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Superman Returns

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Não fui ver ainda, mas falei com um grupo de amigos que foi neste final de semana e...well...o comentário mais simpático que fizeram sobre o Routh foi o de que ele parecia "uma boneca inflável furada"smiley36.gif Coitado do rapazsmiley36.gif

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 Continuação "indireta"!!? smiley5.gif Whatahell?!!!! smiley36.gif Peraí!!!! Tenho evitado continuar a ler críticas e resenhas que entrem em detalhes sobre o filme' date=' mas esse lance de dizer que se passa 5 anos depois dos eventos de Superman II e na verdade ser ambientado nos dias atuais tá foda de engolir... smiley11.gif 

 Essa indefinição "cronológica" do Singer deve ter trazido consequências nefastas pra apreciação do filme... Ou não? O que posso esperar?

[/quote']

 

Gente... de boa... essa questão do tempo... Passaram-se cinco anos em relação aos acontecimentos do filme Superman II, e não em relação ao que nós vivenciamos aqui fora... Pelo amor de Deus, não viajemos na maionese... O tempo do filme é outro completamente diferente do vivenciado por nós...

 

Sunderhus

 

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http://www.melhoresdomundo.net/

 

Zod vem aí????

 

segunda-feira' date=' 17 de julho de 2006 - 15h55

 

 

 

zod.jpgParece que, apesar dos rumores dqa imprensa de que a continuação do Superman estaria ameaçada devido

a bilheteria decepcionante pros produtores do filme, Bryan Singer e sua

equipe crêem piamente que a saga vai continuar nas telonas...

 

O Cinescape noticiou que durante a premiere de Superman - o Retorno na Inglaterra, Singer e os outros dois roteiristas do filme usavam camisetas estampadas com a frase: "AJOELHE-SE PERANTE ZOD!"... Deixando claro o que pretendem fazer no 2° filme do Escoteirão!

 

O que eu acho? Bão, dizem que a continuação só sairia se o filme chegasse na marca de 200 mijones de

doletas arrecadados no mercado interno dos EUA, mas parece que isso não

deve acontecer... Contudo, a bilheteria do filme no resto do mundo e a venda de DVDs deve garantir a continuidade da franquia... Espero que Singer crie uma história menos simplória pro próximo filme, fugindo do estilo infantilóide dos primeiros filmes do Superman... afinal o General Zod merece um roteirão mais enjambrado e, é claro, algumas cenas de PORRADAAAAAAAAA!!!!

 

 

 

 

 

 

Agora vai ter além d emoção muita porrada tb.

 

smiley32.gifsmiley32.gifsmiley32.gifsmiley32.gifsmiley32.gifsmiley32.gifsmiley32.gifsmiley32.gifsmiley32.gif[/quote']

 

Zod? Espero sinceramente que não... Tenho esperanças de ver Brainiac...

 

Sunderhus

 

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O filme funciona sozinho. Ele é uma continuação indireta... a continuação está mais por conta das referências do que a história em si.

Sozinho' date=' não. Ele pode funcionar bem sem os anteriores, mas ele PRECISA de uma continuação. Imagine o X-Men 1 sem o 2... Seria muito barulho por nada. Esse Superman Returns é a mesma coisa, sem continuação, não dá pra saber o porquê do filme, ao contrário do Superman - O Filme que mesmo pedindo uma continuação, funciona muito bem sozinho.

[/quote']

Tomara que sim!!smiley4.gif

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Não fui ver ainda' date=' mas falei com um grupo de amigos que foi neste final de semana e...well...o comentário mais simpático que fizeram sobre o Routh foi o de que ele parecia "uma boneca inflável furada"smiley36.gif Coitado do rapazsmiley36.gif[/quote']

Que exagero....
O garoto foi bem...

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O Uniforme: sei que muitos descordam do que vou falar' date=' mas o uniforme como o personagem tem que evoluir. Tem que ter uniforme contemporâneo a altura dele que mostre como a evolução do uniforme clássico. Quando começou o projeto do novo filme pensei q ia mudar o traje, não estou dizendo para colocar o cara numa armadura ou bizarrice do tipo.

