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Sangue de Pantera (Jacques Torneur, 1942) - A parceria Van Lewton/Jacques Torneur rendeu ótimos filmes de terror/horror na década de 40, sendo que esse é o meu preferido de todos eles. O tom ambíguo que ele conserva até os minutos finais, além de uma das abordagens mais sutis e fenomenais que eu já vi (a cena da imagem acima é um ótimo exemplo disso), transforma a personagem principal, Irena Dubrovna, numa das mais tristes e trágicas do gênero. O uso de sombras e luzes, sugestionando apenas o que está por vir, é simplesmente fantástico, sem falar do desenvolvimento do roteiro/estória, acompanhando a sutileza da fotografia. E pensar que, 40 anos depois, o Paul Schareder fez uma refilmagem simplesmente risível, para dizer o mínimo, jogando toda a sutileza que o original tinha pelo ralo. Um dos meus filmes preferidos!!

 

 

 

Nota - 10/10silva2010-11-05 14:29:42

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Mas sério que o remake é ruim? Eu tinha ouvido falar bem dele. Me avisaram que o tom era completamente diferente do filme do Tourneur. Afinal, tudo que envolve Nastassja Kinski pede uma pegada mais explícita.den.gif

 

 

 

Silva, o que você acha de O Homem Leopardo? Pra mim é até superior a Sangue de Pantera. Talvez pela crueza do Tourneur nesse, me parece uma direção menos suave e sofisticada, mais feita no braço. Pelo mesmo motivo que eu adoro O Chicote e O Corpo, que é seguramente o filme mais tosco e primitivo do Bava. Fica claro que os caras fariam obras-primas até com uma câmera de celular.

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Sangue de Pantera (Jacques Torneur' date=' 1942) - A parceria Van Lewton/Jacques Torneur rendeu ótimos filmes de terror/horror na década de 40, sendo que esse é o meu preferido de todos eles. O tom ambíguo que ele conserva até os minutos finais, além de uma das abordagens mais sutis e fenomenais que eu já vi (a cena da imagem acima é um ótimo exemplo disso), transforma a personagem principal, Irena Dubrovna, numa das mais tristes e trágicas do gênero. O uso de sombras e luzes, sugestionando apenas o que está por vir, é simplesmente fantástico, sem falar do desenvolvimento do roteiro/estória, acompanhando a sutileza da fotografia. E pensar que, 40 anos depois, o Paul Schareder fez uma refilmagem simplesmente risível, para dizer o mínimo, jogando toda a sutileza que o original tinha pelo ralo. Um dos meus filmes preferidos!!

Nota - 10/10[/quote']

 

Gosto muito do cinema do Tourneur. Eu lembro que comecei com "Idílio Perigoso", mas, fui me interessar mais, quando conferi "A Noite do Demônio". Me arrisco a dizer que a produção supracitada, está entre os meus 10 filmes favoritos. A estética peculiar que o Tourneur acrescenta em suas produções, ilustra um charme indescritível. É incrível como ele mantém uma direção precisa, agradando em boa parte dos quesítos, principalmente no belíssimo trabalho de câmera, durante a sua filmografia. Não sei se você já assistiu "O Homem de Londres", mas quando fui ver essa obra do Béla Tarr, que é um dos diretores contemporâneos que mais me agrada, lembrei de "A Noite do Demônio". O húngaro tem um apreço inconfundível com a fotografia, e, em boa parte das cenas, consegui resgatar lembranças de diversas obras, dando destaque para a supracitada.
luccasf2010-11-05 17:46:21
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Sinais' date=' de M. Night Shyamalan - O mais perto que vi alguém chegar de Hitchcock. Além da construção do suspense, adoro também a estranheza que o cinema dele tinha e que agora se perdeu na falta de noção.[/quote']

 

Apenas aquela sequência no porão com os filhos já vale o filme16
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Sinais' date=' de M. Night Shyamalan - O mais perto que vi alguém chegar de Hitchcock. Além da construção do suspense, adoro também a estranheza que o cinema dele tinha e que agora se perdeu na falta de noção.[/quote']

 

Apenas aquela sequência no porão com os filhos já vale o filme16

 

Eu ADORO Sinais, já devo ter visto umas 50 vezes, sem brincadeira...mas existe outro filme que a meu ver, chega bem perto de ser Hitchcock...

