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Forum Cinema em Cena

O Que Você Anda Vendo e Comentando?


Nacka
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A Rede Social (The Social Network), David Fincher - 8/10

 

Antes de se transformar num quase-chato "filme de negócios", a história flui muito bem na sua 1º metade ao tratar sobre pessoas e de como elas precisam de rótulos, principalmente os jovens. Onde é mais importante "parecer" do que "ser" (mote principal de todas as redes sociais). E logo no início já temos um exemplo: o com papo com a namorada. Gosto particularmente da montagem paralela mostrando como 2 grupos distintos " se divertem". Filme que retrata uma geração? Exagero...

 

Kick-Ass - Quebrando Tudo (Kick-Ass), Matthew Vaughn - 7/10

 

A aventura politicamente incorreta e divertida do filme (Hot Girl que o diga) é boa, mas foi over demais pra mim. Prefiro mais a linha adotada nos primeiros 30minutos, onde acompanhamos as perípécias do apagado e ingênuo candidato a herói. 

 

 
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Mas diz ae' date=' Foras. O que esses caras aí fizeram que o Aronofsky copia?[[/quote']

 

Primeiro eu acho que não há problema em "copiar". O cinema vive de intercâmbios e infiltrações. Uma sequência de Hitchcock na década de 50 pode reverberar no horror italiano 20 anos depois, ser reembalado pelo slasher oitentista americano e reconstruído novamente com um sopro classicista no cinema contemporâneo. O problema é ignorar esse processo.

 

 

 

No caso, a substância de Cisne Negro (o suspense) encontra paralelos em Suspiria (Argento), em Shock e Lisa e o Diabo (Bava), Premonição (Fulci), Rosemary (Polanski), Gêmeos (Cronenberg), Sisters (De Palma), A Hora dom Lobo (Bergman), Imagens (Altman) e por aí afora. Mais precisamente Cisne Negro é uma remontagem de todos estes, mas diluídos pelo cinema comercial americano, que introduziu os picos oportunistas da trilha, os movimentos rápidos da câmera, alguma coisa saltando no escuro, trocando a atmosfera pelo susto imediato. Mas deixa eu repetir: não há problema nisso. Cisne Negro só é um bom filme exatamente porque não inventa nada, porque recorre ao suspense rasteiro testado e posto à prova há décadas pelo cinema. E funciona, afinal de contas.Forasteiro2011-02-08 13:54:25

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A Princesa e o Goblin (The Princess and the Goblin, József Gémes, 1991) 2/5

 

 

Gostei da simplicidade da heroína, da voz e do sotaque dela. O filme é

sério e sombrio, e o jeito cômico dos vilões acaba atrapalhando. Quando aparecem, diminuem o medo criado em torno deles. A floresta, a

vila, o mundo subterrâneo dos goblins e o castelo medieval têm um

aspecto tradicional e poderiam ser impressionantes. O design de

personagens não é ruim, mas os movimentos são muito toscos. Dá pena ver o

quanto um orçamento maior, mais capricho e vilões sérios teriam feito

bem ao filme.

 

 

Up (Pete Docter, Bob Peterson, 2009) 4/5

 

 

Cenas de uma família feliz geralmente caem num artificialismo

constrangedor. Mas o casamento de Ellie e Carl escapa. A música e a

delicadeza das imagens criam uma sequência bonita e emocionante. Quando o

filme resolve ser comédia, consegue. E a ação é impecável. Mas há algo mais, que ganha grande

destaque: o laço afetivo que o grupo desenvolve e a ligação

que Carl mantém com a memória de sua esposa. Os sentimentos dos

personagens são extremamente importantes e, junto com as piadas e a

ação, movem o filme.

 

 

 

 

 

 

 

 

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<FONT size=2 face="Verdana' date=' Arial, Helvetica, sans-serif">Não é por nada, Foras. É que o trabalho do Aronofsky é excelente, independente de qualquer coisa. Se existem outros diretores que são melhores que ele, pra mim, pouco importa. Ele é excelente. [/quote']

 

Você está certíssimo. Pouco deve importar mesmo.