Coloquei abaixo uma imagem que acho que ficaria legal para filme:[/quote']

 

Cadê?

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ZOD denovo? fala sério!!!!!!!!!!!!!!smiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gif

O que a Warner tem contra os outros vilões? implicancia pq não são humanos? Pqp(perdão pela expressão), é assim que querem decolar a "nova" franquia? perdão mais isso tá mais pra REMAKE do que pra NOVA FRANQUIA.

Por essas e outras que eu digo, é lamentavel o modo como o Superman é tratado Quando o assunto é FILMES.

Prova tb que só tem COVARDES que não tem COMPETENCIA pra levar um vilão não humano pra telona com uma gradiosa história.

AFF! CANSEI, WARNE VÁ SE DANAR(eu queria dizer outra coisa mais em respeito as regras do forum não o fiz)

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ZOD denovo? fala sério!!!!!!!!!!!!!!smiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gif

O que a Warner tem contra os outros vilões? implicancia pq não são humanos? Pqp(perdão pela expressão)' date=' é assim que querem decolar a "nova" franquia? perdão mais isso tá mais pra REMAKE do que pra NOVA FRANQUIA.

Por essas e outras que eu digo, é lamentavel o modo como o Superman é tratado Quando o assunto é FILMES.

Prova tb que só tem COVARDES que não tem COMPETENCIA pra levar um vilão não humano pra telona com uma gradiosa história.

AFF! CANSEI, WARNE VÁ SE DANAR(eu queria dizer outra coisa mais em respeito as regras do forum não o fiz)

[/quote']

 

e quem disse que o Zod é humano... e quem disse quele realmente morreu naquele abismo no II

 

Bryan Singer afirmou milhões de vezes em entrevistas que Superman - o retorno não é remake do primeiro filme

 

 

 

 

cinéfilo2006-7-17 22:21:55

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ZOD denovo? fala sério!!!!!!!!!!!!!!smiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gifsmiley7.gif

O que a Warner tem contra os outros vilões? implicancia pq não são humanos? Pqp(perdão pela expressão)' date=' é assim que querem decolar a "nova" franquia? perdão mais isso tá mais pra REMAKE do que pra NOVA FRANQUIA.

Por essas e outras que eu digo, é lamentavel o modo como o Superman é tratado Quando o assunto é FILMES.

Prova tb que só tem COVARDES que não tem COMPETENCIA pra levar um vilão não humano pra telona com uma gradiosa história.

AFF! CANSEI, WARNE VÁ SE DANAR(eu queria dizer outra coisa mais em respeito as regras do forum não o fiz)

[/quote']

e quem disse que o Zod é humano... e quem disse quele realmente morreu naquele abismo no II

Bryan Singer afirmou milhões de vezes que Superman - o retorno não é remake do primeiro filme como queria o McG


Acho que vc não entendeu..... quis dizer vilões com aparencia humana.

Não é Remake mais por varias vezes passa essa impressão, ou seja antes um Remake dio que tanta falta de ORIGINALIDADE.

 

 

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Imagine o X-Men 1 sem o 2...

Funciona perfeitamente smiley4.gifsmiley2.gif.

Prova tb que só tem COVARDES que não tem COMPETENCIA pra levar um vilão não humano pra telona com uma gradiosa história.

 

Sem querer bancar o advogado da Warner, mas se eu fosse o Singer eu não sei se eu teria peito de levar um vilão não-humano pra telona. Eu nunca li nenhuma HQ, mas não sei se tais vilões seriam desenvolvidos o suficiente. Duvido que 80% das pessoas que não leram as HQs saibam indicar um vilão do Superman sem ser o Lex Luthor. O conhecimento deles reflete que nenhum inimigo do Homem de Aço recebeu tanto embasamento quanto Lex Luthor. Com isso, um vilão não-humano deve ser no mínimo, pouco desenvolvido, e os caras iriam ter um trabalhão em humanizar o personagem. Se, quando no 2, os vilões eram humanóides o resultado deles (como vilões) foi desastroso, imagina com outros vilões desconhecidos pelo público?