 

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Do mestre den

 

Mas nem por isso eu deixo de concordar sobre Sinais...o filme é foda em todas suas sequências.

 

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The Fighter (Dir.: David O. Russell' date=' 2010)
O típico que veste uma roupagem de encomendado para o Oscar. Convencional e burocrático ao extremo. Eu posso estar muito enganado mas, para mim, vai passar batido em todas as categorias. Mark Wahlberg está medíocre. Gostaria de elogiar Christian Bale e Amy Adams, que até se esforçam, mas não conseguem se inspirar muito devido a falta de grandes momentos dramáticos no filme. Se rolar indicações, será mais pelo hype do que por outra coisa. A fotografia até que funciona, e o último ato é bacana, entretanto, tenha certeza: você já viu esse filme antes. O curioso é que por trás de toda a trama do personagem do Wahlberg, está a do personagem do Bale, que se envolve com crack e crime. E o curioso é que o tema é tratado de forma tão leviana, tão politicamente correta, que você nunca é convencido da seriedade do assunto. Um filme frio, sem emoções, sem momentos dramáticos. Totalmente esquecível.
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Curto mucho o trabalho do David. Três Reis e Huckabees são bão demais, mas essa de dirigir filme pra Oscar não dá certo pra ninguém. Ainda mais pra ele (nunca imaginei ele fazendo um filme desse tipo). Mas o bom é que ele deve ter deixado isso de lado já que o próximo dele é a adaptação do  Uncharted (jogo famoso do PS3, que eu adoro), que deve se mais a praia dele, já que é uma aventura que carrega muita dose de humor.
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Sinais' date=' de M. Night Shyamalan - O mais perto que vi alguém chegar de Hitchcock. Além da construção do suspense, adoro também a estranheza que o cinema dele tinha e que agora se perdeu na falta de noção.[/quote']

 

Apenas aquela sequência no porão com os filhos já vale o filme16


chega bem perto de ser Hitchcock...

 

De Palma ultrapassou Hitchcock. den.gif
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Eu não cheguei a ler, mas poderia ter deixado, cara.

Chegou a conferir algum filme do Tarr, por acaso?
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Sim, e foi exatamente O Homem de Londres, que encarei na época como o primeiro filme para começar a descobrir Béla Tarr (as screens que eu via por aí me empolgavam bastante), mas acabei não passando dele. Acho O Homem de Londres horrível. Diretores como Tourneur fazem demais com quase nada (os filmes do Tourneur têm 80/90 minutos), conseguem dizer tudo que há para ser dito com um simples movimento, com a inserção da trilha na hora certa, com um truque barato de iluminação, etc. Outros como o Tarr, por não possuírem a mesma habilidade de comunicação, engrenam planos inteiros de 10/15 minutos sem conseguir comunicar absolutamente nada. A proposta de O Homem de Londres é válida: pegar uma narrativa de gênero americana e revertê-la com uma condução freada, contemplativa, com identidade totalmente firmada no cinema europeu. Eu não sou contra ideias simplesmente (essa mesma, por exemplo, já foi posta em prática 50 anos antes por Jean-Pierre Melville e Jules Dassin), quero ver é fazê-las funcionar. Quando você tem o anti-ritmo a serviço do filme (como na sequência do assalto em Rififi), tudo bem; o problema é subverter a velocidade da narrativa original com o simples intuito terminado em si de deixá-la lenta e aborrecida, como se essa fosse a identidade do noir europeu, que é lento, sim, mas sem nunca deixar de ser excitante. Pode parecer bonito em um screen visto rapidamente na internet, mas aguentar 10 minutos ininterruptos de silêncio com uma câmera estática ao balanço do mar põe à prova qualquer prerrogativa de beleza.

