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Forum Cinema em Cena

Sexta-Feira 13 (Friday the 13th)


Angelo Voorhees
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Esqueça qualquer box de Sexta-Feira 13 em BD aqui... A gente vai ter que se virar com o que tem - que atualmente corresponde aos filmes 1-3 em BD.

 

 

 

E dica: se quiser a Parte 3 em 3D no Blu-Ray, IMPORTE. A edição que nós temos aqui é chupada da Inglaterra que NÃO TEM a versão 3D. Dook2012-01-02 08:30:05

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  • 2 weeks later...
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E hoje vai ter dose dupla no canal FX com Sexta-feira 13 remake + Sexta-feira 13 Parte 2 a partir das 22h (pelo menos algum canal lembrou da data...).

 

Me corrigindo: O Megapix passou um monte de filme de terror ontem, e o Space passou alguns (mas na toda sexta normalmente eles passam filme de terror mesmo). E a Globo passou o Chamado no Corujão.

 

Basicamente, foi isso.
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Crystal Lake Memories

Por
Filipe Falcao
13/01/2012

 

 

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“Eu não fazia a menor ideia de que seria um sucesso tão grande”. Tal frase já virou um clichê quando dita por qualquer pessoa que tenha trabalhado no primeiro filme da franquia Sexta-feira 13 (Friday The 13th, 1980). Do diretor Sean S. Cunningham,

incluindo atores, técnicos, produtores, faxineiros e até a moça

responsável por preparar o cafezinho da equipe. Todos foram pegos de

surpresa e até hoje, quase 30 anos depois, a história é recontada

através dos documentários, entrevistas e matérias referentes ao filme.

Quer ir além destas informações? Basta comprar o livro Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th, da editora Titan Books. Trata-se de um presentão para os fãs de Jason e de suas vítimas.

 

Escrito e organizado pelo norte-americano Peter M. Bracke, Crystal Lake Memories

foi lançado em 2005 em comemoração aos 25 anos da estréea do filme

original. É interessante observar que a obra não é apenas uma série dos

resumos dos capítulos da série. A publicação vai muito mais além e traça

uma profunda análise sobre a franquia.

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Na verdade, este não é o primeiro livro sobre o assassino Jason

mas é, com certeza, o melhor. Ler os relatos dos entrevistados é como

estar diante de um longo documentário sobre a serie. O lançamento foi

celebrado como um reconhecimento da indústria cinematográfica não apenas

à série Sexta-feira 13, mas a todo o gênero suspense – horror que teve início na década de 1980 e que teve no assassino do Lago Cristal um dos seus maiores representantes. Com Crystal Lake Memories, os fãs de tais filmes devem sentir um certo orgulho ao verem um bom livro sobre o Jason ao lado de publicações que falam de 007, Star Wars, Indiana Jones ou Glauber Rocha.

 

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Além

dos relatos, o livro também é ilustrado por cerca de 600 fotos que

incluem imagens dos bastidores, promocionais e storyboards. A má notícia

é que a publicação foi lançada apenas nos Estados Unidos, Canadá e

alguns países da Europa e que é bastante cara: 50 dólares ou 35 libras.

Isso sem contar a taxa de frete para um livro com capa dura, 320 páginas

e que também é muito pesado. Além disso, a publicação está apenas em

inglês.

 

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O interessante de ler Crystal Lake Memories é que, de acordo com o próprio autor Peter M. Bracke, trata-se de uma publicação lançada para fechar um ciclo. Na apresentação do livro, ele fala que a série Sexta-feira 13se

recusa a morrer. A franquia passou de sucesso surpresa para fenômeno

cult, sobreviveu a quase uma década de hibernação e então ressurgiu como

sucesso cinematográfico para um público que agora inclui várias

gerações”. É interessante observar o comentário de Blacke

principalmente agora que estamos diante de um novo filme da franquia que

tem como objetivo representar uma reinvenção da própria série. Será que

vamos ter, nos próximos  anos, mais nove filmes com Jason? Esperamos

que sim.

 

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O lançamento de Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th

foi uma festa para os fãs. O autor, acompanhado de alguns atores,

praticamente fizeram uma turnê pelos Estados Unidos. Nestas ocasiões, as

pessoas conseguiram comprar publicações autografadas. O Boca do Inferno teve acesso ao livro e selecionou alguns trechos interessantes para você ter uma idéia do que pode encontrar na publicação.

