Jump to content
Forum Cinema em Cena

Crash - No Limite


Beckin
 Share

Recommended Posts

  • Replies 1.1k
  • Created
  • Last Reply

Top Posters In This Topic

smiley10.gifsmiley10.gif - CRASH - NO LIMITE

De boas intenções o inferno está cheio. Pois bem, se depender desse ditado o diretor e roteirista Paul Haggis vai arder e queimar no fogo do inferno por muito tempo porque ao conceber "Crash - No Limite" ele parte de uma proposta válida e importante, mas a realiza de uma maneira superficial e exagerada, se me for permitido dizer. Já no 3ª ou 4ª frase do 1º diálogo um vendedor de armas de fogo chama um estrangeiro da Pérsia de "Osama" e é com este nível de bom senso e de sutileza que Haggis procura orquestrar um panorama sobre as mais diversas intolerâncias que existem na sociedade mundial, na americana, mais exatamente os cidadãos de Los Angeles, um dos núcleos mais multiraciais e multiculturais dos EUA.

As intenções de Haggis são válidas porque realmente vivemos em um atual estágio onde as pessoas estão mais agressivas umas com as outras, onde nos preocupamos cada vez menos com o próximo ( e eu estou longe de querer bancar o bom samaritano, pois assumo que talvez eu seja mais esgoísta do que seria natural ser ) e que talvez só nos atentemos a isso quando ocorre uma tragédia como tsunamis ou acidentes de avião e afins. E é através de uma situação-limite que a trama de "Crash - No Limite" se amarra e se desenvolve, porém o roteiro merece receber como o melhor/menor dos defeitos a denominação de didático ou até mesmo ingênuo o que me faz pensar o do porquê contarmos com atores mais reconhecidos pelo seu talento cômico ( Sandra Bullock, Brendan Fraser, Matt Dillon, Jennifer Esposito ) e até mesmo desconhecidos do grande público do que atores com maior bagagem no gênero dramático ( é difícil imaginar que uma Meryl Streep se interessaria por um roteiro desse gabarito ), mas conspirações à parte o elenco se sai bem melhor do que a encomenda ( Sandra, Cheadle e Dillon principalmente ).

O grande pecado de "Crash - No Limite" é não permitir que o espectador desfrute a experiência, pois tudo é escancarado demais, artificial demais, maniqueísta demais. É como se tudo aquilo que tivesse que ser interpretado pelo espectador fosse exposto através dos diálogos nas mais diversas situações em todos os seus núcleos. Que a personagem de Thandie Newton ( a única que continua oferecendo péssimas atuações ) se sentiu incomodada com o atrevimento do policial e a omissão do marido, mas é necessário dizer, explicar e ponderar da maneira como ela confronta o marido ? E será que o policial interpretado por Matt Dillon tem mérito em explicitar a sua natureza racista para a atendendente negra do plano de saúde do seu pai só por mero desabafo ? E qual a finalidade de dar voz a um personagem negro extremamente racista e desconfiado apenas para "esclarecer" todos os mitos que existem contra as "pessoas de cor" ? Me assumo como um leigo no assunto de cinema e como um mero "palpiteiro", mas é coisa de amador.

E outro ponto que o filme quer abordar é o fato de que assim como os negros sentem o preconceito na pele eles não estão passíveis de atitudes da mesma natureza com pessoas de outra nacionalidade, por exemplo, tudo faz parte de um imenso círculo vicioso, mas nem esse aspecto é bem aproveitado tanto que estimula um acerto de contas entre o comerciante da pérsia e o seu suposto mártir apenas pela falta de comunicação ( a filha poderia ter conversado com o pai mais calmamente e esclarecido a situação, não é mesmo sr. Haggis ? ) ou ainda dá uma mínima de atenção a um casal de chineses onde só há espaço para dissimiar algumas piadinhas a respeito da altura dos asiáticos ou dos seus nomes. Aliás, os personagem são tão unidimensionais que a sensação que se dá é que os personagens só vivem para isso, só vivem para o racismo, só vivem para a discriminação, só vivem para reclamar, só vivem para se sentirem vítimas, esse é o centro do mundo de todos os personagens ( exceção feita ao personagem de Don Cheadle que tem o núcleo "mais abrangente" e "melhor desenvolvido ).

