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Batman - The Dark Knight (# 4)


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Batman - The Dark Knight Tópico 4 Contagem regressiva   4° tópico do Dark Knight, 600 páginas até aqui, o primeiro tópico foi aberto em 16/06/2005 pelo felipef, lá se vão 3 anos de discussão,

Caraca!!!   4º tópico!!!   Não quero desmerecer nenhum outro personagem das hqs, mas sem dúvida alguma, Batman é o maior!!!   Ainda continuo evitando os spoilers e os diversos víde

Pra mim também não aparece, mas o pôster está realmante ótimo... Excelente!!!!   

 Pessoalmente' date=' eu achei o Duas [/quote']. Do jeito que os caras colocam, ela não se vesitiria como gata, não seria sexy, etc. Ou seja, seria um esboço de mulher gato.
Nisso nós concordamos. Respeito quem tem esse pensamento, mas a Mulher gato tem q se vestir como gata e ter aquela tensão sexual com o Batman, como no filme d Burton, q fez a melhor leitura da personagem, claro q não pode, nem deve ser igual a do Burton, deve ser adaptada ao universo do Nolan e tal, mas mantendo as caracteristicas acima.

 

 

 

Não creio que o Nolan faria esse tipo de bizarrice com a Mulher-Gato (digo, descaracterizar totalmente a personagem para fazê-la caber em um "conceito realista"). Esse segundo filme mostra que ele encontrou o caminho (e espero que não tenha sido por acidente).

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Que filme, que filme, que filme...

Indiscutivelmente, o melhor filme do Homem-Morcego.

Quero, publicamente, "tirar o chapéu" para o Coringa de Heath Ledger.
Não que isto faça alguma diferença, mas sempre critiquei o visual "Corvoringa" do personagem.
E sim, Ledger calou minha boca com uma interpretação magistral, apresentando um versão definitiva do personagem.
O Coringa é mostrado como realmente é nos gibis: louco, visceral, assustador, mentiroso, covarde, risonho, maligno. Um vilão perfeito.

E sim, o Coringa "rouba a cena" do Batman novamente.
Mas o roteiro privilegiou justamente o embate (físico e mental) entre herói e vilão. Um grande acerto. A cena do interrogatório e a cena final do Coringa são memoráveis, remetendo direto a cenas similares nos gibis.

As atuações, claro, são soberbas.

Bale humanizou Bruce Wayne/Batman ainda mais. Seu sofrimento, seu temor e suas dúvidas o aproximam de cada um de nós. E sua persistência e altruísmo no fim das contas o diferenciam, tornando-o o verdadeiro herói que sempre desejamos ser, mas nem sempre podemos. Mas ele pode...

Aaron Eckhart apresentou de maneira correta a dualidade de Harvey Dent.

O Duas-Caras não teve tempo suficiente neste filme? Certamente que não, mas o pouco que teve foi instigante e duvido muito que ele não retorne em um próximo filme (até porque o desfecho do personagem, a meu ver, ficou em aberto neste filme, embora possa parecer o contrário, pelo que se viu).

Gary Oldman apresenta novamente uma grande atuação. Gordon é talvez o personagem pelo qual mais torcemos e simpatizamos durante o filme, talvez até mais do que o Batman.

Maggie Gyllenhaal não comprometeu ao assumir uma personagem que já era complicada desde "Batman Begins". Se naquele filme, Rachel Dawes não tinha muito a dizer, aqui ela é responsável pelo delineamento e/ou mudança de atitudes tanto de Bruce Wayne quanto Harvey Dent. Uma personagem que foi odiada por muitos, mas que acabou tendo papel importante na trama.

Falar sobre a atuação de Heath Ledger é "chover no molhado".

Uma indicação ao Oscar é mais do que válida neste caso.

É uma lástima saber que o ator que nos apresentou uma versão quase perfeita do Coringa não poderá mais repetir o feito em um outro filme.

 

Nem é preciso falar muito sobre Michael Caine e Morgan Freeman.

Cada vez que eles aparecem em cena, dão show de interpretação, mesmo em papéis que supostamente não teriam muito destaque.

Alfred é o amigo/figura paterna de Bruce Wayne, tentando manter o patrão a salvo de si mesmo, ainda que o encorajando a continuar sua luta por Gotham.

