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Forum Cinema em Cena

Você Gosta de Filmes "Ruins"? Por quê?


Perucatorta
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Casos que eu considero guilty pleasures são aqueles filmes manipuladores' date=' que todos aqui já estão cansados de ver por aí... Comédia Romântica talvez seja o gênero mais comum onde isso acontece (inclusive alguém uma vez disse que não existem obras-primas deste gênero, o que é uma observação interessante). Troca de olhares entre atores, situações ultra-arranjadas e idealizadas, além da "boa" e velha trilha intrusiva.
 
[/quote']

 

Eu discordo um pouco. E manipulação existe em 99% dos filmes, creio. E considero uns 3 ou 4 desse gênero obras-primas sim.

 

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Mas aí você exclui algo que pra mim está diretamente ligado ao valor artístico do filme' date=' que é fazer com que as pessoas que vejam gostem do filme.

[/quote']

Eu não acho! Posso usar outro exemplo? (Amo exemplificar. Hehehehe)

 

Picasso. Não gosto de suas obras, mas reconheço a importância que exerceram para a história da arte.

 

O valor artístico de algo não é definido só pelo gosto individual. Na minha opinião, claro.

 

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PT. Posso usar outro exemplo?Hitchcock e Psicose. A pessoa pode não gostar do filme' date=' mas afirmar que ele é mal dirigido, que possui uma péssima montagem... É algo absurdo. A história do cinema, o próprio cinema acaba definindo sua qualidade.Assisti a Moon outro dia. Achei a atuação do Sam Rockwell incrível, o desenho de produção fantástico, a direção precisa. Mas o filme não desceu. Não me agradou, não me envolveu. Entretanto, reconheço o valor que ele possui.

 

[/quote']Ok, usando o seu exemplo, Moon é um bom ou mal filme pra você?

É muito relativo, Sapo.Não acho que analisar filmes envolva somente o aspecto "pessoal", entende?Digo. O filme não cai no meu gosto, então eu não acho ele bom para mim! Mas reconheço o valor artístico dele!

 

Isto é, você reconhece o valor artístico dele pra terceiros. A questão é, que efeito tem pra você, na prática, reconhecer o que o filme significa para os outros?

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Mas aí você exclui algo que pra mim está diretamente ligado ao valor artístico do filme' date=' que é fazer com que as pessoas que vejam gostem do filme.

 

[/quote']Eu não acho! Posso usar outro exemplo? (Amo exemplificar. Hehehehe)Picasso. Não gosto de suas obras, mas reconheço a importância que exerceram para a história da arte.O valor artístico de algo não é definido só pelo gosto individual. Na minha opinião, claro.

 

Sim, a gente já partiu disso nesse tópico. Há dois "valores", o seu e o dos outros. Pra mim o problema está quando o segundo influi no primeiro.

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 PERUCA' date=' vc acredita q alguem possa gostar d um filme, mesmo reconhecendo todos os seus defeitos, mas não acredita q o contrario possa acontecer, alguem não gostar d um filme mesmo reconhecendo todas as suas virtudes?[/quote']

 

Isso até pode acontecer, mas eu com certeza vou dizer em maiúsculas que o filme é uma MERDA.03

 

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eu já falei aqui que vejo defeitos na direção do hitch que me incomodam, que fazem eu não conseguir mergulhar no filme como a maioria. então óbvio que da pra dizer que a direção é ruim (não é o meu caso, eu gosto, só acho que ele escorrega em certos aspectos que já falei 200x aqui e não vou repetir).

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 PERUCA' date=' vc acredita q alguem possa gostar d um filme, mesmo reconhecendo todos os seus defeitos, mas não acredita q o contrario possa acontecer, alguem não gostar d um filme mesmo reconhecendo todas as suas virtudes?[/quote']

 

Isso até pode acontecer, mas eu com certeza vou dizer em maiúsculas que o filme é uma MERDA.03

Mas se reconhece todas as virtudes, como pode dizer q é uma merda? Pois analisando a situação oposta, uma pessoa pode gostar de SORORITY ROW, mesmo achando uma merda, confere? O contrario não pode acontecer, o filme é bem feito, atuado, escrito e dirigido, mas não gostei. Então, alguem pode dizer q determinado filme esta longe d ser uma merda, mas não funcionou comigo?
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Mas se reconhece todas as virtudes' date=' como pode dizer q é uma merda? Pois analisando a situação oposta, uma pessoa pode gostar de SORORITY ROW, mesmo achando uma merda, confere? O contrario não pode acontecer, o filme é bem feito, atuado, escrito e dirigido, mas não gostei. Então, alguem pode dizer q determinado filme esta longe d ser uma merda, mas não funcionou comigo?[/quote']

 

Mas eu não achei sorority row uma merda. Ele é formado por vários elementos merda, mas me diverti e era isso que eu esperava. Portanto o todo (que é o que importa) não é uma merda.

