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Forum Cinema em Cena

Encarnação do Demônio


Christopher_P
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>Sem fazer trocadilhos, mas não estou muito curioso pra ver esse filme não ... aliás curiosidade eu até tenho, afinal o trailer é realmente eficiente, mas é uma espécie de curiosidade mórbida que não se preocupa de ser "alimentada" quando o filme chegar em DVD ...09Thiago Lucio2008-08-06 13:45:29

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pessoal botem esse tópico na sessão em cartaz (o filme estréia amanhã)

 

o omelete já fez a sua critica

 

 

poster.jpg

 

A Encarnação do Demônio

Filme tem sangue e nudez, mas extremas mesmo são as idéias de Zé do Caixão

A tortura para ele não é uma punição,

mas uma benção. Sobreviver a ela significa enxergar com dignidade a

beleza de estar vivo - afinal, não existe nada depois da morte.

Não estamos falando de Jigsaw e Jogos Mortais, como pode parecer, mas de Zé do Caixão e Encarnação do Demônio, o fecho da trilogia do mais conhecido personagem do escasso gênero do terror nacional, iniciada em 1963 com À Meia-noite Levarei sua Alma e emendada em 1966 com Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver. Se Jigsaw é o símbolo do que se convencionou hoje chamar torture porn, Zé do Caixão é seu avô safado.

O roteiro co-escrito por Denisson Ramalho (do curta de horror Amor Só de Mãe, que escandalizou festivais Brasil afora) e dirigido por José Mojica Marins

inclui todos os desaforos aos bons costumes que um orçamento de 2

milhões de reais - valor que em meio século de carreira Mojica jamais

havia levantado - consegue pagar. Tem cabeça afundada em tonel de

baratas, mulher que come carne da própria nádega, outra que sai de

dentro de um porco e até ratazana enfiada na vagina. Gastaram com

carcaças e animais vivos todo o dinheiro que economizaram nos

figurinos. (Ainda assim as poucas pessoas com roupas vestem

Herchcovitch.)

A cena de O Albergue 2 em que a mulher nua se banha no sangue da vítima, tão falada ano passado, parece uma provocação pueril se comparada com a liberdade com que Mojica filma sexo e violência. O que Encarnação do Demônio tem

de mais extremo, porém, não é nada gráfico, mas sua ideologia: a

ridicularização das religiões organizadas (como diz Zé do Caixão, "Deus não foi convidado para a festa",

e o padre que critica a tortura mas se auto-flagela só pode ser um

hipócrita), da sociedade organizada (Zé do Caixão deixa a prisão depois

de 40 anos caçoando do sistema carcerário) e o uso de drogas (o coveiro

sempre fuma um cachimbo antes de ter suas alucinações).

A roleta russa antes que se iniciem os "festejos" é emblemática: um

jogo de entrega e morte para celebrar a liberdade e a vida. Em sua

busca pela mulher perfeita, que lhe dará o filho que ele tanto quer -

afinal, "só o sangue é eterno" -, Zé do Caixão é antes de tudo

um ateu pragmático. Os filmes de terror que estamos acostumados a ver

no circuito trabalham com a aceitação do oculto (leva-se um remake de

suspense oriental inteiro para explicar de onde saem as almas penadas),

e o oculto é a primeira coisa que Encarnação do Demônio renega.

Só essa questão do pragmatismo já serve para livrar o filme daquelas

explicações sem fim que amarram os filmes hollywoodianos. Não há nada

para se explicar no filme de Mojica, há apenas a vivência, o momento.

Nesse ponto, é injusto dizer que seu filme se filia ao torture porn de um Eli Roth. Todo instante de tortura de Encarnação do Demônio é materialização da ideologia do coveiro. Em um Jogos Mortais,

por exemplo, a câmera não mostra Jigsaw assistindo às torturas. Já aqui

a câmera o tempo inteiro fecha o close-up nos olhos de Mojica, olhos

pesados e brilhantes de quem tem uma única crença, a crença na

experiência carnal, individual e desmistificada.

 

 

 

 

 

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acho que o filme vai se ruim sem falar que e brasileiro' date=' jamais verei nem quando passar na globo.[/quote']

 

 

 

O Brasileiro é otário quando só idolatra os estrangeiros e não valoriza o que é seu!

 

Essa frase cai perfeitamente em vc, que não deve passar dos 18 anos!

 

 

 

Acho que não podemos culpar tanto o garoto... além de ser novo, ele é de uma geração que vê o Zé do Caixão como uma piada... eu mesmo nunca tive a chance de ver um dos filmes do Zé, mas já li bastante sobre ele pra saber respeitar. Estou ansioso pelo novo filme.

