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Poesias


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Inspirou hj né Kikas?  0610 10

 

Entonces mais um de Cecília! Adoolo sua criatividade, e um dia ainda escreverei 5% do que ela escreveu! ó coitada! 06

 

Canção


Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

Cecília Meireles

 

 
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  • 2 weeks later...

Poema do amigo aprendiz

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.

Nem tão longe e nem tão perto.

Na medida mais precisa que eu puder.

Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,

Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.

Sem forçar tua vontade.

Sem falar, quando for hora de calar.

E sem calar, quando for hora de falar.

Nem ausente, nem presente por demais.

Simplesmente, calmamente, ser-te paz.

É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!

E por isso eu te suplico paciência.

Vou encher este teu rosto de lembranças,

Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Fernando Pessoa
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Vou colocar aqui uma letra de música que acho linda, como várias da mesma cantora.

 

O nome da música é Oceania: [a tradução é tosca, mas dá pra ter uma idéia]

 

One breath away

 

from Mother Oceania

 

your nimble feet make prints

 

in my sand

 

 

 

You have done

 

good for yourselves

 

since you left my wet embrace

 

and crawled ashore

 

 

 

Every boy is a snake is a lily

 

every pearl is a lynx is a girl

 

 

 

Sweet like harmony

 

made into flesh

 

you dance by my side

 

children sublime

 

 

 

You show me continents

 

- I see the islands

 

you count the centuries

 

- I blink my eyes

 

 

 

Hawks and sparrows

 

race in my waters

 

stingrays are floating

 

across the sky

 

 

 

Little ones

 

- my sons and my daughters

 

your sweat is salty - I am why

 

I am why

 

I am why

 

your sweat is salty - I am why

 

I am why

 

I am why

 

Tradução

 

Numa respiração

 

da Mãe Oceânia

 

seus pés ágeis deixam marcas

 

em minha areia

 

 

 

Você terminou

 

bom para vocês mesmos

 

desde que você deixou meu abraço molhado

 

e rastejou à praia

 

 

 

Todo menino é uma cobra é um lírio

 

toda pérola é um lince é uma menina

 

 

 

Doce como a harmonia

 

feito dentro da carne

 

você dança ao meu lado

 

crianças sublimam

 

 

 

Você me mostra continentes

 

- Eu vejo ilhas

 

você conta os séculos

 

- Eu pisco meus olhos

 

 

 

Falcões e pardais

 

correm em minhas águas

 

raias estão flutuando

 

pelo céu

 

 

 

Pequenas coisas

 

- meus filhos e minhas filhas

 

seu suor é salgado - eu sou o porquê

 

Eu sou o porquê

 

Eu sou o porquê

 

seu suor é salgado - Eu sou o porquê

 

Eu sou o porquê

 

Eu sou o porquê

 

 

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Acho que Lord Byron deve ter ensinado tudo a Augusto dos Anjos rs Qd li esse poema  "Uma taça feita de um crânio humano"

 

Lembrei-me do augusto..com seus Versos íntimos que arrepiam 09 Conhecem? Uma coisa estilo ler...e encantar-se com a ousadia e desencantar-se com o imaginário que ao lê-lo te traz...rs06

 

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem' date=' que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!
[/quote']

Adoro esse poema,!

Bemmmm pessimista é de uma sinceridade brutal que ... aff!
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Adoro esse poema!

Bemmmm pessimista é de uma sinceridade brutal que ... aff!
[/quote']

 

Não éann? Augusto dos Anjos realmente me dava muuuito medo na escola! 06

Agora, um poquin maior é que se consegue parar para analisar a sinceridade de seus poemas!

 

Esse do Fernando Pessoa sobre amigos é lindo de morrer mesmo *.*

 

Então vai um sobre amigos tb, que eu não conhecia, de Machado de Assis:

 

Bons amigos

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

                                                               Machado de Assis
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Soneto do amigo

 

Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.

 

É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.

 

Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.