Perucatorta2010-01-14 19:51:51

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Aliás, não acho que o valor artístico de algo seja reconhecido pelo gosto coletivo.

 

Inúmeros outros fatores influenciam. Como eu já disse, o próprio cinema é um deles. A trajetória do cinema define isso. Muitas vezes um roteiro é chamado de clichê. E isso não é definido pelo gosto de alguém. Um clichê não é repetição? Ué. Não é necessário gostar ou desgostar de algo para afirmar que é clichê. Se o roteiro é a repetição de um outro roteiro, ele é clichê por natureza! A própria trajetória do cinema define isso.

 

 

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PT. Posso usar outro exemplo?Hitchcock e Psicose. A pessoa pode não gostar do filme' date=' mas afirmar que ele é mal dirigido, que possui uma péssima montagem... É algo absurdo. A história do cinema, o próprio cinema acaba definindo sua qualidade.

 

 

 

Não acho que analisar filmes envolva somente o aspecto "pessoal", entende?Digo. O filme não cai no meu gosto, então eu não acho ele bom para mim! Mas reconheço o valor artístico dele![/quote']

 

 

 

Mas reconhecer o valor artístico geral que uma determinada obra possui não é exatamente o mesmo que dizer se ela é boa ou ruim, não?

 

 

 

Já que você adora exemplos, vou descrever um caso. Sangue negro, do Paul Thomas Anderson, é um filme que eu sinceramente não gosto. Há tantas coisas que me incomodam que nem saberia por onde começar. Mas reconheço que no filme há bastante coisa que certamente agradaram a maior parte das pessoas. E, claro, há sempre questões como a fotografia, a atuação do Daniel e a trilha sonora, que me convencem bastante.

 

 

 

Mas e aí, se eu disser que o filme é bom (já que muitas pessoas louvaram o filme, inclusive dizendo se tratar do grande filme da década passada) eu não estaria de algum modo cometendo uma violência contra eu mesmo? Oras, eu não gosto do filme. Por mais que ele tenha seu valor artístico estabelecido por milhares de pessoas ou seja lá como for, ele não me capturou emocionalmente. Pior: é inteiramente construído em cima de opções que eu considero de gosto absurdamente duvidoso, o que gera uma contradição curiosa.

 

 

 

E então, como faz?

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Acho que já disse isso por aqui em algum tópico: Tudo bem você reconhecer certos aspectos de uma forma de arte como sendo importantes para a construção da mesma, mas o que irá determinar se tal obra de arte é boa ou ruim é o seu gosto pessoal, já que essas características são subjetivas. Os aspectos técnicos de uma obra de arte possuem um único propósito (ou, pelo menos, um propósito principal): proocar alguma emoção a quem está absorvendo-a.

silva2010-01-14 20:58:51

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PT. Posso usar outro exemplo?Hitchcock e Psicose. A pessoa pode não gostar do filme' date=' mas afirmar que ele é mal dirigido, que possui uma péssima montagem... É algo absurdo. A história do cinema, o próprio cinema acaba definindo sua qualidade.Assisti a Moon outro dia. Achei a atuação do Sam Rockwell incrível, o desenho de produção fantástico, a direção precisa. Mas o filme não desceu. Não me agradou, não me envolveu. Entretanto, reconheço o valor que ele possui.

 

[/quote']Ok, usando o seu exemplo, Moon é um bom ou mal filme pra você?

É muito relativo, Sapo.Não acho que analisar filmes envolva somente o aspecto "pessoal", entende?Digo. O filme não cai no meu gosto, então eu não acho ele bom para mim! Mas reconheço o valor artístico dele!

 

Isto é, você reconhece o valor artístico dele pra terceiros. A questão é, que efeito tem pra você, na prática, reconhecer o que o filme significa para os outros?