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eu gostei do trailer' date=' e acho q sera legal. é mediocridade, falta de educaçao msm, rotular um filme de ruim por ser brasileiro, sei nao. isso é gostar de cinema?

 
[/quote']

 

Tb acho... Jose Mojica Marins é um dos MAIORES cineastas do pais por varios motivos: fazer cinema num pais q nao valoriza devidamente esse profissional; fazer um "gore" à brasileira, valorizando nossa rica tradicao e folclore afim de criar a propria mitologia em termos de terror e nao apenas copiar dos gringos;  fazer cinema artesanal (e autoral) de forma bem criativa, dispensando milhoes em cgi. Apenas por causa disso ele ja figura como um dos maiores do pais.  Nao sei quem foi q disse, um gde cineasta do exterior, q se ele tivesse nascido fora do Brasil sua carreira teria sido outra. Bem mais grandiosa e reconhecida. Reconehcimento q alias vem sempre dos gringos, ja q aqui dentro tem quem o taxe de mediocre, mas se entope com merdas como Jason e Freddy..
Jorge Soto2008-08-08 09:06:22
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quem mora nessas cidades

 

- Belo Horizonte (MG):

Cineart Multiplex Cidade

Cineplex BH Shopping

 

- Porto Alegre (RS):

Unibanco Arteplex Bourbon Country

Cinemark Bourbon Ipiranga

 

- Rio de Janeiro (RJ):

Box Cinemas - São Gonçalo

Cine Odeon BR

Cinemark Carioca Shopping

Cinemark Downtown

UCI New York City Center

Unibanco Artepelex Botafogo

 

- São Paulo (SP):

Box Cinemas - Itaquera

Cinemark Boulevard Tatuapé

Cinemark Central Plaza

Cinemark Interlar Aricanduva

Cinemark Market Place

Cinemark Metrô Santa Cruz

Cinemark Shopping D

Cinemark Shopping Tamboré

Cinemark SP Market

Cinemark Villa Lobos

Espaço Unibanco de Cinemas

Espaço Unibanco Pompéia

Frei Caneca Unibanco Arteplex

HSBC Belas Artes

Multiplex PlayArte Bristol

Multiplex Shopping Campo Limpo

UCI Shopping Anália Franco

UCI Shopping Jardim Sul

 

- Santos (SP):

Cine Roxy

Cinemark Praiamar

 

- Campinas (SP):

Box Cinemas - Campinas

Cinemark Iguatemi

Kinoplex D. Pedro

 

- São Bernardo do Campo (SP):

Cinemark Extra Anchieta

 

- Guarulhos (SP):

Hoyts General Cinema Guarulhos

 

- Mauá (SP):

Mauá plaza Shopping

 

- Taboão da Serra (SP):

Taboão da Serra Shopping

 

 

 

Por favor façam os cinemas dessas cidades lotarem para os que infelizmente não assistiram o Encarnação do Demônio no dia da estréia (porque os cinemas estrearam filmes americanos) poderem ter a chance de ver o Zé do Caixão nos cinemas

 

Eu quero assistir esse filme no cinema, não no DVD

 

cinéfilo2008-08-08 23:58:44

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vi o filme hj, e é legal; e só. o terror anda em desuso ha muito tempo e os classicos, ate brasileiros, sao do passado. varias cenas dos dois filmes anteriores da trilogia passam nesse novo e o interesse aumenta quando vemos as cenas dos antigos; deve ser muito melhor. ele ta velho, o zé, e nao coloca medo em ninguem - pelo contrario, a atuaçao caricata e cheia de trejeitos levaram todos na sessao a risadas constantes. mas o filme é tecnicamente muito bom, e os dialogos sao legais, tem partes legais, surpreende. é melhor q muita porcaria "pseudo-cult" nacional por ai; vide "minha vida nao cabe num opala, mediocre ate o final".

assistam, é legal!;D
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saí da sessão pensando como José Mojica Marins é um cara corajoso...afinal ele está em um ramo praticamente sozinho há mais de 40 anos, (quem mais faz terror tupiniquin?), bom vem aí Porto dos Mortos....mas o fato é que ele não está nem aí...dá a cara a tapa, ame ou odeie, faz o filme que quer, como quer, choca, faz rir, de si mesmo até...sabe que é apenas um personagem, nada mais (será?)...tem até um culto a ele nos Estados Unidos, onde ele é chamado de Coffin Joe com direito até a bonecos (!), que outro brasileiro conseguiu isso lá fora, nesse ramo?