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 Bem-vindo aos Rileys
Drama convencional q se sustenta exclusivamente no ótimo desempenho de seus atores. A crepusculete Kristen Steward aqui dá uma de Natalie Portman (em “Closer” ) ao interpretar com responsa maior q Runawais uma stripper biscate. Mas td seu esforço dramático e empenho interpretativo, com direito até close de seu popozão em pêlo, são totalmente ofuscados pelo mto melhor James “Soprano” Gandolfini e pela estupenda Melissa Leo. Na trama, a piranhuda crepusculete tenta seduzir um melancólico Galdonfini mas termina sendo “adotada” por este ao ver semelhanças desta com sua filha morta. A subestimada Melissa Leo faz a esposa do protagonista e teve o ano passado bem produtivo, pois foi vista em “O Vencedor” e “Conviction” . Vejamos se não tem o reconhecimento q deveria ter tido desde “Frozen River” . 9/10

 

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Revisto:

 

You´ve Got Mail (Nora Ephron, 1998)

 

Existe algo chamado orgulho

cinematográfico que invariavelmente se aplica à todas as pessoas que tem

o cinema como hobby absoluto. É virtualmente impossível, à medida em

que nos aprofundamos na arte, não criar barreiras contra tudo o que é

superficial, "fácil". Comédias românticas como essa são considerados

filmes menores, o típico filme que você quer desgostar. Pois é sem

nenhum orgulho mas de coração aberto (fag detected) que digo que adoro

esse filminho maniqueísta e simplista, mas lindinho. Agora vou procurar

meus bagos, que devem ter caído no chão...

 

 

 

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Cisne Negro (Black Swan, Darren Aronofsky, 2010) 5/5

 

As atrizes se saem bem na elegância dos movimentos, e quando necessário aparecem da cintura pra cima, ou vemos apenas os pés, ou a câmera está muito longe...  Aronofsky acerta no logro do balé e nos giros e instabilidade da câmera. A mancha de sangue no final é o mesmo de sempre, mas é interessante como a falta de originalidade não faz a menor diferença. Black Swan é como um filme de terror, e extremamente aflitivo, com Nina assombrada e esmagada pela pressão para ser perfeita, a rival que ela escolheu, a mãe controladora disfarçada de mãe dedicada, o cisne negro representando sua necessidade de se transformar e Odile aprisionada dentro da garota reprimida. A aflição e a fragilidade de Nina aparecem constantemente e de forma aguda no rosto de Natalie Portman, numa atuação cujo excesso é uma virtude e não passa do ponto, e quando ela finalmente incorpora sua sósia é impossível confundi-la com o cisne branco. É no mínimo um de seus melhores trabalhos. E Winona Ryder, num pequeno papel, novamente mostra que é uma atriz de verdade. A trilha sonora tem uma função crucial e o inevitável uso da música de Tchaikovsky engrandece o filme.

 

 

 

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Nunca mais recomendo filme nenhum pro Marcelo. smileys/lol.gif" align="middle" />

 

 

 

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Tensor despencando no meu conceito. 09.gif

 

 

 

Nah, to brincando. Mas parece que nós tamo pensando cada vez mais diferente mesmo, hehehe. Realmente adorei a forma de filmar do Peckinpah (naturalmente, e tal), mas a estória quase me fez dormir. Ia acontecer alguma coisa e eu pensava "bom, lá vão eles tomar uma decisão errada que vai trazer graves consequências, que emocionante" *bocejo*.

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Crash (Paul Haggis, 2004) 1/5

 

Aborda questões complexas. Tenta falar sobre a dificuldade de se comunicar, dizer que o preconceito está encravado mesmo em pessoas que são vítimas dele, que uma minoria não é simplesmente boa ou ruim... E tem bons momentos. Como a conversa sobre o iraquiano chamado Saddam que supostamente parece negro, e Sandra Bullock dando um escândalo (numa boa atuação). Mas são exceções. O filme esbarra em simplismo e pieguice. Os discursos envolvendo racismo soam forçados, mesmo expressando pensamentos reais. Por causa da direção piegas de Haggis, eu fiquei com vergonha quando a menina da capa mágica corre para salvar o pai. E a amiga empregada só serve como exemplo de superficialidade. Quando terminou, não me senti abalada pelo que acabei de ver, e sim indiferente.