A cena da chantagem e a resposta que Lucius Fox dá a Reese são impagáveis e memoráveis. Se Morgan Freeman tivesse aparecido somente nesta cena, já seria mais do que suficiente. Mas além disso, a discussão ética que ele trava com o Batman, quase no fim do filme é marcante.

 

O filme tem ótimas cenas de ação, cenas de luta visualmente mais apropriadas do que a "bagunça visual e sem plástica" que eram as lutas em Batman Begins.

Mais do que isso, "Cavaleiro das Trevas" é um ótimo filme de suspense, que nos deixa atentos a todas as cenas, reviravoltas e diálogos.

Tecnicamente perfeito, nem é preciso discorrer muito sobre isso.

Os (poucos) efeitos CGI foram usados com muita coerência.

Os efeitos especiais tradicionais, usados de forma singular e com competência. Efeitos sonoros acompanhando corretamente.

A trilha sonora é contundente.

 

Claro que o filme tem alguns "furinhos", mas nada que atrapalhe.

Por exemplo:

Como o Coringa conseguiu encher o prédio do Hospital de Gotham com explosivos (ou seriam tanques de gasolina) sem ser percebido? E os barcos? Não existe nenhum tipo de segurança nestes locais?

Como o Batman (um homem versado em inúmeras artes marciais) onseguiu ser pego elevar uns sopapos dos capangas do Coringa, na festa de Bruce Wayne, capangas estes que, no máximo, sabem desferir alguns socos?

Nada disso compromete, claro.

 

O filme é excelente.

Um dos melhores filmes baseados em HQs, sem dúvida.

Um clássico instantâneo, a meu ver.

E um filme que encerra com chave de ouro uma temporada de ótimos filmes, de excelentes adaptações de HQs e de grandes momentos na sala de cinema.
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Gostei da crítica do KMF, de todos os críticos que costumo ler, ele é um dos poucos que consegue contextualizar o filme de maneira quase que impecável sempre se utilizando de um vocabulário rico ... apesar que o tal do "why so serious?" poderia ser aplicado ao que ele escreveu tb ... é claro que se nos apegarmos a questão do MKT, a frieza dos números, todo grande lançamento acaba se tornando um porre. E é sempre assim ... quando um "blockbuster" se assume como tal, ele é "criticado" por ser mero entretenimento, pelo uso de tanto dinheiro, o poder da indústria, essas coisas ... quando ele demonstra um pouco mais de requinte, é porque o diretor leva o seu material a sério demais ... a unanimidade nunca será alcançada ... graças a Deus !!!!!! 03 Thiago Lucio2008-07-24 13:56:23
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<FONT face="Verdana' date=' Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Gostei da crítica do KMF, de todos os críticos que costumo ler, ele é um dos poucos que consegue contextualizar o filme de maneira quase que impecável sempre se utilizando de um vocabulário rico ... apesar que o tal do "why so serious?" poderia ser aplicado ao que ele escreveu tb ... é claro que se nos apegarmos a questão do MKT, a frieza dos números, todo grande lançamento acaba se tornando um porre. E é sempre assim ... quando um "blockbuster" se assume como tal, ele é "criticado" por ser mero entretenimento, pelo uso de tanto dinheiro, o poder da indústria, essas coisas ... quando ele demonstra um pouco mais de requinte, é porque o diretor leva o seu material a sério demais ... a unanimidade nunca será alcançada ... graças a Deus !!!!!! [img']

 

 

 

Unanimidade jamais. Mas a crítica do KMF foi bem fundamentada, enquanto a crítica do Zeca Camargo parece ser uma mera glorificação à imbecilidade.

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Que filme' date=' que filme, que filme...

Indiscutivelmente, o melhor filme do Homem-Morcego.

Quero, publicamente, "tirar o chapéu" para o Coringa de Heath Ledger.

Não que isto faça alguma diferença, mas sempre critiquei o visual "Corvoringa" do personagem.

E sim, Ledger calou minha boca com uma interpretação magistral, apresentando um versão definitiva do personagem.

O Coringa é mostrado como realmente é nos gibis: louco, visceral, assustador, mentiroso, covarde, risonho, maligno. Um vilão perfeito.

