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Forum Cinema em Cena
MacGruber

Oscar 2010: Indicados e Previsões

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Mas a disputa entre as duas é justamente por politicagem' date=' e não por mérito ou melhor desempenho - a Bullock deve ganhar pelo peso na indústria, realmente ela arrecada dinheiro; e Streep não ganha há quase 30 anos, foi indicada mais de 15 vezes, é a melhor de todas na ativa, e pode ganhar de forma simbólica; nenhuma das atuações é impecável, digna ou disputa por qualidade. Acho que a Bullock deve levar mesmo, não vai ter outra chance, possivelmente, já a Streep será indicada muitas vezes ainda, certamente. [/quote']

 

Profecia: Streep será novamente indicada ano que vem ¬¬'

 

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Vi The Blind Side. A atuação da Sandra Bullock é apenas correta' date=' apesar de ser a melhor atuação dela. Mas não é atuação pra ganhar o Oscar. Se ganhar, vai ser pelo bom momento em sua carreira. Agora, melhor filme? Aí sim, isso é exagero.[/quote']

 

O filme só entrou por causa da Bullock: FATO

 

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Será que o Oscar de Melhor Filme pode ser vencido por uma 3ª força???? "Bastardos Inglórios" ??? "Up"  ???? Será???? Confesso que seria surpreendente e não deixa de ser irônico.

 

Com relação ao "Guerra ao Terror" é sempre bom ver uma opinião contrária ao oba-oba com relação ao filme, mas quando essa opinião vem do REF... senta e chora.... volta-se a estaca zero. No mais concordo com ele com relação ao Renner, não por sua cara esquisita, mas sim pq acho que o personagem faz muito mais por ele do que ele pelo personagem, embora admire a sua presença no filme assim como todos do elenco. Mas com certeza não estaria no meu TOP FIVE de atuações.
[/quote']

 

Depois do SAG, Bastardos se consagrou como a 3ª força.

 

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Também acho que ela não deveria ter sido indicada esse ano, mas não entendo a birra contra ela; acho justa a indicação por "Dúvida" e "Diabo Veste Prada", recentes, que condenaram. Sim, sem dúvida existem melhores opções, melhores atuações, mas falharam em algum momento, no buzz, nas campanhas, não sei.

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Eu sou fã da atuação de Streep em Dúvida. Se ela tivesse ganho eu não acharia ruim não, apesar de ter gostado da vitória da Winslet (sua atuação em O Leitor não é uma das minhas preferidas dela, mas não deixa de ser ótima).

 

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Ta aí um exemplo ótimo, a Winslet; excelente, e existe alguma dúvida que ela esteja melhor em "Revolutionary Road"?E foi indicada por outro, e levou, merecidamente, mais como prêmio simbólico, já que a performance não era a minha favorita, também. A Streep não ganha há praticamente 30 anos, seria como a primeira vez, de novo; a Bullock não terá outras chances, possivelmente, também mereceria; prefiro a Streep.

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Para mim, os melhores do ano foram Amantes (Gray), Up (Docter) e Abraços Partidos (Almodóvar).

 

Voltando ao Oscar, saiu aqui uma notícia sobre a abertura de Berlim que retrata um pouco do que eu acho que pode ser a reação da AMPAS a Avatar. Notem que Werner Herzog é membro da Academia.

 

--------------------------------------------------------------------------

 

diz Werner Herzog em Berlim

ALESSANDRO GIANNINI

Editor de UOL Cinema, de Berlim

Getty%20Images

Werner Herzog, Yu Nan, Renée Zellwegger e José Maria Morales posam para os fotógrafos antes da apresentação do júri da mostra competitiva do Festival de Berlim

ico_verfotos.gifVEJA OS FILMES DA MOSTRA COMPETITIVA

Com algumas polêmicas e frases de efeito, o 60o. Festival de Berlim abriu as atividades na manhã desta quinta (11) com a apresentação do júri da mostra competitiva, que este ano será presidido pelo diretor alemão Werner Herzog. O corpo de jurados será formado pela diretora italiana Francesca Comencini, pelo escritor somali Nuruddin Farah, pela diretora alemã Cornelia Froboess, pelo produtor espanhol José Maria Morales, pela atriz chinesa Yu nan e pela atriz americana Renée Zellwegger.

