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Forum Cinema em Cena

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não gosto de assistir carnaval pela Tv' date=' é um tédio, para não ficar em casa deitado no sofá e coçando e entulhando latas de cerveja no canto do sofá, decidimos minha Esposa e Eu tomar injeções contra febre amarela e ir tomar umas cervejas em Caldas Novas - Goias durante a folia momesca![/quote']

 

E eu ainda não me decidi se vamos para Buenos Aires ou Campos do Jordão . O custo , por incrível que pareça , é praticamente o mesmo .

 

 

 

acredito que sim amigo Marko Ramius! fazer turismo dentro do nosso próprio país não é nada barato, vide datas festivas, feriados prolongados e a a chamada "alta temporada" onde os preços são exorbitantes, fazer o que? é o preço que pagamos!
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Top Posters In This Topic

Top 2005' date=' porque revi o DVD hoje, para passar de página, encher lingüiça, e coisa e tal etc.:

01. Beija-Flor
02. Unidos da Tijuca
03. Imperatriz Leopoldinense
04. Acadêmicos do Salgueiro
05. Unidos do Porto da Pedra
06. Acadêmicos do Grande Rio
07. Unidos de Vila Isabel
08. Estação Primeira de Mangueira
09. Caprichosos de Pilares
10. Unidos do Viradouro
11. Mocidade Independente de Padre Miguel
12. Tradição
13. Império Serrano
14. Portela[/quote']

 

Esses DVD's? Vc gravou os desfiles?
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Não, a Globo lançou, pelo menos no RJ, nestes três anos o compacto tradicional em DVD. Talvez haja nas Americanas.com ou uma dessas lojas nessa época de Carnaval, eles aproveitam para relançar, mas, como é algo que não vende tanto, tem de aproveitar no ato - e acho que foi carinho, foram todos presentes de aniversário. A qualidade não é das melhores, corta muita coisa, mas no de 2007, já foi lançado o DVD Duplo, com cerca de 25 minutos para cada escola e ficou bem melhor que os cortes bruscos dos anos anteriores. Mas é mais um "guia" para a memória e uma espécia de lembrancinha do que outra coisa. Espero que lancem duplo em 2008 também.

 

 

 

Mesmo assim, a partir deste ano eu vou gravar todos, ano passado minha avó chegou a gravar as cinco primeiras de segunda, mas vou deixar tudo programado no DVD que comprei, com discos regraváveis. Gravar também o julgamento e as Campeãs, fora o Acesso A, que é transmitido pela CNT-RJ.

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  • 2 weeks later...

Este ano, a LIESA está divulgando para o público o Abre-Alas, manual dado pelas escolas aos julgadores, justificando alegorias, alas, enredo, samba etc. Se, de certa forma, é muito bom para acompanhar melhor o enredo, entendendendo-o e até para maior valorização do trabalho; por outro, acaba antecipando praticamente tudo do que virá nas escolas, isso se unindo às fotos dos barracões e aos protótipos das fantasias. Dei uma olhada mais geral em uma ou outra que me interessasse, pretendo levar o roteiro para o dia, mas só ler durante a passagem da escola. A quem quiser: http://liesa.globo.com/2008/por/03-carnaval08/manual/abrealas/carnaval08_abrealas.html. É bom até para comparar com as informações cedidas por Cléber Machado, Maria Beltrão e cia., veremos se a Globo consegue trazer algo a mais, bem, eu verei somente depois, no DVD gravado. Dentre os manuais lidos, chamou-me a atenção os filmes da Viradouro: A Marcha dos Pingüins, Batman & Robin, Edward Mãos-de-Tesoura, Memórias de uma Gueixa, A Hora do Pesadelo, A Mosca, O Exorcista, O Exorcista 2000 e O Brinquedo Assassino.

 

 

 

Falta só um dia praticamente, sexta-feira já tem as mirins.

