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Forum Cinema em Cena
Mr. Scofield

Religião (#4)

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O crime é óbvio. O Estado, para começo de conversa, não é ateu, é laico. Resumindo, cada um no seu quadrado. O Estado governa e a religião cuida do lado "espiritual" (ou com o termo que preferirem); um não se mete no outro.

 

Se estivessemos em Cuba há alguns anos a situação seria diferente. O Estado era ateu. Ou seja, religião era proibida/subversiva. Ao meu ver, o estado dito "laico" também é ateu, no sentido de não ser regido por uma religião ou inspirado por um poder maior, mas protege o direito de frequentar/criar/manter uma religião.

 

Isso abre espaço para outra discussão, que ensejaria a criação de um tópico no fórum referente a Política e Economia (que andam de mãos dadas, e gerariam discussões mais acaloradas que aqui). Um exemplo disso é a presença do crucifixo no STF (ditando as decisões dos - cof cof - ministros?) e o "Deus seja louvado" nas cédulas de Real.

 

Maquiavelismo até o último. 

Precisamente. Tio Nico e sua lógica brilhante continuam a fazer adeptos a torto e direito. E não estou criticando: o brilhantismo da lógica maquiavélica é exatamente esse, mostrar que todos estamos sujeitos a cair nesse perigo.

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Isso abre espaço para outra discussão, que ensejaria a criação de um tópico no fórum referente a Política e Economia (que andam de mãos dadas, e gerariam discussões mais acaloradas que aqui). Um exemplo disso é a presença do crucifixo no STF (ditando as decisões dos - cof cof - ministros?) e o "Deus seja louvado" nas cédulas de Real.

 

Eu estou tentando entender onde um crucifixo no STF agride o conceito de Estado laico, se o tal objeto não dita critérios e parâmetros para as decisões de referido órgão, principalmente considerando que o mesmo STF autorizou o aborto em casos de anencefalia, sendo que o aborto, em qualquer de suas formas, não é permitido no cristianismo. 

 

Quanto à questão do "Deus seja louvado", não sou daqueles que vai levantar bandeira batendo o pézinho para a expressão permanecer na nota. Mas se for tirar a alusão religiosa das cédulas, que tire TODAS as alusões a TODAS as religiões e não somente as cristãs. 

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Bom. Vamos por partes.

 

No caso em tela o que eu digo é que pra que um crime seja crime existe alguns requisitos que devem ser identificados no processo, para uma eventual condenação. Na minha opinião, essa forma de protesto (o beijo), fora um ato contra um homem, e o pessoal seguia este homem.

 

Fariam a mesma coisa fora do culto religioso, ou em qualquer lugar. Sua intenção não era atrapalhar o culto religioso ou o que for, mas sim protestar contra uma pessoa pública que prega a intolerância, com opiniões racistas, homofóbicas e ultra conservadoras, numa cadeira da qual o presidente que a preenche deve ser no mínimo mais maleável e aberto ao diálogo a todas as fragmentações da sociedade.

 

Portanto, ainda que fossem processadas poderiam acabar por ser tipificadas/condenadas em outras contravenções também, tendo em vista que ter sido no culto fora apenas consequência da onde estava o real alvo (feliciano, que não fora violentado e responde por uma voz pública e não por sua vida privada). A invasão fora errada e devem responder pelo delito que for num processo legal se for o caso. Mas presumir que sua intenção era algo contra a religião foge de nossa alçada. Como eu disse, a conduta se daria também fora de uma igreja.

 

Por isso fiz a separação.

 

No mais, ainda acho que está sendo dada pouca importância às barbaridades que esse homem está fazendo. Não adianta comparar com outros culpados, que também são repugnantes. Não adianta comparar com outras condutas que também devem ser discutidas. Como eu disse uma coisa não fica mais ou menos errada. E Essa fumaça de liberdade de expressão da qual legitima o cara falar todas essas baboseiras é ainda mais chocante ver tanta gente defendendo assim, vendo tão preto no branco. Quando obviamente o debate e o assunto é muito mais complexo do que isso.

 

Até já comentei antes neste forum, mas penso que o dissenso, e não o consenso, é a base das relações humanas. E o "coexistir" é a busca central no viver em sociedade. Sabendo que por padrão, estranhamos e simplificamos a diferença, o outro. Por isso, a dita liberdade de expressão só deveria existir, NA MINHA OPINIÃO, enquanto busca por diálogo.

