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Inclusão Social


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No filme "A era do Gelo 2", vimos que animais de espécies diferentes se adaptam para viver harmoniosamente entre si.

 

As pessoas "especiais" tendem a se adaptar harmoniosamente entre os ditos normais.

 

Se até os animais conseguem se adaptar uns aos outros, porque não seremos capazes de fazer o mesmo? É só querer

 

Kikas2007-05-24 23:16:45

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Não é tão simples assim...

Você não pode utilizar uma ficção como exemplo.

Em "A Era do Gelo 2" especies que se relacionavam diretamente na cadeia alimentar (relação presa x predador) se juntaram. Isto não acontece com os animais de verdade. Segundo, nunca ouvi falar em uma relação de ajuda no mundo animal em que os interesses fossem estreitamente coletivos.

 

Um dos grade responsaveis pela exclusão scocial é o preconceito. E uma pessoa preconceituosa não é assim por que acha "legal", é quase como uma ideologia. Elas (nos) são (somos) muito ignorantes quando se trata de algum preconceito.

 

Mas não estou descartando a utilidadde desse tópico não. è bom ver que alguem faz algo para mudar, mesmo que seja só um topico.

 

 

 

 

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Isto não acontece com os animais de verdade. Segundo' date=' nunca ouvi falar em uma relação de ajuda no mundo animal em que os interesses fossem estreitamente coletivos.
[/quote']

 

Nunca ouviu falar em sociedade de insetos?03

 

 

Agora quanto à questão também acho o preconceito está muito enraizado na raça humana, digo isso, pois o preconceito existe em todos os povos e todas as culturas. E isso é muito difícil de mudar, porque desde que o mundo é mundo, existe o preconceito. Por isso que é muito importante todas as formas de inclusão social sim, é forçar uma atitude da sociedade.

 

Agora quanto ao filme, não vi. Mas também acho que não dá pra comparar uma ficção total (já que são animais pré-históricos e ninguém sabe como era a "sociedade" entre eles) e a nossa sociedade.01

 
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Sinceramente' date=' é ridículo comparar um filme infantil, obviamente com tendência de trazer uma lição de moral, com a vida real. Pelo menos trouxesse um filme de carne-e-osso, mas filme infantil com liçãozinha de moral é demais!!![/quote']



Não vi ao filme... mas está dizendo isso envolvendo a todas as animações em geral? 
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Para
que as pessoas tomem conhecimento real do que significa Inclusão Social
(e também para evitar que pessoas que só "ouviram o galo cantar, mas
não sabem onde" fiquem falando abobrinhas que empobrecem o tópico).

Esse é um assunto que deve ser muito discutido em toda e qualquer região e em todo e qualquer meio social.

O que é inclusão social?


Marta
Gil




Começando
a conversa: quem são as PPD - Pessoas Portadoras de Deficiência?



muitas maneiras de conceituar quem pode ser classificado como portador
de deficiência; estes conceitos mudaram, ao longo da História,
assim como as palavras utilizadas para exprimi-los. Termos como: retardado,
doentinho, aleijado, surdo-mudo, surdinho, mudinho, excepcional, mongolóide,
débil mental
e outros não são mais aceitos,
atualmente, pois carregam muitos preconceitos. E todos nós
sabemos o quanto as palavras são poderosas...


Atualmente,
os termos adequados são: Pessoa Portadora de Deficiência,
Pessoa com Deficiência ou Pessoa com Necessidades Especiais.
Estes termos sinalizam que, em primeiro lugar, referimo-nos a uma
PESSOA que, dentre outros atributos e características,
tem uma deficiência, mas ela não É esta
deficiência. O que importa, em primeiro lugar, é a pessoa.



Estes
termos também despertam controvérsias; cada um deles
tem defensores, com argumentos próprios. Acreditamos que
o fundamental é referir-se a estas pessoas ou conversar com
elas de forma natural e respeitosa.




Em
termos gerais, podemos definir que "Pessoa Portadora de Deficiência"
é a que apresenta, em comparação com a maioria
das pessoas, significativas diferenças físicas, sensoriais
ou intelectuais, decorrentes de fatores inatos e/ou adquiridos, de
caráter permanente e que acarretam dificuldades em sua interação
com o meio físico e social.