 

BETSY PALMER (Sra Voorhess, Parte 1 e 2): Quando a minha personagem aparece no final do filme, eu comentei com o Sean (diretor), “Sabe,

você não está sendo justo com o público. Você não está dando a chance

de ninguém adivinhar quem é o assassino. Eles deveriam ter visto essa

mulher pelo menos em algum momento durante o filme. Você deveria tê-la

colocado naquele café que o Steve Christy visita, ou em na estrada com o

carro dela”. Ele respondeu: “Para o inferno com isso. Eles que adivinhem”.

SEAN S. CUNNINGHM (Diretor, Parte 1): Nós tivemos uma mudança de última hora do ator que iria interpretar Jason.

A primeira ideia era que o meu filho Noel, que na época tinha 11 anos,

seria o escolhido. Ele achou que seria divertido, mas quando a mãe dele

soube que isso incluiria perder algumas aulas, além do fato da cena ser

gravada em uma lago que tinha a água gelada… Então chamamos o Ari Lehman.

AMY STELL (Ginny Field, Parte 2):

Sabe, às vezes eu olho para trás e me arrependo de algumas decisões.

Eles realmente queriam que eu voltasse para a Parte 3. Eles ainda não

tinham nenhum roteiro, mas havia um interesse em um retorno da minha

personagem. Então o meu agente acompanhou as negociações e eu não lembro

se o problema foi referente ao salário ou com o roteiro e eu acabei não

participando. Eu acho que queria fazer projetos diferentes. Quando você

é jovem, você acredita que vai ser chamada para uma grande produção ou

que Spielberg vai bater na sua porta. Agora eu olho para trás e digo: “Eu devia ter participado da Parte 3”.

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RICHARD BROOKER (Jason, Parte 3): O Steve Miner (diretor) me falou: ‘Não me pergunte qual é a sua motivação. Apenas mate-a.’

 

JOAN FREEMAN (Sra Jarvis, Parte 4): Eu

tive uma ótima carreira cinematográfica, mas à medida que a idade

chega, as propostas vão diminuindo. Eu nunca havia assistido aos filmes

anteriores da série, mas achei que a personagem – e Kimberly Beck e Corey Feldman como meus filhos – seria interessante.

JOSEPH ZITO (Diretor, Parte 4): Eu realmente queria que o Corey Feldman

ficasse careca para o final do filme. Mas os pais deles foram contra,

pois a temporada de séries e programas de televisão estava começando e

ficaria bastante difícil para ele conseguir algum papel estando careca.

Eu cheguei a propor ao Corey de raspar o meu cabelo caso ele raspasse o dele. Corey achou que seria legal, mas os pais foram contra até o final.

COREY FELDMAN (Tommy Jarvis, Parte 4 e 5): SOBRE A PARTE 5Estávamos

durante o verão e a produção não tinha uma máquina de fazer chuva.

Então eles utilizaram um pequeno sprinter para me molhar. Além disso, eu

não gravei a cena com Jason. Eu estava no meio do mato, morrendo de frio, fazendo “Ahhhhhh” e o diretor falando “Agora você está vendo Jason. Agora ele está chegando perto de você. Agora ele vai te matar”. Não é a melhor lembrança que tenho da minha carreira, mas foi rápido e divertido.

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FRANK MANCUSO JR (Produtor executivo, Parte 1 – 8): O

investimento desses filmes era pago na primeira semana em exibição. E

não custava muito avançar da Parte 5 para a Parte 6. Nós não tínhamos

personagens que retornavam, nem efeitos especiais caríssimos. Na verdade

não tínhamos nada que fosse extraordinário já que a ideia central dos

filmes era bastante simples. Eu me lembro de várias ocasiões após o

lançamento de algum Sexta-feira 13, que acontecia em uma sexta-feira, e na segunda-feira seguinte eu já recebia uma ligação da Paramount falando para eu preparar um seguinte.

 

THOM MATHEWS (Tommy Jarvis, Parte 6): Antes de Jason Vive, eu não havia assistido a nenhum dos filmes anteriores, com exceção do original. Então eu aluguei a Parte 5 e percebi que havia cometido um grande erro em concordar em trabalhar na Parte 6.

