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Política/Eleições 2010


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Minas é um bom exemplo de como a política no Brasil ainda é muito mais personalista do que partidária. Para governador votaram no candidato do Aécio e para presidente votaram na candidata do Lula. Isso mostra como nossa democracia ainda é frágil.

 

É impossível de ser partidário no Brasil. Além de existir 70 partidos, nenhum deles possui ideologia bem formada.

 

 

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Minas é um bom exemplo de como a política no Brasil ainda é muito mais personalista do que partidária. Para governador votaram no candidato do Aécio e para presidente votaram na candidata do Lula. Isso mostra como nossa democracia ainda é frágil.

 

 

É impossível de ser partidário no Brasil. Além de existir 70 partidos' date=' nenhum deles possui ideologia bem formada.[/quote']

 

 

 

Concordo com o Amfibio.

 

 

 

Mais do que isso, os próprios políticos vivem mudando de partido e até mesmo de posição ideológica (Gabeira apoiando Serra; Plínio como o presidenciável socialista; Sérgio Cabral/Eduardo Paes, ex-tucanos, apoiando Dilma incondicionalmente). Isso não necessariamente é ruim. Que bom que as pessoas mudam, do contrário não ia adiantar de nada ficar discutindo. Sou contra essa visão de que "é preciso manter a sua posição até o fim", custe o que custar (ops! Sem querer citei aquele programa metido a crítico, hehe). A questão é identificar quando os políticos mudaram porque de fato enxergaram que o caminho em que estavam não era o correto ou porque queriam cargos.

 

 

 

Eu fiz questão de avaliar as pessoas e também procurar diversificar meus votos entre os partidos. São necessárias ideias diferentes. Deus que me livre votar 13 em tudo! Agora, claro que isso não necessariamente é como pensa o eleitorado mineiro, por exemplo, que pode ter ido no Anastasia e na Dilma por meras indicações de Aécio/Lula.

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DILMA FOI REJEITADA PELA MAIORIA DO ELEITORADO

 

 

 

Sim' date=' é

 

exatamente isso. Não se trata da "população" (impossível aferir tal

 

dado), mas sim do universo de ELEITORES. Apenas cerca de 41% dão

 

suporte à Presidente eleita. A conta é simplória e não é preciso

 

torturar número algum para que "confesse" determinada tese. Basta

 

demonstrar obviedades. Vamos lá:

 

1 - Voto Branco/NuloExatamente

 

7.142.025 eleitores que pegaram documento com foto, foram até suas

 

cabines, enfrentaram fila, tudo para votar em branco ou nulo. É uma

 

opção política LEGÍTIMA e que inequivocamente denota RECUSA em endossar

 

qualquer um dos candidatos. Não deram suporte a Dilma nem a Serra. Ela

 

- a eleita, de quem se fala a essa altura - foi RECUSADA por esse grupo

 

que corresponde a 6,7% do eleitorado (são ELEITORES, pois não?).

 

2 - Ausentes

 

alguns fatores que dão subsídio a considerar a taxa de ausência um dado

 

político relevante: a) o voto é obrigatório e isso, a rigor, deveria

 

inibir tal índice (neste segundo turno, porém, foi de 21,50%); B) Lula

 

goza de alegados 83% de aprovação, com rejeição de apenas TRÊS PONTOS

 

PERCENTUAIS, o que chega a tirar sentido desses quase 22% de faltantes

 

(ou não são tão pontas-firmes quanto a aprovar/rejeitar); c) existe, e

 

não estou mesmo brincando, pessoas e movimentos que levam a sério a

 

idéia de não votar como uma OPÇÃO POLÍTICA (há texto sobre isso, se não

 

me engano, da lavra de Forastieri). Os eleitores ausentes, que não

 

apoiaram a eleição de Dilma, são exatos 29.197.152.

 

3 - Voto na OposiçãoÉ

 

o único índice considerado para o cálculo da lei eleitoral e, nesse

 

sentido, José Serra obteve 43.711.388 votos. Sim, não sou nenhum maluco

 

e é óbvio que considero LEGÍTIMA a eleição de Dilma Rousseff. O que

 

discuto aqui é o valor POLÍTICO das demais opções eleitorais.

