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Forum Cinema em Cena

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Há uma grande diferença entre pensar e interpretar. Se vc entra na proposta do filme' date=' já está apto pra interpretá-lo. Agora se vc assiste buscando respostas imediatas, vc estará atropelando todo o processo de digestão. [/quote']

 

Thiago, Felipe, Pablito, tomem nota.
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Pra mim "pensar" o filme engloba o "sentir" o filme tb, não dá pra separar ... agora outra coisa completamente diferente é vc racionalizar a experiência e colocá-la dentro de regras e conceitos como se todo filme se dirigisse a um mesmo ponto comum. Todos nós pensamos os filmes, inclusive você. Pense nisso03
[/quote']

 

É desse "pensar" a que me refiro... O Pablo faz isso em 90% de suas críticas; o Anderson da primeira página fez isso ao ficar apontando erros de lógica num desenho que é intrinsecamente ilógico.
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Acredito que para chegar ao grande ponto desssa discussão é preciso estabelecer que existe um tipo de avaliação que pressupõe uma espécie de formulação da arte, de alguma forma aproximando-a de algo mais ou menos parecido a uma equação matemática, de modo que se algum componente apresentar fragilidades está a comprometer o resultado final. O complicado ao adotar essa postura é que a pessoa rebaixa o caráter fenomênico da apreciação de uma obra - e que está diretamente conectado à capacidade de fruição da mesma -, passando de apreciador a qualquer coisa semelhante a um jurado de desfiles de escolas de samba: a comissão de fente desagradou, portanto perde uma estrelinha. E o processo de racionalização da ficção está inserido nesse método. Furos de roteiro? Como disse um grande amigo certa vez, você está assistindo a um filme ou catando piolhos?

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Eu iria mais além, fora a equação matemática, existe também o método masturbação mental, conjecturas inapropriadas ou que fogem do cerne. E muitas vezes os 2 métodos encontram-se juntos, afinal existem filmes que nem a mais racional das criaturas consegue aplicar uma fórmula de análise. Torres fálicas!16 

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Gosto de considerar que todos os filmes propõem um universo particular e que jamais são representações fiéis da realidade ou pretendem ser (óbvio, uma vez que foram PROCESSADOS por uma mente humana para atingir seu estágio final).

No entanto, é inegável que sempre utilizam elementos da realidade a fim de comunicar-se com o espectador (nem sempre explícitos ou palpáveis, uma vez que somos parte racionais e outra irracionais) para construir uma forma paralela de existência, que se situa entre o mundo ao qual temos contato de forma consciente e um outro mais complexo ainda, que confere vida a elementos existentes, mas por vezes só perceptíveis em nossas fantasias, sonhos e associações inconscientes. Creio que essa segunda vertente torna a arte tão ampla, rica e viva, passível de tantas interpretações e perspectivas. É possível, devido a ela, ampliar o domínio do "racionalmente aceito" (que a restringiria consideravelmente) para criar uma forma de arte que não apresenta limites.

E é nesse ponto que entra o que é minha esfera de percepção sobre o que o pessoal chama de "pensar filmes" - que NÃO é refletir sobre eles, como a princípio parece, ao vermos a frase "solta", mas colocá-los na esfera do racional extremo, violentar a arte privando-a do universo intermediário da qual se apropria para existir (aquele da qual falei a princípio) e lançando-a a uma realidade muito mais restrita e repleta de normas (que muitas vezes só consideramos verídicas quando consistem coincidentemente com as experiências com as quais temos contato comumente em nossos ambientes).

Em Império dos Sonhos, de David Lynch, por exemplo, só podemos apreciar a beleza estupenda da representação psicológica do mundo de Nikki/Susan quando percebemos que os elementos da realidade ali representados encontram eco em uma fusão do inconsciente perturbado de uma pessoa (cuja identidade nem sabemos no final identificar ao certo) com as experiências físicas nas quais ELA teve contato e foram processadas e decodificadas pelo seu cérebro. Se pensarmos em nossos sonhos/pesadelos ou em momentos em que nosso inconsciente predomina (e que a racionalidade desaba e temos um estágio de consciência totalmente distinto de quando estamos acordados), podemos pensar que o filme foi feito exatamente naquele instante. E com o mesmo plus de refletir experiências traumáticas, felicidade, o fato de lidarmos com nossos sentimentos obscuros, destruição de condutas ideais, etc.

