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Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights)


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Procurei algumas coisas sobre o filme e não encontrei muita informação. Não hesitem em postar as informações que vocês encontrarem 05.

 

O mais curioso nisso' date=' é que com tantos talentos, a iniciante Norah Jones é quem protagoniza o filme.[/quote']

Ah, é? E o Law é só mais um cara bonito que pega todas, ou dessa vez o papel dele é interessante?

 

 

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Adoro os filmes do Kar-Wai e já estou na expectativa quanto a esse My Blueberry Nights , que é a sua estréia no cinema americano . É o filme de abertura do Festival de Cannes de 2007 .

 

Pena que deve demorar a ser lançado por aqui . Parece que a estréia nos EUA é só em dezembro .

 

Ele sabe extrair o melhor dos seus elencos e por isso acredito que a Norah Jones tenham chances de se sair bem nessa sua estréia como atriz . 
Fernando2007-05-06 10:07:46
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Dos três filmes que eu vi do Wong, não tem um único ator que não esteja de "muito bom" pra cima em cena.

Talvez seja o único papel de Norah Jones, mas ela tem tudo pra arrebentar. Não vi "Dançando no Escuro", mas esse é o único filme notório da Björk, por ter sido dirigida por Von Trier, e o escambau. Acho que Jones vai seguir o mesmo caminho.
rubysun2007-05-05 19:49:15
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Veras , o Wong Kar-Wai ainda é pouco conhecido do público brasileiro . A maioria dos seus filmes ainda não foram lançados em DVD. 

O único que eu lembro de ter sido lançado em DVD é Amor A Flor da Pele , que é estrelado por Tony Leung e Maggie Cheung - que fizeram o casal guerreiro de Herói .

 

 

 
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Veja todos os filmes do Wong Kar-Wai que tiver acesso, ele é absolutamente genial!

 

E quem me conhece sabe que poucas vezes eu gerei tamanha expectativa com relação a um filme; este My Blueberry Nights tá me deixando louco de ansiedade!
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Imagens inéditas e em alta resolução de My Blueberry Nights foram divulgadas para promover a exibição do longa em Cannes. O novo trabalho
do aclamado diretor chinês Wong Kar Wai, que conta com elenco
hollywoodiano, abre o festival amanhã, dia 16, e compete pela Palma de
Ouro.


Clique em alguma das figuras abaixo para ver a galeria de fotos completa na ficha do filme:


myblueberrynights_04.jpg myblueberrynights_06.jpg myblueberrynights_07.jpg


A distribuição de My Blueberry Nights no Brasil será da Europa Filmes. Ainda não há previsão para a estréia.



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Encontros e Desencontros foi influenciado pelos filmes do Wong Kar-Wai . A própria Sofia Coppola já citou o diretor chinês como um dos seus favoritos , e o agradeceu em um discurso no Oscar 2004 . Ela agradeçou ao Kar-Wai , Jean-Luc Godard e até mesmo Bob Fosse (?) - esse aí só se for na seqüência do karaokê ,hehehe .  Fernando2007-05-15 20:53:46

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Encontros e Desencontros foi influenciado pelos filmes do Wong Kar-Wai . A própria Sofia Coppola já citou o diretor chinês como um dos seus favoritos ' date=' e o agradeceu em um discurso no Oscar 2004 . Ela agradeçou ao Kar-Wai , Jean-Luc Godard e até mesmo Bob Fosse (?) - esse aí só se for na seqüência do karaokê ,hehehe .  [/quote']

Ahhh. Não sabia disso!

 

Nunca vi um filme do Kar-Wai. Aliás, estou curioso parar assistir 'Amor à flor da Pele'. Aparenta ser a típica película que me agrada. 05

 

Agradeço a informação, Fernando. 03
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Já saiu um texto do Kléber Mendonça Filho , no site Cinemascópio :

 

Wong Kar Wai abre festival com um versão levemente alterada dele mesmo. Filme estava ainda mixando na segunda-feira.

 

My Blueberry Nights (Cannes 2007)

 

Três%20estrelas%20e%20meia

 

BEIJO NA BOCA

Por
Kleber Mendonça Filho

A 60a edição do Festival de Cannes foi aberta com a première mundial de My Blueberry Nights (França/China/EUA, 2007), primeiro filme do autor chinês Wong Kar Wai falado em inglês, e também ambientado na paisagem americana. O filme de Kar Wai, mais uma vez podre de romântico, apresenta também amplas possibilidades de sugestão amorosa na nova temporada cinematográfica para quem come torta e fica com um restinho sujo no canto da boca. Esperem e vejam. Não foi espetacularmente bem recebido, mas sera provável sucesso. Mudando um pouco de assunto, a abertura do festival deu-se também, e isso é impossível de ignorar, no dia da posse do novo presidente francês, Nicolas Sarkozy, fato que parece simbolizar para a França o início de uma nova era política no país politicamente dividido.

