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Forum Cinema em Cena

Across the Universe, de Julie Taymor


-felipe-
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Eu já imaginava que o filme seria um fracasso. Além de eu nunca ter visto um único trailer' date=' o filme conta uma história cafona e bestinha. E com um título, cartaz e material de divulgação tão pouco vendável...

 

Outro para ir ao HD do PC.09
[/quote']

 

Eu já acho o contrário. A premissa é bem interessante e a idéia de reunir músicas do Beatles para narrar uma história de amor com pano de fundo político bastante ousada. O material disponibilizado, fotos, cartazes foi bastante generoso e algumas imagens são belíssimas. Não tem como dar errado e é justamente esse o grande problema. Os ingredientes são ótimos, só preciso conferir se a receita funcionou. A crítica pegou pesado com o filme, não cheguei a captar os detalhes, mas percebi que houve um certo desapontamento. Ou seja, "tempero" não falta.

 

O fracasso de bilheteria/público só me preocupa no que se refere à disponibilidade em ver o filme ainda em cartaz por mais tempo para que eu possa vê-lo no cinema, no mais, se era para ser um sucesso e não foi, se está realmente sendo um fracasso ou não, não faz diferença. No final das contas, o que conta é o filme.03
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O fracasso de bilheteria/público só me preocupa no que se refere à disponibilidade em ver o filme ainda em cartaz por mais tempo para que eu possa vê-lo no cinema' date=' no mais, se era para ser um sucesso e não foi, se está realmente sendo um fracasso ou não, não faz diferença. No final das contas, o que conta é o filme.03
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Eu só falei aquilo pois o assunto que esava sendo discutido era seu fracasso no Brasil.

 

Sobre material de divulgação, daí é pessoal. Eu achei horroroso e muito cafona, fotos pavorosas.
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Email recebido do grupo Severiano Ribeiro!

 

Prezado Neudson,

 

agradecemos o seu

contato.

 

As distribuidoras dos filmes

são as responsáveis pela estratégia de lançamento de seus filmes, decidindo a

data de lançamento do mesmo e como será seu lançamento, nacional ou

regional.

 

Neste caso, como o número de

cópias produzidas pela distribuidora era insuficiente para atender a todas

as cidades brasileiras, algumas ficarão para um lançamento

posterior.

 

Atenciosamente,

Dept. Marketing

Cinemas Severiano

Ribeiro

 

 

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Eu já imaginava que o filme seria um fracasso. Além de eu nunca ter visto um único trailer' date=' o filme conta uma história cafona e bestinha. E com um título, cartaz e material de divulgação tão pouco vendável...

 

Outro para ir ao HD do PC.09
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Eu já acho o contrário. A premissa é bem interessante e a idéia de reunir músicas do Beatles para narrar uma história de amor com pano de fundo político bastante ousada. O material disponibilizado, fotos, cartazes foi bastante generoso e algumas imagens são belíssimas. Não tem como dar errado e é justamente esse o grande problema. Os ingredientes são ótimos, só preciso conferir se a receita funcionou. A crítica pegou pesado com o filme, não cheguei a captar os detalhes, mas percebi que houve um certo desapontamento. Ou seja, "tempero" não falta.

 

O fracasso de bilheteria/público só me preocupa no que se refere à disponibilidade em ver o filme ainda em cartaz por mais tempo para que eu possa vê-lo no cinema, no mais, se era para ser um sucesso e não foi, se está realmente sendo um fracasso ou não, não faz diferença. No final das contas, o que conta é o filme.03

 

Acho que o pessoal dá muita importância para o que a crítica "conceituada" e impressa fala, pense ou escreve. Se fosse deixar se levar por péssimos profissionais na sua maioria, filmes como Laranja Mecânica, Blade Runner entre outros seriam execráveis. Então não confio em ninguém só em mim mesmo. Eu não preciso do esboço ou mal esboço de uma opinião pastel, preconceituosa e muitas vezes Maria vai com as outras para levar filme X em consideração ou não.

