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Forum Cinema em Cena
Mr. Scofield

Religião (#4)

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Estado laico uma ova. A visita do Pontífice tem haver em tudo com os ateus e todos os brasileiros, pois quem vai pagar a conta somos todos nós. ACORDA! Se for para pagar um Papa tem de pagar os custos de viagem de todos os líderes religiosos e mesmo assim seria injusto. Se ele quer vir aqui beleza, ele que pague a conta sozinho. Eu não etsou nem ai com as crenças ou faltas delas, mas com o gasto do nosso dinheiro público sim. :angry:

 

 

20/7/2013 às 00h30 (Atualizado em 20/7/2013 às 16h18)

 

Visita do papa ao Brasil deve repetir onda de indignação e revolta que já aconteceu na Espanha

 

Em 2011, jornada em Madri foi dominada por tensão e manifestações contra os gastos com  evento católico em meio à crise espanhola   

 

Marcella Franco e Filippo Cecilio, do R7

 
 
 

A sensação é de filme repetido. Com a aproximação da abertura da JMJ (Jornada Mundial da Juventude) no Rio de Janeiro, marcada para terça-feira(23), cresce o temor de que a edição brasileira do evento reproduza o mesmo cenário de protestos e convulsões sociais encontrados na Espanha, em Madri, em 2011. Em resposta à visita do então papa Bento 16, e impulsionadas pela forte crise econômica que dominava a Europa, dezenas de manifestações foram organizadas para o período da jornada de Madri, realizada entre 16 e 21 de agosto daquele ano.

Pouco antes da chegada da comitiva do Vaticano a Madri, por exemplo, uma passeata reuniu 4.000 pessoas que protestaram contra o financiamento público do evento, e a favor de um Estado laico, em que há separação total entre religião e governo.

No protesto, foram registrados momentos de tensão entre jovens católicos e os manifestantes. Sete pessoas foram presas, e outras 11 ficaram feridas. O Metrô de Madri parou em greve no fim de semana, também contra os gastos do evento.

 

Jornada Mundial e vinda do papa reforçam a tradição brasileira de misturar o público e o privado

 

Estilo do papa e protestos criam dilema para as forças de segurança no Rio

 

Papa no Rio: PM destaca helicópteros, caveirões e 14 mil agentes; favelas da zona oeste serão ocupadas

 

A revolta de agosto ainda era um eco de um movimento iniciado em 15 de maio de 2011, o 15-M ou “revolução espanhola”, que foi aumentando e angariando simpatizantes que se autointitulavam “Indignados”. Convocados pelas redes sociais, os “Indignados” repudiavam, por exemplo, a corrupção endêmica da Espanha e a falta de vagas para os jovens egressos de um sistema de ensino satisfatório, mas que lançava à sociedade profissionais em busca de oportunidades inexistentes.

 

Com o lema “Dos meus impostos, para o papa zero. Estado laico”, mais de cem organizações espanholas se revoltaram em agosto daquele ano contra os custos da Jornada Mundial da Juventude, alegando que o país atravessava um pico de desemprego que afetava mais de 20% da população economicamente ativa.

Além de protestos violentos, Madri registrou também, durante a Jornada Mundial da Juventude 2011, uma manifestação a favor das uniões homossexuais. Agora, no Rio de Janeiro, a ação promete se repetir, já que o movimento LGBT já começou a organizar um “beijaço” em terras cariocas.

Estão previstos também uma “marcha das vadias”, encab

eçada por grupos feministas, e passeatas contra a corrupção. Rodrigo Franklin de Souza, coordenador de pós-graduação em Ciências da Religião da Universidade Mackenzie, diz que, caso se repitam os mesmos protestos da Espanha, se terá um termômetro de como está a relação entre a sociedade e igreja.

— Supondo que ocorram protestos, teremos a confirmação que a situação está muito frágil e vai se confirmar um descompasso crescente entre a igreja católica e a sociedade no Brasil. Se a atitude for mais amigável, ficará a ideia de que talvez alguns canais de comunicação estejam sendo restaurados. O que não quer dizer que vai reverter a queda do catolicismo no País, mas pode indicar que pelo menos alguma possibilidade de diálogo está surgindo.

