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Forum Cinema em Cena

A Rainha


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Estréia o formidável filme de Stephen Frears, indicado a seis Oscars

 

08/02/2007   Marcelo Hessel

No

intervalo de uma semana, entre o final de agosto e o começo de setembro

de 1997, um mundo de mudanças se abateu sobre a realeza da Inglaterra.

O que era secular se modernizou, o que era dogmático se flexibilizou e

o que era particular se tornou público. Depois daquela semana, em que

morreu a ex-princesa Diana e Tony Blair elegeu-se Primeiro-Ministro, a Rainha Elizabeth II nunca mais foi a mesma.

O formidável A Rainha (The Queen, 2006), de Stephen Frears,

filme muito justamente indicado a seis Oscars (incluindo melhor filme,

roteiro original e direção), repassa a semana dia a dia. Começa com a

eleição de Blair, representante do Partido Trabalhista, reerguido ao

poder - depois de 18 anos de hegemonia do Partido Conservador - com um

discurso de reciclagem das relações de trabalho, incentivando o livre

mercado sem deixar de lado a assistência social. É a famosa Terceira

Via que fez de Blair um superstar do neoliberalismo durante a segunda metade da década.

Não foi, porém, a agenda ideológica que impulsionou a popularidade

de Blair nos seus primeiros dias de governo. No mesmo dia da posse,

Diana Spencer, acompanhada do namorado Dodi Al-Fayed, morre em

um acidente de carro em Paris. Torpor generalizado no Palácio de

Buckingham. Fica acordado que a família Spencer de Gales fará um

funeral familiar. Blair telefona para a Rainha. Esta responde que não

fará pronunciamentos oficiais - não cabe à instituição da realeza

comentar a morte de uma pessoa que não faz mais parte da família real,

argumenta. Blair decide então falar às câmeras em nome do Parlamento. É

no emocionado discurso, escrito por um assessor, que surge pela

primeira vez a expressão Princesa do Povo.

Não estranhe se Tony Blair, nas rápidas atitudes midiáticas tomadas

para aliviar a perda dos ingleses, despontar como protagonista do

filme. É a partir de suas reações que Frears delineia a personalidade

da Rainha. O populismo de Blair contrasta com a reserva de Elizabeth

II, que considera o luto, acima de tudo, um assunto íntimo. O apego da

rainha à instituição que ela representa - "nunca hasteamos a bandeira real a meio mastro e não será agora" - é a antítese da retórica televisionada que arquiteta a equipe do Primeiro-Ministro.

É de valores que Frears fala, no fundo. E o ator Michael Sheen, que já havia interpretado Blair em outra produção de Frears, o telefilme The Deal,

se sai muito bem compondo um personagem moralmente complexo. Vista

publicamente desde 1997 como uma rancorosa opositora à imagem santa de

Diana, Elizabeth II ganha no filme - e na figura estupenda da atriz Helen Mirren,

indicada ao Oscar - um pouco de justiça histórica. Seu entendimento do

que são os deveres e os limites de um soberano, sua visão de mundo no

que se refere a privacidade e símbolos públicos, são bem mostrados em A Rainha.

 

Do lado de fora, parece mesmo que a família real só gasta o

dinheiros dos contribuintes ingleses. Do lado de dentro - como o

diretor de fotografia brasileiro Affonso Beato nos mostra sem

sensacionalismo, com o maior dos respeitos, circulando ao redor da

rainha sem ofendê-la com dramatizações de câmera - fica mais fácil

entender como é complicado ser a representação física, humana,

diplomática, de um país inteiro.

 

poster.jpg

 

 

1.jpg2.jpg3.jpg

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cumpre perfeitamente sua proposta, nem mais nem menos. sheen e mirren excelentes, mas a atuação de mirren não é um "piquitinho" superestimada não? pra ser considerada uma das melhores de todos os tempos? o papel dela não exige taaantooo assim, ela só precisou encarnar o tipo inglês (ok, ela é inglesa) e estar bem contida nas cenas, ......, particularmente gosto mais da atuação de sheen, ok, claro q pode ser por ele ser uma figura mais carismática e tal

nota 9
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cumpre perfeitamente sua proposta' date=' nem mais nem menos. sheen e mirren excelentes, mas a atuação de mirren não é um "piquitinho" superestimada não? pra ser considerada uma das melhores de todos os tempos? o papel dela não exige taaantooo assim, ela só precisou encarnar o tipo inglês (ok, ela é inglesa) e estar bem contida nas cenas, ......, particularmente gosto mais da atuação de sheen, ok, claro q pode ser por ele ser uma figura mais carismática e tal

nota 9[/quote']

 

Quem disse isso ? O.O

 

Hm, talvez ela seja considerada a melhor de 2006...

 

Eu achei ela ótima, estudou os gestos da rainha e os fez com perfeição. Seu balançar de braços, os pequenos acentos da cabeça, a maneira de andar... além da maquiagem, figurino e tudo mais...
Naomi Watts2007-02-12 14:25:49
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The Queen and I

Questions for Stephen Frears.

By Meghan O'Rourke

 

Illustration%20by%20Charlie%20Powell.%20Click%20image%20to%20expand.In January, The Queen received

multiple Oscar nominations, including one for Stephen Frears for best

director. It chronicles the week after the death of Lady Diana Spencer.