Já li em outros tópicos que vc é fã de Superman 2. Mas o resultado do personagem de Terence Stamp na história é horrível. O poder grande dele nos fez temê-lo, mas a composição dele é horrível. Dá pra contar nos dedos os tipos diferentes de falas dele.

Se eu fizesse parte da equipe de realizadores eu preferiria não mexer com vilões não-humanos. Por que se o resultado com vilões humanóides foi caricato, imagina se fosse com outros vilões, só que não-humanos?

Em tempo: assino em baixo quanto a contestar o retorno de Zod na franquia.

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cinereporter.gif

http://www.cinereporter.com.br/scripts/monta_noticia.asp?nid =1536

 

 

 

 

estrela4.gifSuperman – O Retorno

 

por

 

 

Rodrigo Carreiro

 

 

 

 

cr-superman-i.jpg

 

Mesmo sendo cinema-pipoca clássico, divertido e inteligente, com

excelentes efeitos especiais e pelo menos duas longas seqüências de

ação absolutamente empolgantes, “Superman – O Retorno” falhou nas

bilheterias norte-americanas, termômetro do resto do mundo. Nos EUA,

país onde o Superman já tem lugar garantido entre os personagens mais

importantes da mitologia popular (como a Comadre Florzinha e o

Bicho-Papão no Brasil), o longa-metragem faturou apenas US$ 154 milhões

em três semanas. Ou seja, não chegou sequer a cobrir os custos

astronômicos de produção, que custou US$ 204 milhões. À primeira vista,

este desinteresse inicial do público é um mistério: como um filme tão

bacana, que mistura com competência aventura e romance em doses iguais,

pode não ter encontra ressonância emocional em uma platéia sempre ávida

por super-heróis?

 

 

 

Bem, eu tenho uma teoria, e vou tentar explicá-la. Embora seja sempre

lembrado como o maior e mais famoso de todos os super-heróis de

histórias em quadrinhos, Superman pertence a uma outra época. Como

personagem, ele é o equivalente àquele rapaz que abre a porta do carro

para a namorada e faz questão de pagar a conta do jantar – um sujeito

antiquado, ultrapassado, o que os ingleses chamam de old-fashioned (ou

seja, cara de bom rapaz, obediente, sorriso impecável, barba feita,

banho tomado). “Superman – O Retorno” é um filme excelente, mas é

nostálgico e abraça esse retrato com vigor. No filme de Bryan Singer, o

herói mais famoso do século XX é o marido que toda mãe sonha para sua

filha.

 

 

 

Raciocine comigo: o Superman sempre foi um herói à moda antiga, um

modelo de conduta perfeito para os jovens (de todas as idades, aliás).

Mas uma personalidade assim não tão é atraente na época cínica que

vivemos no século XXI. O Superman de Bryan Singer, mesmo perfeitamente

condizente com a personalidade do personagem conforme foi criada, em

1941, pertence ao passado. Não dialoga mais com o presente. É um herói

censura livre: não possui o jeito moleque do Homem-Aranha, ou a

agressividade do Batman, ou o cinismo e a boca suja do Wolverine.

 

 

 

Estes três últimos não foram citados por acaso, já que são os

super-heróis mais populares dos quadrinhos em 2006. Todos têm as

qualidades fundamentais de um herói dos quadrinhos – caráter altruísta

e algum tipo de poder especial – mas também possuem o que os alemães

chamam de zeitgeist: o espírito de sua época. Eles têm defeitos, algo

que o Superman não tem. A construção do herói de collant azul, com esta

personalidade quase bíblica, causa desconexão entre ele e o público. A

platéia contemporânea, cuja maioria das pessoas usa piercings e

tatuagens, não se vê representada na tela. Superman pode ser poderoso,

mas não é um deles.

