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Nacka

O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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Robin Hood, Ridley Scott

Com certeza não e melhor filme do Scott com o Russel Crowe, mas tem seus bons momentos e clima epico mas o interessante e que tem pouca ação só cenas chave de ação, mas gosto da Lady Mariom e o velho Walter Loxley dão um charme especial a trama

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Katyn

Este é a Lista de Schindler polonês. Belo, pesado, arrastado e gde drama de guerra q , fundado em 3 historias ficticias paralelas,  traz à tona a verdade sobre uma mentira historica pouco conhecida no Ocidente: q um gde massacre na floresta de Katyn de milhares de poloneses foi obra dos sovieticos e nao dos alemães. A producao é impecavel e vale principalmente como documento historico ao narrar esse obscuro periodo da 2 Guerra Mundial onde 3 viuvas vao atras de infos de seus maridos, executados em Katyn e bem interessante pelo fato de mostrar a verdade do pto de vista dos derrotados e nao a visao imposta pelos vencedores.

9/10

PS: a Russia e Alemanha eram aliadas inicialmente (qdo ocorreu o massacre), mas depois os comunistas juntaram-se aos Aliados (qdo os alemaes invadiram a URSS) e difundiram, como vencedores, q os alemaes haviam cometido o genocidio em questao, fato q muitos tinham como verdadeiro ate 1990, qdo Lech Valessa abriu documentos dos sovieticos (Yeltsin) isentando os alemaes do fato.

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Jorge Soto2011-01-10 07:17:31

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Não Abandone Jamas ( Never Let Me Go' date=' de Mark Romanek)

As vezes parece uma obra-prima, principalmente por causa das atuações, da fotografia e trilha sonora, mas na maioria parece um melodrama. No final, parece que faltou algo.

Nota: 6,5 [/quote'] 

Eu o achei melancólico até o sabugo da unha, quase deprimente e a história do trio não alivia.
Tb achei muito, muito perturbadora como é mostrada a passividade com que eles se submetem a seu destino pavoroso, como uma missão a ser cumprida.
Mullingan (Kathy) é absolutamente estupenda ! O filme é todo visto pelos olhos de Kathy, mas nada é sacrificado qto a Ruth e Tom. Me pareceu que, embora seja ela a narrar a história, por dividirem a mesma angústia, ela   não falha em mostrar o qto desesperançados e amargurados eles eram. Kathy é tão sensível em captar o que é essencial que o que não é explicito por palavras e voz é deduzido.
Pay attention p/ o ator Andrew Garfield, estupendo principalmente:

 

neverletmegoavi00552540.jpg

 

Mas acho que o filme supermerece um 8,0. 
MariaShy2011-01-10 10:42:49

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Vou voltar a dar notinhas pros filmes. Sistema bem simples:

 

 

 

0 = Lixo absurdo e fedorento

 

1 = Filme médio ou bom mas que não deixou nenhuma marca

 

2 = Filme bastante bom, bem divertido ou etc

 

3 = Filme ótimo, quase OP

 

4 = OP

 

5 = Apenas os que entram no meu top 50 de todos os tempos

 

 

 

A Companhia dos Lobos (Neil Jordan, 1984) *

 

 

 

Achei que ele não se decidiu bem entre o metafórico e o simplesmente non sense. Não que isso tivesse algum problema caso fosse satisfatório no caminho escolhido, mas não achei o caso. O cara até tentou criar um tom de fábula dark, com aquela fotografia sombria e onírica que mistura algo mais teatral com uma elegância clássica, mas apesar do visual interessante a simples ação de contar a história é bastante frágil. São poucos momentos realmente interessantes, de alguma relevância. Cito aqui a cena da transformação dos burgueses em lobos no casamento. É o ponto alto. Mas de resto o filme se mantem bem morno.

 

 

 

 

 

Mamma Mia! (Phyllida Johnson, 2008) *

 

 

 

Fiquei com uma opinião estranha em relação a esse. Ele tem alguns momentos tão divertidinhos quanto em uma música do Abba, e outros tão bregas e constrangedores quanto em uma música do Abba. O saldo é que chega ser relativamente gostosinho acompanhar ele, e mesmo não empolgando em momento algum pelo menos te deixa um esboço de sorriso a maior parte do tempo. E depois que o filme acaba ele simplesmente evapora da mente.

 

 

 

Levada da Breca (Howard Hawks, 1938) ***

 

 

 

Esse aqui apesar de bem bobinho já se mantem divertido sempre, e em alguns momentos até beira o genial. Mas fica na oscilação mesmo, e o saldo geral é apenas algo bem gostoso de acompanhar com uma dupla que parece que nasceu pra contracenar juntos.

