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Alice no País das Maravilhas - Tim Burton


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2/5

 

Começa bem, estabelecendo um contraste entre a loucura de Wonderland e a restritiva e, ao menos em teoria, comedida Inglaterra vitoriana. Depois Wonderland aparece em toda a sua glória, e é incrível. Pena que a boa impressão não dure muito, porque a história não se iguala ao visual.

 

Johnny Depp, com uma aparência que mistura Edward Mãos de Tesoura e Willy Wonka, não se repete em sua atuação e cria um personagem que tinha tudo pra me conquistar, mas não conquistou. A Rainha Branca tem um jeito delicado e etéreo exagerados, o que foi uma ótima idéia, só não foi bem aproveitada (ela poderia ter baixado os braços de vez em quando). Alice tem uma certa pureza, que é atraente, mas ela ficou meio apagada. A Rainha Vermelha é quem mais se destaca, não simplesmente pela sua aparência, mas principalmente pelo seu humor irritadiço e sua histeria cômica.

 

A história sobre o monarca usurpador e o herói relutante que precisa derrotá-lo, como todo clichê mal utilizado, é estúpida e vazia. E onde está a mágica de Wonderland? Aquela característica especial que tornaria maravilhosa a jornada por aquele mundo extraordinário? Apesar do visual e dos personagens inusitados, Wonderland é bege.

 

O Último erro de Burton foi Planeta dos Macacos, em 2001. Eu não espero que nenhum diretor seja perfeito. E ele erra pouco. Minha decepção é maior porque eu tinha um interesse maior no filme. Foi pior do que quando eu pensei que Sweeney Todd era ruim.

 

 

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Eu gosto do Peixe Grande. Pra mim, filmes menores do Burton são: Planeta dos Macacos, A Fantástica Fábrica de Chocolate, Sweeney Tood e Alice.

 

 

 

Também não gostava de Marte Ataca!, mas o filme foi crescendo pra mim com o passar do tempo. Hoje em dia eu acho legal.

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Eu também não acho Peixe Grande tão horroroso assim. Mas só assisti uma vez e faz tempo... Só reassistindo para saber como ficaria no conceito geral. Mas lembro que na época gostei. Os que tenho medo de rever dele são Sweeney Todd e Alice. Agora, Fantástica Fábrica eu curto bastante.

 

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Eu gostei !

 

Confesso não ter aguentado de ansiedade, então, acabei vendo o filme antes na internet, e descobri que a história era da Alice jovem, anos depois da Alice criança ter visitado Wonderland. Então, quando realmente fui ao cinema, fui sabendo o que iria assistir e com o coração mais aberto para ver o filme.

 

O 3-D (assisti em 3-D) é dispensável ! (ao contrário de "Avatar" onde é fundamental).

 

Ao contrário do desenho da Disney, desta vez os vilões são punidos, o bem triunfa. A história tem começo, meio e fim.

 

Talvez, por isso, tenha desagradado a muita gente, acostumada com as loucuras do livro (e especialmente o desenho da Disney, que foi assustador pra mim, quando era criança, com aquela voz de portuguesa para a rainha de Copas da Disney, uma bruaca gorda e assustadora).

 

O Chapeleiro Louco, ao contrário daquela figura bizarra do desenho, é muito carismático e, em alguns momentos, doce.

 

A Alice tá muito bem construída, embora fique meio arrastada aquelas conversas dela com o Lagarto, com ela insistindo que aquilo é um sonho.

 

Como vi a cópia dublada no cinema e, obviamente, o filme sem legendas e na língua original na internet, algumas coisas me incomodaram.

 

O personagem do Lagarto sem a voz do Alan Rickman (o misterioso Snape de "Harry Potter") perde muito de seu charme e ar de mistério.

 

A dublagem também enfraquece o personagem do Chapeleiro, com um tom de voz que lembra aquele castor (Roque-Roque, Dentucinho) amigo do Ursinho Pooh.