A escolha de My Blueberry Nights para abrir o festival trouxe curiosidade e prestígio a Cannes. Assim como parcela importante dos seus colegas de competição, Kar Wai é nome querido na Croisette, seu Felizes Juntos (Happy Together, 1997) foi premiado no festival, assim como Amor à Flor da Pele (In The Mood For Love), em 2000. Cinco anos depois, 2046 esteve na competição e, ano passado, Kar Wai foi presidente do júri.

Na verdade, toda essa relação com Cannes ajuda também a enxergar melhor o seu novo filme, feito com uma rapidez incomum para os padrões Kar Wai. Bancado pelos franceses do Le Studio Canal, My Blueberry Nights, ano passado, era fartamente divulgado em Cannes durante a estadia do seu diretor no festival como presidente do júri. Há um ano, cartazes preliminaries do filme embrionário foram espalhados por Cannes e anúncios comprados nas principais revistas diárias. Kar Wai começou a filmar em julho e as filmagens terminaram em dezembro último.

Na coletiva de imprensa realizada logo após a projeção do filme à imprensa, Kar Wai revelou que ainda na segunda-feira estava em Los Angeles ajustando a mixagem. "Um dos motivos que me fez aceitar o convite para passar este ano em Cannes foi tirar a sensação de que meus filmes chegam de última hora", disse Kar Wai, provocando uma explosão de risos entre jornalistas. Ele se referiu à sua passagem por Cannes com 2046, que além de perder a primeira sessão programada para a competição, sofreu mudanças substanciais até chegar aos cinemas do mundo, meses depois. "Acho que foi por isso que quando a cópia chegou ontem (terça) ao festival, todos ficaram surpresos", completou Kar Wai, rindo.

My Blueberry Nights pode ser descrito como uma história de amor em três atos, ou capítulos, bem distintos. Há no filme uma aura inegável e muito familiar de "cineasta estrangeiro descobindo a América", observada em obras do passado feitas por Michelangelo Antonioni ou Wim Wenders, mas aqui, de certa forma, enfraquecida por um cinema que, se permanece pessoal, talvez aponte também para o trabalho de um autor que aparece ligeiramente alterado, especialmente ao filmar o amor e dar-lhe, talvez pela primeira vez na sua carreira, um final abertamente feliz. Pode ser também patrulha autoral, mas é a primeira vez que um filme de Kar Wai adota o formato muito americano de externar num diálogo os perigos do fumo, e cigarro sempre foi um dos objetos de cena mais vistos nos seus filmes, até agora, sempre como se o futuro não existisse para os personagens.

Levantamos a questão do tom e do final pois muitos dos que admiram um Amor à Flor da Pele, seu filme assinatura, ou seu mais comercialmente bem sucedido, parecem extrair substância emocional do fato de tratar-se de um filme tão fortemente melancólico e, finalmente, triste. My Blueberry Nights continua sendo Kar Wai, que constrói uma história marcada por momentos cheios de dor e beleza humana (personagens são generosos, todos), e, aos poucos, vemos o trabalho de um autor que talvez tenha saído para conquistar o mercado.

Quando falamos que o próprio Festival de Cannes talvez explique parte do filme, My Blueberry Nights surge como uma remixagem de um lindo curta metragem que Kar Wai apresentou na surdina em Cannes 2001, durante a sua Leçon du Cinéma (aula de cinema, que este ano trará Martin Scorsese a Cannes). Intitulado In The Mood For Love 2001, o curta, trazido para a aula como "um presente" não anunciado para a platéia, é uma espécie de filhote interessantíssimo do longa lançado um ano antes no festival, e que Kar Wai parece agora ter fielmente reprocessado para a primeira meia-hora do seu novo filme.

Na coletiva, eu perguntei ao Kar Wai, ou pedi para que comentasse a relação entre o curta e My Blueberry Nights, e ele confirmou. "É verdade, a história de In The Mood For Love 2001, que tem seis minutos de duração, acabou sendo utilizada em My Blueberry Nights. Por sua vez, o que vemos no curta foi originalmente pensado como parte de Amor à Flor da Pele, e que terminou não entrando. De qualquer forma, não vejo My Blueberry Nights como um remix, mas como uma extensão, uma vez que o curta seria apenas a primeira parte da história, e depois vamos para Memphis e Las Vegas".