O exemplo aqui tem como objetivo uma só pergunta: Como compreender os artifícios do inconsciente em uma obra belíssima como essa somente com nossa lógica racional? E o pior: é até hipócrita fazê-lo pois todos sabemos que passamos por situações que não são explicáveis racionalmente em nossa vida inteira (exemplo: os próprios sonhos!).

Enquanto não percebermos esses múltiplos universos variados que a magia da sétima arte consegue nos proporcionar (inclusive, em alguns casos, manipulando-os com níveis totalmente diferentes como os deliciosos mundos de Indiana Jones, Roger Rabbit ou Corra que a Polícia Vem Aí?), não estaremos de fato observando-a como foi feita...para ser admirada.

No entanto, acho que quase todo mundo que aprecia cinema realmente deve saber disso, o problema aqui advém do fato de compreender o que os rapazes estão chamando de "pensar filmes" - o que exigia uma explicação.

Mr. Scofield2008-07-10 19:48:07

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Acredito que para chegar ao grande ponto desssa discussão é preciso estabelecer que existe um tipo de avaliação que pressupõe uma espécie de formulação da arte' date=' de alguma forma aproximando-a de algo mais ou menos parecido a uma equação matemática, de modo que se algum componente apresentar fragilidades está a comprometer o resultado final. O complicado ao adotar essa postura é que a pessoa rebaixa o caráter fenomênico da apreciação de uma obra - e que está diretamente conectado à capacidade de fruição da mesma -, passando de apreciador a qualquer coisa semelhante a um jurado de desfiles de escolas de samba: a comissão de fente desagradou, portanto perde uma estrelinha. E o processo de racionalização da ficção está inserido nesse método. Furos de roteiro? Como disse um grande amigo certa vez, você está assistindo a um filme ou catando piolhos?[/quote']

 

Perfeito. Eu não explicaria melhor. 10

 

Tomem nota, Felipe, Thiago, Pablo, etc.
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No caso do Wall-e pode ser considerado sim' date=' um erro do roteiro, mas não achei gritante e nem me atrapalhou no decorrer do filme e nem chega a atrapalhar, acho que o filme de animação deixa espaço para a imaginação e acreditar naquele mundo e pensar apenas "Ahhh eles davam um jeito", pois nenhum rato cozinha e nenhum pinguim dança.

 

[/quote']

 

qual é o erro de Waal-E?17

 

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Só que uma coisa não anula a outra (tomem nota Carioca, Dook, Kako, etc) ... ou pelo menos não necessariamente ... o fato de encontrar furos no roteiro de um filme e/ou dele receber uma nota 7 de 10 é apenas uma sistemática pra coisa, é uma forma de "medir" o seu "gostar". Ué, eu não gosto de filmes que possuem furos no roteiro, eu não gosto de filmes com problemas de continuidade, eu não gosto de filmes com diretores preguiçosos, eu não gosto de filmes com roteiro medíocres. Não há nenhum problema nisso.

 

Agora, a experiência de assistir um filme vai muito além das técnicas ou de supostas regras e diretrizes. Só eu sei o aquele filme representa ou significou pra mim e certamente pra outra pessoa não será a mesma coisa. A arte existe pra ser apreciada, compreendida e incompreendida também. O efeito provocado é muito maior do que a técnica empregada para promover tal sensação e/ou emoção.

 

No mais uso uma expressão do Scofield ... concordo que "racionalizar" a arte é violentá-la. Mas abstraí-la ao ponto de colocá-la como inatingível é de um escapismo pra lá de conveniente e chega até a ser irônico que o próprio Scofield tente explicar a "lógica" com relação a "Império dos Sonhos". Lynch não teve a mínima intenção de se fazer entender. Ótimo que ele seja feliz, obrigado, agradeço, mas não rolou. E nesse processo é inevitável que pensemos (não estou falando de racionalização) sobre o que, como e quais as ferramentas que ele utilizou pra isso. Em nenhum momento eu desliguei o meu cérebro pra não pensá-lo (que no caso tem a ver com reflexão).