No
Brasil, o Decreto n. 3.298 de 20 de dezembro de 1999 considera pessoa
portadora de deficiência a que se enquadra em uma das seguintes
categorias:


Deficiência
Física
: "Alteração completa ou parcial
de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento
da função física, apresentando-se sob a forma
de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia,
tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação
ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade
congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas
e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções";


Deficiência
Auditiva
: "Perda parcial ou total das possibilidades auditivas
sonoras, variando em graus e níveis" que vão de
25 decibéis (surdez leve) à anacusia (surdez profunda);


Deficiência
Visual
: "Acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor
olho, após a melhor correção, ou campo visual
inferior a 20 (tabela de Snellen), ou ocorrência simultânea
de ambas as situações";


Deficiência
Mental:
"Funcionamento intelectual geral significativamente
abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento,
concomitante com limitações associadas a duas ou mais
áreas da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo
em responder adequadamente às demandas da sociedade";


Deficiência
Múltipla
: "É a associação, no
mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias
(mental/visual/auditiva/física), com comprometimentos que acarretam
conseqüências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade
adaptativa".


Uma
das possibilidades de ocorrência de deficiência múltipla
é a surdocegueira, na qual a pessoa tem uma perda substancial
de visão e audição, de tal forma que a combinação
das duas causa muita dificuldade no dia-a-dia, demandando o emprego
de metodologias próprias para comunicação e aprendizagem.


No
outro extremo da escala das habilidades intelectuais estão
as pessoas que são consideradas superdotadas ou com
altas habilidades, que se caracterizam por um notável
desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos,
isolados ou combinados:


  • Alta
    capacidade intelectual geral;
  • Aptidão
    acadêmica específica;
  • Pensamento
    criativo ou produtivo;
  • Capacidade
    de liderança;
  • Talento
    especial para artes;
  • Capacidade
    psicomotora.

Além
destes quatro tipos de deficiência anteriormente citados, há
um outro grupo de comportamentos e atitudes que se diferencia do padrão
considerado normal e que recebe o nome de condutas típicas.
Estas podem ser definidas como manifestações de comportamento
típicas de portadores de síndromes e quadros psicológicos,
neurológicos ou psiquiátricos, que ocasionam atrasos
no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em
grau que requeira atendimento educacional especializado.


Vale
a pena mencionar, ainda que brevemente, o autismo, que é
uma síndrome definida por alterações presentes,
em geral, por volta do 3º ano de vida e que se caracteriza pela presença
de desvios nas relações interpessoais, linguagem/comunicação,
jogos e comportamentos.


Dentre
os sinais mais característicos do autismo, podemos citar:


  • Tendência
    ao isolamento;
  • Movimentos
    repetitivos, aparentemente sem função e sem objetivo
    (esteriotipia);
  • Dificuldade
    no relacionamento com outras pessoas (não mantém diálogo,
    mantém o olhar distante, rejeita contatos físicos);
  • Faz
    uso de seu nome quando se refere a si próprio;
  • Repete
    palavras ou frases constantemente (ecolalia);
  • Ausência
    de noção de perigo;
  • Permanência
    em situação de fantasia desvinculada da realidade;
  • Hiperatividade
    intensa e permanente;
  • Necessidade
    de manter rotinas obsessivas de comportamento, apresentando reação
    de pânico quando há alguma interferência.



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Ótimo, obrigado Veras. Agora podemos falar sobre o assunto de maneira mais específica: inclusão social voltada às PPD.

Seria mais fácil resolver o problema fazendo uma lei que coloca todos os PPDs dentro da universidade e do mercado de trabalho, como nas malditas cotas. Seria um jeito de passar por cima do problema. Tapar o buraco com fita isolante. O que já se faz pelos PPDs é muito bom. Já visitei a AACD, e é realmente muito bom. O que precisa é de ampliação, mais apoio do governo. Se toda escola pública tivesse uma mini AACD, creio que chegaríamos à inclusão social das PPDs. E para os já adultos, projetos semelhantes, que ajudem as PDDs a terem funções dentro de suas limitações.