 

Mas isso é só sobre O Homem de Londres, não conheço mais nada do Tarr, não sei se ele é assim sempre, apesar de me parecer que sim. Você chegou a ver Satantango (e todas as suas 7 horas de duração)? O Hitch tinha um conceito ótimo sobre o tempo de duração de um filme, que eu não lembro agora qual era, só lembro que tinha achado perfeito quando ouvi, hehe. É bem famoso, o Silva sem dúvida deve saber.
Forasteiro2010-11-06 01:15:03
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A ÚLTIMA MÚSICA - 2/10 - Embora baseado em uma obra de Nicholas Sparks, "A Última Música" é um filme de elos dramáticos frágeis e frouxos. Todo o potencial da narrativa é despediçado pelo péssimo roteiro de Jeff Van Wie e pela pouca inspiração do trabalho da diretora Julie Anne Robinson já que eles não souberam extrair apelo de nenhum dos núcleos narrativo, seja do romance de Ronnie, a sua relação com o pai ou qualquer uma das outras subtramas superficiais. O conflito existe, mas não existe nenhuma confrontação consistente, não existe nenhuma exploração, apenas a sua demonstração (a intensificação da relação entre pai e filha é reduzida a uma sequência de "melhores momentos"). E se não bastasse tudo isso, a jovem atriz e cantora Miley Cyrus mostra que é limitadíssima, incapaz de conduzir a sua personagem com a personalidade e a intensidade que ela merecia. Além do que a própria Ronnie é negligenciada a cada mudança de personalidade da mesma apenas para atender uma necessidade imediata do roteiro. Resultado: um filme que se mostra ruim a partir de uma premissa que demonstra potencial e parece ter ficado na literatura.

Thiago Lucio2010-11-06 01:05:12
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Revisto:

 

Scent of a Woman (Martin Brest, 1992)

 

Se esquecermos o Pacino,

esse é daqueles filminhos mequetrefes sobre superação, lealdade e todos

esses valores morais que são extremamente chatos. O problema é que não

dá pra esquecer da espetacular atuação do cara. Seus maneirismos são

fodas, sua persona é forte e tecnicamente o cara dá show. Isso eleva um

filme mais ou menos.

 

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Eu não cheguei a ler, mas poderia ter deixado, cara.

Chegou a conferir algum filme do Tarr, por acaso?
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Sim, e foi exatamente O Homem de Londres, que encarei na época como o primeiro filme para começar a descobrir Béla Tarr (as screens que eu via por aí me empolgavam bastante), mas acabei não passando dele. Acho O Homem de Londres horrível. Diretores como Tourneur fazem demais com quase nada (os filmes do Tourneur têm 80/90 minutos), conseguem dizer tudo que há para ser dito com um simples movimento, com a inserção da trilha na hora certa, com um truque barato de iluminação, etc. Outros como o Tarr, por não possuírem a mesma habilidade de comunicação, engrenam planos inteiros de 10/15 minutos sem conseguir comunicar absolutamente nada. A proposta de O Homem de Londres é válida: pegar uma narrativa de gênero americana e revertê-la com uma condução freada, contemplativa, com identidade totalmente firmada no cinema europeu. Eu não sou contra ideias simplesmente (essa mesma, por exemplo, já foi posta em prática 50 anos antes por Jean-Pierre Melville e Jules Dassin), quero ver é fazê-las funcionar. Quando você tem o anti-ritmo a serviço do filme (como na sequência do assalto em Rififi), tudo bem; o problema é subverter a velocidade da narrativa original com o simples intuito terminado em si de deixá-la lenta e aborrecida, como se essa fosse a identidade do noir europeu, que é lento, sim, mas sem nunca deixar de ser excitante. Pode parecer bonito em um screen visto rapidamente na internet, mas aguentar 10 minutos ininterruptos de silêncio com uma câmera estática ao balanço do mar põe à prova qualquer prerrogativa de beleza.

 

Mas isso é só sobre O Homem de Londres, não conheço mais nada do Tarr, não sei se ele é assim sempre, apesar de me parecer que sim. Você chegou a ver Satantango (e todas as suas 7 horas de duração)? O Hitch tinha um conceito ótimo sobre o tempo de duração de um filme, que eu não lembro agora qual era, só lembro que tinha achado perfeito quando ouvi, hehe. É bem famoso, o Silva sem dúvida deve saber.