 

Porque votar branco ou nulo é uma OPÇÃO e não votar, em muitos casos, TAMBÉM é uma OPÇÃO.

 

Dilma,

 

eleita LEGITIMAMENTE (repito, para evitar acusações dessa gente de

 

sempre), teve 55.752.529 votos, num universo de eleitores cujo total é

 

de 135.804.433. Em suma: obteve 41,05% do TOTAL, incluindo-se os que

 

optaram por votar nulo e não foram votar.

 

Esses são TODOS os eleitores do Brasil.

 

Enfim...Essa

 

análise - que NÃO É GOLPISTA - tem a ver com o capital político a

 

disposição de Dilma Rousseff em seu início de mandato, haja vista que

 

não houve VITÓRIA ACACHAPANTE, mas sim um "passou raspando", logo

 

depois de vacilo diante de um "já ganhou" não convertido no primeiro

 

turno.

 

Para além disso, a oposição conquistou importantes

 

vitórias em governos estaduais estratégicos (MG, SP, PR, SC, AL etc.) e

 

justamente o PSDB é o partido que "governa" o maior número de cidadãos

 

brasileiros (isso, para as eleições municipais de 2012 faz uma

 

diferença e tanto).

 

Dilma também nem começa seu governo já

 

enroscada em dois escândalos não resolvidos: Erenice e Amaury, nos

 

quais está implicada diretamente. É possível que ainda não haja uma

 

solução na ocasião de sua posse. Deverá gerenciar uma sanha por cargos

 

por parte do PMDB e partidos da base histórica que cresceram neste

 

pleito (p.ex.: PSB).

 

Espera-se da oposição que FINALMENTE faça

 

oposição. Há capital político para isso, Dilma não é um mito, não é

 

intocável e não pode ser tratada como fizeram com Lula. E há 59% do

 

eleitorado que, por qualquer motivo, não votou nela.

 

Que façam uma oposição de verdade.[/quote']

 

 

 

 

 

Fonte: Imprensa Marrom

 

 

 

 

 

 

Não sou de ficar lendo essas teses e discutindo algo teórico, logo não me estenderei em réplicas e tréplicas, mas discordo que os ausentes possam ser considerados. Num país em que o voto é obrigatório, por mais que a justificativa seja válida (é só atravessar a Ponte Rio-Niterói para quem mora no Centro ou ir para a Baixada para quem mora na ZO do Rio, por exemplo, para não votar) até mesmo passadas as eleições e com uma pequena multa, e tendo a opção de nulo e branco, a abstenção é a mesma coisa de "dane-se a política".

 

 

 

É o eleitor que não quer ser ouvido na oportunidade que tem. A não ser aqueles revoltados que não acreditam em eleições, acham que é manipulação/teoria da conspiração etc, mas esses não chegam nem a 100.000 possivelmente. E mesmo que haja essas opções aí, DUVIDO que mais de 5% do eleitorado ausente o tenha feito por isso. Talvez no bolo tenha muita gente que iria votar nulo/branco, mas aí é ficar supondo demais. Simplesmente preferiram ficar de fora do processo e como AUSENTES, não ENTRAM na conta.

 

 

 

Assim sendo, só considero os 7 milhões de nulos/brancos e os 43 milhões de Serra como CONTRÁRIOS à candidata petista. 55 milhões a apoiaram. Ou seja, teve a maioria do eleitorado que está a fim de participar na construção democrática do país.

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Minas é um bom exemplo de como a política no Brasil ainda é muito mais personalista do que partidária. Para governador votaram no candidato do Aécio e para presidente votaram na candidata do Lula. Isso mostra como nossa democracia ainda é frágil.

 

 

É impossível de ser partidário no Brasil. Além de existir 70 partidos' date=' nenhum deles possui ideologia bem formada.[/quote']

 

 

 

Concordo com o Amfibio.