 

Porra, mas vocês são chatos pra cacete também hein. 06

Ces tão querendo que a visão seja totalmente reducionista, do tipo "curti = é foda", "não curti = é uma merda". O cara reconhecer certos méritos do filme, mas não curti-lo não tem absolutamente nada que ver com "reconhecer valores artísticos pra terceiros". O cara acabou de falar que a atuação de X é incrível, que a montagem é foda, etc etc, então é óbvio que essa opinião vale pra ele também, não apenas "pra terceiros". E é perfeitamente possível achar isso e não gostar do filme - até porque gosto é algo relativizável, posso vir a achar foda (em 1 semana, 1 mês, 10 anos - ou nunca) algo que acabei de ver e não gostei.

As coisas não são tão preto no branco assim, minha gente, ainda mais quando estamos falando de arte.

 

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Mas aí você exclui algo que pra mim está diretamente ligado ao valor artístico do filme' date=' que é fazer com que as pessoas que vejam gostem do filme.

 

[/quote']Eu não acho! Posso usar outro exemplo? (Amo exemplificar. Hehehehe)Picasso. Não gosto de suas obras, mas reconheço a importância que exerceram para a história da arte.O valor artístico de algo não é definido só pelo gosto individual. Na minha opinião, claro.

 

Sim, a gente já partiu disso nesse tópico. Há dois "valores", o seu e o dos outros. Pra mim o problema está quando o segundo influi no primeiro.

Mais um belo tópico criado pelo PT.

Acredito, mesmo com o comentário do Foras e de outros, haver uma grande confusão de valores e termos. Bom e ruim (subjetivo) com outro Bom e Ruim (para os outros em geral), valor artístico, etc.

 

A princípio noto que quando alguém diz, "você gosta de filmes ruins"? para mim estamos no segundo conceito e daí não é cabível questões como "quem definiu isso", "quais são os critérios", etc porque simplesmente foge ao nosso escopo, o resultado é o que o consenso geral apregoa e isso não necessariamente segue lógica nenhuma.

Com esse conceito consumado - e aqui o objetivo de considerar ruim ou bom (geral) parece-me somente servir de referência para aquele filme em específico - partimos ao que realmente importa.

 

Dito isto, respondo para mim a pergunta do Foras: o problema não está em QUANDO o segundo influencia no primeiro mas em QUANTO o segundo influencia no primeiro, porque no meu ponto de vista e para mim SEMPRE influencia.

 

E em vários aspectos: a maior parte dos filmes que assisto o faço por uma junção entre temas que me atraem e opiniões. Se eu vejo o Tensor ou o Nonô chegar aqui e falar que o filme X é interessante e a temática me atrai naturalmente ficarei com vontade de assisti-lo. Quando vejo um tema batido com clichês no imdb (sim, no imdb!) com nota 8.2 eu fico curioso, assim como me desinteresso ao ver um 5.5 quando não é algo que me instiga demais. Isso acontece porque raramente leio sinopses, vejo trailers (só no cinema), leio críticas ou vou à locadoras.

 

Agora, uma vez que decido por ver o filme e depois de assisti-lo a influência desaparece no meio da projeção QUASE* que completamente e na minha opinião pessoal mas retorna ao decidir me manifestar sobre ele.

 

Se eu não gostei de um filme queridíssimo pode ser que escreva sobre minhas percepções somente em um ambiente onde creio que não haverá um embate estúpido em tudo que eu falar. Fabiano (fapreve) por exemplo conhece nosso ambiente da lista de discussão onde qualquer coisa pode ser falada sobre cinema e acolhida (mas outros pontos de vista são expostos). O CeC não é um ambiente desse tipo. Ou pode ser que no momento eu esteja com vontade de discutir e escreva, sei lá (e um parênteses: mesmo em um fórum como o CeC de discussão algumas vezes quero simplesmente expor uma opinião e não ficar sendo quotado inúmeras vezes com questionamentos ao invés de opiniões simplesmente diferentes - sei que isso foge do propósito do fórum, mas é o que sinto às vezes, com sinceridade).

 

Quanto a filmes considerados ruins e eu gostar, essa influência é menor, mas ocorre também. Acho mais fácil escrever apontando características positivas do que "ninguém" gosta ao invés de negativas que "todo mundo gosta".

 

O QUASE acima serve também para expressar que quando estou vendo algo que todo mundo gosta e eu não estou gostando, por CURIOSIDADE tento encontrar os pontos que simplesmente não me atraem, mas que poderiam seduzir muitos. Acho um exercício interessante lidar com diferentes percepções, mas muito difícil também. Não há, entretanto, influências na minha opinião final do filme.