Plutão Orco2007-12-18 11:21:34
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ACROSS THE UNIVERSE - 6/10 - A idéia era boa, mas a diretora Julie Taymor e o fraco roteiro da dupla Dick Clement e Ian La Fresnais transformaram o filme em um colcha de retalhos musical onde muitos eventos ocorrem e até mesmo personagens existem apenas para que exista uma razão, coerente ou não, para que esta ou aquela música dos Beatles seja usada. Embora existam alguns bons momentos ("Let It Be", "Come Together", "I Want You", "Hei, Jude"), os eventos ocorrem através das músicas, ou seja, a história existe para atender os versos e não necessariamente estabelecer alguma coerência narrativa. Em contrapartida, o elenco é muito bom. Evan Rachel Wood continua irresístivel em todos os sentidos, mas o destaque são os "garotos" Jim Sturgees, Joe Anderson e Martin Luther. Tecnicamente destaca-se a fotografia, Taymor apenas faz o bom uso da câmera lenta, mas ela mesmo se perde com o seu excesso de preciocismo nas passagens mais psicodélicas e vazias, mesmo que bonitas esteticamente. Poderia ser memorável, mas é apenas um esforço criativo bastante irregular.
Thiago Lucio2007-12-21 09:11:13
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  • 1 month later...

Eu não gostei muito não. A idéia é legal a principio e tal mas a Julie Taymor não soube lidar com o material muito menos criar alguma coisa com ele .

Digamos que enquanto o filme tem uma roupagem bonita nas músicas, que tentam encobrir a história fraquinha (engraçado que ela achou que só costurando uma letra na outra ia ser algo ótimo...) seria fundamental que a direção dela complementasse ou melhorasse isso de alguma forma, mas o problema é que vendo o filme a gente percebe que ela não tem a mínima idéia do que tá fazendo, é como se tivessem dado a camera pra um amador ou um estreante-muito-deslumbrado que acha que só misturando cenários, formas de filmar, adicionando qualquer coisa bizarra pelo caminho e pegando tudo de forma linear e jogando na tela ia saír um mistura perfeita ou algo que fosse ao menos agradável de ver aos olhos, o que a príncipio até é, mas depois de meia hora já cansa, já perde a graça, e o roteiro sucumbe junto...porque tu não conseguiu te apaixonar por aquele "universo" que ela tinha intenção de causar . E ta aí a grande falha do filme, os protagonistas tavam lá fazendo os seus papéis direitinho (a Evan tá ótima), e as músicas tavam lá pra acompanhar ... mas...

 

O trailer é melhor que o filme, mas tbm não vou dizer que é de todo ruin, claro que não, tem algumas ceninhas bem legais *as do começo* e umas poucas partes que embora não tejam razão de existir são bonitas de se ver *o q provavelmente era a intenção*, a parte técnica é legal tbm e a voz da maioria dos atores é boa

 

Pena porque eu queria ter gostado desse...

 

2/5
Beckin2008-01-31 22:38:19
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Já tenho uma desconfiança natural com musicais, mas alguns arrisco a assistir. Esse, revezando uma música do Beatles com um protesto político é um dos mais entediantes que eu já vi. A culpa é minha, claro, já que o filme certamente funciona melhor para um fã da banda do que para um leigo. A história é bem fraca e mascarar ela com as músicas dos caras não funcionou muito. Só para você pegar o espírito do filme, saiba que no final irá tocar “All You Need Is Love” no telhado de um prédio. Recomendado para os fãs do Beatles ou para quem gosta de viagens alucinógenas(literalmente, nesse caso), para o restante fica a desconfiança de o filme ser um musical

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2/5

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Como fã de Beatles, de musicais e de todo o movimento dos 60's, me decepcionei triplamente com o filme.

 

Apesar da fotografia maravilhosa, a história é realmente fraquinha e forçaram muito a barra para colocar tantas referências.

 

Em especial a dupla Sadie/Jo-jo como uma versão de Janis/Jimi muito da sem graça.

 

As cenas em que o Bono Vox aparecem são uma referência à "Ken Kesey e os Festivos Gozadores", uns malucos que saíram em um ônibus fazendo performances e distribuindo LSD. Para quem não conhece a história, foi só uma participação especial bizarra que entra e sai sem maiores explicações; para quem conhece, foi uma péssima escolha botar o mauricinho do Bono pra representar o guru do LSD .... sem contar que a versão dele de I am the walrus ficou fraquíssima.

 

Fora isso, tem as obviedades bobinhas do tipo With a little help from my friends ser passada num dormitório estudantil; ou a já mencionada All we need is love no final feliz....