 

 

 

Mais do que isso, os próprios políticos vivem mudando de partido e até mesmo de posição ideológica (Gabeira apoiando Serra; Plínio como o presidenciável socialista; Sérgio Cabral/Eduardo Paes, ex-tucanos, apoiando Dilma incondicionalmente). Isso não necessariamente é ruim. Que bom que as pessoas mudam, do contrário não ia adiantar de nada ficar discutindo. Sou contra essa visão de que "é preciso manter a sua posição até o fim", custe o que custar (ops! Sem querer citei aquele programa metido a crítico, hehe). A questão é identificar quando os políticos mudaram porque de fato enxergaram que o caminho em que estavam não era o correto ou porque queriam cargos.

 

 

 

Eu fiz questão de avaliar as pessoas e também procurar diversificar meus votos entre os partidos. São necessárias ideias diferentes. Deus que me livre votar 13 em tudo! Agora, claro que isso não necessariamente é como pensa o eleitorado mineiro, por exemplo, que pode ter ido no Anastasia e na Dilma por meras indicações de Aécio/Lula.

 

O excesso de partidos também mostra como nossa democracia é aidna frágil. Sobre os partidos não possuírem ideologia concordo apenas em partes. Acho que dá pra dividir os partidos no Brasil em alguns grupos:

 

Trabalhistas de origem sindical: PT e PDT

Esquerda socialista light: PSB e PCdoB

Esquerda socialista true: PSol, PSTU, PCB e PCO

Socias democratas que oscilam entra a centro esquerda e a centro direita: PSDB, DEM e PV

Fisiologistas: PMDB, PP, PTB, PRB, PR

 

Esses últimos é que são os partidos verdadeiramente sem ideologia e que servem apenas para dar sustentação a qualquer que seja o governo em troca de cargos e benefícios. O PMDB em especial é a maior desgraça da nossa política. Têm ainda aqueles partidos nanicos que ninguém da bola tipo o PHS, PTC, PSDC e outros que não me lembro agora.

 

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Idiota ou não, a relativização da rigidez da nossa ditadura não é injustificada, insustentável.

 

Quem aplicou o termo (e eu li a matéria em que ele foi aplicado) usou a referência de outras ditaduras na América Latina, comprovadamente mais sanguinárias e disseminadas em vários segmentos da população. A intenção não foi diminuir a desgraça da nossa ditadura, mas dar dimensão às outras ditaduras do continente.

 

Como alguém bem colocou, muita gente no Brasil estava cagando para a ditadura. Vivia bem e ia trabalhar bem feliz todos os dias. A nossa alienação política não melhorou nada com a redemocratização, por isso temo um novo período de trevas, dessa vez do lado commie. Nosso comportamento com a política dá vazão a isso.

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Idiota ou não' date=' a relativização da rigidez da nossa ditadura não é injustificada, insustentável.

 

Quem aplicou o termo (e eu li a matéria em que ele foi aplicado) usou a referência de outras ditaduras na América Latina, comprovadamente mais sanguinárias e disseminadas em vários segmentos da população. A intenção não foi diminuir a desgraça da nossa ditadura, mas dar dimensão às outras ditaduras do continente.[/quote']

 

E quem escreveu o texto não poderia enfatizar a violência das outras ditaduras de inúmeras outras formas? Scarlet, por favor, ao menos admita que foi infeliz o termo. É como se eu falasse que o acidente de 2007 em Congonhas não foi nada demais porque em 2004 um Tsunami invadiu a Indonésia. Pera lá né.

 

Foram duas tragédias que nada tiveram de brandas, mesmo que a proporção fria dos números coloque uma em maior conta que a outra. Relativizar dessa forma implica diretamente em diminuir e desmerecer os impactos sofridos. O termo é desrespeitoso por si só.

 

FelDias2010-11-09 09:14:18

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Mayara Petruso? É só uma patricinha universitária, fútil e preconceituosa, dando ataque histérico na internet porque o mundo não é como ela gostaria que fosse...

 

 

 

Nem sei porque o escândalo dela recebeu tanta atenção. Nem é novidade. Já cansei de ver nordestinos serem agredidos (física e verbalmente), apenas por serem nordestinos, no RJ e em SP.