 

Agora, valor artístico não tem nada que ver com isso, em minha opinião. Citizen Kane ou The Birth of the Nation tem valor artístico independente de eu gostar ou não. Só que a questão é extremamente simples para mim: eu não dou a mínima para isso, muito embora consiga discutir nesses parâmetros. Na verdade não dou a mínima nem para o que o diretor queria dizer com qualquer filme (portanto, acho absolutamente inútil fulano chegar e falar que o Lynch falou que era x quando minha percepção é y. O que importa para mim é y).

Só por curiosidade acho Citizen Kane realmente um ótimo filme e The Birth uma chatice insuportável que jamais consegui terminar de ver nem a primeira parte.

Mr. Scofield2010-01-14 22:24:12

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Se eu não gostei de um filme queridíssimo pode ser que escreva sobre minhas percepções somente em um ambiente onde creio que não haverá um embate estúpido em tudo que eu falar. Fabiano (fapreve) por exemplo conhece nosso ambiente da lista de discussão onde qualquer coisa pode ser falada sobre cinema e acolhida (mas outros pontos de vista são expostos). O CeC não é um ambiente desse tipo. Ou pode ser que no momento eu esteja com vontade de discutir e escreva, sei lá (e um parênteses: mesmo em um fórum como o CeC de discussão algumas vezes quero simplesmente expor uma opinião e não ficar sendo quotado inúmeras vezes com questionamentos ao invés de opiniões simplesmente diferentes - sei que isso foge do propósito do fórum, mas é o que sinto às vezes, com sinceridade).

[/quote']

 

Eu acho isso perigoso. Tende a gerar uma homogeneidade que é falsa e, me desculpe, meio covarde. Parece o "eu não vou falar que não gostei de Bastardos pra não ficar mal com a turma" ou "não vou falar que adorei Gigli porque senão vão me achar burro"

 

 

 

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Exemplo: No filme de ontem tem uma hora que o assassino' date=' que usava exclusivamente uma chave de rodas, resolve construir e jogar um coquetel molotov em suas vítimas. WTF? Isso, além de estúpido, contraria tudo que havia sido feito antes, a cena é mal filmada e pessimamente desenvolvida, mas achei muito foda. Eu tenho certeza que o diretor queria que a cena fosse ameaçadora, mas foi muuuito engraçada, justamente por ser tão "errada". E aí, uma cena nascida de uma cagada, um erro, é boa?

[/quote']

Eu não sei se entendi bem o que vc quis dizer, mas se eu achasse uma cena engraçada pelo simples motivo de ser errada e involuntariamente cômica, eu não diria que essa cena/filme é boa. Por exemplo, eu as vezes ligo a tv e fico assistindo algum programa bem tosco com a minha namorada, Casos de família, ou aqueles programas religiosos, e eu morro de rir com eles, mas morro de rir justamente por achar tão ruim, eu não diria que o programa é bom simplesmente porque eu estou rindo dele. Assim como quando vc ri de uma pessoa muito mal vestida, não quer dizer que você acha que ela está bem vestida.

 

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Se eu não gostei de um filme queridíssimo pode ser que escreva sobre minhas percepções somente em um ambiente onde creio que não haverá um embate estúpido em tudo que eu falar. Fabiano (fapreve) por exemplo conhece nosso ambiente da lista de discussão onde qualquer coisa pode ser falada sobre cinema e acolhida (mas outros pontos de vista são expostos). O CeC não é um ambiente desse tipo. Ou pode ser que no momento eu esteja com vontade de discutir e escreva, sei lá (e um parênteses: mesmo em um fórum como o CeC de discussão algumas vezes quero simplesmente expor uma opinião e não ficar sendo quotado inúmeras vezes com questionamentos ao invés de opiniões simplesmente diferentes - sei que isso foge do propósito do fórum, mas é o que sinto às vezes, com sinceridade).

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Eu acho isso perigoso. Tende a gerar uma homogeneidade que é falsa e, me desculpe, meio covarde. Parece o "eu não vou falar que não gostei de Bastardos pra não ficar mal com a turma" ou "não vou falar que adorei Gigli porque senão vão me achar burro"

 

 

Sim, é perigoso. Mas é real, Peruca, ao menos para mim. Veja bem: isso influencia na minha manifestação (e não sempre, mas em alguns casos) e não na minha percepção, portanto, não tem tanto valor assim.