 

 

 

Meu Ódio Será Sua Herança (Sam Peckimpah, 1969) *****

 

 

 

Apesar do Peckimpah ser o maior ignorante do cinema, de filmar aqui uma selvageria testosteronica que queima a tela, de cada personagem carregar uma aura enrugada de amargura profunda, quase como uma casca impenetrável de podridão que torna aqueles homens legitimas máquinas moldadas praquele mundo torto e corrompido, também é inegável que quando ele quer consegue penetrar essa casca de tal forma que o que escorre dali é doce. Apesar da falta de inocência do grupo, do caráter questionável, ele consegue mostrar o ético, o sensível, o lado humano aflorar de tal forma que todos eles são perdoados. É comovente acompanhar o inevitável término daquele mundo selvagem, e, consequentemente, o inevitável término daquelas pessoas, da perda do último resquício de espaço que eles teriam. E por isso que a cena final, dos quatro caminhando em direção do coronel, sem deixar nada pelas costas, sem ter nada a perder, é talvez o momento mais empolgante que eu já tenha visto no cinema. São filhos da puta incorrompíveis, e esses são os melhores tipos de filhos da puta.

 

 

 

É só o segundo melhor western que eu já vi, perdendo apenas pra Onde Começa o Inferno. Tensor2011-01-10 10:57:51

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Aham... você acha que o diretor subestimou sua inteligência? Para alguns A Origem pode parecer demasiado didático enquanto a grande parte dos que o assistem saem do cinema com aquela cara de "Pô, preciso ver de novo, não entendi nada...". E aí? 

 
[/quote']

 

E aí que você tá nivelando as coisas por baixo pra dar credibilidade a uma obra. E aí que a grande parte dos que vão ao cinema, hoje em dia, são completamente burros em relação ao que olham - e essa proporção, graças a filmes como esse (e outros ainda piores, é verdade), só aumenta. Alias, literalmente ao que "olham" - porque cada vez mais neguinho vai ao cinema procurando identificação de signos, "lê" filmes e desaprende (ou nem aprende, dependendo) a VER.

 

Quanto a questão da "pretensão" mencionada anteriormente, é contraditório : se o público do filme é "a grande parte dos que etc", é sinal de que o diretor está indo atrás do público - e acho que é de consenso geral que os grandes artistas são os que andam à frente do público (não por acaso, muitos deles só tiveram a obra reconhecida pos-mortem, em alguns casos até séculos depois).

 

No caso do cinema, ou melhor, no caso do Nolan, trata-se de um realizador medíocre, no máximo "bem-intencionado", sempre tentando incutir à cena um "rasgo de gênio" ou "grandes momentos de cinema", enfim, sempre um gesto de superioridade em relação à cena.

 

E quanto à questão do filme ter, por exemplo, uma "grande edição de som" (e tem mesmo), é o mínimo que se espera de uma produção onde foram injetados milhões de dólares, contando com N profissionais de ponta no que tange à viabilização da coisa como "produto". Daí a analisar a coisa enquanto obra, são outros quinhentos...

 

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Não Abandone Jamas ( Never Let Me Go' date=' de Mark Romanek) As vezes parece uma obra-prima, principalmente por causa das atuações, da fotografia e trilha sonora, mas na maioria parece um melodrama. No final, parece que faltou algo. Nota: 6,5 [/quote'] 

 

<FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Eu o achei <SPAN style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">melancólico até o sabugo da unha, quase deprimente e a história do trio não alivia. Tb achei muito, muito perturbadora como é mostrada a passividade com que eles se submetem a seu destino pavoroso, como uma missão a ser cumprida.Mullingan (Kathy) é absolutamente estupenda ! O filme é todo visto pelos olhos de Kathy, mas nada é sacrificado qto a Ruth e Tom. Me pareceu que, embora seja ela a narrar a história, por dividirem a mesma angústia, ela   não falha em mostrar o qto desesperançados e amargurados eles eram. Kathy é tão sensível em captar o que é essencial que o que não é explicito por palavras e voz é deduzido.Pay attention p/ o ator Andrew Garfield, estupendo principalmente:</SPAN>

 

<SPAN style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"> 

 

neverletmegoavi00552540.jpg</SPAN>

 

<SPAN style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"></SPAN> 

 

<SPAN style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Mas acho que o filme supermerece um 8,0. </SPAN>

 

 

 

Pra mim, o Garfield está maravilhoso mesmo. Mas essa cena é de menos. pra mim é fácil mostrar o sentimentos de uma personagens numa cena de gritos e histerias mas na conversa com a diretora, onde é preciso muita sutileza, ele faz seu ponto alto no filme, a cara dele quando sabe a verdade....