Outro mal que participa do roteiro é a necessidade de ser piegas, afinal qual é o intuito de fazer com que a mãe reconheça o corpo do filho se não a de vê-la no chão aos prantos como se a notícia não pudesse ser apenas dada ou ainda quando promove um abraço protetor da filha em seu pai para evitar que o mau lhe atinja ( a criança fica até com os olhos fechados ) só para mostrar que a capa invisível funcionou e que o roteiro tentou ser esperto o suficiente ao mostrar a natureza da munição. Frustrante como a solução dada à conversa no carro entre o personagem de Ryan Phillippe e um garoto negro como se a precipitação não fosse ocasionar a mais previsível das conclusões. O único momento que particularmente "me ganhou" foi o salvamento do policial a uma moça presa nas ferragens pelas circunstâncias ( novelescas ) que ela se deu, afinal não sou perfeito.

Após a sessão de "Crash - No Limite" eu estava voltando para casa e embarquei em uma lotação e durante a viagem uma mulher ( negra ) e um homem ( negro ) começaram a se agredir verbalmente porque a janela da frente estava muito aberta o que fazia com que o vento soprasse muito forte para ela que estava atrás e quando eu estava me encaminhando notei duas jovens garotas xingando o motorista que não respeitou o sinal vermelho e quase as atropelou e pensei comigo: "Não é possível que Paul Haggis esteja com a razão ... não é possível ... ", e não é possível mesmo, pois o que ele consegue provocar com este filme é apenas uma construção esteriotipada de um problema que nem ele mesmo consegue dimensionar muito menos tratar de maneira digna e já que ele gosta que as verdades sejam ditas e escancaradas, "Crash - No Limite" é um filme fraco e decepcionante. Salve a bela melodia da canção e o elenco, afinal nem tudo é tão ruim assim ...

Thiago Lucio2006-2-18 23:13:59
Link to comment
Share on other sites

Fui o único que apreciou o filme? Abaixo o meu comentário.

 

A reestréia de uma produção é sempre vista com bons olhos: ora esta foi indicada ou premiada em algum evento ora faz homenagem a alguma personalidade contida na fita. "Crash - No Limite", graças às suas 6 indicações ao Oscar (Incluindo Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original), volta para as salas dos principais cinemas de São Paulo. E para quem não teve a oportunidade de conferir, ela surge novamente.


A indicação da película ao Oscar de Melhor Filme foi uma surpresa e causou certo impacto, já que foi responsável pela retirada de "Johnny & June" da categoria. Quem assume a direção é Paul Haggis, consagrado pelo roteiro de "Menina de Ouro" que acabou sendo o suficiente para elevar o escritor ao cargo tão desejado. Apesar de ser seu filme de estréia como diretor, Haggis prova ter talento, o que resultou na indicação ao Oscar de Melhor Diretor, e, a partir de agora, podemos esperar belos trabalhos.


Quem assina o envolvente roteiro é o próprio diretor revelando ser versátil em diversos aspectos do filme. Com a ajuda do também estreante Robert Moresco, Haggis constrói uma atmosfera dificilmente vista em um drama Hollywoodiano, ou seja, a não utilização de um protagonista, mas sim de vários personagens secundários envolvidos em uma temática bastante polêmica, o racismo. Tudo se inicia quando Jean Cabot (Sandra Bullock), rica e mimada esposa de um promotor, tem seu carro roubado por dois assaltantes negros em Los Angeles, Califórnia. O roubo acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de televisão e sua esposa, e um imigrante persa e sua filha. Bastante provocativa, a história faz diversas insinuações à ignorância da sociedade americana.


No elenco se encontram atores conhecidos. Sandra Bullock ("Velocidade Máxima"), Brendan Freaser ("A Múmia"), Matt Dillon ("Quem vai ficar com Mary?") e Don Cheadle ("Hotel Ruanda") são os protagonistas de histórias paralelas bastante emotivas e realizam um trabalho politicamente correto. Matt Dillon é um dos indicados ao Oscar de Melhor ator Coadjuvante, porém, atua corretamente e nada além disso, uma indicação bastante desnecessária. Interessante é a intolerância retratada por cada um dos personagens, afinal, vivemos em um mundo hipócrita e controlar as emoções é difícil e isto é essencialmente trabalhado por todos os atuantes no filme.


A produção é de uma magnitude que há cinco nomes, Don Cheadle, Paul Haggis, Mark R. Harris, Cathy Schulman e Bob Yari, na equipe de produtores. A cinematografia está excelente, e a câmera é utilizada de maneira exemplar e encantadora, principalmente nas cenas em câmera lenta responsáveis por suavizar cenas intensas. Outro fato interessante é o foco da imagem, ou seja, enquanto o personagem é focado, o fundo entra em desfoque, destacando ainda mais a expressão facial de cada ator. Destaque também para a belíssima trilha sonora, que acompanha todas as tramas de maneira elegante.


