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Bullying


jujuba
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Mas Shy, partindo do pressuposto que a Bíblia foi escrita por Deus e que, portanto, Deus condena o homosexualismo, isso não tem nenhuma lógica. É birrinha mesmo, é querer impor sua condição onde não dá.

 

O fato é que existem diversas coisas que queremos e não podemos fazer. Algumas podemos mudar, outras não. Nesse caso, est imposição fere a crença alheia.

 

 

 

 

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A parada é simples: se os gays obtiverem os mesmos direitos legais que os héteros' date=' não vejo problema algum em chamar isso de algum outro nome que não seja casamento, até para não criar polêmica com os religiosos. Pra quem adora dizer que todos tem que respeitar as diferenças, esse povo tem uma dificuldade em aplicar o discurso pra sí próprio. Sei que a origem da palavra não é necessariamente religiosa, mas porra, qual o problema de abrir mão de um rótulo?

 

 

 

[/quote']

 

Putz... perfeito!

 

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Verdade' date=' não faz sentido algum um homossexual querer se casar em um local tão repugnante quanto uma igreja. Pra Igreja essas pessoas não seriam normais, não é? Então pq a necessidade de de jurar votos em um local que te despreze? Realmente não faz sentido.[/quote']

 

Correção: by the book, para a igreja, homossexuais são tão normais quanto qualquer outro. A diferença é que o seu pecado é aparente e escancarado e, ao que consta, eles não querem deixá-lo, o que os torna meio que "indesejáveis" no meio de gente que luta para se livrar dos seus próprios pecados.

 

Agora, na prática, infelizmente, tem muita gente na igreja que acha que homossexual não é normal mesmo.

 

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Para ilustrar' date=' a igreja pode (DEVE) até admitir que os gays vivam do seu modo com os mesmos direitos civis que os demais, mas os bibas querem vir e pegar no pau da igreja. E aí, merecem tomar porrada...

 

 

 

[/quote']

 

Pô Kako! Cê se apossou do meu teclado hoje?? 06

 

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E eu pensei que você ia esclarecer algo...

 

 

 

O modelo tradicional nunca foi unanimidade. E isso nem é problema. O problema é que os que não o queriam sempre acabavam obrigados a adota-lo ou a permanecer sozinhos. Há inúmeros exemplos disso na história. O modelo tradicional de família sempre foi sim imposto pela maioria.

 

Nost' date=' não vejo qual o problema com isso... As coisas possuem critérios de constituição e formação sem os quais elas não podem ser assim consideradas. Se família é a junção de homem+mulher vivendo juntos com o fim de procriação e de construção de uma vida em conjunto, qualquer coisa fora disso não é família. Se é imposição (discordo, mas vamos imaginar que sim), o fato é que tal "imposição" nunca gerou atrito sério, ao contrário, sedimentou-se na sociedade, formou a sociedade tal qual a conhecemos e - mais importante - produziu e tem produzido frutos. A exceção (pessoas que querem viver sozinhas) deve ser tratado como exceção e não regra.

 

 

Quanto ao "outro lado", não o vejo tentando impor outros modelos de família. Eles não estão obrigando ninguem a ser mãe/pai solteira(o). Não estão obrigando ninguem a casar com outro homem ou mulher. Não estão tentando tornar o modelo tradicional algo à margem da lei. Muito pelo contrário. O objetivo do "outro lado" é tornar outros modelos aceitos e protegidos pela lei e pela sociedade. Com os mesmos direitos e deveres que o modelo tradicional.

 

Mas eu não disse que eles impõem isso... Eles impõem que eu aceite que o modelo deles é IGUAL ao meu. Não é. Eles são exceção ao modelo e penso que assim devem ser tratados. Como disse pra Lucy não vejo isso como discriminação, mas sim colocar as coisas em seu devido lugar. 

 

 

Eu acho ridículo que duas mulheres mais o filho adotivo' date=' por exemplo, não sejam considerados uma família. Vivem juntos, se amam, cuidam uns dos outros, tem afinidades, tem objetivos em comum... Como podem não ser uma família?[/quote']

 

Porque, de acordo com a minha exposição, falta a esta unidade "familiar" um elemento constitutivo sine qua non para ser considerado como FAMÍLIA: homem+mulher.