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Aham... você acha que o diretor subestimou sua inteligência? Para alguns A Origem pode parecer demasiado didático enquanto a grande parte dos que o assistem saem do cinema com aquela cara de "Pô, preciso ver de novo, não entendi nada...". E aí? 

 
[/quote']

E aí que você tá nivelando as coisas por baixo pra dar credibilidade a uma obra. E aí que a grande parte dos que vão ao cinema, hoje em dia, são completamente burros em relação ao que olham - e essa proporção, graças a filmes como esse (e outros ainda piores, é verdade), só aumenta. Alias, literalmente ao que "olham" - porque cada vez mais neguinho vai ao cinema procurando identificação de signos, "lê" filmes e desaprende (ou nem aprende, dependendo) a VER.

Quanto a questão da "pretensão" mencionada anteriormente, é contraditório : se o público do filme é "a grande parte dos que etc", é sinal de que o diretor está indo atrás do público - e acho que é de consenso geral que os grandes artistas são os que andam à frente do público (não por acaso, muitos deles só tiveram a obra reconhecida pos-mortem, em alguns casos até séculos depois).

No caso do cinema, ou melhor, no caso do Nolan, trata-se de um realizador medíocre, no máximo "bem-intencionado", sempre tentando incutir à cena um "rasgo de gênio" ou "grandes momentos de cinema", enfim, sempre um gesto de superioridade em relação à cena.

E quanto à questão do filme ter, por exemplo, uma "grande edição de som" (e tem mesmo), é o mínimo que se espera de uma produção onde foram injetados milhões de dólares, contando com N profissionais de ponta no que tange à viabilização da coisa como "produto". Daí a analisar a coisa enquanto obra, são outros quinhentos...

 

Eu  não estou nivelando nada. Só apontei algo que é bem condizente com aquilo que leio a respeito do filme. Não creio que "a grande parte dos que vão ao cinema, hoje em dia, são completamente burros em relação ao que olham " acredito que as pessoas têm percepções diferentes sobre cinema e nem todos conseguem VER filmes da maneira que você mencionou, o que não é demérito é apenas uma forma diferente de apreciar o que está na tela. Conseguir ver um filme de forma mais crítica leva tempo, muitos passam a vida inteira e não conseguem adquirir a sensibilidade necessária para tal. Nem por isso a experiência de ter visto este ou aquele filme é menor, para aquela pessoa.

 

Grandes artistas visam o público, não criam para o nada. Fazem sua obra para quem apreciar? Elitismo nunca pagou conta e no caso específico, um filme é sempre para mais de uma pessoa. Logicamente cada um terá uma percepção daquilo que viu, assimilará ou não a proposta do diretor. E eu não disse nem mesmo que Nolan é um grande artista. Mas que ele criou algo interessante, isso não dá pra negar e seu cinema, pretensioso ou não, difere dos demais diretores, assim como o cinema de Malick. É intencional? Sei lá... não concordo que ele seja medíocre, há muitos diretores que o são mas não acho que ele esteja incluído aí. Quanto a ele estar "sempre tentando incutir à cena um "rasgo de gênio" ou "grandes momentos de cinema", enfim, sempre um gesto de superioridade em relação à cena" Como podemos identificar um grande momento do cinema? Um gesto de superioridade? Isso é completamente subjetivo.

 

Sobre a edição de som ela diz muito, porque demonstra um cuidado absurdo e não tem nada a ver com grana. Só pra citar um exemplo bem tosco, o último filme de Piratas do Caribe é só estridente e eles também tinham grana.  

Eu estava sendo irônico com o Renato. Vá lá... esqueci o emoticon.

 

 

 

 

 

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Amer (Helène Cattet, Bruno Forzani)

 

amer2010-poster-med-big.jpg

 

Ah, mas que coisinha fufis que é isso aqui. Um exercício de formalismo, e apesar de um filme narrativo (ou ao menos, um fio dele), muito mais interessado na composição visual do que na criação do "efeito janela", mecanismo de identificação ou coisa que o valha.