 

O filme cumpre o que promete, nem mais nem menos e é melhor que muito filme de terror/horror americano diga-se de passagem....

 

Parabéns sr. Mojica, um brasileiro corajoso e, por que não, visisionário até...

 

 
crazy2008-08-10 14:27:39
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saí da sessão pensando como José Mojica Marins é um cara corajoso...afinal ele está em um ramo praticamente sozinho há mais de 40 anos' date=' (quem mais faz terror tupiniquin?), bom vem aí Porto dos Mortos....mas o fato é que ele não está nem aí...dá a cara a tapa, ame ou odeie, faz o filme que quer, como quer, choca, faz rir, de si mesmo até...sabe que é apenas um personagem, nada mais (será?)...tem até um culto a ele nos Estados Unidos, onde ele é chamado de Coffin Joe com direito até a bonecos (!), que outro brasileiro conseguiu isso lá fora, nesse ramo?

 

O filme cumpre o que promete, nem mais nem menos e é melhor que muito filme de terror/horror americano diga-se de passagem....

 

Parabéns sr. Mojica, um brasileiro corajoso e, por que não, visisionário até...

 

 
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Tb acho... Jose Mojica Marins é um dos MAIORES cineastas do pais por varios motivos: fazer cinema num pais q nao valoriza devidamente esse profissional; fazer um "gore" à brasileira, valorizando nossa rica tradicao e folclore afim de criar a propria mitologia em termos de terror e nao apenas copiar dos gringos;  fazer cinema artesanal (e autoral) de forma bem criativa, dispensando milhoes em cgi. Apenas por causa disso ele ja figura como um dos maiores do pais.  Nao sei quem foi q disse, um gde cineasta do exterior, q se ele tivesse nascido fora do Brasil sua carreira teria sido outra. Bem mais grandiosa e reconhecida. Reconehcimento q alias vem sempre dos gringos, ja q aqui dentro tem quem o taxe de mediocre, mas se entope com merdas como Jason e Freddy..

Jose Mojica Marins (nao o Ze do Caixao) é um genio! Tomara q seu devido reconhecimento aqui (de trash pra cult) nao seja postumo, como costuma ser aqui no Brasil.
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Eu dei uma chance... para se ter uma idéia, na semana de estréia já estava na menor sala do Arteplex (nunca tinha entrado nela antes, parece salinha de Cineclube) e estava beeeem vazio.

 

Quanto ao filme... bem divertido. O Mojica é uma figura, sua atuação canastríssima é um show a parte ("É MENTIIIIRA!!"). A solução para a morte do Jece Valadão é ao mesmo tempo igualmente tosca e adequada. Fiquei curioso para conferir seus filmes anteriores...

 

 

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Encarnação na bilheteria: desperdiçamos os blues do Mojica?
(14/08/2008 - 11h09)

Por Sérgio Alpendre

 

img_news_14082008enc.jpg

Cena de Encarnação do Demônio
Se depender dos números divulgados pelo Filme B, e se eles não sofrerem drástica alteração nos próximos dias, o cinema brasileiro será alijado, mais uma vez, de um de seus grandes inventores, e, por que não dizer?, do ressurgimento definitivo dos filmes de gênero.

É sintomático que Encarnação do Demônio, novo filme de José Mojica Marins com o personagem que o tornou famoso, Zé do Caixão, tenha ido mal no fim de semana de estréia. Um país que deixou de valorizar gênios como Rogério Sganzerla e Ozualdo Candeias, e ainda se divide quando o assunto é outro gênio, Glauber Rocha, não poderia repetir os mesmos erros com o novo filme de um dos últimos grandes autores do cinema brasileiro. Mas parece estar repetindo.

Onde está o público para esse filme? Onde estão os adolescentes que vibram com a franquia Jogos Mortais e somem quando algo assombrosamente superior aparece na cara deles? Onde está o público que deveria estar prestigiando um dos mais importantes acontecimentos do cinema brasileiro desde que o ex-presidente Collor fechou a Embrafilme?

Não é exagero dizer que Encarnação do Demônio pode ser um divisor de águas no cinema brasileiro. Estaremos presenciando a morte do cinema de gênero, responsável pelo estofo necessário a uma produção realmente prolífica? Ou sua ressurreição, provocado pelo seu maior autor? A bilheteria contará muito nesse caso, infelizmente.

O público do fim de semana de estréia decepcionou. 5.600 pessoas pagaram para ver o filme nas 37 salas que o exibiram, ficando em 16º lugar no ranking de bilheterias. Uma média de 151 espectadores por sala.