 

Só não assisti um filme do Béla Tarr. "O Homem de Londres" é ótimo, mas preciso rever, para escrever as análises que costumo. Vou tentar fazer isso hoje, para, amanhã, no máximo, postar o texto. Considero o Béla Tarr como um dos melhores diretores contemporâneos, sem dúvida alguma, e quando comparei com o Tourneur, me referia apenas à estética, que, de fato, consegue trazer alguns traços semelhantes. Sim, assisti "Sátántangó", e, justamente por isso, digo que ele é um dos melhores. Uma obra brilhante do começo ao fim. Ainda não consegui escrever sobre ele, porque não é uma tarefa muito fácil. No entanto, ainda vou fazer.
luccasf2010-11-06 12:35:58
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Ascensor para o Cadafalso (Ascenseur pour L'échafaud)

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Grande parte dos amantes da sétima arte sabe que o cinema francês passou por um período extremamente conturbado, durante e após o término da Segunda Guerra Mundial. No entanto, o que se encontrava em um péssimo estado, conseguiu se reerguer de forma magistral. Em meados da década de 60, jovens críticos de uma revista, se organizaram para mudar a concepção do cinema francês, que desagradava os conterrâneos. Eis que surge a Nouvelle Vague francesa, um dos principais movimentos do cinema mundial. Os grandes pioneiros: Jean-Luc Godard, Claude Chabrol, François Truffaut, entre outros, produziram grandes obras, que buscavam a fuga dos aspectos do cinema comercial. No entanto, como toda obra, temos os protagonistas e os coadjuvantes. Bem menos reconhecido que os realizadores supracitados, temos Louis Malle, um diretor que produziu o seu primeiro filme no ano de 1958, chamado "Ascensor para o Cadafalso". De fato, sua estreia passou bem despercebida, comparada com o alvoroço causado pelos primeiros filmes de Godard e Truffaut, "Acossado" e "Os Incompreendidos", respectivamente.

 

"Ascensor para o Cadafalso" não é apenas um noir que funciona muito bem, mas é, também, um dos filmes que mais faz relação com as características peculiares da Nouvelle Vague francesa. As lentes da câmera de Malle estão focadas nos jovens. Os mesmos têm atitudes impensadas, e em momento algum, temem as consequências. Tudo na vida de um jovem é mais divertido, quando ele corre algum tipo de risco. Viver loucamente, desafiar os limites, e sempre experimentar coisas novas. É com base nessa questão, que, "Ascensor para o Cadafalso" retrata, por meio dos personagens mais novos, a ousadia dos pioneiros do movimento supracitado. Belíssima relação com a Nouvelle Vague. Pode ter passado despercebido, mas, sem dúvida alguma, "Ascensor para o Cadafalso" é um filme sensacional, que não se restringe apenas aos requisitos básicos do gênero.

 

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A premissa consiste num possível plano perfeito, elaborado por um casal - Jeanne Moreau e Maurice Ronet - que visa matar o dono de uma empresa. No entanto, o que havia sido planejado com muita precaução, acaba dando errado, quando dois jovens - Georges Poujouly e Yori Bertin - acabam atrapalhando uma das etapas do plano. O que seria um crime perfeito, acaba virando uma confusão indescritível. Resta agora saber as proporções que essa intervenção causou, e, obviamente, quem vai receber a culpa por todo esse alvoroço. O elenco agrada pelas atuações, dando destaque para a interpretação de Jeanne Moreau com os seus belíssimos diálogos. Em certos takes, a atriz caminha pelas ruas, ao som de uma ótima trilha sonora, sendo uma das grandes cenas marcantes da produção.

Louis Malle dirige, com precisão, os estragos do efeito dominó presente no filme, resultando num produto tão bom quanto os outros que surgiriam, anos depois. O roteiro não falha, e todas as cenas são muito bem organizadas, entregando, de pouco em pouco, as pistas para os personagens. Como sabemos, muitos filmes entregam a resposta para o espectador, desde o começo, entretanto, isso não faz com que a atmosfera noir seja prejudicada, muito pelo contrário. O espectador, que segue de cúmplice, acaba sendo surpreendido com o belo desfecho, mesmo achando que sempre esteve no controle da produção. Justamente nesses momentos, que percebemos o trabalho consciente do diretor. Louis Malle desliza a câmera com perfeição, sempre encontrando os melhores enquadramentos. Estreante? Definitivamente, não parece.

