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Forum Cinema em Cena

O Que Você Anda Vendo e Comentando?


Nacka
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Se você não fala em comparações diretas, então não estamos em desacordo.

Mas há um caso interessante que se aplica no exemplo que você citou: se existe a dicotomia "ruim" x "bom" a comparação é de conceitos e não de qualidade, exemplo: gosto do número 6 mas detesto melancia. Logo, o número 6 é bom (atributo positivo) e a melancia é ruim (atributo negativo). Conceitualmente algo que é bom é melhor que algo que é ruim. Então podemos dizer que o número 6 é melhor que melancia. Mas será que realmente fizemos uma comparação entre eles? Ou entre os conceitos de bom e ruim?

Se eu gosto tanto de melancia quanto do número 6 (ou se detesto ambos) não há parâmetros conceituais e a comparação se perde.

Dentro de uma mesma categoria os parâmetros são semelhantes, então há que se falar em qualidade.

 

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Entendi, mas acho que quando falamos em Poderoso Chefao livro e filme (exemplo) não é a mesma coisa que melancia e número 6. É inevitável que haja uma correlação, já que um surgiu do outro.

 

 

 

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Entendi' date=' mas acho que quando falamos em Poderoso Chefao livro e filme (exemplo) não é a mesma coisa que melancia e número 6. É inevitável que haja uma correlação, já que um surgiu do outro.[/quote']

 

 

 

Exato. Seria como comparar pêssego e suco de pêssego. Eu detesto pêssego, mas tomo quase todo dia o Del Valle (ou mesmo outro genérico) de pêssego. Dá para comparar razoavelmente os dois, não são tão aleatórios como "6 x melancia".

 

 

 

Falando em Harry Potter, vi a parte um do sétimo e gostei; foi uma surpresa positiva. É um bom filme, já que estava afastado da saga há muito tempo e não me lembrava de quase nada do livro (só li uma vez) e esqueci por completo os dois filmes anteriores (os que menos gosto).

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Entendi' date=' mas acho que quando falamos em Poderoso Chefao livro e filme (exemplo) não é a mesma coisa que melancia e número 6. É inevitável que haja uma correlação, já que um surgiu do outro.

 

 

[/quote']

Ah, mas é lógico que existe uma correlação já que a mesma estória é utilizada. Mas existir correlação não torna a comparação inevitável dependendo do fator que a promove. O problema é que há uma consideração que torna a comparação intransponível ao meu ver: os recursos que a mídia escrita utiliza não são comparáveis aos que a mídia imagética utiliza. Abusando das analogias, digamos que seja como comparar religião e ciência (os recursos que a religião utiliza são completamente diferentes dos que a ciência utiliza). Ambos interpretam fenômenos e estabelecem condutas (sejam naturais ou psicológicos) mas na realidade as esferas de compreensão são distintas. Não há como "desmentir" um pelo outro simplesmente porque a lógica de um não se vincula a do outro. Eles diferem na base de análise. Creio acontecer o mesmo aqui. São formas absurdamente diferentes de contar uma mesma estória.

Mr. Scofield2010-11-21 06:40:05

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Valsa com Bashir (Waltz with Bashir)

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Esse, sem dúvidas, foi o filme que mais me fez pensar e pensar e pensar, até formular uma idéia concreta sobre o mesmo. Deixei de encará-lo apenas como um filme, e passei a interpretá-lo como um desafio. Talvez a dificuldade, seja produto do efeito que o filme causa após seu término, afinal ficamos tão envolvidos com a belíssima animação proporcionada, que viajamos para um mundo surreal, porém essa viagem acaba juntamente ao filme, pois, apesar de se tratar de uma animação, nos deparamos com uma história real através de fatos que comprovam uma era de tristeza, sofrimentos e muitas mortes.

