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O Exterminador do Futuro: A Salvação

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Blockbuster basico a la Michael Bay. Acao bacana mas roteiro nem tanto, q faz dele apenas um tiquim melhor q o terceiro, ja q os dois primeiros exemplares do Jim Cameron sao insuperaveis. Aquele final polemico no final das contas nao é tao polemico assim e ja foi discutido 'a exaustao aqui. Esperava mais. 7,5/10

 

SPOILLERS:

Alem da parte tecnica impecavel, valem as referencias aos filmes da franquia, principalmente o primeiro. De leve se ouve os Guns´Roses numa radinho tocando 06 e do embate corporal c/ um modelo "Arnoldao" meio-tosco09.. E claro q nao poderia faltar o robô bonzinho, q ajuda os herois, no caso, um ciborgue de bom coracao.03 E quem pensa q o filme dá um fecho "circular" na franquia, ledo engano.. o clichê final nao poderia ser pior q o basico "uma batalha foi vencida, mas nao a guerra.." 14 
Jorge Soto2009-05-31 12:24:44

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A crítica da Bostov deixou liberar uma informação que considero importante: T4 ignora T3 e parte dos eventos mostrados em T2... Se for isso, então T4 morreu na praia, pois se levar em conta apenas o que foi mostrado em T2, ignorando T3, a guerra deixou de existir...

 

Espero que a Bostov tenha errado feio... não é raro ela dar mancadas.

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Novo 'Terminator' é 'Transformers' para maiores?

Plantão | Publicada em 02/06/2009 às 08h19m

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RIO - Um dos blockbusters mais aguardados do ano, e também um dos mais caros (com orçamento estimado na casa dos US$ 200 milhões!) chega nesta sexta-feira ao país: "O exterminador do futuro: a salvação" ("Terminator salvation"), de McG (dos filmes d' "As pante-ras") com Christian Bale (o novo Batman), encabeçando o elenco). Mas o resultado, para fãs ou não, ficou um bocado abaixo das expectativas.

Veja o trailer do novo 'Exterminador do futuro'

O desconhecido Sam Worthington rouba a cena no filme

O primeiro "The Terminator" ("O exterminador do futuro", 1984), de James Cameron, era um filme feito com pouca grana e muita garra, que ganhou as plateias aos poucos, e logo virou um "cult sci-fi" dos anos 80. Era um assustador filme de aventura sobre um guerrilheiro que vem do futuro para evitar a morte da futura mãe do líder dos rebeldes na batalha dos humanos contra as máquinas. Em seu encalço, vem um andróide ex-terminador para impedir. O tal andróide foi feito por Arnold Schwarzenegger, que, a partir dali, ganhou imensa fama e criou um tipo que o acompanha até hoje - agora governador da Califórnia -, que é chamado de The Governator.

Alguns anos depois, em 1991, o mesmo Cameron (que criou o roteiro original), fez uma versão mais pop e com mais grana, subtitulada "O dia do juízo final"; e, mais recentemente, os produtores convenceram Schwarzenegger a voltar ao papel para a segunda sequência, "Rise of the machines" (2003), que acaba quando a guerra das máquinas vai começar. No entanto, a série de TV "Terminator: the Sarah Connor chronicles" (exibida aqui no Warner Channel) não tem ligação direta com nenhum dos filmes (por conta dos paradoxos que viagens no tempo supostamente causam), embora seja dos mesmos produtores. Mas, cronologicamente, a série se passa antes do terceiro filme.

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Dá para ver claramente na tela onde foi empregado o dinheiro em cada cena deste novo "Terminator": os efeitos especiais são de primeiríssima linha (sem o acabamento tosco de um "Wolverine", por exemplo), as novas máquinas, criadas para enfrentar os rebeldes, são muitas, muito bem feitas e assustadoras; a fotografia segue um visual de metal enferrujado; e o som é uma maravilha. Pelo menos, nas categorias técnicas, o filme deve concorrer a alguns Oscar.