Para acompanhar o desenvolvimento da trama, somos presenteados com um agradável banquete visual e sonoro. Henri Decaë entrega uma belíssima fotografia para o filme. Nos takes noturnos, notamos a beleza dos ambientes urbanos, principalmente nas longas avenidas que costumam aparecer em boa parte dos filmes da Nouvelle Vague. São ambientes típicos, que realçam a formosura do país. Antes de falar sobre o próximo aspecto, gostaria de deixar bem claro que prefiro apreciar mais a fotografia, do que a trilha sonora. No entanto, temos Miles Davis cuidando desse quesíto, ou seja, o trabalho vai além das expectativas. São poucos os filmes que conseguem balancear tão bem a imagem e o som. "Ascensor para o Cadafalso" não foi feito sem ambição, de forma alguma. Agradável em tudo.

A fase decadente do cinema francês foi superada pelos jovens cineastas. Louis Malle pode não ter recebido o mesmo crédito que os outros realizadores supracitados, entretanto, um estreante que dirige um filme como "Ascensor para o Cadafalso", definitivamente, merece o nosso respeito.

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Nota: 8
luccasf2010-11-06 12:47:38
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SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO - 9.5/10 - É uma aventura extremamente ágil, divertido, possui um senso de humor irresístivel, possui uma dinâmica empolgante e o diretor Edgar Wright só consegue apresentar ótimas decisões visuais e de estilo ao longo do filme. É o sonho molhado de qualquer nerd, especialmente aquele viciado por vídeo-game, mas não consigo deixar de tirar o chapéu para o filme como cinema. Trata-se de uma produção vanguardista pelo estilo, pela estética, pela maneira como usa os elementos da cultura pop para construir um filme divertido e consistente. Michael Cera nunca esteve tão carismático, Mary Elizabeth Winstead está irresístivel (interpreta praticamente uma versão jovem da Clementine de "Brilho Eterno", fisica e emocionalmente), Kieran Culkin e Brandon Routh roubam a cena quando estão no filme, Chris Evans faz um tipo canastrão impagável. Enfim é aquele tipo de filme que tem tantas virtudes e atributos que fica impossível não adorar, não venerar.Thiago Lucio2010-11-06 13:23:21
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Mas sério que o remake é ruim? Eu tinha ouvido falar bem dele. Me avisaram que o tom era completamente diferente do filme do Tourneur. Afinal' date=' tudo que envolve Nastassja Kinski pede uma pegada mais explícita.[img']smileys/den.gif" align="middle" />

 

 

 

Silva, o que você acha de O Homem Leopardo? Pra mim é até superior a Sangue de Pantera. Talvez pela crueza do Tourneur nesse, me parece uma direção menos suave e sofisticada, mais feita no braço. Pelo mesmo motivo que eu adoro O Chicote e O Corpo, que é seguramente o filme mais tosco e primitivo do Bava. Fica claro que os caras fariam obras-primas até com uma câmera de celular.

 

 

 

Sim, o tom é totalmente diferente. Claro que é bem explícito e tal (têm até bondage envolvido), mas acho que isso corta totalmente o suspense em torno do mistério do filme (se ela é realmente uma mulher-felina ou não), que era o fator mais interessante da história.

 

 

 

Agora, esse "O Homem Leopardo" ainda não assisti. Já vou correr atrás dele...

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<FONT size=2 face="Georgia' date=' Times New Roman, Times, serif">Eu não cheguei a ler, mas poderia ter deixado, cara.

 

<FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Chegou a conferir algum filme do Tarr, por acaso?
[/quote']

 

 

 

 

 

Sim, e foi exatamente O Homem de Londres, que encarei na época como o primeiro filme para começar a descobrir Béla Tarr (as screens que eu via por aí me empolgavam bastante), mas acabei não passando dele. Acho O Homem de Londres horrível. Diretores como Tourneur fazem demais com quase nada (os filmes do Tourneur têm 80/90 minutos), conseguem dizer tudo que há para ser dito com um simples movimento, com a inserção da trilha na hora certa, com um truque barato de iluminação, etc. Outros como o Tarr, por não possuírem a mesma habilidade de comunicação, engrenam planos inteiros de 10/15 minutos sem conseguir comunicar absolutamente nada. A proposta de O Homem de Londres é válida: pegar uma narrativa de gênero americana e revertê-la com uma condução freada, contemplativa, com identidade totalmente firmada no cinema europeu. Eu não sou contra ideias simplesmente (essa mesma, por exemplo, já foi posta em prática 50 anos antes por Jean-Pierre Melville e Jules Dassin), quero ver é fazê-las funcionar. Quando você tem o anti-ritmo a serviço do filme (como na sequência do assalto em Rififi), tudo bem; o problema é subverter a velocidade da narrativa original com o simples intuito terminado em si de deixá-la lenta e aborrecida, como se essa fosse a identidade do noir europeu, que é lento, sim, mas sem nunca deixar de ser excitante. Pode parecer bonito em um screen visto rapidamente na internet, mas aguentar 10 minutos ininterruptos de silêncio com uma câmera estática ao balanço do mar põe à prova qualquer prerrogativa de beleza.