 

 

 

Agora, que fique claro: grande bilheteria nunca foi sinônimo de

qualidade, e “Superman – O Retorno” comprova isso mais uma vez. É um

filme tão legal que até mesmo os defeitos, como a duração longa demais,

têm uma razão. Na verdade o filme não é longo (exceto a parte final,

que parece esticada demais), e sim paciente. Algumas pessoas podem

considerá-lo lento, mas não é verdade. Bryan Singer realiza um trabalho

muito bom, pois captura o tempo do personagem. Superman (Brandon Routh,

bom ator e clone de Reynaldo Gianecchini) é um cara confuso, que acaba

de retornar após um exílio de cinco anos. Leva alguns dias até que ele

se aclimate às mudanças, à nova realidade. Daí a sensação de que o

tempo anda mais devagar; anda mesmo, mas há um motivo plausível para

isso.

 

 

 

Além disso, a maneira pausada e tranqüila de narrar ajuda a platéia a

absorver a cenografia fantástica, que tem um feeling certeiro dos anos

1950. O visual de Clark – óculos de aro, cabelo engomado, terno –

lembra um pouco o roqueiro Buddy Holly; a fazenda remete às

propriedades rurais numa época em que a mecanização da lavoura ainda

não tinha acontecido; a redação do jornal é barulhenta e agitada como

no tempo das máquinas de escrever. Tudo isso mostra que o filme de

1978, dirigido por Richard Donner, foi tratado com reverência e

respeito, tornando-se o ponto de partida para a nova concepção visual

da aventura.

 

 

 

Singer adotou o mesmo visual do refúgio isolado do herói, a Fortaleza

da Solidão (repleta de cristais em forma de ouriço, só que agora

devidamente reconstruída com mais realismo e em dimensões descomunais).

Também é possível reconhecer a sede do Planeta Diário, e a casa de Lois

Lane (Kate Bosworth, uma Natalie Portman com testa dupla) tem um

terraço bem similar. Até mesmo o penteado do herói, o estilo dele voar

(com a pose clássica que mostra um dos braços esticado e com o punho

cerrado) e pousar (suavemente, na posição vertical) remetem ao filme de

Donner. Ou seja, a iconografia do longa-metragem de 1978 é familiar à

platéia, o que é muito bom.

 

 

 

Nesse aspecto, convém observar que Synger respeita bastante a seqüência

de eventos do primeiro longa-metragem com o personagem. De certa forma,

“Superman – O Retorno” pode ser considerado uma seqüência informal

daquela produção, embora o diretor tenha feito ajustes (lembre de que

Lois Lane descobria, em 1978, a identidade secreta do herói, detalhe

que ela desconhece aqui). Mas a excelente abertura, com os créditos

azuis “voando” pelo espaço, é uma homenagem explícita ao longa de

Richard Donner, e o conhecidíssimo tema criado pelo maestro John

Williams para o herói marca presença constante nas melhores cenas.

Ainda bem!

 

 

 

Contando com o maior orçamento do cinema até então, Bryan Singer tinha

a óbvia obrigação de ampliar o escopo visual da aventura de 28 anos

antes, o que faz de forma magistral. Para começar, o som é

absolutamente perfeito. A trilha sonora de John Ottman usa doces

arranjos de corda para as cenas românticas e pesadas trilhas

percussivas para os momentos de tensão, inserindo com abundância

referências ao tema inesquecível do herói (cortesia do grande John

Williams). Quanto aos efeitos sonoros, nunca são menos do que

espetaculares – preste bem atenção nas explosões abafadas causadas pelo

deslocamento abrupto do ar, nas decolagens do herói. Uma maravilha.