 

Lucy fer2011-02-09 11:14:24

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Abra os Olhos (Abre los ojos, Alejandro Amenábar, 1997) 3/5

 

Ao ver os médicos expressarem um típico defeito humano, que é menosprezar o sofrimento alheio, dizendo que César deveria se conformar em ser deformado porque tem gente numa condição pior, eu não tive pena, porque senti que foi merecido. Ele trata os outros de forma descuidada, e depois chega a vez dele implorar por atenção. Dá satisfação ver o mundo César em colapso. Mas o final é triste, por causa do quanto ele se apegou àquela vida, e finalmente eu pude lamentar tudo o que foi perdido.

 

 

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Dc [Director's cut] Natural born killers

(assasinos por natureza, 1994,Dir.:Oliver Stone, Roteiro Q, Taranta)

 

 

Tarantino detected! 16

 

O filme mais Violento, Psicodelico Visceral e Romantico ao mesmo  tempo já feito.

Se for analisado por outros angulos no meio de toda bagunça tem uma critica indigesta direcionada a mídia e sociedade norte americana

Consegue ser explicito, exagerado, sutiil e ácido com aquele staile tarantino.

Insano! dá vontade de ver de novo!

 elenco de peso atua muito bem...

 

Beeem original, pórem,

contem "um tanto" quanto excessos visuais, poderia ser mais dosado, deu a impressao que tudo foi inovado, uma pegada meio experimental. Deu um jeitao bem cult ao filme.

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Calvin2011-02-09 19:52:32
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REENCONTRANDO A FELICIDADE - 7/10 - As atuações são maiores do que o filme que é basicamente um drama convencional sendo realizado de maneira eficiente. E neste ponto a atuação de Nicole Kidman recebe destaque, especialmente pois boa parte do sofrimento da personagem é interiorizado e ela sabe ser sutil, delicada e elegante para demonstrar através de gestos, especialmente do olhar, o que a personagem está buscando sufocar. E, consequentemente, nos momentos em que estes conflitos são aflorados, Kidman demonstra que o botox não foi capaz de enrijecer as suas qualidades artísticas. Aaron Eckhart é um parceiro de cena bastante voluntarioso, acompanha o nível da Kidman, conferindo integridade e força ao personagem. São dois trabalhos de atuação bem especiais, sendo que vale a pena compartilhar a presença dos dois em cena. O jovem ator que interpreta um personagem relevante na narrativa é bem fraquinho e honestamente o filme perde um pouco do seu impacto, pois o apelo dos laços dele com o casal principal recebe um tratamento muito frio já que o potencial deste contexto acaba sendo desperdiçado. Mas, no geral, é um drama honesto, convincente e eficiente.
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O Ultimo Tango em Paris /Bernado Bertolucci  1972

 

O recem viuvo de meia idade Paul (Marlon Brandon)se encontro por acaso com a jovem noiva francesa Jeannie (Maria Schneider) em um apartamento e acabam transando criando um vinculo entre eles onde sexo,desejo são oque basicamente importa. o melhor filme erotico de todos o tempos que tem um clima europeu e a interpretação marcante de Marlon Brandon criando um ser decadente e obesceno mais mesmo assim cativante e divertido, boa a direção do Bertolucci

 

