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Forum Cinema em Cena

Terence Fisher


Questão
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 Na minha opinião, o melhor que a lendaria Hammer Films tinha a oferecer. Embora seus filmes tenham ficado um pouco datados, Fisher sabia mesmo construir suspense e clima.

 

 Dele eu ví cinco. O VAMPIRO DA NOITE é uma das melhores adaptações do romance de Bram Stocker. Traz Christopher Lee no papel que o consagrou, e Peter Cushing, q na minha opinião continua sendo o melhor Prof. Van Helsing do cinema.

 

 AS NOIVAS DO VAMPIRO, (tirulo muito mais honesto q o original "The Brides Of Dracula", já q o rei dos vampiros nem dá as caras no filme) é uma continuação inferior do filme original, mas q traz Cushing sempre muito a vontade como Van Helsing. Mas falta o clima q Fisher construiu tão bem no orginal.

 

 DRACULA: O PRINCIPE DAS TREVAS, filme q trouxe Lee de volta como Dracula, é sim uma sequencia a altura do original, na verdade, o considero até um pouco superior ao original. O melhor do diretor dos q ví até agora. Aqui, Fisher imprime toda aquela aura de suspense e clima gotico de forma magistral, e apesar d não dizer uma unica palavra, Lee domina o filme.

 

 A MUMIA é um filme divertido , outro filme estrelado pela dupla Cushing- Lee como antagonistas. Mas falta alguma coisa no filme, não consigo definir exatamente oq.

 

 Por fim, A MALDIÇÃO DO LOBISOMEM, é oq tem a historia mais intricada, oq se tratando de Fisher não quer dizer muita coisa, já q seus enredos são simplissimos. Mas de todos os monstros classicos, o Lobisomem sempre foi oq mais deu espaço para o drama, e se nota isso no filme. A 1ª parte do filme chega a ser chocante pelo nivel de crueldade e loucura de alguns personagens. Oq atrapalha o filme é o excesso d interferencias do narrador, q muitas vezes soa desnecessario.

 

Curiosamente, esse foi o unico filme da Hammer a abordar Lobisomens, diferente dos vampiros, que tiveram duas franquias, e mais alguns filmes avulsos dentro da produtora.
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Como todo fã de terror, gosto dos filmes da Hammer. Confesso que às vezes cansa, devido a diversos fatores, mas tem coisa boa, muito boa! Meu favorito é As Filhas de Drácula (Twins of Evil) de John Hough, o terceiro filme da trilogia Karnstein. Os dois primeiros são bons, mas foi esse que achei fantástico.

Realmente o Terence Fisher está entre o que há de melhor na produtora, junto com John Hough. Além dos já citados do Fisher, há o Cão dos Baskerville (1959), com Peter Cushing e Christopher Lee, lançado em dvd no Brasil pela playarte.
Leandro Merce2010-02-22 19:49:13
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Só vi O Vampiro da Noite. Lindão... O cara tem uma classe e um jeito bastante peculiar de fazer filmes. Ou será que é o estilão da Hammer em ação (só vi um filme do famoso estúdio)?
De fato, o padrão Hammer se faz presente em todos os filmes do Fisher. Mas tendo em vista os outros filmes da produtora q ví(Alem desses cinco do Fisher, ví toda a franquia Dracula com o Lee), o Fisher filma com uma classe e uma elegancia que o difere dos outros, e capturava muito bem a natureza sombria das historias que contava, pelo menos na minha opinião.

 

Valeu16
Questão2010-02-22 23:41:21
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  • 1 year later...

 

 Visto O MONSTRO DE DUAS FACES

 

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 Fisher traz a sua versão do classico romance de R. L Stevenson como uma historia visualmente vibrante, e de teor extremamente pessimista, resultando em um filme bem interessante. Ao adaptar uma das obras mais conhecidas sobre a dictomia humana, o cineasta inglês mostra absolutamente todos os personagens do filme, como portadores de algum desvio de carater.

 

 Aqui, o Dr. Jekyll(Paul Massie) esta bem longe de ser uma pessoa bem quista. Jekyll é retratado como um homem sem amigos, um profissional de teorias mal vistas, e um marido frio e pouco atencioso com a esposa(Dawn Adams).

 

 Já o Sr. Hyde(Tambem Massie) surge como um homem charmoso e carismatico(diferente da maioria das versões da historia). O interessante, é que nesta leitura que Fisher faz da historia, Hyde não é apenas a representação do lado mal do Dr. Jekyll, mas tambem é um homem capaz de despertar o pior em todos que estão ao seu redor.

 

 Christopher Lee sai um pouco dos papéis vilanescos aos quais esta acostumado para viver o amante da Sra. Jekyll. E até que se sai bem vivendo o homem apaixonado, porem alcoolatra e viciado em jogo.

 

 O filme foge um pouco de estilo gótico normalmente apresentado pela Hammer, investindo mais em cores vivas em cenarios como a residencia do Dr. Jekyll e a casa de shows.

 

TOP FISHER

 

1) DRACULA: O PRINCIPE DAS TREVAS

 

2) O VAMPIRO DA NOITE

 

3) O MONSTRO DE DUAS FACES

 

4) AS NOIVAS DO VAMPIRO

 

5) A MALDIÇÃO DO LOBISOMEM

 

6) A MUMIA
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 Nisso eu concordo com você, INDIANA JONES. DRACULA DE BRAM STOCKER é a melhor adaptação do romance do escritor hômonimo, na minha opinião. Mas O VAMPIRO DA NOITE tambem tem seus méritos. Alem do já citado belissimo visual gótico, que é uma constante nas obras do Fisher e da Hammer, o filme tem um clima de suspense muito bem construido, alem de Christopher e Peter Cushing se encaixarem como luvas nos papéis de Dracula e Van Helsing.