Os alvos da maior parte das perguntas foram naturalmente Herzog e Renée Zellwegger, que responderam sobre critérios de julgamento e a oportunidade de fazer parte do júri da mostra competitiva de um festival como o de Berlim, mais afeito aos filmes de pequeno porte e maior apuro narrativo. O alemão é um veterano do festival. Sua primeira participação foi em 1968, com "Signs of Life", pelo qual recebeu o Urso de Prata para melhor filme de estreia. "Fico surpreso que ainda hoje o festival continua aberto a todo tipo de manifestação e sempre em busca novos valores", disse ele.

Renée Zellwegger esteve na Berlinale no ano passado, com o filme My One and Only", de Richard Loncraine, sobre uma mãe e busca de uma família para seu filho nos anos 1950, nos Estados Unidos. A atriz falou sobre a dificuldade de definir que pode ser um bom filme. "Concordo com Werner [Herzog] sobre a impossibilidade de definir o que é um bom filme", disse ela. "O que mais gosto é quando um filme nos move, nos toca e nos inspira a rever o que achamos que sabemos a respeito das coisas."

Ao ser questionado sobre as atividades da escola de cinema que mantém nos Estados Unidos, Herzog também foi indagado sobre sua ligação com a indústria do cinema americano. "Não trabalho em Hollywood, sou casado com uma americana e moro em Los Angeles", tratou de esclarecer. "De qualquer maneira, existe uma crise de dramaturgia em Hollywood. Não existem mais filmes como 'O Tesouro de Sierra Madre' ou 'Casablanca'. Por isso, eles estão cada vez mais olhando na minha direção."

O melhor da coletiva, no entanto, ficou para o final, quando Herzog foi questionado sobre a dificuldade dos grandes festivais como o de Berlim de absorver as grandes transformações tecnológicas pelas quais vem passando o cinema e os filmes resultantes delas, como por exemplo "Avatar", de James Cameron. "Não nego essas transformações, ao contrário", disse ele. "Mas para mim são apenas instrumentos para contarmos histórias. Recentemente, assisti 'Avatar' e, apesar de alguns problemas na história, é um filme fenomenal em termos de efeitos. Adoro a passagem em que aqueles pequenas águas-vivas são atraídas para o corpo do personagem. O que realmente importa é a história."

(o grifo é meu)
Alexei2010-02-11 11:02:34

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Ta aí um exemplo ótimo' date=' a Winslet; excelente, e existe alguma dúvida que ela esteja melhor em "Revolutionary Road"?E foi indicada por outro, e levou, merecidamente, mais como prêmio simbólico, já que a performance não era a minha favorita, também. A Streep não ganha há praticamente 30 anos, seria como a primeira vez, de novo; a Bullock não terá outras chances, possivelmente, também mereceria; prefiro a Streep. [/quote']

 

Ah, sem dúvida. Se Meryl Streep ganhar, vai ser também por As Pontes de Madison, por Adaptação, por Sob o Domínio do Mal (filme no qual ela está fantástica e sequer foi indicada), por Ironweed, por Um Grito no Escuro... Há uma folha corrida de interpretações memoráveis dela que não tiveram reconhecimento por parte do Oscar.

 

Chegou a um ponto em que ela tem que ganhar um outro Oscar, nem importa muito o filme. Se não for nesse ano, em algum outro, e enquanto isso não acontecer, ela continuará sendo indicada. Até ganhar.

 

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Para mim' date=' os melhores do ano foram Amantes (Gray), Up (Docter) e Abraços Partidos (Almodóvar).

 

Voltando ao Oscar, saiu aqui uma notícia sobre a abertura de Berlim que retrata um pouco do que eu acho que pode ser a reação da AMPAS a Avatar. Notem que Werner Herzog é membro da Academia.

 

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diz Werner Herzog em Berlim

ALESSANDRO GIANNINI

Editor de UOL Cinema, de Berlim

Getty%20Images

Werner Herzog, Yu Nan, Renée Zellwegger e José Maria Morales posam para os fotógrafos antes da apresentação do júri da mostra competitiva do Festival de Berlim

ico_verfotos.gifVEJA OS FILMES DA MOSTRA COMPETITIVA

Com algumas polêmicas e frases de efeito, o 60o. Festival de Berlim abriu as atividades na manhã desta quinta (11) com a apresentação do júri da mostra competitiva, que este ano será presidido pelo diretor alemão Werner Herzog. O corpo de jurados será formado pela diretora italiana Francesca Comencini, pelo escritor somali Nuruddin Farah, pela diretora alemã Cornelia Froboess, pelo produtor espanhol José Maria Morales, pela atriz chinesa Yu nan e pela atriz americana Renée Zellwegger.