 

Em compensação, a dublagem da Alice é boa ! A Mia tem um desempenho correto, que vai crescendo ao longo do filme. Da Alice indecisa e perdida, até a Alice decidida, guerreira e confiante.

 

A Rainha de Copas tem nuances - ao contrário do desenho - vemos que ela tem o desejo de ser querida, mas não consegue, então sabe que só manterá o poder se for temida. A Helena conseguiu desenvolver bem a personagem - que inicialmente era só uma histérica e paranóica.

 

A personagem que me incomodou bastante no filme é aquela ratinha - que personagem insuportável ! Sei lá se ela é apaixonada pelo Chapeleiro, devido a desconfiança e raiva que mostra pela Alice. Acabou sendo uma personagem que me incomodou mais do que os vilões propriamente.

 

Enfim, não achei o plot ruim, pelo contrário. Mas simplesmente por não ser a história que as pessoas viram no desenho da Disney, pode ter decepcionado algumas pessoas.

 

Visualmente, o filme é maravilhoso ! (embora, repita, o 3-D seja totalmente dispensável !)

 

 

 

 

 

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Ao conceder entrevistas antes do

lançamento de seu mais novo filme, o diretor Tim Burton frequentemente

criticava as outras adaptações do romance "Alice no País das

Maravilhas" por elas apenas representarem a história como sendo uma

garotinha vendo coisas malucas e aleatórias passivamente e sem objetivo

aparente. Pois bem, buscando dar uma forma mais tradicional ao que se

conhece por "conto de fadas", Burton destrói completamente o que a obra

de Lewis Carrol tem de melhor: seu tom anárquico e non-sense.

Mas

vamos por partes. Adotando dois livros de Carrol ("Alice no País das

Maravilhas" e "Alice Através do Espelho". Confesso que não li o

segundo) como base para adaptação, Burton retrata uma Alice mais velha

(Mia Wasikowska) que está prestes a ser pedida em casamento por um

aristocrata aborrecido. Sem saber o que fazer, ela foge perseguindo um

Coelho Branco (Michael Sheen, senti falta do "Estou atrasado! Estou

atrasado!") e cai novamente no País das Maravilhas, onde deve lutar

para destronar a malvada Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter).

Padecendo

de uma presibilidade terrível (o próprio filme entrega logo de cara

como irá terminar), o roteiro desse Alice no País das Maravilhas faz

uso de muitos diálogos expositivos ("Você está quase sendo a Alice

certa"). Por outro lado, é bom ver que o humor negro do diretor se faz

presente em cenas inspiradas, como ao ver a Rainha Vermelha maltratando

os animais do reino ou ao ver a Rainha Branca (Anne Hathaway)

preparando o suco de crescer para Alice. Ainda assim, é inegável que as

tentativas do roteiro em resgatar o tom da obra de Carrol soltando aqui

e ali uma fala non-sense ("Você sabe qual a semelhança entre um corvo e

uma escrivaninha?") falham terrivelmente, pois destoam do restante do

filme, como se os personagens hora se lembrassem que são loucos e hora

não.

Porém,

como é de praxe em filmes do Tim Burton, em matéria de apelo visual o

filme se sai muito bem. Mostrando o País das Maravilhas como um lugar

bem colorido (ainda que essas cores tenham um tom frio, distante como

também acontecia em "A Fantástica Fábrica de Chocolates"), ao contrário

do Reino da Rainha Branca que é essencialmente... branco, o filme

acerta ao retratar suas criaturas de forma plausível (ainda que

caricatas em sua aparência, elas jamais soam falsas). E se a estratégia

de "colar" a cabeça de atores em corpos virtuais funcione para a Rainha

Vermelha, o mesmo não acontece com o Valete de Copas, que tem alguns

movimentos bastante truncados, desajeitados, soando bem falso.

