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Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino


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Estranho é que os tais bastardos, os supostos mocinhos do filme são

tão cruéis qto os vilões.

O discurso de Aldo, o apache que o diga (seremos conhecidos pela nossa crueldade), ou tipo qd o cara do bastão é chamado p/ executar o capitão alemão e os outros bastardos comemoram a selvageria... aff!

Um Hitler preocupado, soldados com a moral baixa... quase mostra os nazis como indefesos frente aos grupos de resistência.

É puro revide, dar aos nazis o gosto do pprio veneno.

 

Meu! Ver Hitler sendo metralhado ...afff! 16
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Algo que me veio.

 

Spoiler!!

Se o Landa iria se voltar e ficar do lado do Aldo e tal' date=' por que diabos ele matou a Diane Kruger?06

[/quote']

 

 

Cara, eu tb pensei sobre isso. :D

 

Spoiler Alert!

Acho que é pq, apesar de ser um um fdp mascarado, ele ainda é um nazi e, por a personagem da Kruger ser alemã ele a vê como traidora da pátria. Por isso rodou a bahiana pra cima dela.

 

SPOILERS

 

Acho que é porque a personagem da Kruger, por ser a agente infiltrada da operação, iria ficar com todo o mérito, algo que o Landa queria para si. Além disso, seu plano era justamente o de ficar com o "papel" dela nessa operação, o do cara de dentro que colabora com os judeus. Daí ele resolveu matá-la.

Sempre é bom lembrarmos que Landa esteve, ao longo de quase todo o filme, um passo a frente de todos os outros personagens, só ficando atrás no final do filme, o que eu achei de uma ingenuidade simplesmente absurda... Mas, na verdade, o que vejo é que Tarantino, naquele instante, quis demonstrar o caráter de traição da própria palavra que os norte-americanos tem, de fazerem acordos que não serão cumpridos... Mais uma crítica aos norte-americanos, não há dúvida disso...

 

Agora, pensando melhor, a divisão clara em capítulos, mesmo sendo um estilo, ao meu ver tornou o filme um tanto cansativo e esquemático... Se era essa a real intensão de Tarantino ou não, isso não tem como saber... Também o uso de algumas câmeras lentas desnecessárias eu notei (mas aqui o povo vai implicar comigo, dado que curto o estilo de Snyder, hehehehe).

 

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Estranho é que os tais bastardos, os supostos mocinhos do filme são

tão cruéis qto os vilões.

O discurso de Aldo, o apache que o diga (seremos conhecidos pela nossa crueldade), ou tipo qd o cara do bastão é chamado p/ executar o capitão alemão e os outros bastardos comemoram a selvageria... aff!

Um Hitler preocupado, soldados com a moral baixa... quase mostra os nazis como indefesos frente aos grupos de resistência.

É puro revide, dar aos nazis o gosto do pprio veneno.

 

Meu! Ver Hitler sendo metralhado ...afff! 16
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Na verdade, não é estranho, é Tarantino mostrando para todos que os americanos eram verdadeiros "ogros" na frente de batalha da Segunda Guerra Mundial... É bom lembrarmos que os soldados alemães eram, de certa forma, eruditos... Na escola militar alemã da década de 30 eles tinham aulas de artes e filosofia, coisa que não se preocupava em momento algum nas escolas militares norte-americanas... Isso fica mais do que claro quando vemos Landa falar fluentemente diversos idiomas enquantos os soldados americanos sabem falar apenas o inglês e apresentam um italiano ridículo... Como disse a personagem de Diane Kruger: "Vocês americanos sabem falar outro idioma além do inglês?"... Isso é um tapa de luva de pelica na impáfia estado-unidense...

 

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Sempre é bom lembrarmos que Landa esteve' date=' ao longo de quase todo o filme, um passo a frente de todos os outros personagens, só ficando atrás no final do filme, o que eu achei de uma ingenuidade simplesmente absurda... Mas, na verdade, o que vejo é que Tarantino, naquele instante, quis demonstrar o caráter de traição da própria palavra que os norte-americanos tem, de fazerem acordos que não serão cumpridos... Mais uma crítica aos norte-americanos, não há dúvida disso...

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Landa era o cara de maior visão do filme.

Pela suas andanças caçando judeus ele sabia a qtas andavam os grupos de resistência e que a queda de Hitler poderia estar perto.