Em "Valsa com Bashir", a singeleza do homem é testada frente a uma realidade que todos desejariam que não existisse. A guerra não deixa de ser uma atitude pusilânime, ademais é uma maneira imoral de tentar impor ou obter algo, a partir da fraqueza do inimigo. Em outras palavras, é uma covardia explícita. Mas esse não é o pior de tudo, porque ela causa danos a pessoas que desconhecem esses "princípios" (no amplo sentido pejorativo) que acabam, por obrigação, tendo que conhecer essa realidade tão contrastante, em relação à corriqueira. Essa situação, é muito bem trabalhada por Ari Folman a partir da exploração do protagonista e do conflito principal do filme.

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O que deixa o filme tão reluzente é a perfeição na imagem animada. Cada gesto, cada emoção, é fielmente retratada pelos personagens. Um trabalho digno, capaz de deixar qualquer espectador que assista, de queixo caído. Nos perdemos frente a uma beleza tão incomum, que acabamos nos esquecendo por minutos, que não estamos assistindo um filme infantil. A trilha sonora é um quesíto que pode gerar interpretações diferentes, do controverso ao chocante, mas o que não podemos negar em meio a tudo isso, é a concordância com a situação momentânea.

Os caprichos de Ari Folman nos proporcionam 85 minutos de êxtase, mas o mais interessante se encontra no desfecho. A interpretação do mesmo é algo muito pessoal, para alguns foi uma atitude arriscada, para outros é algo impactante por jogar na cara, a triste realidade da forma mais bruta possível. Foram poucos os filmes que me deixaram com um nó na garganta ao terminar de assistir, como "Valsa com Bashir". Um filme que mostra até onde um homem pode chegar, para conseguir o que deseja.

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Nota: 8
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Vou contra a maré. Para mim' date=' A Sociedade do Anel é a melhor parte da trilogia. É o filme em que a aventura e a magia estão mais presentes.

 

Os demais são apenas batalhas e mais batalhas.
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Eu gosto dos outros dois, mas tendo concordar contigo. A Sociedade tem um baita clima de nostalgia.

 

Eu também adoro os outros filmes da trilogia. Apenas acho que o primeiro é o melhor. ;)
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Tirar foto na frente de lençol é coisa de pobre.

 

Generation X (Jack Sholder, 1996) - 3/5

Algumas cenas chamam a atenção pela breguice no uso de luzes azul, magenta, verde-ácido, laranja, amarelo, vermelho e roxo. Emma feia, sem charme, usando uma peruca, andando com botas de papel laminado e mesmo assim tentando ser sexy é de dar pena. Tentaram imitar o uniforme que ela usa nos quadrinhos e não fizeram o mesmo com Sean, que ganhou um uniforme menos estranho, mas nem por isso bom. Infelizmente os adolescentes não usam o clássico uniforme da equipe.

 

Mantiveram Jubilee, Angelo e Monet e substituíram os mutantes com poderes mais caros (um dos substitutos parece o Supla). O vilão é um debilóide qualquer imitando Jim Carrey. A falta de cenas de ação não é pela decisão de fazer um drama psicológico ou sobre as questões sociais envolvendo os mutantes. O motivo é a falta de dinheiro. Então vai enrolado com uma história irrelevante sobre invadir sonhos, até que no clímax existe uma tentativa de fazer algo parecido com ação. E é lógico que os efeitos são péssimos. Recomendável pra quem quiser se divertir com um filme constrangedor.

