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Forum Cinema em Cena

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Nacka
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Human Zoo
Curiosa produção anglo-servio-albanesa q bebe da fonte de Tarantino ou do Ritchie ( “Rockanrolla” ) pra falar das consequências das atrocidades da Guerra de Kosovo de uma forma pop. Narrado em dois tempos, mostra o pão-q-o-diabo-amassou da jovem Aaria por sobreviver tanto na guerra como no submundo do tráfico de armas. Destaque pra gostosura exuberante nas cenas calientes da atriz principal (e tb diretora do filme, a ex-modelo Rie Rasmussen). 8/10

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As Férias do Senhor Hulot

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No início a agilidade das tomadas e do próprio filme impressionam. Com o passar do tempo' date=' entretanto, a "novidade" vira rotina e começa a cansar.

Acho que o filme envelheceu, e duvido muito que consiga ser assistido por alguém com menos de 30 anos, o que saliento, não é o meu caso. 09

Vale como curiosidade e pela excelente atuação do Tati no papel principal.

 

 
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De todos que vi do Tati é o que menos me impressionou, apesar de ter gostado sim. Agora Mon Oncle e Playtime são sensacionais, pela dose absurda de humanismo que o Tati sempre coloca em meio às transformações do desenvolvimento e uma técnica muito particular de filmar.

 

Play Time eu acho chato, mais até que as Férias. Mas Mon oncle e Traffic são muito sensasionais, nem um pouco datados

 

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Enter the Void (Gaspar Noé' date=' 2009)

Isso vai ser maior que de costume. Este aqui, assim como irreversível, é um filme dificílimo para que eu avalie. De certa forma, eles são muito semelhantes. Ambos são um espancamento absurdo de forma sobre conteúdo. O Noé deve ser tecnicamente o melhor cineasta dos últimos tempos, coisa de vanguarda mesmo. O que ele faz aqui é estupidez, é uma obra hipnótica, de estética transgressora e uma combinação maravilhosa de áudio e vídeo, ambos inovadores cena à cena. É definitivamente obra-prima neste aspecto e felizmente este é o aspecto que mais valorizo. Por outro lado, em ambos os casos, o conteúdo dramático é ambicioso demais para o que entrega, que é quase nada. Isso apequena um pouco a experiência em parte da seção, além de desembocar em um final pra lá de óbvio. No final, entre mortos e feridos temos algo que, ao meu ver, é necessário que se veja, nem que seja para que se odeie.

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Será que vai entrar em cartaz por aqui? Estreou nos EU este ano, podiam trazer pra cá, ainda mais pq concorreu em Cannes.
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Os Famosos e os Duendes da Morte (Esmir Filho, 2009)

 

"Estar perto não é físico"

 

Me surpreendi positivamente neste aqui. Embora o protagonista realmente cause desgosto com sua filosofia emo, não dá pra negar as proezas do diretor com a câmera.
O filme mostra a vida pacata no interior do South Rio Grande, autointitulado de "o cú do mundo" (que gracinha, eles realmente falam "bah" e "piá" emorike). Segue muito a risca aqueles indies americanos nos subúrbios de Nova Jersey, palco para a classe média alastrar seu tédio e desespero silencioso. Achei meio exagerada a intrusão do Bob Dylan, beira a pretensão, mas no final, como disse, o saldo é positivo. Destaque para cena do moleque atravessando a ponte no começo, assombrado por um suicídio que aconteceu ali.

 

+ Mostra:

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Turnê (Tournée, Mathieu Amalric, 2010) - Seleção Palma de Ouro 2010 #2

 

Turnê é delicioso de ver. Trata-se de uma história de bastidores, e capta toda a energia por trás das, ãhn, apresentações de um grupo neo-burlesco. O prêmio de direção em Cannes não foi exagero, porque o Amalric te faz entrar no filme. A câmera sempre próxima torna as piadas mais engraçadas, as gordinhas mais bonitas, as pessoas mais íntimas. A turnê é pela França, mas também pelo passado amargo do Joachim (vivido pelo próprio diretor), tentando dar a volta por cima. E ele ainda termina o filme de forma muito elegante.