Segundo Dennison Ramalho, roteirista e principal herdeiro de Mojica, "vários fatores colaboraram para que a estréia fosse decepcionante". Ele aponta o frio que tomou de assalto a cidade, bem como o começo das Olimpíadas. O fato é que "na minha ronda pelos cinemas da cidade percebi que todos os filmes estavam com pouco público, não foi só o Mojica o prejudicado".

Mojica compara o público de hoje com o dos anos 60 (época dos dois filmes anteriores da trilogia): "O público atual não tem tanto interesse nas telas de cinema como o da década de sessenta. A prova disto é que nas grandes metrópoles houve uma redução bem significativa do número de salas de cinema, e as maiores encontram-se nos shopping centers". Ele ainda acrescenta que as tecnologias causaram um certo comodismo na classe média, e o mesmo aconteceu na classe baixa, com a pirataria.

Ramalho, que encantou platéias jovens com seu curta Amor Só de Mãe, culpa também o parecer do Ministério da Justiça, que deixou o filme proibido para quem tem mais de 18 anos, acabando, assim, com boa parte do público do cinema de horror (muitos fãs estão na faixa dos 16, 17 anos). "Há uma discrepância entre o parecer do Ministério da Justiça e o que eles emitiram para a franquia Jogos Mortais, que tem tudo que o nosso filme tem, mas não tem o peso histórico do personagem, sua importância. Faltou patriotismo e sensibilidade ao Ministério".

Claro, muitos podem argumentar que Ramalho está advogando em causa própria, e que o público não quer ver tal filme sanguinolento. Mas não faz bem para nossa cultura continuar acreditando nessa ladainha do que o público quer ver, nem ignorar o peso histórico e cultural de José Mojica Marins, que foi até condecorado pelo MinC por ter criado o personagem Zé do Caixão.

Mojica é ainda mais enfático: "Sejamos realistas: meu público-chave são crianças, adolescentes e jovens. Infelizmente, de maneira sutil, porém grosseira, a censura continua demonstrando perseguição contra mim, alegando uma série de pormenores absurdos e ridículos".

Obviamente, Ramalho está certíssimo quando afirma que faltou sensibilidade, e dá até para dizer que houve, de fato, uma sabotagem, se não uma perseguição (como disse o Mojica), provavelmente motivada por desinformação ou ignorância, mas que vem bem a calhar para certa parcela ainda dominante em nosso cinema (basta ver o qüiproquó que a vitória do filme em Paulínia causou em alguns meios ditos sérios).

O veterano diretor também compara o parecer que aplicou uma censura de 18 anos, dizendo: "nudez? E os funks, axés, forró de duplo sentido, novelinhas, exibidos e tocados em horário nobre, ao alcance de crianças em idade escolar? O mal vencendo o bem? Temos então a continuidade de Jason, Fred Krueger, Hannibal Lecter, entre outros. Em suma, desculpas esfarrapadas para vetarem meu público de apreciarem minha obra".

O que é certo é que se os números não melhorarem, a distribuidora, que é grande e quer retorno financeiro, deve diminuir o número de cópias e até privar habitantes de outras praças onde o filme ainda deve estrear de conferir a volta do mítico personagem.

Mojica está com esperanças no boca-a-boca: "É a principal arma... A voz do povo está entre os principais poderes vigentes de comunicação". E ainda vê, com razão, motivos para comemorar: "... valeu a pena a espera. Além dos prêmios, tenho lido as críticas de jornais e da imprensa em geral, tenho ouvido opiniões de espectadores... em suma, nem a censura venceu tão boa a positiva perspectiva de sucesso. Pela primeira vez, de maneira unânime, todos têm elogiado esta obra".

Ou seja, é um fracasso em termos, porque quase todos os filmes têm o desempenho abaixo do esperado, e os fatores levantados por Dennison podem mesmo ter feito toda a diferença. Há, ainda, motivo para esperar uma reviravolta nas bilheterias.

"O boca-a-boca tem que funcionar, porque o filme é uma resposta ao cinema brasileiro que está aí, cheio de temas sociológicos e bom-mocismos", diz Ramalho. Essa resposta, claro, deve ser completada pelo público, pois qualquer cinematografia que se preze deve ter seu espaço considerável para os filmes de gênero.

