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Beckin

A Garota Ideal (Lars and The Real Girl)

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Comédia dramática que estreiou lá fora no fim do ano passado e recebeu bastante elogios por seu roteiro (indicado ao oscar) e pela atuação do protagonista (Ryan Gosling), sem previsão de estréia aqui no país, aliás, ainda não sei nem se já tem distribuidor...

 

 

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SINOPSE

Lars Lindstrom é um tímido e bom rapaz numa cidadezinha do interior americano. Certo dia ele leva para cada aquela que considera a mulher de seus sonhos. Lars, todo feliz, apresenta a jovem ao irmão e à cunhada. Só há um problema: a garota não é real, mas sim uma boneca. E uma boneca inflável, daquelas de sex shop, que Lars acabou encontrando pela internet. Ocorre que sexo não está nos planos do rapaz. Ele acredita mesmo que a boneca é real e com quem pode manter um relacionamento. A cunhada fica preocupada com ele, o irmão pensa que ele está doido, mas a população da cidade incentiva o jovem em sua doce ilusão de que está realmente apaixonado.

 

ELENCO

 

Ryan Gosling (Half Nelson), Emily Mortimer (Match Point), Paul Schneider (O Assassinato de Jesse James...), Patricia Clarkson (Do jeito que ela é), Kelli Garner (O Aviador)

 

DIRETOR

 

Craig Gillespie

 

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Mais um exemplar da safra "feel good-indie" que tem se tornado tendência nos últimos anos, basta saber se é bom, o trailer é bem legal ao menos;

 

 

Espero que não tenha o mesmo destino que Half Nelson recebeu aqui no Brasil...
Beckin2008-01-31 12:02:34

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Com pequenos spoilers (?)

 

Alguém mais viu ? Eu achei demais, e o Gosling tá sensacional, que isso

icon_eek. Desde que o Lars aparece pela primeira vez logo no ínicio tu já te impressiona como ele mergulhou dentro do personagem

 

E o filme não fica atrás tbm, eu adorei todo aquele elemento de relação da cidade x bianca (fugindo do clichê) e como a inserção dela na vida dele foi causando esse auto-conhecimento do personagem. É aquele tipo de filme que te deixa pra cima e pra baixo ao mesmo tempo, mas no bom sentido da coisa e o que é algo raro de acontecer, seja com o humor que é extremamente agradável ou por causa do vai acontecendo até o final.

 

É ótimo ver como uma coisa "não-viva", digamos, se prova exatamente o contrário disso com o efeito que tem em outras pessoas, não só no Lars, mas na cidade toda, e isso foi mostrado de uma maneira excelente pela visão da roteirista, nunca tratando o personagem principal com uma relação de desprezo com relação aos outros habitantes,ao irmão e a mulher, mas sim fugindo do convencional e indo pelo caminho oposto, o de como essa ocorrência causou foi uma aproximação. Inusitado. Ah, e o final me deixou com água nos olhos

 

 

Mas já li uns comentários aí de gente dizendo que faltou "realidade" (07) na história, quero ver quando vier pra cá... icon_rolleyes
Beckin2008-02-26 11:53:30

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POSSÍVEIS SPOILERS.

 

Sinceramente, alguma coisa no ritmo desse filme me incomodou muito. Depois que a "namorada" sai da caixa a minha impressão é que a história passa a andar em círculos: bianca no jantar, bianca na igreja, bianca na festa, etc. Não consegui perceber o propósito dessa repetição de situações tão parecidas. Às vezes esse tipo de coisa pode ser justificada pela conclusão do filme, mas tb achei o final muito fraco. A forma mais clichê e previsível que eu consegui imaginar foi exatamente a escolhida, não só no conteúdo como na forma. Me senti iludido. Mas talvez essa minha impressão do final tenha sido influenciada por não ter gostado do resto. Enfim, o filme foi indicado ao Oscar e tudo, tá com uma nota altíssima lá no IMDB, mas eu não consegui adorar desse jeito não.
Fulgora2008-02-27 22:17:15

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Com spoilers

 

Eu adorei o filme, um dos melhores do ano passado. O roteiro é incrível, a inserção de algo incomum na comunidade soando como se fosse comum é incrível. Tudo isso que o Fuldura não gostou eu achei genial, pois a boneca era uma "pessoa" em um lugar novo, então seria necessário que ela conhece as pessoas com quem viveria, que se sentisse "confortável", mas enfim o maior destaque do filme realmente é a atuação do Ryan Gosling, que pega aquele roteiro fabuloso e cria um personagem mais fabuloso ainda. Não foi indicado ao Oscar, uma injustiça, mas ele não precisa de Oscar, ninguém precisa.

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POSSÍVEIS SPOILERS.