 

 

 

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Os famosos e os duendes da morte (2009,Esmir Filho)

 

Estava curioso para ver, mas me decepicionou.Só faltava ter participaçao da Malu magalhaes na trilha.Só isso.06

 

Atual geraçao perdida ganha representaçao neste raso draminha Emo-tedioso-depressivo-pseudo-cult.E, já ganhou 4 premios...07 09.gif
Calvin2010-11-22 16:24:49
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Abutres

Filmão do Trapero e do Darin q nada mais é uma historia de amor situada num contexto hostil e meio familiar, típico de países em desenvolvimento: o da lucrativa máfia das indenizações por acidente, no caso, os de trânsito. Um filme q provavelmente os advogados nao vao gostar pois sao retratados como abutres oportunistas. Como filme, não tem o equilíbrio certeiro de drama-policial-romance de “O Segredo dos Olhos” pois este aqui é assumidamente panfletário ao ser quase documental, o q não é demérito. Elementos de “Amores Perros” , “ Irreversivel” , “No Limite” (Scorsa) e “ Filhos da Esperança” serão facilmente reconhecidos. As cenas da marreta e dos pacientes na maca q começam a se pegar feito zumbis do Romero são tão surreais qto emblemáticas. 9,5/10
 

 

 

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Jorge Soto2010-11-22 08:57:57
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Cyrus (2010, Jay & Mike Duplass)

 

Este é o típico biscoito desses festivais indies americanos, como Sundance... Num primeiro momento pode parecer algo diferente e inusitado, mas é mais do mesmo. E sinceramente gosto dos 3 atores (Tomei, John C. Reilly e Jonah Hill), mas como coadjuvantes, porque sozinhos não sustentam isso aqui.

Olhem que original, um loser depressivo de 40 anos, piora mais quando descobre que sua ex-mulher vai casar novamente. Milagrosamente ele conhece uma outra, aparentemente perfeita mas com um probleminha, um filho de 21 anos, com tendências psicopatas.

 

Extremamente bland
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Esse é um daqueles assuntos cíclicos' date=' pinta de 6 em 6 meses em um tópico qualquer. E é sempre uma grande bobagem em si mesmo.[/quote']<font face="Times New Roman, Times, serif" size="3">Haveria post mais perfeito que este para descrever?

 

 

 

Com certeza não há.

 

 

 

Mas só para colocar um pouco de lenha na fogueira (mesmo que um pouco atrasado): É complicado comparar duas mídias diferentes. Ainda mais se considerarmos que muitos filmes pegam apenas o argumento principal da fonte e o moldam ao seu bel-prazer. E aí, nesse caso, a distância entre "fonte original" e "obra adaptada" é tão grande que se torna duas coisas quase sem relação nenhuma. Grande parte dos filmes de Hitchcock são assim.

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O Desaparecimento de Alice

Eficiente thriller britanico cujo fiapo de enredo limitado a um só local e com apenas três personagens  é compensado pelas ótimas interpretações e pela tensão crescente ao longo da projeção. Na trama, casal de homossexuais recém-saidos do xilindró seqüestra patricinha afim de garfar a grana do pai ricaço dela, e o filme gira em torno da convivência agoniante do triangulo amoroso q se instaura a partir daí. Mas nem td é o q parece. Ou melhor, “O Quarto do Pânico” encontra “O Sequestro de Patty Hearst” e “Meninamá.com” . O Eddie Marsan já havia roubado a cena como o taxista pé-no-saco em “Simplesmente Feliz” mas aqui alem de carregar o filme nas costas consegue meter medo ate qdo aparece de boca fechada. 9/10 

 

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Jorge Soto2010-11-22 14:16:24
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Acho válido comparar a título de curiosidade. De repente pra revelar uma liberdade que o diretor tomou, de que modo ele torceu o tom da obra original, etc. Não é preciso fingir que o livro não existe, basta não promover um versus idiota entre eles.

 

 

 

Distrito 9 (Neill Blomkamp, 2009) - 6.0

 

 

 

É sintomático que Distrito 9 passe a funcionar exatamente quando abandona o mockumentary, desvencilha-se do plot ishperto e dá as mãos com o cinema de gênero hollywoodiano, cheio dos clichês e maniqueísmos que aprendemos a amar.

 

 

 

Kick-ass (Matthew Vaughn, 2010) - 5.0

 

 

 

O bem-sucedido encontro entre o mainstream e o cult, mas por mais extraordinário que Kick-Ass seja na teoria (ou tente se vender), é tão trivial quanto qualquer outro.