 

A noção de "liberdade de expressão" é que ela é baseada em uma ideia de sociedade que não existe na prática: a de que "todos são iguais", herança da Revolução Francesa. Pensando nas relações de poder existentes, a verdade é que tendem a ser ouvidos aqueles que sempre foram ouvidos e tendem a serem calados aqueles que sempre foram calados.

 

A disseminação de ódio ou intolerância em relação a outros grupos não é, para mim, liberdade de expressão, mas seu oposto: opressão da liberdade. Isso, até porque é algo que normalmente vem de quem já tem mais "liberdades", porque tem mais poder. 

Discordo da  visão de que esse é o sistema ideal e que só não funciona "idealmente" porque não conseguimos garantir, por defeito de nosso país, seu funcionamento. Para mim, é um sistema imperfeito, pelo menos quando penso no meu foco ético principal: a redução da violência, intolerância e segregação. Não acho certo pautar-se na "liberdade de expressão" para a defesa desse tipo de discurso, ou de qualquer outro grupo ou sujeito que use suas palavras não para dialogar, negociar com o outro, mas justamente para fazer o contrário.

 

As consequências das atitudes como as deste homem podem ser ainda mais perigosas a todos nós. Como diria um grande amigo meu e estudioso:  "Falar é agir", já diriam alguns malucos da Pragmática lá pelos anos 70. Os estudos da Pragmática, da Análise do Discurso e de mais umas áreas específicas da linguagem defendem e mostram que essa separação entre "falar" e "fazer" não se sustenta. Que há consequências concretas de se falar, defender ou propagar certas ideias. Mesmo que essas consequências não venham se transformar em crimes - considerados assim dentro de um sistema penal

 

Isso de um lado e de um outro. Tanto grupos ativistas dos direitos dos negros/homossexuais, quanto aos que são contra.


 

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O problema ao meu ver Gust é que você faz separação onde a mesma não existe. O tipo penal do artigo 208 não leva em conta nenhuma de suas observações, ao contrário, é incrivelmente simples e objetivo: fala apenas de perturbação do culto e é disto que estou falando. Protesto no culto é perturbar o culto e, portanto, é crime contra o sentimento religioso. Perde a razão quem procede desta forma. Tudo bem que o protesto poderia ser feito fora do culto, não era protesto contra o culto, mas no caso em questão, o ato democrático por parte das lésbicas foi feito num contexto onde consumou-se um crime. Não tem muito o que falar aí. 

 

E de novo, o tipo penal não leva em conta se a perturbação do culto está sendo motivado por algo CONTRA o culto. Isso é irrelevante. Perturbar o culto religioso, por qualquer razão ou motivo que seja, é crime, conforme o artigo 208 já citado. 

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Eu estou tentando entender onde um crucifixo no STF agride o conceito de Estado laico, se o tal objeto não dita critérios e parâmetros para as decisões de referido órgão, principalmente considerando que o mesmo STF autorizou o aborto em casos de anencefalia, sendo que o aborto, em qualquer de suas formas, não é permitido no cristianismo. 

 

Quanto à questão do "Deus seja louvado", não sou daqueles que vai levantar bandeira batendo o pézinho para a expressão permanecer na nota. Mas se for tirar a alusão religiosa das cédulas, que tire TODAS as alusões a TODAS as religiões e não somente as cristãs. 

Nossa, nem sei o que dizer. Isso é uma bobagem e estupidez sem tamanho. O negócio do crucifixo e das cédulas chega a ser constrangedor. Tais objetos não interferem na CONDUTA de nenhum agente público.

 

Eu não sou religioso, mas SOU daqueles que vai bater pezinho porque acho uma besteira tão grande que merece.

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E o Feliciano continua apanhando...

 

 

Ainda Feliciano?

Caetano Veloso 
para O GLOBO



Por que mentir tão descaradamente sobre fatos conhecidos?


