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Na Natureza Selvagem (Into the Wild)


-felipe-
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4' date='5/10

Emile Hirsch é carismático, mas tão limitado ao retratar a insanidade mental de seu protagonista. Tenha dó "um dos melhores de sua geração"? Chegamos tanto ao fundo do poço a ponto do carinha de Show de Vizinha ser tão fodinha (sim, com riminha)?

 
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Bernardo, ainda não assisti, mas acho que vc está sendo injusto com Emile Hirsch. O menino tem futuro sim, vide Dogtown e Alphadog.

 
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4' date='5/10

Emile Hirsch é carismático, mas tão limitado ao retratar a insanidade mental de seu protagonista. Tenha dó "um dos melhores de sua geração"? Chegamos tanto ao fundo do poço a ponto do carinha de Show de Vizinha ser tão fodinha (sim, com riminha)?

 
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Bernardo, ainda não assisti, mas acho que vc está sendo injusto com Emile Hirsch. O menino tem futuro sim, vide Dogtown e Alphadog.

 

 

Honestamente, não vejo nada demais nesse garoto. A atuação dele aqui é boa, mas ainda limitada. Ele está melhor em Alpha Dog.
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Acabei de assistir nesse exato momento. E não queria sair do estado que o filme me deixou.

 

Que vontade de colocar uma mochila nas costas e sair por aí - o engraçado é que eu sempre detestei essas coisas. E estava com certo receio do filme pois não consigo gostar de uma história que se dá por um motivo que nunca compreendi; então não compreenderia o personagem e pouco me importava a sua aventura. Mas me identifiquei de forma tal com o personagem [como há tempos não acontecia em um filme] e tomei parte dos seus motivos. O filme me conquistou com suas falas, seus personagens, sua trilha [ouvindo-a agora], sua sensibilidade, sua construção [a história se enriquece muito com os relatos em off da irmã do cara], sua simplicidade quanto a essência da obra.

 

Achei o roteiro melhor que a direção [e não sei onde estava a cabeça da Academia por não tê-lo indicado para o Oscar de Melhor Roteiro]. Não estou com saco de escrever mais. Só vim aqui mesmo para dizer que o filme é muito, muito bom.

 

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Ele realmente tbm me provocou esse sentimento (até comentei no meu blog que um dos poucos méritos deste filme é justificar porque o Chris continuou com essa viagem, graças as paisagens belíssimas que conseguem transmitir o sentimento de liberdade que ele sentia). As locações são estonteantes - embora o Penn utilize slow motion e câmeras na mão com freqüência e de maneira deselegante (a câmera na água enquanto os personagens brincam na praia é péssima, bem como o slow motion que vem a seguir).

 

Pena que só fica nisso.
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Slow motion é pouco usado - tirando a cena da praia que você comentou e algumas outras bem curtas, não me recordo mais de nenhuma - e, sinceramente, não sei o quanto isso pode prejudicar Into the Wild. Câmera na mão, geralmente, aproxima o espectador do que ocorre na tela, e juntamente por este ser um road movie, foi bem empregada - é um excesso que não atrapalha, pelo contrário, até porque não achei tão deselegante como disse.

 

A cena da praia é linda. O slow motion é lento [não diga? 06] como a fala do Hirsch em off e a câmera na mão "submersa" no mar não exemplifica melhor o que o texto diz. Harmonia entre som e imagem perfeita. Mais cinema que isso?

 

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Prejudicou por causa da deselegância. Achei muito mal feito todas as investidas que ele faz (e que não são poucas). Tanto pro slow motion como pra câmera na mão.

 

Mas não sou superficial a ponto de pôr estes dois fatores como algo que mais me incomodou. As imagens são lindas, nem se fossem filmadas pelo Mal de Parkinson do Greengrass iriam ser arruinadas.
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Não acho tão deselegante assim - pelo menos, sempre dá pra ver com clareza o que está sendo filmado. E como já falei, foram duas técnicas que combinaram com o estilo do filme. Tá, o Sean Penn usa câmera lenta nas duas vezes que o Hirsch sacode a cabeça após de molhar, mas vai, não é tão grave assim. 06 É sério, sempre tem uma música ou uma fala que sincroniza com a imagem.

 

Só há uma seqüência que achei realmente ruim: quando o personagem do Emile chega na fronteira e começa a andar pela cidade. É descartável ao extremo [ainda daria uma enxugada na história se fosse retirada] e o Penn faz umas coisas muito estranhas nesse momento. 09

 

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Sinceramente, não tenho uma opinião formado ao certo sobre essa seqüência - quanto ao seu significado, pois quanto à composição, ela é realmente péssima [o único momento em que o Penn quis se parecer estilizado demais; acabou errando feio].

 

Bem, a cena mostra um contraste social evidente, ao mostrar moradores de ruas em seu "lar" e jovens bem vestidos e sorridentes bebendo num bar, uma amostra da sociedade que o personagem tanto repugna. E ao se ver num dos jovens presente no bar, ele meio que se auto-condena já que poderia estar nesse lado favorecido, possuidor de valores que o personagem critica, caso não seguisse suas ideologias. Tanto que, imediatamente após esse ocorrido, ele desiste de dormir no alojamento e volta para o trem.