 

 
Os manifestantes foram às ruas contra os gastos de R$ 145 milhões para recepção do papa e pelo Estado laico AP Photo/Arturo Rodriguez



Fontes ligadas a participantes da JMJ espanhola se manifestaram alegando que tanto os protestos de 2011 quanto os programados para a próxima semana no Brasil não focam atacar a Igreja Católica, mas sim o gasto de dinheiro público em um evento destinado a um segmento religioso específico.

Estima-se que, na Jornada Mundial da Juventude de 2011, tenham sido gastos R$ 147 milhões. Segundo dados da consultoria PriceWatherhouseCoopers, o evento teria injetado mais de um bilhão de reais na economia espanhola.

Exército vai barrar mascarados em missa do papa no Rio

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Foi exatamente esta a justificativa dos organizadores da visita do papa Bento 16 à Espanha na hora de se defender das acusações de uso de dinheiro público. No Brasil, os gastos estão em torno de R$ 165 milhões, segundo dados oficiais. De acordo com Rodrigo Franklin, a questão dos gastos é complexa porque acaba envolvendo a separação da igreja com o Estado.

— Os gastos públicos devem ser focados para projetos que beneficiem a sociedade como um todo, independentemente de uma instituição religiosa particular. Mas, é importante frisar que, quando falamos de Estado laico, não quer dizer que é um Estado onde não existe espaço para oferecer algum tipo de apoio a algum tipo de religião. O que não pode é ter privilégios para uma religião em detrimento de outras. Nesse caso, o problema é que existem outras causas urgentes que poderiam estar sendo assistidas. E, investir isso numa jornada que é voltada para uma religião particular pode ser um problema. Mas existem inúmeros outros exemplos de gastos que são malfeitos no Brasil. Há um longo histórico no Brasil de gastos com eventos que no final das contas não trazem retorno social nenhum para a população.

O especialista insiste que essa situação abre portas para questionamentos importantes.

— A igreja deveria ser encorajada a financiar o evento sozinha. E seria uma prática de boa vizinhança da igreja entender o momento que o País passa e bancar a visita do papa. É mais uma prova de que a igreja católica continua com dificuldade de entender a sociedade ao seu redor. Não era o momento de contar com recursos públicos.

 

 

Link.: http://noticias.r7.com/internacional/visita-do-papa-ao-brasil-deve-repetir-onda-de-indignacao-e-revolta-que-ja-aconteceu-na-espanha-20072013

 

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Lamento, xuxu. Não são suas crenças pessoais impostas que determinam o rumo da nação. Pode chorar, esperrnear e pedir a mamãe. Essa recepção não tem nada a ver com estado laico ou não. Sem contar que, mesmo se fosse, a maioria da população brasileira ainda é católica. Sem noção seu comentário (como sempre, aliás).

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Lamento, xuxu. Não são suas crenças pessoais impostas que determinam o rumo da nação. Pode chorar, esperrnear e pedir a mamãe. Essa recepção não tem nada a ver com estado laico ou não. Sem contar que, mesmo se fosse, a maioria da população brasileira ainda é católica. Sem noção seu comentário (como sempre, aliás).

desculpe-me Scofield. 

 

Mas não é porque a maioria é católica que justifica o estado bancar a vinda de uma entidade particular católica ;)

 

Agora, nem me dei ao trabalho de ler a notícia acima, porém é ridículo um grupo "pedir autorização" ao governo para se manifestar.

 

sendo que a manifestação é contra a atitude desse mesmo governo.

 

Ou seja, what porra is it? eles são contra o governo bancar o papado aqui no Brasil e pede ao governo que os permitam critica-lo e condena-lo?

 

Se quiser manifestar, vai lá e enfrenta a polícia, oras.

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Lamento, mas pode. E você, sendo inteligente como é, já deve ter lido os princípios da administração pública, da contabilidade pública e do papel do governo para saber. 

 

Da mesma forma que pode pagar um show do Zezé di Camargo e Luciano (o papa é uma FIGURA de grande popularidade e, portanto, a similaridade) por ser interesse do povo para inauguração de um centro de saúde, inclusive existindo até dotação orçamentária específica independente de licitação para contemplar casos como esses (cujo orçamento é aprovado no início do ano pelos parlamentares que o povo elegeu) e eu VI isso porque já trabalhei em órgãos competentes. Cadê o povo criticando outros casos?