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E proibiram o carro do Holocausto. O novo vai ser bem melhor. Dá-lhe' date=' Paulo Barros. 16.gif [/quote']

 

Aliás , um completo absurdo . Pensei que a censura tivesse acabado . Queria saber por quê os judeus são tão frescos com o tema . Sou cristão , logo deveria me sentir  ofendido com um carro alegórico falando de Roma ? Afinal os romanos não perseguiam os cristãos ?

Sim houve holocausto . Sim , devemos cuidar para que não se repita . Ponto .

 

 
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Concordo. Mas, fazer o quê, fica cada vez mais claro que o Carnaval só é visto mesmo como gente sambando (i.e., fazendo uma dança pagã) com mulheres nuas de lado. OK. Por sorte, como eu disse, o Paulo resolveu desferir toda a sua decepção e ira num novo carro, que promete ainda mais. E tudo faltando apenas dois dias para o grande dia da Viradouro.

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Pois é, mas na época houve mais prévia - se não me engano - e a Beija-Flor aceitou na boa, não houve tanto "problema" como este. Porém, o próprio Paulo Barros, carnavalesco da Viradouro, disse que este é o ano do "ou vai ou racha".

 

 

 

A Beija-Flor foi censurada também em 1989, com "Ratos e Urubus", vice. Mas entrou para a história, é o meu desfile favorito de todos os tempos, claro que não só pelo carro, mas a sacada do Joãozinho Trinta foi perfeita: "Mesmo proibido, olhai por nós" na frente do carro. E a Grande Rio em 2004, com o mesmo J30, com os carros falando sobre sexo, no enredo sobre a camisinha, mas aí foi certo, ele tinha exagerado.

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  • 3 months later...

Enredos de 2009 que já saíram:

 

 

 

BEIJA-FLOR: No chuveiro da alegria, quem banha o corpo lava a alma na folia. (tri)

 

GRANDE RIO: Voila, Caxias! Liberté, egalité, fraternité, merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê! (blergh)

 

VIRADOURO: Bahia (sem título)

 

VILA ISABEL: Neste palco de folia, é minha Vila que anuncia: Theatro Municipal - a centenária maravilha.

 

MANGUEIRA: A Mangueira traz os Brasis do Brasil mostrando a formação do povo brasileiro.

 

 

 

Mas o que vai ser interessante de verdade vai ser como a Inocentes de Belford Roxo, no grupo de Acesso A, que é claramente apoiada por verbas da prefeitura do município da Baixada - e não à toa vem subindo para ser uma nova BF ou GR -, vai falar de Brizola.ltrhpsm2008-05-28 18:31:10

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  • 5 weeks later...

Imperatriz Leopoldinense anuncia amanhã na quadra seu enredo, que é de autoria da Rosa Magalhães. Muitos dizem que será sobre os 50 anos da agremiação. O intérprete também será trocado, onde surge o nome do Paulinho Mocidade novamente. Alice Arja já havia sido demitida. mudanças ótimas na escola.

 

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Até agora o melhor enredo é o do Salgueiro. Porém acredito que Imperatriz e Portela possam superar. Vamos aguardar um pouco mais; daqui a um mês mais ou menos dá para ter uma visão geral e já devem começar eliminatórias etc. Segunda tem o sorteio da ordem do desfile, para variar deve terminar com GR e BF, mas a esperança é a última que morre e vou torcer para elas fecharem o domingo.

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Estou postando aqui a sinopse do enredo da Imperatriz Leopoldinense, onde foram confirmadas as expectativas do enredo sobre o cinquentenário e a contratação do Paulinho Mocidade.

 

Imperatriz.... só quer mostrar que faz samba também!

 

Basta um rápido olhar sobre o

presente para constatar a importância de Ramos na geografia carioca do

samba. São deste bairro uma das principais escolas de samba, um dos

principais blocos, o Cacique de Ramos, e um dos dos principais grupos -

O Fundo de Quintal. Mas essa realidade de hoje tem origem num passado

culturalmente rico, extremamente musicial, marca da região da

Leopoldina.