 

 Mas na minha opinião, o melhor filme que Fisher dirigiu sobre o personagem foi DRACULA: O PRINCIPE DAS TREVAS. O roteiro tambem não é grande coisa, embora a franquia do Dracula da Hammer nunca primou mesmo pelo roteiro. Mas o filme tem um clima se suspente tão elegante e bem conduzido, que realmente me conquistou.
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  • 2 months later...

 

 Visto A GORGONA

 

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 A trama se passa no começo do seculo vinte,onde em uma pequena cidade alemã, uma serie de mortes inexplicaveis vem acontecendo nos ultimos cinco anos. Com um detalhe que as autoridades ocultam da população, os corpos das vitimas se transformam em pedra.

 

 Quando uma jovem torna-se a ultima vitima desse estranho fenomeno, seu namorado comete suícidio. O chefe de policia(Patrick Troughton), com a ajuda do misterioso médico da cidade, o Dr. Namaroff(Peter Cushing) aproveita para jogar a culpa da morte da garota sobre o namorado morto. Mas o pai do rapaz, o Professor Jules Heinz(Michael Goodliffe) não acredita nisso, e começa uma investigação por conta propria para limpar o nome do filho.

 

 A GORGONA foi uma tentativa da Hammer de tentar criar seu proprio monstro, já que até então, os grandes sucessos do estudio vinham de remakes dos filmes da universal, como DRACULA e FRANKENSTEIN. O resultado é um filme visualmente lindo, e altamente pessimista.

 

 Fisher utiliza-se do recurso do falso protagonista, já que quando estamos crentes que acompanharemos a luta do Professor Heinz para limpar o nome do filho, o velho acaba se tornando vitima da Gorgona(Prudence Hyman). É ai que entra em cena o filho mais velho de Heinz, Paul(Richard Pasco), que com a ajuda de seu professor de faculdade(Christopher Lee) tenta desvendar as misteriosas circunstancias envolvendo a morte do pai.

 

 A historia é contada quase em tom de fábula. E é curioso perceber como neste filme a mulher é figura central da narrativa, e não apenas um troféu a ser resgatado ou um joguete nas disputa entre heroi e vilão. Neste filme, todos os homens mostram-se obcecados por uma mulher, seja uma obsessão de ódio, neste caso, a Gorgona do titulo, ou uma obsessão de amor, já que tanto o mocinho da historia, como o vilão vivido por Peter Cushing não se mostram apenas apaixonados, mas obcecados pela bela Carla(Barbara Shelley), enfermeira do consultório do Dr. Namaroff.

 

 O filme que possui o padrão Hammer de qualidade no que diz respeito ao visual. Os cênarios do filme são lindos, e bebem direto da arquitetura gótica. Lugares como a casa da familia Heinz, o consultório do Dr. Namaroff, e o castelo abandonado frequentado pela personagem titulo, evocam um clima sombrio e mêlancolico.

 

 A fotografia do filme é soberba, e exala elêgancia. Um plano em especial chamou bastante minha atenção,que é o que o personagem de Christopher Lee surge na soleira da porta da casa dos Heinz, plano muito semelhante ao de O EXORCISTA, quando o Padre Merrin se apresenta a porta da familia McNeil. Em ambos os filmes vemos uma figura na penumbra que aparenta ser ameaçadora, mas que na verdade pode ser a unica salvação.

 

 A GORGONA por outro lado, envelheceu bastante tecnicamente. As cobras na cabeça da criatura são nitidamente fantoches. Uma cena de chuva mostra-se totalmente artificial, pois a agua cai como se alguem houvesse ligado um chuveiro.

 

 Mas ainda sim, vale a pena conferir este filme pouco conhecido do Fisher. É extremamente atmosférico, e visualmente lindo.
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  • 2 months later...

 

 Visto AS BODAS DE SATÃ

 

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 Na trama, o sabio ocultista Duque De Richleau (Christopher Lee) entranha quando Simon (Patick Mower)  filho de um velho amigo  não comparece ao enncontro que eles tem anualmete. Ao visitar Simon acompanhado de seu fiel colega Rex Van Ryan (Leom Greene), o Duque descobre que Simon esta sob a influencia de uma maligna seita satânica liderada por Mocata (Charles Gray) que pretende oferecer a alma do rapaz ao anjo da morte.

 

 AS BODAS DE SATÃ é um filme bem interessante do Fisher embora fique em um meio termo, não estando nem entre o melhor, nem entre o pior que o cineasta inglês tem a oferecern. O filme tem momentos brilhantes, quando como o Duque De Richleau tem apenas um apertado circulo de sal para protegêr a sim mesomo e seus entes queridos dos demônios enviados pelo vilão do filme, demonios este muito bem feitos tecnicamente diga-se de passagem. A aranha gigante e o cavaleiro demoniaco são capazes de provocar um frio na espinha.Por outro lado, o filme peca por certa falra de ritmo, e por um climax choxo.