 

 

 

Espero que ela seja processada por incitar o ódio contra um grupo da sociedade. Mas gente como ela tem aos montes na região sudeste. O problema não surgiu com o twitter dela e não vai sumir quando ela for processada. O governo já devia ter investido em uma grande campanha contra todos os tipos de discriminação há muito tempo.

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Idiota ou não' date=' a relativização da rigidez da nossa ditadura não é injustificada, insustentável.

 

Quem aplicou o termo (e eu li a matéria em que ele foi aplicado) usou a referência de outras ditaduras na América Latina, comprovadamente mais sanguinárias e disseminadas em vários segmentos da população. A intenção não foi diminuir a desgraça da nossa ditadura, mas dar dimensão às outras ditaduras do continente.[/quote']

 

E quem escreveu o texto não poderia enfatizar a violência das outras ditaduras de inúmeras outras formas? Scarlet, por favor, ao menos admita que foi infeliz o termo. É como se eu falasse que o acidente de 2007 em Congonhas não foi nada demais porque em 2004 um Tsunami invadiu a Indonésia. Pera lá né.

 

Foram duas tragédias que nada tiveram de brandas, mesmo que a proporção fria dos números coloque uma em maior conta que a outra. Relativizar dessa forma implica diretamente em diminuir e desmerecer os impactos sofridos. O termo é desrespeitoso por si só.

 

 

é que tudo se resume a números, sendo que números são registros, e pra ser registro "a arvore que foi cortada tem que ser encontrada", se é que você me entende.

 

Para mim, essas comparações são masturbações políticas 07

 

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Eu suspeito que a Mayara já passou aqui no CeC. E de fato na net o que não falta é grupos de intolerância. A xenofobia regional deste país cresce assim como a xenofobia global. Para mim os verdadeiros terroristas são grupos como KKK, Neonazistas, que gozam em muitos países de liberdades que grupos como IRA, ETA por exemplo não têm vez. Acho que o terror com caráter político com propósitos de justiça social é uma coisa, agora o terror que prega apenas o ódio por discriminação é outra. Alguns lutam em desespero por um lugar no mundo outros lutam por um espaço com um lugar maior no mundo.

Plutão Orco2010-11-17 13:21:59
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  • 3 weeks later...
  • 4 weeks later...

Já começou mal.

 

 

 

- Antônio Palocci esteve envolvido no escândalo do mensalão, dentre outros.

 

 

 

- Morreira Franco esteve envolvido no escândalo da Proconsult, dentre outros.

 

 

 

- Carlos Lupi repassou verbas do Ministério do Trabalho para ONGs por meio de convênios irregulares. Além de um repasse de 4,4 milhões de reais para uma tal de Confederação Nacional dos Evangélicos, logo depois do líder dessa instituição se filiar ao PDT.

 

 

 

- Alexandre Padilha, quando foi ministro das relações institucionais, desviou verba do orçamento. E aprovou um convênio no valor de 3,1 milhões de reais com uma instituição que não existe.

 

 

 

- Alfredo Nascimento é acusado de compra de votos e durante a campanha eleitoral mentiu, se dizendo o responsável por obras nas quais ele não teve qualquer envolvimento. Está sendo processado pelo MP.

 

 

 

- Mario Negromonte foi apontado como envolvido no escândalo dos sanguessugas (ambulâncias). Só em agosto passado a CPI tirou o nome dele da lista de acusados.

 

 

 

- Fernando Bezerra Coelho, quando foi prefeito de Petrolina, pagava mesada (suborno mesmo) para líderes de associações de bairros para obter apoio e para um vereador da cidade.

 

 

 

- Antônio Patriota tem currículo fraco para o cargo. A menos que a única relação exterior do Brasil no governo Dilmentira vá ser com os EUA.

 

 

 

- Ideli Salvatti utilizou informações de um dossiê ilegal em uma CPI. E desviou uma funcionária do senado, do gabinete do senador Belini Meurer (PT), para ser assessora pessoal dela em Florianópolis.

 

 

 

- Miriam Belchior está envolvida em abafamento de casos de corrupção e no esquema que levou ao assassinato prefeito de Santo André, Celso Daniel.

 

 

 

- Fernando Pimentel esteve envolvido em compra de dossiês enquanto coordenava a campanha da Dilmentira.