"Quando o filme pega a estrada, me perguntei se era um "road movie", ou um filme intimista como a sua primeira parte, e logo entendemos que os personagens começam muitos próximos, mas que lhes falta alguma coisa, e isso que falta surge de uma viagem".

JUDE - Jude Law, presente na coletiva de imprensa, interpreta Jeremy, um barman inglês em Nova York. A suspeita de que barmans são alguns dos maiores ouvintes da alma humana ganha tratamento eloquente via Kar Wai ao apresentar Jeremy a Elizabeth (Nora Jones), uma cliente do lugar que acaba de ser abandonada pelo homem que ama. Jeremy explica com pesar que ali no seu bar existe um prato com uma dezena de chaves abandonadas, restos de uma dezena de amores perdidos.

Elizabeth, mais tarde, sairá numa viagem de auto conhecimento pelos EUA (o mito do estrangeiro nas estradas americanas reapresentado), fotografada por Kar Wai em CinemaScope no tipo de cliché que já conhecemos (faixas amarelas, asfalto, conversíveis), mas que, de alguma forma, não depõe contra o filme. Nessa viagem, Elizabeth será a observadora de duas outras histórias de amor, agora ela mesma como ouvinte e garçonete/barwoman, fechando o círculo de ouvir os outros e usar a experiência para si mesmo.

Especialmente forte é a segunda história, entre um policial (David Strathain, tão bom em Boa Noite, Boa Sorte, aqui dando outra excelente atuação) e a mulher que o abandonou (Rachel Weiz, também excelente em O Jardineiro Fiel, perfeita nesse). A terceira história, com Natalie Portman, sugere fraqueza, mas há ainda interesse. My Blueberry Nights terá distribuição no Brasil via Europa Filmes.

Kar Wai mostrou-se preocupado em estabelecer respeito, da parte dele, em relação a fazer um filme numa cultura estrangeira, longe de Hong Kong, e mencionou a tal cena da boca suja de torta que todos já estão comentando. "Um beijo, por exemplo, significa coisas diferentes, em culturas diferentes. O ato pode até ser o mesmo, mas acredito que o que vem antes, e o que acontece depois, ganha contornos diferentes dependendo da cultura, dos costumes".

Jones revelou que achava que Wong Kar Wai estava interessado nela como cantora para trabalhar no filme, e foi surpreendida com um convite para atuar (seu primeiro trabalho como atriz). "Escolher um ator pela voz é sempre importante", devolveu Kar Wai. Sobre a cena do beijo, ela disse que entre ela e Jude Law, o mais empolgado era Kar Wai, "acho que por ele saber exatamente o que ele queria, e isso nos fez filmar durante um bom tempo".

Law mostrou-se satisfeito com a resposta aparentemente positiva à cena do beijo, pois "muitas vezes trabalhamos em filmes que dão muita importância a eventos "grandes", histórias de uma vida inteira, quando na verdade pequenos atos como esse ganham importância e representam mudanças para as pessaos. Ou seja, um beijo é apenas um beijo, mas. há beijos e beijos", completou ninguém menos do que Mr. Jude Law, de cabelo imaculadamente desgrenhado.

Filme visto na Debussy, Cannes, 16 de Maio 2007

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O filme não foi tão bem aceito. 12

 

16/05/2007 - 15h31
Filme do diretor Wong Kar-Wai decepciona imprensa em Cannes

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Reuters

Jude%20Law%20chega%20à%20projeção%20para%20a%20imprensa

Jude Law chega à projeção para a imprensa

FotosFOTOS DO FILME

FotosDESTAQUES DO FESTIVAL

LeiaPÁGINA DE CANNESEliseo García Nieto
Cannes (França), 16 mai (EFE).- A expectativa era muita, mas
houve apenas fracos aplausos na apresentação à imprensa de "My
Blueberry Nights", a produção de Wong Kar-Wai que abre hoje o 60º
Festival de Cannes com a tradicional cerimônia de gala.

O novo filme do cineasta de Hong Kong trata das distâncias
sentimentais e físicas. Era aguardado ansiosamente em Cannes, onde
Wong tenta ganhar a Palma de Ouro pela quarta vez.

A decepção, possivelmente, foi conseqüência de uma aposta
excessiva do público e de intelectuais no filme de Wong. Isso porque
o cineasta vinha sendo considerado um dos melhores dos últimos anos.

Ele já havia conquistado Cannes com "In the Mood for Love" ("Amor
à Flor da Pele", de 2000), recebido o prêmio de melhor diretor com
"Happy Together" ("Felizes Juntos") há dez anos, além de ter causado
polêmica com "2046" ("2046: Os Segredos do Amor", de 2004).