 

O que o LUUCH muito antecipado falou também está certo. Deve partir de nós, que não temos nenhuma deficiência físico-mental, a compreensão e a aceitação dessas pessoas.
Anakin2007-05-25 19:38:53
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 Eu acho que mais ou menos entendo o que kikas quis colocar.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

 Anyway, não vamos “utopizar” a coisa, deficientes (com necessidades especiais, como queiram), tem as suas limitações sim, mas eles tentam superá-la superutilizando (?) o resto de suas outras habilidades.  A tal da adaptação.

 

 Exemplo: Onde trabalho há uma menina de 10 anos,com tamanho de 5, com doenças nos ossos.

 Ela usa cadeira de rodas, daí  tivemos uns  15 dias p/ adaptar toda escola, tipo colocar rampas.

  Achei ótimo, pq as cidades são construídas como se não houvessem deficientes.

 

 By the way, a menina é uma mala! Afff! Achei que ela se sentiria excluída, mas ela persegue os meninos com a cadeira de roda, usa gloss (demais) e mostra dedo do meio... afff!

 Isso me faz pensar que na cabecinha deles, eles não se vêem como incapazes e querem fazer coisas (pelo menos tentar) que os outros fazem... pq não ?

 

 Devido a inclusão há alguns deficientes em classes de alunos não-deficientes.  É lógico que os demais alunos precisam ajudar sempre...mas não é isso a inclusão?

 

 O preconceito existe até entre os profissionais tb, tipo se o aluno é lento (muiiiito lento) não consegue aprender português e matemática, então tudo o mais que ele possa/saiba  fazer é desprezado... afff!

 

 Tá, ficou longo a budega, sorry!08

 

Maria shy2007-05-25 19:39:34
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Sinceramente' date=' é ridículo comparar um filme infantil, obviamente com tendência de trazer uma lição de moral, com a vida real. Pelo menos trouxesse um filme de carne-e-osso, mas filme infantil com liçãozinha de moral é demais!!![/quote']

 

Não vi ao filme... mas está dizendo isso envolvendo a todas as animações em geral? 

 

 

 

Sim, todos os filmes de animação trazem uma lição de moral. Todos sem exceção. Se houver, alguém me dê um exemplo q eu alugarei o filme.

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 Eu acho que mais ou menos entendo o que kikas quis colocar.

 

 Anyway' date=' não vamos “utopizar” a coisa, deficientes (com necessidades especiais, como queiram), tem as suas limitações sim, mas eles tentam superá-la superutilizando (?) o resto de suas outras habilidades.  A tal da adaptação.

 

 Exemplo: Onde trabalho há uma menina de 10 anos,com tamanho de 5, com doenças nos ossos.

 Ela usa cadeira de rodas, daí  tivemos uns  15 dias p/ adaptar toda escola, tipo colocar rampas.

  Achei ótimo, pq as cidades são construídas como se não houvessem deficientes.

 

 By the way, a menina é uma mala! Afff! Achei que ela se sentiria excluída, mas ela persegue os meninos com a cadeira de roda, usa gloss (demais) e mostra dedo do meio... afff!  ( Desculpe Shy, mas isso é tragicamente cômico)060606

 Isso me faz pensar que na cabecinha deles, eles não se vêem como incapazes e querem fazer coisas (pelo menos tentar) que os outros fazem... pq não ?

 

 Devido a inclusão há alguns deficientes em classes de alunos não-deficientes.  É lógico que os demais alunos precisam ajudar sempre...mas não é isso a inclusão?

 

 O preconceito existe até entre os profissionais tb, tipo se o aluno é lento (muiiiito lento) não consegue aprender português e matemática, então tudo o mais que ele possa/saiba  fazer é desprezado... afff!

 

 Tá, ficou longo a budega, sorry!08

 

[/quote']

 

Entendi o que vc quis dizer, e concordo em partes. Agora, há ocasiões  em que forçar uma inclusão é prejudicial à pessoa. O caso do menino lerdo: Se ele é muito lerdo, por mais que ele venha se sentir excluído, é necessario que ele estude em uma escola para crianças com dificuldade de aprendizagem, caso contrario, ele tomaria repetidas bombas e o que era para ser uma inclusão acaba por se tornar uma exclusão.