 

 

 

- Afonso Florence esteve envolvido em, e até hoje não deu explicações sobre, um escândalo de repasse de verbas públicas da Bahia, sem licitação, para um tal Instituto Brasil, para construção de habitações populares. A obra nunca foi terminada.

 

 

 

- José Eduardo Cardozo deixou o PT após o escândalo do mensalão e após ter investigado acusações contra compadre do Lula, Roberto Teixeira. Aliás, na investigação ele concluiu que houve corrupção. E o clima entre ele e Lula ficou bem ruim. Agora volta como ministro da Dilmentira. Nada como a oferta de um bom cargo para apagar a memória.

 

 

 

- Edison Lobão é citado no escândalo da Eletrobrás e é um dos beneficiados no escândalo dos atos secretos.

 

 

 

- Orlando Silva Jr. esteve envolvido no escândalo dos cartões corporativos.

 

 

 

- Garibaldi Alves estava na lista de candidatos ficha suja por crime eleitoral.

 

 

 

...

 

 

 

Cansei. Quem tiver interesse que procure a ficha suja dos demais por si mesmo.

 

 

 

Muito obrigado, eleitores da Dilmentira! Tudo que eu sempre quis foi um governo formado por uma mentirosa e um monte de ministros corruptos e suspeitos. Valeu! 06.gifNostromo2011-01-02 21:55:17

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Confesso que esperava um ministério um pouco melhor, mas eu não discuto mais com gente que vê a política como o Nostromo. De todo modo, de nada, Lanterna-Verde.

 

 

 

À exceção de Ideli Salvatti, de Pedro Novais e e da manutenção de Haddad na educação - apesar dos equívocos do ENEM (se bem que eu estudei e estudo em rede federal e vi uma significativa melhora ao longo dos últimos quatro anos) -, também não vejo grandes escândalos. Muito boas as colocaçõesmanutenções de Tombini, Carvalho, Palocci, Paulo Bernardo e Padilha.

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Fico tentando imaginar o que deve ser um "grande escândalo" no seu conceito. Se suborno, desvio de verba pública, mal uso da verba pública, roubo, invasão de privacidade, compra de votos, dentre outras coisas não são corrupção suficiente para você, o que será que é?

 

 

 

Mas... deixa para lá. Discutir comigo seria mesmo uma perda de tempo, já que eu não estou disposto a relativizar a honestidade, Stitch.

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Confesso que esperava um ministério um pouco melhor' date=' mas eu não discuto mais com gente que vê a política como o Nostromo. De todo modo, de nada, Lanterna-Verde.

 

 

 

À exceção de Ideli Salvatti, de Pedro Novais e e da manutenção de Haddad na educação - apesar dos equívocos do ENEM (se bem que eu estudei e estudo em rede federal e vi uma significativa melhora ao longo dos últimos quatro anos) -, também não vejo grandes escândalos. Muito boas as colocaçõesmanutenções de Tombini, Carvalho, Palocci, Paulo Bernardo e Padilha.[/quote']

 

 

 

Eu não achei o ministério tão desastroso, mas mais pro ruim do que pro bom. Ideli Salvatti é uma piada de mal gosto mesmo.

 

 

 

Ao contrário de ti, eu vejo problemas na volta do Palocci. Esse é um que deveria ter sido riscado, como exemplo. Com relação ao Tombini eu tenho esperanças: ele é um cara que tem preparo teórico e experiência real. Meu receio é com relação à queda de braço entre o BC e os ministérios. O Meirelles segurou bem o rojão, o que em grande parte foi o lastro do governo Lula.

 

 

 

Não desgosto do Mantega. Gosto um pouco da Rosário. Não sei de onde veio a irmã do Chico Buarque pra Cultura. E o Jobim permanece, bela buesta.

 

 

 

 

eu não estou disposto a relativizar a honestidade.

 

 

 

Então teu sonho deve ser explodir Brasília, hehehe.

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  • 6 months later...