Mas, o Calcanhar de Aquiles é o roteiro. Até a primeira metade, ele segura mais ou menos bem (embora irrite uma criança chamada Star, que está lá para nada, para cota), dando ao filme um clima adulto (é impróprio para menores), de um "sci-fi" sério. Do meio para o final, são enxertadas várias subtramas e personagens secundários, que tiram a atenção do assunto principal (evitar que a SkyNet inicie a destruição total da humanidade); e, perto do fim, tudo beira o piegas. Sem contar a inacreditável cena de explicação do que está acontecendo, digna daqueles vilões caricatos da série "Batman" da TV. Aliás, Christian Bale está falando igualzinho ao Batman, o que cria uma sensação estranha.

Tudo isso junto resulta num filme sem alma, mais parecido com um "Transformers" para adultos. O espectador não torce por John Connor (Bale), como torceu por seu pai, Kyle Reese, no primeiro filme da série, e pelo jovem John Connor, no segundo; acaba sendo mais simpático a Marcus Wright (Sam Worthington), um novo personagem-chave. E o Kyle Reese do futuro (Anton Yelchin, o Chekov do novo "Star Trek") poderia ser facilmente eliminado pela SkyNet (que o aprisiona), evitando todos os problemas. E Schwarzenegger faz uma falta danada. Quando ele "aparece" em cena, através de rosto criado por CGI no corpo de seu protótipo, T-800 (e com aquele tema marcante ao fundo), não dá para segurar a saudade e deixar de sentir uma certa frustração.

No fim das contas, este novo "Terminator" serve apenas como deixa para um filme que venha fechar a saga - como o seu final em aberto, embora os paradoxos temporais possam criar qualquer tipo de futuro - e não faz jus às expectativas que criou (tanto que teve uma grande queda em sua segunda semana de exibição nos EUA). Tomara que Schwarzza retorne para o fecho da saga, se ela realmente acontecer um dia. Afinal, T-800 sempre cumpria o que prometia: "I'll be back".

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A crítica da Bostov deixou liberar uma informação que considero importante: T4 ignora T3 e parte dos eventos mostrados em T2... Se for isso' date=' então T4 morreu na praia, pois se levar em conta apenas o que foi mostrado em T2, ignorando T3, a guerra deixou de existir...

 

Espero que a Bostov tenha errado feio... não é raro ela dar mancadas.
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eu concordo em parte com a critica da Boscov.. de fato em T4 quem carrega o filme nas costas é o Sam Worhington.. alias, o filme praticamente gira em torno dele, q interpreta um ciborge do bem! O Bale como Connor ta tao insosso q parece q o ator de Batman tava fazendo o papel de má vontade..09

 

 

Cinema
Nada se cria, tudo se imita

James Cameron não produziu, não escreveu e não dirigiu
O Exterminador do Futuro – A Salvação. Mas não há cena
do filme que não seja uma cópia de seu estilo e de sua visão

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Isabela Boscov

Divulgação
cinema1.jpg

A VOLTA DE J.C.
Bale como o messias da rebelião contra as máquinas, John Connor (mesmas iniciais de Jesus Cristo e, claro, James Cameron): quando ele perceber que um estreante lhe roubou a glória, vai ter outro chilique