 

 

 

Mas isso é só sobre O Homem de Londres, não conheço mais nada do Tarr, não sei se ele é assim sempre, apesar de me parecer que sim. Você chegou a ver Satantango (e todas as suas 7 horas de duração)? O Hitch tinha um conceito ótimo sobre o tempo de duração de um filme, que eu não lembro agora qual era, só lembro que tinha achado perfeito quando ouvi, hehe. É bem famoso, o Silva sem dúvida deve saber.

 

 

 

Provávelmente você deve estar se referindo a essa frase:

 

 

 

"A duração de um filme deveria estar diretamente relacionada à paciência da bexiga urinária humana."

 

 

 

E realmente ela é genial mesmo.... 06.gif

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Sinais' date=' de M. Night Shyamalan - O mais perto que vi alguém chegar de Hitchcock. Além da construção do suspense, adoro também a estranheza que o cinema dele tinha e que agora se perdeu na falta de noção.[/quote']

 

Apenas aquela sequência no porão com os filhos já vale o filme16


Eu ADORO Sinais, já devo ter visto umas 50 vezes, sem brincadeira...mas existe outro filme que a meu ver, chega bem perto de ser Hitchcock...

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Do mestre den

Mas nem por isso eu deixo de concordar sobre Sinais...o filme é foda em todas suas sequências.

 

De Palma ultrapassou Hitchcock. den.gif

 

 

Não vi ainda, Rob. Duble de Corpo e Blow Out são show.
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Festim Diabólico (Rope)

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Para compreender essa supremacia tão comentada em cima do cinema hitchcockiano, não é necessário muito esforço, pelo contrário. Basta apreciar algumas de suas grandes obras, como por exemplo: "Disque M para Matar", "Psicose", "Janela Indiscreta", e claro, o próprio "Festim Diabólico", considerado por muitos, sua obra-prima máxima. Compreender seu cinema é uma tarefa muito fácil ao comparar com a missão de eleger seu melhor filme. Ainda visto como um dos grandes ícones do cinema mundial, Alfred Hitchcock fez jus à todas as intitulações até então designadas para ele. Seu cinema magistral e peculiar, é um marco de refêrencia no mundo da sétima arte, e esta grande produção, como eu havia dito anteriormente, é uma das muitas que justificam todos esses elogios. Sente em seu sofá e deixe que o diretor o conduza numa das melhores tramas que o cinema já prestigiou.

O mestre sempre demonstrou sua dominância em certos gêneros. O suspense não seria o que é hoje, sem todos os feitos do grande Alfred Hitchcock. Dono de técnicas miraculosas, o inglês conduz um dos melhores suspenses da história do cinema com um trabalho de câmera espetacular. Partindo de uma premissa adaptada de um caso real, o diretor nos mostra dois amigos que assassinam um terceiro, a fim de demonstrar sua superioridade mental meio aos seres inferiores. A intenção é de realizar um crime perfeito sem que ninguém descubra o que aconteceu. No entanto, para alimentar mais esse divertimento mórbido, os dois amigos realizam uma festa, onde a mesa de jantar é um baú onde se encontra o falecido. Agora, veremos, verdadeiramente, quem são os seres superiores. Uma das grandes marcas registradas de seus trabalhos, é o empenho na personalidade do elenco. Nenhum personagem está escalado apenas para cumprir roteiro sem exercer um peso significativo, muito pelo contrário. Cada um tem seu espaço e serve como pista para a solução dos mistérios. Veremos isso mais adiante.