 

Eu detesto o Zezé e o Luciano mas não vou pra rua com bandeirinha reclamar porque entendo o papel do governo, a euforia e alegria dos que não conjugam dos mesmos gostos que eu e fico feliz (pasme, porque parece ser algo em extinção hoje ficar feliz pelo outro) feliz por isso. Há a previsão de 500.000 pessoas amanhã na Jornada Mundial da Juventude. Pessoas FELIZES, SATISFEITAS.

 

O fato é que esses ateus chatos e radicais não respeitam os outros e querem impor pela goela de todo mundo sua baixíssima tolerância a outras crenças e estão usando isso de desculpa.

 

Não curtiu? Chora. O governo não tem a obrigação de só pagar pelo que você porventura goste. E existem muitas pessoas que querem a visita do papa. Muitas mesmo, mais que suficiente para justificar o gasto.

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Não disse quanto a poder, mas quanto a justificar moralmente. 

Bancar um show do Zeze di Camargo não tem implicações, mas bancar uma religião específica TEM SIM.

E a implicação passa pela necessidade de passar por cima dos direitos (declarados ou não) de uma parte da população para que se faça tal medida.

Um show do Zeze di Camargo não passa por cima dos direitos de ir e ser de outras pessoas, já o apoio a uma religião gera essas consequencias. 

Ou seja, se uma parcela da população se sentisse ofendida com o governo bancando um show do Zeze di Camargo, ai sim, seria incorreto o governo realizar esse show. O que obviamente não ocorre porque pagar um show de alguém é uma atitude sob a política de investimento artístico, faz parte de um planejamento. 

Agora, pagar uma viajem de uma entidade particular religiosa não pode ser uma atitude sob a politica de investimento ... religioso? ou seja, se eu estou bancando um Dalai Lama é sob o investimento na religião monge tibetano? 

Pode não ser ilegal, mas é imoral. 

Ao meu ver, para se fazer possível legalmente uma medida dessa, tinha que, anteriormente, ser consultado a população e criado fórums e debates a fim de chegar a um consenso (o governo poder bancar qualquer entidade religiosa ou ligados a fé ou atéias sob a premissa de investir em questões da fé, enriquecendo o debate e da existencia da fé, ou insetivando o pluralismo e enriquecendo e oferencendo perspectivas ligadas a questões da alma que permeiam a sociedade).

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Zezé di Camargo e Luciano trazem consequências financeiras para os cofres públicos, então, sim, tem implicações sim. Justificativa cultural? Eu acho a música deles uma bosta e não contribui com nada e daí? Isso pode ser amplamente questionado. Porque não gastar a grana promovendo a música da favela do morro do papagaio em BH? Acho que não preciso responder, né.

 

Agora, se você se sente ofendido com a visita do papa no Brasil, meu Deus, vai se tratar.

 

A visita do Papa representa a visita de um chefe de estado que é chefe da igreja católica. Não é afirmar uma religião, é satisfazer GRANDE parte da população brasileira que nutre um enorme carisma e admiração por ele, é uma figura querida. O Brasil é o maior país católico do mundo, isso é parte de nossa CULTURA, goste você ou não. Ninguém está passando por cima dos direitos de ninguém, quanta bobagem, todo mundo é livre para crer no que quer, não tô acreditando que você disse isso. Daqui a pouco vamos discutir uma estratégia horrenda da Dilma de tornar todo mundo católico por influência da Rede Globo (sic). O objetivo deve ser...bom, deve ser alguma coisa.

 

Não tem O MENOR Sentido o que você está falando, Adler. Você está de mimimi porque não comunga da mesma crença que outras pessoas. Seja menos egoísta. Tem gente pobre e sofrida sorrindo feliz pela presença do papa aqui e você falando essa besteirada toda. Como assim, investimento relgioso? Meu Deus.

 

A única coisa que pode ser questionada é o vulto dos gastos. Será que foi isso tudo mesmo?