Como o poster entrega, trata-se de uma homenagem ao Giallo, naturalmente ao trio Bava-Argento-Fulci mas com requintes de Sergio Leone, outro mestre em se tratando de preencher o scope com exuberância. Dividido em três atos, trata basicamente de acompanhar uma personagem (Ana) e sua estranha percepção de mundo (e é bastante enfático nesse sentido, podendo ser considerado um filme quase todo "sensorial"), marcada por eventos traumáticos, sempre de conotação sexual-freudiana (e assim como suas fontes de inspiração, é carregado na safadeza - sem necessariamente ser explícito).

Amer é uma aula de como conduzir uma narrativa visualmente - não há apresentação de personagens, explicação para os fatos, aliás o filme praticamente não tem diálogo - as coisas simplesmente acontecem (e as alucinações/distorções de mundo da personagem nos são passadas de forma bastante eficaz). Ainda que com um terceiro ato bastante problemático, é uma experiência altamente recomendável e entrará tardiamente no meu top de 2010.

 

Fiquei muito feliz em saber, inclusive, que o filme será lançado em blu-ray em março. Já coloquei na wishlist da amazon pra não esquecer. 06

 

 

 

 

 

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Grandes artistas visam o público, não criam para o nada. Fazem sua obra para quem apreciar?[/quote']

 

Meu Deus. Enfim, isso aí é definição de "entertainer".

Em tempo, o que eu falei, de forma alguma, tem a ver com "elitismo". Muito pelo contrário...

(o que não impede que, por algumas vias, algumas obras sejam elitistas. a questão é que isso não é mérito - ou demérito - algum...)

Schonfelder2011-01-10 22:28:48

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Sobre a edição de som ela diz muito, porque demonstra um cuidado absurdo e não tem nada a ver com grana. Só pra citar um exemplo bem tosco, o último filme de Piratas do Caribe é só estridente e eles também tinham grana.  

Eu estava sendo irônico com o Renato. Vá lá... esqueci o emoticon.

 

 

 

 

 
[/quote']

Pois é, nunca vi o Schon fazendo esse tipo de comentário. Dá a entender que se o filme fosse uma obra prima ele acharia que o diretor não estaria fazendo mais que a obrigação, já que a grana investida foi muito grande.

 

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Sobre a edição de som ela diz muito, porque demonstra um cuidado absurdo e não tem nada a ver com grana. Só pra citar um exemplo bem tosco, o último filme de Piratas do Caribe é só estridente e eles também tinham grana.  

Eu estava sendo irônico com o Renato. Vá lá... esqueci o emoticon.

 

 

 

 

 
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Pois é, nunca vi o Schon fazendo esse tipo de comentário. Dá a entender que se o filme fosse uma obra prima ele acharia que o diretor não estaria fazendo mais que a obrigação, já que a grana investida foi muito grande.

 

Porra Scofa, tu não tá falando sério né ? Ou então ninguém tá entendendo nada do que eu digo 06

Tô falando que um aspecto técnico per se não qualifica obra alguma. Eu posso aqui falar que a captação e edição de audio de Transformers seja excelente, e isso se deve basicamente a uma grana astronômica investida em uma porrada de técnicos e engenheiros de som (não ao Michael Bay). O que não salva o filme, porém, de ser uma bosta retumbante : são coisas distintas.

Não dá pra misturar as coisas, o cara pode querer ver o filme porque tem um mega sistema high end em casa, mas dizer que ele é uma grande obra só por conta disso é papo mais apropriado, sei lá, pro ht fórum.

Schonfelder2011-01-10 22:35:28

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Eu não acho o Nolan pretensioso em relação às cenas em si. Com a câmera na mão, enquanto cineasta mesmo, ele faz um cineminha bem burocrático. Não lembro de vê-lo arriscando nada nem buscando esse tal "rasgo de gênio". O que o Nolan tem de pretensioso são as intenções, as ideias ishpertas, mas num plano mais amplo. A intenção de sustentar quase 1h e meia de movimentação contínua, dilatando a noção de tempo e tentando administrar 4 esferas de ação de uma só vez, é, por exemplo, pra lá de pretensiosa e muuuito além da capacidade dele.