 

Se eu estou assistindo a um filme ou catando piolhos? Com certeza estou assistindo a um filme, mas certamente não o mesmo que vc.

 

PS: Agora que eu li o comentário do Anderson e realmente ele racionalizou demais o filme, mas creio que os "furos" que ele aponta são perfeitamente explicáveis ... ninguém mais acreditava que a Terra pudesse ser novamente ocupada - tanto que o projeto de limpeza não deu certo; Wall-E só tinha olhos para Eva, logo nada mais importava ... e não me importaria que a nave tivesse uma bateria imortal. E convenhamos que a animação é bastante lúdica para acreditarmos que peixes poderiam ser "plantados"03
Thiago Lucio2008-07-10 20:41:24
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No mais uso uma expressão do Scofield ... concordo que "racionalizar" a arte é violentá-la. Mas abstraí-la ao ponto de colocá-la como inatingível é de um escapismo pra lá de conveniente e chega até a ser irônico que o próprio Scofield tente explicar a "lógica" com relação a "Império dos Sonhos". Lynch não teve a mínima intenção de se fazer entender. Ótimo que ele seja feliz, obrigado, agradeço, mas não rolou. E nesse processo é inevitável que pensemos (não estou falando de racionalização) sobre o que, como e quais as ferramentas que ele utilizou pra isso. Em nenhum momento eu desliguei o meu cérebro pra não pensá-lo (que no caso tem a ver com reflexão).[/quote']

 

Thiagão, acho que sim, a lógica por trás de Império dos Sonhos é que, realmente, a lógica não é capaz de explicar tudo. É irônico mesmo mas...bastante palpável, por mais incrível que possa parecer...você é capaz de explicar seus próprios sonhos ou pesadelos? Já esteve sobre o efeito de alguma droga/alucinógeno/entorpecente e tentou explicar a lógica das armadilhas mentais que seu cérebro lhe reserva? E olha que ali você CONHECE todos os artifícios que ele usa, uma vez que você viveu aquela realidade. Imagine estar dentro da mente de alguém que você nunca viu na vida? O que pode fazer é inferir...sabendo da influência de aspectos sociais/individuais comuns como os princípios morais, a religiosidade, a felicidade, o amor e outros, conseguimos construir na medida do razoável uma estrutura não-absurda para o filme de Lynch.

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Ok, Scofa, mas se pensarmos bem, essa pode ser considerada como a premissa básica de "Cidade dos Sonhos" tb, a mesma experiência do sonho, armadilhas mentais, experimentadas lá são a que Lynch propõe em "Império" ... no primeiro ele foi perfeito, mas nesse aqui ... não embarquei mesmo, prefiro acreditar que foram 180 minutos de cinema experimental ... experimentei e não gostei ... e como o seu comentário faz sentido, ele por si só já não faz jus a "Império dos Sonhos" ... 03
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No caso do Wall-e pode ser considerado sim' date=' um erro do roteiro, mas não achei gritante e nem me atrapalhou no decorrer do filme e nem chega a atrapalhar, acho que o filme de animação deixa espaço para a imaginação e acreditar naquele mundo e pensar apenas "Ahhh eles davam um jeito", pois nenhum rato cozinha e nenhum pinguim dança.

 

[/quote']qual é o erro de Waal-E?smileys/17.gif" align="absmiddle" alt="17" />

 

 

 

não é bem erro, foi o que o rapaz citou lá, de como eles arrumavam a matéria prima na nave por 700 anos, sendo que eles jogavam muita coisa fora...

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No caso do Wall-e pode ser considerado sim' date=' um erro do roteiro, mas não achei gritante e nem me atrapalhou no decorrer do filme e nem chega a atrapalhar, acho que o filme de animação deixa espaço para a imaginação e acreditar naquele mundo e pensar apenas "Ahhh eles davam um jeito", pois nenhum rato cozinha e nenhum pinguim dança.

 

[/quote']qual é o erro de Waal-E?smileys/17.gif" align="absmiddle" alt="17" />

 

 

 

não é bem erro, foi o que o rapaz citou lá, de como eles arrumavam a matéria prima na nave por 700 anos, sendo que eles jogavam muita coisa fora...