 

O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes
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Viceversa

Tengo miedo de verte
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte

tengo ganas de hallarte
preocupación de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte

tengo urgencia de oírte
alegría de oírte
buena suerte de oírte
y temores de oírte

o sea
resumiendo
estoy jodido
y radiante
quizá más lo primero
que lo segundo
y también
viceversa.

(Mario Benedetti )
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Se os poucos dias, que vivi contente, <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

foram bastantes para o meu cuidado,

que pode vir a um pobre desgraçado,

que a idéia de seu mal não acrescente!

 

Aquele mesmo bem, que me consente,

 talvez propício, meu tirano fado,

esse mesmo me diz que o meu estado

se há de mudar em outro diferente.

 

Leve, pois, a fortuna os seus favores;

eu os desprezo já; porque é loucura

 comprar a tanto preço as minhas dores:

 

se quer que me não queixe a sorte escura,

 ou saiba ser mais firme nos rigores,

 ou saiba ser constante na brandura.

CLÁUDIO MANOEL DA COSTA

Kikas2010-04-04 14:38:13
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Alguém me lembrou de um poema lindo demais hoje:

 

"Fanatismo"

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

3d17Florbela Espanca 

MariaShy2010-04-01 12:59:18
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Lindo também na voz de Fagner!

 

 

 

 

 

Alguém me lembrou de um poema lindo demais hoje:

 

"Fanatismo"

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

3d17Florbela Espanca 

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Poesia Matemática

Millôr Fernandes

Às folhas tantas

do livro matemático

um Quociente apaixonou-se

um dia

doidamente

por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável

e viu-a do ápice à base

uma figura ímpar;

olhos rombóides, boca trapezóide,

corpo retangular, seios esferóides.

Fez de sua uma vida

paralela à dela

até que se encontraram

no infinito.

"Quem és tu?", indagou ele

em ânsia radical.

"Sou a soma do quadrado dos catetos.

Mas pode me chamar de Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram

(o que em aritmética corresponde

a
almas irmãs
)

primos entre si.

E assim se amaram

ao quadrado da velocidade da luz

numa sexta potenciação

traçando

ao sabor do momento

e da paixão

retas, curvas, círculos e linhas sinoidais

nos jardins da quarta dimensão.

Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana

e os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.

E enfim resolveram se casar

constituir um lar,

mais que um lar,

um perpendicular.

Convidaram para padrinhos

o Poliedro e a Bissetriz.

E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro

sonhando com uma felicidade

integral e diferencial.

E se casaram e tiveram uma secante e três cones

muito engraçadinhos.

E foram felizes

até aquele dia

em que tudo vira afinal

monotonia.

Foi então que surgiu

O Máximo Divisor Comum

freqüentador de círculos concêntricos,

viciosos.

Ofereceu-lhe, a ela,

uma grandeza absoluta

e reduziu-a a um denominador comum.

Ele, Quociente, percebeu

que com ela não formava mais um todo,

uma unidade.

Era o triângulo,

tanto chamado amoroso.

Desse problema ela era uma fração,

a mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade

e tudo que era espúrio passou a ser

moralidade

como aliás em qualquer

sociedade.
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Consolo na Praia


Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

 

 

(Carlos Drummond de Andrade )
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Temas e Variações

 

Sonhei ter sonhado

Que havia sonhado.

Em sonho lembrei-me

De um sonho passado:

O de ter sonhado

Que estava sonhando.

Sonhei ter sonhado...

Ter sonhado o quê ?

Que havia sonhado

Estar com você.

Estar? Ter estado.

Que é tempo passado.

Um sonho presente

Um dia sonhei.

Chorei de repente

Pois, vi, despertado,

Que tinha sonhado. .