VEJA TAMBÉM

Exclusivo on-line
Trailer
Galeria: personagens de Christian Bale

Quando um diretor assume uma série iniciada por outro cineasta, o esperado é que lhe imprima uma marca pessoal que justifique ter sido ele o escolhido. Não fazê-lo indicaria alguma medida de fracasso. Pois O Exterminador do Futuro – A Salvação (Terminator Salvation, Estados Unidos, 2009), que estreia nesta sexta-feira no país, oferece um bom argumento contra a generalização dessa tese. Na ausência de uma marca pessoal – e é esse o caso do diretor McG –, tanto melhor que o sucessor se limite a reproduzir as singularidades e qualidades do trabalho original. Especialmente quando elas são tão abundantes quanto nos dois Exterminador feitos por James Cameron, em 1984 e 1991, os quais desdobram com grande clareza e igual inspiração o tema que obceca o diretor: o ímpeto com que a humanidade domina o mundo à sua volta por meio da tecnologia – e o temor, não de todo irracional, que ela associa a essa evolução, de em algum ponto perder o controle sobre sua criação e ficar à mercê dela. Cameron tem com a tecnologia e as máquinas uma relação instintiva. É o proponente de alguns progressos técnicos notáveis nas últimas duas décadas, na forma de softwares, do uso de maquetes ou de invenções óticas (como o novo sistema 3D); e invariavelmente os aplica a enredos repletos daquela angústia. Superar uma visão tão individual e tão marcante seria impraticável. Daí o bom senso de McG em se restringir ao possível: imitar Cameron.

Por esse motivo também o novo Exterminador ignora o terceiro filme da série, que não foi dirigido por Cameron, descartando-o como uma continuação espúria. Salvação retoma a trama a partir do segundo episódio: John Connor, o profetizado líder da rebelião contra as máquinas, visto pela última vez na adolescência, é agora um dos integrantes da pequena resistência humana que sobrevive em um mundo pós-apocalíptico, ocupado e duramente patrulhado pela rede de computadores SkyNet e pelas máquinas de extermínio que ela produz sem descanso. Durante um ataque a uma instalação da SkyNet, surgem dois fatos novos nessa guerra: um, a descoberta de uma frequência de rádio capaz de desativar os exterminadores e assim propiciar a vitória dos seres humanos que restam; o outro, a estranha ressurreição de um homem que anos antes havia sido executado por um crime, e que desperta sem saber onde está – mas logo se posta ao lado de Kyle Reese, um rapaz que, sem o saber, é uma peça crucial desse jogo.

Uma das tarefas de McG é fazer todas essas trajetórias convergirem, e ele a cumpre mimetizando Cameron no estilo e no ritmo: ação incessante e pesada, rodada muito de perto e, como manda a tendência sempre seguida por Cameron e recentemente dominante entre outros diretores de superproduções, com apenas o indispensável de computação gráfica e o máximo de acrobacias reais, que criam muito mais verossimilhança e intensidade. (De brincadeira e como homenagem, ele inventou também uma ponta para o Exterminador original e atual "governator" da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.) Sua outra tarefa é não atrapalhar os atores, alguns deles excelentes – Christian Bale (que, num episódio célebre entre os usuários do YouTube, foi atrapalhado por um diretor de fotografia e devolveu com sobra a injúria) como John Connor, Anton Yelchin, o Dr. Chekov de Star Trek, no papel de Kyle Reese, e o estreante Sam Worthington como o homem que misteriosamente volta à vida. Esse australiano, aliás, é a arma secreta de fato de Salvação: rouba o filme de Bale e sai correndo com ele debaixo do braço – mas descobri-lo não foi mérito de McG. O ator é também o protagonista de Avatar, que só deve estrear em dezembro mas começou a ser produzido bem antes de Salvação. E que, veja-se que coincidência, é dirigido por James Cameron – o qual, assim, mesmo sem ter nada a ver com o novo Exterminador do Futuro, dá ao filme seu único momento verdadeiro de inspiração.

O CHILIQUE QUE NINGUÉM ESQUECE

Há três meses, um episódio dos bastidores de Salvação fez a festa de alguns milhões de pessoas no YouTube: um diretor de fotografia foi mexer na luz bem no meio de uma cena de Christian Bale. Pela falha, foi punido com uma atitude ainda menos profissional que a sua. Durante 3 minutos e 53 segundos, o ator xingou o sujeito aos berros, sem parar, à taxa de um palavrão a cada 5,8 segundos. Bale fez vários mea-culpa públicos, mas em vão: assim que ele abre a boca, em Salvação, o faniquito é a primeira lembrança que vem à mente de quem o ouviu – e a causa das várias risadinhas que têm sido ouvidas nas plateias em que o filme é visto, naquilo que deveria ser um momento dramático.