Nem estou acreditando que volto ao assunto do pastor/deputado/presidente da CDHM. Mas, como muitos devem ter visto, ele mentiu reiterada e estridentemente sobre mim. Há um vídeo no YouTube em que Feliciano, esbravejando de modo descontrolado, diz-se com Deus contra o diabo e, para provar isso, mente e mente mais. As pessoas religiosas deveriam observar o quanto ele está dominado pela soberba. Faz pouco, ele se sentiu no direito de julgar os vivos e os mortos, explicando por meio de uma teologia grotesca a morte dos garotos dos Mamonas e sagrando-se justiçador de John Lennon. Agora, aferra-se à mentira. Meu colega Wanderlino Nogueira notava, com ironia histórica sobre as espertezas da igreja católica, que a mentira não está entre os sete pecados capitais. Mas sabemos que “levantar falso testemunho” é condenado pelo Deus de Moisés. Por que mentir tão descaradamente sobre fatos conhecidos? Será que minha calma observação, aqui neste espaço, de que sua persona pública é inadequada ao cargo para o qual foi escolhido (matizada pela esperança no papel das igrejas evangélicas) o ameaça tão fortemente? Eu diria a pastores, padres, rabinos ou imãs — sem falar em pais de santo e médiuns espíritas, que são diretamente agredidos por ele — que atentassem para o comportamento de Feliciano: como pode falar em nome de Deus quem mente com tão evidente consciência de que está mentindo?
 
Sim, porque não há, dentre aqueles que prestam atenção no meu trabalho, quem não saiba que, ao cantar a genial canção de Peninha “Sozinho” num show, eu indefectivelmente dizia não apenas que me apaixonara por ela através das gravações de Sandra de Sá e de Tim Maia: eu afirmava que cantá-la ao violão era só um modo de chamar a atenção para aquelas gravações. Como pode Feliciano dizer que “a imprensa foi rastrear” e descobriu que a música já tinha sido gravada por Sandra e Tim? Essas duas gravações eram sucessos radiofônicos. E como pode ele, sem piedade daqueles que com tanta confiança o ouvem em seu templo, afirmar que eu disse em entrevista coisa que nunca disse e nunca diria, ou seja, que o êxito inesperado de minha versão de “Sozinho” se deveu a eu ter mostrado a faixa a Mãe Menininha e esta ter-lhe posto uma bênção que, para Feliciano, seria trabalho do diabo? Mãe Menininha, figura importante da história cultural brasileira, já tinha morrido fazia cerca de dez anos quando gravei a canção.
 
É muita loucura demais. E muita desonestidade. Aprendi com meu pai os gestos da honestidade — e tomei o ensinamento de modo radical. Me enoja ver a improbidade. Feliciano sabe que eu nunca dei tal entrevista. Mas não se peja de impressionar seus ouvintes gritando que eu o fiz. Ele, no entanto, não sabe que eu jamais sequer mostrei qualquer canção minha à famosa ialorixá. Nem a Nossa Senhora da Purificação eu peço sucesso na carreira. Nunca pedi. Nem a Deus, nem aos deuses, e muito menos ao diabo. Decepciono muitos amigos por não ser religioso. Mas respeito cada vez mais as religiões. Vejo mesmo no cristianismo algo fundamental do mundo moderno, algo inescapável, que é pano de fundo de nossas vidas. Mas não sou ligado a nenhuma instituição religiosa. Eu me dirigiria aqui àqueles que o são.
 
Os homens crentes devem tomar atitude mais séria em relação a episódios como esse. O que menos desejo é ver o Brasil dividido por uma polaridade idiota, em que, de um lado, se unem os que querem avanços nos costumes, e de outro, os que necessitam fundamentos de fé, ambos gritando mais do que o conveniente, e alguns, como Feliciano, saindo dos limites do respeito humano. Eu preferiria dialogar com crentes honestos (ou ao menos lúcidos). Não aqueles que já se põem a uma distância segura da onda neopentecostal. Eu gostaria de dialogar com um Silas Malafaia, de quem tanto discordo, mas que respeita regras da retórica e da lógica. Marina Silva seria ideal, mas poupemo-la. Não é preocupante, eu perguntaria a alguém assim, que um dos seus minta de modo tão escancarado? É fácil provar que nunca fiz aquelas declarações e é fácil provar que Sandra e Tim tiveram êxito com a obra-prima de Peninha. E que eu louvei esse êxito ao cantar a canção. Foram dezenas de milhares de brasileiros que ouviram. Se Feliciano precisa, para afirmar sua postura religiosa, criar uma caricatura caluniosa dos baianos e da Bahia, algo é muito frágil em sua fé. A maré montante do evangelismo não dá direito à soberba irrefreada. O boneco tem pés de barro. E cairá. Eu creio na justiça e na verdade. Esses valores atribuídos a Deus têm minha adesão irrestrita. Não sei que Deus sustenta a injustiça e a mentira. Ou será que é aí que o diabo está?