 

 Christopher Lee (companheiro habitual de Fisher) uma vez mais abandona os papeis vilamescos aos que esta acostumado para viver o heroi da histotia, o que faz com muita segurança diga-se de passagem. Lee faz com que confiemos a tal ponto em seu Duque que de fato não parece haver outra pessoa capaz de salvar os personagens da situação em que se encontram. Por outro lado, Charles Gray, mais conhecido por ser o Dr Blofeld de 007: OS DIAMANTES SÃO ETERNOS não consegue fazer o seu sacerdote satânista um adversario digno do personagem de Lee, apesar de ter todos os recursos de um vilão classico da Hammer, como maquinas de tortura, seguidores fanaticos, poderes hipnóticos e por ai vai.

 

 Esteticamente falando, AS BODAS DE SATÃ se afasta um pouco do padrão a que a Hammer esta acostumado. Diferente de outros filmes da protutora como O VAMPIRO DA NOITE e A GORGONA, não é uma trama tão de epoca assim, já que sua ação se passa na decada de 30. Por isso, ele tem uma estética mais naturalista, e não tem a elegancia visual de seus colegas. Então esqueça a arquitetura gótica, as florestas enevoadas e coisas do genero.

 

 Curiosamente, AS BODAS DE SATÃ levou cinco anos para ser filmado. Embora a Hammer já tivesse os direitos do livro de Dennis Weathley, no qual o roteiro é baseado, a produtora achava que satanismo seria um tema pesado demais para o publico. Mas o sucesso de O BEBÊ DE ROSEMARY de Roman Polansky fez com que mudassem de idéia rapidinho.06

 

 AS BODAS DE SATÃ ao lado de O HOMEM DE PALHA esta entre os filmes preferidos de Christopher Lee. O ator inclusive dizia ter dois sonhos. O primeiro era uma sequencia para O HOMEM DE PALHA (que já se realizou já que WICKER TREE chega este ano ao cinema). O segundo seria um remake de AS BODAS DE SATÃ onde ele reprisaria seu papel como o Duque De Richleau, já que no livro original, o Duque era bem mais velho do que a idade que Lee tinha quando o interpretou em 1968, Tá ai um remake que eu sou a favor. E já tenho até um nome para direção. Um parceiro do Christopher Lee, Tim Burton. O que acham?

 

 Valeu16
Questão2012-01-23 11:12:37
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  • 4 weeks later...

 

 Fisher era um diretor que podia se orgulhar em dizer que deu a sua versão para varios classicos da literatura. Em sua filmografia, constam adaptações de "Dracula" de Bram Stocker , "Frankenstein" de Mary Shelley, "O Médico E O Monstro" de R.L Stevenson, "O Cão Dos Baskerville" de Sir Arthur Conan Doyle, e no caso desta pequena resenha, " O Fantasma Da Opera" de Gaston Leroux, classico da literatura francesa.

 

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  Na trama passada em 1900, a Opera De Londrês vem sofrendo estranhas sabotagens, atribuidas a um misterioso fantasma que assombra o local. Estes estranhos eventos intrigam Harry Hunter(Edward De Souza) produtor do espetáculo, que passa a investiga-los. Paralelamente, a jovem e talentosa corista Christine Charles (Heather Sears) é contratada para ser a principal voz da opéra. Christine passa a ouvir uma estranha voz em seu camarim, ao mesmo tempo em que tem que driblar os assédios de Lord Ambrose D'Arcy (Michael Gough) compositor da ópera e seu principal financiador.

 

 Confesso que nunca lí o livro de Gaston Leroux. Meu unico contato com o universo do Fantasma Da Opera era o filme mudo estrelado por Lon Chaney na década de vinte. Pois bem, esta versão de Terence Fisher lançada em 1962 difere bastante da versão que eu havia visto antes. A começar pela ambientação da historia, que troca a capital francesa pela inglesa. Nesta nova versão, o Fantasma Da Opera (Herbert Lom) já não é um ser completamente solítario, pois tem a compania de um lacaio mudo (Ian Wilson), uma espécie de homem rato que acaba fazendo os seviços sujos para o fantasma. Alem disso, o interesse do personagem titulo na mocinha não é mais uma obsessão rômantica, mas sim uma obsessão profissional.

 

  Mas independente das mudanças, o filme começa muito bem. A sequencia pré credito, que serve de introdução ao Fantasma é ótima. Há momentos de puro terror, como a visita de Harry e Christine a ópera depois do fechamento. É com certeza o melhor momento do filme. O clima que Fisher constrói na ópera vazia é brilhante, com direito a um personagem sendo esfaqueado no olho, e dezenas de ratos correndo descontrolados pelo chão. Alem disso, o casal protagonista tem boa química, e seus personagens são suficientemente simpaticos para despertar o interesse do publico.

 

 Infelizmente, o filme não cresce, mas decresce a medida que avança, principalmente por causa do roteiro frouxo. Eu não consegui entender completamente o personagem do Fantasma e seu real cárater. Se no começo e no meio do filme, ele se mostra uma figura ameaçadora, capaz de sequestrar Christine e faze-la ensaiar a exaustão para transforma-la na cantora perfeita, todas as suas ações a partir do 3º ato não condizem com o personagem que vinha sendo construido até então. O acerto de contas com o causador de sua tragédia então é simplesmente lamentavel.