 

 

 

A qualidade dos efeitos especiais acompanha esta excelência e está em

sintonia com ela (quando o Superman pára um avião, as ondas de choque

percorrem o corpo do veículo), tornando o setor um dos maiores

destaques de “Superman – O Retorno”. Os vôos do herói, particularmente,

ficaram literalmente perfeitos, colocando a platéia no ponto de vista

de um acompanhante invisível do super-herói. O realismo destas cenas

permite pelo menos duas seqüências de ação longas e impecáveis: a

primeira aparição do Superman, quando ele socorre um vôo especial com

problemas, e outra perto do final, quando o herói precisa de muita

criatividade e rapidez para lidar com os efeitos de um maremoto em

Metrópolis (que é, obviamente, Nova Iorque).

 

 

 

Esta última cena talvez seja o melhor momento de “Superman – O

Retorno”. É tão boa, na verdade, que acaba empalidecendo o confronto

posterior entre o herói e o vilão Lex Luthor (Kevin Spacey). Depois do

clímax, o filme ainda se arrasta por bons 20 minutos, sem que Bryan

Singer tenha conseguido terminá-lo. A última cena, por sinal, deixa

claro que a intenção do diretor era mesmo fazer um filme eclético, com

doses generosas de aventura e humor, mas cujo centro emocional fosse o

amor impossível. Apesar dos pequenos deslizes, como a longa duração

(meia dúzia de cenas poderia ser reduzida e algumas, como aquela que

mostra o Superman impedindo um assalto a banco, deveriam ter sido

eliminadas por completo, pelo bem da agilidade da ação), o resultado

geral é muito bom, uma aventura à moda antiga que respeita a mitologia

do herói e está repleta de soluções visuais criativas.

 

 

 

O olho de Bryan Singer para os detalhes se manifesta em diversos

momentos. Está nas boas piadas, em referências visuais interessantes,

às vezes em tomadas rápidas de dois ou três segundos cuja composição

criativa pode passar despercebida para os fãs mais desatentos. Observe,

por exemplo, o plano que mostra, sem cortes, a queda de um homem do

alto de um edifício, durante o terremoto em Metrópolis; no meio do

caminho, o Superman aparece deixando um rastro azul e vermelho, agarra

o rapaz, o coloca no chão sem diminuir a velocidade e segue em frente,

para impedir novos desastres. A câmera está no lugar exato: mostra toda

a ação de um ângulo privilegiado e deixa a platéia pensando como o

diretor foi capaz de mostrar aquilo sem cortes.

 

 

 

Ao mesmo tempo, o roteiro de Michael Dougherty e Dan Harris acerta ao

criar seqüências inteiras com a função de integrar à trama algumas

imagens icônicas da mitologia construída para o personagem, nos 60 anos

de história que ele carrega. A excelente seqüência do terremoto, por

exemplo, termina com uma das imagens mais poderosas que a mente da

platéia associa ao herói: o Superman carregando nos braços o globo do

Planeta Diário, como um deus halterofilista que levanta a própria

Terra. Synger conhece bem a importância do uso de símbolos visuais para

que a história contada fique gravada no inconsciente. Ao mesmo tempo,

presta uma reverência importante para a memória do personagem.

 

 

 

Também o humor, simples e refinado ao mesmo tempo, está calibrado. Não

é um estilo de humor histérico, forçado ou vulgar, mas elegante, que

pede a participação ativa da platéia. Tome como exemplo o instante em

que Lex Luthor e sua gangue retornam à mansão empoeirada, após uma

longa viagem. Sua assistente Kitty (Parker Posey, dona das falas mais

engraçadas) olha num canto e vê um dos cachorrinhos da antiga dona

deitado, roendo um osso. “Não eram dois deles?”, pergunta. Synger

sustenta a tomada do cão pelo tempo exato para que a platéia responda

sozinha à pergunta. É uma piada curta e eficiente, pois envolve o

espectador na história. Synger fez a lição de casa direitinho: é assim,

fazendo a platéia raciocinar e preencher lacunas, que se faz um filme

inteligente.