A realização de um drama competente é, certamente, difícil. Evitar chavões e clichês é um desafio, e "Crash" consegue quebrar barreiras. Para os mais ávidos fãs de dramas, a película funciona perfeitamente bem, enquanto para os que não gostam tanto, pode parecer um pouco arrastada e enfadonha. O que realmente torna a produção em um triunfo é o roteiro imprevisível e inesperado. Aliás, que acirrada disputa será a categoria Melhor Roteiro Original, afinal, estão concorrendo "Ponto Final - Match Point", "Syriana", "Boa Noite, e Boa Sorte", "Crash - No Limite" e "A Lula e a Baleia". Aguardo ansiosamente o resultado.

 

Veredicto: smiley10.gifsmiley10.gifsmiley10.gifsmiley10.gif e 0.25 | 9 | B+

 

Abraços,


 

_Hen_Ri_Que_2006-2-20 22:0:1
Link to comment
Share on other sites

Henrique,

- a reestréia de uma produção fruto pelas indicações ao Oscar tem muitas motivações, mas a principal delas é comercial;

- o filme poderia ter tirado um monte de outros filmes da categoria principal e não apenas de "Johnny e June" ... "O Jardineiro Fiel" e "Marcas da Violência" mereciam estar lá muito mais do que estes dois;

- o que podemos esperar de Paul Haggis é que ele mostre que "Crash" foi um deslize, o erro de sua carreira;

- a não utilização de um protagonista ?????? Algo raro, mesmo ...smiley5.gif ... ainda bem que os dramas não precisam ser obrigatoriamente hollywoodianos ...

- Brendan Fraser e Matt Dillon atores de renome ?????? Ok ... smiley36.gif

- a magnitude de uma produção se dá pela quantidade de produtores ????????? smiley36.gif ... agora conta a do português ... ou melhor qualquer piadinha racista que esteja inserida no roteiro do Paul Haggis ...

- desde quando suavizar cenas intensas é bom ?????????????

- o roteiro de "Crash" e que concorre ao Oscar é um roteiro de amador !!!!!!! E quem está dizendo isso é um leigo no assunto ... no caso, eu ... smiley2.gif

Link to comment
Share on other sites

De boas intenções o inferno está cheio. Pois bem' date=' se depender desse ditado o diretor e roteirista Paul Haggis vai arder e queimar no fogo do inferno por muito tempo porque ao conceber "Crash - No Limite" ele parte de uma proposta válida e importante, mas a realiza de uma maneira superficial e exagerada, se me for permitido dizer. Já no 3ª ou 4ª frase do 1º diálogo um vendedor de armas de fogo chama um estrangeiro da Pérsia de "Osama" e é com este nível de bom senso e de sutileza que Haggis procura orquestrar um panorama sobre as mais diversas intolerâncias que existem na sociedade mundial, na americana, mais exatamente os cidadãos de Los Angeles, um dos núcleos mais multiraciais e multiculturais dos EUA.[/quote']

Adorei a primeira frase... smiley32.gif

As intenções de Haggis são válidas porque realmente vivemos em um atual estágio onde as pessoas estão mais agressivas umas com as outras' date=' onde nos preocupamos cada vez menos com o próximo ( e eu estou longe de querer bancar o bom samaritano, pois assumo que talvez eu seja mais esgoísta do que seria natural ser ) e que talvez só nos atentemos a isso quando ocorre uma tragédia como tsunamis ou acidentes de avião e afins. E é através de uma situação-limite que a trama de "Crash - No Limite" se amarra e se desenvolve, porém o roteiro merece receber como o melhor/menor dos defeitos a denominação de didático ou até mesmo ingênuo o que me faz pensar o do porquê contarmos com atores mais reconhecidos pelo seu talento cômico ( Sandra Bullock, Brendan Fraser, Matt Dillon, Jennifer Esposito ) e até mesmo desconhecidos do grande público do que atores com maior bagagem no gênero dramático ( é difícil imaginar que uma Meryl Streep se interessaria por um roteiro desse gabarito ), mas conspirações à parte o elenco se sai bem melhor do que a encomenda ( Sandra, Cheadle e Dillon principalmente ).[/quote']

Concordo... nada a acrescentar aqui... smiley32.gif

O grande pecado de "Crash - No Limite" é não permitir que o espectador desfrute a experiência' date=' pois tudo é escancarado demais, artificial demais, maniqueísta demais. É como se tudo aquilo que tivesse que ser interpretado pelo espectador fosse exposto através dos diálogos nas mais diversas situações em todos os seus núcleos. Que a personagem de Thandie Newton ( a única que continua oferecendo péssimas atuações ) se sentiu incomodada com o atrevimento do policial e a omissão do marido, mas é necessário dizer, explicar e ponderar da maneira como ela confronta o marido ? E será que o policial interpretado por Matt Dillon tem mérito em explicitar a sua natureza racista para a atendendente negra do plano de saúde do seu pai só por mero desabafo ? E qual a finalidade de dar voz a um personagem negro extremamente racista e desconfiado apenas para "esclarecer" todos os mitos que existem contra as "pessoas de cor" ? Me assumo como um leigo no assunto de cinema e como um mero "palpiteiro", mas é coisa de amador.[/quote']

Yeah!!! Onde estão os defensores do filme agora? Nem eu escreveria melhor...