Normalmente não acho que alguém vai me achar burro, mas pode gerar discussões a qual não estou a fim de participar. Explico porque: considero que existem dois tipos de discussões - as combativas (eu defendo um ponto de vista e o outro o questiona o tempo todo se expondo só de acordo com o meu comentário o ponto de vista dele - aqueles multiquotes, o que normalmente não gosto por achar meio incompleta - veja porque abaixo) e as expositivas (gosto mais dessas porque os confrontos de opiniões são mais fundamentados ao meu ver. Se eu exponho o que penso e você expõe o que pensa sem um conflito direto ou multiquotes e as opiniões são conflituosas indiretamente, há a percepção de onde surgiu a divergência fundamental que gerou a percepção final diferenciada. Acho mais proveitoso porque a confrontação é implícita e a análise me seduz mais. É como se ao ler, você estivesse vendo realmente outra perspectiva);

 

O incompleta acima quer dizer o seguinte: quando você dá seu ponto de vista baseado na minha percepção para mim só há uma saída: discordar ou entender a coerência interna do comentário. Discutir algo com SEU ponto de vista que advém de bases diferentes criticando uma opinião é incompleto para mim.

Mr. Scofield2010-01-14 22:43:13

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Eu não sei se entendi bem o que vc quis dizer' date=' mas se eu achasse uma cena engraçada pelo simples motivo de ser errada e involuntariamente cômica, eu não diria que essa cena/filme é boa. Por exemplo, eu as vezes ligo a tv e fico assistindo algum programa bem tosco com a minha namorada, Casos de família, ou aqueles programas religiosos, e eu morro de rir com eles, mas morro de rir justamente por achar tão ruim, eu não diria que o programa é bom simplesmente porque eu estou rindo dele. Assim como quando vc ri de uma pessoa muito mal vestida, não quer dizer que você acha que ela está bem vestida.

[/quote']

 

Entendo o que tu quer dizer e até concordaria, se a situação fosse outra. Quando um nego ve um filme chamado sorority row, ele espera basicamente se divertir rasteiramente(se não for o Cremildo), não quer mais nada do que isso. E isso aconteceu, ou seja, o filme cumpriu sua função para mim e não tenho porque o considerar ruim.

 

E sua última frase é um paralelo perfeito. Realmente pessoas mal vestidas são mal vestidas, mas eu adoro que elas existam, pois me divertem, ou seja, cumprem sua função para mim. Eu sinceramente acho bom que existam pessoas que se vistam mal.06 

 

 

 

Perucatorta2010-01-14 22:50:47

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Sim, é perigoso. Mas é real, Peruca, ao menos para mim. Veja bem: isso influencia na minha manifestação (e não sempre, mas em alguns casos) e não na minha percepção, portanto, não tem tanto valor assim.

Normalmente não acho que alguém vai me achar burro, mas pode gerar discussões a qual não estou a fim de participar. Explico porque: considero que existem dois tipos de discussões - as combativas (eu defendo um ponto de vista e o outro o questiona o tempo todo se expondo só de acordo com o meu comentário o ponto de vista dele - aqueles multiquotes, o que normalmente não gosto por achar meio incompleta - veja porque abaixo) e as expositivas (gosto mais dessas porque os confrontos de opiniões são mais fundamentados ao meu ver. Se eu exponho o que penso e você expõe o que pensa sem um conflito direto ou multiquotes e as opiniões são conflituosas indiretamente, há a percepção de onde surgiu a divergência fundamental que gerou a percepção final diferenciada. Acho mais proveitoso porque a confrontação é implícita e a análise me seduz mais. É como se ao ler, você estivesse vendo realmente outra perspectiva);

 

O incompleta acima quer dizer o seguinte: quando você dá seu ponto de vista baseado na minha percepção para mim só há uma saída: discordar ou entender a coerência interna do comentário. Discutir algo com SEU ponto de vista que advém de bases diferentes criticando uma opinião é incompleto para mim.

[/quote']

 

Entendo seu ponto de vista mas Scofa, você não é obrigado a responder tudo que é dito. Você pode se focar no que te interessa. Se você deixa de postar o que tu acha, não acende a chama e pode deixar de ler outros pontos de vista que considere interessantes. Mas se funciona pra ti assim, tá jóia.

 

 

 

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Eu não sei se entendi bem o

que vc quis dizer' date=' mas se eu achasse uma cena engraçada pelo simples

motivo de ser errada e involuntariamente cômica, eu não diria que essa

cena/filme é boa. Por exemplo, eu as vezes ligo a tv e fico assistindo

algum programa bem tosco com a minha namorada, Casos de família, ou

aqueles programas religiosos, e eu morro de rir com eles, mas morro de

rir justamente por achar tão ruim, eu não diria que o programa é bom

simplesmente porque eu estou rindo dele. Assim como quando vc ri de uma

pessoa muito mal vestida, não quer dizer que você acha que ela está bem

vestida.

