua vida.

 

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Aí está para apreciação a 2ª lista do Perdidos no Espaço. O Dan foi muito feliz porque além de listar filmes conhecidos da maioria, não se esquivou de aqui e ali de nos supreender com escolhas inusitadas, como o Dorminhoco do Woody Allen ou Brazil, o Filme de Terry Gillian, além do que, levou o desafio do Perdidos... às últimas consequências ao optar pela crítica do controvertido filme de Stanley Kubrick.

 
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A lista do Dan

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      1.     2001: Uma Odisséia no Espaço <?XML:NAMESPACE PREFIX = O />

“2001: Uma Odisséia no Espaço” fora a maior experiência que já tive, em toda minha vida de cinéfilo. Perfeição cósmica e cinematográfica, trazida para o mundo pelas mãos do maior gênio da história do cinema. É uma viagem introspectiva e extremamente atemporal, além de ser a obra de mais impressioante parte técnica de toda a filmografia mundial. Fico até sem palavras para redigir este pequeno parágrafo sobre o filme. Existem coisas que são praticamente impossíveis de serem colocadas em meras palavras. “2001” certamente é uma delas. Para mim, simplesmente o maior e melhor filme já feito. Explicação cabal para o porquê deste ser o número 1 de minha lista.

 

2.     De Volta Para o Futuro

“De Volta Para o Futuro” não poderia deixar de aparecer em meu Top 3. Não por minha ligação pessoal com a obra (que, na verdade, não pretendo deixar aflorar neste meu comentário), mas sim por ser uma das melhores produções das últimas décadas do cinema (a melhor dentro do gênero – certamente haverá objeções). Com uma trama irretocável, direção inspiradíssima de Zemeckis, personagens e atuações primorosas e diversão imbatível, “De Volta Para o Futuro” garante duas das mais prazerosas horas que podem ser investidas em um filme. É cinema pipoca, sim, mas com uma inteligência absurdamente colossal, principalmente se compararmos com o resto das obras do estilo.

 

3.     Laranja Mecânica

E aqui está a primeira obra-prima de Stanley Kubrick na lista. Um brilhante estudo da violência que acabara tomando conta de todos os cantos de nosso planeta, construído acerca da história de um delinqüente juvenil submetido a um tratamento (leia lavagem cerebral) que visava destruir seus instintos violentos. Kubrick, em adaptação da ótima obra literária de Antony Burgess, nos brinda com uma das mais excelenciais críticas à hipocrisia social já filmadas. Além disso, “Laranja Mecânica” ainda é um dos exercícios cinematográficos mais extraordinários de toda a história, maravilhosamente dirigido, roteirizado, interpretado, montado, musicado, fotografado... Enfim, um filme imprescindível.

 

4.     Brazil – O Filme

Aqui está a primeira obra-prima da lista. “Brazil – O Filme”, de Terry Gilliam (de novo ele), é a adaptação que a obra de George Orwell, “1984”, merecia no cinema. Um filme que, em meio à Era dos Blockbusters dos anos 80, resgatou um pouco do inconformismo e da critica social da década anterior, ao apresentar-nos inúmeras críticas ao totalitarismo e à brutal repressão social empregada pelo sistema. É um filme difícil, principalmente àqueles acostumados com as tramas mastigadas e sem conteúdo do atual cinema hollywoodiano, mas que vale a pena ser assistido por todos.

 

5.     O Planeta dos Macacos (1968)

E chegamos aos cinco primeiros. Este é o melhor filme de Franklin J. Shaffner, o que, na realidade, não quer dizer absolutamente nada. Apesar de parecer, à primeira vista, mais uma daquelas produções baratas do gênero feitas na década de 60, é uma magnífica metáfora do futuro de nossa espécie. Além disso, é uma aventura extremamente divertida e razoavelmente inteligente, com vários momentos de tensão, uma boa parte técnica e ótima atuação de Ben-Hur, ou melhor, Charlton Heston. O final, por sua vez, é um dos mais famosos e interessantes do cinema, sem exagero algum.

 

6.     Dorminhoco

Posso até ser apredejado por muitos, por colocar um filme como “Dorminhoco” à frente de obras como “Star Wars” ou “Alien”. Mas, convenhamos, que genial visão do futuro criada aqui por Woody Allen. O filme é repleto de momentos absolutamente fantásticos, brinca de maneira extremamente cerebral com temas como sexo, política, tecnologia e psicologia, e ainda é um dos mais engraçados da maravilhosa filmografia do diretor. Esqueçamos todo e qualquer convencionalismo de gêneros, antes de não considerarmos “Dorminhoco” como uma obra de ficção-científica, pois este filme tem muito conteúdo remetente ao gênero, mesmo sendo formatado como comédia. Muito mesmo.