 

 Ainda sim, O FANTASMA DA ÓPERA  tem seus bons momentos, principalmente na metade inicial. E é claro que como todo filme do Fisher, possui um visual extremamente esmerado. Desde a suntuosa ópera de Londrês, até as galerias de esgoto que levam ao covil do Fantasma possuem um lindo desenho de produção, que já valem a visita. Mas se tiver que indicar uma versão da historia, indicaria a versão muda com o Lon Chaney

 

 Valeu16 

 

 
Questão2012-02-17 14:52:52
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  • 2 weeks later...

 

 Visto A VINGANÇA DE FRANKENSTEIN

 

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  Aproveitando o grande sucesso comercial de A MALDIÇÃO DE FRANKENSTEIN, a Hammer não demorou em encomendar uma sequencia para sua adaptação do romance de Mary Sherrley. Assim sendo, o filme chegou ao cinema em 1958, somente um ano após o lançamento do filme original. Não há como resenha-lo sem revelar pesados spoilers do filme de 57, portanto se não o viu, não leia.

 

  A VINGANÇA DE FRANKENSTEIN começa do exato ponto em que o filme anterior parou, com um inconsolavel Dr. Victor Frankenstein (Peter Cushing) sendo encaminhado para guilhotina por uma série de assassinatos. Entretanto, o esperto Frankensteins consegue enganar seus algozes, é é um pobre sacerdote que acaba sendo guilhotinado em seu lugar.

 

 O Doutor foge para a pequena cidade alemã de  Carlsbruck, onde estabeleceu uma clínica para pessoas carentes utilizando o nome falso de Dr. Victor Stein. Como auxiliar, Victor conta somente com o corcunda Karl (Osscar Quitak),o unico a conhecer sua verdadeira identidade, pois o ajudou a fugir da Suiça.

 

 Quando o jovem Dr. Hans Kleve ( Francis Mathews) reconhece Frankenstein, ele chantageia o cientista para que ele possa tornar-se seu assistente. É então que Frankenstein revela ao Dr. Kleve seu novo projeto: transportar cerebros vivos para corpos construidos para serem perfeitos, tendo o corcunda Karl como cobaia voluntaria.

 

  Infelizmente, A VINGANÇA DE FRANKENSTEIN figura entre os trabalhos mais fracos realizados pelo Fisher. A começar pelo titulo equivocado, já que tal vingança não existe. Mas esse é simplesmente o menor dos problemas. Ao assistir o excelente A MALDIÇÃO DE FRANKENSTEIN, ví ali um filme que dIspensava sequencias. O final era simplesmente perfeito. Mas por se mais uma vez dirigido pelo Fisher e estrelado pelo Cushing, decidi dar uma chance.

 

 Antes de descer o pau, devo aplaudir a interessante idéia de tirar o foco da Criatura, como fez a franquia da Universal, e centrar a historia no Dr. Frankenstein, personagem mais interessante do filme de 57. Ou seja, diferente da franquia da decada de 30 e 40 produzida pela Universal, a criatura estava morta, e é a jornada do criador que acompanhamos.

 

 Mas infelizmente as idéias boas param por ai. O grande problema de A VINGANÇA DE FRANKENSTEIN é que não existe drama ou suspense, algo essencial em um filme de horror. O clima que Fisher soube construir tão bem não só no filme original, mas em muitos outros trabalhos inexistem aqui.

 

 Peter Cushing até consegue criar um desenvolvimento interessante para seu Frankenstein. Ele continua egoista e prepotente, culpando outros por seus erros do passado. Mas não passou em branco pelas experiencias do filme anterior. Embora nunca admita, fica bastante claro que o cinentista tenta se redimir pelos seus pecados cometidos no 1º filme . Peter Cushing carrrega o filme inteiro nas costas, mas infelizmente não basta.

 

 O corcunda Karl, que deveria ser a figura drámatica do projeto só consegue despertar apatia no publico. O conceito do personagem é bem interessante, afinal, desta vez a "criatura" de Frankenstein é alguem que já foi humano, mas infelizmente esta boa ideia não é aproveitada.

 

 Não há muito o que dizer sobre os outros coadjuvantes.O personagem do Dr. Kloves esta lá meramente para ficar impressionado pelo brilhantismo de Frankenstein, enquanto a jovem enfermeira Margaret (Eunice Gayson) é apenas um possivel interesse amoroso para Karl e Klove que não chega nem perto de se concretizar.

 

 Pra fechar o festival de´tragédias, nem no visual, forte dos filmes do Terence Fisher, o filme se salva. E digo mais, A VINGANÇA DE FRANKENSTEIN é o filme mais pobre do Fisher visualmente falando, indigno de receber o "Padrão visual Hammer de qualidade". 

 

 Enfim, A VINGANÇA DE FRANKENSTEIN entra para o time de pessimas sequencias para otimos filmes. Querem um conselho? Assistam A MALFIÇÃO DE FRANKENSTEIN e ignorem a continuação.
Questão2012-03-08 00:27:25
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 Frankenstein+Created+Woman.jpg

 

 

 E FRANKENSTEIN CRIOU A MULHER é o quarto filme da franquia da Hammer a trazer Peter Cushing na pele de Victor Frankentein . Marca tambem o retorno de Terence Fisher a série após sua ausencia no terceiro filme, O MONSTRO DE FRANKENSTEIN, que ficou a cargo de Freddie Francis.

