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Oscar 2008: Previsões


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E Margot at the Wedding tem previsão de chegar quando ao Brasil, porque a produção é da Paramount Vantage e distribuição aqui pela Paramount Pictures. Se for tomar como exemplo O Preço da Coragem, filme da mesma distribuidora, e também uma produção com pouquíssimo marketing, dificilmente chegará aos de cinemas de todo o país. Depois de tantos comentários positivos preciso ver essa "volta" da Nicole. Como é difícil gostar de cinema no Brasil 06.

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Só por curiosidade, o fórum do Awards Daily fez um ranking com as melhores atuações do ano:

 

1. Daniel Day-Lewis, There Will Be Blood
2. Marion Cotillard, La Vie en rose
3. Casey Affleck, The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
4. Viggo Mortensen, Eastern Promises
5. Javier Bardem, No Country for Old Men
6. Amy Adams, Enchanted
7. Tommy Lee Jones, No Country for Old Men
8. Carice van Houten, Black Book
9. Nicole Kidman, Margot at the Wedding
10. James McAvoy, Atonement
11. Sam Riley, Control
12. Saoirse Ronan, Atonement
13. Ryan Gosling, Lars and the Real Girl
14. Paul Dano, There Will Be Blood
15. Julie Christie, Away From Her
16. Ellen Page, Juno
17. Samantha Morton, Control
18. Vanessa Redgrave, Atonement
19. Ashley Judd, Bug
20. Johnny Depp, Sweeney Todd
21. Max von Sydow, The Diving Bell and the Butterfly
22. Cate Blanchett, I’m Not There
23. Tilda Swinton, Michael Clayton
24. Marina Hands, Lady Chatterley
25. Margo Martindale, Paris, je t'aime
26. Wei Tang, Lust, Caution
27. Helena Bonham Carter, Sweeney Todd
28. Jennifer Jason Leigh, Margot at the Wedding
29. Hal Holbrook, Into the Wild
30. Gordon Pinsent, Away From Her
31. Philip Seymour Hoffman, Before the Devil Knows You’re Dead
32. Mathieu Amalric, The Diving Bell and the Butterfly
33. Kelly Macdonald, No Country for Old Men
34. Leslie Mann, Knocked Up
35. Emile Hirsch, Into the Wild
36. Romola Garai, Atonement
37. Ben Foster, 3:10 to Yuma
38. Brad Pitt, The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
39. Belén Rueda, The Orphanage
40. Keri Russell, Waitress
41. Sienna Miller, Interview
42. Keira Knightley, Atonement
43. Laura Linney, The Savages
44. Ethan Hawke, Before the Devil Knows You’re Dead
45. Marisa Tomei, Before the Devil Knows You’re Dead
46. Josh Brolin, No Country for Old Men
47. Robert Downey Jr., Zodiac
48. Peter O’Toole, Ratatouille
49. Armin Mueller-Stahl, Eastern Promises
50. Simon Pegg, Hot Fuzz

 

É interessante ver nomes que não foram nomeados para o Oscar em posições altas: Amy Adams, Carice van Houten, Nicole Kidman, Tommy Lee Jones (por No Country...), etc.
Monster2008-02-16 17:24:57
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Eu estava esperando que, faltando 3 dias para o fim das votações, uma vitória de Sangue Negro por lá podia ser algo a considerar na corrida do Oscar. Mas pelo menos Anderson levou o de diretor...

Pensando se caso Tropa estivesse indicado a filme estrangeiro, o impacto dessa vitória numa possível vitória na Academia seria tão improvável como a primeira possibilidade que levantei aqui (indicado? ...). Razão: o comitê mais estranho existente no mundo...

Ah, sim, devo demonstrar minha surpresa e felicidade com esse Urso de Ouro para Padilha e seu filme. Ainda bem que tinha o Costa-Gravas no júri!
throdo2008-02-16 19:49:57
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Só por curiosidade' date=' o fórum do Awards Daily fez um ranking com as melhores atuações do ano:

 