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Bom, existe uma questão que deve-se levar em conta, embora não diminua a besteira que é financiar uma visita de cunho religioso...

 

O fato que deve levar-se em conta, embora não seja esse o motivo que traz o Papa para o Brasil, é o fato dele ser chefe de estado, não?

 

Digo, o Papa não é chefe de estado do Vaticano?

 

Então é um caso um tanto incomum, já que não me recordo de outra religião que tenha um "estado"... As coisas se confundirem é que torna tudo tão desnecessário, digo, Vaticano não é um país com a qual se pode ter relações comerciais, já que não produz nada, e etc...

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Ele é chefe de estado sim. Na verdade, o papa é uma figura única no mundo, nessa instância e do ponto de vista religioso. Não há comparação com nada. Até porque nenhum líder religioso sequer cogita congregar tantos fiéis no Brasil.

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Escrevo para mentalidades obtusas, que nutrem egos um dos outros. Pessoas sem nenhuma razão, lógica e coerência. Mas com toda emoção egocêntrica inconsistente do mundo. E é errado sim mesmo sendo “chefe de estado”, que é uma desculpa das mais esfarrapadas e que não cola mais.

 

É insulto do mais alto grau contra a diversidade cultural. É imoral sim. Agride o estado laico e se admite que uma população sendo de maioria católica favorecesse somente a católicos. Ignora as outras crenças e credos, desconsidera multiculturalismo descarta o que pagamos para favorecer um grupo.  Tudo por causa das velhas tradições suprimindo valores humanos mais importantes. Claro o “Brasil Católico” e não laico pode jogar 165 milhões fora a toda hora.  A propósito estou aceitando 165 milhões dos cofres públicos.

 

E é um valor sem retorno nenhum. Não é um acordo comercial, não é nada em troca de coisa alguma diferente de outros chefes de estado. Apenas tradições idiotas defendidas por idiotas da mais alta estirpe. Inclusive idiotas clássicos daqui. E claro com isto o “Capital” a verdadeira “força de Fé” deles lá da Santa Sé só se acumula. Assim para fazer basílicas foliadas a ouro e inúmeras relíquias de ouro maciço. Afinal não se paga nada mesmo. Com isto se acumula bastante Grana, para os bens bem matérias da igreja materialista. Não tem gastos nenhum em suas turnês pelo mundo de otários. Quanta mentalidade de ingenuidade deprimente e atrasada.

 

E claro o “melhor” argumento como poderia esquecer? O governo deve fazer aquilo que deixa a maioria das “pessoas felizes”. Certo? Em outras palavras entregar a multidão o que eles querem? Isto mesmo?  Isto me lembra uma coisa do passado cristão.

 

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Romanos adoravam ver cristãos virarem comida de leão.

 

Alias sé for para “pensar” dessa maneira, essa sua posição justifica todos os crimes contra humanidade.  Desde os banhos de sangue no Coliseu, escravidão de “povos inferiores”, perseguição, exploração e extermínio etc. E que se lixe os diretos humanos contra minorias no processo de agir de acordo com a vontade da multidão.

 

E mais uma vez para os obtusos. Não sou contra visita do Papa e sim os seus enormes gastos oriundos do dinheiro público. E sim é uma causa justa e de direito humano ir contra isto sim senhores.

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"Escrevo para mentes obtusas".

 

Hahahahaha. Ó gênio incompreendido que emerge do caos...

 

Nem vou falar nada, é genial por si. Já gostei de pelo menos o texto ser dele e não uma colagem de internet como de praxe.

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Minha preferida é a comparação da visita do papa com os extermínios da humanidade (como se, mesmo que ele tivesse ideias como essas, fosse influenciar em todas as decisões políticas do país a partir desse momento). É genial demais.

 

É o típico discurso do revoltadinho que acha que a religião engloba todos os males do mundo. Fora a Rede Globo, claro, a armadilha de satanás.

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O povo sequer estaria sabendo, a bem da verdade. Como também estranhamente nunca questionou o incremento absurdo dos recursos gastos com a rubrica orçamentária "festividades e homenagens" nos últimos anos. E isso porque ela é separada do item de despesa de "materiais para festividades e homenagens", que, por se enquadrar em material de consumo (o anterior é serviços) constitui parte de uma outra dotação orçamentária e, portanto, pode servir de manobra para conseguir mais recursos para as festinhas. Todas essas despesas são de custeio (3), claro, e não de investimentos (4).