O bairro surgiu com a chegada do trem em 1886, quando a Estrada de

Ferro do Norte, futura Leopoldina Railway, precisava de passar no meio

das terras que haviam pertencido ao capitão Luiz José Fonseca Ramos.

Seus descendentes concordaram com a obra, desde que fosse criada uma

parada bem ali, na fazenda, para facilitar a vida da família. Nasceu

então a Parada de Ramos, e com ela o nome do bairro, que começaria a

ganhar ruas, luz, esgoto, na virada do século.

Ramos foi deixando rapidamente de ser uma vila rural, tornando-se um

centro metropolitano. Surgem as primeiras ruas: professor Lace e

Uranos, entre outras. Nelas, foram construídos os primeiros casarões.

A praia de banhos era a praia de Ramos, também conhecida como

Mariangú, nome de ave abundante no local. O balneário tinha até cabines

para troca de trajes de banhos e uma elegante avenida beira-mar. A

Praia de Ramos, única da região da Leopoldina, era um lugar muito

aprazível, com seus cajueiros e caça aos caranguejos, além dos banhos

de lamas medicinais, pouco a pouco foi abandonada... sobrevive apenas

na memória de quem um dia conheceu a "Copacabana do Subúrbio".

O samba sempre teve presença forte em Ramos. No início, ainda não

era o que chamamos de samba, mas já era um carnaval de rua fortíssimo.

Na fecunda década de 1910, foram criados, sob inspiração dos ranchos,

os clubes carnavalescos Prontos de Ramos "Promptos de Ramos") Ameno

Heliotropo e Endiabrados de Ramos. Mais tarde, entre 30 e 50, quando o

carnaval já era sinônimo de samba, os blocos mais conhecidos da região

eram: Sai como pode, o Razão de Viver, o Paixão de Ramos e o Paz e

Harmonia.

Outro bloco, o Recreio de Ramos, recebeu até o luxuosíssimo auxílio

musical do maestro Villa-Lobos, assíduo, freqüentador do bairro, por

causa dos encantos de uma moça, com a qual se casaria D.Lucília

Guimarães. Villa-Lobos aderiu entusiasticamente ao bloco Recreio de

Ramos, muito bem acompanhado por Pixinguinha, Mano Décio da Viola,

Heitor dos Prazeres, Marçal e Bide. Inclusive o primeiro sucesso da

dupla, surgiu no Recreio de Ramos, quando cantavam a primeira estrofe

do grande sucesso - agora é cinza... O Bloco chegou a ser campeão, com

o enredo sobre Machado de Assis: Que conseqüência teve o Bloco Recreio

de Ramos?

Uma foi direta - o aparecimento do Grêmio Recreativo Escola de Samba

Imperatriz Leopoldinense. A escola nasceu de uma dissidência do bloco,

combalido, no final da década de 50. Foi o farmaceûtico Amaury Jório

que reuniu um grupo de foliões do bloco e assim criaram a escola de

samba de Ramos.

A novata Imperatriz, alcançou notoriedade em 1972, ao servir de

cenária para a novela Bandeira Dois, de enorme sucesso. A história

tratava do amor de dois jovens, filhos de famílias inimigas. Uma livre

adaptação da imortal história de Shakespeare ? Romeu e Julieta. Nesta

história, Zé Catimba, compositor da Imperatriz, foi representado por

Grande Otelo. Quem não se lembra de trechos da música, que tocava na

novela?

Lá, lá, lá lá lauê fala Martim Cererê.... Embora a trama de Dias

Gomes tenha obtido muito sucesso. Foi a partir de 1980, com a chegada

de Arlindo Rodrigues, contratado como carnavalesco da escola, que ela

chega ao patamar tão almejado de campeã do Grupo Especial, superando as

tradicionais Portela, Mangueira, Império Serrano e Salgueiro.

Arlindo, deu a escola dois títulos (com um tema sobre a Bahia e

outro, sobre Lamartine Babo - respectivamente com os títulos de "O que

é que a Bahia tem" e "O teu cabelo não nega" e muitos outros carnavais

inesquecíveis, colocando a escola no patamar das grandes campeãs.

