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Forum Cinema em Cena

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El Carioca,

gosto de pensar. Mais o que eu mais gosto mesmo é do ser humano. Por isso Magnólia é um dos meus favoritos (e o que tem de gente que ficou presa nos sapos). Não que 2001 seja um filme insolúvel. Mas por que as pessoas não babam por De olhos bem fechados? Esse filme é uma obra menor por falar da sexualidade? Ou será que é a cara do Tom Cruise?

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El Carioca' date='

gosto de pensar. Mais o que eu mais gosto mesmo é do ser humano. Por isso Magnólia é um dos meus favoritos (e o que tem de gente que ficou presa nos sapos). Não que 2001 seja um filme insolúvel. Mas por que as pessoas não babam por De olhos bem fechados? Esse filme é uma obra menor por falar da sexualidade? Ou será que é a cara do Tom Cruise?

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Eu, apesar de preferir "2001 - Uma Odisséia no Espaço", gosto muito de "De Olhos Bem Fechados" (nota máxima na minha opinião). O que acontece é que o último filme do Kubrick ainda está muito recente na memória dos cinéfilos, o que não acontece com uma das maiores ficções científicas de todos os tempos. Além do mais, é aquela coisa: 2001 é mais revolucionário, genial e é cinema na sua mais pura essência, ou seja, imagens.

E "2001" não é insolúvel. Cada um que tire as suas próprias conclusões. smiley2.gif

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Existem aí dois tópicos interessantes:

1) Para cada gênero há um grande filme. 2001 talvez seja o ícone da ficção, assim como Cidadão Kane o é do drama.

2) Só os filmes feitos há muitos anos é que são clássicos. De olhos bem fechados vai se tornar uma obra prima daqui a décadas?

Outro ponto a se pensar é: se a essência do cinema é a imagem, por que então Woody Allen é uns dos mais admirados diretores sendo que ele trabalha essencialmente o texto. Enquanto Steven Spielberg é considerado um diretor meramente comercial sendo que trabalha com maestria a imagem.

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A essência do cinema é a imagem; basta você olhar nos primórdios da existência da sétima arte e verá os filmes mudos. Acontece que, com o passar do tempo, foram aparecendo diretores que tinham a habilidade de fazer cinema de uma forma diferente. Woody Allen e Billy Wilder, por exemplo, faziam cinema com roteiros bem elaborados. Já cineastas como Kubrick e Tarkovski faziam das imagens o ponto forte de seus filmes.

Cinema sem texto ainda é cinema; cinema sem imagem vira programa de rádio.

Por favor, não me entenda errado pensando que condeno os textos - adoro os filmes de Wilder e Allen, que possuem filmes dignos de serem chamados de obra-prima; o que quero dizer é que cinema é feito a partir de imagens, e não de diálogos

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Essa coluna até que era interessante no início, embora não tenha me

oferecido tanta novidade assim, era (e até é ainda) bem escrita e serve

pra abrir um pouco a cabeça de muita gente daqui. Mas essas últimas,

sei não... O cara dedica 1 coluna só pra Expressionismo Alemão, também

uma só para o cinema revolucionário soviético, mas uma só pro Kubrick e 2 somente pra 2001?

 

 

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Essa coluna até que era interessante no início' date=' embora não tenha me oferecido tanta novidade assim, era (e até é ainda) bem escrita e serve pra abrir um pouco a cabeça de muita gente daqui. Mas essas últimas, sei não... O cara dedica 1 coluna só pra Expressionismo Alemão, também uma só para o cinema revolucionário soviético, mas uma só pro Kubrick e 2 somente pra 2001?
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É mesmo. Ele devia escrever sobre filmes mais importantes, como As Branquelas e Olga.

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A essência do cinema é a imagem; basta você olhar nos primórdios da existência da sétima arte e verá os filmes mudos. Acontece que' date=' com o passar do tempo, foram aparecendo diretores que tinham a habilidade de fazer cinema de uma forma diferente. Woody Allen e Billy Wilder, por exemplo, faziam cinema com roteiros bem elaborados. Já cineastas como Kubrick e Tarkovski faziam das imagens o ponto forte de seus filmes.

Cinema sem texto ainda é cinema; cinema sem imagem vira programa de rádio.

Por favor, não me entenda errado pensando que condeno os textos - adoro os filmes de Wilder e Allen, que possuem filmes dignos de serem chamados de obra-prima; o que quero dizer é que cinema é feito a partir de imagens, e não de diálogos

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Sei que não entendo muito de cinema - e acho ótimo estar aqui debatendo para aprender mais -, mas essa arte nasceu como documentário, se olharmos bem sua origem. Indo para um campo mais abstrato, o cinema como imagem é uma grande ilusão. É por vezes uma hiper-realidade. Nisso vejo o cinema mais como entretenimento.

Só que o que eu mais escuto dos cinéfilos "fundamentalista" é que o cinema como arte é o feito por Fellini, Bergman, Allen, Akira. Para mim são cineasta que produzem filme que poderiam perfeitamente serem peças de teatro.

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Apenas exemplificando o que eu havia dito: "2001 - Uma Odisséia no Espaço" é um filme que tem como característica imagens formando o principal do filme. Já "Se Meu Apartamento Falasse" é um filme que tem como foco principal o roteiro.

Pois bem, se levarmos em consideração que cinema é a arte da imagem, perceberemos que o filme do Kubrick anteriormente citado é cinema em sua mais pura essência. É claro que isso não faz com que seja um filme melhor do que "Se Meu Apartamento Falasse", de Billy Wilder, é apenas uma 'curiosidade'.

Os cineastas que dão mais valor ao roteiro também fazem arte.

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Então a lógica é simples: tem cinema para todos os gostos.

Eu sempre achei que o mais valioso é a história. Se contata apenas em imagens ou com palavras, ela tem que, como disse um psicoterapeuta, me fazer vivê-la, e não simplesmente assisti-la.

Ocorre-me agora dois filmes que são uma viagem visual.  Koyaanisqatsi e Baraka. São filmes que a históira o espectador vai montar na cabeça de acordo com sua compreensão do mundo. Koyaanisqatsi em especial é uma experiência fascinante.

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Parabéns  pelo texto, Rafael . Depois de ler a 1ª parte do moviola-2001-fiquei com uma vontade tremenda de assistir  ao filme. E depois de ler a última parte,mais  ainda. Pelo jeito mais gente aqui de Mogi das Cruzes, anda lendo sua coluna, pois estou tentando locar  o dvd faz duas  semamas, e já está resevado até  semana que vem. Um  abraço : Caio

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Hj li a terceira parte do Moviola - 2001. Mais uma vez, excelente. Já tenho dever de casa pra esse fim-de-semana, assistir esse grande filme com mais elementos a considerar. Esse é um filme q eu nunca entendi muito bem, mas agora me sinto menos culpado.

 

Sobre oq o Flávio falou, q foi dedicado menos espaço para assuntos importante e complexos, acho q em parte ele tem razão, mas considerando q poderiam ser escritas mais colunas sobre expressionismo alemão, os soviéticos, etc;

 

Sobre Kubrick e 2001 nunca é demais, ainda mais com a qualidade do texto do Ciccarini!

 

 

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