E outro ponto que o filme quer abordar é o fato de que assim como os negros sentem o preconceito na pele eles não estão passíveis de atitudes da mesma natureza com pessoas de outra nacionalidade' date=' por exemplo, tudo faz parte de um imenso círculo vicioso, mas nem esse aspecto é bem aproveitado tanto que estimula um acerto de contas entre o comerciante da pérsia e o seu suposto mártir apenas pela falta de comunicação ( a filha poderia ter conversado com o pai mais calmamente e esclarecido a situação, não é mesmo sr. Haggis ? ) ou ainda dá uma mínima de atenção a um casal de chineses onde só há espaço para dissimiar algumas piadinhas a respeito da altura dos asiáticos ou dos seus nomes. Aliás, os personagem são tão unidimensionais que a sensação que se dá é que os personagens só vivem para isso, só vivem para o racismo, só vivem para a discriminação, só vivem para reclamar, só vivem para se sentirem vítimas, esse é o centro do mundo de todos os personagens ( exceção feita ao personagem de Don Cheadle que tem o núcleo "mais abrangente" e "melhor desenvolvido ).[/quote']

Onde eu assino?

Outro mal que participa do roteiro é a necessidade de ser piegas' date=' afinal qual é o intuito de fazer com que a mãe reconheça o corpo do filho se não a de vê-la no chão aos prantos como se a notícia não pudesse ser apenas dada ou ainda quando promove um abraço protetor da filha em seu pai para evitar que o mau lhe atinja ( a criança fica até com os olhos fechados ) só para mostrar que a capa invisível funcionou e que o roteiro tentou ser esperto o suficiente ao mostrar a natureza da munição. Frustrante como a solução dada à conversa no carro entre o personagem de Ryan Phillippe e um garoto negro como se a precipitação não fosse ocasionar a mais previsível das conclusões. O único momento que particularmente "me ganhou" foi o salvamento do policial a uma moça presa nas ferragens pelas circunstâncias ( novelescas ) que ela se deu, afinal não sou perfeito.[/quote']

Pois é... já eu gostei da cena com o Ryan Phillipe mas ODIEI o resgate da moça das ferragens...

Após a sessão de "Crash - No Limite" eu estava voltando para casa e embarquei em uma lotação e durante a viagem uma mulher ( negra ) e um homem ( negro ) começaram a se agredir verbalmente porque a janela da frente estava muito aberta o que fazia com que o vento soprasse muito forte para ela que estava atrás e quando eu estava me encaminhando notei duas jovens garotas xingando o motorista que não respeitou o sinal vermelho e quase as atropelou e pensei comigo: "Não é possível que Paul Haggis esteja com a razão ... não é possível ... "' date=' e não é possível mesmo, pois o que ele consegue provocar com este filme é apenas uma construção esteriotipada de um problema que nem ele mesmo consegue dimensionar muito menos tratar de maneira digna e já que ele gosta que as verdades sejam ditas e escancaradas, "Crash - No Limite" é um filme fraco e decepcionante. Salve a bela melodia da canção e o elenco, afinal nem tudo é tão ruim assim ...[/quote']

OUCH! Se eu tivesse gostado do filme, certamente o reveria só para ter a certeza de que não viajei na maionese do sr. Haggis...

smiley32.gifsmiley32.gif

Link to comment
Share on other sites

Com tantos erros crassos, não é de se admirar que tenham pessoas que gostaram deste filme...

A reestréia de uma produção é sempre vista com bons olhos: ora esta foi indicada ou premiada em algum evento ora faz homenagem a alguma personalidade contida na fita. "Crash - No Limite"' date=' graças às suas 6 indicações ao Oscar (Incluindo Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original), volta para as salas dos principais cinemas de São Paulo. E para quem não teve a oportunidade de conferir, surge a oportunidade.