During that time, emotional crowds flocked to Buckingham Palace to

mourn her death while the royal family—away in Balmoral—remained

peculiarly silent, until, at the request of Prime Minister Tony Blair,

who was more in tune with the mood of the people, the queen, Elizabeth

II, gave a televised speech, expressing the royal family's sense of

loss.

The Queen deals explicitly with the struggle between

traditionalism and populist reform in Britain and brilliantly captures

how out of touch the monarchy is with its swiftly modernizing populace.

But the film also seems to be sympathetic to the queen's notions of

duty found in staunchness. Is there a bit of tacit regret that we live

in a culture in thrall to the cult of personality—one that demands its

leaders to emote on cue? Did it feel peculiar to be making a film about

a hugely popular Tony Blair at a moment when his support for the Iraq

war had made him deeply unpopular? Slate posed these questions, and more, to director Stephen Frears, who spoke to us by phone.

 

 

A entrevista completa aqui: http://www.slate.com/id/2159355/

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Chatinho... o filme vale pelos momentos em que Sheen e Mirren contracenam pq o resto, vai ser british assim na putaquepariu. Quer dizer, a tal frieza dos britânicos acabou ficando um pouco no clima do filme, e a direção sem sal do Frears botou tudo abaixo. Ele ensaia uma alusão aos dois poderes, a modernidade do Tony Blair e a tradição da Família Real, tudo isso no meio de uma tentativa da rainha de ocultar os sentimentos - coisa que a Mirren faz e muito bem -, mas tudo meio comum, arroz feijão; o filme vale pelos momentos de instabilidade vividos por Sheen e especialmente quando a armadura de Mirren quebra e vc percebe que era tudo calculado (no começo eu estava achando a atuação dele a bit overrated por causa dos trejeitos e tal, mas era proposital e etc, vale tudo o que estão dizendo).

 

**
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Hum, eu gostei do filme, mas não ao ponto de considerá-lo obra-prima. Na verdade, é "só" um filme bom. 02

 

Minhas impressões: O filme leva um tom sarcástico, por exemplo na primeira cena, onde aparece o rosto da Helen Mirren e ao lado "The Queen": é engraçado que A Rainha seja ela, quando quem realmente manda no filme é a imprensa, o mito da Princesa Diana e o recém eleito primeiro ministro. Outra exemplo é quando já no final a rainha diz que de repente todos odiarão o primeiro ministro assim como a odiaram, uma clara referência a crise de popularidade sofrida durante a invasão do Iraque.

 

O mais inovador do filme mesmo, já que ele é simples em todos os requisitos cinematográficos tradicionais, é a ousadia de fazer um filme-documentário sobre uma situação tão recente. Geralmente filmes que se propõem a contar "como aconteceu" são filmados muitos anos depois do fato. Em A Rainha, a própria rainha ainda está viva para assistí-lo, criticá-lo, etc.

 

Trata-se mais de um filme sobre o poder da mídia, e a manipulação das massas, graças a globalização. Na verdade, todos estavam chorando por que o produto princesa Diana tinha morrido.

 

Eu gostei da atuação da Mirren, foi mesmo muito boa, mas concordo com a Naomi Watts quando ela diz que não foi uma das melhores da história, com certeza.

 

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Bem bom! Acho que o filme lida bem com essa questão das implicações que um líder tem no exercício de sua função. Às vezes ser líder é ter que pagar sapo e tomar uma atitude que pode ser considerada uma 'humilhação'... Legal também foi a posição delicada de Blair, um modernista, mas que é subordinado dos antiquados e como equilibrar isso agradando a gregos e troianos?

Minha única queixa é a insistência de Frears com relação à morte da Diana... Inclui-se aí a sequência do acidente (desnecessária), mas principalmente, a cada vez que o roteiro se voltava para o evento que desencadeou a crise (a morte dela), éramos brindados com flashs e mais flashs da finada princesa seguido de cenas de gente chorando... Tive a impressão que o filme iria mudar de nome para Diana - The Movie...

 

****
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Um bom filme... mas pra mim o filme foi mais a Helen Mirren do que ele mesmo. Também achei a seqüência do acidente da Diana totalmente desnecessária. E também achei que mostraram a Diana demais.

 

A premiação de Melhor atriz traz realmente muitas expectativas, embora pense que Helen vai ser mais uma a roubar a estatueta da Meryl.

 

Enfim, um bom filme, mas não seria Oscável, na minha opinião. Se isso acontecer, vai ser mais pela neutralidade do tema do que por méritos próprios.

 

 

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  • 2 months later...

 

Gosto bastante do filme, mas concordo que a indicação a melhor filme e, especialmente, a melhor diretor foi um exagero. Fora que fiquei puto que tenham ignorado a segunda melhor coisa desse filme (preciso dizer a primeira ? 06), a excelente atuação de Michael Sheen como Tony Blair.

Apesar disso, é um ótimo filme e que com certeza será reassistido por mim várias vezes quando começar a passar na TV. 

 

Yoh2007-06-15 20:02:27

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  • 2 weeks later...

gostei mto do filme, fui assisti so nesse final d semana. achei o filme bem interessante e abordou a rainha d uma forma bem inteligente. achei q foi uma tentativa forte d humanizar a rainha. apesar d não ter abordado as polemicas e teorias q vem circulando a morte da princesa diana até hj. de qualquer forma, a helen mirren, atuou mto bem, ela merecia um oscar., e o fato d ser ela no filme, ate q faz a audiencia sentir um pouco d pena da rainha... foi uma escolha sábia do diretor chamar helen para fazer a rainha. vale a pena assistir.

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