E

já que falamos da Rainha Vermelha, vale dizer que Helena Bonham Carter

rouba a cena de cabo a rabo no filme. Encarnando a crueldade da

personagem como reflexo de sua carência e complexo por conta de sua

enorme cabeça, Carter ainda tem momentos de humor bastante eficazes. E

como esquecer do bordão "Cortem-lhe a cabeça!"? Ao passo que Johnny

Depp, voltando a encarnar o tipo excêntrico de personagem no qual se

especializou, surge no piloto automático, com a participação de seu

personagem sendo inexplicavelmente aumentada na história (O Chapeleiro

era assim uma figura tão importante nos contos de Carrol?). E se Anne

Hathaway falha em captar a simpatia do expectador (seus maneirismos e

gestuais exagerados imitando o estilo "princesa Disney" me irritaram),

Stephen Fry e Matt Lucas surgem marcantes como, respectivamente, o Gato

de Cheshire e os gêmeos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum.

E

chegamos, finalmente, à protagonista. Mia Wasikowska encarna Alice de

maneira profundamente desinteressante. Inexpressiva, a garota não

consegue conferir um toque de verdade a qualquer fala que pronuncie e

ainda por cima é sabotada pelo roteiro, que a obriga constantemente a

falar sozinha em voz alta o que deve fazer, um recurso narrativo digno

de novela da Globo.

Sendo

constantemente criticado por privilegiar apenas o apelo visual em

detrimento do roteiro, Tim Burton com este filme aqui infelizmente não

conseguiu argumentos para se defender.

 

 

Fonte:

http://bodeganerd.blogspot.com/2010/05/corleone-pipocas-bar-em-cartaz-alice-no.html

FelDias2010-05-08 10:27:27

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Não gosto de "Peixe Grande" também, o mais fraco dele, acho. O filme está longe de ser essa porcaria toda que falam, mas não vejo muita saída para uma adaptação de "Alice"; mudaram muita coisa, mas continuou fraco. Talvez se tivessem sido totalmente fiéis fosse pior, o livro não empolga como narrativa cinematográfica, mesmo. Valeu pelo 3D, que achei ótimo, e não a "porcaria" que comentaram.

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Alice no País das Maravilhas

 

Meu Deus, que bobagem! Como Burton foi entrar nesa fria? O cara está completamente perdido no filme. O roteiro é pavoroso. Johnny Depp está, provavelmente, em sua pior performance como o afetadíssimo Chapeleiro Louco. Falando em afetação, a Rainha Branca de Anne Hathaway beira o insuportável. Dá para salvar apenas a Alice de Mia Wasikowaska e ótimo elenco de dublagem do filme. Aliás, é esse o ponto mais forte do filme. Me divertia bastante adivinhando as vozes dos personagens digitais, como Michael Gough e Christopher Lee (os melhores do elenco, mesmo com participações curtíssimas). A direção de arte é boa no design, mas a execução peca pelo excesso de CGI (de má qualidade, diga-se de passagem), parecendo mais um videogame.

 

Burton é um artesão. Seus filmes não combinam com efeitos de computador e 3-D (vi em duas dimensões, já que boicoto essa técnica de pós produção). Prova disso estão nos pontos fortes do filme, como os figurinos e a maquiagem. Até a direção de arte, quando não é de computador, se sobressai (a mesa de chá do Chapeleiro é sensacional). Mesmo com o roteiro fraquíssimo, creio o filme ganharia muito mais de apostasse em cenários reais e atores de carne e osso (até o stop-motion seria uma boa alternativa).

 

Alice no País das Maravilhas = 5,5

 

 

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Apesar do enorme sucesso e a inúmeras controversias sobre roteiro e 3 D assisti hoje, e me deixer envolver pelos personagens bizarros e falantes desta fábula sombria com toques de humor negro, destaque para mimada e cruel Rainha de Copas (Helena Bonham Carter) que manda e desmanda no mundo subterranêo e a participação bacana do Chapeleiro Louco(Depp) e suas crises de humor, mas o longa e de Alice (Mia Wasikowska) e sua jornada de fantasia e amadurecimento. O filme tem seus problemas e o Valete me pareceu digital demais, mas mesmo assim o visual do longa e arrebetador não e melhor longa do Burton mas suas marcas registradas estão lá.