Eu tenho um caso típico na família. Minha irmã é portadora de DAB (Disturbi Afetivo Bipolar) ou Bipolaridade, ou até mesmo a chamad "Doidera". Ela aparentemente é normal, devido as circunstancias impostas pela doença ela estuda em um colegio para pessoas especia, com dificuldade. Minha irmã que sempre foi inteligente (ou seja, em relação à materia em si, ela sempre foi muito bem e sempre aprendeu muito rapido), está tendo que dividir a sala com alunos que tem paralisia nos musculos, alunos com sindrome de Down, esquizofrenicos entre outros. Eu não me acostumeicom isso, me doi o coração ver minha irmã que sempre considerei super inteligente e capaz estudar na 8ª serie materia da 5ª serie e com pessoas que APARENTEMENTE (repito, APARENTEMENTE) estão abaixo da capacidade dela. (peço desculpas pelo insensibilidade, mas estou demonstrando meus sentimentos após a minha primeira impressão sobre os colegas dela. Não acho que hora de falso pudor por isso expresso meu sentimento de maneira crua, até por que acho qu muita gente ja se achou mais capaz que um deficiente). Em suma, mesmo tendo este sentimento sei que é necessario que minha irmã estude la, pois se a colocasse em uma escola "regular" ela tiraria notas boas, mas seu comportamento e suas atitudes poderiam tornar a vida dela um inferno.

Resumo de tudo isso: muitas vezes para inclusão é necessario que voce, em um primeiro ato, exclua a pessoa da sociedade para que, posteriormente, ela possa ter condições de se incluir de forma concreta.

 

 

 

Ahh.. Em relação aos colegas da minha irmã, venho conhecendo melhor eles, e vejo que realmente em alguns pontos eu tenho mais capacidade que eles, mas em outros eles têm melhor percepção e capacidade que eu. Exemplo: o proprio preconceito. (ou a falta dele)

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Sinceramente' date=' é ridículo comparar um filme infantil, obviamente com tendência de trazer uma lição de moral, com a vida real. Pelo menos trouxesse um filme de carne-e-osso, mas filme infantil com liçãozinha de moral é demais!!![/quote']

Não vi ao filme... mas está dizendo isso envolvendo a todas as animações em geral? 


Sim, todos os filmes de animação trazem uma lição de moral. Todos sem exceção. Se houver, alguém me dê um exemplo q eu alugarei o filme.


No caso dass animações mais conhecidas (principalmente Disneys), também concordo...
Mas você as subestimou feio. Não acha que uma animação tem o mesmo potencial de abordar temáticas e lições de moral quanto um filme "carne-e-osso?
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Lluch, isso que você está dizendo não é o que os

estudos de casos mostraram até então. Uma criança que cresce num

ambiente de pessoas sem deficiência desenvolve extremamente melhor suas

capacidades do que uma que freqüenta espaços "separados".

 

Não

se trata simplesmente de transferir os alunos da escola especial

para a escola regular, mas sim de remodelar e modificar a escola regular

para que esta possa atender a uma mais ampla variedade de alunos.

 

E quando falo de remodelar, falo não só do caráter físico, arquitetônico, mas também do esquema disciplinar da escola.

 

No site da SALTO, encontrei uma resposta técnica às dúvidas de muitos:

Por que

incluir crianças com deficiência na escola regular?

Em

muitos países do mundo ocidental, os professores vêm

fazendo esta pergunta, às vezes em voz alta, às vezes

consigo mesmos, em diversas ocasiões.

Para

muitos, a integração escolar de alunos com deficiência

é uma provocação ao profissionalismo do professor.

A lógica da inclusão (veja-se a Declaração

de Salamanca) constitui a essência do ideal democrático.

Os

benefícios da inclusão de alunos com necessidades

educativas especiais na escola regular são evidentes (apesar

das dificuldades) e TODOS os autores desta integração

"lucram" com ela.