"My Blueberry Nights" apresentou como atrativo a estréia da musa
do jazz e do pop Norah Jones, ao lado de outros grandes nomes como
Natalie Portman, Rachel Weisz, David Strathairn e Jude Law.

Além disso, o filme traz uma excepcional fotografia, repleta de
jogos de cor e sombras, obra de Darius Khondji. Ele foi diretor de
fotografia de "Delicatessen" (1991), e é um dos mais renomados do
momento. A trilha sonora de "My Blueberry Nights" foi assinada por
Ry Cooder ("Paris, Texas").

No entanto, ficou clara a distância entre o mais novo filme de
Wong e "Chongqing Express" ("Amores Expressos", 1994) e "2046". A história de amor de "My Blueberry Nights" é considerada muito evidente e sem paixão, ao contrário de "Amor à Flor da Pele" e "Felizes Juntos", filmados em Buenos Aires.

A ambientação, assim como a magistral composição de planos,
continuam sendo os pontos fortes da obra do diretor de Hong Kong.

Entretanto, nesse filme, parecem não acrescentar nada de novo, o que
pode ser a primeira mostra de fraqueza da filmografia de Wong.

Os diálogos soam excessivamente graves em um filme
estruturalmente simples e de metáforas muito evidentes. O personagem
de Norah Jones, após uma ruptura sentimental, empreende uma viagem
em que conhece pessoas e histórias que marcarão sua vida.

No entanto, apesar de a cantora realizar um excelente trabalho de
estréia como atriz, as histórias secundárias acabam se impondo com
força à principal. Um motivo, talvez, seja a presença de atores como
Natalie Portman, Strathairn e Rachel Weiz, que acabaram se
destacando em detrimento da trama.

O resultado geral é um filme apreciável, mas de um Wong menor,
longe de seus auges.

"Disseram-me que era um erro abrir o festival", reconheceu com
cautela o cineasta na entrevista coletiva que concedeu após a
apresentação. No evento, Wong compareceu acompanhado por Norah Jones
e Jude Law.

Também admitiu que "o principal desafio (do filme) é ser em
inglês", uma língua com que o diretor diz não se sentir confortável.

Isso pode explicar o tom artificial de boa parte dos diálogos.

Segundo a cantora de jazz, por outro lado, "é impressionante ver
o que ele (Wong) captou da paisagem americana". De acordo com Wong,
o filme "fala de distâncias, não, de viagens".

Jude Law e Norah Jones afirmaram que o diretor dá muita liberdade
aos atores e é muito inventivo.

Sobre a estréia como atriz, ela disse: "Foi Wong que veio me
procurar de improviso. Respondi-lhe que estava de viagem como
cantora e que não tinha assistido a seus filmes. Depois, vi 'Amor à Flor da Pele' e me pareceu o filme mais maravilhoso que eu já tinha
visto".

Norah Jones já ganhou oito prêmios Grammy por seu disco "Come
away with Me", de quatro anos atrás.

"Quando se escuta a sua voz, só sua voz, já se pode escutar uma
história; por isso, gosto dela; por isso quis fazer um filme com
ela", disse Wong.

Se o júri da Palma de Ouro - no qual está Maggie Cheung, atriz
que trabalha freqüentemente com Wong - viu o filme da mesma forma
como a crítica e a imprensa que estiveram hoje na sala Lumière do
Palácio dos Festivais, dificilmente "My Blueberry Nights" levará o
prêmio.
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Essas notas de imprensa dizendo que não sei o que "decepcionou", "foi vaiado" são tão mal desenvolvidas. 12

 

A reação das pessoas pelo que li foi bem positiva, isso parece coisa de um crítico/jornalista que não gostou e fez um apanhado daí, sei lá tbm
Beckin Lohan2007-05-16 20:24:36
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Essas notas de imprensa dizendo que não sei o que "decepcionou"' date=' "foi vaiado" são tão mal desenvolvidas. 12

 

A reação das pessoas pelo que li foi bem positiva, isso parece coisa de um crítico/jornalista que não gostou e fez um apanhado daí, sei lá tbm
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Afirmação verossímil, amigo. 03

 

Basta ver 'Marie Antoinette'. Vaiado por meia dúzia de jornalistas e aplaudido pela maioria, a imprensa sempre opta pelo sensacionalismo negativo. Aliás, o filme até venceu o Prêmio do Sistema Educacional Francês e quase ninguém ficou sabendo disso.
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