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Bale e Keanu Reeves estudaram na mesma escola, só prestar atenção nas interpretações.......olha a cartilha da escola: Aula 4: "para demosntrar alguma emoção em cena, tipo alguma surpresa, baixe os olhos e a cabeça ao mesmo tempo e depois incline-a levemente para a direita ou esquerda dependendo de onde estiver a camera.....corta.....

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Bale e Keanu Reeves estudaram na mesma escola' date=' só prestar atenção nas interpretações.......olha a cartilha da escola: Aula 4: "para demosntrar alguma emoção em cena, tipo alguma surpresa, baixe os olhos e a cabeça ao mesmo tempo e depois incline-a levemente para a direita ou esquerda dependendo de onde estiver a camera.....corta.....

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A escola do Bale pode até ter sido assim. A escola do Reeves foi: "não mova um músculo do rosto". A do Murilo Benício deve ter sido "cai fora, cara".

 

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Bale é um bom ator e que ainda por cima escolhe bem os projetos dos quais participa (com excessão talvez, desse Terminator: Salvation 06), mas superestimam demais ele. E o pior, é que aparentemente esse hype em cima dele é por causa do Batman.

Mesmo assim, comparar Bale com Reeves é sacanagem. Reeves é muito mais inespressivo que Bale, se valendo basicamente de sua presença de cena (e um certo carisma). E uma cara pau basica.

 

Quanto ao filme, achei um grande equivoco ignorar o T3 na construção da historia do T4 (se for isso mesmo). O T3 ignorava a ideia do T2 (e mesmo o T1), mas não a cronologia do mesmo, com direito a diversas citações diretas e o proprio desenvolvimento da historia e dos personagens (como Kate Brewster por exemplo).

 

Quanto ao Sam Worthington ter se destacado no lugar do Bale, vamos ser sinceros, não é a primeira vez que o Bale fica em segundo plano mesmo sendo o personagem principal... 06 

 

 

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Nem vou ver o filme mesmo. Mas só para saber' date=' como termina? Alguém viu?[/quote']

 

qdo $e trata de verdinha$..

SPOILLER

termina da pior maneira possivel! qdo vc acha q assistiu a um fecho magistral da franquia, vem o comentario em off dizendo " vencemos uma batalha, mas a  guerra continua"..14 isto é, vem sequencia caso o filme vingue nas bilheterias..

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Bale e Keanu Reeves estudaram na mesma escola' date=' só prestar atenção nas interpretações.......olha a cartilha da escola: Aula 4: "para demosntrar alguma emoção em cena, tipo alguma surpresa, baixe os olhos e a cabeça ao mesmo tempo e depois incline-a levemente para a direita ou esquerda dependendo de onde estiver a camera.....corta.....

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A escola do Bale pode até ter sido assim. A escola do Reeves foi: "não mova um músculo do rosto". A do Murilo Benício deve ter sido "cai fora, cara".

 

bem, nao sei q escola é essa, mas certamente ambos cabularam aula..06

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Bale é um bom ator e que ainda por cima escolhe bem os projetos dos quais participa (com excessão talvez' date=' desse Terminator: Salvation mas superestimam demais ele.[/quote']

 

 

 

Olha, discuti com meu primo um tempo atrás, dizendo q este Terminator seria bom pelo simples fato do Bale estar nele. Não porque sou fã do cara, mas pelas escolhas que ele faz, além de estar em alta por causa de Batman. Só que me ferrei 06.gif

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O ponto comum da crítica é:

 

 

Muito barulho por nada...

 

Melhor que o terceiro...

 

Bem inferior aos dois primeiros..

 

Ótimos efeitos...

 

Bale apagado..

 

Sam Worthington manda no filme...

 

 

 

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O curioso é que apesar dos pesares, Bostov não fala mal do filme.