 

Turnê me lembrou muito do que o Robert Altman fez num filme chamado Prêt-A-Porter, que cria "acidentalmente" (as aspas significam a genialidade do Altman) um painel social de situações simples e corriqueiras.
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O Porco Espinho
Belissima produção francesa q fala de gatos, livros, amor, solidão, tédio e morte sob o olhar de uma criança rica mimada, Paloma (Garance Le Guillermic, a Mafalda em pessoa), q resolve se matar mas antes decide filmar a rotina à sua volta. Explorando justamente esta visão em pequenos fatos corriqueiros q a historia se desenvolve de forma dramática e cômica ao mesmo tempo, pra no final questionar com delicadeza impar a nossa felicidade. Alem da ótima performance da suicida-mirim, quem rouba a cena mesmo é o casal q a pirralha filma, o da zeladora e o japonês, cujos interessantes personagens lembram muito o casal idoso de “Caramelo” . Por ser adaptação de um livro fiquei na curiosidade de ler a obra q deu origem à pelicula. 10/10

 

 

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Jorge Soto2010-12-07 14:22:28
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Harry Potter e a Ordem da Fênix (David Yates, 2007)

 

 

 

Tentei olhar com a maior boa vontade, apagar a impressão de bomba que tinha tido alguns anos atrás, mas não rolou. Se eu achei os dois primeiros divertidos, e os dois a seguir ótimos, esse aqui mancha a imagem da série de forma bem fedorenta, ele é horroroso. O cara até que tentou seguir um modelo parecido com o do Cuarón e do Newell, de um universo mais dark e mais adulto (até pq nem tem mais como ser diferente disso), o filme consegue ter uma foto bonita, consegue ter alguns planos interessantes (apesar de bem inferiores aos dois anteriores), só que em ritmo, fluidez, e, principalmente, na capacidade de fazer com que tu sinta qualquer emoção ao assistir aquela cena, ele falha vexaminosamente. Isso aqui é didático demais. Todos os personagens aparecem apenas pra cumprir uma função narrativa de passar a informação de modo que a história possa evoluir. Ele não cria emoções, ele apenas explica. O ápice disso é a morte do próprio Sirius, se em Azkaban ele só precisou de alguns minutos pra se tornar um dos personagens mais bacanas da série, aqui ele é tão superficialmente explorado que a morte dele não desperta o mínimo de comoção. Ela é fria, o filme todo é frio. Esse diretor parece não entender a diferença entre cinema e fotografia. Esteticamente esse aqui é joinha, mas narrativamente é um troço arrastado dos diabo e sem emoção alguma. Ok que o Cuarón e o Newell tentaram levar a série pra um outro nível com uma direção mais rebuscada, só que eles nunca esqueceram da narrativa. E mesmo os do Columbus sendo nitidamente inferiores na composição de planos e tudo mais, pelo menos ainda são uma delicinha de assistir.

 

 

 

E tinha parado por aqui, tinha assistido até o 5 e nada mais. Próxima semana começo com os inéditos pra mim, mas deu a impressão que esse cara arruinou a série. Tomara que eu me engane.

 

 

 

 

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Tentarei postar mais aqui, já que ando assistindo coisas bem interessante e não muito conhecidas. Começando por um documentário e um semi-documentário com a mesma temática: os índios.

 

Kene Yuchi (2010), direção de Zezinho Yubi

 

Documentário que tenta resgatar a tradição do Kene, uma espécie de tear, do povo Huni Kuin, da qual o diretor faz parte. Com o auxílio de sua mãe, o diretor vai atrás dos grafismos tradicionais de Kene, e encontra pelo caminho choque de gerações.