O sucesso foi adiante, com seu substituto, Max Lopes, e mais um

primeiro lugar com o enredo sobre a Proclamação da República, a que se

deu o nome de "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós", campeã no

ano em que a Beija-Flor desfilou com seus Ratos e Urubus, de Joãosinho

Trinta.

Viriato Ferreira, foi o carnavalesco de 1991, conquistando um

honroso terceiro lugar. Por motivo de saúde, chamou Rosa Magalhães, com

quem fez parceria até 1993. A escola continuou conquistando títulos em

1994, 95, 99, 2000 e 2001.

Este ano chega a maturidade, completando meio século de existência,

com oito campeonatos, conquistados com a garra de seus componentes, a

dedicação de seus diretores e sobretudo com a inspiração de seus

compositores.

Ramos brilha no carnaval com sua escola de samba, com seu bloco mais

famoso, o Cacique de Ramos e com o grupo mais conhecido, o Fundo de

Quintal. Pois que viva a Imperatriz, por seu aniversário e que Viva

Ramos, celeiro de bambas!

Bom, confesso que fiquei decepcionado. Pelo seguinte: Apesar da bela explanação histórica que a Rosa faz, como sempre, senti

o texto e a concepção do enredo um tanto simplórias, levando em conta

como fator comparativo, um belíssimo texto sobre a história da

Imperatriz postado há algumas semanas atrás - coloco ele abaixo. Não posso evitar a sensação

de desapontamento. O meu medo sobre um enredo referido ao

cinquentenário Leopoldinense era justamnente esse. Resumir fatos,

apegar-se aos mais famosos e esquecer os mais belos e poéticos. Isso ao

meu ver aconteceu, pois a clara tentativa aqui, é fazer com que de uma

vez por todas, a antipatia para com a escola seja acabada, sensação

essa reforçada pelo nome do enredo.

 

Segue o texto que falei:

 

O Favorito da Imperatriz

 

Quando da marcante passagem de Amaury Jório cá por estas bandas, foi na

carona de seus sonhos que a folia carioca encontrou céu limpo para

desenvolver prodigiosos vôos no começo da segunda metade do século

passado. Não há importante capítulo do carnaval e da Imperatriz

Lepoldinense que prescinda da atuação deste pesquisador, escritor e

farmacêutico. Entretanto, às vésperas de a verde-branco-ouro atingir os

cinqüenta anos, peço licença para recordar um amigão de Jório - menos

celebrado pela memória momesca - mas cuja vida também se confunde com

as 11, 12 estrelas de um certo pavilhão de luz real: Oswaldo Macedo.

No último domingo, estávamos meu pai e eu bisbilhotando escritos

originais de alguns carnavais gresilenses das décadas de 1960 e 70, e o

assombro (não há mais apropriada palavra que defina aquela sensação)

foi inevitável:

 

"Meu Deus, esta escola já nasceu marcada para ser grande!",

exclamou ele, embasbacado com os textos e propostas da agremiação que,

naquele tempo, mal havia trocado as primeiras fraldas. Ora, impossível

não se impressionar com um enredo ("Brasil, Flor Amorosa das Três

Raças", de 1969) que traz logo após o intróito - sim, a comissão de

carnaval da escola fazia um prólogo para os seus enredos com a

denominação "intróito" rabiscada bem no cabeçalho de página - uma

afirmação como a que se segue:

 

"O enredo não conta um episódio histórico determinado, o que

facilitaria a estruturação do espetáculo. Bastaria, nesse caso, o corte

sincrônico do motivo, valorizado pelo comentário sonoro, coreográfico,

cromático, plástico e orquestrados segundo um esquema lógico ostensivo

- por definição e exigências canônicas do gênero. Recusamos essa

facilidade. (...) Desistimos, assim, de partir do fato para a fantasia,

da história para seu comentário poético, preferindo o risco de inverter

essa comodidade...". Que piração deliciosa, não?