Eu achei o 5 praticamente um filme pornô. Mas eu gostei tanto do

roteiro do 6 e do Tom (diretor), que eu precisei me convencer de que

iria fazer um bom filme.

TOM MCLOUGHLIM (Diretor, Parte 6): Aquele seria o sexto filme da série e então eu pensei que o Jason havia se tornado o James Bond do cinema de horror. Por isso bolei aquela sequência de abertura.

SUSAN BLUR (Sra Amanda Shepard, Parte 7): O meu último dia de filmagem foi quando minha personagem morreu e Sexta-feira 13

foi minha última experiência como atriz, pois passei a atuar como

dubladora de vozes. Então penso hoje que foi uma ótima forma de me

despedir do cinema sendo morta por Jason.

LAR PARK LINCOLN (Tina Shepard, Parte 7): Eu escrevi um roteiro para a Parte 8. A trama mostrava Tina

crescida trabalhando como parapsicóloga e ajudando garotos que passaram

por problemas semelhantes ao dela e sobreviveram. E claro, Jason

voltaria. Seria muito legal, mas os produtores disseram que não estavam

interessados e que pretendiam levar a trama para explorar outras

situações. Nós tínhamos grandes esperanças de Tina regressar na trama, mas não aconteceu.

KANE HODDER (Jason, Partes 7, 8, 9 e 10): Na Parte 7, estávamos gravando no meio do mato ou em um estúdio, então não tínhamos nenhuma interação com fãs. Já na Parte 8, ficamos no coração do Times Square, em Nova Iorque, filmando por volta da meia-noite. Eu me preparava para a cena na qual Jason

caminha na rua e quando eu saí do camarim, me deparei com centenas de

pessoas gritando e acompanhando todas as cenas. Acho que esses foram os

momentos mais excitantes no qual interpretei Jason.

ERIN GREY (Diana Kimble, Parte 9): Existe

algo em participar de um filme de horror que faz com que surja um lado

infantil em todos nós. Eu adorava ir almoçar com uma faca cravada nas

minhas costas.

ADAM MARCUS (Diretor, Parte 9): Eu tenho muito orgulho do meu Jason.

Eu realmente tenho. Nós fizemos algo diferente. Eu sei que recebemos

muitas críticas negativas, mas também recebemos algumas boas resenhas.

TODD FARMER (Roteirista, Parte 10): É difícil criar maneiras originais de matar pessoas. Eu quero dizer que, o que faltou ser feito em algum filme da série Sexta-feira 13? Nós queríamos colocar algo a mais no nosso, para dar ao público algo que fosse inédito para eles.

RONNY YO (Diretor, Freddy Vs Jason): O segredo da raiva de Jason

é muito simples. Qualquer pessoa, não importa de qual cultura, ficaria

muito irritado se alguém mexesse com a sua mãe. Jason age dessa forma “Don´t fuck with my mother!

 

 

 

 

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Sexta-Feira 13 – O Legado: Objetos macabros numa série fraca e oportunista!

Por

Renato Rosatti
13/01/2012

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Uma das mais cultuadas, famosas e enormes franquias do cinema de horror é “Sexta-Feira 13” (Friday the 13th), criada em 1980 e que conta com doze filmes, sendo dez deles com a carreira solo do psicopata mascarado Jason Voorhees, um remake e um crossover com o rival Freddy Krueger, de “A Hora do Pesadelo” (A Nightmare on Elm Street, franquia criada em 1984), outro importante psicopata moderno, num filme produzido em 2003.

Mas os executivos da indústria de cinema, gananciosos e ávidos pela conquista do máximo possível de lucros, aproveitaram a popularidade de “Sexta-Feira 13” no final dos anos 80 e Larry B. Williams e Frank Mancuso Jr. criaram um outro produto oportunista dentro da franquia, uma série de TV batizada de “Sexta-Feira 13 – O Legado” (Friday the 13th – The Legacy, 1987/90), que não tem nada a ver com o universo ficcional dos filmes de Jason Voorhees.