Deve ter vislumbrado o futuro e oportunista que era achou no acordo a melhor saída.

Não acho que os americanos descumpriram o acordo.

Apenas lhe deram algo mais giggle.gif
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Na verdade' date=' não é estranho, é Tarantino mostrando para todos que os americanos eram verdadeiros "ogros" na frente de batalha da Segunda Guerra Mundial... É bom lembrarmos que os soldados alemães eram, de certa forma, eruditos... Na escola militar alemã da década de 30 eles tinham aulas de artes e filosofia, coisa que não se preocupava em momento algum nas escolas militares norte-americanas... Isso fica mais do que claro quando vemos Landa falar fluentemente diversos idiomas enquantos os soldados americanos sabem falar apenas o inglês e apresentam um italiano ridículo... Como disse a personagem de Diane Kruger: "Vocês americanos sabem falar outro idioma além do inglês?"... Isso é um tapa de luva de pelica na impáfia estado-unidense...

[/quote']

É vero!

Fato é que no teatro Landa fez os bastardos repetirem seus nomes várias vezes (What's your name again? / One more time! But let me really hear the music in it! 06).
Estava sarreando e eles  nem se deram conta disso e ainda dispararam um Bon giorno !

 
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Sempre é bom lembrarmos que Landa esteve' date=' ao longo de quase todo o filme, um passo a frente de todos os outros personagens, só ficando atrás no final do filme, o que eu achei de uma ingenuidade simplesmente absurda... Mas, na verdade, o que vejo é que Tarantino, naquele instante, quis demonstrar o caráter de traição da própria palavra que os norte-americanos tem, de fazerem acordos que não serão cumpridos... Mais uma crítica aos norte-americanos, não há dúvida disso...

 

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Landa era o cara de maior visão do filme.

Pela suas andanças caçando judeus ele sabia a qtas andavam os grupos de resistência e que a queda de Hitler poderia estar perto.

Deve ter vislumbrado o futuro e oportunista que era achou no acordo a melhor saída.

Não acho que os americanos descumpriram o acordo.

Apenas lhe deram algo mais giggle.gif

 

Não foi mostrado no filme, mas duvido muito que ele terá o mérito que pediu  que tivesse, dado a como são mostrados os norte-americanos no filme... Pode ter o lugar que tanto queria, bem provável, e também ganhou o "algo mais"...

 

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Na verdade' date=' não é estranho, é Tarantino mostrando para todos que os americanos eram verdadeiros "ogros" na frente de batalha da Segunda Guerra Mundial... É bom lembrarmos que os soldados alemães eram, de certa forma, eruditos... Na escola militar alemã da década de 30 eles tinham aulas de artes e filosofia, coisa que não se preocupava em momento algum nas escolas militares norte-americanas... Isso fica mais do que claro quando vemos Landa falar fluentemente diversos idiomas enquantos os soldados americanos sabem falar apenas o inglês e apresentam um italiano ridículo... Como disse a personagem de Diane Kruger: "Vocês americanos sabem falar outro idioma além do inglês?"... Isso é um tapa de luva de pelica na impáfia estado-unidense...

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É vero!

Fato é que no teatro Landa fez os bastardos repetirem seus nomes várias vezes (What's your name again? / One more time! But let me really hear the music in it! 06).

Estava sarreando e eles  nem se deram conta disso e ainda dispararam um Bon giorno !

 

 

E foi em inglês que ele perguntou? Pq não me lembrou muito bem, mas se foi isso só demonstra que ele já tinha sacado que era "fake" e aí queria fazer questão de que os americanos entendem-se bem o que ele estava falando... Waltz é um estupendo ator... Espero que Bastardos dê a ele a visibilidade q necessita para adentrar o mercado norte-americano... Seria pedir demais uma indicação de Melhor Ator Coadjuvante para ele no Oscar?

 

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Tenho p/ mim que o Oscar de coadjuvante já é dele, embora seja precipitado dizer isso sem ver os concorrentes e tu sabe a Academia é a Academia, né?

Sobre os soldados serem eruditos isso não é sinônimo de inteligência, é uma vantagem a mais.