E sim, o Coringa "rouba a cena" do Batman novamente.

Mas o roteiro privilegiou justamente o embate (físico e mental) entre herói e vilão. Um grande acerto. A cena do interrogatório e a cena final do Coringa são memoráveis, remetendo direto a cenas similares nos gibis.

As atuações, claro, são soberbas.

Bale humanizou Bruce Wayne/Batman ainda mais. Seu sofrimento, seu temor e suas dúvidas o aproximam de cada um de nós. E sua persistência e altruísmo no fim das contas o diferenciam, tornando-o o verdadeiro herói que sempre desejamos ser, mas nem sempre podemos. Mas ele pode...

Aaron Eckhart apresentou de maneira correta a dualidade de Harvey Dent.

O Duas-Caras não teve tempo suficiente neste filme? Certamente que não, mas o pouco que teve foi instigante e duvido muito que ele não retorne em um próximo filme (até porque o desfecho do personagem, a meu ver, ficou em aberto neste filme, embora possa parecer o contrário, pelo que se viu).

Gary Oldman apresenta novamente uma grande atuação. Gordon é talvez o personagem pelo qual mais torcemos e simpatizamos durante o filme, talvez até mais do que o Batman.

Maggie Gyllenhaal não comprometeu ao assumir uma personagem que já era complicada desde "Batman Begins". Se naquele filme, Rachel Dawes não tinha muito a dizer, aqui ela é responsável pelo delineamento e/ou mudança de atitudes tanto de Bruce Wayne quanto Harvey Dent. Uma personagem que foi odiada por muitos, mas que acabou tendo papel importante na trama.

Falar sobre a atuação de Heath Ledger é "chover no molhado".

Uma indicação ao Oscar é mais do que válida neste caso.

É uma lástima saber que o ator que nos apresentou uma versão quase perfeita do Coringa não poderá mais repetir o feito em um outro filme.

 

Nem é preciso falar muito sobre Michael Caine e Morgan Freeman.

Cada vez que eles aparecem em cena, dão show de interpretação, mesmo em papéis que supostamente não teriam muito destaque.

Alfred é o amigo/figura paterna de Bruce Wayne, tentando manter o patrão a salvo de si mesmo, ainda que o encorajando a continuar sua luta por Gotham.

A cena da chantagem e a resposta que Lucius Fox dá a Reese são impagáveis e memoráveis. Se Morgan Freeman tivesse aparecido somente nesta cena, já seria mais do que suficiente. Mas além disso, a discussão ética que ele trava com o Batman, quase no fim do filme é marcante.

 

O filme tem ótimas cenas de ação, cenas de luta visualmente mais apropriadas do que a "bagunça visual e sem plástica" que eram as lutas em Batman Begins.

Mais do que isso, "Cavaleiro das Trevas" é um ótimo filme de suspense, que nos deixa atentos a todas as cenas, reviravoltas e diálogos.

Tecnicamente perfeito, nem é preciso discorrer muito sobre isso.

Os (poucos) efeitos CGI foram usados com muita coerência.

Os efeitos especiais tradicionais, usados de forma singular e com competência. Efeitos sonoros acompanhando corretamente.

A trilha sonora é contundente.

 

Claro que o filme tem alguns "furinhos", mas nada que atrapalhe.

Por exemplo:

Como o Coringa conseguiu encher o prédio do Hospital de Gotham com explosivos (ou seriam tanques de gasolina) sem ser percebido? E os barcos? Não existe nenhum tipo de segurança nestes locais?

Como o Batman (um homem versado em inúmeras artes marciais) onseguiu ser pego elevar uns sopapos dos capangas do Coringa, na festa de Bruce Wayne, capangas estes que, no máximo, sabem desferir alguns socos?

Nada disso compromete, claro.

 

O filme é excelente.

Um dos melhores filmes baseados em HQs, sem dúvida.

Um clássico instantâneo, a meu ver.

E um filme que encerra com chave de ouro uma temporada de ótimos filmes, de excelentes adaptações de HQs e de grandes momentos na sala de cinema.
[/quote']

 

Sim lembro de vc falando mesmo... não sabe como é bom ler isso 05

 

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2008_01_22t181200_450x338_us_ledger.jpg

Vi Batman... afff! 10<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Vou ser mais uma a engrossar a fila de fãs  que darão 10 a esse filme.