 

 

 

Homem de Ferro 2 (Jon Favreau, 2010) - 2.0

 

 

 

Lixo, nem Downey Jr salva.

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Demência 13 (Dementia 13)

Francis Ford Coppola, diretor de obras memoráveis, como por exemplo: a trilogia de "O Poderoso Chefão", o caótico "Apocalypse Now", e, talvez, o menos comentado de todos, mas ainda assim brilhante, "A Conversação", começa a sua filmografia com um gênero que, até então, só tornou a repetir a dose, na adaptação do famoso romance de Bram Stoker. No ano de 1963, o americano dirigiu "Demência 13" - lembrando que o número "13" foi acrescentado, apenas para diferenciar a obra de Coppola, da obra de John Parker, realizada em 1955 - um slasher B de curta duração, em torno de 75 minutos, que conta com o lendário Roger Corman, na produção do seu primeiro filme. De fato, não foi uma estréia que já demonstrava o que estava por vir, mas ainda assim, é interessante notar o comportamento do diretor em sua primeira viagem.

 


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É impossível comentar sobre o nascimento desse grande diretor, sem tocar no nome de Roger Corman.
Quando Coppola estudou cinema na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, ele chegou a dirigir diversos curtas-metragens, mas nada muito chamativo. Anos depois, começou a trabalhar com um dos grandes nomes do Cinema B, que já foi citado anteriormente, escrevendo roteiros e até mesmo operando nas suas produções. Corman abriu as portas para Coppola, tendo um papel de padrinho, no começo da sua jornada no mundo da sétima arte. "Demência 13" chega a resgatar alguns aspectos das produções da época, como por exemplo: pequena duração, elenco desconhecido, e a típica violência gráfica, mas ainda com doses acentuadas.

O enredo se baseia numa maldição que assombra o castelo Haloran, palco de acontecimentos inexplicáveis, e moradia de uma nobre família irlandesa. Depois da morte de Kathleen, uma jovem menina que se afogou no lago do castelo, enquanto brincava com o seu irmão, a vida deles nunca mais foi a mesma. Todos os anos, sua mãe e seus irmãos seu reúnem para celebrar essa triste data, entretanto, por já ser mais velha, a matriarca acaba desenvolvendo alguns problemas psicológicos. O que não passava de mais uma celebração rotineira, acaba virando um caos indescritível para a família. Um assassino está à solta, no castelo, mas ninguém sabe o que ele realmente quer.

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Coppola demonstra que sabe trabalhar com os gêneros suspense/terror, mesmo demorando um bom tempo para engrenar num ritmo compatível, mediante ao fato da lentidão do primeiro ato. O diretor utiliza de uma fotografia escura e uma trilha sonora pesada, para enriquecer a atmosfera lúgubre dos takes. Sem dúvida alguma, um aspecto que veio do aprendizado com Roger Corman. No entanto, podemos notar certo despreparo na montagem. Por vezes, certos takes desnecessários, que antecedem o ápice do suspense, acabam prejudicando extremamente, o efeito desejado.

Se por um lado Coppola peca em certas cenas, por outro, ele consegue melhorar o nível da produção de forma incomparável. A oscilação é nítida, e acaba prejudicando o produto final. Alguns momentos positivos estão associados aos trechos em que os diálogos e as atuações têm uma combinação extremamente agradável. Quando Billy - Bart Patton - comenta com Kane - Mary Mitchel - sobre o seu sonho, e começa a descrevê-lo, o espectador chega a sentir um desconforto prazeroso. É uma pena que Coppola dirigiu "Demência 13" tão cedo, afinal de contas, imagino que teríamos uma obra-prima em mãos, caso ele tivesse produzido depois do seu memorável amadurecimento cinematográfico.