 

Na assinatura do texto, lá estava Oswaldo Macedo, então presidente da

escola. "Seu" Oswaldo ficou eternizado como uma espécie de rei

Leopoldinense. Foi este médico, cigano, sambista, um apaixonado pelo

país e sua gente, quem ajudou a delinear o estilo temático do ainda

menino grêmio de Ramos. Não é exagero afirmar que os primeiros enredos

se confundem com verdadeiras aulas emocionadas de história nacional.

"Riquezas e Maravilhas do Brasil" (1961), "As Três Capitais" (1963),

Monarquia e Esplendor da História" (1966)... Como imaginar que o

grupamento fundado em 1959 já desembarcasse na década seguinte

retratando um Brasil sensível, possível e grandioso?

 

ois dona Imperatriz Leopoldinense, a jóia hoje incrustada na Professor

Lacê, chegou distribuindo biscoito fino para a grande massa. E esta,

como não poderia deixar de ser, fartou-se agradecida do lecionar

cultural oferecido em overdose, ano após ano. Oswaldo, inegavelmente,

fazia o estilo intelectual-figura cheio de malandragem carioca daquele

tempo. Um ano antes de voltar a ocupar o cargo de presidente da

agremiação, (ele comandara a escola no primeiro carnaval) na companhia

dos amigos do Departamento de Carnaval e Cultural, lançou uma proposta

quase indecorosa para a Imperatriz: despir-se de qualquer orgulho,

vestir a fantasia da "bem-resolvida", e homenagear - nada mais, nada

menos - que a Marquesa de Santos, amante do "homi".

 

Acreditem, ou não, a soberana aceitou a encomenda. E com gosto! Eita

mulher de fibra, Carolina Josefa Leopoldina! De fato, jogou confete nas

madeixas da rival e ainda lascou no título daquele enredo de 1964 uma

frase que faria o século XIX inteirinho comichar-se em burburinho e

histeria sarcástica: "A Favorita do Imperador". Qual outra esposa teria

tamanho desprendimento para exaltar a "outra"? Ela teve, ora, pois...!

E, de quebra, possivelmente, deixou até mesmo Dom "Juan" Pedro I a

coçar os bigodes, encafifado, lá em "além-mar" celestial. Em tempo: a

"titular" só se presenteou com um enredo 32 anos depois, em 1996.

 

Sob a batuta de Oswaldo, dirigente máximo da escola entre os anos 1965

e 1973, a Imperatriz também celebrou a importância da criação coletiva

dos desfiles. Quem assinava os enredos era o Departamento de Carnaval,

à época freqüentado por nomes como Hiram Araújo e Fernando Gabeira. Em

tempos "mudernosos" de "carnavalescos e destaques vaidosos", difícil

encontrar um espírito que permaneça em especial posição de vanguarda:

 

"A

equipe prevalece sobre a autoria individual. O enredo não tem dono.

Nossa jogada é pretender desmistificar a tradição narcisista que viciou

a cultura, tantas vezes falsificando seus fins e traindo a sua missão

em favor do exibicionismo nominal e de recompensas extra-culturais. Em

nível superior de elaboração teórica, o Departamento de Carnaval

revive, assim a gratuidade do anonimato folclórico", diz o livreto do enredo de 1973, "ABC do Carnaval à Maneira da Literatura de Cordel".

 

Um ano antes, no antológico "Martim Cererê" (1972), a Rede Globo

buscava uma escola de samba verde-branca para ambientar a histórica

"Bandeira 2", novela que Dias Gomes preparava para a faixa das 22

horas. Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente e Império

Serrano enviaram, cada uma, o seu representante, pleiteando a vaga em

aberto no antigo horário nobre da dramaturgia brasileira. Pelas bandas

de Ramos, Oswaldo Macedo - novamente ele! - foi o escalado para o breve

bate-papo de convencimento com a equipe de criação.