Vários

estudos comparativos realizados principalmente nos EUA e nos países

escandinavos, onde este movimento existe há mais tempo, revelam

a seguinte situação:

Benefícios

para os alunos com deficiências

  • Eles

    encontram modelos positivos nos colegas;

  • Contam

    com assistência por parte dos colegas;

  • A

    criança cresce e aprende a viver em ambientes integrados;

Benefícios

para os alunos que não são deficientes

  • A

    melhor forma de aprenderem a lidar com as diferenças individuais;

  • Oportunidade

    para praticar e partilhar as aprendizagens;

  • Diminuição

    da ansiedade face aos fracassos ou insucessos.

Benefícios

para todos os alunos

  • Compreensão

    e aceitação dos outros;

  • Reconhecimento

    das necessidades e competências dos colegas;

  • Respeito

    por todas as pessoas;

  • Construção

    de uma sociedade solidária;

  • Desenvolvimento

    de apoio e assistência mútua;

  • Desenvolvimento

    de projetos de amizade;

  • Preparação

    para uma comunidade de suporte e apoio.[/quote']

 

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Respondendo ao Hal2000.

 

 

 

Não do mesmo modo. As animações no geral são muito artificiais no quesito drama. Peguemos como exemplo "a Era do Gelo" (1). Ao longo do filme, vemos uma criancinha sendo compartilhada por um mamute, uma preguiça e um tigre. Suponhamos q a criança seja uma saco de dinheiro e q o mamute seja uma pessoa comum, a preguiça um débil mental e o tigre um bandido super-perigoso. Vc não acha isso (no mínimo) forçado? E estou pegando o "espírito" desses personagens.

 

 

 

Sendo assim, os filmes de carne-e-osso, tendem a ser mais verossímeis e convincentes, simplesmente graças ao fato deles não serem tão... surreais. Obviamente q não depende só disso. Deve haver um bom diretor, atuações ótimas, roteiro, etc.

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Lluch' date=' isso que você está dizendo não é o que os

estudos de casos mostraram até então. Uma criança que cresce num

ambiente de pessoas sem deficiência desenvolve extremamente melhor suas

capacidades do que uma que freqüenta espaços "separados".

 

2 Não

se trata simplesmente de transferir os alunos da escola especial

para a escola regular, mas sim de remodelar e modificar a escola regular

para que esta possa atender a uma mais ampla variedade de alunos.

 

E quando falo de remodelar, falo não só do caráter físico, arquitetônico, mas também do esquema disciplinar da escola.

 

No site da SALTO, encontrei uma resposta técnica às dúvidas de muitos:

Por que

incluir crianças com deficiência na escola regular?

Em

muitos países do mundo ocidental, os professores vêm

fazendo esta pergunta, às vezes em voz alta, às vezes

consigo mesmos, em diversas ocasiões.

Para

muitos, a integração escolar de alunos com deficiência

é uma provocação ao profissionalismo do professor.

A lógica da inclusão (veja-se a Declaração

de Salamanca) constitui a essência do ideal democrático.

Os

benefícios da inclusão de alunos com necessidades

educativas especiais na escola regular são evidentes (apesar

das dificuldades) e TODOS os autores desta integração

"lucram" com ela.

Vários

estudos comparativos realizados principalmente nos EUA e nos países

escandinavos, onde este movimento existe há mais tempo, revelam

a seguinte situação:

Benefícios

para os alunos com deficiências

  • 1 Eles

    encontram modelos positivos nos colegas;

  • Contam

    com assistência por parte dos colegas;

  • A

    criança cresce e aprende a viver em ambientes integrados;

Benefícios

para os alunos que não são deficientes

  • A

    melhor forma de aprenderem a lidar com as diferenças individuais;

  • Oportunidade

    para praticar e partilhar as aprendizagens;

  • Diminuição

    da ansiedade face aos fracassos ou insucessos.

