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Quem mora na favela tem todo o poder publico do seu lado, como escolas, creches, assistencia social, programas de moradia e etc.

uma casa no morro é muito mais barata que no "asfalto", vc mora perto do centro, tem como já citado luz e agua gratis além de gato-net, sobra assim bastante pra vc gastar com "certos luxos".
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Quem mora na favela tem todo o poder publico do seu lado' date=' como escolas, creches, assistencia social, programas de moradia e etc.[/quote']

 

Caraca... Aonde existe essa favela-maravilha... vou me mudar para lá!

 

Nas favelas modelo aqui do Rio de Janeiro, como Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Providência... inclusive no cantagalo, o governo do estado, união e prefeitura está fazendo uma total restrutura nela... mas mesmo assim é favela...

 

Aqui no Rio tem favelas e favelas...
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Mas sabe que se entrar na favela, para ter direito ao luxo você tem que saber que você está do outro lado, do lado do crime. E aí amigo, se você tiver uma filha, ela pode passar a ser posse do chefe, sua casa pode virar refúgio a qualquer momento... é o preço...

 

O que me faz pensar em uma outra questão. É inegável que existam pessoas "de bem" morando nas favelas, mas eles não estão contribuindo e sendo até certo ponto cúmplices com o tráfico?
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De certo modo sim. No documentário Notícias de uma Guerra Particular, que é citado na crítica, alguns dos entrevistados são os cidadãos "de bem" das favelas, que vivem no meio desta guerra, tampouco aprovam os traficantes e tudo que eles fazem, mas acabam se valendo do "bem-estar" proporcionado pelos mesmo. É aquele negócio... a quem eles vão recorrer quando precisam do remédio para o filho doente? Ao Estado? Para ver como a questão é bem delicada.

 

 
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ainda não vi o filme (devo ser um dos poucos que não tem o dvd pirata...). só irei opinar depois de conferir o filme, mas algumas coincidências me chamaram a atenção: houve um intenção deliberada de pablo de comentar "serpico" antes de comentar "tropa de elite"? a idéia de "jovens clássicos" surgiu dessa intenção?

 

 

 

 

 

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Quem mora na favela tem todo o poder publico do seu lado' date=' como escolas, creches, assistencia social, programas de moradia e etc.[/quote']

 

Caraca... Aonde existe essa favela-maravilha... vou me mudar para lá!

 

Se as favelas fossem assim não seriam favelas, essa é justamente uma das medidas que deveriam ser tomadas com mais frequência para acabar com esse abismo social que separa o morro dos centros urbanos.
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Quem mora na favela tem todo o poder publico do seu lado' date=' como escolas, creches, assistencia social, programas de moradia e etc.

uma casa no morro é muito mais barata que no "asfalto", vc mora perto do centro, tem como já citado luz e agua gratis além de gato-net, sobra assim bastante pra vc gastar com "certos luxos".
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Como assim? rsrs

 

Quem mora em ocupações convivem com uma tremenda falta de infra-estrutura e de equipamentos sociais. Não tem poder público nenhum ao lado deles. Isso só aparece nas propagandas políticas mesmo. De vez em quando tem uma ong ou se cria um equipamentozinho pela favela para que se saiam por aí dizendo que eles estão bem instalados.

 

A questão do preço, claro, não diz respeito só a localização da casa... ter uma casa no morro ou no ... "asfalto" (?). Casas são caras, os mateiriais são caros... mas se esforçando, o carinha da favela pode arranjar um pouco de mateiral aqui, outro acolá e ele e os amigos dele vçao lá e constroem a casa.

A questão é que o preço da terra, que é extremamente caro. Então a casinha deles acaba sendo construída em qualquer lugar que não está sendo utilizado, um vazio urbano, ao longo de um riacho, de uma lagoa ou em um morro. Tudo isso porque eles não têm dinheiro para pagar pela terra, por um lote na cidade.

 

Se a questão fosse só pagar contas, não existiriam favelas como hoje. O gerador da favela é um só: o alto preço da terra. Tanto que tem altas casinhas bonitinhas até nas ocupações e tem até coisinhas legais dentro delas... mas o preço de nada lá dentro equivale ao preço de um lote urbano... por isso que eles continuam vivendo em ocupações ilegais (=favelas).