Os alvos da maior parte das perguntas foram naturalmente Herzog e Renée Zellwegger, que responderam sobre critérios de julgamento e a oportunidade de fazer parte do júri da mostra competitiva de um festival como o de Berlim, mais afeito aos filmes de pequeno porte e maior apuro narrativo. O alemão é um veterano do festival. Sua primeira participação foi em 1968, com "Signs of Life", pelo qual recebeu o Urso de Prata para melhor filme de estreia. "Fico surpreso que ainda hoje o festival continua aberto a todo tipo de manifestação e sempre em busca novos valores", disse ele.

Renée Zellwegger esteve na Berlinale no ano passado, com o filme My One and Only", de Richard Loncraine, sobre uma mãe e busca de uma família para seu filho nos anos 1950, nos Estados Unidos. A atriz falou sobre a dificuldade de definir que pode ser um bom filme. "Concordo com Werner [Herzog'] sobre a impossibilidade de definir o que é um bom filme", disse ela. "O que mais gosto é quando um filme nos move, nos toca e nos inspira a rever o que achamos que sabemos a respeito das coisas."

Ao ser questionado sobre as atividades da escola de cinema que mantém nos Estados Unidos, Herzog também foi indagado sobre sua ligação com a indústria do cinema americano. "Não trabalho em Hollywood, sou casado com uma americana e moro em Los Angeles", tratou de esclarecer. "De qualquer maneira, existe uma crise de dramaturgia em Hollywood. Não existem mais filmes como 'O Tesouro de Sierra Madre' ou 'Casablanca'. Por isso, eles estão cada vez mais olhando na minha direção."

O melhor da coletiva, no entanto, ficou para o final, quando Herzog foi questionado sobre a dificuldade dos grandes festivais como o de Berlim de absorver as grandes transformações tecnológicas pelas quais vem passando o cinema e os filmes resultantes delas, como por exemplo "Avatar", de James Cameron. "Não nego essas transformações, ao contrário", disse ele. "Mas para mim são apenas instrumentos para contarmos histórias. Recentemente, assisti 'Avatar' e, apesar de alguns problemas na história, é um filme fenomenal em termos de efeitos. Adoro a passagem em que aqueles pequenas águas-vivas são atraídas para o corpo do personagem. O que realmente importa é a história."

(o grifo é meu)

 

 O Herzog é uma figura... crazy Realmente a referida passagem é muito bacana e diz muito do que "esperar" no desenvolvimento do personagem e da história em si, mas cá entre nós, se queria mencionar algo "...fenomenal em termos de efeitos", foi infeliz ou fez piada. 

 O que há de especial, de inovador ou fenomenal no efeito da citada passagem das "águas-vivas" (não eram águas vivas, eram sementes...rs)?? Nada!

 Tô achando que ele cochilou vendo o filme e se saiu com essa pra não ficar mudo diante da pergunta. Ou foi ironico mesmo, de propósito. Na realidade essa resposta é a cara dele...

 

 PS: A Rennée está irreconhecível. Deu uma enfeiada legal!!! 07     

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Achei Ironweed muito fraco, tanto como filme quanto nas atuações do Nicholson e Streep. E olha que simpatizo com a marginalidade característica do Babenco. Naquele ano não vi todas as indicadas, mas acho o desempenho da Cher melhor que o da Streep (aliás, bem melhor).

 

Já no ano seguinte ela realmente está fantástica em A Cry in the Dark, evocando aquela dúvida cruel, me fez sentir dó e ao mesmo tempo entender porque tantas pessoas a odiavam. Perfeita.

 

Mas particularmente não acho que o Oscar esteja devendo algo pra Meryl, fora Sob o Domínio do Mal não lembro de nenhuma outra atuação que tenha sido esnobada. A única injustiça talvez seja As Pontes de Madison, mas tenho a impressão que este foi um filme que se valorizou com o tempo, e a Sarandon ter vencido naquele ano não foi nenhuma atrocidade.