 

7.     O Exterminador do Futuro 2

Não raramente, esta segunda parte de “O Exterminador do Futuro” é considerada muito mais uma fita de ação do que de ficção-científica. Bobagem, se levarmos em conta a envolvente trama cheia de temas ligados ao gênero. É o melhor momento da carreira de James Cameron, com efeitos especiais que permanecem admiráveis até os dias de hoje. Além do mais, é uma das mais divertidas obras de ação do cinema (e novamente alguém a considera uma fita de ação), eletrizante, explosiva, corrosiva (entenderam o trocadilho?) e inteligente como poucas. O melhor papel de Arnold Schwarzenegger, mais calado e sério do que nunca.

 

8.     De Volta Para o Futuro II

Mesmo não sendo tão divertida quanto a primeira parte da trilogia (até porquê isso é impossível de acontecer), esta continuação de “De Volta Para o Futuro” contém uma das tramas mais bem elaboradas que um blockbuster já teve em todo o cinema. As inúmeras idas e vindas no tempo, que variam entre passado, futuro, presente e até mesmo uma espécie de ‘presente alternativo’, são incrivelmente bem desenvolvidas pelo roteiro de Robert Zemeckis e Bob Gale. Sem contar os ótimos efeitos especiais da Industrial Light & Magic, empresa presidida por George Lucas, as engraçadíssimas tiradas e críticas de costumes soltas por toda a trama e a habitual presepada envolvendo Biff e um caminhão de esterco. Coisa fina.

 

9.     Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança

Independente deste ter sido ou não o filme que deu um fim quase que definitivo ao forte engajamento político do cinema ‘setentista’, “Star Wars” merece posto em qualquer lista de filmes de ficção-científica. O impressionante desta série é que Lucas consegue, através de uma história simplória e cheia de absurdos (convenhamos, a saga é repleta de idéias mirabolantemente idiotas, com o perdão do adjetivo), criar um dos filmes mais divertidos de sua década. Além disso, foi uma revolução cinematográfica impressionante, principalmente no tocante aos efeitos especiais.

 

10.  Os Doze Macacos

“Matrix” é considerado, quase que de forma unânime, o melhor filme de ficção da década de 90. Porém, poucas pessoas lembram da existência deste maravilhoso trabalho de Terry Gilliam, feito ainda na primeira metade da década. Uma trama inteligente, tensa e ágil, que trabalha de maneira incrível acerca das possibilidades da viagem no tempo. Não obstante, ainda é mais interessante quando lembramos das constantes ameaças de epidemias que surgem de tempos em tempos ao redor do mundo. Sem contar que, em matéria de cinema, é um filme extraordinário, marcado pela insanidade típica das produções deste ex-integrante do non-sense grupo de humor inglês Monty Phyton.

 

11.  Minority Report

Mais uma incursão de Spielberg no gênero da ficção. Desta vez, com uma obra sombria e madura, de parte técnica irretocável: exímio trabalho de direção de arte, magnífica fotografia em tons gélidos e opressivos, cenários muito bem construídos, ótimos efeitos especiais e um excepcional trabalho de câmera. Como narrativa, também conta com uma história interessantíssima, com momentos tensos e uma trama simples, porém eficiente. Um dos filmes mais interessantes da carreira do diretor, extremamente movimentado e envolvente, embora um pouco longo.

 

12.  A Mosca

Quiça seja esta a melhor obra de David Cronemberg. Um filme poderosíssimo, repleto de cenas magníficas e um clima extremamente singular. A história é simples, porém mirabolante: cientista, enquanto testava sua nova criação, uma máquina de tele-transporte, tem seu código genético misturado com o de uma mosca. Aos poucos, seu corpo começa uma lenta e dolorosa mutação, até transformá-lo em um monstro. Os efeitos visuais, no melhor estilo ‘trash anos 80’, são excelentes e extremamente nojentos, o que garante o bom espetáculo. Obra imperdível de Cronemberg, laureada com o Oscar de maquiagem no ano de 1989.

 

13.  Alien – O Oitavo Passageiro

Mais um filme de Ridley Scott, desta vez com o espaço como cenário. “Alien” pode ser considerado um clássico da mistura horror/ficção, principalmente pela conotação extremamente agressiva imposta aos seres extra-terrestres. Antes deste filme, suas aparições em Hollywood não iam muito além de naves espaciais atiradoras de lasers e algumas investidas mais ousadas. Ou seja, ver um monstro ser gerado dentro do corpo de um humano e, mais tarde, arrebentar seu abdômen, não foi uma experiência de tão fácil degustação para o público na década de 70 (e até hoje não é). Independente disso, ainda é a grande obra da irregular carreira de Scott, indispensável em qualquer lista do gênero.