 

Putz... é procurar demais pelo em ovo...

 

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Se você e o Dook são incapazes de compreender conceito tããão complexo' date=' então é realmente melhor que nem tentem "pensar" o Cinema, pois ficariam confusos demais.
[/quote']

 

Black Book - Duas Estrelas.

Crash - Cinco Estrelas.

 

Como diria nosso querido Cypher: "Ignorance is Bliss".

 

 

Perucatorta2008-07-10 21:35:32

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Ok, Scofa, mas se pensarmos bem, essa pode ser considerada como a premissa básica de "Cidade dos Sonhos" tb, a mesma experiência do sonho, armadilhas mentais, experimentadas lá são a que Lynch propõe em "Império" ... no primeiro ele foi perfeito, mas nesse aqui ... não embarquei mesmo, prefiro acreditar que foram 180 minutos de cinema experimental ... experimentei e não gostei ... e como o seu comentário faz sentido, ele por si só já não faz jus a "Império dos Sonhos" ... 03[/quote']

Sim, também achei curioso quando você falou que gostava tanto de Cidade dos Sonhos. 01

Pra mim a experiência foi tão alucinante quanto se eu estivesse assistindo ao primeiro filme com todos os elementos potencializados. Como sou fã absoluto de temáticas assim, nem preciso dizer que rapidamente Império se tornou meu filme favorito do Lynch.

Ah, mas vai entender mesmo a gente. Eu também tinha tudo para amar a primeira parte de Nascido para Matar...e não gosto nem um pouco, fazer o quê se nós mesmos não somos lógicos? 06

 

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Se você e o Dook são incapazes de compreender conceito tããão complexo' date=' então é realmente melhor que nem tentem "pensar" o Cinema, pois ficariam confusos demais.
[/quote']

Black Book - Duas Estrelas.
Crash - Cinco Estrelas.

Como diria nosso querido Cypher: "Ignorance is Bliss".


 

 

Touché... 06
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1) Só que uma coisa não anula a outra (tomem nota Carioca, Dook, Kako, etc) ... ou pelo menos não necessariamente ... o fato de encontrar furos no roteiro de um filme e/ou dele receber uma nota 7 de 10 é apenas uma sistemática pra coisa, é uma forma de "medir" o seu "gostar". Ué, eu não gosto de filmes que possuem furos no roteiro, eu não gosto de filmes com problemas de continuidade, eu não gosto de filmes com diretores preguiçosos, eu não gosto de filmes com roteiro medíocres. Não há nenhum problema nisso.

 

2) Agora, a experiência de assistir um filme vai muito além das técnicas ou de supostas regras e diretrizes. Só eu sei o aquele filme representa ou significou pra mim e certamente pra outra pessoa não será a mesma coisa. A arte existe pra ser apreciada, compreendida e incompreendida também. O efeito provocado é muito maior do que a técnica empregada para promover tal sensação e/ou emoção.

 
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1) Tomar nota do quê Piá? Vc nem refutou a explicação contundente do Carioca. Quando vc estabelece um padrão do tipo "não gosto de erros de continuidade" vc está dogmatizando a experiência de se ver cinema. E se um diretor resolve pôr um erro de continuidade ali na obra para abordar algum assunto ou refletir sobre algum tema? Das duas uma: ou você ODEIA o que é mostrado, expondo sua INFLEXIBILIDADE em relação a uma arte totalmente FLEXÍVEL ou então você acaba captando a essência da obra e gostando do filme, mas SE SABOTANDO no processo, já que vc criou para si a regra "não gosto de de erros de continuidade" e acabou violando a própria regra que criou o que faz de você um conveniente infeliz. Em qualquer cenário você sai no prejuízo. Percebe como a racionalização, dogmatização, etc, só faz mal?

 

2) Se a experiência de assistir a um filme vai muito além das técnicas ou de supostas regras e diretrizes, mais uma razão para você parar com a frescura de "não gosto de erro de continuidade, de diretor preguiçoso, furos de roteiro", etc.
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"E se um diretor resolve pôr um erro de continuidade ali na obra para abordar algum assunto ou refletir sobre algum tema?"