Outro aspecto extremamente interessante, que demonstra a influência de grandes diretores nas obras de Coppola, é a utilização do MacGuffin, conceito que estava presente em boa parte dos filmes de Alfred Hitchcock. O MacGuffin consiste num objeto que serve de pretexto para dar andamento ao filme, tendo papel coadjuvante, com o passar do tempo. Em "Psicose", o dinheiro roubado é o MacGuffin, que só serve para levar a personagem de Janet Leigh, até o hotel dos Bates. No caso de "Demência 13", o objeto em questão é o testamento da família, que interessa a personagem de Luana Anders. No decorrer do filme, esse assunto é soterrado, frente ao mistério que circunda o castelo de Haloran. Alfred Hitchcock já era extremamente reconhecido, e Coppola foi um dos diversos diretores que se inspiraram em suas obras-primas.

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Com um roteiro bem mediano, que acaba prejudicado pela duração, Coppola dá inicio à sua filmografia, demonstrando o seu aprendizado, e as influências dentro do seu cinema. Como foi dito anteriormente, o filme oscila e não dá espaço para um desenvolvimento mais detalhado, que, de fato, ajudaria muito no produto final. Uma estréia morna que não demonstrava uma ascensão tão significativa. Coppola acertou no cinema, quando decidiu expor o seu talento, em vez de ficar submisso aos mestres que o rodeavam. Nós agradecemos por isso.

Nota: 5,5

luccasf2010-11-22 14:46:29
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Cinderela Baiana (Conrado Sanchez, 1998) - 5/5

 

 

 

"Mas essa baianinha parece uma Cinderela. Será que ela é um anjo que

veio iluminar a minha vida?". Todo mundo sabe que o filme da Carla Perez

foi feito de qualquer jeito, mas existem cenas especialmente mal

filmadas, como

. Pretende nos fazer sentir pena e simpatizar com ela ao

mostrá-la pobre, passando fome, meiga, inocente e possuidora de dom

maravilhoso. Engraçado que ela não tem dinheiro nem pra comprar uma

sandália vagabunda, mas tem pra pintar o cabelo. Ou será que é loira de

verdade?

 

Já é ruim insistirem em mostrar Carla como uma Branca de Neve que dança

gloriosamente, e a interpretação dela, que não é nada profissional, só

serve pra piorar, com aquelas expressões de inocência... O filme é um

conjunto de atuações ruins. Carla dança no estilo axé tão bem quanto

tantas outras pessoas que gostam das músicas, e a pretensão é de nos

fazer acreditar que ela é uma dançarina de raro talento.

 

Ao longo do

filme ela é chamada de cinderela, deusa, mensageira da boa sorte,

bailarina perfeita, anjo e menina iluminada que nasceu pra brilhar e

trazer alegria. A presença dela chega a ser mágica. Só por se aproximar,

Carla faz com que uma mulher, que ia mal nos negócios há três dias,

volte a vender seus acarajés. No final tem uma

mensagem pra tocar

nossos corações.

 

 

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Mas só para colocar um pouco de lenha na fogueira (mesmo que um pouco atrasado): É complicado comparar duas mídias diferentes. Ainda mais se considerarmos que muitos filmes pegam apenas o argumento principal da fonte e o moldam ao seu bel-prazer. E aí' date=' nesse caso, a distância entre "fonte original" e "obra adaptada" é tão grande que se torna duas coisas quase sem relação nenhuma. Grande parte dos filmes de Hitchcock são assim.[/quote']

 

Tem uma frase que li ontem que sintetiza muito bem a minha opinião sobre a questão de mídias diferentes:

 

E, já agora, cá vai a minha teoria a propósito da pontuação: em vez de um ponto final no fim de cada frase devia haver um pequeno relógio que indicasse o tempo que levámos a escrevê-la.

 

Laurie Anderson, the end of the moon < name=>>
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Tropa de Elite 2

 

 

 

Ótimo filme. Só achei que se perdeu um pouco no final, com o Nascimento resolvendo a situação se aliando ao complexo sistema em que sempre bateu de frente.