 

14.  E.T – O Extraterrestre

Em “E.T – O Extraterrestre”, Spielberg faz aquilo que melhor sabe fazer: utilizando todos os clichês e maniqueísmos emocionais possíveis, nos apresenta uma obra sensível e cheia da bonitos momentos. É um filme simplório e infantil, admito, mas nem por isso deixa de ser divertido. Pode parecer um estranho no ninho em meio a uma lista de filmes sci-fi, mas acabei colocando-o já que, afinal, trata-se de um tema recorrente ao gênero. E, de qualquer modo, a lista é minha, o que me permite cometer as bobagens que quiser. 

 

15.  A Hora da Zona Morta

David Cronemberg, mestre do cinema independente, adaptando obra do grande escritor Stephen King. Um homem entra em coma profundo após um acidente, desperta cinco anos mais tarde e, inexplicavelmente, descobre possuir um dom paranormal, que o ajuda a prever acontecimentos. Embora rotulada como suspense pela grande maioria, esta obra contém vários elementos de ficção-científica, principalmente por tratar da psíque humana e, mais especificamente, da possibilidade de se prever o futuro. Uma das melhores adaptações de obras do escritor, com uma narrativa ágil e inteligente e ótima atuações.

 

16.  Eles Vivem

Mais um filme de Carpenter, este necessariamente uma obra de ficção científica. Talvez seja meu filme preferido do diretor, mesmo tendo visto-o há vários anos atrás. A idéia é genial: homem encontra óculos que permite reconhecer extra-terrestres disfarçados de humanos para viver em nosso planeta. Com esta premissa excepcional e John Carpenter, especialista do gênero, na direção, o filme não poderia dar errado. É movimentado, explosivo e até mesmo crítico em relação à nossa sociedade. Uma dos mais significantes filmes “B” da década de 80.

 

17.  Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca

Considerado o melhor da saga por muitas pessoas, este “Episódio IV” é importante principalmente por conter um dos momentos mais dramáticos e relevantes dessa mirabolante história de George Lucas. Sim, estou falando da revelação feita por Darth Vader à Luke Skywalker. Seria maravilhoso caso a série tivesse se encerrado neste ponto (principalmente pela queda de qualidade dos filmes seguintes – o “Episódio III” é a exceção) Independente disso, é um filme com boas cenas de ação e ótimos efeitos especiais, embora menos divertido que seu antecessor.

 

18.  Matrix

Esta fora a última grande revolução no gênero, o que já faz valer seu lugar nesta lista. Na verdade, não vejo em “Matrix” a obra-prima consagrada por grande parte das pessoas. É um ótimo filme, não restam dúvidas, mas acredito ser um pouco superestimado. Sua pretensão em ser cerebral, acatada pelo público, acabou criando uma onda de incompreensão desnecessária. Ainda assim, ditou as regras das fitas de ação deste novo século, e apresentou efeitos especiais inéditos (como o ‘bullet time”) e que funcionam maravilhosamente bem.

 

19.  O Enigma de Outro Mundo

Um grupo de homens, isolados em uma base de pesquisa situada na Artártida, tem de lutar contra uma força estranha vinda do espaço, que atua atráves do sangue. Trama típica das produções de Carpenter, que rende momentos tensos e até mesmo repugnantes. A explicitação das cenas de horror garante o ótimo espetáculo àqueles que adoram o gênero, principalmente na fabulosa cena do canil. Na verdade, a obra flerta até mais com o horror do que com a ficção científica, mas não poderia faltar em uma lista de obras deste gênero. 

 

20.  Blade Runner – O Caçador de Andróides

“Blade Runner” é uma obra singular. Dirigido pelo diretor/publicitário Ridley Scott, o filme conta com uma narrativa bastante inconvencional para o gênero, que nos permite uma singela analogia às produções noir da Era de Ouro de Hollywood. O clima sombrio, com fotografia escura e iluminação expressionista, e o visual retro-futurista, revisitado recentemente pela boa aventura “Capitão Sky”, garantem o ótimo espetáculo artístico, mesmo em meio a um filme lento e enfadonho. Ainda assim, é uma das obras mais importantes de sua década, o que garante sua presença na lista.