 

 

Música: Gangue da Matriz

Letra: Tonho Crocco

Instrumental: What'cha want (Beastie Boys)

 

36 contra 1, aí é covardia

O crime aconteceu em plena luz do dia

Votado e aprovado pelos próprios Deputados

Subiram seu salário; me senti 1 otário

Capitalistas, comunistas

Todas as vertentes presentes na lista

RAUL CARRION que decep''som''

Até os que eu achava que eram sangue bom

20 mil por mês pro GILMAR SOSSELA

Traz que eu asso

2 mil kilos de costela

ALOÍSIO CLASSMANN, GERSON BURMANN

A casa dominada só tem bam bam bam

 

Gangue da Matriz

Gangue da Matriz

Ali no Alto da Bronze

 

Gangue da Matriz

Gangue da Matriz

são 36 contra 11

 

Yeah

 

Custe o que custar

Esse é o ajuste

ODONE e ZÁCHIA

No grenal do reajuste

PEDRO WESTPHALEN

E PEDRO PEREIRA

KALIL SEHBE

Nunca pisaram na Pedreira

FRANCISCO PINHO

FRANCISCO APPIO

ABÍLIO DOS SANTOS

Aqui são todos santos

LUCIANO AZEVEDO

ADROALDO LOUREIRO

BEFRAN ROSADO

Até fiquei corado

Alô JOÃO FISHER e ADOLFO BRITO

Aviso, eles querem ganhar no grito

HEITOR SCHUCH

EDSON BRUM

JOÃO SCOPEL

PAULO BRUM

MIKI BREIER e

ALBERTO OLIVEIRA

ALEXANDRE POSTAL e ALCEU MOREIRA

SILVANA COVATTI

CIRO SIMONI

ZILÁ BREITENBACH

CARLOS GOMES não dá

 

Yeah

 

MARCIO BIOLCHI

GILBERTO CAPOANI

Só falta o Tiririca vir trampar aqui

NELSON HARTER e também MARCO ALBA

Confortavelmente embaixo dessa aba

73 por cento

Feriu meu sentimento

Lá vem o PAULO BROGES trazendo o mal tempo

Bota-tira-bota

Bota-tira-troca

Se a gente não trocar o ADILSON TROCA

Bate o ponto, tem diária e não trabalha

Pra eles benefícios

Pro povo migalhas

FREDERICO ANTUNES já foi chefe da casa

Aposto que o salário deles nunca atrasa

É hora de falar

É hora de mudar

Não sei quanto a você mas eu vou lutar

E se a memória é curta mude sua conduta

Posso perder um round mas não fujo da luta

 

 

Gangue da Matriz

Gangue da Matriz

Ali no Alto da Bronze

 

Gangue da Matriz

Gangue da Matriz

são 36 contra 11

 
 
Músico ironiza aumento de deputados e é processado

 

O

músico gaúcho Tonho Crocco é alvo de uma ação do Ministério Público por crime

contra a honra, em decorrência da divulgação do rap Gangue da Matriz. Gravada em

vídeo divulgado no site do compositor em dezembro de 2010, a música é um

protesto contra o aumento de 73% nos salários que os deputados da Assembleia

Legislativa do Rio Grande do Sul concederam a si mesmos na

época.

 

Fundador da banda Ultramen, Crocco atualmente faz carreira solo.

No vídeo, ele cita o nome dos 36 parlamentares que votaram a favor do reajuste

de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34. "36 contra 1, aí é covardia / O crime

aconteceu em plena luz do dia / Votado e aprovado pelos próprios deputados /

Subiram seu salário, me senti um otário / Capitalistas, comunistas / Todas as

vertentes presentes na lista", diz trecho da música.

 

Em seu blog, o

músico lançou um "manifesto contra a censura e pela liberdade de expressão".

"Não seria esta ação uma forma de censura à liberdade de expressão? Não estaria

o excelentíssimo deputado ou a quem ele representou agindo de forma truculenta?

Estaríamos retrocedendo aos tempos da ditadura? Será mesmo que estamos numa

democracia?", questiona Crocco. "Meu verdadeiro temor é que se abra um

precedente coibindo as manifestações políticas; principalmente aquelas que usam

de vias pacíficas e da arte como forma de expressão", diz.

