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Geisy Arruda e o Microvestido Rosa


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Fato notório há algumas semanas, a garota do vestido curto foi expulsa da universidade... E agora o bicho promete pegar...

 

09/11/2009 - 10h41

MEC dá 10 dias para Uniban explicar expulsão e pode recomendar volta de aluna

 

A Uniban terá dez dias úteis para se explicar ao MEC (Ministério da Educação) sobre a expulsão da aluna Geisy Arruda, 20, após o episódio em que ela foi humilhada por outros alunos por usar um vestido curto. O prazo começa a ser contado a partir do recebimento da notificação do ministério, que quer explicações sobre o episódio.

Veja comunicado da Uniban sobre expulsão de aluna
Ministra condena medida e diz que expulsão é intolerância
Advogado pode contestar decisão da universidade
Veja repercussão do caso Geisy na imprensa internacional

De acordo com a assessoria da Secretaria de Educação Superior do ministério, a notificação deve ser entregue a universidade ainda nesta semana. No caso de as explicações não serem aceitas pelo MEC, deve ser aberto um processo de supervisão especial, para avaliar se a aluna teve direito a ampla defesa, informou o órgão.

Fábio Braga-2.nov.09/Folha Imagem

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Geisy Arruda, 20, posa com vestido que provocou polêmica que a expulsou da Uniban

Com base nas informações analisadas durante o processo, a universidade pode ser recomendada a aceitar a aluna de volta.

Geisy foi xingada nos corredores da universidade no último dia 22 por usar um microvestido rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. A aluna, que está no primeiro ano do curso de turismo, parou de frequentar as aulas após a confusão.

A expulsão da aluna aconteceu por meio de um anúncio da Uniban em jornais de São Paulo deste domingo (8). O advogado da estudante se disse "perplexo" e "atordoado" com a decisão da universidade e disse que estuda a possibilidade de entrar com um recurso contestando a decisão.

Segundo a nota da universidade, foram colhidos depoimentos de alunos, professores e funcionários, além da própria Geisy, para embasar a sindicância. Em seu depoimento, a Uniban diz que "a aluna mostrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse".

No domingo (8), o presidente da UNE, Augusto Chagas, afirmou que a decisão de expulsar a aluna é descabida, e completou: "é como nos casos em que se responsabiliza a vítima de um assalto por estar segurando a carteira, ou se diz que uma mulher é culpada quando sofre um assédio ou abuso por causa da sua roupa. Isso nos parece lamentável."

A UNE, movimentos sociais e sindicais organizam para hoje uma manifestação contra a expulsão da aluna. O protesto deve acontecer por volta das 18h em frente à Uniban de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).

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Eis o comunicado da UNIBAN:

 

0931271.gif
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30/10/2009 - 09h23

Alunos se dividem em defesa e ataque a estudante que causou tumulto por "pouca roupa"

 

 

LAURA CAPRIGLIONE
da Folha de S.Paulo
MARLENE BERGAMO
Repórter-fotográfica

Pu-taaa! Pu-taaa! Pu-taaa! Cerca de 700 alunos da Uniban, Universidade Bandeirante de São Paulo, campus de São Bernardo, pararam as aulas do noturno para perseguir, xingar, tocar, fotografar, ameaçar de estupro, cuspir. Tudo isso contra uma aluna do primeiro ano do curso de turismo, 20 anos, 1,70 metro, cabelos loiríssimos esticados e olhos verdes, que compareceu à escola em um microvestido rosa-choque, pernas nuas com pelinhos oxigenados à vista, salto 15, maquiagem de balada, na quinta-feira da semana passada (22).

Faculdade abre sindicância após tumulto causado por aluna
VIDEO: Aluna é escoltada após ir para aula com "pouca roupa"

Michele Vedras (nome fictício inventado por ela em um blog) só conseguiu sair da escola sob escolta de cinco soldados da PM, duas mulheres inclusive, que tiveram de usar spray de pimenta para conter os mais exaltados e abrir caminho entre a massa. Vídeos do ataque circulam pela rede, um deles intitulado "A Puta da Uniban".