 

 

 

Como nem tudo é perfeito, “Superman – O Retorno” expõe claramente um

problema que já existia nos quadrinhos e nos filmes anteriores: a

impossibilidade da existência de um vilão realmente à altura do

Superman. Lex Luthor, claro, é o mais conhecido dos antagonistas do

Homem de Aço, mas o filme falha em mostrá-lo como alguém capaz de

rivalizar, em força e inteligência, com o herói. Jamais sentimos que

Superman está realmente em perigo. Ele não tem um oponente à altura.

Além disso, o plano maligno de Luthor – criar um novo continente a

partir de cristais – é bobo e foge ao tom realista proposto pelo resto

do filme. Como tal lugar, formado exclusivamente por rochas, seria

habitável sem rios e água potável?

 

 

 

Por fim, vale mencionar que os roteiristas e o diretor não deixaram de

traçar um paralelo sutil, mas muito interessante, entre Superman e

Jesus Cristo. Os ecos bíblicos do personagem sempre foram muito

comentados – a origem do herói é claramente baseada na história de

Moisés – mas, aqui, tudo foi feito com tanta sutileza que os menos

atentos não vão reconhecer a semelhança. A trajetória dos dois

personagens é idêntica. Como Cristo, Superman ressurge após uma

misteriosa ausência de alguns anos e age em todo o seu esplendor por

algum tempo. Calvário, morte e ressurreição também fazem parte da

jornada do herói, embora não de forma literal. As semelhanças

demonstram que Bryan Singer não é só um excelente cineasta. Ele sabe o

que está fazendo, tem controle absoluto da narrativa e entende que

paralelos como este funcionam perfeitamente em um nível mais profundo,

subconsciente. Se a platéia se deixar chegar até lá, é claro.

 

 

maninhozinho2006-7-17 22:23:55

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Imagine o X-Men 1 sem o 2...

Funciona perfeitamente smiley4.gifsmiley2.gif.

Prova tb que só tem COVARDES que não tem COMPETENCIA pra levar um vilão não humano pra telona com uma gradiosa história.

 

Sem querer bancar o advogado da Warner' date=' mas se eu fosse o Singer eu não sei se eu teria peito de levar um vilão não-humano pra telona. Eu nunca li nenhuma HQ, mas não sei se tais vilões seriam desenvolvidos o suficiente. Duvido que 80% das pessoas que não leram as HQs saibam indicar um vilão do Superman sem ser o Lex Luthor. O conhecimento deles reflete que nenhum inimigo do Homem de Aço recebeu tanto embasamento quanto Lex Luthor. Com isso, um vilão não-humano deve ser no mínimo, pouco desenvolvido, e os caras iriam ter um trabalhão em humanizar o personagem. Se, quando no 2, os vilões eram humanóides o resultado deles (como vilões) foi desastroso, imagina com outros vilões desconhecidos pelo público?

Já li em outros tópicos que vc é fã de Superman 2. Mas o resultado do personagem de Terence Stamp na história é horrível. O poder grande dele nos fez temê-lo, mas a composição dele é horrível. Dá pra contar nos dedos os tipos diferentes de falas dele.

Se eu fizesse parte da equipe de realizadores eu preferiria não mexer com vilões não-humanos. Por que se o resultado com vilões humanóides foi caricato, imagina se fosse com outros vilões, só que não-humanos?

Em tempo: assino em baixo quanto a contestar o retorno de Zod na franquia.

[/quote']

Também não acho que precisa exagerar.
Brainiac é um computador vivo, mas tem forma humanóide...

Não sei, é difícil arrumar um humano para ser adversário do Super... essas coisas só com o Batman...

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Achei a crítica do Pablo muito cáustica e parcial. Mas ele é fã do Batman smiley36.gif

Se a questão é essa pq ele deu nota máxima para Superman - O Filme?

Porque ele teria que ser internado se falasse mal do primeiro filme.