 

 Mas apesar de ter Cushing como protagonista, E FRANKENSTEIN CRIOU A MULHER não é uma sequencía da trilogia original, portanto pode ser assistido independentemente. Isso não deixa de ser  decepcionante.

 

 Mas independente disso, esta 4ª experiencia do Frankenstein da Hammer tem muitos problemas, apesar do ótimo começo. A sequencia pré creditos mostra a execução de um homem na guilhotina.  Diante de um amanhecer cinzento, vemos um homem ser conduzido até a guilhotina. Ele tira sarro do guarda, do carrasco e até do padre. Mas quando se ajoelha pra ter a sua cabeça cortada, o homem vê algguem, e toda a sua "alegria" vai embora. Fisher demora á nos revelar que este alguem é o pequeno filho do condenado, que ouve os apelos desesperados do pai para ir embora. A guilhotina desce, e então sobe lentamente, pingando sangue.

 

 Esta cena é a melhor do filme, pois é atmosférica, sombria e nos instiga a saber como este prelúdio se relacionara com Frankenstein. Infelizmente, depois E FRANKENSTEIN CRIOU A MULHER não sabe o que quer ser. Se quer ser um filme sombrio, ou um filme sátirico.

 

 A história é dividida em três atos muito bem definidos. No 1º, conhecemos a nova pesquisa de Frankenstein em uma interessante experiencia em que com a ajuda de seus dois assistentes, Hans (Robert Morris) e o Dr. Hertz (Thorley Walters) o cientista para seu coração por uma hora, e depois é revivido através de sua tecnologia avançada. O conceito da pesquisa de Victor é bem interessante, pois ãpesar de ser diferente, não deixa de ser uma releitura das experiencias originais do cientista, pois o objetivo é o mesmo, "Conquistar A Morte".

 

 Os problemas vem depois. Para comemorar o sucesso da experiencia, Victor envia Hans (que  não é o mesmo personagem dos dois filmes anteriores) comprar champagne no armazem local. Lá, descobrimos que Hans é apaixonado por Christine(Susan Danberg), a filha do dono do armázem, uma garota meiga, mas manca, e possui uma grande marca de queimadura no rosto, que ela tenta esconder com o cabelo. Esses defeitos fisicos fazem com que Christine sofra constantes provocações de três jovens arruaceiros que frequentam o armazém.

 

 Mas enfim, após defender a moça, Hans visita o seu quarto a noite e os dois acabam transando. Enquanto isso o trio terror volta ao armazem para roubar vinho, e ao ser surpreendidos pelo dono, acabam matando o homem de pancadas. Na manhã seguinte, Christina viaja com uma tia para consultar mais um médico e tentar curar suas marcas. Já o pobre Hans, acaba se tornano o principal suspeito do assassinato do dono do armazem, já que ameaçou o homem na noite anterior por não defender a filha, e ainda não tem alíbi pra hora do crime, pois prefere ir pra guilhotina como o pai (a cena de abertura, lembram?) do que arranhar a fama de donzela de Christina. Perai, mas e o Frankenstein? Pois é, o pobre cientista até ai vira coadjuvante de luxo em um melodrama barato.

 

 Mas voltamos a historia. O julgamento de Hans acontece, e é galhofa total. O Dr. Heltz pergunta inocentemente por que ficam chamando Hans de acusado. Um desinteressado Frankenstein lê um livro no banco das testêmunhas, louco pra voltar ao trabalho. E como um verdadeiro Sherlock Holmes, afirma que através de observação e psicologia, sabe que Hans é inocente e o trio é culpado, mas que não pode provar. Alias, falando em Holmes, a dinâmica de Frankenstein e Heitz parece claramente inspirada na dinâmica de Basil Rathbone e Nigel Bruce nos filmes do detetive.

 

 Mas Hans é condenado, e a pobre Christina volta bem a tempo de ver o amado sendo guilhotinado. Em desespero, a jovem corre pelo campo, e pula em um laguinho da menor ponte que eu já vi na minha vida.07

 

 Mas Frankenstein não vai criar a mulher? Pois é, aqui a coisa fica bem esquisita. Com Hans e Christina mortos, o cientista decide colocar suas experiencias de confinamento, e transferencia de almas em prática. O resultado é uma Christina renovada, gata pra caramba, loira e desmemoriada. O resto é melhor conferir caso tenham coragem.

 

 E FRANKENSTEIN CRIOU A MULHER é bem ruinzinho. Um filme sem identidade. Ou faz galhofa, ou assume um tom sério e sombrio. As duas coisas não rolam.
Questão2012-03-08 00:22:41
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 Frankenstein-Tem-Que-Ser-Destru%C3%ADdo.jpg

 

 Na trama,Frankenstein (Peter Cushing) esta escondido na Inglaterra, após as bizarras experiencias que conduziu em seu país natal. Ao viajar para uma pequena cidade britânica para ver o Dr Frederick Brandt (George Pravda), um velho colega que compartilha suas teôrias a respeito da transfêrencia de cerebros, Frankenstein descobre que Brandt esta internado em um asilo, sofrendo de uma rara doença que causa falta de oxigenação no cérebro, provocando dêmencia, seguida de morte.

 

 O cientista então chantageia Karl Holst (Simon Ward) e sua noiva, Anne  (Veronica Carlson) pois descobre que Karl rouba drogas do asilo para vendê-las. Assim, com a a relutante ajuda do casal,Victor pretende retirar Brandt do asilo e salva-lo através de uma cirurgia experimental baseada em suas teorias.

