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Forum Cinema em Cena

Amantes (Two Lovers, James Gray)


CACO/CAMPOS
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Ele chorou porque claramente preferia a Paltrow. Não é necessariamente triste porque embora ele não saiba, provavelmente ficou com o que o machucaria menos no futuro. E eu pergunto, se ele fica com o turbilhão que era a Paltrow, tu acha que o final teria sido feliz, além daquele momento? A Paltrow parecia alguém confiável? Ele praticamente se salvou de seu futuro suicídio, tendo resolvido aceitar a outra mina.

 

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ok, vamos mudar então as palavras triste por trágico. Óbvio que ele ficou devastado, né. Óbvio que ele chorou e por pouco não tentou suicidio de novo. Mas ele olhar praquela luva, bem naquele momento, e voltar com o coração contorcido, mas voltar e tentar recomeçar com a garota "certa", pra mim é um puta sinal de esperança.

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Ele chorou porque claramente preferia a Paltrow. Não é necessariamente triste porque embora ele não saiba' date=' provavelmente ficou com o que o machucaria menos no futuro. E eu pergunto, se ele fica com o turbilhão que era a Paltrow, tu acha que o final teria sido feliz, além daquele momento? A Paltrow parecia alguém confiável? Ele praticamente se salvou de seu futuro suicídio, tendo resolvido aceitar a outra mina. [/quote']

 

bem isso que eu penso.
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esperança é diferente de final feliz. acho que estamos com problemas de interpretação, sei lá.

 

a minha opinião é que, o final é infeliz. ponto. se isso vai ser melhor pra ele num futuro etc, ok, isso é conjecturar... até aí posso concordar, mas isso já é extra filme. o que o Gray me mostrou na tela, é que o Leonard perdeu a mulher que ele amava, e isso, independente do que está por vir, ali no final, naquele momento, é infeliz.

 

entra aí muito daquela coisa de intensidade x tempo. e me lembra muito o caso da Streep em Madison. ela ficou no "correto", mas não foi, de fato, feliz, afinal, perdeu (deixou) seu grande e verdadeiro amor.

 

batgody2009-09-30 21:55:23

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Se analisarmos o momento de corte, é claro que é um momento de

infelicidade. Mas pode ser considerado um momento de superação também,

já que minutos antes ele claramente foi à praia com intenção de se

matar. E gente, não se chora exclusivamente por coisas ruins.

 

 

 

Seria realmente um final bem trágico se terminasse após a bota da

Paltrow, mas o genio enfiou esse epílogo fantástico que nos deixou com

estas dúvidas todas.

 

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bom, então errei ao colocar as palavras. O final foi extremamente triste, assim como sempre é triste quando um gosta e outro não. Mas quando digo feliz, digo nesse contexto mesmo, que desde o inicio do filme eu já vi que qualquer possibilidade de relacionamento envolvendo ela já estaria podre, que cedo ou tarde ele iria acabar se quebrando (e foi bem cedo), mas confesso que esperava o pior, como o inicio anunciava, uma outra tentativa de suicidio e tal. Mas não, o cara voltou atrás, encarou a mãe, meio que pediu desculpas com o olhar e seguiu em frente. Beleza, levou um chute, de quem amava, super normal. Horrível pela dor imediata, mas reconfortante pq vimos que seguiu em frente. Esse é o meu final "feliz".

 

Mas entendi o ponto do bat, só não colocaria as pontes de madison como exemplo pq foge um pouco, até pq nesse caso os dois se amavam, e assim deveriam ter ficado juntos. Ali não, era amor de uma parte só.
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a comapração com Madison foi mais por essa coisa de escolhas - nada tem a ver os filmes, mesmo.

 

acho que a questão fundamental da minha discordância é... utilizando o exemplo que todo mundo adorou citar, da tentativa de suicídio. eu vejo o final como uma espécie de suicídio emocional também, e tão covarde como no início.

 

 

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a comapração com Madison foi mais por essa coisa de escolhas - nada tem a ver os filmes' date=' mesmo.

acho que a questão fundamental da minha discordância é... utilizando o exemplo que todo mundo adorou citar, da tentativa de suicídio. eu vejo o final como uma espécie de suicídio emocional também, e tão covarde como no início.
[/quote']

 

mas a mulher não queria saber dele, não foi bom seguir em frente?
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a comapração com Madison foi mais por essa coisa de escolhas - nada tem a ver os filmes' date=' mesmo.

 

acho que a questão fundamental da minha discordância é... utilizando o exemplo que todo mundo adorou citar, da tentativa de suicídio. eu vejo o final como uma espécie de suicídio emocional também, e tão covarde como no início.

[/quote']

 

mas a mulher não queria saber dele, não foi bom seguir em frente?

 

e ele não queria saber da sandra, também não é bom pra ela (pensando contextualmente). por isso acho covarde a atitude dele de se "encostar" na sandra. se uma mulher toma um pé e "resolve" ficar comigo por "falta de opção" vou me sentir um lixo, hehe. me devastou o Leonard achando que finalmente as coisas dariam certo pra ele, essa ida embora com a Paltrow, mas, se fodeu de novo.

 

enfim, não tem um modo certo de se ver. e isso que torna o filme tão bom, não se fecha em si.