 

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17/04/2013

 às 15:15
Duas fotos, dois protestos; um é democracia; o outro é gritaria fascistoide. Ou: O regime democrático, a forma e o conteúdo

Vejam estas duas fotos.

Protesto-contra-Feliciano-sobre-a-mesa-4

 Manifesta%C3%A7%C3%A3o-na-CCJ-480x320.jp

A primeira retrata militantes cobrando, a seu modo, a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A segunda registra o protesto pacífico e silencioso feito por um grupo de evangélicos, nesta quarta, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Eles pedem que os condenados João Paulo Cunha e José Genoino deixem a CCJ.  

E aí?
Muitos são contrários à permanência de Feliciano numa comissão. Muitos são contrários à permanência de João Paulo e Genoino na outra comissão. Muitos gostam de Chicabon. Outros preferem o sorvete que é de uva… Na democracia,respeitados os parâmetros constitucionais, a forma é mais importante do que o conteúdo. Na democracia, as pessoas divergem sobre conteúdos e concordam na forma. A alternativa é o estado da natureza, todos contra todos. “Então, sendo educadinho, tudo pode?”, pergunta o petralha anarfa. Não! Estabeleci ali o limite na oração subordinada adverbial condicional reduzida de particípio: “respeitados os parâmetros”. Para entender o que escrevo, petralhas, é preciso ficar atento às sutilezas das reduzidas de particípio! Na língua, o conteúdo é tão importante quanto a forma.

Os evangélicos disseram o que pensam.
Os evangélicos não impediram os trabalhos.
Os evangélicos se opuseram à presença dos dois condenados, mas respeitaram o Congresso, que é maior do que Feliciano, que é maior do que João Paulo e Genoino,  que é maior do que os evangélicos, que é maior do que os católicos, que é maior do que os gays, que é maior do que criminosos sacramentados pela Justiça, que é maior do que as corporações de ofício, que é maior dos que as corporações de gosto…

Dá para entender a diferença entre a democracia e a bagunça fascistoide? Dá para entender a diferença entre quem é contra o que o outro pensa ou representa e se manifesta de forma pacífica e quem tenta intimidar, calar, agredir, enxotar?

Dicas e perguntas
Fiquem atentos. Será que essa manifestação silenciosa vai parar na primeira página dos jornais? Se não for, é sinal de que, entre o protesto democrático e as falanges fascistoides, os jornais escolheram a segunda alternativa, e aí é hora de você escolher melhor os jornais. Será que essa manifestação silenciosa vai parar nas televisões? Se não for, é sinal de que, entre o protesto democrático e as falanges fascistoides, as televisões escolheram a segunda alternativa, e aí é o caso de escolher melhor a TV. Mais dia, menos dia, chegará a hora de discutir o “controle da mídia”. Os meios de comunicação podem estar, também eles, escolhendo a interlocução: truculência, gritaria, xingamento, demonização do outro… ou democracia.

“Não respondo a provocação”, afirmou Genoino, segundo leio na Veja.com, ao deixar rapidamente o plenário. Provocação? Qual provocação?

Quero encerrar deixando bem claro uma coisa: eu não estou igualando as duas situações porque igualáveis elas não são. José Genoino foi condenado em última instância por corrupção ativa e formação de quadrilha. João Paulo Cunha foi condenado em última instância por corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. Feliciano não foi condenado por nada até agora, em instância nenhuma. Concorde-se ou não com o que ele pensa, e eu não concordo, sua presença numa comissão não é afronta nenhuma à democracia. As de João Paulo e Genoino são um escárnio. Um futuro presidiário e outro que só não irá em cana porque inexistem instituições para o regime semiaberto no país julgarem a constitucionalidade e a justiça de dispositivos legais é coisa de republiqueta, de país bananeiro, de nação controlada por uma súcia.

Parabéns aos evangélicos. É assim que se faz.