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Eu não acho o Nolan pretensioso em relação às cenas em si. Com a câmera na mão' date=' enquanto cineasta mesmo, ele faz um cineminha bem burocrático. Não lembro de vê-lo arriscando nada nem buscando esse tal "rasgo de gênio". O que o Nolan tem de pretensioso são as intenções, as ideias ishpertas, mas num plano mais amplo. A intenção de sustentar quase 1h e meia de movimentação contínua, dilatando a noção de tempo e tentando administrar 4 esferas de ação de uma só vez, é, por exemplo, pra lá de pretensiosa e muuuito além da capacidade dele.[/quote']

 

Mas tu tá certo, ué, ele FAZ um cineminha bem burocrático. Acontece que o tal "rasgo de gênio" que ele procura não está necessariamente na mise-en-scene, mas na aura pretensamente "larger-than-life" que algumas imagens carregam (a cena do rapaz lá com o pai, por exemplo, querendo "evocar" a cena velho/monolito de "2001", ou aqueles planos das praias com pinta de "Planeta dos Macacos", etc etc).

E lembrando, principalmente pro Nacka que achou que eu falava de "elitismo", que muitos cineastas funcionam bem melhor quando trabalham cientes de suas limitações, como por exemplo o Fincher fazendo o feijão com arroz muito bem feito em Social Network.

 

E tu Foras, viu esse Amer ? Pega lá que tu vai curtir.

Schonfelder2011-01-10 22:55:32

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Não dá pra misturar as coisas' date=' o cara pode querer ver o filme porque tem um mega sistema high end em casa, mas dizer que ele é uma grande obra só por conta disso é papo mais apropriado, sei lá, pro ht fórum.
[/quote']

 

É verdade.

 

Cada um fala mais daquilo que realmente gosta e enfatiza aquilo que mais lhe dá prazer. Como eu disse, puramente subjetivo. Não acho no entanto, que a pretensão seja do diretor.

 

 

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Não acho que esteja além da capacidade dele não. Nolan trabalha quatro camadas diferentes de ação e tempo interdependentes com maestria, envolvendo o espectador em todos estes níveis. Isso é o grande barato de A Origem... o jogo é proposto pelo diretor e o público responde.

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Bom lembrar que o público responde como quiser. 06

 

Só pra dar mais ibope, vejo problemas ali mas pra mim eles são, de certa forma, amenizados pelo estado de espírito/capacidade de me divertir da coisa. A certa altura fica a sensação bacana de que tô vendo um cara fazendo bem o filme que sempre quis fazer. (sei que é viagem minha e não tem nada a ver com eu gostar, mas essa escolha do DiCaprio, penteado incluso, hehe, dá a impressão de que o Nolan quer mais é se ver naquela história).
Estrôncio2011-01-11 00:34:03

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Dogville (idem) - Lars Von Trier, 2003

 

Von trier parece tão focado na sua visão do lado obscuro da sociedade (que, aliás, eu achei superficial) que se esqueceu em fazer uma boa direção.

 

1/5

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PAR PERFEITO - 4/10 - Seria uma comédia de ação bobinha e despretensiosa se a bobice e a despretensão não atingisse alguns níveis bem idiotas em sua maior parte. O roteiro é pedestre, o trabalho de direção é sofrível e a trilha sonora é inconsequente (nas cenas de ação a trilha parece servir para a sequência de uma preparação de torta, seja qual for a sua real intenção). A Heigl é uma ótima atriz, além de linda, por isso ainda dou alguns créditos por fazer com que este filme se torne mais assistível, embora a sua personagem-mulher se comporte como uma adolescente durante o filme (nem precisa dizer que a aceitação dela pelo fato do marido ser um assassino é "so easy"). Kutcher não funciona em cena, não existe química entre eles, é um peso morto. Enquanto Catherine O´Hara é desperdiçada, Tom Selleck mostra-se à vontade em cena. Thiago Lucio2011-01-11 04:32:44

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Sobre a edição de som ela diz muito, porque demonstra um cuidado absurdo e não tem nada a ver com grana. Só pra citar um exemplo bem tosco, o último filme de Piratas do Caribe é só estridente e eles também tinham grana.  

Eu estava sendo irônico com o Renato. Vá lá... esqueci o emoticon.

 

 

 

 

 
[/quote']

Pois é, nunca vi o Schon fazendo esse tipo de comentário. Dá a entender que se o filme fosse uma obra prima ele acharia que o diretor não estaria fazendo mais que a obrigação, já que a grana investida foi muito grande.

 

Porra Scofa, tu não tá falando sério né ? Ou então ninguém tá entendendo nada do que eu digo 06

Tô falando que um aspecto técnico per se não qualifica obra alguma. Eu posso aqui falar que a captação e edição de audio de Transformers seja excelente, e isso se deve basicamente a uma grana astronômica investida em uma porrada de técnicos e engenheiros de som (não ao Michael Bay). O que não salva o filme, porém, de ser uma bosta retumbante : são coisas distintas.