 

Tratando especificamente esse "e se", em nenhum momento comentei que poderia ignorá-lo ou seria inflexível... colocando assim, essa informação fora do contexto de qualquer filme pode dar essa impressão... porém continuo não gostando de erros de continuidade, diretores preguiçosos e furos no roteiro... não estou me sabotando, apenas acho que estas situações fazem parte da experiência como um todo ... não resumo a experiência a apenas isso, mas também não faço a mínima questão de ignorá-lo. Simples assim e sou muito feliz, graças a Deus.
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Então fechado querido... vc dogmatiza a experiência de se ver um filme (IMO) e diz que é feliz com isso. Quem sou eu pra dizer que está errado. Por outro lado acho que a pessoa que dogmatiza seu relacionamento com uma obra artística levanta um muro entre ela e a obra impedindo a total fruição desta última. Mas fazer o quê?? Cada um sabe o que é melhor pra si.

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Então fechado querido... vc dogmatiza a experiência de se ver um filme (IMO) e diz que é feliz com isso. Quem sou eu pra dizer que está errado. Por outro lado acho que a pessoa que dogmatiza seu relacionamento com uma obra artística levanta um muro entre ela e a obra impedindo a total fruição desta última. Mas fazer o quê?? Cada um sabe o que é melhor pra si.

 

Exatamente ... quem é vc pra dizer que está errado ... eu não dogmatizo nada, apenas considero os elementos que julgo serem importantes no processo, nem sempre o fim justifica os meios e vice-versa ... talvez vc devesse ser mais flexível, afinal vc já colocou na sua cabeça que certos problemas técnicos não devem ser levados em consideração ... pelo jeito não foi só eu que ergui um muro, não é mesmo? Estou muitíssimo satisfeito com o meu entendimento das coisas, muito obrigado.03

 

PS: Talvez vc me escute aí de cima ... 06
Thiago Lucio2008-07-11 14:48:43
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Erro de continuidade é um problema técnico que não pode de forma alguma afetar o julgamento de uma obra.

Se em 2001' date=' a nave que vinha da direita em um take aparenta vir da esquerda no outro, o filme é menos bom?
[/quote']

Eu não costumo desqualificar um filme apenas em função de um take ... o problema existe, não deve ser ignorado ... mas vc pode ter certeza que a experiência do filme não será estragada apenas por causa de um único problema.

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Jabá oportuno:

 

Há quem goste do que o Pablo escreve, há quem não goste (esse tópico é prova disso).

 

Ele mesmo, Pablo Villaça, fala sobre isso e muitas outras coisas, numa entrevista de 07 páginas para a revista "Caras de Pau", aqui do fórum.

 

Confira hoje, por volta das 20:00 hrs.

 

 

 
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Exatamente ... quem é vc pra dizer que está errado ... eu não dogmatizo nada, apenas considero os elementos que julgo serem importantes no processo, nem sempre o fim justifica os meios e vice-versa ... talvez vc devesse ser mais flexível, afinal vc já colocou na sua cabeça que certos problemas técnicos não devem ser levados em consideração ... pelo jeito não foi só eu que ergui um muro, não é mesmo? Estou muitíssimo satisfeito com o meu entendimento das coisas, muito obrigado.03

 

PS: Talvez vc me escute aí de cima ... 06
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Eu sou extremamente flexível meu caro... Vc nunca me verá tirar uma estrelinha da nota pq o filme tem erro de continuidade...

 

03
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o filme é muito bem feito, bonito mesmo. Com uma história interessante, instigante até, mas com muitos furos no enredo. Pra dizer alguns: depois de quase mil anos, boa parte do lixo deixado na terra já estaria descomposto; os humanos são retratados inicialmente como seres insensíveis e isolados, mas depois todos parecem se sensibilizar com algo que sequer tinham conhecimento, inclusive com uma máquina que, teoricamente, nem sentimentos tem; há o problema da falta de massa óssea dos humanos, mas isso é "esquecido" rapidamente.

o filme é ótimo para ceianças, poi é bem infantil.  
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