Por Reinaldo Azevedo

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Não vi ele tratar de categorias, mas de formas mesmo. E mostrando que uma forma é adequada ao ambiente democrático enquanto que a outra, não. E não vi qualquer problema com o "parabéns aos evangélicos" e muito menos há a associação da civilidade à crença, embora o "ser civilizado" é condição sine qua non para o cristão que quer ser visto como cristão, faz parte da crença cristã. Portanto não há amparo a essa idéia "só o cristão é civilizado". E poderia ser qualquer outro grupo, o Azevedo está apenas nominando o grupo em questão, porque agora, os evangélicos foram os civilizados da vez. Poderiam ser católicos, espíritas, ateus, enfim...  

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O comentário apresenta de forma clara uma categorização. Ainda mais que a questão hoje virou evangélicos x homossexuais. Nem dá pra discutir. E é tão besta negar que você mesmo postou aqui no tópico de religião. By the way, católicos, espíritas e ateus também seriam categorias. Todas inadequadas já que o comportamento não envolve nesse caso crença.

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Continuo não achando que há tal categorização e ainda que houvesse, a crítica não é dirigida à "categoria" homossexual, mas a forma como a categoria em questão conduziu seu protesto.  

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O discurso é nojento. E óbvio que há categorias (homossexuais e evangélicos), elas estão explicitadas devidamente. Não há discussão aqui. Isso não é nem inferência, é observação do texto.

E minha crítica é justamente essa, deve-se parabenizar pessoas e não categorias. Evangélicos podem ser estúpidos como homossexuais também podem. E essas atitudes em específico NÃO dependem da crença ou orientação sexual.

Enfim, só para dizer mesmo que achei o texto uma merda.

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Os homossexuais sequer foram citados como categoria oposta ao dos evangélicos no texto. A única referência a gay é quando ele fala que o Congresso é maior que os gays, que os evangélicos, que criminosos, que corporações, etc. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso e capacidade de interpretação de texto não vai nunca ler um "parabéns aos evangélicos" no contexto do texto em questão e entender que tal frase se refere à TODOS os evangélicos, até porque tem evangélico estúpido como você bem colocou. Vá, o cara até poderia finalizar com um "parabéns aos evangélicos que protestaram de forma pacífica", mas exigir isso para que o texto deixasse de ser uma merda é mero preciosismo. A idéia está implícita e é naturalmente derivada de boa interpretação de texto aliada com a percepção adequada do mundo (que exclui generalizações). 

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Editando: relendo o texto após pensar sobre a ideia de inferência textual investiguei um pouco a vida e o histórico do jornalista. Acabei me deparando com posições que claramente interpõem-se e tornam ilógico a categorização que absorvi. Ele, inclusive é católico, mas a favor da união e adoção de filhos por homossexuais. De fato não é razoável ele escrever um texto com esse confronto. A posição dele certamente é política unicamente como você escreveu. Mas mesmo compreendendo a ideia como ti acho o texto em si muito ruim por dar margem a tal interpretação. Ele poderia passar a mesma mensagem de forma muito mais clara e agradável. Eu jamais pesquisaria sobre ele se você não tivesse discutindo comigo aqui.

 

No frigir dos ovos: entendi e concordo contigo quanto ao intuito do texto mas continuo achando uma bosta Hahahaha

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Hahaha, é uma daquelas armadilhas que não importa a resposta, você sempre vai cair. São sensacionais essas incursões e mostram o quanto somos incoerentes e emocionais mas extremamente racionais quando nos convém.

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Porque as pessoas insistem em querer estarem certas e difundir suas verdades por todos os cantos como verdades inquestionáveis.

 

O problema no diálogo do texto brilhante que postou por imagens, por exemplo, é que faltaram algumas palavrinhas para o rapaz da direita que foram ocultadas na cabeça dele porque assim lhe convinham. Assim, a frase para ele seria que ele "acredita que toda crença, EXCETO A DELE PORQUE A DELE NÃO PODE SER CONSIDERADA UMA CRENÇA PORQUE É VERDADE ABSOLUTA, é um disfarce para a insegurança".

 

Daí um próximo quadrinho seria certamente um debate sobre a postura racionalista dele, que não admite questionamento por se pautar em "verdades científicas e absolutas".

 

Uma grande bobagem, claro, mas cientistas e pessoas extremamente racionais não admitem que a ciência requer fé, daí não consideram isso como crença, caindo nas contradições explicitadas no texto.