A indicação da película ao Oscar de Melhor Filme foi uma surpresa e causou certo impacto, já que foi responsável pela retirada de "Johnny & June" da categoria. Quem assume a direção é Paul Haggis, consagrado pelo roteiro de "Menina de Ouro" que acabou sendo o suficiente para elevar o escritor ao cargo tão desejado. Apesar de ser seu filme de estréia como diretor, Haggis prova ter talento, o que resultou na indicação ao Oscar de Melhor Diretor, e, a partir de agora, podemos esperar belos trabalhos. [/quote']

Erro 1: Crash não é o filme de estréia de Haggis

Quem assina o envolvente roteiro é o próprio diretor revelando ser versátil em diversos aspectos do filme. Com a ajuda do também estreante Robert Moresco' date=' Haggis constrói uma atmosfera dificilmente vista em um drama Hollywoodiano, ou seja, a não utilização de um protagonista, mas sim de vários personagens secundários envolvidos em uma temática bastante polêmica, o racismo. Tudo se inicia quando Jean Cabot (Sandra Bullock), rica e mimada esposa de um promotor, tem seu carro roubado por dois assaltantes negros em uma cidade ao sul da Califórnia. O roubo culmina num acidente que acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de cinema e sua esposa, e um imigrante iraniano e sua filha. Bastante provocativa, a história faz diversas insinuações à ignorância da sociedade americana. [/quote']

Erro 2: A cidade ao sul da Califórnia é LA e esta informação é ESSENCIAL para que entendamos o contexto da história que será (mal) contada...

Erro 3: O roubo não culmina num acidente que une as pessoas... As histórias são contadas de forma paralela e a morte do negro no final junta alguns desses personagens que, por sua vez, se relacionaram com outros e vice-versa.

Erro 4: o negro é diretor de TV, não de cinema.

Erro 5: o 'iraniano' na verdade é um PERSA... mas deve ser tudo a mesma coisa, né?

Link to comment
Share on other sites

Primeiramente, eu considero "Crash - No Limite" o filme de estréia de Paul Haggis sim. O único filme que havia dirigido foi há 13 anos ("Red Hot") e não foi divulgado. Dizer que este não é um filme de estréia, pelo menos no contexto atual, é hipocrisia.

 

Peço perdão correlação a sinopse, já que a retirei do site "Adoro Cinema", já que tive que escrever apressadamente. Prometo aprofundar mais na próxima vez.

Aliás, sugiro aulas de geografia, Dookan, já que a região da Pérsia é o atual Irã.

 

Ao usuário Thiago Lúcio:

- Só comentei porque o filme reestreou. Não estou partindo para o lado comercial.

- Não. Você está enganado. A maior surpresa no Oscar foi a não indicação de "Johnny & June", mesmo porque, este último ganhou Globo de Ouro de melhor filme comédia/ musical.

- A não utilização de um protagonista... Me refiro à um personagem principal.

- Atores de renome sim. São conhecidos, e te garanto que, quem assistir comentará: "Olha. Ele fez "A Múmia".

- Sinceramente, se há tanta gente envolvida na produção, não é por acaso.

- Eu acho interessante suavizar cenas intensas, pois emoções podem se equilibrar.

- Sinceramente, a Academia é leiga no assunto também. E a indicação de Crash à Roteiro Original não foi falta de profissionalismo. É um roteiro BASTANTE competente, pelo menos na minha opinião.

 

Gostaria de deixar bem claro que esta é apenas a minha HUMILDE opinião, e que, se possível, respeitem ela como eu respeito a de vocês.  Talvez tenha gostado tanto de "Crash - No Limite" devido a minha surpresa. Detonavam tanto o filme, e eu achei bastante injusto. Aliás, no meu Ranking de favoritos ao Oscar de Melhor filme, até o momento, está assim:

1º "Brokeback Mountain", 2º "Crash"/ "Boa Noite, Boa Sorte" (empatados) e 3º"Munique". Ainda falta "Capote" que pretendo conferir sexta que vem.

 

Abraços,

_Hen_Ri_Que_2006-2-19 22:59:42
Link to comment
Share on other sites

Ok, mas o comentário do Daniel não se trata de hipocrisia ... é a mesma coisa que dizer que o trabalho de estréia do Terence Malick é "Atrás da Linha Vermelha" pq ele ficou mais de 10 anos ( ou mais ) sem filmar ... se um cara faz um filme em 1980 e outro em 2005, este último será o seu 2º filme ... nada mais coerente.

Qto as aulas de Geografia sugiro que vc assista o filme novamente e note a reação de surpresa da mulher do comerciante quando vê a loja toda destruída. Aproveite e chame ela tb, forme uma turma maior e veja que nem mesmo que nasceu lá sabe se localizar.

Não é de hoje que os indicados/vencedores das categorias "Comédia/Musical" são ignorados pela Academia, logo ...

Assista aos filmes de Robert Altman ...