 

huauhhauahhua se ele fala mal do primeiro filme o pessoal não perdoava

 

nimguem perdoava...o filme é mto bom, qualquer implicancia(num to falando q ele tenha) não é o suficiente pra criticar akele filme

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Achei a crítica do Pablo muito cáustica e parcial. Mas ele é fã do Batman smiley36.gif

 

Se a questão é essa pq ele deu nota máxima para Superman - O Filme?

 

 

Porque ele teria que ser internado se falasse mal do primeiro filme.

 

Desculpem mas essa resposta foi sensacional... smiley36.gifsmiley32.gif

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Não curto esse super-herói, fui atrás apenas de um filme, achei um bom filme drama/romance com boas doses de açãosmiley36.gif, boa atuação de Routh e ótima performance de Spacey, não gostei do Kal-el ter um filho e aquelas duas partes de "quase-morte" do Superman... Muito show a cena do "Bullet-time"... Adoro a sua trilha sonora, mas foi exibida exaustivamente o q não agrada....

smiley36.gifSuper mesmo é a Lois Lane, se choca fortemente contra "as paredes" do avião durante a queda, puxa mais de 100kg (Superman) do fundo do mar e ainda tem um pancada mortal de uma escotilha na kbeça e sai "vivinha da silva"...smiley36.gif

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Imagine o X-Men 1 sem o 2...

Funciona perfeitamente smiley4.gifsmiley2.gif.

Prova tb que só tem COVARDES que não tem COMPETENCIA pra levar um vilão não humano pra telona com uma gradiosa história.

 

Sem querer bancar o advogado da Warner' date=' mas se eu fosse o Singer eu não sei se eu teria peito de levar um vilão não-humano pra telona. Eu nunca li nenhuma HQ, mas não sei se tais vilões seriam desenvolvidos o suficiente. Duvido que 80% das pessoas que não leram as HQs saibam indicar um vilão do Superman sem ser o Lex Luthor. O conhecimento deles reflete que nenhum inimigo do Homem de Aço recebeu tanto embasamento quanto Lex Luthor. Com isso, um vilão não-humano deve ser no mínimo, pouco desenvolvido, e os caras iriam ter um trabalhão em humanizar o personagem. Se, quando no 2, os vilões eram humanóides o resultado deles (como vilões) foi desastroso, imagina com outros vilões desconhecidos pelo público?

[/quote']

 

Aí é que tá... Vamos pegar o exemplo de Batman... Se vc parar para perguntar às pessoas qual vilão de Batman, o primeiro nome que vem a mente das pessoas é Coringa... Se as pessoas se lembrarem dos filmes de Burton e Schumacher, ainda citarão os outros mostrados... Contudo, Nolan teve coragem de se utilizar de vilões de "segundo" escalão para compor a história do vigilante de Gotham... Deu a deixa para o Coringa no segundo filme, e tudo que se escuta é que teremos como vilão principal no segundo o Duas Caras, com o Batman investigando a atuação do Coringa em Gotham... A questão não é o público, mas sim a coragem... Quanto a ter uma história e origem desenvolvidas nos quadrinhos, o que tem que se fazer é desenvolver a história do personagem da forma mais convincente possível e lógica dentro do filme, a grande maioria das pessoas que vai ao cinema sequer pegaram em uma HQ alguma vez na vida...

 

Sunderhus

 

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@sunderhus

Mas vamos concordar que Rha's Al Gull funcionou muito bem em Batman Begins, CORAGEM. agora sim vc usou bem uma palavra. é Preciso ter CORAGEM e COMPETENCIA pra se fazer isso, não adianta Ficar tentando fugir de tal tarefa pq um dia alguém vai ter que fazer pq Mais cedo ou Mais tarde o público vai se cansar de ver os mesmos Vilões seguidas vezes. não concorda?

E convenhamos que se tem uma franquia de filmes sobre super heróis Que pode começar essa mudança sem sombra de duvidas é a do Superman em vista que todos a maioria dos grandes inimigos do Kal-El Não são humanos.

 

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