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Acho esse tema muito interessante e até conciliador.

 

Já viram isto da física quântica a “Teoria das Cordas” ou Multiversos onde tudo é possível? Já debateram isso aqui? Meio que a ciência vai de encontro com o sobrenatural. Talvez aqui nesse universo não tenha Deus e deuses, mas e nos outros? Cedo o tarde céticos vão ter que dar o braço a torcer se a “teoria das cordas” for comprovada tudo é possível. Ela é uma teoria sensata. Mas será possível? Tudo que imaginamos é parte de uma conexão de outro universo e universos infinitos em uma sintonia inacabável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=kxraG_20yjE

 

 

 

 

 

 

 

 

Talvez isso explicasse o déjà vu. Além de que tenho certeza que certas coisas aconteceram aqui. Mas nesse universo não aconteceram.  Isto também é uma boa desculpa para os erros nas provas de história. KKKKKK! :lol:

 

Bem que poderia descobrir um meio de viajar por entre universos. Assim eu “trocava” de lugar com meu outro eu no universo em que eu seja rico, bem sucedido e com uma gostosa. Hehehe! :D

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Não vi os vídeos porque estou no celular e gasta muita banda mas pelo que me lembro dessa teoria é muito difícil de compreender e dialogar a respeito. Mas suas consequências seriam devastadoras em nossa percepção de mundo.

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Só um detalhe, O Pastor Marcos, também era membro da comissão de direitos Humanos da Câmara.

 

pastor-marcos-pereira.jpg


Pastor Marcos pode ter estuprado ao menos outras 20 mulheres
Ele está sendo investigado por ter cometido o crime seis vezes
Ainda há acusações por homicídio, envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro





O pastor Marcos Pereira com o uniforme da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) Divulgação/Seap
RIO — Pelo menos outras 20 mulheres podem ter sido vítimas de estupros cometidos pelo pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Marcos foi preso preventivamente na terça-feira à noite, inicialmente investigado por seis estupros. Mas, de acordo com o delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), nos 30 depoimentos colhidos durante um ano de investigações dos crimes supostamente cometidos pelo pastor, são citados ainda os nomes dessas 20 mulheres que também teriam sofrido abusos. O delegado já encaminhou para a Justiça cinco dos seis inquéritos que apuram os crimes, dos quais dois já resultaram em processos com mandados de prisão preventiva contra Marcos. Dentre as vítimas, pelo menos três teriam sido abusadas quando eram menores e uma é a ex-mulher de Marcos, Ana Madureira da Silva, com quem ele foi casado até 1998. O pastor foi encaminhado na manhã desta quarta-feira para o presídio Bangu 2. Nesta tarde, a Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) divulgou a foto do pastor usando a camisa verde do uniforme da entidade.

— Ele se aproveitava de pessoas pobres que achavam estar precisando de acompanhamento espiritual. Ele se comportava da mesma maneira quando estuprava as mulheres, geralmente dentro da própria igreja, em São João de Meriti. Ele colocava as pessoas numa situação como se elas estivessem erradas. Na realidade quem tinha o problema eram as mulheres que estavam possuídas, endemoniadas. Ele fazia a mulher acreditar que a única forma de se libertar daquele demônio era fazendo sexo com uma pessoa ‘santa’. Uma das vítimas foi abusada dos 14 aos 22 anos. Nos depoimentos são citadas outras 20 mulheres que também sofreram abuso sexual. Existe relato de estupros desde 1998 — disse o delegado.

O apartamento onde Marcos mora, no nome da igreja e avaliado em R$ 8 milhões na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, também teria sido usado para realização de orgias comandadas por Marcos Pereira. A maior parte das vítimas dos encontros seria fiéis da igreja, chamadas até o local para a realização de cultos, em que Marcos Pereira, com ações violentas, obrigava as mulheres a fazerem sexo com ele e com outros homens da igreja. Também haveria sexo de mulheres com mulheres e homens com homens.