 

Agora, veja, se querem mudar esse conceito, mudem... Eu vou protestar, vou discordar, mas se mudarem, posso no máximo ficar no meu canto resmungando. O problema é que querem tirar o meu direito de resmungar além de me fazerem aceitar outro conceito de família.

 

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Acho que os homos querem se casar na igreja pela mesma razão que os heteros, querem as bençãos de Deus.

Eles são homos não ateus.
[/quote']

 

Engraçado... se eles querem a benção de Deus (duvido), eles também deveriam se preocupar com o que Deus pensa a respeito da forma como eles conduzem a sua vida. É como você pedir a benção do seu pai - como se fazia antigamente - para fazer algo que você sabe que ele não aprova. É óbvio que o pai em questão não vai dar a benção. Portanto, querê-la mesmo assim é uma tremenda cara de pau.

 

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Sem querer estender mais o off topic - mas penso que bons assuntos não podem ser sufocados quando estão sendo discutidos em local não apropriado - mas penso que a notícia abaixo tem a ver com o que alguns postaram ontem:

 

31/05/2011

-

08h04

Marcos Mion e Record são processados por homofobia

 

Entidades do movimento gay reclamaram de comentários de Marcos Mion

no "Legendários", da Record. Durante o programa, o apresentador disse

que a drag queen Nany People "tem surpresinha" e perguntou "o que ela

faz com o pacote" na hora do banho.

 

 

 

 

 

Tanto o apresentador quanto a emissora estão sendo processados por homofobia.

 

 

 

Ele diz que o caso está com o departamento jurídico da Record, que, por

sua vez afirma que houve "exercício da liberdade de expressão" que "não

feriu ninguém".

 

 

 

A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada nesta terça-feira (31) na Folha e cuja íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

 

 

 

Patricia Stavis/Folhapress

O%20apresentador%20Marcos%20Mion

O apresentador Marcos Mion, que está sendo processado por entidades do movimento gay por homofobia

Não é um pouco demais? Agora uma tiração de sarro, que no máximo daria vazão a uma ação de indenização por danos morais (forçando muito até), acaba virando um processo por homofobia?

 

 

 

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Que engraçado, agora tudo é motivo para processar as pessoas, igual aos EUA, até ontem as pessoas podiam fazer piada de palhaço, corno, viado, machismo, hoje tudo é motivo para ir ao tribunal e ganhar uns trocados, daqui a pouco amanhã as pessoas vão ter que ficar caladas, alias não sei porque estão falando de um tema que não tem nada a ver com o tópico, o topico de preconceito é ai do lado...

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É' date=' pode ser, masss eu acho que Deus julga/condena com mais benevolencia que  nós.

 

Mais benevolência, não... Mais justiça.
[/quote']

Em se tratando de Deus, qquer uma das duas serviria. 

 

 

Inegável que deixa marcas.

 

Voltando ao assunto do tópico, dizem que "o que não nos mata nos fortalece", daí fico pensando se o bullying não é superável, ou toda história descamba em fins tragicos, tipo suicídio ou  um cara com uma arma atirando em escolas.
MariaShy2011-05-31 17:37:55
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Lucy' date=' não sei como vc perde tempo com alguém que coloca religião acima de qualquer coisa...
[/quote']

É... Em minha defesa, eu preciso dizer que raramente perco tempo com ele. Agora só ano que vem. 06

 

A verdade é que você perde tempo com coisa bem pior que o Dook. Como o Sall, por exemplo.06

 

 

 

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Em se tratando de Deus' date=' qquer uma das duas serviria. 
[/quote']

Not quite... Não queira ser julgada/condenada pela justiça de Deus. Duvido que você vai gostar (aliás, duvido que qualquer um irá gostar)...

 

Vero.