 

PS: Ele fica insano com o decorrer do filme? o_O

JeFFs2008-02-26 16:53:19

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Hum, eu gostei do filme, e acho a direção do Penn um dos seus maiores trunfos, não me incomodei nenhum um pouco com a câmera na mão e com os slow-motion, que para mim funcionaram muito bem. O que mais me incomodou foi a narração da irmão do cara principal, creio que foi uma muleta que o roteiro resolveu usar para que o público saiba como a família dele estava sofrendo, mas para mim isso não funcionou, de resto eu gosto bastante. Nota: 8,75/10

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Sinceramente' date=' não tenho uma opinião formado ao certo sobre essa seqüência - quanto ao seu significado, pois quanto à composição, ela é realmente péssima [o único momento em que o Penn quis se parecer estilizado demais; acabou errando foi'].

Bem, a cena mostra um contraste social evidente, ao mostrar moradores de ruas em seu "lar" e jovens bem vestidos e sorridentes bebendo num bar, uma amostra da sociedade que o personagem tanto repugna. E ao se ver num dos jovens presente no bar, ele meio que se auto-condena já que poderia estar nesse lado favorecido, possuidor de valores que o personagem critica, caso não seguisse suas ideologias. Tanto que, imediatamente após esse ocorrido, ele desiste de dormir no alojamento e volta para o trem.

PS: Ele fica insano com o decorrer do filme? o_O

 

mas nao deixa de ser ironico o fato dele, q tanmto quer se despojar dos valores materias q lembrem a vida em sociedade e tanto abomina, no cu do mundo do Alaska encontre refugio (e faca dele sua casa) num busao..06
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Quem imaginava q filmes mochileiros limitavam-se a reduzir o viajante independente a tarado-retardados em meio à galões de groselha e besteirol ("O Albergue", "Wolf Creek", "Eurotrip", etc), eis q surge o ótimo "Na Natureza Selvagem"(Into the wild, 2007) p/ salvar este sub-gênero do qual  "Diarios de Motocicleta" foi seu último digno representante. Em cartaz nos cinemas em circuito restrito, o filme disseca e reafirma c/ sensibilidade o verdadeiro espírito "pé na estrada". Baseado no livro de Jon Krakauer ("No Ar Rarefeito"), o diretor Sean Penn nos mostra o recém-formado (Emile Hirsch) largar td apenas p/ andarilhar ate o Alaska, à contragosto dos pais (William Hurt e Marcia G. Harden). Apesar de sua trajetória perrengueira pelos States estar farta de visus espetaculares, a trip é antes de td interna e nada tem a ver com a busca de culturas exoticas ou pics pra encher fotolog; embalado ao som de Eddie Vedder (Pearl Jam), convivendo c/ a natureza e os vários personagens q cruzam seu caminho, o personagem vive sua legitima experiência de auto-descoberta. É um filme não apenas p/ mochileiros, mas principalmente p/ quem não o é. E das duas uma: se não provocar alguma reflexão existencial, pelo menos dá o pontapé inicial p/ cair numa trip, nem q seja de fds. Dificil será sair daquela sessão promocional de quarta s/ sentir aquela "comichão" bem conhecida por quem já andarilhou alguma vez.

16

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q isso' date=' Bernardo...vc ta implicando demais com o futuro Speed Racer.. a atuacao dele ate q serve a seu proposito..02  bem, a unica inconsistencia q vi foi somente na hora q "negou fogo" p/ aquela pirralha doidinha p/ dar p/ ele18..06

[/quote']

 

Eu achei essa cena excepcional. O Emile ficou muito bem nela. Expressando brilhantemente seu pensamento ingênuo e ao mesmo tempo sábio.

 

 

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q isso, Bernardo...vc ta implicando demais com o futuro Speed Racer.. a atuacao dele ate q serve a seu proposito..02  bem, a unica inconsistencia q vi foi somente na hora q "negou fogo" p/ aquela pirralha doidinha p/ dar p/ ele18..06


Eu achei essa cena excepcional. O Emile ficou muito bem nela. Expressando brilhantemente seu pensamento ingênuo e ao mesmo tempo sábio.


 

me diga..vc negaria fogo??1905 ahhhhh, fala serio!

in_land_women022.jpg

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Pois é, "sábio" ele não foi mesmo. 06

 

Mas isso não teve a ver com sabedoria, acredito que foi apenas para não se relacionar, não criar um forte vínculo com ninguém [bem, isso de certa forma aconteceu com outras pessoas que ele encontrava no caminho; só acho que sexo não foi o objetivo dele ao viajar e não queria fugir do seu foco]. A desculpa dele da idade não colou pra mim. Por que ele se importaria de transar com uma garota um pouco mais nova? A sociedade vê isso mal; ele não deveria.

 

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Nossa, "sábio" é uma das coisas que o Hirsch (e o seu personagem) não é.

 

Essa cena em que ele nega transar com a Kristen Stewart é estupidamente besta, já demonstrando toda a visão romantizada que Penn tem de seu personagem (seria mais interessante vê-lo pegando a garota, não porque ela é gostosa, mas sim porque mostraria um lado mais ambígüo e interessante, algo que jamais vi dele durante todos os enfadonhos 140 minutos de duração).
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Mas vai saber se não foi isso que aconteceu?

 

Ou quem sabe, ao negar por diferença de idade - a sociedade nunca viu isso bem -, quis mostrar que o Hirsch apesar de tudo detinha alguns "conceitos" [na falta de termo melhor] da mesma sociedade que repulsava. Isso meio que acontece naquela cena que ele está na fronteira também.

 

Sim, eu posso ter falado um monte de besteira agora. 06 Mas o filme é foda, isso que importa. 16

JeFFs2008-02-28 13:15:15

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