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A série não tem nenhuma relação com o psicopata assassino ou suas façanhas nos diversos filmes que protagonizou. Na verdade, seu argumento básico é apresentar em 72 episódios de aproximadamente 45 minutos, num estilo similar à “Além da Imaginação”, pequenas histórias independentes amarradas por um tema central que seria uma loja de antiguidades cujos objetos faziam parte de uma maldição. Pois conforme o episódio piloto “A Herança” (The Inheritance), o proprietário Lewis Vendredi (o veterano R. G. Armstrong), tinha feito um pacto com o demônio para receber fortunas e imortalidade, oferecendo em troca os curiosos objetos de sua loja, os quais seriam amaldiçoados e levariam desgraça e morte às pessoas que os comprassem.

Uma vez arrependido e sentindo-se culpado pela morte de seus clientes inocentes, ele tenta desfazer o pacto e com isso desperta a fúria maligna de Satã. Com sua morte, a loja é então entregue como herança para seus sobrinhos Ryan Dallion (John D. LeMay, o único ator do elenco fixo que participou de algum filme da série do cinema, no caso a Parte 9, “Jason Vai Para o Inferno”, de 93), e Michelle “Micki” Foster (a canadense Louise Robey, que desapareceu das telas depois da série), que são primos distantes que não se conheciam até se encontrarem pela primeira vez por assuntos de negócios na loja de antiguidades. Porém, eles não imaginariam o indesejável legado que estavam recebendo através de uma maldição satânica.

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Enquanto exploravam o local para avaliarem o que herdaram, eles conhecem o fornecedor de antiguidades Jack Marshack (o veterano ator inglês Chris Wiggins), um velho amigo do Tio Lewis e estudioso de História e Ciências Ocultas. Juntos eles descobrem que os objetos vendidos pela loja carregam uma maldição que espalha o mal e a morte para as pessoas que se apossam deles, e o trio se convence de que eles deverão recuperar esses objetos o mais rápido possível para evitar mais tragédias. E dentro dessa ideia básica se desenrolam todos os episódios da série, contando as aventuras do casal de primos e o velho para tomarem de volta as antiguidades malditas, sendo que a cada novo episódio o tema é um objeto diferente, variando entre uma boneca, uma estátua de cupido, um bisturi cirúrgico, um par de luvas de boxe, etc, e como os quais não podem ser destruídos, após recuperados eles são trancafiados num local onde ninguém poderá novamente ter contato com eles.

Ainda em “A Herança”, o episódio piloto dirigido por William Fruet e escrito por William Taub (**), além de apresentar a origem da série, o episódio piloto mostra também as dificuldades na recuperação de um objeto amaldiçoado pelo pacto demoníaco do Tio Lewis, uma boneca chamada Vita que tem vida própria e incentiva sua nova proprietária, a menina Mary (Sarah Polley), a se vingar de forma mortal da madrasta Sra. Simms (Lynne Cormack), não poupando também nem uma inofensiva e idosa babá (Esther Hockin) de sua fúria.

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A série é realmente oportunista, emprestando o famoso nome da franquia homônima que é muito popular por causa das atrocidades do psicopata Jason Voorhees numa enorme série de filmes para o cinema. Apesar de que “Sexta-Feira 13 – O Legado” apresenta uma ideia central que até é interessante e tem potencial, os episódios que mostram as tentativas de recuperação dos diversos objetos malditos são apenas convencionais, repletos de situações forçadas e intencionalmente adequadas para facilitar o trabalho dos roteiristas. Como um produto para a televisão, o resultado pode ser considerado sofrível, com histórias ingênuas, inocentes e previsíveis, excessivamente moderadas na categoria “violência e sangue”, com mortes discretas e ausência de sustos e suspense. Ou seja, o contrário do que normalmente é mostrado nos filmes onde Jason exercita suas habilidades em retalhar dolorosamente adolescentes imbecis e merecedores de mortes violentas, principalmente pelas redondezas do campo de férias de “Crystal Lake”. É apenas mais uma série que explora histórias num estilo já consagrado no passado por “Além da Imaginação” e similares, e que enfatiza situações triviais, caindo no esquecimento rapidamente. Até vale conhecer, mas apenas e tão somente pela curiosidade por levar o nome “Sexta-Feira 13”.

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A série teve alguns episódios lançados em vídeo VHS no Brasil pela “CIC”, em fitas contendo duas histórias cada, e hoje é um material fora de catálogo, considerado raro e encontrado apenas em sebos, locadoras com grandes acervos e nas mãos de colecionadores. Abaixo seguem comentários da segunda história, que faz par com o piloto na primeira fita, e de outros seis episódios, lançados respectivamente nas fitas 2, 3 e 4. Foi lançada uma fita 5, mas não tive ainda acesso a ela (um dos episódios foi até dirigido pelo especialista no gênero David Cronenberg), portanto esses episódios não possuem cotação.