 

 

 

Foda mesmo (no bom sentido) foi o acontecimento no meio do filme que dá o empurrão definitivo a todo o desmembramento final.

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Scott Pilgrim Contra o Mundo (Edgard Wright)

 

 

 

Que orgulho de antecipar a muito tempo atrás, na época de Shaun of the Dead, que esse Edgard Writgh se tornaria um dos melhores diretores. Orgulho pq acho que isso ta acontecendo. Esse filme aqui não é apenas original, na minha visão ele é revolucionário. Vão tentar copia-lo, segui-lo, mais ou menos como fizeram com Pulp Fiction na década de 90, mas cada um na sua. Um erro de quando se adapta um game é pensar que a única coisa que queremos ver é a histórinha sendo contada na tela, normalmente as adaptações se limitam apenas as cutscene, e pela primeira vez houve um filme todo moldado com a linguagem videogame e perfeitamente enquadrado pra linguagem cinema, a parte interativa dos games, não simplesmente a narrativa, ou seja, o que realmente da a graça. Assistir Scott Pilgrim tem graça semelhante a quando tu realmente joga, o fdp conseguiu mesmo o que vários tentaram e falharam vergonhosamente. Só pra deixar em um exemplo, ele conseguiu deixar as cenas de luta contra os ex extremamente cinematográficas e ao mesmo tempo totalmente gamisticas. Acho que isso se deve pq cinema e game são as mídias mais próximas em semelhança hoje, quem joga sabe disso. E esse cara conseguiu ser o primeiro a aliar com maestria mesmo as duas. Esse filme ainda vai ser considerado como um dos mais importantes já feitos, esperem só.

 

 

 

 

 

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Machete (Robert Rodriguez)

 

 

 

O Rodriguez é um dos meus diretores preferidos, acho ele um dos caras mais criativos do cinema, mas aqui em Machete achei que essa criatividade toda que eu sei que ele possui ficou oscilando demais. Até uns 40 minutos eu tava me divertindo pra valer, tava esperando algo que rivalizasse mesmo com Um Drink no Inferno e Planeta Terror (meus preferidos do cara e entre os que mais gosto de todos os tempos), mas logo em seguida o surto de diversão começou a murchar, as piadinhas se desgastar, e a narrativa parou de fluir tão bem. O negócio é que achei que ele foi meio preguiçoso no desenvolvimento de algumas piadas que poderiam ter sido bem mais legais. Por exemplo, A Lindsey Lohan de freira tinha um potêncial incrível pra se brincar, fico imaginando nas mãos de um Tarantino (essa frase toda ficou meio ambigua, eu sei), e com o Rodriguez parece que ela pareceu ali simplesmente pela piada óbvia "ah, a Lindsey Lohan de freira". Ou uma moto com metralhadora giratória vira apenas uma moto com metralhadora giratória, e um padre com duas shotguns nas mãos vira apenas um padre com duas shotguns nas mãos. A idéia é muito boa, sensacional até, mas pouco desenvolvida, pouco explorada, mostrada de uma forma simplista que faz tu apenas lançar um sorriso de canto, e não de fato ficar empolgado com o que ta vendo. E pela forma que eu falei parece que eu não gostei do filme, muito pelo contrário, gostei muito, as cenas boas são realmente boas, como o inicio ou ele escapando do hospital com o intestino do cara, hahahah. Mas teve alguns momentos que eu achei que ele podia ter dado uma caprichada mais, e daí esse passaria de um ótimo filme de ação trash pra um dos filmes mais divertidos ever.

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Olá a todos, meu primeiro post aqui...

Total Recall - 8.5/10. Reassistir ao filme depois de alguns anos foi uma experiência muito boa.