 

(Manuel Bandeira)

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Rasuras

quem passa borracha no peito?
me ensina a apagar
quem passa borracha, liquid paper
me ensina!
quem consegue escrever outra coisa por cima?
eu rabisco, puxo uma seta, escrevo do lado, em cima, embaixo...
trago no peito um coração rasurado
sem ter onde passar a limpo
sem poder jogar fora o rascunho
aí acaba que ninguém entende esses meus rabiscos
e eu não posso reclamar compreensão
não posso reclamar
eu tenho um coração ilegível

 

(Beatriz Provasi)
laure2010-04-15 16:14:21
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        Rasuras

...eu tenho um coração ilegível

 

(Beatriz Provasi)

 

A maioria de nós sofre desse mal 09

 

 


Arte de amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus ou fora do mundo.


As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se
com outro corpo.
Porque os corpos se entendem,
mas as almas não.

Manuel Bandeira
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Coma da MÃE

 

Eu bebi do teu remédio<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

para ficar doente em tua companhia

Parceiro da tua dor e agonia

Em paracetamol morfina

O acompanhante de quarto

Afinal, o que você tem, porque não volta do sono?

Em vão busquei respostas

No buscopan composto de nada

 

Paulatinamente ficamos flácidos

Sem pernas para visitas

Sem forças para a canja das dezessete

Sem bocas para bolachas água e sal

 

Agulhas invadem nossas veias

Que insistem em fugir do aço

Com líquidos verdes ineficazes

Unindo nosso sangue umbilical

 

Aliviei tua sede com gaze embebida

Beijei o teu olhar, vazio de febres,

Na translúcida distância

Delirante de alegrias e inseguranças

 

Lá fora a vida abraça o sol

Com o seu frêmito inexorável

No festival diário dos pássaros que amanhecem

No riso das buzinas que zombam da minha cara

 

Cá dentro os corredores cheiram a éter

Só rumor por aqui no silêncio hospitalar,

Um só gemido acolá no labirinto das dores eternas

Vozes que clamam nas masmorras gélidas

 

Enfermeira!

Um médico, por favor,

E o pedido desaparece inválido

Na prancheta do medíocre curandeiro

O calor fica por conta dos anjos de branco

Que transitam urgentes, levitantes.

Com a cruz vermelha carimbada nas asas

Um cheiro acre de urina, fezes, vômitos, sangue.

Aguardando pela limpeza anti-séptica

Luvas elásticas, banho de bacias, madres, comadres.

E uma cruel pergunta que paira

 

- moço o que ela tem?

 

Sei lá moça

Aqui nasce a vida

Aqui a morte morre

Pacto transcendental de infinitos mistérios

Aqui o tempo fica do tamanho

De uma invenção qualquer

Cada um com a sua estória

Solitária e sem importância

Registro de um momento único

Marionete, inerte.

E joguete nas mãos do cara

[tenho profundas mágoas deste jogo]

 

Fiz um carinho em sua face inerme

Ausente de sorrisos

Onde você está agora?

No leito do quarto ou em rios de infância

Minha maior ânsia é saber

Houve um tempo para tua felicidade?

 

Canto solitário todas as suas canções

Caço pelas tuas fantasias de senhora

Choro com vontade de ser forte

E, no entanto impotente.

Para entender a tua inércia

Perdoa-me, mãe!

Fui em busca da tão sonhada força

Só para provar que sabia ser seu filho

 

Cenas de cinema em conta gotas lento

Recortes de lembranças em batimento fraco

Durma, eu cuido da tua capelinha.

Dorme, eu cuido da certidão de óbito.

 

Tum...tum...tum...Parou?

 

Descanse em paz...Mãe.

 

 

(Carlos Alberto Muzilli)
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Homenagem à São Jorge no seu dia.

 

Jorge Da Capadócia

(Jorge Ben Jor)

Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal

Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

Jorge é de Capadócia, viva Jorge!
Jorge é de Capadócia, salve Jorge!

Perseverança, ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor
Perseverança, ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum
Ogam, Ogam toca pra Ogum

Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia
Jorge é da Capadócia

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum

Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia

Ogam toca pra Ogum
Ogam toca pra Ogum

Jorge da Capadócia

laure2010-04-23 23:12:09
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