Como foi dito anteriormente, um dos grandes charmes de suas obras, é a filmagem. Isso não se mostra diferente nessa obra-prima. Utilizando as técnicas sensacionais já vistas em suas outras obras, o inglês conduz a câmera de forma incomparável. Na primeira cena do filme, já notamos suas peculiaridades quando a câmera foca num determinado ponto, esperando o suspense do espectador crescer gradativamente, principalmente quando o mesmo ouve um grito, sem ao menos saber de onde veio. Como é possível não se apaixonar por um cinema que te desafia e que te coloca como cúmplice? Com uma introdução de câmera que já demonstra como vai ser o banquete cinematográfico, Hitchcock atinge seu ápice no quesíto, ao decorrer do filme. As tomadas longas e bem editadas, causam a impressão de que o filme é feito num take só, sem quebrar o ritmo do suspense enclausurado em um único ambiente, e sem cair num clima monótono. Devido à sua genialidade com a câmera, o espectador fica em dúvida na hora de escolhar o grande atrativo do filme. No entanto, isso não é necessário. No cinema de Hitchcock, o conjunto é o prato principal. Genial, sem mais.

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Para acompanhar esse ritmo sublime das filmagens, nada melhor do que um elenco que consegue transmitir ao espectador, toda a atmosfera que circunda aquele local. Donos de personalidades fortes, soberbas e memoráveis, os personagens do inglês marcam seus filmes, onde dependendo da situação, todos podem ser os grandes protagonistas. Em "Festim Diabólico", notamos que a câmera alterna frequentemente de foco, cada momento em um personagem, cada vez ilustrando para o espectador, a intenção do mesmo estar escalado no filme. Os diálogos irônicos e bem construídos acabam aprimorando o trabalho dos atores, além de dar pistas sobre o mistério que testemunhamos. Em outras palavras, o espectador acaba se tornando uma peça do filme por saber de tudo, mas não consegue se expressar, mesmo vendo que o diretor induz os personagens com maestria.

Obra-prima do mestre Hitchcock. Maldita redundância. Seu cinema influenciou e ainda influencia diversas obras contemporâneas, mas dificilmente vemos alguma produção que consegue dar toques extremamente semelhantes aos que eram dados pelo mestre. Além das técnicas que marcavam suas produções, Hitchcock buscava o perfeccionismo em todos os quesítos cinematográficos e por incrível que pareça, quando não conseguia, ficava muito perto disso. Devido à sua singularidade, seu cinema jamais terá um adversário no mesmo nível, jamais. Muitos profissionais podem tentar, entretanto, o patamar que o inglês se encontra é inalcançável. Pelo menos para nós humanos, afinal, como Nietzsche dizia, existe uma raça superior a nossa. A raça dos Super-Homens. A raça de Hitchcock.

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Nota: 10

luccasf2010-11-07 15:07:49
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Monsters

Filmaço q é um road-movie apocaliptico q bebe da fonte de A Estrada, Redacted e Cloverfield.. com tematica documental de Distrito 9 !! Apesar da mistureba ficcional a producao consegue manter o interesse e a tensão por nao mostrar o titulo do filme, mas apenas os sugere o tempo td. O fiapo de enredo? A jornada de um reporter em escoltar a filha de seu chefe atraves de uma America Central devastada por uma infestação alienigena, pleonasmo sob forma de duras criticas à politica de imigracao e intervecionista dos States. Destaque pra poetica cena em q o casal chega à fronteira USA-Mexico: um mix de Muralha da China com Muro de Berlim.. e pra cena final, q nao se furta em deixar claro quem sao os verdadeiros "monstros" do filme. 10/10

 

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A Rede Social

Bocejante producao q conta a historia do tb bocejante e sem-graça Facebook. O unico q vale sao as curiosidades da bodega e como os caras  q inventaram o tal encheram o c.. de grana por acaso.. e só! Dai vem as consequencias pessoais e, principalmente, legais da coisa.. Vale pela performace do trio principal, desde o eterno nerd Jesse Weisenberg, o futuro Aranha Andrew Garfield e pro Justin Timberlake, q faz o criador do Napster.. mas nao basta! O filme nao te prende, é arrastado, vc nao se empolga.. Recomendavel apenas pra nerds de TI ou quem seja fã do Facebook, q não é meu caso. Depois disso ai, to com medo do q o Fincher vai refilmar do bonzinho "O Homem q nao amava as mulheres"  6/10

 

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