O documentário lida com a questão da memória individual e coletiva do índio, é a história imediata, o relato de um trajeto existencial, de um indivíduo que corre atrás de uma tradição que seu povo está perdendo através dos desenhos Kene, mas qual a importância da nomeação das figuras, que é essencial para a transmissão da tradição? O relato final do índio mais velho que mostra é importante para ele viver, não como expressõ artística exterior à sua vida, mas como importância existencial, se contrapõe aos índios que abandonaram suas tradições.

O documentário não é um primor cinematográfico, mas é interessantíssimo e levanta questões relevantes.

 

Serras da Desordem (2006), direção de Andrea Tonacci

 

Este sim, grande obra. Filme feito como semi-documentário, que relata a história do índio Carapirú, que interpreta ele mesmo numa representação de sua prórpia história. Nos anos 70, Carapirú vagou sozinho por anos na mata após parte de sua tribo ter sido exterminada, até ir parar num pequeno povoado e ser recebido pela populalação de lá. Quando o IBAMA descobre, ele é levado de volta à sua tribo de origem, não sem antes ficar um tempo em Brasília com o agente e virar estrela da mídia ao descobrirem que o tradutor que arrumaram para ser seu intérprete era na verdade seu filho.

A reinterpretação da verdade é feita de forma quase poética, mostrando o bom selvagem em harmonia com a natureza e sua relação com a "civilização", essa dicotomia natureza/civilização esta em toda a montagem e estética do filme, criando uma mistura perfeita entre documentário e ficção. Recomendo.
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Enter the Void (5/5)

 

Um filme que gruda na mente e principalmente na retina. Eu não era fã do conceito de filmes serem apreciados como experiência sensorial, mas Enter the Void mudou isso.

 

Remete claramente ao Irreversible, com a vantagem de que a câmera geradora de enjôo não é usada pois o filme é todo visto pela perspectiva dos "olhos" (ou da mente) do protagonista.

 

A primeira parte é sensacional, principalmente quando você não sabe nada sobre como o roteiro vai se desenrolar. Algumas tesouradas na parte final seriam bem-vindas.

 

 

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Adorei essa personagem, como ela filtra a realidade através da camera. Embora seja uma criança ela não desvirtua, idealiza nada, parece até  ter uma visão um pouquinho cruel, pessimista do que vê.

E que atriz estupenda essa menina é... aff! 101010
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mas ela nao desvirtua justamente por ser... crianca!06 a gde sacada foi o olhar dela q dramatizava ao extremos coisas rotineiras e entediantes... dai o engracado da coisa..
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Cronicamente Inviável (2000), direção de Sérgio Bianchi

 

Filme de diagnóstico (típico de Bianchi) que é um dos símbolos do cinema da retomada.

O filme promove algumas reflexões, além de produzir um diagnóstico da realidade social do país ao fim dos anos 1990, discute a crise de representação dessa realidade (a crônica) que se mostra inviável.

Este caráter de documentação da realidade brasileira é registrado através da falência de qualquer civilidade e justiça social no país, que degrada e distorce desde os extratos mais altos como os mais baixos da população. Os ricos são opressores de um cinismo cruel e os pobres conformados com sua situação, totalmente alienados. Também não há qualquer demosntração afetuosa entre as personagens, a não ser no final, que chega a ser irônico.

A narrativa do filme é em forma de esquetes, situações que chegam num limite e terminam invariavelmente mal.

Muitos acham que Bianchi faz cinema de protesto, mas será que ele não é também um observador cínico que faz apenas um diagnóstico moralista diante do caos?