 

Mas creio que ela está enganada ao afirmar que T3 foi ignorado, pois se assim fosse, não teríamos a Bryce Dallas interpretando o papel que foi da Claire Daines em T3. ;)

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ele deu a mesma nota q eu dei...hehehe

 

 

 

Bem recebido ou não. O Exterminador do Futuro 4: A Salvação é melhor do que o seu antecessor. Mesmo sem a presença do T-800 de Arnold Shwarzenegger destruindo cidades a fio, o longa consegue manter o padrão de pancadaria dos antecessores, com um fôlego ainda maior nas cenas de ação. Mas está longe de ser perfeito. Confira a crítica clicando em “Ver Completo”.


O Exterminador do Futuro: A Salvação
Por Arthur Melo

Quando em época do lançamento de O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, o diretor e criador dos dois primeiros longas, James Cameron (”oscarizado” pelo filme Titanic), declarou que torcia para que o filme fosse um grande fiasco, pois tudo o que deveria ser contado sobre a história do Exterminador já tinha sido exposto; o ponto final já fora dado. Realmente, A Rebelião das Máquinas não foi nenhum grande sucesso de bilheteria que compensasse o alto investimento de 250 milhões de dólares (mesmo não tendo prejuízo), mas ao menos deu espaço para um quarto episódio que, numa balança de vários aspectos, só não supera a competência de Cameron no roteiro.

Desta vez com 50 milhões a menos de investimento, a série atingiu um nível técnico invejável. Nada muito surpreendente, é verdade. Afinal, acompanha o passo da tecnologia de hoje, mas acumula muitos pontos com a ajuda da direção do até antes dos créditos iniciais, fraco McG. Exterminador do Futuro: A Salvação é o típico filme de ficção científica e ação que enaltece o currículo de qualquer diretor que queira prosseguir no gênero - e McG parece só se interessar por esta parte que lhe toca.

A história se passa no apocalíptico ano de 2018, em que John Connor (vivido por Christian Bale) lidera a resistência humana contra os exércitos de andróides exterminadores da Skynet, que devastou o planeta nos ataques do final do terceiro filme. Neste mesmo espaço de tempo, o homicida que vendeu seu corpo à experimentos científicos em 2003, Marcus Wright, se torna a peça-chave para um segredo da Skynet que determinará o futuro da guerra das máquinas contra humanos. Resta a Connor se unir - ou não - a Marcus para decidir a quem esse segredo será favorável.

A preocupação geral na produção é óbvia: a técnica. Os efeitos visuais são excelentes, mostrando-se menos eficazes apenas em passagens que muitas vezes podem correr despercebidas. O mesmo se aplica aos efeitos sonoros: nítidos, intensos e bem definidos; porém com menos falhas que os da computação gráfica. Por conta, o apogeu está nas projeções das cenas. Algumas das sequências de ação possuem dinâmica e realismo exemplares, usando e abusando de bons ângulos e tomadas que dão amplitude à visão do espectador, sem confundir ou estremecer (o “defeito” realista que alguns diretores buscam para esconder falhas). Uma coordenação precisa e segura - se McG queria armas para a sua batalha pessoal com Michael Bay (Transformers), um arsenal interessante foi cunhado.

Mas Bay ainda não está em desvantagem. Sua despretensão em extrair o melhor possível do elenco é imitada por McG. Mesmo com uma boa formação com atores que já provaram seu potencial, como Bale e Helena Bonhan Carter, o quesito artístico da película não convence a ponto de ser incontestável. Neste filme em que os exterminadores se transformaram em meros coadjuvantes e âncoras do título, os papéis humanos não são desenvolvidos ou, então, não fazem jus ao mostrado anteriormente. O próprio Connor de Christian Bale é um total oposto do conceito que fora construído na trilogia anterior. É agressivo e arrogante, causando até um reflexo da imagem egocêntrica que o ator deixou transparecer durante as filmagens, enquanto Bonhan Carter parece ter pecado no exagero para marcar a oposição de seus dois momentos na trama. Um escorregão de características não sugestionadas pelo comandante do filme.