O microvestido rosa-choque de Michele, naquele dia, andou de ônibus --no total, a moça gasta duas horas para ir e voltar da faculdade. Mereceu elogios --"Gostosa!"-- durante o trajeto. O mesmo vestido foi usado na festa de aniversário da sobrinha de Michele, uma festinha em família. Mas, na Uniban, onde a moça chegou às 19h45, o tempo esquentou.

Estudantes de outros cursos que não os de turismo, entrevistados pela Folha anteontem, criticaram Michele. "Ela veio provocar." "Ela andava rebolando." "Deixou cair uma carteira, de propósito, só para ter de se agachar." "Aquilo não é roupa de vir à faculdade."

Estudantes do curso de turismo ouvidos pela Folha defenderam a colega. "Ela sempre anda assim, de um jeito ousado." "Ela faz esse estilo mulherão mesmo." "Ela é avantajada, sim. Mulheres com a autoestima lá embaixo morrem de inveja." "É uma vergonha para a escola ter alunos assim. Parece que esses caras nunca viram uma mulher." >>

 

Desfile na rampa

O prédio da faculdade de turismo tem um átrio central cercado de rampas por todos os lados. Quando Michele chegou à escola e começou a subir uma rampa, os rapazes ficaram paralisados. Alguns conseguiram se mexer. Mas para ir ao prédio vizinho, chamar colegas para ver também. A pequena multidão, até aí, tinha cerca de 200 pessoas, segundo um estudante. Muitos assobiavam.

Michele achou melhor sair da rampa no segundo andar e usar a escada para chegar ao terceiro, onde fica a classe dela.

As aulas começaram. Às 20h30, a jovem resolveu ir ao banheiro. Uma colega de classe fez questão de acompanhá-la, receando algum problema. "Eu estava com receio, mas nem podia imaginar o que viria daí para frente", disse Kelly Andrezzi dos Santos, 19. De repente, algo como 20 garotas de outros cursos invadiram o banheiro. Queriam obrigar Michele a vestir uma calça, xingavam-na, diziam que ela estava provocando, "causando".

A confusão foi a senha. Rapazes saíam de suas salas e se aglomeravam na porta do banheiro das mulheres. O professor Rubens, de Desenvolvimento Gerencial, que dava aula para a classe de Michele, teve de sair da sala em operação de resgate. Foi acompanhado por colegas de turma.

"A gente teve de distribuir tapas nas mãos dos meninos, que tentavam enfiar o aparelho celular no meio das pernas [da Michele], para tirar fotos", lembra a amiga Amanda de Sousa Augusto, 19, aluna da mesma classe. "Foi uma agressão, uma injustiça. A Michele é uma superboa pessoa."

A turma do professor Rubens voltou para a sala e se trancou nela. A essa altura, a maioria dos garotos dos dois prédios da Uniban já tinha saído de suas classes. Eles revezavam-se no visor da porta, pulavam para alcançar uma janela mais alta.

O coordenador de curso subiu até a classe sitiada. Pediu que Michele fosse embora. Que ela vestisse o jaleco dele ao sair. E foi-se. Michele não quis sair. O namorado ia buscá-la no fim do período de aulas --iriam juntos a uma festa.

Presos na sala de aula, a turma e o professor ouviam os estudantes lá fora gritando. "Solta ela, professor! Deixa pra nós." "Vamos estuprar!" Colegas de classe colaram folhas de fichário por dentro da janela, para evitar os olhares.

A essa altura, Michele chorava, desmanchando a maquiagem. Um chute na porta, a maçaneta voou. Machucou o professor. Três seguranças se apresentaram na sala. O mais graduado dirigiu-se à moça: "Bonito, né... Vir à faculdade dessa maneira". Ele queria que Michele saísse naquele momento, mas a representante de classe não permitiu. Achava que a colega corria risco. Chamou o 190.

"Seus coxinhas [PMs], vão levar a gostosa?", um aluno uivou no ouvido de A., um dos policiais que atendeu ao chamado.