 
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Harry Potter e a Ordem da Fênix (David Yates' date=' 2007)

 

 

 

Tentei olhar com a maior boa vontade, apagar a impressão de bomba que tinha tido alguns anos atrás, mas não rolou. Se eu achei os dois primeiros divertidos, e os dois a seguir ótimos, esse aqui mancha a imagem da série de forma bem fedorenta, ele é horroroso. O cara até que tentou seguir um modelo parecido com o do Cuarón e do Newell, de um universo mais dark e mais adulto (até pq nem tem mais como ser diferente disso), o filme consegue ter uma foto bonita, consegue ter alguns planos interessantes (apesar de bem inferiores aos dois anteriores), só que em ritmo, fluidez, e, principalmente, na capacidade de fazer com que tu sinta qualquer emoção ao assistir aquela cena, ele falha vexaminosamente. Isso aqui é didático demais. Todos os personagens aparecem apenas pra cumprir uma função narrativa de passar a informação de modo que a história possa evoluir. Ele não cria emoções, ele apenas explica. O ápice disso é a morte do próprio Sirius, se em Azkaban ele só precisou de alguns minutos pra se tornar um dos personagens mais bacanas da série, aqui ele é tão superficialmente explorado que a morte dele não desperta o mínimo de comoção. Ela é fria, o filme todo é frio. Esse diretor parece não entender a diferença entre cinema e fotografia. Esteticamente esse aqui é joinha, mas narrativamente é um troço arrastado dos diabo e sem emoção alguma. Ok que o Cuarón e o Newell tentaram levar a série pra um outro nível com uma direção mais rebuscada, só que eles nunca esqueceram da narrativa. E mesmo os do Columbus sendo nitidamente inferiores na composição de planos e tudo mais, pelo menos ainda são uma delicinha de assistir.[/quote']

 

 

 

Concordo com tudo aqui, menos o negrito. Um dos grandes problemas do Yates é essa mania de querer dar FF em tudo. Isso não seria problema se personagens e situações fossem desenvolvidos satisfatoriamente, e não é o que acontece. A cena do lago na caverna do sexto filme é outro triste exemplo. OdF foi um grande passo atrás na série. Uma pena.skellington2010-12-08 13:53:43

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The Social Network, de David Fincher - O Fincher de 10 anos teria feito um pop-up ad ambulante, o de hoje fez um filme sossegadão. Cool.

 

The Servant, de Joseph Losey - Luta de classes e loucura pegando carona no talento de Dirk Bogarde.

 

Inception, de Christopher Nolan - A jornada é longa, só que tem sempre tem algo para manter muito do interesse inicial.
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A Origem (Inception) - Christopher Nolan, 2010 - 9.5/10

 

Se horas durantes os sonhos são poucos minutos na vida real (como diz a história), acontece o mesmo no nosso "sonho de 2h20min" quando Nolan obtém um climax de mais de hora com um controle absurdo de ritmo, evidenciado pela edição e uso da trilha sonora. Somos fisgados e as horas voam...

 

O único porém comigo é uma das situações do 3º ato que por vezes não permitiu distinguir os personagens, diminuindo o impacto da ação (o fator comercial deve ter pesado).

 

PS: Porra! totalmente arrependido de não ter visto no cinema.04

 

 
Sall2010-12-09 10:54:24
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Skyline - A Invasão
Lixo, pronto falei! Misture o enredo de “Independence Day” , monstros de “Cloverfield” , pirotecnia megalomaniaca de “Transformers” e inexpressivo elenco de “Hanna Montana” e só. Reconheço q perdi meu tempo assistindo esta bosta e olha q tentei ignorar a péssima avaliação q esta produção vem angariando por ai, por sinal coberta de razão. A invasão da Terra nunca foi tão entediante, ainda mais sob a ótica de um grupo de jovens recém saídos da balada q, ao invés de matar a larica comendo dogão na van da esquina, se vê no meio de aliens dominando NY. Os problemas vão desde o desconhecido elenco q desponta pro anonimato ao conteúdo zero de roteiro q se limita a puro corre-corre e nada mais. Restam os bons efeitos especiais (e olhe lá) q não bastam pra salvar a Terra e mto menos o filme. São os diretores de “Aliens versus Predador 2” cavando a própria cova. 3/10