1. Daniel Day-Lewis, There Will Be Blood
2. Marion Cotillard, La Vie en rose
3. Casey Affleck, The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
4. Viggo Mortensen, Eastern Promises
5. Javier Bardem, No Country for Old Men
6. Amy Adams, Enchanted
7. Tommy Lee Jones, No Country for Old Men
8. Carice van Houten, Black Book
9. Nicole Kidman, Margot at the Wedding
10. James McAvoy, Atonement
11. Sam Riley, Control
12. Saoirse Ronan, Atonement
13. Ryan Gosling, Lars and the Real Girl
14. Paul Dano, There Will Be Blood
15. Julie Christie, Away From Her
16. Ellen Page, Juno
17. Samantha Morton, Control
18. Vanessa Redgrave, Atonement
19. Ashley Judd, Bug
20. Johnny Depp, Sweeney Todd
21. Max von Sydow, The Diving Bell and the Butterfly
22. Cate Blanchett, I’m Not There
23. Tilda Swinton, Michael Clayton
24. Marina Hands, Lady Chatterley
25. Margo Martindale, Paris, je t'aime
26. Wei Tang, Lust, Caution
27. Helena Bonham Carter, Sweeney Todd
28. Jennifer Jason Leigh, Margot at the Wedding
29. Hal Holbrook, Into the Wild
30. Gordon Pinsent, Away From Her
31. Philip Seymour Hoffman, Before the Devil Knows You’re Dead
32. Mathieu Amalric, The Diving Bell and the Butterfly
33. Kelly Macdonald, No Country for Old Men
34. Leslie Mann, Knocked Up
35. Emile Hirsch, Into the Wild
36. Romola Garai, Atonement
37. Ben Foster, 3:10 to Yuma
38. Brad Pitt, The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
39. Belén Rueda, The Orphanage
40. Keri Russell, Waitress
41. Sienna Miller, Interview
42. Keira Knightley, Atonement
43. Laura Linney, The Savages
44. Ethan Hawke, Before the Devil Knows You’re Dead
45. Marisa Tomei, Before the Devil Knows You’re Dead
46. Josh Brolin, No Country for Old Men
47. Robert Downey Jr., Zodiac
48. Peter O’Toole, Ratatouille
49. Armin Mueller-Stahl, Eastern Promises
50. Simon Pegg, Hot Fuzz

 

É interessante ver nomes que não foram nomeados para o Oscar em posições altas: Amy Adams, Carice van Houten, Nicole Kidman, Tommy Lee Jones (por No Country...), etc.
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Tem ótimos nomes aí mesmo, destaquei os que já vi e engrosso o coro

 

Preciso ver Day Lewis, a Cotillard e o Sam Riley, pra ontem ;(

 

Algumas outras ali como de alguns atores de Atonement não vi muita coisa...
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O petróleo não é mcguffin (não confundir mcguffin com metáfora, analogia, etc) e a mentira contada pela Briony, que é o que abre as portas para o drama de Atonement é a trama principal não?, e o romance do Mccoy com a Kneightley é que seria a trama camuflada do filme, né não?

 

Vi todos os indicados a melhor filme e tá assim:

 

1. There will be blood - 5/5

2. No country for old men - 5/5

3. Juno - 4/5

4. Atonement - 4/5

5. Michael Clayton - 0,5/5

 

 

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Mas eu impliquei taaanto com essa lista. Muito anglófila.

 

E eu finalmente vi a Cotillard só pra me complicar ainda mais na corrida de melhor atriz já que torcia pra Julie Christie e pra Ellen Page também, atirem tomates. E provavelmente pra Linney se o filme tivesse um screener (way to go Fox Searchlight).

 

A atriz é fantástica mas o filme é surpreendente, no mau sentido (a estrutura mais complica do que ajuda e o que foi aquela revelação Shyamalesca?).

 

 

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Não vi os concorrentes, mas fiquei surpreso e feliz com a vitória de um filme poderoso como Tropa. Antes do festival, era comum brincar: Padilha x Anderson, imagine que vai levar de Sangue Negro ou até algum outro. Mas em se tratando de júri, a coisa é diferente.

 

Sempre achei que Costa-Gavras teria uma queda por ele, mas após as notícias de recepção negativa e interpretações desencontradas, pensei que fossem esquecer e se focar em outro. Não foi assim, ainda bem. 10

 

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There Will be Blood

 

Assisti ontem a noite, numa maratona. Foi o ultimo de uma leva de grandes filmes (No Country e Sweeney Todd).

Eu pretendo rever essa semana. Não que eu não o tenha digerido para poder emitir qualquer opinião, é pq simplesmente ainda estou em estado nervoso.

Naqueles minutos iniciais, com toda aquela ausencia de dialogo, PTA já prenunciava que algo maior, épico e histórico estava se desenvolvendo ali.
Foi um choque, até o fim da projeção, plano por plano.

Pensar sobre a idéia de um cara de 37 anos, com apenas 3 longas-metragens até então, marcar a História da cinematografia americana foi algo que nunca passou pela minha cabeça, mas que foi se concretizando ao longo da projeção.