Uma coisa é "conhecidos", algo que pode ser subjetivo ... outra coisa é de "renome" ...

Partindo do pressuposto que são os produtores que levantam a grana para bancar o filme, um excesso deles pode sugerir dificuldades na hora de fazê-lo ...

Prefiro acreditar que a sua indicação ao Oscar em roteiro foi um erro como tantos outros que ela comete, mas está fora de cogitação vê-lo ganhar ... pelo menos pra mim ...

A sua opinião está sendo respeitada, apenas estamos justificando a nossa intepretação do filme e mostrando que talvez vc tenha que prestar atenção em alguns detalhes e/ou talvez não tenha se expressado tb, mas estou longe de querer fazer valer a minha opinião ou ser o dono da razão ... leia, veja se o que escrevi te faz sentido e comente ... é um ciclo ...smiley2.gif

Link to comment
Share on other sites

Pois é, de repente o filme virou a bola da vez do fórum e todos odiaram, se o filme é tão bomba assim porque foi indicado ao Oscar, porque no Rotten tem uma boa cotação e tem até critícos respeitados que consideram que o filme tem chances no Oscar?

 

Este mesmo "fenômeno" de malhar o filme, curiosamente aconteceu com Menina de Ouro, que nem gosto muito assim, bem como Crash.   O que eu não concordo é quando vocês afirmam que o filme é tão ruim quanto pintam. Nada funciona no filme, o filme é melodramático, parece novela dos 8 e blá blá blá. Mas aí vocês respondem que na academia só tem velhinho e que tal crítico está gagá, então porque dão tanta bola para o Oscar? E mesmo assim, se tudo isso não bastasse ainda apelam para a subtividade. Menos, bem menos.

 

O foda mesmo é defender um filme que nem gostei tanto...smiley36.gif

Link to comment
Share on other sites

Foi indicado porque os membros do Oscar consideraram um dos melhores do ano. Está bem no RT porque os críticos adoraram. Eu, particularmente, estou cagando, andando e sapateando para o que eles pensam: considero o filme ridículo e um dos piores do ano passado, da mesma forma que acho ótimo um filme massacrado pela crítica e ignorado pela Academia, chamado "Alexandre".

Link to comment
Share on other sites

Primeiramente' date=' eu considero "Crash - No Limite" o filme de estréia de Paul Haggis sim. O único filme que havia dirigido foi há 13 anos ("Red Hot") e não foi divulgado. Dizer que este não é um filme de estréia, pelo menos no contexto atual, é hipocrisia.[/quote']

Acho melhor vc rever seu conceito de hipocrisia. Tecnicamente não é o filme de estréia dele e é a isso que me prendo e o que vale, no final das contas. Ponto final.

Peço perdão correlação a sinopse' date=' já que a retirei do site "Adoro Cinema", já que tive que escrever apressadamente. Prometo aprofundar mais na próxima vez.[/quote']

Não há necessidade de retirar a sinopse de outro site. Vc está num tópico sobre o filme onde aqueles que participam CONHECEM a sinopse do filme.  

Aliás' date=' sugiro aulas de geografia, Dookan, já que a região da Pérsia é o atual Irã.[/quote']

O cara se define como Persa. Embora a geografia dite isso que vc falou, o que o filme levou em conta é a cultura, a menos que Haggis seja BURRO. Nesse sentido, sugiro tentar chamar um curdo de iraquiano ou um judeu de palestino ou pedir que um americano chame sua mãe de índia.

Minha ironia no post acima se provou correta para minha surpresa: para vc, é tudo a mesma coisa... Incrível e hilário...

Link to comment
Share on other sites

Pois é' date=' de repente o filme virou a bola da vez do fórum e todos odiaram, se o filme é tão bomba assim porque foi indicado ao Oscar, porque no Rotten tem uma boa cotação e tem até critícos respeitados que consideram que o filme tem chances no Oscar? [/quote']

Big, não apele colega... Se for pela sua lógica, As Duas Torres é o melhor SDA, já que é o melhor cotado no RT e, consequentemente, o mais comentado pela crítica...

Não me decepcione...

O que eu não concordo é quando vocês afirmam que o filme é tão ruim quanto pintam. Nada funciona no filme' date=' o filme é melodramático, parece novela dos 8 e blá blá blá. Mas aí vocês respondem que na academia só tem velhinho e que tal crítico está gagá, então porque dão tanta bola para o Oscar? E mesmo assim, se tudo isso não bastasse ainda apelam para a subtividade. Menos, bem menos.[/quote']

1) Pra mim, apenas 20% funciona ali... o resto é LIXO em película.

2) Não reclamo dos velhinhos da academia... Tou cagando e andando pra eles

3) Big, menos vc, colega... quem está apelando para a subjetividade aqui?  