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As Múmias do Faraó
Deliciosa produção francesa baseada nos quadrinhos de Jaques Tardi a q não dava nada mas q salvou a noite. Matinezona despretensiosa q conta as aventuras de Adele Blanc Sec, espécie de “Indiana Jones de saias”, q divide seu tempo dando foras nos pretendentes, explorando o Egito e enfrentando dinossauros na Paris do inicio do século XX, o q lhe confere o charme nostalgico de “O pequeno Nicolau” . Mulher independente e determinada é isso ai. O humor refinado faz a diferença do seu genérico “A Múmia” e a belezura Louise Borgoin esbanja cinismo e vigor no papel da repórter aventureira. O diretor Luc Besson já transitou por quase tds os gêneros com resultados variados, mas aqui acertou ao investir milhões em CGI q são perfeitamente justificáveis e nada redundantes ou gratuitos, como no lixo “Skyline” . Destaque pra beleza plástica do jogo de tênis, da surreal conversa com a múmia e pra hilária cena após os créditos finais. 9/10

 

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 À Oeste do Eden
Interessante “road movie” franco-belga q narra a odisséia de um imigrante ilegal rumo Paris. O personagem principal conhece o inferno, trava encontros bizarros, passa por td e mais um pouco apenas pra alcançar seu destino e sacar q a tal “terra prometida dos árabes” não é tão acolhedora assim. Espécie de “Forrest Gump” europeu. Costa Gravas já foi mais contundente em sua filmografia, mas aqui consegue passar o recado sobre um assunto sério de forma comedida e até bem humorada, sem necessariamente dar sermão, sobre as classes (parias) nao beneficiadas pelo desenvolvimento europeu. Tem vários momentos inspirados, como a chegada numa praia nudista, a passagem pelo resort de luxo, o acampamento cigano, o “quase atropelamento” por um trem-bala, etc. 9/10

 

 

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Despicable Me (Pierre Coffin, Chris Renaud, 2010)

 

É legalzinho,

mas está longe de chegar perto das melhores animações do ano. Tá certo

que Toy Story 3 e How to Train Your Dragon são muito fodas e ferram a

concorrência, mas não consigo deixar de pensar que esse tinha mais

potencial do que entrega. E cá entre nós, a voz do Carrel, com sotaque e

tudo, não orna com um "vilão".

 

 

 

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Premonição 4 (The Final Destination, Dir.: David R Ellis, 2009) 2/4

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O mais fraco da série, mas ainda sim um Premonição. No geral, o filme é meio pobre de produção e elenco, o acidente inicial não é tão chocante (usaram muita CG), e as mortes que seguem também não (apesar de continuarem tensas). Mas o filme vai melhorando do meio pro final, com umas reviravoltas interessantes (até surge uma nova premonição no meio do caminho), e a conclusão deve ser a melhor da série, onde a gente vê que a morte é realmente bem sacana. Por fim, tem uma abertura bem legal com raio-X de diversas mortes da série.

 

Apertem os cintos... o Piloto Sumiu! (Airplane!, Dir.: Jerry Zucker, Jim Abrahams, David Zucker, 1980) 3/4

 

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Envelheceu um pouco, devo dizer, mas continua bem engraçado e bem longe de ser débil como as paródias de filmes atuais (aliás, esse é um gênero que já desisti de achar que algo bom vai sair hoje em dia).
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O Dia da Besta (El Dia de la Bestia)

O segundo trabalho de Álex de la Iglesia na direção, “O Dia da Besta”, tinha de tudo para arruinar a sua carreira, que começara há pouco tempo. Com um dos roteiros mais inusitados do cinema espanhol, Iglesia conduz um filme que funciona muito bem como uma comédia recheada com o seu típico humor negro, ao mesmo tempo em que satisfaz o gênero terror, com takes aterradores, que quebram o clima cômico, da produção. Levando em conta que a sua estréia não havia agradado boa parte da crítica, o diretor consegue se reerguer, e demonstrar sua singularidade incontestável, que proporcionaria uma legião de fãs, com o passar dos anos.