 

 

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“2001: Uma Odisséia no Espaço”

 

Existem algumas obras que ficarão eternizadas na história da sétima arte. “Cidadão Kane”, “Casablanca” e “E O Vento Levou” são grandes exemplos disto. Porém, nenhum deles, para mim, fora tão marcante quanto esta obra-prima inigualável do cinema. Apesar de, para muitos, tratar-se apenas de uma obra lenta e pretensiosa (o que realmente é), “2001 : Uma Odisséia no Espaço” é possuidor de um apuro técnico perfeito, e de uma complexidade tão instigante, que o tornam uma obra inesquecível (juntamente de “A Felicidade Não Se Compra”, meu filme preferido).

 

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Inicialmente, é necessário deixar muito claro que esta não é uma obra para qualquer um. É preciso muita paciência para poder desfrutar de tudo aquilo que o filme pode oferecer. A obra tem um ritmo bastante cadenciado, pouquíssimos diálogos (se não me engano, a soma de todos os diálogos representa apenas 25% da obra), e não apresenta soluções fáceis para todas as questões por ela abordadas (o que, convenhamos, foge totalmente à regra imposta por Hollywood nos dias de hoje, onde raros são os filmes que obrigam o espectador a pensar). Para muitos, elementos que automaticamente causam repulsão, mas que, para um bom cinéfilo, são apenas detalhes que enriquecem ainda mais o conteúdo do filme.

 

Filme este que inicia-se ainda em tempos pré-históricos, onde o aparecimento de um misterioso monolito amedronta um grupo de macacos, que disputam entre si o domínio de uma poça d’àgua. Inicia-se, ali, um grande passo para a evolução humana que, descobrindo a possibilidade de transformar um objeto qualquer em ferramenta, conquista a chance de poder interferir no rumo natural das coisas, utilizando, por exemplo, um osso para abater animais que, anteriormente predadores, passam agora a servir de alimento para o bando (sempre lembrando que, segundo a ciência, o homem é uma evolução dos macacos).

 

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Dalí, o filme dá um salto colossal, diretamente ao século XXI (em um dos mais antológicos cortes já concebidos), onde o mesmo monolito é encontrado enterrado em solo lunar e, 18 meses mais tarde, avistado na órbita de Jupiter. Começa aqui a jornada de Dave Bowman, tripulante da nave Discovery, que fora enviada à Jupiter para investigar o misterioso monolito. Jornada esta que, após a estranha mudança de comportamento de Hal, o computador central da nave (e um dos mais famosos vilões do cinema), acaba tornando-se ameaçadora, e parte para um final dos mais incríveis já vistos; extremamente complexo e surreal.

 

Não pretendo ficar divagando sobre possíveis explicações para a obra já que, como quase todos sabem, não existe uma versão definitiva, apenas várias teorias, algumas bastante coerentes, outras totalmente descartáveis - uma dica : há um site americano, do qual não farei propaganda, mas que não é difícil de ser encontrado, que apresenta uma animação de aproximadamente 30 minutos, com uma teoria explicativa interessantíssima, e que merece uma conferida (de todas as teorias que já lí ou ouvi, esta até agora foi a que me pareceu mais próxima do que possivelmente seja a verdadeira idéia de Kubrick).

 

2001_odisseia_espaco05.jpg

 

Opa. Idéia de quem? Pois é...ainda não o havia mencionado. Existe um responsável por isto tudo: Stanley Kubrick. Ele que, por muitos (por mim), é considerado o maior gênio da história do cinema, dirigiu, produziu, criou os efeitos especiais, e ainda foi co-autor da história (a outra metade foi Arthur C. Clark, famoso físico e escritor, que inclusive já concorreu ao prêmio Nobel). Graças a este mestre, podemos conferir aqui um dos trabalhos técnicos mais perfeitos do cinema (quiça o mais perfeito).

 

Muito antes da era digital, Kubrick recriara o espaço de forma extraordinária (aliás, o filme é muito mais realista do que a maioria das produções atuais que retratam o mesmo lugar, o que é extremamente espantoso, visto que o filme fora produzido em 1968 - antes mesmo da suposta ída do homem à lua), transformando-o em um lindo salão de dança, no qual as espaçonaves flutuam de forma sublime, ao som da famosa valsa de Strauss. O interior das espaçonaves também não deixa por menos: como já é de praxe, Kubrick cria cenários extremamente iluminados, coloridos, e com poucos objetos em cena, que permanecem futuristas até os dias de hoje. Aliados a uma belíssima fotografia, e ao seu modo singular de enquadrar e movimentar a câmera, o resultado só poderia ser um: uma aula de cinema, do início ao fim.