Na verdade esse Batman foi mesmo do Ledger 10

Ele estave estupendo, até em sua postura meio curvada, a voz, as risadinhas sem noção...ofuscou completamente  a todos (Bale, inclusive).

A cena de Batman " surrando " o cara e este se deliciando com tudo... aff!
Como vencer algo assim ?  Um curinga  absolutamente insano,  imune a dor, sádico até o sabugo da unha,  um aliciador/manipulador irresístivel, um provocador e  adorador do caos...aff! 10

Amei as tiradas filosóficas, que fariam qquer um com um espírito um pouco mais anarquista,  aderir as idéias do mala.

Gostei da pontas soltas (?) desse Batman.
Sempre sugerindo que o herói Batman ainda está sendo construído.

“Ou você morre como um herói... ou vive o suficiente para se
ver transformar em vilão”.

 10/10

MariaShy2008-07-24 15:19:15
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Novo Batman supera versão anterior nas bilheterias

 

Bastaram seis dias em cartaz na América do Norte para que "Batman: O Cavaleiro das Trevas" superasse a bilheteria de toda carreira do filme anterior da série, "Batman Begins", informou a distribuidora Warner Bros. na quarta-feira (23).

 

O estúdio esperava que o filme arrecadasse cerca de US$ 17 milhões (R$ 26,8 milhões) na quarta-feira, elevando o total nos EUA e Canadá a US$ 221 milhões (R$ 348 milhões) --sendo US$ 158,4 milhões (R$ 250 milhões) nos primeiros três dias, um recorde para um fim de semana de estréia.

 

Na terça-feira, "O Cavaleiro das Trevas" bateu outro recorde, ao arrecadar US$ 200 milhões (R$ 315 milhões) nos seus primeiros cinco dias --superando os oito dias de "Piratas do Caribe".

 

Segundo a Box Office Mojo, "Batman Begins" encerrou sua carreira nos cinemas, após quatro meses, com arrecadação total de US$ 205,3 milhões (R$ 323,3 milhões).

 

Ambos os filmes foram dirigidos pelo inglês Christopher Nolan, com o ator Christian Bale no papel do homem-morcego. Mas a nova versão tem como atração adicional o vilão Coringa, interpretado por Heath Ledger, que morreu de overdose em janeiro, logo depois das filmagens.

 

"O Cavaleiro das Trevas" entrará para a lista dos dez lançamentos mais bem-sucedidos da história quando ultrapassar os US$ 373,6 milhões (R$ 588,4) arrecadados na América do Norte, a cifra obtida por "Homem-Aranha 2".

 

A estimativa conservadora da Warner é que o filme supere os US$ 400 milhões (R$ 630 milhões) com as vendas no exterior. Desde "Piratas do Caribe", em 2006, nenhum filme supera essa marca.

 

Mesmo antevendo a boa recepção de "O Cavaleiro das Trevas" junto à crítica e o interesse gerado pela participação de Ledger, a Warner se precaveu, comprando praticamente o dobro de inserções publicitárias para esse lançamento do que para "Batman Begins", segundo a empresa de mediação de audiência Nielsen, com base em dados coletados até 12 dias antes da estréia de ambos os filmes.

 

Fonte: folha.com.br

 

 

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Legal Shy, bem observado, com cverteza o Batman ainda está sendo cosntrindo e no próximo veremos a nova fase dele...em Begins ele era o idealistaque queria salvar gothan, em TDK ele teve que ser amoral pra combater o mal e no próximo ele terá estará nas sombras, será um maldito...ele escolheu esse caminho e a frase proferida por Havey Dent definiu o futuro do próprio...Harvey morreu herói, se vivesse se tornaria o vilão...

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Da critica do Kleber, concordo quando ele fala do PG-13. A cena do Coringa cortando o Gambol perdeu seu impacto quando nem um sangue jorrando pro lado direito da tela ocorre, na tomada que o palhaço está de costas. Mas acho que foi a única que senti essa falta, não me lembro de outra.