 

 
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Nost' date=' não vejo qual o problema com isso... As coisas possuem critérios de constituição e formação sem os quais elas não podem ser assim consideradas. Se família é a junção de homem+mulher vivendo juntos com o fim de procriação e de construção de uma vida em conjunto, qualquer coisa fora disso não é família. Se é imposição (discordo, mas vamos imaginar que sim), o fato é que tal "imposição" nunca gerou atrito sério, ao contrário, sedimentou-se na sociedade, formou a sociedade tal qual a conhecemos e - mais importante - produziu e tem produzido frutos. A exceção (pessoas que querem viver sozinhas) deve ser tratado como exceção e não regra.[/quote']

 

 

 

Talvez você não veja problema porque essa situação é pimenta nos olhos de outros e não nos seus.

 

 

 

Essa é a definição de família para uma parcela da população. E, se bem me lembro, é a que está na Constituição atualmente. Mas ela não é a mesma para todos já faz bastante tempo. Nem todo mundo usa isso para determinar quem faz parte de sua família ou não.

 

 

 

Não gerou atrito sério? Óbvio. Como poderia? Até a metade do séc. XX quem falava ou agia diferente do que era imposto acabava condenado (prisão, morte e até castração química). Em alguns lugares ainda é. Como pode haver divergência quando o divergente é eliminado?

 

 

 

Eu não sei exatamente o que você chama de "frutos" nesse caso. Mas eu acharia no mínimo bizarro que um modelo imposto há tanto tempo não desse algum resultado bom. De qualquer forma, não questiono a validade ou a eficiência do modelo tradicional. Não estou dizendo que ele não deu bons resultados. As questões aqui são:

 

 

 

1 - ele não é vida que todos querem para si;

 

 

 

2 - outros modelos são tão possíveis e eficientes quanto ele.

 

 

 

 

 

 

 

Mas eu não disse que eles impõem isso... Eles impõem que eu aceite que o modelo deles é IGUAL ao meu. Não é. Eles são exceção ao modelo e penso que assim devem ser tratados. Como disse pra Lucy não vejo isso como discriminação' date=' mas sim colocar as coisas em seu devido lugar.  [/quote']

 

 

 

Igual não é. Assim como Mac e PC não são iguais. Mas ambos são computadores. Ambos estão sob o regulamento da mesma legislação. O mesmo vale (ou pelo menos deveria valer) para as diferentes configurações de família.

 

 

 

Aí é que está a discriminação. Em achar que eles são a exceção. Mulheres no exército são exceção também? Não são soldados? É a mesma situação, na minha opinião.

 

 

 

A sociedade evolui e essas definições de quem é regra e quem é exceção, o que é normal e o que não é, precisam mudar. Principalmente quando em relação a algo que não causa mal algum e que diz respeito somente aos envolvidos.

 

 

 

Porque' date=' de acordo com a minha exposição, falta a esta unidade "familiar" um elemento constitutivo sine qua non para ser considerado como FAMÍLIA: homem+mulher. Agora, veja, se querem mudar esse conceito, mudem... Eu vou protestar, vou discordar, mas se mudarem, posso no máximo ficar no meu canto resmungando. O problema é que querem tirar o meu direito de resmungar além de me fazerem aceitar outro conceito de família. [/quote']

 

 

 

Como eu já disse antes, o conceito está ultrapassado. Já devia ter sido revisto desde que ocorreu a revolução sexual, lá no tempo dos meus pais. Por esse conceito uma mãe solteira e seu filho não são família. São o que então? Um clubinho?

 

 

 

E não entendo seu protesto, visto que isso em nada afeta sua vida. Você, sua esposa e seus filhos continuarão suas vidas como antes, com os mesmos direitos e deveres. Você não precisa aceitar as mudanças. Você pode continuar o mesmo dinossauro resmungão de sempre. O que não pode, em minha opinião, é querer impedir as mudanças sem ter algum argumento válido. Se você tivesse evidências de que outros modelos de família são prejudiciais eu seria o primeiro a lhe dar razão. Mas só o que você tem é uma definição ultrapassada e a religião.

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Não tem sentido os crentes ficarem ofendidos com a legislação, por mudar o conceito de família e casamento. Mesmo que tenham uma opinião diferente, não existe razão para encarar como ofensa. Os crentes que não permitam o casamento religioso, mas não tem sentido defenderem que o Estado deve continuar não reconhecendo o casamento civil de pessoas do mesmo sexo. Não tem motivo lógico. Não querer que os outros se casam porque sua religião acha errado, e dar uma de ofendido e vítima, não se justifica.