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Obviamente' date=' Ramalho está certíssimo quando afirma que faltou sensibilidade, e dá até para dizer que houve, de fato, uma sabotagem, se não uma perseguição (como disse o Mojica), provavelmente motivada por desinformação ou ignorância, mas que vem bem a calhar para certa parcela ainda dominante em nosso cinema (basta ver o qüiproquó que a vitória do filme em Paulínia causou em alguns meios ditos sérios).


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É 'nóis'...1606
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Tenho apenas uma coisa a dizer sobre isto:

Ontem de tarde a televisão brasileira mostrou no ar por mais de 1 hora uma atração peculiar... a "mulher-trepadeira" do funk...14

Alguns podem dizer que o programa é que é ruim, mas eu posso citar várias situações bizarras em todos os nossos canais abertos e fechados de TV.

A triste realidade é que nosso país possue uma parcela muito grande de acéfalos. Uma população que aceita qualquer lixo que queiram nos passar.

Este fórum é uma prova de que existem exceções, jovens que querem aprender, que necessitam de boas informações.

A situação pode mudar, mas só depende de nós!03

 

 
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Tenho apenas uma coisa a dizer sobre isto:

Ontem de tarde a televisão brasileira mostrou no ar por mais de 1 hora uma atração peculiar... a "mulher-trepadeira" do funk...14

Alguns podem dizer que o programa é que é ruim' date=' mas eu posso citar várias situações bizarras em todos os nossos canais abertos e fechados de TV.

A triste realidade é que nosso país possue uma parcela muito grande de acéfalos. Uma população que aceita qualquer lixo que queiram nos passar.

Este fórum é uma prova de que existem exceções, jovens que querem aprender, que necessitam de boas informações.

A situação pode mudar, mas só depende de nós!03

 

 
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Calma aí, ainda estamos falando sobre o filme do 'Zé do Caixão' né?06
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Mas nao se engane' date=' Mad... este forum tb ta repleto dos acefalos q mencionou. Basta ler este topico por inteiro q encontrara varios.09

Mas este e o Brasil, q sabe reconhecer apenas postumamente seus genios. Algo q o  Ze poderia passar ainda nesta vida, e nao em sua eventual reencarnacao.
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Curioso mesmo é que alguns dos sites importantes sobre cinema nem sequer publicaram uma crítica do filme...07
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Isto é engraçado...a mídia dá muito mais espaço às tragédias cinematográficas de Xuxa! Tudo bem que a maioria fala mal, mas dão espaço....

Agora, nem espaço dão para o Mojica. E quando falam mal, são usados argumentos pífios.

Querem um exemplo? Os filmes dos Trapalhões estão saindo em DVD(sou um fã !!!)...a notícia está repercutindo em vários setores da mídia. A mesma mídia que sempre agrediu os filmes que Didi e sua turma faziam. Será que só agora dão valor?17

"êta povinho complicado o nosso..."
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Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins (2008)

demonio.jpgw=497&amph=251

Um chute no saco ou um soco na barriga de tão bom. Zé do Caixão impecável quando Zé do Caixão. A voz narrando os fatos com aquela fluência de um aluno de língua inglesa de curso de fundo de quintal. O filme B sem medo, sem vergonha. Me fez brilhar os olhos e não conseguir evitar um espanto (positivo) do que a direção de arte fez com um Playcenter, as alucinações em preto e branco ou quando o trash alcança máximo: um cara costurando bocas no purgatório com luvas cirúrgicas.

E o terror sem firulas ganha o filme. As feiticeiras cegas, cemitérios nebulosos, magia negra, onde foi que o cinema desaprendeu o que realmente assusta. Um filme com grandes momentos banhados em cômicos traz pânico forte. Até quando desce o nível, quando se atualiza a lembrar “O Albergue” ou “Jogas Mortais 3″, é melhor: nadar em sangue de porco ou ser costurado dentro de um? Baratas vivas, ratos, comer da própria carne, arrancar o couro. Onde foi que esqueceram dessas obviedades que ainda são o que há de mais assustador?

Por mais que o roteiro acabe mais desleixado do que pretende, a persona criada por José Mojica Marins (nome novo, já que o personagem acabou engolindo o realizador) é auto-suficiente, críticas parecem impenetráveis no que poderia parecer puro amadorismo e falta de talento. O roteiro é mal acabado, sim, mas em grande escala o amadorismo toma para si a atenção transformando novamente um filme de Marins em peça única, coisa que só ganharão paridade com Romero. Não há nem a necessidade de comentar à partir da cinematografia brasileira.

Terror nu e cru. O tom absurdo do final de “Planeta Terror” merece aplausos, mas o concebido por José Mojica/Zé do Caixão chega quase a emocionar.

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