Link to comment
Share on other sites

Eitcha crítica porreta sô!

 

Crash (2005)

Duas estrelas

TUDO TIM-TIM POR TIM-TIM

Por
Kleber Mendonça Filho

Existe um tipo bem ruim de cinema que é aquele que se acha importante, dotado de uma vontade de tecer comentários sobre a sociedade que revelam uma real natureza da má arte. Não são apenas filmes que padecem desse mal, a auto-importância existe em todos os lugares, e a arte é cheia dela. Crash (EUA, 2005), filme de Paul Haggis, é uma dessas obras. Finda a sessão, fica a impressão de termos visto material para 10 edições do Bandeira 2 condensadas em duas horas de filme, vitimando uma dezena de personagens de Los Angeles durante um período de 48 horas. O mote aqui é "racismo", e o filme irá marretar isso na sua cabeça até você pedir perdão por todo e qualquer pecado, passado e futuro.

Haggis que, incrivelmente, escreveu o exemplo de delicadeza que é Menina de Ouro, de Clint Eastwood, nos dá uma obra que não poderia ser mais distinta em tom, provando que é mesmo o diretor quem faz um filme. Com a sutileza de uma ambulância com luzes piscando e sirenes gritando, ele parece ter partido para investir no mercado de prêmios ecumênicos cinema a fora, reutilizando peças avulsas de três outros filmes (melhores) que provavelmente o impressionaram muito: Short Cuts - Cenas da Vida (1995), de Robert Altman, Magnólia (1999), de PT Anderson, e Amores Brutos (1999), de Alejandro Iñaritu.

Temos um grupo de personagens (dez? quinze?) espalhados na tela larga do filme que vão e vêm numa área específica de Los Angeles, todos, de alguma forma, afetados por questões raciais e pela luta de classes.

O tema em si é interessante, e brasileiros poderão identificar alguns dos medos, conflitos e choques apresentados, muito embora o tom épico e obeso do filme crie uma atmosfera de zoológico muito pouco real. Cada personagem passa ali na frente não como um ser humano, mas como um espécime criado artificialmente para interagir num ambiente racialmente tenso, num filme sem qualquer noção de sutileza. Crash e seu tom tem aquela qualidade "tim tim por tim tim" que te promete que nada vai deixar de ser explicado.

Há o casal branco racista da classe alta (Sandra Bullock de megera, Brendan Fraser de político) que é assaltado por dois negros, assaltantes que reclamam de como brancos parecem ter medo deles, na rua. Há o tira negro cansado e racista (Don Cheadle), obrigado a lidar com a sujeira humana da cidade, chamando sua amante porto-riquenha (Jennifer Esposito) de mexicana na rua e, na cama, de branca. Temos um outro tira (Matt Dillon), racista branco praticante revoltado com o tratamento dado ao seu pai. É um cara tão grosso que seu parceiro de ronda (Ryan Philippe) pede para trabalhar só.

Temos um dono de mercearia de origem muçulmana, um casal negro socialmente bem instalado e, talvez por isso, tentando levar o preconceito numa boa, sem conseguir. Ele é diretor de TV num grande Hollywood studio, ela (Thandie Newton) uma esposa que duvida do senso de honra do marido.

Como um ambicioso anúncio da Benetton, Crash (que significa "batida de carro") nos dá personagens que representam todo o espectro racial que compõe a sociedade americana, talvez com a exceção de seres extraterrestres. Se você sentia falta de orientais, eis que chega um carregamento deles, numa van, o breve comentário sobre imigração ilegal nos EUA.

Ao som de uma trilha sonora irritante que parece querer que a platéia dê as mãos numa espécie de liturgia cine-social, Haggis trabalha para que cada um tenha um momento preto, e, mais na frente, um momento branco, ou vice-versa. Ou seja, diferente do produto hollywoodiano comum onde personagens são ou pretos, ou brancos (vilões ou mocinhos) o tempo todo, Crash nos dá personagens totalmente pretos, e totalmente brancos como prova de equilíbrio, perdendo, do mesmo jeito, as tonalidades de cinza entre uma coisa e outra. É a maior coleção de Drs. Jekylls e Mr. Hydes já vista num só filme auto-importante sobre gente e sociedade, e este seria o grande trunfo desse filme tão pseudo-tudo.

Cenas constrangedoras como a de Bullock se confessando com a sua empregada chicana têm um teor humano brega, num filme que força tanto a barra de uma barra que já está tão forçada. Deve ser um dos destaques do Oscar 2006.

PS: que final é aquele?
Link to comment
Share on other sites

Quanto à "Alexandre" eu concordo contigo' date=' acho-o muito bom.

