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Forum Cinema em Cena

Alice no País das Maravilhas


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Bem, eu achei o filme meio decepcionante. Me lembrava mais de Narnia do que qualquer coisa relacionada a Alice.

 

Afinal uma inspiração que ninguem parece ressaltar com relação à essa nova readaptacao do conto é a o game de PC "American Mcgee Alice", um jogo de ação (se nao me engano acho que é de 2000 ou 2001) na qual Alice tem 18 anos e depois do trauma de ver seus pais morrerem queimados e ficar sem nada e entao acaba ficando em estado catatônico num manicônio e ae sim aos 18 anos ela é convocada ao Pais das Maravilhas que agora é um lugar muito mais hostil e sinistro.

 

A decisão de jogar o Jabberwocky na narrativa com certeza teve forte influencia do jogo mas ja que ele é um vilao a parte mas com muito mais conecção com a Alice ja que como um dragao que cospe fogo assim como o poema (E nao raios como na versao de Burton) ele é o que representa a memoria do incendio é logo é um oponente com os dialogos mais cruéis e as batalhas mais dificeis. (

). Enquanto que no jogo havia muito mais ligações; no filme parece só um pretexto para uma batalha epica no final ja que o proprio poema do Jabberwocky é um poema completamente aleatorio em relacao a estoria e sem nenhuma relacao com esta.

 

 

O Chapeleiro era o dono do Asilo de Wonderland, que era a fase mais perturbadora do jogo e ele representava todos os horrores que ela sofreu no asilo, Tweede-De e Tweedle-Dum representavam 2 enfermeiros que a maltratavam, os traumas do jogo e as connecções metoforicas da Alice era muito mais

bem trabalhadas.

 

Mas enfim, sendo um grande fã do jogo American Mcgee's Alice eu ja tinha notado fortes influencias na sinopse mesmo, mas o filme parece desconnexo demais com a Alice e a atriz é assustadoramente apatica mas acho que foi mais de como ela foi instruida a agir do que mesmo o seu talento ja que até Anne Hathaway estava.... estranha. E nao muito o "estranho" bom que realmente tem que ter numa estoria de Pais das Maravilhas mas estranho realmente.... esquisito... sei la eu nao gostei da Rainha Branca achei um personagem completamente ridiculo.

 

Johnny Deep era... bem... ele era ele mesmo. Talvez ainda preso no seu personagem Willy Wonka.

 

Helena Boham Carter era o melhor do filme. Eu adoro viloes para mim geralmente sao sempre os personagens mais interessantes e aqui isso se aplicou ja que os momentos mais comicos e divertidos se aplicavam a ela. A sua primeira cena em que ela esta interrogando os sapinhos é impagavel. Embora o seu lacaio o Knave of Hearts era bem sem graçinha.

 

Eu achei que as criaturas digitais atuaram melhor que os humanos (com excessão de Helena) principalmente o gato e o coelho. Alan Rickman, sempre venenoso nas palavras como no seu Snape, estava excelente como a Lagarta. Ate mesmo o cachorro estava bem. Os animadores foram excelentes talvez teriamos um excelente filme de animação caso Burton desejasse. Isso claro se ele concertasse seu roteiro Narniano.

 

 

 

A trilha sonora é muito boa. O concept art dos personagens foi fantastico  as cartas principalmente tendo seus numeros nas ombreiras foi um toque bem criativo. Tinha tudo para ser um filme bem interessante mas.... acabou generico demais. Mas da pra se divertir acho que 3 estrelas ta de bom tamanho mesmo.

 

Daniel Franco2010-04-26 13:37:29

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  • 2 months later...
Concordo com boa parte da crítica, o filme peca pela narrativa e pelo ritmo, daria duas estrelas, mas devo ser uma das poucas pessoas no universo a defender a atuação da Mia. Não acho que ela é um peso no filme, ela traz bastante leveza e há um julgamento errado de pela personagem ser a protagonista, ela precisa ter "força". Alice é uma figura melancólica, é uma garota de 18 anos, não é uma Joana Darc, não é uma guerreira medieval e Mia consegue trazer carisma a essa figura. Ela foi frágil como uma garota naquela época deveria ser. Thiago Lucio2010-07-07 11:47:07
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Pra mim praticamente nada funcionou neste filme. Chegou a ter muitos momentos constrangedores. Não fosse a rainha vermelha mandando cortar a cabeça de todo mundo teria dormido durante o filme todo. Impressionante que logo no começo já contaram exatamente o final do filme, através do pergaminho.