Atenção: os textos podem conter “spoilers”.

Como a série em geral tem um nível baixo de qualidade (utilizando como referência apenas os episódios lançados em vídeo VHS por aqui no início dos anos 90), preferi escolher uma classificação diferente para as cotações, em relação por exemplo, àquela que utilizei no artigo sobre a ótima série de TV “Night Visions”, onde os episódios eram divididos em “Excelente“, “Bom” e “Ruim”. No caso de “Sexta-Feira 13 – O Legado”, uma melhor forma de classificação das cotações seria: (***) Bom , (**) Razoável , (*) Ruim .

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* O Cupido Diabólico (Cupid´s Quiver). Fita 1. Direção de Atom Egoyan. Roteiro de Stephen Katz.

Dessa vez, o desafio de Micki, Ryan e Jack em recuperar um dos objetos amaldiçoados da loja de antiguidades, está numa estátua deformada de cupido, que tem um rosto esculpido com feições malignas e que possui a capacidade de despertar uma paixão ardente em qualquer pessoa que seu proprietário desejar, sendo que logo depois o mesmo é instigado a cometer assassinatos. Primeiramente de posse de Gerald Hastings (Ross Fraser), um homem amargurado pelos insucessos nas conquistas de mulheres, o cupido enfeitiça uma bela jovem (Kirsten Kieferle) que está dançando num bar, e que depois de uma noite de amor, sente a fúria assassina de seu amante. Depois, a estátua é roubada da cena do crime e vai parar numa fraternidade de estudantes, onde ajuda o jovem desajustado Eddie Monroe (Denis Forest) a conquistar a bela Laurie Warren (Carolyn Dunn), por quem está obcecado. Mas os herdeiros da loja de antiguidades tentarão capturar de volta o cupido antes que mais uma tragédia ocorra com a morte de um inocente. (*)

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* Doutor Jack (Dr. Jack). Fita 2. Direção de Richard Friedman. Roteiro de Marc Scott Zicree.

A antiguidade maldita agora é um bisturi que supostamente pertenceu ao lendário “Jack, o Estripador”, que em 1888 retalhou várias mulheres na Londres vitoriana. O objeto chegou às mãos do Dr. Vince Howlett (Cliff Gorman), um médico famoso pela habilidade em cirurgias de alto risco, onde nenhum paciente morreu na mesa de operações. Sua fama de excelente cirurgião trouxe-lhe o nome de “O Milagroso” e o levou de volta ao hospital onde começou a carreira, e que está passando por um momento de crise. A esperança da chefe de cirurgia, Dra. Patricia Price (Doris Petrie), é que o hospital volte a prosperar com a vinda do Dr. Howlett para a equipe. Porém, para realizar os “milagres” de sucesso nas cirurgias, o bisturi maldito incita seu proprietário a cometer sempre um assassinato aleatório antes para se fortalecer. Com o surgimento da desesperada mãe de uma das vítimas do médico, Jean Flappen (Elva Mai Hoover), que quer vingar a morte da filha e tenta matar o cirurgião, Micki, Ryan e o velho Jack descobrem a verdade por trás da fama do Dr. Howlett e tentam recuperar o bisturi amaldiçoado. (*)

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* A Sombra do Boxeador (Shadow Boxer). Fita 2. Direção de Timothy Bond. Roteiro de Joshua Daniel Miller.

No quarto episódio da série, o objeto propagador do mal é um par de luvas que pertenceu a um famoso boxeador chamado Ken Kelsey e que nos anos 40 do século passado ficou conhecido como “O Matador” por suas atuações no ringue. As luvas foram compradas da loja de antiguidades por um treinador de boxe, Manny King (Jack Duffy), e eram mantidas guardadas em segurança junto com outros materiais que iriam formar um museu desse esporte. Porém, um lutador ex-presidiário e desajustado, Tommy Christopher Dunn (David Ferry), se apossou indevidamente das luvas amaldiçoadas e se vingou de Manny e de outros desafetos como o também lutador Tony Terrific (Nicholas Pasco). Na verdade, as luvas estimulavam a materialização do lado sinistro de quem as utilizava, criando uma sombra assassina. Com a ajuda do lutador Kid Cornelius (Philip Akin), que queria vingar a morte de Manny, os herdeiros da loja de antiguidades, juntamente com o amigo Jack, se encarregaram da tarefa de recuperar as luvas malditas antes que mais mortes acontecessem. (*)

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* Fábula Assassina (Tales of the Undead). Fita 3. Direção de Lyndon Chubbuck. Roteiro de William Taub e Marc Scott Zicree, a partir de argumento de Paul Monette e Alfred Sole.