 

2001_odisseia_espaco01.jpg

 

Se isto não for o bastante, ainda é obrigatório ressaltar o fato de que, em toda a história, são raros os casos em que os elementos de um filme estão tão bem encaixados quanto os deste. Imagens e músicas estão em perfeita sincronia, nos permitindo até pensar que as próprias músicas foram feitas especialmente para o filme, mesmo sendo tão conhecidas popularmente. Mais uma vez, palmas para Kubrick, que resolvera abdicar do uso integral da trilha sonora criada para o filme, para incrementar à obra músicas já clássicas, como “Danúbio Azul” e “Assim falou Zaratustra”, respectivamente de Johann e Richard Strauss.

 

No quesito atuações, não há nada que mereça grande destaque. Kubrick, na maioria das vezes, sempre optou por trabalhar com atores menos conhecidos do público (mesmo assim, Kubrick já dirigiu nomes como Kirk Douglas, Jack Nicholson, Petter Sellers, George C. Scott, e a bela Nicole Kidman, entre outros), e conseguia extrair deles as melhores atuações de suas carreiras (melhor exemplo que o de Malcom McDowell, em outra de suas obras-primas, “Laranja Mecânica”, não existe). Aqui, o elenco é encabeçado por atores de pouca expressão (Keir Dullea e Gary Lockwood) e, curiosamente, o melhor personagem é justamente o computador Hal, que fora imortalizado como o melhor exemplo de inteligência artificial do cinema.

 

Poderia ficar falando por horas e horas sobre o filme. Mas não o faço, pois sei que ninguém deve ficar lendo tudo isto até o final. Então, para finalizar, apenas lembro aos adoradores de “Star Wars”, “Matrix” e derivados, que dificilmente estes filmes existiriam sem esta revolução cinematográfica, intitulada “2001 : Uma Odisséia no Espaço”. A maior obra-prima de Stanley Kubrick (entre tantas), e o filme mais complexo de todos os tempos. Alguém aí acha que isto é pouco? Bom, assista o filme e tire suas dúvidas. Já adianto: será uma das experiências mais marcantes de sua vida.

 

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Aí está para apreciação a 2ª lista do Perdidos no Espaço. O Dan foi muito feliz porque além de listar filmes conhecidos da maioria, não se esquivou de aqui e ali de nos supreender com escolhas inusitadas, como o Dorminhoco do Woody Allen ou Brazil, o Filme de Terry Gillian, além do que, levou o desafio do Perdidos... às últimas consequências ao optar pela crítica do controvertido filme de Stanley Kubrick.

 
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1) Direitos iguais caro Silva, direitos iguais..06 

2) E prepare-se, Forasteiro já me garantiu que participa de qualquer jeito e já está debruçado sobre a crítica de... bem é melhor esperar a lista dele né?
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1) Ah, sim...Entendi...06

 

2) Que bom!!! Sabia que ele não ia ficar fora dessa!!! E sobre o filme que ele vai comentar, acho que sei qual é...05
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2) E prepare-se, Forasteiro já me garantiu que participa de qualquer jeito e já está debruçado sobre a crítica de... bem é melhor esperar a lista dele né?
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1) Ah, sim...Entendi...06

 

2) Que bom!!! Sabia que ele não ia ficar fora dessa!!! E sobre o filme que ele vai comentar, acho que sei qual é...05

 

Claro que sabe, eu falei algumas páginas atrás.06 Achei que escrever a crítica seria o mais difícil, mas tô me desdobrando pra encontrar mais de 10 filmes de ficção científica.
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1) Direitos iguais caro Silva, direitos iguais..06 

2) E prepare-se, Forasteiro já me garantiu que participa de qualquer jeito e já está debruçado sobre a crítica de... bem é melhor esperar a lista dele né?
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1) Ah, sim...Entendi...06

 

2) Que bom!!! Sabia que ele não ia ficar fora dessa!!! E sobre o filme que ele vai comentar, acho que sei qual é...05

 

1) Claro que sabe, eu falei algumas páginas atrás.06 

 

2) Achei que escrever a crítica seria o mais difícil, mas tô me desdobrando pra encontrar mais de 10 filmes de ficção científica.

 

1) É verdade...06

 

2) Provávelmente isso está acontecendo por quê você despertou recentemente para a cinefilia, Forasta...Por isso a sua memória no que tange a filmes assistidos está pequena...

 

Para facilitar, dá uma olhada nessa lista publicada no CeC sobre os 100 filmes de sci - fi mais influentes de todos os tempos (que foi colocada nesse mesmo tópico pelo Socfield na página 2...). Talvez ela ajude...

 

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