 

 Confesso que assisti este 5º episódio da fraquia Frankenstein da Hammer bastante desconfiado depois do péssimo filme anterior. Mas devo confessar que FRANKENSTEIN TEM QUE SER DESTRUÍDO me surpreendeu bastante, se mostrando a primeira continuação a altura do original.

 

 Assim como seu antecessor, esta quinta parte tem uma ótima sequencia de abertura. O filme começa nas ruas de Londrês, onde uma figura misteriosa anda pelas ruas. Enquanto isso, um homem desce de um coche e começa a andar pela calçada. A figura misteriosa esconde-se em um beco, retirando uma foice de dentro do casaco. Quando o homem incauto se aproxima, é impiedosamente golpeado por seu agressor. Tudo o que vemos é um grande espirro de sangue atingir uma porta no beco onde atavés da placa percebemos que tratava-se do consultório de um médico.

 

 Há um corte, e vemos um baixinho arrombando a porta de uma casa . Assim que o ladrão entra, vemos o assassino, do qual ainda não vemos o rosto se aproximar carregando uma cesta 

 

 De volta ao ladrão, o meliante vê-se em um lugar aparentemente humilde, mas logo vemos que se tratar de um laboratório. Ao ouvir o som da porta anunciando a chegada do dono do local, o meliante tenta se esconder, quando dá de cara com um tanque contendo um corpo preservado no gelo. 

 

 O ladrão assusta-se, o é surpreendido pelo assassino,que possui um rosto  deformado. Uma luta feroz se inicia entre os dois, com o dono do local disposto a matar o invasor. Eis que o pobre meliante acaba caindo sobre a cesta, e uma cabeça rola sobre ele. O baixinho grita desesperadamente, e sai correndo, conseguindo atingir a saida. O homem deformado tenta alcança-lo, mas não consegue. O assassino então leva a mão ao rosto e puxa a pele. Descobrimos que se trata de uma mascara, e eis que vemos o rosto aflito de Frankenstein.

 

 Toda esta sequencia ocorre sem um uníco dialogo, e nos apresenta um clima sufocante e ao mesmo tempo elegante de suspense e terror. Mas diferente do que aconteceu em E FRANKENSTEIN CRIOU A MULHER, este fantastico começo era só uma amostra do que estava por vir.

 

 Se eu havia comentado em minha resenha do 1º filme da serie sobre a interessante abordagem vilanesca que Cushing deu a Frankenstein, neste 5º filme isto é elevado a enésima potência. Nos filmes anteriores, o personagem havia ganhado ares de anti herói, mas aqui ele é vilão com v maiusculo, sendo interpretado de forma brilhantemente elegante por Cushing. O ator confere ao maligno Doutor uma humanidade e um carisma incriveis, mesmo que este cometa verdadeiras monstruosidades.

 

 Mas Fisher e o roteiro tambem merecem aplausos ao retratar o modo como Victor vai dominando a vida do casal protagonista de forma fria e sádica. Karl se vê cada vez mais enredado a medida que Frankenstein o obriga a ajudá-lo, e o pior, percebe com horror que pode estar se tornando parecido com o cientista. Era um personagem com basytante potencial, mas infelizmente desperdiçado pelo inexpressivo Simon Ward.

 

 Já A belissima Veronica Carlson retrata o arco drámatico de Annie de forma bastante competente. Inicialmente, ela é mostrada como uma jovem batalhadora que toca sózinha uma pensão para sustentar a mãe doente no hospital (motivo do crime do namorado alías). Obviamente ela fica aflita com a situação imposta por Frankenstein, mas a medida que o filme avança, a moça confiante do começo é transformada em uma sombra que vive sob constante submissão e terror.

 

 Alem deste já citado exercicio de suspense e dominação, o 3º ato, que justifica o titulo do filme é excelente ao referenciar de forma bastante inteligente a obra original. Com pouco tempo de tela, o Dr. Brandt em seu novo corpo(Freddie Jones) mostra-se uma figura tão trágica quanto o Monstro original vivido por Boris Karloff em A NOIVA DE FRANKENSTEIN, com a diferença que neste caso Brandt sofre com a responsabilidade indireta.

 

 Enfim, FRANKENSTEIN TEM QUE SER DESTRUIDO se mostra um excelente filme de terror. Com uma direção segura garantindo sequencias de tensão maravilhosas, otimas atuações, e o visual que só a Hammer sabia oferecer, o filme é a prova que sempre pode existir uma ótima continuação depois de continuações ruins. 
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  • 2 weeks later...
  • 10 months later...

 Visto O DÊMONIO DE FOGO

 

 

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  Na trama, um escritor (Patrick Allen) vai para uma pequena ilha escocesa com a esposa (Sarah Lawson) e sua secretária (Jane Merrow) com quem tem um caso. O que eles não sabém é que o local está sendo atingido por uma incomum onda de calor. Quando pessoas e animais começam a aparecer carbonizadas pelo local ao mesmo tempo em que aparelhos começam a queimar, Godfrey Hanson (Christopher Lee) um cientista que esta investigando a ilha, revela que tudo pode ser obra de alienígenas.