 

Ao avistar o autor da trama, cumprimentou-o cheio de deferência,

sentou-se à sua frente com o mais irônico dos semblantes e, em poucos

minutos, produziu a divagação dos séculos sobre o carnaval, a

Imperatriz e o que mais lhe veio à cabeça. Em latim! Dias Gomes

derreteu-se. A escola foi escolhida, e "Martim Cererê", de autoria de

Zé Catimba e Gibi, um sucesso nacional, assim como o bicheiro Tucão -

interpretado pelo gênio Paulo Gracindo em "Bandeira 2". De lá pra cá,

todo mundo sabe direitinho com que doce melodia a banda tocou esta

história: a escola cresceu, assistiu ao florescer vitorioso de nove das

suas fantasias carnavalescas, virou referência nas décadas seguintes.

 

Agora, alma de menina, atinge a marca dos cinqüentinha. Aliás, dizem as

carpideiras pessimistas de plantão que dá um azar danado desfilar em

ano de cinqüentenário. Escolas de samba, vaidosas como elas só, não

seriam muito afeitas ao trololó de menopausa, reposição hormonal, e

"feminices" de mesma natureza. Basta uma bisbilhotada marota nos

desfiles de algumas agremiações, quando do canto do cisne de suas cinco

décadas, para sentir que até mesmo os Deuses do samba parecem nutrir

relativa implicância com esta específica data arredondada. E se ele, o

jubileu tão esperado, for lembrado e cantado a plenos pulmões na obra

transportada para a avenida - valhei-me, santo Ambrósio! - o feitiço ainda parece vir anabolizado. Será?

 

Discordo. E lanço a minha campanha para que a Imperatriz derrame no

"palco iluminado" sua vida, sua gente, seu Oswaldo, seu Amaury, seus

antigos sonhos de carnaval, em 2009. Fico, por fim, com as linhas que

encerram o enredo de 1971, "Barra de Ouro, Barra de Rio, Barra de

Saia", síntese precisa daquilo que seria uma apresentação de carnaval: "Arte

efêmera que, em poucos minutos, é "vivida" por centenas de milhares de

pessoas, e do que foi "vivido" nada se repetirá. (...) O desfile de uma

Escola de Samba, na sua essência, é um Auto - na sua exteriorização é

um espetáculo que jamais foi visto e que não se repetirá. Há que ser

intensamente amado o que não será vivido duas vezes..."

 

E

hão que ser intensamente celebrados os aniversários, os mais belos

sambas e, claro, eles, os momentos e lembranças - que não voltam, não

voltam jamais...

 

 

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Sinopse boa, mas apenas isso. Parece ter faltado algo a mais, alguma poesia sobressalente ou um lirismo destacável. Ficou com um aspecto de "Wikipédia", ainda que seja louvável a idéia; principalmente, como alguém escreveu por aí, quando entra na história da escola para valer - à exceção dos títulos, só é citado o carnaval de Viriato Ferreira. Rosa tem capacidade e poderia ter trabalhado mais o aspecto carnavalesco do bairro, bem como reconstruir em palavras sua própria trajetória (de Rosa na Imperatriz). Por outro lado, a sinopse dá margem para vários estilos de samba - na letra e na melodia - o que pode render grandes obras. Resta torcer para que a Rosa surpreenda no enredo em si, visualmente, porque literalmente ficou "apenas bom" para o material que se tinha em mãos. Uma coisa é ser simples, objetivo e direto. Outra é ser MUITO simples e não ter NADA subjetivo. No caso da simplicidade, refiro-me à trajetória Rosa + Imperatriz que só é citada pelos títulos... Dá para fazer maravilhas com a temática e quem viveu isso deveria escrever ainda melhor, concordam? No caso da objetividade, eu sou a favor de lirismos. Não, não o tal "floreado" e "falso" como com enredos de gás etc. Esses têm mais de ser objetivos mesmo. Agora, a emoção e os devaneios estão na síntese do carnaval e EU não senti coisa alguma com a sinopse, pareceu-me mera descrição histórica, à exceção da parte de 1972 - que também foge à simplicidade, aliás. Enfim, torço muito pelo sucesso leopoldinense, principalmente pelo preconceito que passou a enfrentar depois do tri. Minha nota é 3/5. Por enquanto:

 

 

 

Arranco - 5/5

 

Imperatriz - 3/5

 

 

 

A notícia boa foi a volta do Paulinho. CHEGÔ A HOOOOOORA!