Quando Michele passou, escoltada, na frente da sala dos professores, uma docente fez questão de sair. Com uma careta, perguntou: "É essa a fulana?".

Na catraca da escola, sempre sob a escolta policial, Michele viu entre os que a agrediam uma menina com o celular na mão, fotografando a sua vergonha: "Ela pega o ônibus comigo todo dia. Sempre quietinha. Mas naquele dia, ela atacava irada: pu-ta, pu-ta. Não entendi por que tanta raiva".

Filha de uma dona de casa e de um supervisor de serviços, ambos apenas o primário completo, Michele tem um irmão de 32 e duas irmãs (30 e 16). O pai é quem paga os R$ 310 de mensalidade. Mora em um bairro popular em Diadema. Já trabalhou em um mercadinho.

Michele não pretende abandonar a faculdade. Hoje, ela comparece pela primeira vez à Uniban, desde o episódio, para depor em uma sindicância que apura o ocorrido. A jovem tem ficado reclusa. "Sempre ando arrumada, salto alto e maquiada. É assim que me vejo. É assim que eu sou. Mas, desde aquela quinta-feira, não consigo mais ser quem eu era. Só me visto de calça e camiseta e a maquiagem ficou na gaveta", disse.

Para quem quiser ver o vídeo:

 

Dr. Calvin2009-11-09 12:06:33
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Estava demorando para ter esse tópico.

Sinceramente a posição da faculdade é ridícula e todo mundo sabe.

 

Mas o que eu gostaria de saber é uma explicação racional para o comprtamento absurdo daquelas pessoas. Todos xingando a mina por causa de uma saia?

 

Eu fazia a Geisy fácil, fácil06
Renato2009-11-09 12:13:50
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Duas coisas:

 

1) Claro que a menina acha que ser bonita é mostrar muita pele, mas não justifica a atitude não só da UNIBAN, mas principalmente dos alunos que a hostilizaram daquela forma.

 

2) Todo esse bafáfá só evidencia a hiprocrisia da sociedade brasileira atual.

 

 

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Mas o que eu gostaria de saber é uma explicação racional para o comprtamento absurdo daquelas pessoas. Todos xingando a mina por causa de uma saia?

 

 

2.

 

3.

 

Como disse no post anterior, vejo uma hiprocrisia enorme nessa atitude.

 

Me lembra até uma música do Chico Buarque, "Geni e o Zeppelin"...

 

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O mais assustador de tudo é ver como vários estudantes dessa universidade ainda apóiam a decisão da expulsão. A postura dos alunos e da instituição é a definição de preconceito. Não imaginava que ainda veria algo assim no Brasil do século 21.

 

Como muito bem colocou o cara lá da UNE, expulsão dela é a mesma coisa que dizer que a vítima de um estupro deu causa ao crime por se vestir de determinada forma.

 

Espero que a punição dessa universidade de quinta categoria seja exemplar.

 

 

 

 

 

Fulgora2009-11-09 12:15:41

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Acho que ambos os lados estão errados - ela' date=' porque não soube se trajar adequadamente parta o ambiente em que se encontrava e eles, pela hipocrisia e violência moral.

[/quote']

 

Mas será que a vestimenta dela justifica toda essa confusão e revolta por parte de todo mundo?

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Acho que ambos os lados estão errados - ela' date=' porque não soube se trajar adequadamente parta o ambiente em que se encontrava e eles, pela hipocrisia e violência moral.

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Mas será que a vestimenta dela justifica toda essa confusão e revolta por parte de todo mundo?

 

No meu post já deixei entendido que não.

 

Agora, se ela de fato ficou entrando em salas, se mostrando e levantou o vestido e tudo mais, como alegou a universidade, é outra história.

 

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Acho que ambos os lados estão errados - ela' date=' porque não soube se trajar adequadamente parta o ambiente em que se encontrava e eles, pela hipocrisia e violência moral. [/quote']

 

Acha mesmo que ela estava mal vestida para ocasião?