Não dá pra misturar as coisas, o cara pode querer ver o filme porque tem um mega sistema high end em casa, mas dizer que ele é uma grande obra só por conta disso é papo mais apropriado, sei lá, pro ht fórum.

Não. Fui provocativo mesmo postando um absurdo porque queria ouvir mais. Lógico que eu sabia que você não achava isso. 06

 

De resto concordo plenamente. Inclusive sobre Transformers, o termo bosta retumbante reflete bem o filme.

 

Mas gosto muito de alguns momentos de Inception. Em um ano que considerei relativamente fraco é um alívio para os olhos. Claro que foi atropelado por The Social Network e Mother para mim como melhores do ano.  Não há o que questionar sobre ser extremamente pretensioso, usar personagens como explicações vivas e ishpertas da trama em 90% da estória e largar suas personalidades de lado, ser excessivamente didático e está longe de, com o material que tem na mão, desenvolver todo o potencial.

 

Há um porém, entretanto, não vejo problema com ser pretensioso se Nolan nos brindar com cenas como a de Joseph Gordon-Levitt, ele pode continuar sendo o quanto quiser.  E o filme, apesar de estar longe de desenvolver seu potencial, é uma ótima obra.

Mr. Scofield2011-01-11 06:44:36

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parem de dar ibope pra esse filmeco do Nolan. 06

 

06iagree

 

Meu Pai e Meu Filho

Dramalhão turco de redenção despretensioso e ate bunitinho. Jornalista de esquerda nos 70 retorna com seu filho à sua familia problematica onde parece q td mundo tem rixas entre si. E sera a presenca de seu filho o catalizador q vai reunir td mundo novamente. Apesar do enredo parecer uma novela global previsivel e compacta numa hora e meia, esta producao prende o interesse apenas pelos costumes e habitos turcos jogados na tela; pelo estupendo e espontaneo ator mirim; e pela critica sutil ao antigo regime ditatorial. A cena inicial (do parto do moleque onde ninguem ajuda o protagonista) destoa como um soco forte no estomago. 8/10

 

babamveoglum.jpg
Jorge Soto2011-01-11 06:48:22

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Sobre essa (ótima) última discussão, tenho que concordar com o Nacka pois eu também considero que os aspectos mais técnicos de um filme também envolvem um processo criativo. Ao mesmo tempo, a grana pesa bastante na qualidade final. Os melhores profissionais de som o são porque são bons naquilo e, por isso, custam grana. A edição de som de Transformers é foda não só por ser cara, mas também por ser incrivelmente criativa. Eu também gosto do filme, não somente por isso. Já o segundo tem o mesmo ótimo trabalho de som, mas é uma bosta. O que eu quero dizer com isso é que não dá pra comparar a importância de um diretor bom ou inspirado com a de um editor de som. Direção não é só um aspecto a mais do filme, é o principal pra mim.

 

Sobre Inception, o Nolan realmente me leva ao cinema. Considero seus filmes interessantíssimos em vários aspectos, mas eles tem uma forte tendência à serem ancorados pelo "o quê" ao invés do "como". Se puxarmos da memória seus filmes, é difícil apontar cenas memoráveis, embora algumas existam. Enquanto isso, se pegarmos um War of the Worlds da vida, várias cenas surgem instantaneamente em nossa memória. Acho que isso que falta ao Nolan, especialmente em cenas de ação. Nisso, ele deixa de sermediano pra ser muito, muito ruim.

 

 

 

kakoserrano2011-01-11 11:34:16

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34278112.jpg

PQP! 09  Pensei que depois das preliminares como a trilogia da vingança e "The Chaser" estaria preparada p/ esse ... aff!
Mais de 2 horas de duelo de puro sadismo
(e masoquismo de quem vê),
entre um ingênuo revoltado tentando vingar, punir um insano.
Já devia ter sacado que essa vibe asiática de vingança sempre está vinculada a estupros, torturas, tendões cortados, facas, cutelos, machadinhas...
Deu p/ mim essa vibe coreano de vingança. <?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Saw The Devil” - 7,0/10,0

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Há um porém, entretanto, não vejo problema com ser pretensioso se Nolan nos brindar com cenas como a de Joseph Gordon-Levitt, ele pode continuar sendo o quanto quiser.

  E o filme, apesar de estar longe de desenvolver seu potencial, é uma ótima obra.

[/quote']

 

Você diz a cena da falta de gravidade? Acho a idéia foda, mas o desenvolvimento da cena em si apenas aceitável.

 

 

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