 

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vi agora. muito bom em vários aspectos. a parte técnica é brilhante (v.g., muito cuidado nos detalhes da casa do protagonista e das casas das favelas). as atuações são brilhantes (a transformação do "aspira" lembra a de gomer pyle em "nascido para matar"). quanto ao roteiro, deve-se tristemente anotar que ele deve ser muito próximo da realidade. claro que poucos dos que aqui escrevem têm condições de afirmar, por experiência própria, se as cenas são exageradas ou não, mas uma coisa é inegável: pelo que se acompanha nos jornais, trata-se de uma "ficção" muito real.

 

parece-me uma idiotice adjetivar o filme de fascista. nascimento não é um herói. é mais um triste produto da violência (melhor dizendo, da banalização da violência). aquela não é a solução.

 

spoiler (e daí? todos já viram mesmo)

excelentes crítica e filme. e achei corajosa a afirmação de pablo que torceu pela execução (ainda que inconscientemente). particularmente torci para que não houvesse tiro, mas assim o final do filme não seria coerente com seu desenvolvimento. muitos devem também torcer pelo tiro e não admitem publicamente.

 

cinco estrelas.       

trobarel2007-10-14 17:28:02

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Para quem não sabe,existem casas feitas de barro nos morros cariocas.

E,como falei,quem têm esses luxos têm alguma participação com o tráfico.

 

Não acho que a pessoa vai se prestar a ficar sendo "esculachada" pelo tráfico,pela polícia,tendo que subir o morro com compras,ficando perto do mau cheiro,esgoto a céu aberto,correndo o risco dos filhos entrarem para o tráfico etc,só para ter água,luz,tel e net de graça.

Têm muita gente que vive no "asfalto" que têm essas coisas "no gato".

Então não venham falar que o cara tá no morro só porque pode ter essas coisas de graça.

Quem mora no morro ou mora alí porque não têm dinheiro mesmo,ou porque faz alguma coisa errada.Ponto Final.

Quantos aqui já subiram uma favela?
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Pouco depois de o mundo ter ciência das atrocidades cometidas pelo regime nazista (em especial aos judeus), a teórica política alemã Hannah Arendt, defendeu a tese de que a barbárie nazista era decorrência da banalizão do mal.

Pois bem, nunca em nosso país essa expressão encontrou-se tão corrente nas diferentes camadas sociais.

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Atualmente nossa nação vive atormentada pelo medo, pela insegurança e pela desesperança. Sem nos dar conta, travamos uma luta diária contra a violência e a marginalidade. Mudamos nossas rotinas diárias de modo a nos prevenirmos dessa ameaça fantasma que parece nos rondar a toda hora, só esperando o momento oportuno para atacar-nos.

 

E o pior, nos acostumamos com essa nova rotina preventiva: já achamos normal ter que buscar o filho no colégio q fica ao lado de casa, desviar caminhos para evitar bandidos, regular o horário para não ficarmos até o escurecer na rua, andarmos com pouco dinheiro, etc...

 

A partir do momento q toleramos atitudes q não deveriam existir, passamos a viver em uma condição de submissão e de incerteza, que mostra a fragilidade do Estado Brasileiro. Ora, o normal é ter uma vida livre e despreocupada!! A exceção é que deveria ser o estado de alarde já implantado na cultura brasileira.

 

Quem já esteve em países de primeiro mundo, provavelmente deve ter ficado maravilhado com a sensação de liberdade e segurança. Veja-se o absurdo da situação: ficamos surpresos com uma forma de sentimento que pode soar tão banal aos habitantes do mundo ‘civilizado’.

 

E aí retornamos ao conceito de banalização do mal exposto no início do texto, porém, analisado por outra ótica, pela ótica da vítima, pela ótica de nós, cidadãos trabalhadores, pais de família, enfim, pessoas descentes.

 

Infelizmente nos acostumamos ao mal q atormenta a sociedade brasileira, já passamos despercebidos diante do noticiário criminal, diante da corrupção de políticos que ronda os fétidos antros de representação do povo. Em alguns casos, acontecimentos aterrorizantes até causam certa comoção popular (como o triste caso do garoto João Hélio), só q o tempo e a omissão do Estado para coibir tais crimes, faz o povo perder a crença na Justiça.

 

Vivemos em um país combalido, desacreditado, inerme. O Brasil clama por profundas mudanças, por transformações radicais de repressão a todos esses maus que destroem famílias e definham a moral do povo brasileiro. E é justamente a figura do capitão Nascimento que representa a mudança que o povo brasileiro tanto clama. Precisamos de uma figura que nos volte a dar esperança, que levante nossa moral, que haja quando se deva agir.