 

Sinceramente' date=' alguma coisa no ritmo desse filme me incomodou muito. 1- Depois que a "namorada" sai da caixa a minha impressão é que a história passa a andar em círculos: bianca no jantar, bianca na igreja, bianca na festa, etc. Não consegui perceber o propósito dessa repetição de situações tão parecidas. Às vezes esse tipo de coisa pode ser justificada pela conclusão do filme, mas tb achei o final muito fraco. 2- A forma mais clichê e previsível que eu consegui imaginar foi exatamente a escolhida, não só no conteúdo como na forma. Me senti iludido. Mas talvez essa minha impressão do final tenha sido influenciada por não ter gostado do resto. Enfim, o filme foi indicado ao Oscar e tudo, tá com uma nota altíssima lá no IMDB, mas eu não consegui adorar desse jeito não.
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1 - Pelo que eu peguei, o propósito dessa situação era, além de mostrar o entrosamento da bianca com a cidade, causando indiretamente uma aproximação das pessoas e o que leva mais ou menos aquela coisa do "não-real" dando um efeito no humano foi tbm de que, como todos resolveram ajudar, mais ou menos o objetivo de mante-lâ ocupada era com que o Lars passasse gradativamente cada vez menos tempo com a boneca, ou seja, se desapegasse um pouco, e com isso o filme trabalha um pouco mais o lado de como o personagem tratava tudo aquilo como um relacionamento real, a gente ve o Lars brigar com a Bianca, reagir de maneira nervosa quando a mesma anda "ocupada"...

 

2 - Sério ? Pra mim a forma mais clichê seria caso o roteiro tivesse abordado aquele lado da "humilhação", com o protagonista sendo tratado como "anormal" pelo resto da cidade, no máximo o irmão e a mulher apoiando-o enquanto o resto faria apenas graça da situação. Eu achei que seria o caminho mais óbvio seguir, pela parte mais fácil de apelar o público dramaticamente, colocá-lo apenas como uma vítima ou o que fosse.

 

Porque achou o final fraco, fulgora ?

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Lars and the Real Girl (Craig Gillespie, 2007)

Vi uma entrevista na TNT sobre esse filme e o Gosling dizia "no set ninguém zoava do problema do Lars, todo mundo levava a sério, todo mundo entendia que aquilo não foi feito pra rir". E o mais legal no roteiro é isso: Nancy Oliver nunca ridiculariza a situação que seu personagem passa, acompanhando o cotidiano do Lars sempre com um olhar doce e sensível. O roteiro opta por ridicularizar AS PESSOAS que passam pelo caminho do Lars e da boneca Bianca e isto já situa a parte cômica do filme. E o Gillespie faz muito sim! Ele entrega sentimentos a esse filme, toda aquela aura gostosa que te faz sorrir sempre, sempre e sempre. O modo como a Bianca toca a cidade toda tbm é bem legal.

Ah, mas não adiante falar desse filme sem falar do Ryan Gosling. Nunca gostei dele. Nunca mesmo, acho-o apático e insosso (mesmo em filmes bons como Diário de uma Paixão e Um Crime de Mestre). Mas porra, aqui eles está fenomenal!!! Ele encorpora seu personagem de maneira incrivelmente real, a dinâmica entre Lars e Bianca só consegue o êxito que teve por causa do Gosling (e sim, isso é dificílimo e ele alcança um patamar incalculável). Sem contar que ele brilha quando ao mostrar os sentimentos amargurados de Lars, mas bem sutilmente. Garoto foda! E tem só 27 anos!!!! Tem também a Emily Mortimer, Patricia Clarkson e Paul Schneider, bem legais em seus respectivos papéis (gostei principalmente da primeira).

Peca apenas pelo excesso de clímax (e a pressa em resolver a trama toda, outrora não vista) e pelo investimento excessivo na subtrama da garota que trabalha com o personagem-título. Mas o sorriso no rosto é inegável.

8,5/10

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Fecho com o Fulgora também, o final do filme é bem mais imaginável, pra mim, do que qualquer outro mesmo. Muito, muito bom na premissa, muito, muito mal executado, acho eu

 

Achei o Gosling muito parecido nos maneirismos com o Adam Sendler em Punch-drunk love, mas talvez tenha sido só impressão minha mesmo (nem sei avaliar atuações direito, aheuah).

Troy Atwood2009-09-02 22:41:50

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O que levaria um sujeito – boa-praça,
trabalhador, tímido, reservado, avesso ao contato físico, desajeitado em
interações sociais – a se envolver emocional e afetivamente com um
objeto inanimado?


A escriba Nancy Oliver e o diretor Gillespie
oferecem alguns vislumbres dos possíveis porquês, mas esta encantadora –
excêntrica – comédia dramática não se propõe a mergulhar o espectador
em teses profundas sobre vestígios de estigmas familiares nem
incomodá-lo com a psicodinâmica das neuroses. O lance, aqui, é
desempedernir, via risos e lágrimas, alargando nosso olhar sobre
solidão, aceitação, tolerância, apoio comunitário.


Nem todos, infelizmente, nascem com o dom da sociabilidade inerente ao ser humano – dificuldade essa  que o formidável Gosling encompassa à perfeição, num desempenho capaz de apertar o coração. 10

8/10

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