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  • 2 weeks later...

A princípio, Tim Burton poderia ser o diretor ideal para adaptar a obra do escritor inglês, afinal, seus filmes sempre foram marcados pela excentricidade e inovação visual, qualidades fundamentais para a transposição cinematográfica da obra de Carroll. Contudo, a decepção é quase total. Digo “quase” porque os efeitos especiais, o uso do 3D e o esmero na construção do País das Maravilhas (Wonderland) são louváveis. Mas, embora tenham seu valor estético, efeitos especiais são datados e efêmeros. O clássico Os pássaros de Hitchcock (1963) não é uma obra-prima por conta de seus efeitos especiais, embora tenham sido extasiantes à época.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Em suma, o fato é que a produção da Disney está muito aquém do valor estético e filosófico da obra de Carroll.  O conto do escritor inglês de modo algum sustenta uma história moralista em que existe uma luta maniqueísta do bem contra o mal, no qual o herói vence os obstáculos e restabelece a ordem ao seu mundo. Ao contrário, a jornada de Alice é um processo de autoconhecimento, de desconstrução das idéias de normalidade e realidade, no qual o mundo dos deveres, das regras de etiqueta, dos casamentos por conveniência, enfim, da moralidade burguesa do século XIX, é rejeitado por conta da carga de opressão e tédio que carrega. É a partir deste desencantamento com o mundo racional/adulto que Alice se refugia em seu país das maravilhas, no qual a opressão e os problemas continuam, mas podem ser encarados de uma maneira divertida, espontânea e sem roteiros de conduta pré-estabelecidos. Logo, será neste universo de alumbramentos e possibilidades infinitas que Alice preferirá existir. E é nesta questão crucial da obra de Carroll que Tim Burton peca. Aliás, pecado gravíssimo e irreparável.

Ao simplificar a complexidade dos personagens, sobretudo a protagonista, Burton reduz a bela plasticidade de sua Wonderland a um mero plano de fundo onde se desencadeia uma batalha previsível, na qual as forças do bem vencerão as do mal, e ponto final. Mais do mesmo, em se tratando de produções da Disney, salvo raras exceções. As boas atuações da revelação australiana, Mia Wasikowska, Johnny Depp e Helena Bonhan Carter  não salvam o filme, afinal de contas, se não há um bom texto, não há muito que fazer, a não ser manter a técnica, mas sem arte.

Por fim, acho que Carroll se revirou na tumba com o desfecho dado à sua personagem no filme. A Alice de Burton, ao retornar da toca do coelho, volta plenamente decidida a “ser quem ela é” (o velho clichê “seja você mesmo” dos filmes teen), enfrentando todos, assumindo a persona de detentora da verdade, fruto de um aprendizado quase místico, dando lição de moral em todos (em uma das cenas mais vergonhosas do filme, Alice ordena a uma senhora que vivia sonhando com seu príncipe encantado que procure ajuda médica para voltar a ser “normal”, a fim de curar sua loucura!). Na última cena, a Alice de Burton discute sobre negócios e empreendimentos com um velho burguês, mostrando-se uma capitalista moderna, com os pés bem firmes na realidade, aliás, a mesma realidade que a Alice de Carroll rejeitou com a beleza de sua imaginação. A obra do escritor inglês desferiu golpe fulminante na moralidade burguesa de sua época, nos valores positivistas que enalteciam a razão como grande valor do homem capitalista em sua lógica de exploração e acumulação. A obra de Burton é ela própria um grande negócio, nada mais que isso. Uma superprodução que pretende uma arrecadação super, sem se arriscar filosófica e esteticamente. A Alice de Carroll deve continuar intrigando e encantando leitores adultos e jovens por muito tempo. A Alice de Burton, claramente destinada a um público raso e infantilóide, deve ser esquecida.

Pela sua respeitável trajetória como cineasta, esperamos que o diretor se recupere em suas futuras criações.

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  • 2 weeks later...

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