Quanto à Crash, o filme não é ruim, você é que não gostou, simples assim.

E calma, no stress, estamos conversando e não brigando.
[/quote']

Não estou brigando, Big. Longe disso.

"Simples assim" vírgula. Se eu não gostei, então, aos meus olhos, é um filme ruim. Aí sim, simples assim.

Link to comment
Share on other sites

 

Fico feliz em saber que os colegas estão andando e cagando, isso é sinal de saúde.smiley36.gif

 

Ok, está certo, aos seus olhos o filme é ruim, pra vc é ruim, concordo, eu só estava defendo que o filme talvez não cheire tão mal quanto parece, mas há uma divergência de opiniões aqui.

 

Apesar da crítica do Kleber ser muito boa, e bem humorada, ele acabou dando 2 estrelas e não 1, aí vcs me dizem que as estrelas não significam nada. Só não entendi o porque 2, se ele falou tão mal.

Big One2006-2-20 13:2:11

Link to comment
Share on other sites

Qto as aulas de Geografia sugiro que vc assista o filme novamente e note a reação de surpresa da mulher do comerciante quando vê a loja toda destruída. Aproveite e chame ela tb, forme uma turma maior e veja que nem mesmo que nasceu lá sabe se localizar.

Você deve assistir de novo. Ela ficou irritada porque os chamaram de árabe. Aliás, para os americanos qualquer um do Oriente Médio e região são árabes. Foi essa a crítica que Haggis fez.

 

Com relação à falta de protagonista, me refiro ao cinema Hollywoodiano. É raro sim. Hum. Se me pedissem para falar um filme agora, me lembraria somente de "Simplesmente Amor". Enfim..

Não há necessidade de retirar a sinopse de outro site. Vc está num tópico sobre o filme onde aqueles que participam CONHECEM a sinopse do filme. 

Acontece que posto meus comentários em outros lugares. Desta forma....

 

 

Me decepcionei um pouco com esse fórum. Não imaginava que uma pessoa que gosta de um filme a qual a maioria odeia iria ser tão criticada e até ser chamada de hilária (Sou palhaço? Deveria estar em um circo, então).  Quero uma discussão saudável e sem brigas. E repito, esta é apenas a minha HUMILDE opinião. Aliás, pode ser chavão, mas o que seria do preto se todo mundo gostasse do branco? Enfim.

Concordo com o usuário Thiago Lucio. É questão de senso, mas ofender já é demais, não acha Dookan? Espero uma discussão mais saudável da próxima vez.

Abraços,

 

Link to comment
Share on other sites

Fico feliz em saber que os colegas estão andando e cagando' date=' isso é sinal de saúde.smiley36.gif

Ok, está certo, aos seus olhos o filme é ruim, pra vc é ruim, concordo, eu só estava defendo que o filme talvez não cheire tão mal quanto parece, mas há uma divergência de opiniões aqui.

Apesar da crítica do Kleber ser muito boa, e bem humorada, ele acabou dando 2 estrelas e não 1, aí vcs me dizem que as estrelas não significam nada. Só não entendi o porque 2, se ele falou tão mal.
[/quote']

Você acha que 2 é nota meio boa? smiley36.gif

2 é mal pra caralho.

Link to comment
Share on other sites

Você deve assistir de novo. Ela ficou irritada porque os chamaram de árabe. Aliás' date=' para os americanos qualquer um do Oriente Médio e região são árabes. Foi essa a crítica que Haggis fez.[/quote']

Posso estar tremendamente enganado, mas tenho a impressão de ter ouvido eles serem chamados de iraquianos.

Acontece que posto meus comentários em outros lugares. Desta forma....

....basta somente vc adaptar. Isso evita que vc incorra em erros desnecessários e que só te queimem na discussão.

smiley2.gif

Me decepcionei um pouco com esse fórum. Não imaginava que uma pessoa que gosta de um filme a qual a maioria odeia iria ser tão criticada e até ser chamada de hilária (Sou palhaço? Deveria estar em um circo' date=' então).  Quero uma discussão saudável e sem brigas. E repito, esta é apenas a minha HUMILDE opinião. Aliás, pode ser chavão, mas o que seria do preto se todo mundo gostasse do branco? Enfim.

Concordo com o usuário Thiago Lucio. É questão de senso, mas ofender já é demais, não acha Dookan? Espero uma discussão mais saudável da próxima vez.[/quote']

Se vc acha que te ofendi, só posso lamentar... e te recomendar um bom terapeuta também...

smiley2.gif

Link to comment
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

Loading...
 Share

Announcements


×
×
  • Create New...