 

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O melhor da coletiva' date=' no entanto, ficou para o final, quando Herzog foi questionado sobre a dificuldade dos grandes festivais como o de Berlim de absorver as grandes transformações tecnológicas pelas quais vem passando o cinema e os filmes resultantes delas, como por exemplo "Avatar", de James Cameron. "Não nego essas transformações, ao contrário", disse ele. "Mas para mim são apenas instrumentos para contarmos histórias. Recentemente, assisti 'Avatar' e, apesar de alguns problemas na história, é um filme fenomenal em termos de efeitos. Adoro a passagem em que aqueles pequenas águas-vivas são atraídas para o corpo do personagem. O que realmente importa é a história."

(o grifo é meu)
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 O Herzog é uma figura... crazy Realmente a referida passagem é muito bacana e diz muito do que "esperar" no desenvolvimento do personagem e da história em si, mas cá entre nós, se queria mencionar algo "...fenomenal em termos de efeitos", foi infeliz ou fez piada. 

 O que há de especial, de inovador ou fenomenal no efeito da citada passagem das "águas-vivas" (não eram águas vivas, eram sementes...rs)?? Nada!

 Tô achando que ele cochilou vendo o filme e se saiu com essa pra não ficar mudo diante da pergunta. Ou foi ironico mesmo, de propósito. Na realidade essa resposta é a cara dele...

 

 PS: A Rennée está irreconhecível. Deu uma enfeiada legal!!! 07     

 

Então, porque Guerra ao Terror foi indicado?

 

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 Putz!! Agora você esculachou "Guerra ao Terror", Night! 06

 

 Falando sério... Concordo com o Herzog: o próprio Cinema é um "efeito", um meio usado para se contar uma história. Não posso falar (ainda) sobre "Guerra ao Terror" haja vista que não o conferi, mas realmente a história de "Avatar" é batida, quase infantil. Entretanto, os meios usados por Cameron para contar essa história são tão bem utilizados e de uma maneira tão bem orquestrada que me arrebatou.

 

 É vendo obras desse tipo que às vezes me pego questionando se o que importa realmente é a história ou a imagética do filme... Particularmente, me sinto mais atraído pela imagem, pela construção cênica, o clima. Sem isso, é difícil um filme (mesmo com uma puta história) me conquistar.      
Deadman2010-02-11 13:25:05

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 Putz!! Agora você esculachou "Guerra ao Terror"' date=' Night! 06

 

 Falando sério... Concordo com o Herzog: o próprio Cinema é um "efeito", um meio usado para se contar uma história. Não posso falar (ainda) sobre "Guerra ao Terror" haja vista que não o conferi, mas realmente a história de "Avatar" é batida, quase infantil. Entretanto, os meios usados por Cameron para contar essa história são tão bem utilizados e de uma maneira tão bem orquestrada que me arrebatou.

 

 É vendo obras desse tipo que às vezes me pego questionando se o que importa realmente é a história ou a imagética do filme... Particularmente, me sinto mais atraído pela imagem, pela construção cênica, o clima. Sem isso, é difícil um filme (mesmo com uma puta história) me conquistar.      
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Isso me lembra Jurassic Park, se os efeitos fosse igual aos do "Meu parceiro é um dinossauro" teria sido uma bela merda.

 

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“We’re Gonna
Win Best Picture”


Posted by Sasha Stone On February - 11 - 201064 COMMENTS






inglouriousbasterds2.jpg


Pete Hammond talks
to The Weinstein Co’s Harvey about Inglourious Basterds’ Oscar hopes:


“We’re going to win best picture. This is the movie

people love and it’s Quentin’s time. We are going for it and we are

gonna get it,”  Weinstein told me Tuesday night at carmaker Audi’s

celebration of the eight Oscar nominations for ‘Inglourious Basterds.”

“Look, best director may be a question — and you can quote me on that —

but we won the SAG award for best ensemble, actors are the biggest

branch in the academy and they love the movie.” Perhaps he’s using

“Crash” as an inspiration, which in 2004 was able to stop the tide of

precursor awards for “Brokeback Mountain” by upsetting at SAG.