 

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O que poderia ser encarado apenas como um filme polêmico acaba se transformando num dos melhores, se não o melhor, projeto do diretor espanhol. A premissa se baseia na vida de um padre que descobre o verdadeiro segredo sobre o livro do Apocalipse, e, com isso, parte para uma jornada, a fim de salvar a humanidade contra as forças do Anticristo, que nasceria no próximo dia 25 de dezembro.

Os primeiros minutos de um filme são primordiais para atrair, ou não, a atenção do espectador. "O Dia da Besta", sem dúvida alguma, tem uma das melhores introduções já vistas, servindo de prelúdio para a atmosfera escrachada, gerada pelos toques precisos e insanos, do diretor. A heresia exacerbada é o grande aspecto cômico do filme, e somente um realizador competente conseguiria abusar dessa dosagem, sem criar um clima monótono e ofensivo. Sobre essa questão de ofender o espectador, creio que deve ser encarada de forma subjetiva, entretanto, desde o início, Iglesia adota uma postura zombeteira, ou seja, levar a sério e se ofender com "O Dia da Besta", evidencia que a verdadeira essência não foi captada.

Mesmo seguindo esse tom que remete aos filmes trash, a produção esbanja uma qualidade técnica extremamente apurada. O roteiro, que, à primeira vista não demonstrava muita qualidade, é um dos grandes protagonistas, por trás das câmeras. Com personagens excêntricos, passando por padres pecadores, um fã de death metal, uma inocente virgem, e até mesmo um apresentador charlatão que lida com casos demoníacos, "O Dia da Besta" caminha até o extremo do bizarro, mas nunca perdendo o humor ácido e peculiar, de Álex de la Iglesia.

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Quando o filme muda de perspectiva, adotando o terror como ponto principal, notamos que os efeitos especiais ganham destaque total. Em certos takes, toda àquela atmosfera descompromissada, anteriormente retratada, acaba se perdendo no ar, dando espaço para um clima macabro, principalmente nos minutos que antecedem o término do filme. O diretor capricha nessa alternância estilística, sem atrapalhar o ritmo da obra. Do começo ao fim, a diversão está presente, entretanto, no decorrer, reparamos que ela é gerada, a partir de aspectos diferentes.

Os diálogos, por vezes carregados de ironia, denunciam algumas posturas erradas dos personagens, que até podem ser vistos de forma alegórica. Juntamente com isso, vemos certa rebelião social, denominada "Limpa Madrid", ocorrendo paralelamente ao tema principal, voltada para assassinatos de moradores de rua. Neste momento, notamos que existe certa crítica implícita, num filme em que, se fôssemos julgar apenas pela capa, dificilmente imaginaríamos tal feito. Existem milhares de formas de surpreender quem assiste, e em "O Dia da Besta", Iglesia utiliza boa parte delas.

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Quem não tem ousadia, acaba ficando submisso ao convencional. Álex de la Iglesia abre as portas para a sua fértil imaginação, dirigindo um filme ímpar, repleto de um humor inteligente, e de personagens marcantes. Após a sua estréia tão criticada, o espanhol vira o jogo, e encanta o espectador com a sua capacidade de entreter, e tratar, com seriedade, certas questões sociais, ao mesmo tempo. Elogios para quem tenta. Palmas para quem acerta.

Nota: 8,5

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(Do tópico do Oscar)

 

 

 

Vi A origem ontem e gostei, apenas gostei. (Sem SPOILERS)

 

 

 

Achei o conceito realmente fenomenal. A idéia, os princípios e todo o universo criado é realmente impresssionante. Mas de resto, o filme não me ganhou como achei que ganharia. Seu final é de fato intrigante, mas, de certa forma, previsível. Marion Cotillard está muito bem e não acho que DiCaprio deva ser indicado por esse filme, e olha que eu gosto muito dele.

 

 

 

Um belíssimo trabalho estético e autoral, porém apenas eficiente como narrativa.

 

 

 

Deve ter várias indícações, mas vencerá em três, apenas técnicas. Será como Avatar. Aposto em som, trilha sonora e montagem talvez.

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