 

 

 

Pra não falar que não gostei de nada: a versão da garota cantando I wanna hold your hand pra outra garota ficou bem bonitinha ....

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  • 2 weeks later...

Parei por enquanto. Tá legalzinho até, mas a Taymor filma coisas desconexas, que nada tem a ver com a história (o garoto no meio da guerra racial, a garota lésbica, etc.). Sem contar que depois disso ela volta sua atenção a questões pequeno-burguesas de filhinhos de papai, fica no mínimo chato! Mas sei lá, talvez os cortes tenham prejudicado o filme, vai saber...

 

Mas amanhã termino.
Bernardo2008-02-23 22:08:22
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Ber, acho melhor esperares um pouco mais pra julgar, hehehe. O garotinho no meio da revolta e a garota lésbica têm sua participação na estória.

 

Fora isso, concordo com quem disse que o filme é bom para os fãs da banda. Infelizmente, há essa restrição, pois para apreciar plenamente essa obra é necessário conhecer a história da banda e compreender a mensagem que, ao fim e ao cabo, eles deixaram para o mundo. E, contrário ao que se poderia pensar, não é apenas por causa da última música que toca, mas é toda uma construção narrativa que se foca não no que junta o casal, mas no que o separa. Os pontos cruciais são o número de Revolution, Hey Jude e obviamente o número final. Também se deve prestar atenção à sobreposição de Across the Universe com Helter Skelter. Não quero ser mais específico pra não atrapalhar quem venha a conferir.

 

Ah, e apesar de não ser tão relevante na supracitada construção narrativa, o melhor número é I Want You, que é excelente na combinação de imagem e som para fazer a crítica desejada. E a versão da música criada para o filme é 161616
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Então é melhor eu me calar mesmo.

 

Mas só pra finalizar, torço pra que o Jude morra estraçalhado por um trator e que seus miolos sejam devorados por um bando de ratazanas de esgoto.

 

[Foras mode off]

 

 

Mas amanhã termino.



OFF: Bernado' date=' como você consegue dar uma pausa tão demorada assim??? xD Verá do começo de novo né?
[/quote']

 

Sim, sim. Tbm não consigo terminar filmes com longa(s) pausa(s). 
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a garota lésbica têm sua participação na estória.

 

 

Pode ser que tenha haver com a mensagem que os Beatles quiseram deixar mas eu achei a personagem tão avulsa na história, extremamente desconexa com qualquer ponto da trama, mesmo que eles tentem bastante o contrário (como em algumas cenas passadas no apartamento). Tem partes que ela aparece (do nada por sinal) e tu nem lembra mais da onde saiu a personagem, não acho isso um bom sinal
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a garota lésbica têm sua participação na estória.

 

 

Pode ser que tenha haver com a mensagem que os Beatles quiseram deixar mas eu achei a personagem tão avulsa na história' date=' extremamente desconexa com qualquer ponto da trama, mesmo que eles tentem bastante o contrário (como em algumas cenas passadas no apartamento). Tem partes que ela aparece (do nada por sinal) e tu nem lembra mais da onde saiu a personagem, não acho isso um bom sinal
[/quote']

 

SPOILERS

 

Olha, Beckin, nesse caso eu não encontrei relação direta com a história dos Beatles, hehehe. Pra mim o que ela representa é uma parte do preconceito que a revolução cultural da década de 60 não conseguiu reverter. Podes perceber que em nenhum momento se coloca abertamente que ela é homossexual, e mesmo tendo morado lá no epicentro da revolução, com aquele pessoal que estava ajudando a causar a mudança, ela continua deslocada. Ela só encontra conforto mesmo naquela fazenda, o que ao mesmo tempo mostra que a tolerância, nesse caso, ainda era algo muito localizado, e justifica a existência desses "monastérios dos desajustados", para os quais acabavam migrando as pessoas que não conseguiam achar seu lugar nem entre as pessoas que supostamente seriam as mais tolerantes da época.

 

Alias, acho que a principal crítica que se poderia fazer a Across the Universe é a de que o filme não se aprofunda nas questões de que trata (o que talvez nem fosse a idéia mesmo, mas enfim...), e na minha opinião essa questão da Prudence é a que recebe o tratamento mais profundo, por baixo dessas linhas aparentemente desconexas que guiam as aparições dela.