Benefícios

para todos os alunos

  • Compreensão

    e aceitação dos outros;

  • Reconhecimento

    das necessidades e competências dos colegas;

  • Respeito

    por todas as pessoas;

  • Construção

    de uma sociedade solidária;

  • Desenvolvimento

    de apoio e assistência mútua;

  • Desenvolvimento

    de projetos de amizade;

  • Preparação

    para uma comunidade de suporte e apoio.

 

Paises Escandinavos. Não se pode compara-los com o Brasil onde o nível de ignorancia é muito maior. A ignorancia depende da educação da familia e da educação no sentido escolar. A partir do momento em que você vive em um pais em que a escola não so qualifica mão-de-obra, mas tambem socializa e educa, estes metodos se tornam eficazes. Estamos no Brasil, onde a educação tem carater apenas economico para a maioria das famílias. Não há uma socialização primaria e nem secundaria de qualidade do Brasil. Por varios motivos as crianças aprendem a serem preconceituosas (mesmo que involuntariamente) e individualistas (vide " Por que ninguém pára - By Kikas). Qualquer um que saia do comportamento padrão é discriminado.

 

Tenho uma prova disso em casa. Em resumo, a bipolaridade afeta o comportamento da pessoa de maneira repentina. As vezes deprimida, as vezes muita alegre, as vezes cheia de manias, as vezs irritadiça. Minha irmã foi expulsa de um colegio de freiras por causa destes comportamentos (que sempre são muitoooo exagerados). Era totalmente discrimanada pelas colegas dela, e pior, todos achavam que ela era super mimada pela minha mãe.

 

Quando ela foi para um colégio especial sua atitude começou a melhorar e começou a interagir de maneira mais adequada em relação a sociedade. Clarou que isso não curou a DAB (até porque não tem cura), mas ajudou bastante.

 

 

 

1 Não entendi. Modelos positivos porquê?  O deficiente aprende que o objetivo dele é ser como uma pessoa normal? Não seria ao contrario? Não é o normal que deveria enxergar o deficiente como um modelo positivo, de superação e luta?

 

2 Tambem deveria haver uma mudança nas escolas, mas em muitos paises essa mudança tem que ser feita no comportamento dos outros colegas. Sim, existe deficientes que têm condições de serem bruscamente integrados a uma escola regular (caso deficientes fisicos), mas outros não (caso: Bipolares, garotos com dificuldade de aprendizagem, surdos, mudos etc...), estes deveriam primeiro passar por uma escola especial para que, PELO MENOS, aprendam a lhe dar com a propria deficiencia. As palavras são fatais. Se você é gordo e não liga para isso, se alguem te chamar de "fofinho", "baleinha"  etc... Vc encara numa boa, tanto faz como tanto fez. Agora, se vc tem um complexo com isso, vc pode ficar arrasado, se sentir mal, triste etc...

LLUCH2007-05-25 22:22:49

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 Exemplo: Onde trabalho há uma menina de 10 anos' date='com tamanho de 5, com doenças nos ossos.

 Ela usa cadeira de rodas, daí  tivemos uns  15 dias p/ adaptar toda escola, tipo colocar rampas.

  Achei ótimo, pq as cidades são construídas como se não houvessem deficientes.

 

 By the way, a menina é uma mala! Afff! Achei que ela se sentiria excluída, mas ela persegue os meninos com a cadeira de roda, usa gloss (demais) e mostra dedo do meio... afff!

 

[/quote']

 

Isso talvez seja consequência da exclusão social da menina, Shy. Lembre-se de que cada um reage diferente em uma mesma situação.

 

Tenho um vizinho que é deficiente mental. Ele tem 13 anos (mais alto que eu) e não sabe ler nem escrever. ele tem assistência, mas não tem vontade de nada. Fica pedindo presentes para os outros, e passa o tempo todo na rua, jogando bola ou brincando de carrinho. Chega a ser irritante. Nesse caso, a reação do menino foi a acomodação. Já que todos tem dó dele por ser uma PPD, ele prefere ficar assim mesmo...
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Respondendo ao Hal2000.