 

Não posso responder essa questão porque aqui no rio é comum as pessoas andarem com roupas curtas em qualquer lugar. E na boa, aquela sainha dela é roupa comum por aqui até nas igrejas06
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Acho que ambos os lados estão errados - ela' date=' porque não soube se trajar adequadamente parta o ambiente em que se encontrava e eles, pela hipocrisia e violência moral. [/quote']

 

Acha mesmo que ela estava mal vestida para ocasião?

 

Não posso responder essa questão porque aqui no rio é comum as pessoas andarem com roupas curtas em qualquer lugar. E na boa, aquela sainha dela é roupa comum por aqui até nas igrejas06

 

Não é porque os moradores do Rio andam assim que a compostura em ambientes universitários deve ser jogada no lixo...

 

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Acho que ambos os lados estão errados - ela' date=' porque não soube se trajar adequadamente parta o ambiente em que se encontrava e eles, pela hipocrisia e violência moral.

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Mas será que a vestimenta dela justifica toda essa confusão e revolta por parte de todo mundo?

 

No meu post já deixei entendido que não.

 

Agora, se ela de fato ficou entrando em salas, se mostrando e levantou o vestido e tudo mais, como alegou a universidade, é outra história.

 

Mesmo se ela levantou o vestido (coisa que eu acho que não aconteceu) ainda não justifica toda essa reação.

 

E o que o Fulgora disse é certíssimo: são universitários tendo essa postura preconceituosa.

 

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Não é porque os moradores do Rio andam assim que a compostura em ambientes universitários deve ser jogada no lixo...

 

não entendeu, né?

No meu ver, a saia dela não está jogando a compostura no lixo.

 

Mas eu não sou o melhor para falar disso. Sou muito liberal.

A Abelha é a melhor pessoa para analisar esse assunto06
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Eu assisti o vídeo em que ela é escoltada pra fora da faculdade, e não consigo acreditar que uma multidão se juntou e faz aquele tumulto. Que ataque maluco de puritanismo! Não dá pra entender a reação daquelas pessoas. Ela merecia apenas uns comentários maldosos pelas costas, por causa mau gosto para se vestir.

 

Pela descrição, eu pensei que ela era linda, mas ela não é bonita (eu tinha imaginado algo como Daryl Hannah em Splash). E o vestido não é tão revelador (eu imaginei algo pior, ainda mais puta).

 

 

Lucy in the Sky2009-11-09 12:39:26

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Sempre tem mulheres vestidas assim na faculdade onde eu estudo. É considerado normal.

Se os trajes eram inadequados' date=' ela deveria ser barrada na entrada da Faculdade. Não tem segurança lá?[/quote']

Talvez não tenha. Ou quem sabe o segurança achou que a roupa não estava tão ruim.

 

É uma roupa boa pra vender a bunda na esquina (talvez até composta demais). Acho que serve pra ir ao que vocês chamam de balada. Mas não pra faculdade.

 

 

Lucy in the Sky2009-11-09 12:47:07

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Eu acho que o problema aí é extramamente complexo... Mesmo que a menina tivesse se colocado nua nas dependências da faculdade, isso não justifica a selvageria por parte dos colegas e a universidade como um todo...

 

Porém, a roupa pivô da polêmica toda, vamos e convenhamos, é do tipo que concorre para situações constrangedoras como esta que a garota viveu.
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Pessoal,

 

 

 

Eu não estudaria nessa Universidade de selvagens, porque a atitude machista e retrodota dos seus alunos e alunas foram retificadas com rubricas pela instituição de """""ensino"""""...

 

 

 

Não estudaria, não deixarei meus filhos estudarem lá e não recomendarei que meus amigos estudem e deixem seus filhos estudarem ali...

 

 

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Se os trajes eram inadequados' date=' ela deveria ser barrada na entrada da Faculdade. Não tem segurança lá?
[/quote']

 

Também tem isso. Tem seguranças lá e deixaram ela entrar normalmente pelo que eu vi.

 

Acho que não tem nenhuma regra naquela universidade proibindo aqueles trajes. Se alguém ficasse incomodado deveria ir na reitoria reclamar, e não tratar a moça daquele jeito. Foi um "espetáculo" ridículo mesmo.
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