 

O grande mérito de Tropa de Elite é reacender a chama da esperança que se encontrava enfraquecida no coração dos brasileiros. O sucesso do filme é a imagem da discordância com a violência e impunidade que assola nosso país.

 

Portanto, fico me perguntando com que olhos os habitantes de primeiro mundo (alheios a nossos problemas) assistirão Tropa de Elite? Será que verão o filme como um espetáculo de violência e sadismo, ou se darão conta de que o filme é reflexo de uma sociedade atormentada pela violência e impunidade??

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Vivemos em um país combalido' date=' desacreditado, inerme. O Brasil clama por profundas mudanças, por transformações radicais de repressão a todos esses maus que destroem famílias e definham a moral do povo brasileiro. E é justamente a figura do capitão Nascimento que representa a mudança que o povo brasileiro tanto clama. Precisamos de uma figura que nos volte a dar esperança, que levante nossa moral, que haja quando se deva agir.

 

O grande mérito de Tropa de Elite é reacender a chama da esperança que se encontrava enfraquecida no coração dos brasileiros. O sucesso do filme é a imagem da discordância com a violência e impunidade que assola nosso país.

 

Portanto, fico me perguntando com que olhos os habitantes de primeiro mundo (alheios a nossos problemas) assistirão Tropa de Elite? Será que verão o filme como um espetáculo de violência e sadismo, ou se darão conta de que o filme é reflexo de uma sociedade atormentada pela violência e impunidade??

[/quote']

 

 

o problema não é o filme (que apenas pretendeu retratar a realidade). o problema é o que se pensa do filme, qual mensagem se extrai. quando os brasileiros (e o resto do mundo) assistem aos filmes da guerra do vietnã, geralmente enxergam apenas um cruel entretenimento (o sentimento de repulsa aproxima-se da sensação do espectador de "o albergue", por exemplo. nada mais). já quando os americanos ou vietinamitas assistem aos mesmos filmes, a sensação é completamente diferente. muitos são os sentimentos e impressões, questionamentos morais e humanistas, angústias etc.

 

a mesma coisa acontece em relação a "tropa de elite". não fico preocupado com o que o mundo pensa do filme (muito vão se divertir, pensando que o brasil finalmente tem seu john maclane). preocupa-me muito é o que os brasileiros vão pensar. 

 

como alguém pode defender nascimento?

 

como alguém pode concordar com a tortura?

 

esse é o grande mérito e o grande perigo do filme. um filme mobiliza mais a sociedade que mil capas de jornais. poucas vezes se discutiu tanto o assunto. o problema é que as pessoas interpretam a mensagem das formas mais díspares, e não há violência que justifique violência. quer porque não dá certo (pergunte aos países que adotaram a pena de morte), quer porque a humanidade precisa abandonar de vez a barbárie.

 

assista ao filme, concorde ou não com nascimento, mas jamais cogite importar suas atitudes da tela para os morros e invasões. violência jamais será a solução. a história já provou isso.    

trobarel2007-10-17 08:36:17

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  • 2 weeks later...


A violência justifica a violência' date=' SIM. Imagine se a América não tivesse mandado os kamikaze pro inferno ou seus soldados a Normandia, como estaria o mundo hj?

[/quote']

 

 

Os Kamikazes "arrasaram" Pearl Harbor, não foi os americanos que mandaram eles para o inferno...06 Alguns anos depois, EUA revidou mandando bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki, matando milhares de inocentes... Acho que foi por aí...17

 
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Primeiro post  no forúm.

 

Decidi começar pelo Tropa de Elite porque é um dos filmes mais falados do momento e é brasileiro.

 

Gostei muito, principalmente do elenco impecável. Wagner Moura está cada vez melhor, incrivel.

 

Acho que esse tipo de filme faz com que as pessoas pensem, e isso é legal.

 

Infelizmente tudo o que é apresentado é real, temos que abrir os olhos e fazer alguma coisa.

 

E viva o cinema nacional!

 

 

 

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Com ctz o filme é bom, mas não acho q ele tinha o sentido de trazer respostas aos problemas citados.

 

Vejo ele mais como um filme de ficção, como Rambo ou semelhantes!