 

Mas, a moral da estória é que, mesmo que ela tivesse aparecido no filme só pra justificar a cantoria de Dear Prudence, já teria valido!06
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a garota lésbica têm sua participação na estória.

 

 

Pode ser que tenha haver com a mensagem que os Beatles quiseram deixar mas eu achei a personagem tão avulsa na história' date=' extremamente desconexa com qualquer ponto da trama, mesmo que eles tentem bastante o contrário (como em algumas cenas passadas no apartamento). Tem partes que ela aparece (do nada por sinal) e tu nem lembra mais da onde saiu a personagem, não acho isso um bom sinal
[/quote']

 

SPOILERS

 

Olha, Beckin, nesse caso eu não encontrei relação direta com a história dos Beatles, hehehe. Pra mim o que ela representa é uma parte do preconceito que a revolução cultural da década de 60 não conseguiu reverter. Podes perceber que em nenhum momento se coloca abertamente que ela é homossexual, e mesmo tendo morado lá no epicentro da revolução, com aquele pessoal que estava ajudando a causar a mudança, ela continua deslocada. Ela só encontra conforto mesmo naquela fazenda, o que ao mesmo tempo mostra que a tolerância, nesse caso, ainda era algo muito localizado, e justifica a existência desses "monastérios dos desajustados", para os quais acabavam migrando as pessoas que não conseguiam achar seu lugar nem entre as pessoas que upostamente seriam as mais tolerantes da época.

 

Alias, acho que a principal crítica que se poderia fazer a Across the Universe é a de que o filme não se aprofunda nas questões de que trata (o que talvez nem fosse a idéia mesmo, mas enfim...), e na minha opinião essa questão da Prudence é a que recebe o tratamento mais profundo, por baixo dessas linhas aparentemente desconexas que guiam as aparições dela.

 

Mas, a moral da estória é que, mesmo que ela tivesse aparecido no filme só pra justificar a cantoria de Dear Prudence, já teria valido!06

Eu que já to misturando tudo mesmo 06

Eita, eu não tive essa impressão de que as linhas são "aparentemente" desconexas, pra mim elas em certa forma são sim,mas não intencionalmente, aliás, acho que o maior problema do filme reside nisso tbm, a edição é uma bagunça, parece que eles não sabiam bem como montar o roteiro e daí foram encaixando uma música na outra, acrescentando números musicais extremamente bonitos de se ver no meio disso aí e pra completar personagens como a dela que por mais que façam visão ao que aconteceu naquela época não são lá realmente interessantes, talvez porque todo aquele "universo" que é demonstrado no filme foi perdendo cada vez mais a graça enquanto eu assistia, mas não porque isso já foi contado antes, e sim pq a cada minuto que passava parecia que ficava mais saturado... sabe aquilo que carece de "frescor", ou digamos, de mocidade ? Mas não por causa do material de origem, longe disso.

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6,25/10

Em Across the Universe, existem números musicais excelentes como Strawberry Fields Forever, With a Little Help From My Friends ou I Want You, onde a talentosa Julie Taymor exibe uma criatividade ímpar em suas respectivas conduções, realizando analogias como o sangue derramado pela guerra através dos moragos ou o fardo que os soldados carregam pelo seu patriotismo (aqui muito bem simbolizado pela estátua da liberdade) ou simplesmente porque são muito divertidos; existem outros apenas bons, como Hey Jude ou All You Need is Love, cujos maiores méritos são as músicas mesmo; e outros péssimos e dispensáveis, como I Am Walrus ou The Benefit Of Mr. Kite, que não somente são horrorosos como também prejudicam o andamento da narrativa.

Tais julgamentos poderíam até ser feitos em outros filmes, mas em Across the Universe ganham um peso extra em função da trama simplória criada. E embora o saldo final seja realmente positivo, não há como deixar de notar que seja principalmente pela exímia trilha sonora que possua (embora o filme, como já dito, possua um bom número de ótimos momentos). Ao final é um longa inconstante em sua qualidade.

Agora Evan Rachel Wood não. Essa sim exala talento em qualquer momento do filme (e tem uma linda voz!).

Bernardo2008-02-24 14:42:55
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