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“We’re Gonna Win Best Picture”

Posted by Sasha Stone On February - 11 - 201064 COMMENTS

inglouriousbasterds2.jpg

Pete Hammond talks to The Weinstein Co’s Harvey about Inglourious Basterds’ Oscar hopes:

“We’re going to win best picture. This is the movie people love and it’s Quentin’s time. We are going for it and we are gonna get it' date='”  Weinstein told me Tuesday night at carmaker Audi’s celebration of the eight Oscar nominations for ‘Inglourious Basterds.” “Look, best director may be a question — and you can quote me on that — but we won the SAG award for best ensemble, actors are the biggest branch in the academy and they love the movie.” Perhaps he’s using “Crash” as an inspiration, which in 2004 was able to stop the tide of precursor awards for “Brokeback Mountain” by upsetting at SAG.

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 Será?? Basterds é bom, mas não é o melhor de Tarantino... Será que a Academia vai cometer a mesma sandice de quando premiou "Os Infiltrados" do Scorsa? 09

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Achei Ironweed muito fraco' date=' tanto como filme quanto nas atuações do Nicholson e Streep. E olha que simpatizo com a marginalidade característica do Babenco. Naquele ano não vi todas as indicadas, mas acho o desempenho da Cher melhor que o da Streep (aliás, bem melhor).

 

Já no ano seguinte ela realmente está fantástica em A Cry in the Dark, evocando aquela dúvida cruel, me fez sentir dó e ao mesmo tempo entender porque tantas pessoas a odiavam. Perfeita.

 

Mas particularmente não acho que o Oscar esteja devendo algo pra Meryl, fora Sob o Domínio do Mal não lembro de nenhuma outra atuação que tenha sido esnobada. A única injustiça talvez seja As Pontes de Madison, mas tenho a impressão que este foi um filme que se valorizou com o tempo, e a Sarandon ter vencido naquele ano não foi nenhuma atrocidade.

 
[/quote']

 

Eu acho que o Oscar deve algo a Meryl Streep sim. E não é pouca coisa não.

 

Mery Streep virou uma piada do Oscar, piada essa que tem um lado engraçadinho e um lado muito perverso. O lado engraçadinho é a indicação certa praticamente todos os anos, seja na categoria principal, seja na coadjuvante. A gente já sabe que ela vai entrar em alguma delas, tem cadeira cativa na festa. Nem importa muito o que ela faz. "As demais atrizes disputam 4 vagas, pois uma delas já é de Meryl", é o que dizem.

 

O lado perverso é que ela se tornou uma das maiores perdedoras da história do Oscar. Todos os anos a Academia, num jogo meio sádico, a indica para alguma coisa e não lhe entrega prêmio algum. Apesar disso, também todos os anos ela aparece, prestigiando a festa, sempre simpática e sorridente, mesmo sabendo que vai perder. Por mais que os jornalistas insistam em algo do tipo "como você se sente sendo indicada pela oitava (ou nona, ou décima, eu já perdi a conta) vez, sem ter ganho nada desde os anos 1980?", ela nunca perde o bom humor. Parece ser uma pessoa excepcional, e não apenas uma atriz excepcional.

 

E já que você se centrou apenas nas interpretações, ela própria é uma atriz tão boa que gera uma competição com ela mesma. Em Mamma Mia!, por exemplo, ela consegue o feito, muito raro, de dar dimensão a um personagem unidimensional e, ao mesmo tempo, transparecer o quanto ela, a atriz Meryl Streep, está feliz encarnando aquele personagem, mesmo ser ser algo particularmente bem escrito.

 

O prazer que ela teve ali - inclusive cantando e dançando, e olhe que estamos falando de uma sexagenária - e o modo como ela enriqueceu a interpretação usando isso é algo que não se aprende em escolas de interpretação não. É uma mistura de inteligência, sensibilidade e instinto que poucos atores e atrizes no mundo inteiro conseguem fazer. Mas ela mesma sempre está tão bem que muitas de suas grandes interpretações (ou seja, praticamente todas) se tornam banais. As pessoas passaram a não dar muita bola, o que é, na minha percepção, uma tremenda injustiça.

 

Pra encerrar, acabei de conferir no IMDB. São doze indicações consecutivas sem nenhuma vitória. É brincadeira?

 

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Ó' date=' "sandice". Tanto os Infiltrados era o melhor dos indicados daquele ano, como Bastardos é disparado o melhor desse. E é sim o melhor do Tarantino.