 

Uma coisa q eu queria comentar, é a reação as torturas dos espectadores, na do cabo de vassoura eu tinha "ctz" q ja tinha visto o garoto numa das cenas anteriores do filme, então ja tinha uma "ctz" q ele tinha culpa no cartório, depois de ver a brutalidade dos traficantes, fica facil dar razão a tortura realizada em quem quer q seja q tivesse metido nisso, mas ai vem a questão complicada, e se ele fosse inocente?

 

Uma q é "discutivel" foi a mulher do Baiano, até q ponto ela era culpada? Ela tava "protegendo" o cara, mas no filme deixou claro q ela não sabia onde ele tava, eu penso q ngm deu mta bola, pq seria como se preocupar com o faxineiro q o Rambo matou explodindo um predio qq cheio de terroristas.

 

 

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Com ctz o filme é bom' date=' mas não acho q ele tinha o sentido de trazer respostas aos problemas citados.

Vejo ele mais como um filme de ficção, como Rambo ou semelhantes!

Uma coisa q eu queria comentar, é a reação as torturas dos espectadores, na do cabo de vassoura eu tinha "ctz" q ja tinha visto o garoto numa das cenas anteriores do filme, então ja tinha uma "ctz" q ele tinha culpa no cartório, depois de ver a brutalidade dos traficantes, fica facil dar razão a tortura realizada em quem quer q seja q tivesse metido nisso, mas ai vem a questão complicada, e se ele fosse inocente?

Uma q é "discutivel" foi a mulher do Baiano, até q ponto ela era culpada? Ela tava "protegendo" o cara, mas no filme deixou claro q ela não sabia onde ele tava, eu penso q ngm deu mta bola, pq seria como se preocupar com o faxineiro q o Rambo matou explodindo um predio qq cheio de terroristas.
[/quote']

Se fose inocente não teria um Nike Shox de mil pilas novo na gaveta.

E desde qdo mulher de traficante é inocente? é cúmplice, e lugar de cúmplice é no saco.

 

se pensa assim, o q dirá de quem baixa filmes pela net..06
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Essa questão das torturas é bastante complicada.

Mas uma coisa temos que nos lembrar,aquilo que tá subindo o morro não é polícia não.

O quadro é de guerra,guerrilha.

Alí têm soldados treinados para matar,treinados para a guerra,não o políciamento.

 

É fato que as pessoas nas favelas encobrem os traficantes.

Mas o que a pessoa vai fazer?Vai "dedurar" o traficante?

As pessoas não confiam tanto na polícia a ponto de "dedurar" o traficante na esperança de que a polícia vai expulsar o tráfico e eles não vão voltar.

Os traficantes vão voltar,matar os "x9" e tudo volta ao normal.Até o Bope ou a Core subir a favela novamente.

Aí que está o problema.

Enquanto um grupo faz seu trabalho (Bope e Core) de subir a favela e tomar ela a tiro.

O outro não faz (polícia) de vigiar a favela para que o tráfico não volte.

Esse é o problema.

Se,depois do Bope ou Core ir embora,chegar o governo,com infra-estrutura,polícia,etc as pessoas levariam os políciais até as casas dos traficantes e ainda serviram café para eles.

Vejam a ironia.Enquanto o Rio continua assim.O Brasil teve uma missão bem sucedida no Haiti.Acabando o com tráfico de drogas lá.

Porque o mesmo não é feito aqui?Antes é preciso admitir o estado de guerra que faz com que mortes inocentes sejam mais "toleradas".
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Exato. Mas isso não tira a culpa' date=' realmente que o único apoio que os favelados tem são dos próprios traficantes, mas isso forma um ditadura maquiavélica e não tira culpa de ninguém, são cúmplices do ambiente, mas são culpados. Pior são os universiotários, que financia diretamente essa ditadura, mas estes andam de cara limpa, defendidos pela sociedade branca.
[/quote']

Não acho o termo "universitário" muito bom.Prefiro o termo,desculpe a ironia,"usuário".

E é pensando no financiamento que os usuários dão ao tráfico que defendo a legalização das drogas.
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Com ctz o filme é bom' date=' mas não acho q ele tinha o sentido de trazer respostas aos problemas citados.

 

Vejo ele mais como um filme de ficção, como Rambo ou semelhantes!

 

Uma coisa q eu queria comentar, é a reação as torturas dos espectadores, na do cabo de vassoura eu tinha "ctz" q ja tinha visto o garoto numa das cenas anteriores do filme, então ja tinha uma "ctz" q ele tinha culpa no cartório, depois de ver a brutalidade dos traficantes, fica facil dar razão a tortura realizada em quem quer q seja q tivesse metido nisso, mas ai vem a questão complicada, e se ele fosse inocente?