Alice%20no%20País%20das%20Maravilhas
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Lembro que, quando vi Peixe Grande, saí do cinema maravilhado. Achei bem filmado pra caramba - dos cineastas na ativa, poucos tranformam o framing em uma verdadeira arte como Burton faz - e com um argumento de primeira grandeza.

 

Filme sensacional. O Ed Gonzalez, da Slant, tem uma resenha muito bonita sobre o filme (4 estrelas em 4), que cravou uma posição nos 100 melhores filmes da década, feita pela equipe da Slant. Esse finalzinho é pra você, Nacka, que curte a boa escrita e também esse filme:

 

"An older Sandy (Jessica Lange) gets into a bathtub fully clothed with her dying husband. "I don't think I'll ever dry out," she whispers. It's the most beautiful piece of dialogue you'll hear in any film this year, because it not only speaks to the power of their love but is indicative of just how saturated Burton's images are with that love. There's a suspicion that Edward Bloom may or may not have lived the fabulist life he compulsively speaks of. Whether or not he is telling the truth is beside the film's 'surprise' ending. Big Fish is sentimental but never manipulative, a non-secular tall tale that speaks to our universal desire to live life not necessarily to its fullest, but with wonderment of our very existence. It's a simple but profound truth. Big Fish is love and death, Burton style. "

 
Alexei2010-05-17 11:49:21
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Não achei tão ruim como uma boa parte do pessoal por aí, mas o filme não empolga muito mesmo. É sem graça.

 

Sei lá, é mal construído. No desenho por exemplo os personagens secundários eram bem mais... "vivos" (não sei se é essa a palavra), isso que aquele lá tinha uma duração bem pequena. Senti que faltou ânimo na direção do Burton, e não tem nada haver com o fator convencional e etc.

 

O Depp precisa se aposentar. Não de filmes em geral, mas da parceria com o diretor. E eu gostei da Mia Wasikownska, foi até um alívio ver uma Alice bem contida, bem "Plain Jane" em contraste com o resto exagerado ou com algumas outras atuações posadas. (WTF Anne Hathaway).

 
Beckin2010-05-24 11:43:25
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Eu tive uma impressão bem parecida com essa sua, Beckin. O filme não é ruim, mas também não chega a ser bom. O que mais me incomodou, na verdade, foi o desinteresse do Tim Burton em explorar pequenos pontos interessantes num roteiro, no geral, muito sem sal. E a Ann Hathaway está péssima, embora eu não consiga dizer quem tem mais culpa no cartório, ela ou o Burton. Ficou parecendo uma garota-propaganda do Leite Moça nas décadas de 50 e 60.

 

Mas tem umas coisas boas sim, embora poucas. As passagens na Corte de Copas são razoavelmente legais, especialmente quando Burton brinca com os conceitos do normal e do excêntrico, que é uma constante dele. Naquele momento se percebe que o cara por trás das câmeras tem conteúdo; pena que está tão preguiçoso. E a Helena Bohnam Carter, excepcional, é o ponto alto do filme, conseguiu tranformar uma caricatura num ser humano (quando o que mais se vê nos cinemas é o contrário, infelizmente: seres humanos transformados em caricaturas).

 

Mas Burton continua um visionário, esteticamente falando. Cheshire, por exemplo, virou uma aparição, um wraith, ora ameaçador, ora acolhedor. O Jabberwocky também é sensacional e me remeteu aos dragões da Disney das décadas de 30 e 40.

 

Mesmo com esses pontos algo razoáveis, o filme é insípido demais. Muito pouco pra quem tinha feito Sweeney Todd.

 
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