 

Tonho Crocco

foi enquadrado nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, que preveem pena de

um mês a dois anos de prisão. Em sua página no Twitter, o deputado Giovani

Cherini disse ser "a favor da liberdade de expressão". "Não ingressei com ação

contra Tonho Crocco. Como presidente (da Assembleia), ofereci ao MP

representação para que, havendo ilicitude, tomasse providências", disse.

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Essa questão do Tonho Crocco gerou uma bela movimentação popular, e isso já gerou resultado. Matéria da Zero Hora, maior jornal do RS:

 

 

 

"Política | 04/08/2011 | 17h04min

 

Deputado anuncia que desistirá de ação contra músico Tonho Crocco

 

Audiência de conciliação está marcada para 22 de agosto e pode resultar no arquivamento do caso pelo MP

 

 

 

No que depender do deputado Giovani Cherini, a ação contra o músico Tonho Crocco não irá adiante. Em entrevista no programa Gaúcha Repórter, o parlamentar disse que pretende se retratar sobre o ofício encaminhado à Procuradoria Geral do Estado. O Ministério Público (MP-RS) informou que não há denúncia e com isso o caso pode ser arquivado.

 

 

 

Segundo Cherini, ao atender o pedido de alguns deputados, foi feito inicialmente um ofício pedindo providências. Ele salientou que em nenhum momento pensou em processar Tonho Crocco.

 

 

 

— De miha parte esse assunto está resolvido. Essa foi uma ação minha com o presidente da Assembleia. Na medida que o Poder Legislativo não tem mais interesse, eu, como deputado federal, não tenho interesse nenhum nessa ação. Por mim isso acabou agora - disse o deputado.

 

 

 

Em 10 de janeiro o Ministério Público (MP) recebeu uma solicitação de análise, assinada pelo deputado Giovani Cherini, sobre o rap Gangue da Matriz. A letra é um protesto e cita os nomes de 36 deputados que votaram pelo aumento de 73% no próprio salário.

 

 

 

Segundo o representante do MP, promotor Jayme Weingartner, não há denúncia na Justiça. Foi aberto apenas um expediente para para averiguar se houve crime contra honra.

 

 

 

— Esse ofício foi remetido para Polícia para saber a veracidade sobre a autoria da letra ou se a música estava em sites com Youtube. E foi feito um termo circunstanciado para que depois fosse remetido ao juizado especial criminal — informou o promotor.

 

 

 

Weingartner garantiu ainda que não houve em nenhum momento tentativa de impedir a veiculação da música.

 

 

 

— Jamais. É importante dizer isso. E isso é um sinal de maturidade democrática. Não houve por parte de ninguém qualquer tentativa de censura — concluiu o promotor.

 

 

 

A audiência de conciliação está prevista para o dia 22 de agosto no Fórum Central de Porto Alegre.

 

 

 

Rap da Matriz:

 

 

 

Gravada em dezembro de 2010, a canção é um protesto contra o aumento de 73% nos salários que os deputados estaduais gaúchos se concederam na época.

 

 

 

Sobre uma base eletrônica, Crocco faz um rap onde cita o nome dos 36 parlamentares que votaram a favor do projeto de lei que reajustou de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34 os seus vencimentos."

 

 

 

Os políticos brasileiros, de todos os partidos, sonham em poder controlar o que os cidadãos pensam e dizem, e isso tem que ser combatido com toda a dedicação e toda a fúria, se necessário, pelas pessoas de bem, que jamais vão aceitar uma hegemonia, seja ela qual for, na ilusão de que isso é o melhor para o povo. Tentou censurar, tem que levar.Jack Ryan2011-08-06 15:40:04

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Teve um curto período em que eu gostei da Ultramen, uns dez anos atrás, hoje tb não me agrada mais esse tipo de som. Mas a letra é boa mesmo. Me fez lembrar de outras canções polêmicas, como Alvorada Voraz, do RPM; Tô Feliz (Matei o Presidente), do Gabriel o Pensador; Luís Inácio (300 Picaretas), dos Paralamas; isso pra não entrar nas músicas de protesto da época da ditadura. A arte não se cala.

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