 

 Infelizmente, O DÊMONIO DO FOGO revela-se o pior trabalho de Fisher. Apesar de contar com a participação de velhos colaboradors como Christopher Lee e Peter Cushing, o filme não é uma produção da Hammer, então trata-se de uma historia comtemporânea. A impressão que se tem é que este filme é um retardatario da onda de filmes B envolvendo alienigenas que dominou o mundo na década de 50, mas que já devia soar datada na década de 60.

 

  Uma das grandes referências aqui parece ser o filme VEIO DO ESPAÇO de 53. Como naquele filme, o publico so vê os ataques alienigenas através da visão avermelhada das criaturas, e sua aproximação sempre é anunciada através de um intenso chiado. Mas enquanto naquele filme, Arnold usa este recurso pra criar tensão e curiosidade no expectador, aqui tudo o que Fisher consegue nos tirar é tédio.

 

 Há uma boa sacada do roteiro envolvendo a onda de calor que atinge a ilha, graças a presença dos alienigenas. Os personagens estão sempre suados, e vão ficando cada vez mais desesperados e delirantes, devido ao intenso e insessante calor. Mas mesmo esta boa situação do roteiro é mal aproveitada. Além disso, a direção de arte comete um erro terrivel ao botar varios personagens interpretados por atores semelhantes com a mesma maldita camisa azul. Então, muitas vezes nos pegamos perguntando quem é quem.

 

 O pequeno triangulo amoroso que deveria ser um dos centros drámaticos da narrativa não convence nem um pouco. Christopher Lee até tenta salvar o filme, mas mesmo seu personagem não consegue o carisma que o ator conseguiu com personagens semelhantes em filmes como A GORGONA e AS BODAS DE SATÃ. Mas o maior pecado do elenco é mesmo Peter Cushing, um excelente ator que aparece somente por alguns minutos, ganha meia duzia de falas bestas, e depois é incinerado pelas criaturas alienigenas.

 

 Em resumo, O DÊMONIO DO FOGO é uma grande bola fora. Uma perda de tempo que não cria suspense algum, não diverte e tem um final risivel. Se eu começasse a conhecer a carreira do Fisher por este filme, provavelmente não conheceria o resto. Se todo diretor tem uma bomba na carreira eu não sei, mas esta é a de Terence Fisher.

 

TOP FISHER

 

 1) A MALDIÇÃO DE FRANKENSTEIN

 

 2) FRANKENSTEIN TEM QUE SER DESTRUIDO

 

 3) DRÁCULA: O PRINCIPE DAS TREVAS

 

 4) A GORGONA

 

 5) O VAMPIRO DA NOITE

 

 6) O MONSTRO DE DUAS FACES

 

 7) O FANTASMA DA OPERA

 

 8) AS NOIVAS DO VAMPIRO

 

 9) A MALDIÇÃO DO LOBISOMEM

 

 10) E FRANKENSTEIN CRIOU A MULHER

 

 11) AS BODAS DE SATÃ

 

 12) A VINGANÇA DE FRANKENSTEIN

 

 13) O DEMÔNIO DE FOGO

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  • 1 year later...

 Visto O CÃO DOS BASKERVILLE

 

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   Na trama, Sherlock Holmes (Peter Cushing) e o Dr. Watson (Andre Morell) são contratados pelo Dr. Mortmer (Francis De Wolff) para proteger a vida de Sir Henry Baskerville (Christopher Lee) que estaria sendo ameaçado por uma antiga maldição em sua família, que diz que todos os membros serão exterminados por um cão demoníaco. Viajando para a pequena cidade de Dartmoor, Holmes e Watson devem descobrir se existe algo de sobrenatural na ameaça que ronda a vida de Sir Henry ou se alguém estaria se valendo da lenda para extinguir os Baskerville.

 

 Como eu já havia dito anteriormente aqui no tópico, Fisher teve a chance de trabalhar com alguns dos maiores ícones da literatura, como Drácula, Frankenstein, Dr. Jekyll e Sr. Hyde, o Fantasma da Opera e etc. Tal lista não estaria completa sem um filme sobre o maior detetive da literatura. E para isso, Fisher e a Hammer decidiram adaptar aquele que talvez seja o trabalho mais célebre de Sir Arthur Conan Doyle, o romance "O Cão Dos Baskerville", que não por acaso, foi a obra mais adaptada do escritor escocês..

 

  Diferente do que havia feito anteriormente com as obras de Mary Shelley e Bram Stocker, Fisher mantem-se relativamente fiel ao texto de Conan Doyle, apenas acrescentando algumas reviravoltas no climax que são até interessantes, e que diferem tanto do material quanto das demais adaptações. No mais, o filme segue a estrutura básica conhecida por todos aqueles que já leram a história ou assistiram algumas das adaptações (excetuando talvez aquela feita para a série inglesa SHERLOCK).

 

 O desenho de produção segue o padrão Hammer de qualidade. As charnecas pantanosas que cercam o Solar dos Baskerville surgem enevoadas e intimidadoras, como se a qualquer momento o cão do título pudesse saltar sobre uma vítima ou alguém pudesse afundar no traiçoeiro solo da região. E a arquitetura gótica presente tanto no Solar dos Baskerville, como na capela abandonada onde ocorreram a maioria dos ataques do cão (outro acréscimo do roteirista Peter Bryan, que voltaria a trabalhar com Fisher em AS NOIVAS DO VAMPIRO) também dão aos cenários da historia uma atmosfera misteriosa e imponente. Apesar de aparecer pouco, essa foi a primeira versão em que o famigerado Cão dos Baskerville me meteu medo, sendo essa talvez a melhor versão live action do famigerado animal.