 

Uma q é "discutivel" foi a mulher do Baiano, até q ponto ela era culpada? Ela tava "protegendo" o cara, mas no filme deixou claro q ela não sabia onde ele tava, eu penso q ngm deu mta bola, pq seria como se preocupar com o faxineiro q o Rambo matou explodindo um predio qq cheio de terroristas.

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Se fose inocente não teria um Nike Shox de mil pilas novo na gaveta.

 

E desde qdo mulher de traficante é inocente? é cúmplice, e lugar de cúmplice é no saco.

 

se pensa assim, o q dirá de quem baixa filmes pela net..06

 

e se ele fosse culpado? e se ele fosse reconhecidamente um assassino sanguinário e sádico, como o traficante "baiano", do filme?

 

ainda assim ele não mereceria a execução sumária. nem tortura. nem mesmo um tapa na cara da autoridade policial.

 

ele mereceria ser julgado e preso. é isso que precisa ficar sempre claro (e esse é o grande perigo do filme).

 

favelado não é bandido. é vítima.

 

criminoso tem direito a julgamento, tem direito a defesa, tem direito a integridade física (ainda que ele não  tenha a mesma postura com suas vítimas).

 

a maior contribuição que a cultura poderia dar a esse país é revisitar (em livros, filmes e novelas) os anos de chumbo, para lembrar aos brasileiros que tortura é crime gravíssimo e não deve ser admitido em nenhuma hipótese.

 

as maiores aberrações da humanidade começam com pequenas concessões:

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.

 

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei .

 

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.

 

No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."

 

Martin Niemöller, 1933

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Com ctz o filme é bom' date=' mas não acho q ele tinha o sentido de trazer respostas aos problemas citados.

Vejo ele mais como um filme de ficção, como Rambo ou semelhantes!

Uma coisa q eu queria comentar, é a reação as torturas dos espectadores, na do cabo de vassoura eu tinha "ctz" q ja tinha visto o garoto numa das cenas anteriores do filme, então ja tinha uma "ctz" q ele tinha culpa no cartório, depois de ver a brutalidade dos traficantes, fica facil dar razão a tortura realizada em quem quer q seja q tivesse metido nisso, mas ai vem a questão complicada, e se ele fosse inocente?

Uma q é "discutivel" foi a mulher do Baiano, até q ponto ela era culpada? Ela tava "protegendo" o cara, mas no filme deixou claro q ela não sabia onde ele tava, eu penso q ngm deu mta bola, pq seria como se preocupar com o faxineiro q o Rambo matou explodindo um predio qq cheio de terroristas.
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Se fose inocente não teria um Nike Shox de mil pilas novo na gaveta.

E desde qdo mulher de traficante é inocente? é cúmplice, e lugar de cúmplice é no saco.

 

se pensa assim, o q dirá de quem baixa filmes pela net..06


e se ele fosse culpado? e se ele fosse reconhecidamente um assassino sanguinário e sádico, como o traficante "baiano", do filme?

ainda assim ele não mereceria a execução sumária. nem tortura. nem mesmo um tapa na cara da autoridade policial.

ele mereceria ser julgado e preso. é isso que precisa ficar sempre claro (e esse é o grande perigo do filme).

favelado não é bandido. é vítima.

criminoso tem direito a julgamento, tem direito a defesa, tem direito a integridade física (ainda que ele não  tenha a mesma postura com suas vítimas).

a maior contribuição que a cultura poderia dar a esse país é revisitar (em livros, filmes e novelas) os anos de chumbo, para lembrar aos brasileiros que tortura é crime gravíssimo e não deve ser admitido em nenhuma hipótese.

as maiores aberrações da humanidade começam com pequenas concessões:

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei .

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."


Martin Niemöller, 1933

 

É fácil ter essa opinião se vc não teve tua mulher estuprada, teu filho assassinado por traficante, etc.... então pega leve com o falso moralismo
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não se trata de falso moralismo, mas de pragmatismo.

eu seria a favor da violência se ela resolvesse nossos problemas.

só que ela não resolve. ela apenas agrava a violência. a experiência dos estados americanas com a pena de morte comprova isso.

 

se não é a solução, porque praticar nova violência, tão brutal e condenável quanto a original? onde isso vai parar?

 

reflita.

 

 

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