— Já confirmamos o apartamento em Copacabana, na Avenida Atlântica, avaliado em R$8 milhões, em nome da igreja. Há informações de que ele fazia orgias nesse apartamento. Existem relatos de que ele tinha relações com homens, e relações de mulheres com mulheres e homens com homens. Existia uma promiscuidade entre várias pessoas — afirmou.
Visita a traficante em presídio federal

Segundo Mendonça, Marcos ainda é investigado por associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e homicídio. O delegado diz que há confirmação de que em duas ocasiões o religioso visitou o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, chefe de uma facção criminosa que controla o tráfico de drogas em favelas do Rio.
— Temos depoimentos de quem premeditou todo o atentado ao Rio de Janeiro tanto em 2006 como em 2010, foi ele. Existem duas visitas comprovadas dele a um traficante em presídio federal, o traficante Marcinho VP. Há depoimentos de pessoas ligadas a ele, de que todos aqueles atos de salvamento de pessoas que seriam mortas por traficantes eram armados, teatros combinados. Pessoas depuseram e disseram que isso tudo era uma farsa.

Outro crime pelo qual o pastor está sendo investigado é o envolvimento no assassinato de uma mulher. Ela teria sido vítima de uma tentativa de estupro pelo pastor e começou a tentar provar publicamente as orgias que ele comandava. De acordo com o delegado, um dos condenados pelo crime é um sobrinho de Marcos Pereira.
— Após a tentativa de abuso sexual, a menina se revoltou e passou a tentar provar essas orgias. Ela foi assassinada. Três pessoas foram condenadas e uma delas é o sobrinho do pastor Marcos. A mãe da menina prestou depoimento e afirmou que tem certeza absoluta que quem mandou matar a filha dela foi o pastor Marcos. Existem depoimentos que há outros homicídios de outras pessoas que descobriram as orgias e por isso foram assassinadas. Isso está sendo investigado.

Marcos Pereira foi preso com dois mandados de prisão preventiva na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, no fim da noite de terça-feira. Agentes do Dcod realizaram a prisão quando o pastor estava em seu carro, um Passat branco, indo para o seu apartamento, na Avenida Atlântica, em Copacabana. A investigação da participação de Marcos em envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro foi baseada em denúncias do coordenador do Afroreggae, José Júnior. Os mandados foram decretados pelos juízes Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota Lima, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca, na última quinta-feira.
— Há um ano que o pessoal da Dcod tem um inquérito instaurado para apurar associação ao tráfico e incitação ao crime porque o pastor teria ameaçado o presidente do AfroReggae. Essa investigação fez com que diversos fatos fossem revelados. Fatos criminosos que aconteciam naquela igreja.
Na manhã desta quarta-feira, o pastor foi transferido da Dcod, no bairro do Andaraí, na Zona Norte do Rio, às 8h40m. O pastor foi para o Instituto Médio-Legal (IML), onde fez exame de corpo de delito, e, de lá, seguiu para a penitenciária Bangu 2, no Complexo de Gericinó. Na saída da Dcod, o pastor recebeu mensagens de um grupo de fiéis que passaram a noite fazendo uma vigília em frente à delegacia. “Pastor, estamos do seu lado”, disse uma fiel. O pastor não quis comentar a prisão.

Seguido por fiéis
Na sede da delegacia, o pastor Marcos Pereira não quis falar com a imprensa. Porém, atendendo ao seu chamado, cerca de 30 dos seus seguidores foram até o local, além de seis advogados. Entre os fiéis, estava o ex-cantor de pagode Waguinho, que é missionário da Assembleia de Deus dos Últimos Dias há nove anos. Ao sair da delegacia, Waguinho — que disputou a prefeitura de Nova Iguaçu, nas eleições do ano passado — fez críticas à ação da polícia e às denúncias de José Júnior.
— Ficamos surpresos com a forma em que foi feita a prisão contra uma pessoa que comparece toda vez que é convocada para explicar essas acusações. Foi uma ação, em via pública. São acusações antigas que não há provas. Porém, todos nós aqui sabemos que existe uma guerra pública que foi declarada há cerca de dois anos, pelo José Júnior. O Afroreggae faz as suas ações e gasta milhões. O pastor Marcos Pereira faz o seu trabalho com o amor, sem receber nenhum dinheiro por isso. Quero ver o José Júnior explicar isso — disse Waguinho, defendendo Marcos Pereira. — Todos que convivem com o pastor sabem que ele é uma pessoa que só faz o bem. O trabalho dele já tirou oito mil pessoas das drogas. Na história, várias pessoas que fizeram o bem já sofreram esse tipo de injustiça. Quem é do bem conhece quem é do bem.

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