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Conviction
Os clichês inipterrupatos deste dramalhão convencional com formato de “quero-ganhar-Oscar” passariam despercebidos não fosse o elenco simplesmente espetacular. Hillary Swank está longe da performance de “Meninos não Choram” e “Menina de Ouro” , mas faz o humanamente possível pra não ser eclipsada pelo restante do elenco. E q elenco, diga-se de passagem: Minnie Driver, a sumida Juliette Lewis, Melissa Leo, Peter Gallagher e o Sam Rockwell, q so não roubou o filme pelo pouco tempo de exposição na tela. Na historia (real) uma mãe solteira (Swank) se torna advogada apenas pra provar a inocência do irmão (Rockwell) num caso de assassinato das antigas. Mas pra quem curte dramas jurídicos é  prato cheio. 9/10

 

 

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Northanger Abbey (Jon Jones, 2007) 3/5

 

Catherine Morland é agradável, sem virtudes excepcionais. Ela e Henry Tilney formam um casal simpático. As relações sociais plausíveis são o ponto principal, enquanto as fantasias góticas e escandalosas são um acréscimo divertido. O livro de Jane Austen exige que o leitor conheça romances góticos comuns na época, ou pelo menos The Mysteries of Udolpho, e o filme se esforça para contornar o que para o público contemporâneo é um problema.

 

 

Idade da Inocência (L'argent de poche, François Truffaut, 1976) 3/5

 

Uma observação do ser humano, mais especificamente de crianças, sem adotar uma análise profunda. É um filme sobre a infância, com acontecimentos como se interessar pela mãe atraente do amigo e aprontar com os pais. É interessante, mas nem tanto, o filme nos deixar imaginando os detalhes do que acontece com o menino que mora num barraco, ao invés de escancarar tudo. Ótimas músicas, e quando decidem aparecer são bem vindas.

 

 

 

Conviction

Os clichês inipterrupatos

deste dramalhão convencional com formato de “quero-ganhar-Oscar”

passariam despercebidos não fosse o elenco simplesmente espetacular.

Hillary Swank está longe da performance de “Meninos não Choram” e “Menina de Ouro”

' date=' mas faz o humanamente possível pra não ser eclipsada pelo restante do

elenco. E q elenco, diga-se de passagem: Minnie Driver, a sumida

Juliette Lewis, Melissa Leo, Peter Gallagher e o Sam Rockwell, q so não

roubou o filme pelo pouco tempo de exposição na tela. Na historia (real)

uma mãe solteira (Swank) se torna advogada apenas pra provar a

inocência do irmão (Rockwell) num caso de assassinato das antigas. Mas

pra quem curte dramas jurídicos é  prato cheio. 9/10[/quote']

Não gosto de Juliette Lewis. Ela tem cacoetes estranhos.

 

Lucy fer2011-02-10 12:26:31

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O Ultimo Tango em Paris /Bernado Bertolucci  1972

 

O recem viuvo de meia idade Paul (Marlon Brandon)se encontro por acaso com a jovem noiva francesa Jeannie (Maria Schneider) em um apartamento e acabam transando criando um vinculo entre eles onde sexo' date='desejo são oque basicamente importa. o melhor filme erotico de todos o tempos que tem um clima europeu e a interpretação marcante de Marlon Brandon criando um ser decadente e obesceno mais mesmo assim cativante e divertido, boa a direção do Bertolucci

 

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[/quote']

Maria Schneider que chocou o mundo com a cena da manteiguinha morreu há poucos dias.

Rest In Peace!
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O Ultimo Tango em Paris /Bernado Bertolucci  1972

 

O recem viuvo de meia idade Paul (Marlon Brandon)se encontro por acaso com a jovem noiva francesa Jeannie (Maria Schneider) em um apartamento e acabam transando criando um vinculo entre eles onde sexo' date='desejo são oque basicamente importa. o melhor filme erotico de todos o tempos que tem um clima europeu e a interpretação marcante de Marlon Brandon criando um ser decadente e obesceno mais mesmo assim cativante e divertido, boa a direção do Bertolucci

 

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[/quote']

Maria Schneider que chocou o mundo com a cena da manteiguinha morreu há poucos dias.

Rest In Peace!

duas decadas apos o lancamento do filme, os cassetas ainda insistiam em q ela era obrigatoriamente a garota-propaganda perfeita pra Doriana..06
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