Quando Ryan está folheando uma revista de histórias em quadrinhos na livraria de Charlie Evans (Bob Aarrons), ele testemunha o proprietário da loja sendo assassinado por uma criatura possuidora de extrema força, numa mistura de homem e robô com um visual típico dos anos 50 do século passado, onde na verdade o estranho ser é a materialização do personagem “Ferrus, o Invencível” da revista “Fábula Assassina” (Tales of the Undead). O gibi é uma antiguidade valiosa para os fãs e colecionadores, sendo a edição número 1 de março de 1947, de autoria de Jacob Staretzki, ou melhor, Jay Star (o veterano Ray Walston), que teve sua ideia roubada e plagiada pelo editor Carmine DiMateo (David Clement), que ficou rico com os lucros da revista deixando o verdadeiro criador de Ferrus vivendo com dificuldades financeiras e sendo auxiliado pela intransigente governanta Sra. Nancy Forbes (Michelle George). A revista é mais um dos objetos malditos da loja de antiguidades e permite que seu proprietário se transforme no invencível Ferrus, podendo eliminar violentamente todos seus inimigos. E a única forma de derrotá-lo é através de uma história jamais publicada onde é revelado seu ponto fraco, sendo sua recuperação o desafio dos primos Ryan e Micki para evitar mais mortes e poder trancafiar a revista em segurança. Jack não participa desse episódio, sendo revelado que ele está em viagens de negócios, tentando comprar mais objetos curiosos para a loja. (**)

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* O Espantalho (Scarecrow). Fita 3. Direção de William Fruet. Roteiro de Marc Scott Zicree, a partir de argumento de Larry B. Williams e Marc Scott Zicree.

O objeto a ser recuperado dessa vez pelos herdeiros da loja de antiguidades malditas é um espantalho sobrenatural (interpretado por Ted Hanlan), que tem o poder de vida própria e mata com o uso de uma enorme foice pessoas indesejáveis através de decapitação, para garantir a fertilização do solo e boas colheitas para as terras de seu proprietário, que no caso é uma mulher sinistra, Marge Longakre (Patricia Phillips), que também é a dona da única pousada de uma pequena cidade do interior chamada Riverdale. Entre as vítimas estão uma família inteira de fazendeiros, Charlie Cobean (James B. Douglas), a esposa Tudy (Norma Edwards) e o filho perturbado psicologicamente Nick (Todd Duckworth), além de Dave Meeno (Andrew Martin Thompson), pai do garoto Jordy (Nicholas Van Bureck), que acaba se afeiçoando com Ryan. O casal de primos herdeiros da loja de objetos amaldiçoados, com o auxílio do Xerife Comins (Steve Pernie), tentam recuperar o espantalho sobrenatural e interromper o ciclo de mortes da cidade. Assim como no episódio anterior, Jack não participa dessa aventura. (**)

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* Colcha de Retalhos (The Quilt of Hathor). Fita 4. Direção de Timothy Bond. Roteiro de Janet MacLean.

* Colcha de Retalhos – O Despertar (Quilt of Hathor – The Awakening). Fita 4. Direção de Timothy Bond. Roteiro de Janet MacLean.