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 Então, tá!! 03 Não tá mais aqui quem falou... 06

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Ó' date=' "sandice". Tanto os Infiltrados era o melhor dos indicados daquele ano, como Bastardos é disparado o melhor desse. E é sim o melhor do Tarantino.

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Também acho. The departed é inclusive um dos meus favoritos do scorsa também. Se Basterds ganhasse a década fecharia com chave de ouro, com 3 vencedores sensacionais, no caso esses dois mais No Country.

 

Mas acho difícil Basterds vencer, embora seje minha torcida.

 

 

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Ó' date=' "sandice". Tanto os Infiltrados era o melhor dos indicados daquele ano, como Bastardos é disparado o melhor desse. E é sim o melhor do Tarantino.

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Discordo, Infiltrados só não era mais fraco que Babel e Pulp Fiction bate Bastardos.

 

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Achei Ironweed muito fraco' date=' tanto como filme quanto nas atuações do Nicholson e Streep. E olha que simpatizo com a marginalidade característica do Babenco. Naquele ano não vi todas as indicadas, mas acho o desempenho da Cher melhor que o da Streep (aliás, bem melhor).

 

Já no ano seguinte ela realmente está fantástica em A Cry in the Dark, evocando aquela dúvida cruel, me fez sentir dó e ao mesmo tempo entender porque tantas pessoas a odiavam. Perfeita.

 

Mas particularmente não acho que o Oscar esteja devendo algo pra Meryl, fora Sob o Domínio do Mal não lembro de nenhuma outra atuação que tenha sido esnobada. A única injustiça talvez seja As Pontes de Madison, mas tenho a impressão que este foi um filme que se valorizou com o tempo, e a Sarandon ter vencido naquele ano não foi nenhuma atrocidade.

 
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Eu acho que o Oscar deve algo a Meryl Streep sim. E não é pouca coisa não.

 

Mery Streep virou uma piada do Oscar, piada essa que tem um lado engraçadinho e um lado muito perverso. O lado engraçadinho é a indicação certa praticamente todos os anos, seja na categoria principal, seja na coadjuvante. A gente já sabe que ela vai entrar em alguma delas, tem cadeira cativa na festa. Nem importa muito o que ela faz. "As demais atrizes disputam 4 vagas, pois uma delas já é de Meryl", é o que dizem.

 

O lado perverso é que ela se tornou uma das maiores perdedoras da história do Oscar. Todos os anos a Academia, num jogo meio sádico, a indica para alguma coisa e não lhe entrega prêmio algum. Apesar disso, também todos os anos ela aparece, prestigiando a festa, sempre simpática e sorridente, mesmo sabendo que vai perder. Por mais que os jornalistas insistam em algo do tipo "como você se sente sendo indicada pela oitava (ou nona, ou décima, eu já perdi a conta) vez, sem ter ganho nada desde os anos 1980?", ela nunca perde o bom humor. Parece ser uma pessoa excepcional, e não apenas uma atriz excepcional.

 

E já que você se centrou apenas nas interpretações, ela própria é uma atriz tão boa que gera uma competição com ela mesma. Em Mamma Mia!, por exemplo, ela consegue o feito, muito raro, de dar dimensão a um personagem unidimensional e, ao mesmo tempo, transparecer o quanto ela, a atriz Meryl Streep, está feliz encarnando aquele personagem, mesmo ser ser algo particularmente bem escrito.

 

O prazer que ela teve ali - inclusive cantando e dançando, e olhe que estamos falando de uma sexagenária - e o modo como ela enriqueceu a interpretação usando isso é algo que não se aprende em escolas de interpretação não. É uma mistura de inteligência, sensibilidade e instinto que poucos atores e atrizes no mundo inteiro conseguem fazer. Mas ela mesma sempre está tão bem que muitas de suas grandes interpretações (ou seja, praticamente todas) se tornam banais. As pessoas passaram a não dar muita bola, o que é, na minha percepção, uma tremenda injustiça.

 

Pra encerrar, acabei de conferir no IMDB. São doze indicações consecutivas sem nenhuma vitória. É brincadeira?

 

 

 Poxa, Alexei!! Onde eu assino! Você sintetizou EXATAMENTE o que eu penso da Meryl! Uma das maiores atrizes de todos os tempos!

 Detalhe: desde de 96 (quando perdeu pela atuação estupenda em "As Pontes de Madison") vi que as indicações nos anos seguintes viraram rotina, piada interna.

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