Mas ainda há trunfos. Marcus Wright, fundamental para o desenvolvimento da trama, é sem dúvida o melhor personagem de A Salvação. Sua dualidade e busca por origens (um conceito batido, mas que funciona para dar coerência à história) divide espaço com um heroísmo despreocupado, jogando para o ator Sam Worthington uma carga protagonista que não serviu em Bale. Sua dupla com o jovem Anton Yelchin (o esforçado Chekov do novo Star Trek), na pele de Kyle Reese, resulta em um ótimo aproveitamento da primeira parte do filme.

Poucos clichês de fim de filme à parte, O Exterminador do Futuro: A Salvação garante uma boa continuidade ao que já foi contado antes por James Cameron e expandido por Jonathan Mostow - ainda que merecesse ter parado no segundo episódio. Mas é algo que só é válido para criar um bom filme-pipoca calcado em explosões e pirotecnia digital. Nada que um roteiro mais instigante e denso aliado a um olhar atento aos astros que comporta não possa melhorar na sequência.  Nota: 7

 

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O problema do terceiro filme é que tem altos e baixos incríveis. Acho a apresentação dos novos personagens bastante babacas (em especial Kate Brewster) e sem carisma (o pai dela). Aquele cara como John Connor ficou terrível, não pelo personagem estar inseguro no filme, mas o ator perde muito em carisma se comparado aquele do segundo filme, em especial sua falta de interação com T-800, no qual o segundo filme fez muito bem. O filme demora a engrenar (John preso na gaiola e conversando com Kate sobre o dia em que eles ficaram é constrangedora). T-X nem de longe é tão ameaçadora quanto T-800 no primeiro filme nem tão "invencível" quanto o T-1000. Transformaram T-800 num personagem cômico (algo que já havia me incomodado nas poucas cenas em que ele é mais mansinho ou fica dando sorrisos em T-2). As cenas que se salvam pra mim em T-3 é aquela primeira perseguição (que é onde eu acho que gastaram todo o orçamento do filme, pois não acredito que o restante do filme tenha consumido todo aquele dinheiro, acho os efeitos inferiores a T-2), a cena em que os robôs começam a agir por conta própria na Skynet (pra mim resgatou um pouco do clima apocalíptico do maravilhoso primeiro filme) e, talvez, o final. O restante do filme é bastante aquém do que eu esperava.

 

Reassisti os 3 filmes recentemente e pra mim fica:

 

T-1 - 9,5/10: simples, cruel e apocalíptico. A única coisa que me incomoda é a apresentação de Sarah Connor, na lanchonete. Mas bastante compreensível, muito cara brega de anos 80, datado.

 

T-2 extended - 8,5/10: não sei se prefiro a versão de cinema ou esta. São acrescentadas algumas cenas que tem relevância (como o diálogo entre Sarah e John quando exterminador é desligado) e outras que pra mim tornaram T-800 menos "robô". Ótimo pra desenvolver o apego de John Connor pela figura do pai que nunca teve, mas ruim por "amansar" nosso eterno Terminator. As cenas de ação são incríveis e isso me faz ter raiva de Cameron por desde Titanic estar inativo.

 

T-3 - 5,5/10: mais baixos do que altos, na minha opinião. A pior cena é Schwarza dando tilt e depois voltando ao normal. Se John Connor estava tão inseguro no filme, podiam ter feito o T-800 voltar a ser malzão daquela cena em diante, aí seriam 2 terminator atrás de John, o que faria com que ele desenvolvesse a coragem que é mostrada nos filmes anteriores e ainda faria ele ficar mais frio, tendo que destruir aquela figura que, no segundo filme, ele considerava como um pai. A ausência do "tantantan tan tan" criado por Brad Fiedel faz uma falta imensa.

Shiryu2009-06-04 17:47:57

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