 

 Na parte do elenco, confesso que o retrato que Peter Cushing, (um ator que admiro muito) fez de Sherlock Holmes me incomodou um pouco. Cushing parece dar um ar exageradamente teatral ao detetive, que apesar de ter funcionado com atores que antecederam e sucederam Cushing no papel como Basil Rathbone e Benedict Cumberbatch, não funcionou com um dos mais competentes atores da Hammer. André Morell vive o Dr. Watson com dignidade, e apesar de seu personagem não ser lá muito profundo (o que pra mim esta ok, já que no material original, o médico também não o é) Morell dá pequenos toques ao personagem que evidenciam de forma sutil a sua longa convivência com o detetive, como o fato de parecer mais se divertir com as demonstrações de intelecto de Holmes do que ficar espantado, caminho que muitos atores que interpretam o personagem escolhem.

 

  Por fim, fechando o elenco principal, Christopher Lee tem aqui a chance de interpretar um tipo de personagem que raramente vivia nos filmes da Hammer, o de um homem simpático e galanteador, longe da persona sinistra que geralmente assumia. Lee interpreta Sir Henry como um jovem viajado, que não acredita nas "besteiras" pregadas pela lenda. Ao mesmo tempo, é um cavalheiro galante a moda antiga, que não perde a chance de arrastar asa pra cima de Cecile Stapleton (Marla Landi) filha de um fazendeiro pobre da região.

 

  Infelizmente, falta algo a O CÃO DOS BASKERVILLE para que ele esteja entre os grandes filmes de Terence Fisher. Embora toda a atmosfera e o climão presente nos filmes da Hammer esteja presente (especialmente nos projetos comandados por Fisher) falta aquele momento acachapante em que o espectador fica na ponta da cadeira. Exemplos não faltam na filmografia do diretor, como os momentos que precedem a ressurreição de Drácula em DRÁCULA: O PRÍNCIPE DAS TREVAS, a invasão a opera de Londres em O FANTASMA DA OPERA e diversos momentos de FRANKENSTEIN TEM QUE SER DESTRUÍDO. Falta também uma tematica forte, mesmo que implícita a historia, como as vistas em A GORGONA, A MALDIÇÃO DE FRANKENSTEIN e O MONSTRO DE DUAS FACES.

 

 Entendo que a Hammer pretendesse talvez fazer uma historia mais leve do que as que está acostumada a contar, já que O CÃO DOS BASKERVILLE, apesar dos elementos sobrenaturais sugeridos, é um thriller e não uma historia de horror. Mas acho que poderiam ter mexido um pouco mais no texto do Doyle, como fizeram com outras adaptações para tornar a história um pouco mais instigante. Não me entendam mal, pois no final das contas, O CÃO DOS BASKERVILLE esta longe de ser um filme ruim, e com certeza vale a conferida, mas empalidece diante de outras versões da história, como a filmada pela Universal em 1939 e aquela feita direto para a TV em 2002, estrelada por Richard Roxburgh em 2002.

 

 Embora hoje seja considerado por muitos críticos como um dos melhores filmes da Hammer, O CÃO DOS BASKERVILLE se saiu mal nas bilheterias na época, o que encerrou a ideia que o estúdio tinha de lançar uma franquia estrelada pelo detetive, como fez com Drácula e Frankenstein. Apesar de não ter ficado totalmente satisfeito com o filme, acho uma pena, pois fiquei curioso para ver como o estúdio adaptaria outras obras de Doyle, como O ESTUDO EM VERMELHO e O SIGNO DOS QUATRO, além de ver a versão do estúdio para célebres personagens sherlockianos, como Irene Adler e o Professor Moriarty. Infelizmente, nunca vamos saber se as sequências teriam se saído melhor que o original.

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 A título de curiosidade DOOK, o que faz você preferir o primeiro filme?

 

 Pessoalmente eu prefiro a sequência do que O VAMPIRO DA NOITE. Tá certo que DRACULA: O PRÍNCIPE DAS TREVAS não tem o ótimo Van Helsing do Cushing, e o Drácula do Lee não diz uma palavra o filme inteiro. Mas pessoalmente achei que o segundo filme da Hammer sobre o vampirão muito mais atmosférico do que o original, além de contar com um elenco de apoio mais carismático.

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Os dois tem atmosfera, mas Vampiro da Noite me pareceu mais objetivo, enquanto que Príncipe parece perder um pouco do ritmo em alguns momentos. Contudo falta ao primeiro filme uma cena antológica do porte da ressurreição do vampiro que vemos em Drácula: O Príncipe das Trevas. Acho que, dentro da margem de erro do IBOPE, os filmes estão empatados... hahahahaha

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 De fato, DOOK. VAMPIRO... vai mais direto ao ponto que PRÍNCIPE... que dá certa enrolada. Mas a cena da ressurreição do vampiro compensou esse pecadilho pra mim. Hehehe.

 

 DOOK, caso teja interesse em dar uma espiada no resto da filmografia do Fisher, indico A MALDIÇÃO DE FRANKENSTEIN, que foi o filme que deu início ao ciclo de horror gótico da produtora. Na minha opinião, uma das mais interessantes e instigantes adaptações da obra de Mary Shelley, com Lee no papel do monstro, e Peter Cushing destruindo como o cientista do título. Fica a dica.!

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