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Entendo o que tu quer dizer e até

concordaria, se a situação fosse outra. Quando um nego ve um filme

chamado sorority row, ele espera basicamente se divertir

rasteiramente(se não for o Cremildo), não quer mais nada do que isso. E

isso aconteceu, ou seja, o filme cumpriu sua função para mim e não

tenho porque o considerar ruim.

 

E sua última frase é um paralelo

perfeito. Realmente pessoas mal vestidas são mal vestidas, mas eu adoro

que elas existam, pois me divertem, ou seja, cumprem sua função para

mim. Eu sinceramente acho bom que existam pessoas que se vistam mal.06 

 

Ok, concordo, só não queria que se divertir com humor involuntário se tornasse necessariamente um sinônimo de "filme bom". Assim como muita gente aqui disse que quando viu Crash riu durante o filme todo, e eu não acho que isso signifique que a pessoa achou Crash um bom filme. Pelo contrário.

-felipe-2010-01-14 22:56:57

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Entendo o que tu quer dizer e até concordaria' date=' se a situação fosse outra. Quando um nego ve um filme chamado sorority row, ele espera basicamente se divertir (se não for o Cremildo), não quer mais nada do que isso. E isso aconteceu, ou seja, o filme cumpriu sua função para mim e não tenho porque o considerar ruim

[/quote']

Isso para mim sim é perigoso. Veja bem: quando você fala que Sorority Row é ruim porque realmente acha que ele seja ruim? Acho que a ideia que propôs é que você parece ter alguma dúvida entre o racional e irracional na percepção - a questão é: se eu me diverti vendo aquilo, será que realmente EU acho aquilo ruim? Ou (caso sua resposta seja positiva), o que há de diferenciado ali que me fez confrontar o conceito pessoal do que eu achava ruim e achar...divertido (ou bom) nesse caso em específico?

 

Em tempo, há uma ramificação desse pensamento que envereda por outras correntes: eu acho Márcia pavoroso. Ver ela andando com os cabelos esvoaçantes na abertura tipo convocando o povo para adentrar sua cruzada, a estrutura do programa e ela em si, etc é constrangedor. Mas sempre vou rir MUITO daquilo tudo e se estiver passando de tarde talvez eu pare para assistir. Sabe porquê? Porque o que me diverte não é a Márcia em si, mas o quanto é engraçado ver pessoas valorizarem o programa e levarem tão à sério algo que eu acho tão extremamente ridículo (parece tosco dizer isso, mas é exatamente o que ocorre, em pratos limpos).

 

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Não acho que analisar filmes envolva somente o aspecto "pessoal"' date=' entende?[/quote']

 

Pensei que de algum modo você queria dizer que ao analisarmos filmes era preciso conciliarmos os diversos aspectos, mas não atentei para o termo em negrito. Falha minha. Já recebi a resposta para o meu post anterior nesse tópico.

 

E realmente, se considerarmos o cinema como uma forma de expressão artística (que eu, é claro, considero), então esse é um ponto de vista não apenas válido, como também um com o qual eu concordo. Não é algo que levo em consideração de imediato, que eu levo em conta justamente quando termino de assistir a um filme. Mas também não encaro o cinema somente como um ato de assistir a filmes e processá-los, me interesso muito pela história, fatos, movimentos, tendências, etc. É bacana e me diverte muito.

 

Outras de suas afirmações eu discordo, como a qualidade nem sempre estar relacionada com o gosto pessoal. Mas elas já foram discutidas em outras oportunidades, melhor deixar pra lá.
Gago2010-01-14 23:13:16
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Isso para mim sim é perigoso. Veja bem: quando você fala que Sorority Row é ruim porque realmente acha que ele seja ruim? Acho que a ideia que propôs é que você parece ter alguma dúvida entre o racional e irracional na percepção - a questão é: se eu me diverti vendo aquilo, será que realmente EU acho aquilo ruim? Ou (caso sua resposta seja positiva), o que há de diferenciado ali que me fez confrontar o conceito pessoal do que eu achava ruim e achar...divertido (ou bom) nesse caso em específico?

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Eita Scofa, eu não disse que acho o filme ruim. Aliás, disse o contrário.06

 

 

 

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