A quarta fita da série lançada pela “CIC” traz dois episódios que fazem parte de uma mesma história. O fornecedor de antiguidades Jack retorna novamente, depois da ausência em “Fábula Assassina” e “O Espantalho”. A história agora concentra as atenções na recuperação de um cobertor satânico, conhecido como “Alcochoado de Hathor”, confeccionado por ocultistas em 1890 e que traz ilustrações de uma estrela de cinco pontas e um homem de seis pernas. Ele foi adquirido da loja de antiguidades por Sarah Good (Helen Carscallen), que faz parte de uma seita fanática religiosa chamada “Penitentes” (Penitites), cujos seguidores não gostam da agitação da vida moderna, preferindo viver numa comunidade rural simples, andando de carroça com cavalos, e onde os casamentos são arranjados. A colcha tem o poder maléfico de produzir sonhos para seu proprietário, que se tornam pesadelos para seus inimigos, que morrem violentamente enquanto dormem. Sarah foi pedir ajuda aos primos Ryan e Micki para recuperarem a colcha maldita que havia sido roubado dela por Ethel Stokes (Kate Trotter), uma mulher obcecada em ser a esposa do Reverendo Josiah Grange (Scott Paulin), o administrador da seita que está tentando se casar, mas suas esposas acabam morrendo como as jovens Janet Spring (Patricia Strehof) e Rebecca Lamp (Diana Rowland). Para complicar ainda mais a situação, Ryan se apaixona pela filha do Reverendo, Laura Grange (Carolyn Dunn, que já havia participado do episódio “O Cupido Diabólico”), a qual está comprometida em se casar contra a vontade com Matthew (Diego Matamoros). Por causa da série de mortes misteriosas que estão ocorrendo na comunidade, o líder Josiah Grange é obrigado a enfrentar uma audiência para avaliar sua capacidade como administrador, coordenada pela visita do Inquisidor Holmes (Bernard Behrens) e pelo segundo em comando na seita, Sr. Fraser (David Brown). Em paralelo à instabilidade geral do vilarejo e a ocorrência de mais mortes, Ryan e Micki tentam encontrar a colcha de retalhos amaldiçoada e levá-la em segurança de volta para a loja de antiguidades. Dessa vez o episódio duplo tem até uma boa cena de morte, com uma mulher tendo os olhos arrancados, mas é insuficiente para poupar a história da ruindade geral que é a série. (*)

* O Curandeiro (Faith Healer). Fita 5. Direção de David Cronenberg. Um curandeiro charlatão encontra uma luva maldita que lhe dá poderes misteriosos.

* O Executor. Fita 5. Direção de Rob Hedden. A história relata a agonia de um homem condenado à morte na cadeira elétrica.

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Curiosidades da série que andei achando na net...  capas de VHS antigos na Alemanha:

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FRIDAY-THE-13TH-PART-2-GERMAN.jpg



FRIDAY-THE-13TH-PART-3-GERMAN.jpg


Para aqueles que tem mais de 30' date=' lembram da CIC Vídeo? 06
[/quote']

 

Eu lembro da CIC Vídeo e como.

 

Distribuia os filmes da Universal e Paramount em VHS no Brasil. E nem sabia que tinha ela na Alemanha, achava que era só daqui.
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Minha primeira participação aqui...

 

Confesso que assisti a todos 'A Hora do Pesadelo', mas 'Sexta-Feira 13' só vi o 1° (muito bom) e o 4° (fraquinho).

Quero comprar a parte 2 e ver até o 6. Dia desses estava num sebo e encontrei o 5°, que devo alugar em breve, apesar de não criar expectativas. O fato é que sou apaixonado pelo clima oitentista, mesmo não tendo vivido lá.

Uma curiosidade: que nomes famosos apareceram pela série, além dos já conhecidos Kevin Bacon, Corey Feldman, Crispin Glover e Tony Goldwyn?

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Eu também achava o 5º filme ruim, mas revi meus conceitos, hoje dou nota 6,5 para ele ! Acho que se tivesse ao menos o Corey Feldman participando da história e não fazendo apenas uma ponta, poderia ter sido melhor ! O pior da série sem dúvida é Jason X seguido de Jason Vai Para o Inferno - A Última Sexta-Feira !

Minduim2012-01-31 11:17:02
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Vamos lá fãs! Cadê vocês que não comentam mais no tópico?

Clip da música "His Eyes" de um grupo obscuro chamado Pseudo Echo' date=' do filme Sexta-Feira 13 - Parte V



Dá até vontade de ver o filme...
[/quote']

 

Tenho essa música no meu MP6. escuto la muito. Acho a cena onde ela toca (morte da Violet) o melhor momento do filme, com a guria ouvindo a música e nem prestando atenção que o assassino entrou no quarto e tá prestes a executá-la.
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