Prova disso é que Landa, o erudito, o poliglota conseguiu seu contrato... mas Aldo, o apache, o chucro, o bastardo inteligentemente fez com que onde quer que ele fosse seu passado nazi estivesse estampado na sua cara... literalmente! 10
MariaShy2009-10-18 09:39:59
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Mas' date=' na verdade, o que vejo é que Tarantino, naquele instante, quis demonstrar o caráter de traição da própria palavra que os norte-americanos tem, de fazerem acordos que não serão cumpridos... Mais uma crítica aos norte-americanos, não há dúvida disso...

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Mas quem fez o acordo com o Landa foram os superiores (ou superior) do Brad Piti, não o proprio. Ele e o outro bastardo que sobrou apenas descumpriram ordens, não descumpriram a propria palavra deles, ja que ambos não tinham combindo nada06
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Não me emocionei com a trajetória de nenhum personagem a ponto de derramar lágrimas. Embora seja um tema carregado de emocionalismo' date=' Tarantino busca o foco da vingança, da dor tranformada em revanche. Nada contra diretores que seguem a linha da emoção convencional (ou dramática), mas seria um desperdício ver o Tarantino fazendo algo que muita gente poderia fazer ao invés de ir fundo naquilo que ele manja, justamente as caricaturas e os diálogos originais.

Eu fiquei extasiada com a execução, não com a trama em si.
[/quote']

 

Mas aí que entra aquela discussão que já havia sido feita anteriormente... para se emocionar não é necessário chorar, derramar lágrimas... mas enfim acho que isso já ficou claro anteriormente... nem vou apelar pra semântica da coisa... nem todo filme precisa me fazer chorar pra me emocionar... mexeu comigo, com qualquer sentimento que seja. E convenhamos nenhum filme precisa ser emocional pra ser bom. Sem querer me contradizer.
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eu vejo os bastardos como heróis sim. Eles idealizavam o sonho talvez não revelado de quase 100% do mundo hoje. Ninguém quer apenas ver nazistas mortos, queremos ver nazistas sofrendo, agonizando, implorando pela vida e sentindo todo o tipo de dor inimaginável. Aquela cena no cinema é delicia demais.

Acho que é difícil qualquer pessoa hoje se conformar apenas com o fim da impunidade contra os judeus, todos querem é vingança, que se eles matam um filho judeu, tenham a mãe, filho, filha, tia e papagaio estuprados, empalados e desmembrados. Pra mim eles não passam da personificação do desejo doentio (e bom) que todos temos de matar nazis. Ó que coisa linda.
Tensor2009-10-18 11:34:37
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eu vejo os bastardos como heróis sim. Eles idealizavam o sonho talvez não revelado de quase 100% do mundo hoje. Ninguém quer apenas ver nazistas mortos' date=' queremos ver nazistas sofrendo, agonizando, implorando pela vida e sentindo todo o tipo de dor inimaginável. Aquela cena no cinema é delicia demais.

Acho que é difícil qualquer pessoa hoje se conformar apenas com o fim de impunidade contra os judeus, todos querem é vingança, que se eles matam um filho judeu, tenham a mãe, filho, filha, tia e papagaio estuprados, empalados e demembrados. Pra mim eles não passam da personificação do desejo doentio (e bom) que todos temos de matar nazis. Ó que coisa linda.
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Exato!

 

O que se pode dizer é que eles não são a personificação romântica do mocinho que não comete nenhuma atrocidade, até porquê heróis românticos não combinariam com um filme do Tarantino.

 

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Acho que não tem nada de patriotismo nazi no Landa' date=' hahaha, até porque ele mesmo disse que seria o maior culpado pela morte do Hitler. Acho que ele é uma bichona mesmo. [/quote']

 

[2]

 

e fora isso ele precisava do pézinho da moça pra confirmar sua teoria. Ficaram os dois sozinhos no quartinho, ele não poderia deixar ela simplesmente sair dali e dar um berro ou coisa do tipo, e acabar com os planos de traição dele. A única coisa que ele precisava era do Pitt e dos caras dentro do cinema. mas daí seria racionalizar demais. matou pq é uma putinha que viu uma perua traidora na frente, instinto.
Tensor2009-10-18 11:56:44
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Heroína, heroína mesmo é a Shoshana. Os bastardos são isso mesmo... bastardos... filhos da puta que apavoram geral os nazis... que são aqui mais do que nunca os vilões fundamentais do cinema... dá para não torcer para eles? hehehehehe... Lucas2009-10-18 13:33:26

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