 

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é o kmf mandou bem, pelo menos soube ser mais condizente do que o zeca filho da puta camargo, 06.gif

 

 

 

a galera do contra tá meio obcecada com esse lance de evitar explicações e se manter na fantasia, isso já foi feito com o burton, pra que repetir?

 

 

 

além do mais já tá um bocado batido acusar a trilha sonora de não ter um tema marcante (e realmente não tem, e daí?)

 

 

 

e o christopher nolan de não ter estilo, pelo menos o genérico dele tá melhor que muito estiloso da atualidade, 06.gif

 

 

 

uma curiosidade sobre o oscar, não faço a menor torcida pelo premio, tanta coisa medíocre já ganhou, acho que não serve pra provar nada, vide gwyneth paltrow, titanic, coração valente e afins... 14.gif

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Crítica do Inácio Araújo, da Folha de São Paulo:

 

"Primeiro, peço desculpas pelo sumiço, que tentarei explicar em breve.

 

De tanto que ouvi, fui ver "Batman - O Cavaleiro das Trevas" com alguma esperança. Saí terrivelmente decepcionado.

 

Em

primeiro lugar, não existe mais Gotham City, substituída por uma grande

cidade americana. A morada do Batman agora é numa cobertura, de maneira

que sua silhueta vista contra a cidade faz perguntar se ali seria Nova

York, sendo que um prédio ao fundo lembra bem uma das torres gêmeas.

 

Com

isso, o filme traz uma cidade real para heróis e anti-heróis

alegóricos. Por quê? Não sei dizer muito bem qual a vantagem, mas o

filme logo se estabelece dentro de uma linha hierárquica muito clara.

Existe o prefeito, o procurador, a juíza, o futuro comissário de

polícia e o Batman. Depois vem a população.

 

É nesse mundo, em

que a Máfia tem um lugar muito específico, que vai aparecer o Coringa

como elemento que, dizendo-se anarquista, prega o caos, via o terror. O

terror será subsidiariamente, sua maneira de apostar que a natureza

humana é insustentável (o que tornaria inúteis os heróis).

 

Essa

fabulação tem um fim político preciso, i. é: combater o mal absoluto

tem um custo, que consiste em viver nas sombras. Esse é o preço pago

por Batman, mas, se formos pensar bem, há um outro personagem atual que

pode reivindicar tal papel, e atende por George W.

 

Ao novo

"Batman" me parece que falta um mínimo de elegância. Começa como um

policial qualquer, bem urbano, retirando todo encanto de fabulário e

alegoria que um dia possa ter tido (nas mãos de Tim Burton, sobretudo,

mas até na do diretor seguinte a coisa corria mais agradavelmente).

Impõe um tom gratuitamente crispado, fazendo do Coringa uma espécie de

serial killer psicopático, ou seja, alguém que, por fugir ao normal,

vale tudo para combatê-lo.

 

E todo o tempo o espectador pode se

dizer: vale tudo para destruí-lo. Por todos os motivos essa é uma

prioridade zero. Um cara assim não se prende, se mata etc.

 

Por

fim, voltando ao princípio, e passando por todas as piruetas do roteiro

para chegar ao atrapalhado final, algo permanece intocado: durante todo

o filme torci para que algo viesse a desequilibrar a escala de poder.

Nada. Nenhum traidor, exceto guardas ou coisas assim.

O poder na

não-Gotham City de Christopher Nolan é irretocável. A destruição de

metade do rosto do promotor não é senão uma dessas piruetas, não tem

efeito prático nenhum. Toda a dúvida moral criada pelo Coringa cai em

cima das pessoas comuns. Que elas o neguem no final, in extremis, não

tem relevância maior: o importante, a afirmação de que o mundo é mesmo

uma coisa sórdida, e que o trabalho dos verdadeiros heróis é

necessariamente um trabalho sujo, está lá.

 

O caráter de filme policial realista enxertado de seres alegóricos é essencial para chegar a esse resultado.

 

Dizem

que este é o Batman de Frank Miller (e o Coringa também). Talvez seja

isso mais que tudo. Aquele "Sin City" já era isso e não engoli de jeito

nenhum. É um investimento no pior, na baixeza, na podridão.

 

Resumindo minha impressão, o novo Batman é chato, ruidoso e reacionário."