Toy Story 3 - 8.0/10. Nunca foi um fã da série Toy Story, mas confesso que esse me surpreendeu positivamente. Os detalhes do filme estão perfeitos... é interessante assistir uma animação que se importa mais com a verossimilhança que a maioria das novelas brasileiras ;) Também achei fantástico a importância do Andy na história, que (spoiler aqui), apesar da pouca aparição, move positivamente o filome.

 

 

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Mutações (Mutants, David Morlet, 2009) - Cópia francesa de O Extermínio, mas com cenas mais detalhadas e sangrentas que chega a ser desagradável. A trama se passa no meio do nada, num edifício abandonado na floresta em pleno inverno. Num ritmo lento inicialmente, não poupa litros de sangue para mostrar os efeitos de uma mutação, parece que o diretor tentou passar de forma mais dramática, trágica e dolorida a relação de um infectado com a mocinha tentando encontrar uma cura pra ele. Só que esse não é o foco da trama, lá pelas tantas vira uma zorra como tantos outros filmes do gênero, com um grupinho de sobreviventes (daqueles descartáveis) e bando de zumbis irados correndo para todos os lados. Achei fraco, mas gostei da interpretação de Hélène de Fougerolles.

 
Judy Rush2010-11-22 21:39:41
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Machete (Robert Rodriguez)

 

 

 

O Rodriguez é um dos meus diretores preferidos' date=' acho ele um dos caras mais criativos do cinema, mas aqui em Machete achei que essa criatividade toda que eu sei que ele possui ficou oscilando demais. Até uns 40 minutos eu tava me divertindo pra valer, tava esperando algo que rivalizasse mesmo com Um Drink no Inferno e Planeta Terror (meus preferidos do cara e entre os que mais gosto de todos os tempos), mas logo em seguida o surto de diversão começou a murchar, as piadinhas se desgastar, e a narrativa parou de fluir tão bem. O negócio é que achei que ele foi meio preguiçoso no desenvolvimento de algumas piadas que poderiam ter sido bem mais legais. Por exemplo, A Lindsey Lohan de freira tinha um potêncial incrível pra se brincar, fico imaginando nas mãos de um Tarantino (essa frase toda ficou meio ambigua, eu sei), e com o Rodriguez parece que ela pareceu ali simplesmente pela piada óbvia "ah, a Lindsey Lohan de freira". Ou uma moto com metralhadora giratória vira apenas uma moto com metralhadora giratória, e um padre com duas shotguns nas mãos vira apenas um padre com duas shotguns nas mãos. A idéia é muito boa, sensacional até, mas pouco desenvolvida, pouco explorada, mostrada de uma forma simplista que faz tu apenas lançar um sorriso de canto, e não de fato ficar empolgado com o que ta vendo. E pela forma que eu falei parece que eu não gostei do filme, muito pelo contrário, gostei muito, as cenas boas são realmente boas, como o inicio ou ele escapando do hospital com o intestino do cara, hahahah. Mas teve alguns momentos que eu achei que ele podia ter dado uma caprichada mais, e daí esse passaria de um ótimo filme de ação trash pra um dos filmes mais divertidos ever.[/quote']

 

Já eu gostei justamente do que tu não aprovou. achei sensacional esse ritmo louco em ir pondo sacadas à deus dará na tela sem perder tempo desenvolvendo elas. acho que combina mais com essa pegada despirocada do filme. tá ali mais pra vermos situações extravagantes e bizarras amontoadas non stop. era bem o que eu esperava, desde o fake trailer. spoiler: a sacada da freira... certamente o Rodriguez é fã do Ferrara e não resistiu, haha.

 

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O problema é que não achei tão despirocado assim. Achei que ele ficou muito preso a "desculpa narrativa" (que no caso é aquela histórinha de conspiração e do muro elétrico) e na hora das cenas legais... pá, era tudo muito rápido. pra mais histórinha depois. mas acho que esse texto faz parecer que eu gostei muito pouco, e não não, gostei pra cacildis. Ainda bem divertidão.

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