Não do mesmo modo. As animações no geral são muito artificiais no quesito drama. Peguemos como exemplo "a Era do Gelo" (1). Ao longo do filme' date=' vemos uma criancinha sendo compartilhada por um mamute, uma preguiça e um tigre. Suponhamos q a criança seja uma saco de dinheiro e q o mamute seja uma pessoa comum, a preguiça um débil mental e o tigre um bandido super-perigoso. Vc não acha isso (no mínimo) forçado? E estou pegando o "espírito" desses personagens.

Sendo assim, os filmes de carne-e-osso, tendem a ser mais verossímeis e convincentes, simplesmente graças ao fato deles não serem tão... surreais. Obviamente q não depende só disso. Deve haver um bom diretor, atuações ótimas, roteiro, etc.[/quote']



Muito artificiais em quesito drama? Já ouviu falar em Rei Leão?
Acho que é o filme em que mais revi e nunca deixo de me emocionar. Depois procure perguntar a um guri qualquer (o ponto 'objetivo' a ser acertado na maioria das vezes, já que se trata de uma animação Disnets)  sobre sua reação para com o filme... ...será 'legal' e nada mais.
HAL20002007-05-26 00:02:53
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Respondendo ao Hal2000. Não do mesmo modo. As animações no geral são muito artificiais no quesito drama. Peguemos como exemplo "a Era do Gelo" (1). Ao longo do filme' date=' vemos uma criancinha sendo compartilhada por um mamute, uma preguiça e um tigre. Suponhamos q a criança seja uma saco de dinheiro e q o mamute seja uma pessoa comum, a preguiça um débil mental e o tigre um bandido super-perigoso. Vc não acha isso (no mínimo) forçado? E estou pegando o "espírito" desses personagens. Sendo assim, os filmes de carne-e-osso, tendem a ser mais verossímeis e convincentes, simplesmente graças ao fato deles não serem tão... surreais. Obviamente q não depende só disso. Deve haver um bom diretor, atuações ótimas, roteiro, etc.[/quote']

 

Muito artificiais em quesito drama? Já ouviu falar em Rei Leão? Acho que é o filme em que mais revi e nunca deixo de me emocionar. Depois procure perguntar a um guri qualquer (o ponto 'objetivo' a ser acertado na maioria das vezes, já que se trata de uma animação Disnets)  sobre sua reação para com o filme... ...será 'legal' e nada mais.

 

 

 

Já eu não gostei de "O Rei Leão" tanto assim. Pra começar, o filme possui dois personagens muito forçados: Timão e Pumba. São fraquíssimos e q nunca chegaram a me encantar. Simba, pra mim, sempre foi um leãozinho mimado e Scar, bom, é o auge do clichê, junto com as hienas. Pra falar a verdade, acho q as únicas animações q já vi, q me emocionaram e q posso dizer q são excelentes são "A Bela e A Fera" e "Irmão Urso". bern[email protected] 10:58:31

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Bernardo' date=' duas palavras pra você: Akira e Bicicletas de Belleville. Ok, foram mais do que duas palavras, mas valeram muito mais tudo o que você já disse aqui.

 

[/quote']

 

 

 

Sim, Troy, mas me referia mais a animações infantis e creio q "Akira" e nem "As Biciletas de Belleville" não tentam esconder qq crueldade ou ato vil q sua história conta, mesmo não tendo visto. Se fosse assim, poderíamos citar toda a filmografia do diretor Haya Myiazaki. Mas mesmo assim obrigado pela dica. 03.gif[email protected] 11:01:04

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Respondendo ao Hal2000. Não do mesmo modo. As animações no geral são muito artificiais no quesito drama. Peguemos como exemplo "a Era do Gelo" (1). Ao longo do filme' date=' vemos uma criancinha sendo compartilhada por um mamute, uma preguiça e um tigre. Suponhamos q a criança seja uma saco de dinheiro e q o mamute seja uma pessoa comum, a preguiça um débil mental e o tigre um bandido super-perigoso. Vc não acha isso (no mínimo) forçado? E estou pegando o "espírito" desses personagens. Sendo assim, os filmes de carne-e-osso, tendem a ser mais verossímeis e convincentes, simplesmente graças ao fato deles não serem tão... surreais. Obviamente q não depende só disso. Deve haver um bom diretor, atuações ótimas, roteiro, etc.[/quote']

Muito artificiais em quesito drama? Já ouviu falar em Rei Leão? Acho que é o filme em que mais revi e nunca deixo de me emocionar. Depois procure perguntar a um guri qualquer (o ponto 'objetivo' a ser acertado na maioria das vezes, já que se trata de uma animação Disnets)  sobre sua reação para com o filme... ...será 'legal' e nada mais.