 

E valorizar a família não significa ter uma visão pequena e atrasada, de acordo com a qual a família tradicional é sagrada, e o resto pertence a uma categoria separada, e nem merece ser chamado de família. Eu valorizo, sim. Valorizo a família nas suas diferentes formas. Como não tenho uma mentalidade tacanha, entendo que todas merecem igual reconhecimento. A pergunta do Nostromo sobre mãe solteira e um filho serem um clubinho é ótima...

 

 

Kako, não seja louco. Ninguém aqui, ou em qualquer lugar, é pior que o Dook. Chega um ponto em que não tem como uma pessoa descer mais. 06

 

 

 

Lucy fer2011-06-01 06:30:42

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Completando o que eu disse no último post...

 

Um exemplo de como o Estado já mudou, no que diz respeito a relações familiares, é o reconhecimento de filhos como sendo iguais e tendo os mesmos direitos, não importando se foram feitos num casamento ou não. Outro exemplo foi o surgimento do divórcio, que tornou possível aos casais não permanecerem sob uma união arruinada, atrás de uma fachada de felicidade, em nome de deus, da moral e dos bons costumes (a outra opção era deixar o casamento e sofrer determinadas restrições, sob uma legislação que não aceitava o divórcio). Foram duas evoluções, ambas indo de encontro aos valores tradicionais. Agora o Estado está sendo pressionado para evoluir mais.

 

 

 

Lucy fer2011-06-01 06:31:54

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Não tem sentido os crentes ficarem ofendidos com a legislação' date=' por mudar o conceito de família e casamento. Mesmo que tenham uma opinião diferente, não existe razão para encarar como ofensa. Os crentes que não permitam o casamento religioso, mas não tem sentido defenderem que o Estado deve continuar não reconhecendo o casamento civil de pessoas do mesmo sexo. Não tem motivo lógico. Não querer que os outros se casam porque sua religião acha errado, e dar uma de ofendido e vítima, não se justifica.

 

E valorizar a família não significa ter uma visão pequena e atrasada, de acordo com a qual a família tradicional é sagrada, e o resto pertence a uma categoria separada, e nem merece ser chamado de família. Eu valorizo, sim. Valorizo a família nas suas diferentes formas. Como não tenho uma mentalidade tacanha, entendo que todas merecem igual reconhecimento. A pergunta do Nostromo sobre mãe solteira e um filho serem um clubinho é ótima...

 

 

Kako, não seja louco. Ninguém aqui, ou em qualquer lugar, é pior que o Dook. Chega um ponto em que não tem como uma pessoa descer mais. 06

 

 

 

[/quote']

 

O preimeiro parágrafo foi bom. No segundo você cagou.

 

No primeiro você defende os direitos legais da união gay, o que concordo. No segundo você fere o direito dos religiosos considerarem o que quiserem como família. Não tem porque obrigar os religiosos a aceitarem em sua crença a família gay. A visão deles não é pequena ou atrasada, pois está ancorada em centenas de anos de tradição e na maioria das famílias formadas nos dias de hoje.

 

 

E sobre o Dook, discordo.

 

 

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Não quero que os obriguem a concordar que outras formas de família são igualmente dignas e corretas. Como eu disse no primeiro parágrafo, eles podem continuar discordando e se recusando a permitir o casamento religioso dos gays. E eu já havia dito que não vejo necessidade de obrigar a igreja a casar gays. Mas eu posso discordar do pensamento deles. Eu considero uma visão tacanha, por isso discordo. Eles podem ter uma visão que eu considero tacanha, mas não impor a todos que vivam de acordo com a sua visão. E eu não chamei de atrasada por ser antiga, embora dê a entender que sim. Há idéias antigas com as quais eu concordo. Não entendo como atrasado um pensamento simplesmente por ser antigo. O pensamento deles sobre a questão eu considero errado e, por acaso, surgiu há muito tempo, daí chamá-lo de atrasado, apesar de realmente não ser a melhor palavra.

 

 

 

Lucy fer2011-06-01 07:27:28

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