 

 

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Da critica do Kleber' date=' concordo quando ele fala do PG-13. A cena do Coringa cortando o Gambol perdeu seu impacto quando nem um sangue jorrando pro lado direito da tela ocorre, na tomada que o palhaço está de costas. Mas acho que foi a única que senti essa falta, não me lembro de outra.[/quote'] realmente é lamentável essa obssessão com a censura, estragou bons momentos.
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Da critica do Kleber' date=' concordo quando ele fala do PG-13. A cena do Coringa cortando o Gambol perdeu seu impacto quando nem um sangue jorrando pro lado direito da tela ocorre, na tomada que o palhaço está de costas. Mas acho que foi a única que senti essa falta, não me lembro de outra.

[/quote']

Esse foi justamente o ponto da crítica que mais me incomodou. Digo, os EUA só tem hipócritas. Quando o diretor quer colocar um tequinho de sangue o filme já ganha um R automaticamente. O legal de Batman - O Cavaleiro das Trevas é que ele consegue ser violento sem mostrar sangue. A natureza da cena não exige que ela seja gráfica. Às vezes o efeito é melhor quando é induzido ao invés de mostrado graficamente. Se a MPAA se preocupa mais com o tom gráfico da cena do que com a natureza dela em si, então o problema não está com Nolan, que fez o que podia para tornar o filme mais acessível e, automaticamente, aumentar sua arrecadação. Se bem que a MPAA tem mudado um pouco nos últimos tempos, permitindo que filmes sangrentos como Cloverfield - Monstro recebam PG-13. Não é como na década de 80 e começo de 90, quando um PG-13 tinha material de sobra para ganhar um R hoje (O Último Imperador e Batman - O Retorno), mas é um avanço. Mas ainda dão PG-13 para bobagens higienizadas como Homem Aranha 3. É difícil de entender.

 

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sapo mas as vezes tenho a impressão de que voce quer porque quer enfiar a sua idéia na cabeça dos fãzóides' date=' olha todo mundo aceita que voce não gostou, mas já tá parecendo disco arranhado, eu por exemplo não vou perder meu tempo tentando convencer o dook de que indiana jones é uma bosta, é subjetivo, voce mesmo usa isso na sua assinatura, é sua opinião, não é nenhuma verdade universal. 03.gif [/quote']E onde eu disse que é? Fãzoides não aceitam opiniões contrárias....

 

 

 

encare dessa maneira, teve outro usuário por aqui, não lembro o nome agora, que tava comemorando a bilheteria e a aclamação da crítica, ele fazia isso porque ele esperou muito tempo pra poder lavar a alma com um filme do batman, e convenhamos, o morcego tava queimado na telona e na minha opinião nunca teve um antagonista a altura no cinema, então tirando o recomeço com begins, acho que pros fãs, o cavaleiro das trevas meio que serviu pra lavar a alma de quem se sentia humilhado com tanta piadinha e coisa imbecil que já foi dita e feita com o personagem, os fãs queriam ver um batman selvagem, e nesse ponto os filmes do burton foram bons, mas pegaram leve.adam_jones_12008-07-24 15:28:38

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Grande Big' date=' na verdade essa frase tem três aplicações no filme:

 

1º) Harvey viveu o suficiente para se tornar o vilão "Duas-Caras".

 

2º) Harvey morreu como herói (ao ocultarem a sua curta fase como vilão)

 

3º) Batman viveu para se ver transformado em "vilão".
[/quote']

 

Mas eu acho que Batman se questiona sobre isso no final.

Talvez pq Curinga mesmo lhe enfrenta dizendo que Batman é limitado pela ética, que faz dele um herói e ao mesmo tempo é a sua fraqueza, enqto que ele é um ser amoral, livre de qquer amarras desse tipo... aff!

 
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Ao novo

 

"Batman" me parece que falta um mínimo de elegância. Começa como um

 

policial qualquer' date=' bem urbano, retirando todo encanto de fabulário e

 

alegoria que um dia possa ter tido (nas mãos de Tim Burton, sobretudo,

 

mas até na do diretor seguinte a coisa corria mais agradavelmente).

 

[/quote']

 

 

 

Acho que estava tudo bem com a crítica até chegar nesse ponto. 06.gif

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