Já eu não gostei de "O Rei Leão" tanto assim. Pra começar, o filme possui dois personagens muito forçados: Timão e Pumba. São fraquíssimos e q nunca chegaram a me encantar. Simba, pra mim, sempre foi um leãozinho mimado e Scar, bom, é o auge do clichê, junto com as hienas. Pra falar a verdade, acho q as únicas animações q já vi, q me emocionaram e q posso dizer q são excelentes são "A Bela e A Fera" e "Irmão Urso".


Cadê o bendito desenvolvimento, meu filho? Timão e Pumba são essenciais na trama, além de serem o 'ombro de apoio' para o leão contribuindo para momentaneos ensinamentos simbolizando amizade, são figuras que tornam diversidade (religião, política, cultura...) entre todos personagens do filme.

Isso já tá cansando. Siga o exemplo do Troy e veja mais animações. São meios muuuito extensos onde não vejo limitação alguma para oferecerem qualquer temática que seja.
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Mas, como já disse, os ensinamentos não são nada sutis, surgindo mais como uma aula de ética e bons valores. Além de ser forçado.

 

 

 

E eu já vi várias animações meu caro. Praticamente toda a filmografia da disney e de Hayao Myiazaki, só acho sem cabimento comparar historinhas prontas como da Disney com histórias sensíveis e tocantes vindas dum diretor excepcional como Myiazaki.

 

 

 

Tb não vejo limitações. Exceto pelo fato de já virem com uma bula, modo de usar e etc. Se passasse longe disso e investisse mais na história do q simplesmente em liçõezinhas de moral (como Myiazaki faz) se sairpia muuuuuuuuuito melhor. Veja por exemplo, uma história q tinha tudo pra dar certo, e acabou sendo decepcionante: "Tarzan". Apela pra músicas sentimentalóides e não cansa de mostrar seus personagens com cara de peixe [email protected] 11:18:10

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Mas' date=' como já disse, os ensinamentos não são nada sutis, surgindo mais como uma aula de ética e bons valores. Além de ser forçado.

E eu já vi várias animações meu caro. Praticamente toda a filmografia da disney e de Hayao Myiazaki, só acho sem cabimento comparar historinhas prontas como da Disney com histórias sensíveis e tocantes vindas dum diretor excepcional como Myiazaki.

Tb não vejo limitações. Exceto pelo fato de já virem com uma bula, modo de usar e etc. Se passasse longe disso e investisse mais na história do q simplesmente em liçõezinhas de moral (como Myiazaki faz) se sairpia muuuuuuuuuito melhor. Veja por exemplo, uma história q tinha tudo pra dar certo, e acabou sendo decepcionante: "Tarzan". Apela pra músicas sentimentalóides e não cansa de mostrar seus personagens com cara de peixe morto.[/quote']

 
OMG, os 'ensinamentos' podem ser mostrados de váárias maneiras causando a diversidade apartir da arte/direção. E aí que tá... Mesmo se para VOCÊ, esses ensinamentos sejam forçados e sutis, não deixou de ser mostrado apartir de cenas poéticas que me emocionaram (e emocionam até hoje) profundamente.

Os dois lados apesar de se tratarem de animações, possuem as mesmas oportunidades. O que diferencia, é que são artes totalmente diferentes, provindo dos meios culturais etc... logo, a estratégia de marketing e intenção do diretor, sempre influencia.

E quanto ao Tarzan, que não vi, creio que a cara de peixe morto' (santa ignorância, batman") vinda dos personagens, com certeza foram feitas apartir de algum embasamento e estudo.
Enfim, tratando da característica das artes, é óbvio e extremamente necessário que haja variações.

(Isso já cansou07)
HAL20002007-05-26 12:25:05
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