 

 

 

Mais tarde tem o sorteio. Os pares são (vale lembrar que as escolas de samba que formam pares não podem desfilar no mesmo dia:

 

 

 

Beija-Flor e Mangueira;

 

Salgueiro e Tijuca;

 

Grande Rio e Portela;

 

Viradouro e Vila Isabel;

 

Imperatriz e Mocidade.

 

 

 

Beija-Flor e Grande Rio no domingo, vamos torcer. 16.gifltrhpsm2008-06-30 18:00:03

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GR segunda de domingo, BF também lá com a Vila! Tomara que as outras não troquem para as queridinhas se foderem, haha. Vamos lá, Portela, para fechar ganhando. 16.gif

 

 

 

Li a sinopse do Salgueiro agora: divina. 5/5 com louvor, como dizem alguns por aqui. Torcendo para o Sal agora, mas ainda acho que o enredo da Portela ou naufraga ou vem com tudo. E a Mocidade é favorita para cair - Império vai ficar; algumas não caem; Porto da Pedra só é pequena para quem acompanha Carnaval dormindo na Globo; e as outras estão com bons enredos.ltrhpsm2008-07-01 22:03:54

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Eu, eu, eu, os queridinhos se foderam! 06.gif06.gif GR, BF e Vila; de novo no mesmo dia, mas agora sem fecharem e virem em seqüência e ainda no domingo. Imperatriz, Portela e Salgueiro cheirando a título, hehe. Aliás, segunda só tem escola que vem para título e a Porto da Pedra sempre foi melhor começando as segundas-feiras, levanta legal a galera.

 

 

 

E vai ser lindo Vira e Tijuca terminando, muita gente vai embora e o metrô fica menos cheio. Espero que assim seja, apesar de que, agora com 6, mesmo os gringos ainda têm ficado, após as altas doses de cerveja.

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Portela não acho que possa disputar. A saída do Cahê prejudicou a escola, afinal, ele foi o responsável pelo desfile passado, apesar que até agora acho aquela quarta colocação um tremendo exageiro. Além disso, a escola está se reerguendo. Leva tempo.

 

Salgueiro vem muito forte, Imperatriz vem muito forte e com o melhor samba, provavelmente. Beija-Flor, como sempre, muito forte. Mangueira acho que se recupera, apesar do enredo duvidoso. Grande-Rio viria muito forte com seus 8 milhões, bom enredo e sem o megalomaníaco do Szaniecki, mas com essa colocação no sorteio, pegando a avenida fria, acho que pode prejudicar Caxias.

 

 

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  • 3 months later...

Tops sambas-enredo:

 

 

 

ESPECIAL

 

01. Grande Rio

 

02. Império Serrano

 

03. Viradouro

 

04. Unidos da Tijuca

 

05. Vila Isabel

 

06. Portela

 

07. Mangueira

 

08. Porto da Pedra

 

09. Imperatriz

 

10. Mocidade

 

11. Beija-Flor

 

12. Salgueiro

 

 

 

(Os três primeiros e os três últimos aparentemente certos; os demais alternam-se a todo momento)

 

 

 

ACESSO A

 

 

 

01. Renascer de Jacarepaguá

 

02. Império da Tijuca

 

03. Paraíso do Tuiuti

 

04. São Clemente

 

05. Acadêmicos da Rocinha

 

06. Santa Cruz

 

07. União da Ilha

 

08. Caprichosos

 

09. Estácio de Sá

 

10. Inocentes de Belford Roxo

 

 

 

(Mesma coisa que no Especial)ltrhpsm2009-01-09 12:52:43

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  • 1 month later...

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