PTA pega essa idéia já tão explorada no cinema de engendrar pelos meandros do desenvolvimento dos EUA. Todo o espírito está contido ali numa sintese de recursos dramaturgicos diversos que chega a assustar que PTA consiga suscitar toda a idéia de uma nação em construção, de geografia e de identidade.

CIDADÃO KANE, O TESOURO DE SIERRA MADRE, POR QUEM OS SINOS DOBRAM, ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE, ... E O VENTO LEVOU, O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO e tantos outros trataram disso. Testemunhar, NO CINEMA, um filme não só digno de ocupar um lugar no olimpo das grandes obras, mas superar muitos de seus precendentes, foi devastador pra mim como cinefilo.

Eu prefiro nem falar ainda da performance de Day-Lewis. É inacreditável. Tudo o que é captado e transmitido no filme, o é por Daniel, que não usa de qualquer muleta. Ele é a propria sintese do estado das coisas naquele periodo da Historia de seu país. Rústico, truculento, incendiario, irascivel e explorador.
Pouquissimas vezes testemunhei no cinema um trabalho de imersão como o de Lewis, nu e cru. Há poucas performances que se comparam a dele. Se todo o desafio de construir um personagem que embora humano simbolize tantas outras coisas (no final das contas, o proprio filme) nao possibilitar conflitos o bastante... Paciencia.

 

 

 

No Country for Old Men

 

Sensacional, mas não irrepreensivel. Nem arrebatador como um todo.

Assisti o filme ontem e o achei extraordinario, mas na esteira conferi SANGUE NEGRO.
Chega a ser revoltante que uma obra da categoria de BLOOD vá perder o Oscar para No Country, que nem é o melhor Coen´s.

O filme é uma grande alegoria sobre a violencia e sobre o tempo, e também sobre a América construida sobre a violencia, o que não deixa de ser correto.
Ambos os favoritos ao Oscar dialogam de forma extraordinária.

Digamos que o filme dos Coen seja uma obra-prima do ponto de vista autoral, cinematografico (narrativo e estético) e tudo o mais. Mas um cinema intimista e transgressor sempre vai ser mais prestigiado por mim. Em palavras mais curtas:
9,9 X 10. Ponto.


Obs: ONDE No Country PERDE PONTO COMIGO:
Na falha de transposição da idéia maior brilhantemente construida por Cormac McCarthy no romance.
Ele confecciona toda essa colcha metaforica TRAMA x VIOLENCIA x TEMPO, que possibilita um dos textos alegoricos mais sensacionais que já li. Os conflitos gerados daí nem precisam de desenvolvimento aprofundado, pq os acontecimentos falam por si. Os Coen sacaram isso muito bem, o que se reflete nos personagens. Eles são inseridos na trama tais como são e pronto. Os atores, todos eles, estão fantásticos pelo modo como determinam seus personagens e sobretudo pela forma assustadoramente economica com que sinalizam a idéia pretendida pelos irmãos, a de que todos estão ali como acessorios de um outro carro-chefe, que, no entanto, depende deles. Sensacional.
A falha tá no sentimento devastador lançado por McCarthy ao final de seu livro, de que essa "roda viva" da violencia crescente só tende mesmo a piorar, e que não há uma luz no fim do túnel. Tudo isso se reflete na trama de Moss, que simplesmente não despertou em mim o fator mais determinante disso tudo: o humano.
Ter lido o livro não embaça minha visão do filme. Reconheço as distinções entre ambas as mídias e não sou um extremista que solta fogo pq algo da obra originária ficou de fora do filme.

Como eu disse, o filme dos Coen é sensacional. Que o âmago do livro tenha ficado de fora é também uma questão cinematográfica, por falha do roteiro.

O filme é uma alegoria brilhante, não obstante a mão dos Coen sobre a obra, esteticamente falando.

Que o olhar pessimista do autor sobre os rumos da Humanidade não tenha encontrado ressonancia no filme, seria uma falha minha, por ter lido o livro?

Não.

Talvez esteja lá. E talvez eu precise rever o filme. Mas por ora é isso.


Obs²: Javier Bardem. Sem palavras. Um assassino cruel, mas mentalmente perturbado. E ainda por cima tragi-comico. Um grande ator passeando por todas essas linhas de construção, parecendo ser fácil como criança mascando chiclete.

 

Acachapante!!!
Ronny2008-02-18 18:12:09
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Valente não fracassou... muito.

 

Mas não foi um dos pivôs para que um desses chefões de estúdios fizesse aquele anúncio polêmico que não iria mais investir em filmes estrelados por atrizes porque elas não são rentáveis? Ele se referia também a Nicole Kidman em Os Invasores.

 

O que não deixa de ser irônico com o recente sucesso de Juno.

 

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