 

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bom' date=' então errei ao colocar as palavras. O final foi extremamente triste, assim como sempre é triste quando um gosta e outro não. Mas quando digo feliz, digo nesse contexto mesmo, que desde o inicio do filme eu já vi que qualquer possibilidade de relacionamento envolvendo ela já estaria podre, que cedo ou tarde ele iria acabar se quebrando (e foi bem cedo), mas confesso que esperava o pior, como o inicio anunciava, uma outra tentativa de suicidio e tal. Mas não, o cara voltou atrás, encarou a mãe, meio que pediu desculpas com o olhar e seguiu em frente. Beleza, levou um chute, de quem amava, super normal. Horrível pela dor imediata, mas reconfortante pq vimos que seguiu em frente. Esse é o meu final "feliz".

 

Mas entendi o ponto do bat, só não colocaria as pontes de madison como exemplo pq foge um pouco, até pq nesse caso os dois se amavam, e assim deveriam ter ficado juntos. Ali não, era amor de uma parte só.
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A visao do Vinny na outra pagina seria linda mesmo, mas compartilho da tese do "suicidio emocional", visto que ele é derrotado pela vida e desiste, naquele momento, da possibilidade de ser feliz (mais pela familia - instituiçao tao celebrada pelo Gray - que pela Shaw).

 

O duro de Two Lovers é como o Gray joga a "paixao" e a "felicidade" pra distancias inalcansaveis, de como sao estados que apenas pairam impossiveis por sobre a vidinha ordinaria. E pior ainda é que ele abre uma janela, deixa o Leonard sentir o cheiro dessa felicidade plena, e o chuta dali direto pra vida real. Casar, arranjar um emprego, ter filhos e morrer.
Forasteiro2009-09-30 23:44:34
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E isso é extremamente real. Não com relação à felicidade, mas com relação ao amor. Sinto decepcionar quem acha que vai encontrar um amor e viver feliz para sempre, amando como sempre. Isso non ecxiste. Por isso, embora ele tenha sido derrotado e se conformado no final, ainda é melhor do que 1) Se suicidar.06 2) Aumentar a ilusão e se foder mais ainda com a mina que claramente não tava na dele.

Perucatorta2009-09-30 23:51:19

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Ó as interpretações que esse filme pode gerar, fantástico. Tu acha que ele desiste da felicidade, eu acho que ele da uma nova chance pra ela. Não adianta, não consigo ver derrotismo aí, pelo contrário, vejo um cara ser totalmente destruído por dentro, se entregando por alguns segundos e devido a um estimulo (na hora a luva), engolir os cacos, ranger os dentes e tocar a vida, mesmo com o corpo transbordando de dor.

É angustiante pra mim, sufocante e tudo mais, mas mesmo assim lindo.  

 

Mas de qualquer forma, bacana mesmo saber que o mesmo filme gere tantas (boas) interpretações.
Tensor2009-10-01 00:11:29
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O negócio é que a minha visão é extremamente parecida com essa do Foras. Eu acho triste porque ele não ama a personagem da Shaw. E é otimista sob o prisma de um grande altruísmo da parte dele, entende? Já que a Platrow não oferecerá aquilo que ele precisa pra viver, ele parte para o suicídio - o que faz todo sentido dentro da lógica do filme. Até que o Phoenix percebe que pode fazer pela Vinessa tudo aquilo que a outra não pôde dar a ele. Eu só não sei dizer com certeza se eu acho que ele comete um suicídio emocional ao voltar pra casa, porque talvez exista a possibilidade dele sentir alguma satisfação com a vida futura, apesar de provavelmente nunca encontrar a felicidade plena. Não sei.

 

Sério, eu não posso deixar de repetir que este é o melhor filme desse e de muitos outros anos.

 

 

 

Gago2009-10-01 16:16:15

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É, tô achando esse ano ótimo, ao contrário de umas opiniões que andei lendo por aí. O meu segundo favorito, pasme!, é Up. E ainda tem outras coisinhas deliciosamente boas, como Coraline, O casamento de rachel, Gran torino, Simplesmente feliz e Inimigos públicos (não sei, mas talvez nessa ordem mesmo). Pra estrear, tem Deixe ela entrar, que é maravilhoso. E outros que não vi, mas cuja assinatura indica coisa provavelmente muito boa vindo por aí, tipo Bastardos inglórios e A serious man.

 

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Ó as interpretações que esse filme pode gerar' date=' fantástico. Tu acha que ele desiste da felicidade, eu acho que ele da uma nova chance pra ela. Não adianta, não consigo ver derrotismo aí, pelo contrário, vejo um cara ser totalmente destruído por dentro, se entregando por alguns segundos e devido a um estimulo (na hora a luva), engolir os cacos, ranger os dentes e tocar a vida, mesmo com o corpo transbordando de dor.

É angustiante pra mim, sufocante e tudo mais, mas mesmo assim lindo.  

 

Mas de qualquer forma, bacana mesmo saber que o mesmo filme gere tantas (boas) interpretações.
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A minha visão desse filme é bem essa do Tensão. E o momento em que ele vê a luva para mim é detalhe que ratifica isso.

 

E como o PT disse, é bem real isso, ratifica cada vez mais a história de que o amor perfeito (ou pelo menos idealizado, romantizado) não existe.

 

Acho que a interpretação se o filme é otimista ou não vai muito de cada um, e é exatamente isso que faz desse filme um dos melhores desse ano (afinal de contas, a arte, ou melhor dizendo - se é que se pode aplicar essa expressão - a boa arte tem como uma das características não ser uma verdade absoluta).

 

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