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Zezé di Camargo e Luciano trazem consequências financeiras para os cofres públicos, então, sim, tem implicações sim. Justificativa cultural? Eu acho a música deles uma bosta e não contribui com nada e daí? Isso pode ser amplamente questionado. Porque não gastar a grana promovendo a música da favela do morro do papagaio em BH? Acho que não preciso responder, né.

 

Agora, se você se sente ofendido com a visita do papa no Brasil, meu Deus, vai se tratar.

 

A visita do Papa representa a visita de um chefe de estado que é chefe da igreja católica. Não é afirmar uma religião, é satisfazer GRANDE parte da população brasileira que nutre um enorme carisma e admiração por ele, é uma figura querida. O Brasil é o maior país católico do mundo, isso é parte de nossa CULTURA, goste você ou não. Ninguém está passando por cima dos direitos de ninguém, quanta bobagem, todo mundo é livre para crer no que quer, não tô acreditando que você disse isso. Daqui a pouco vamos discutir uma estratégia horrenda da Dilma de tornar todo mundo católico por influência da Rede Globo (sic). O objetivo deve ser...bom, deve ser alguma coisa.

 

Não tem O MENOR Sentido o que você está falando, Adler. Você está de mimimi porque não comunga da mesma crença que outras pessoas. Seja menos egoísta. Tem gente pobre e sofrida sorrindo feliz pela presença do papa aqui e você falando essa besteirada toda. Como assim, investimento relgioso? Meu Deus.

 

A única coisa que pode ser questionada é o vulto dos gastos. Será que foi isso tudo mesmo?

 

 

você não acompanhou o caso da Maria Bethania pedindo um milhão para seu blog de poesia, e o Caetano Veloso pedindo que o governo banque sua turnê?

 

Isso tudo, incluindo o show do Zeze di Camargo, está sobre a prerrogativa de incentivo a cultura (a arte na verdade).

 

Ou seja, está dentro do planejamento geral, universal. Católico faz arte, evangélico faz arte, espírita faz arte, umbadista faz arte, ateu faz arte. 

 

A critica a esses shows ou eventos culturais passa para o que é incentivo a cultura e o que é financiamento de uma iniciativa particular. 

 

Já o evento de uma religião não tem esse anteparo universal porque religião não é universal, é um assunto extremamente pessoal. 

 

Para se questionar os shows e eventos culturais tem-se que focar na política do planejamento do ministério da cultura, na política cultural. Será que o conceito de bancar uma iniciativa cultural particular como o Black Eyed Peas promoverá a produção cultural em nosso país está correto? se justifica? 

 

Agora bancar uma figura religiosa promoverá a religião no país? sim talvez por trazer o Dalai Lama possa insentivar os católicos a trazerem o Papa.... Porém a religião não é universal, existe a não religião,e  a não crença em divindades ou o que quer que seja. Isso tira sentido de retorno pra toda a sociedade, e ai vai a ofença a liberdade de ser. 

 

Se o Estado investe em alguma entidade que não faz parte de uma universalidade, quem não faz parte de alguma dessas entidades, não terá representação no Estado? 

 

Portanto, antes de trazer o papa ou dalai lama, é preciso haver um debate a fim de discutir quais os ganhos para a sociedade da vinda de uma figura religiosa. Pode ser que entremos no consenso de que o governo pode trazer qualquer entedidade religiosa ou atéia, mas ai cria-se o problema daquelas pessoas que são atéias e não tem representantes, não está engajada em entidades, e crentes que não tem representantes de sua fé, não estão identificados com qualquer religião.

 

O que eu acharia interessante é o governo promover fóruns, feiras, eventos em que venham várias pessoas e personalidades religiosas e não religiosas, atéias, cientístas... com a premissa de enriquecer, valorizar a pluralidade, e a investigação do ser, e promover um diálogo e finalmente um encontro claro e direto entre essas diversas linhas de pensamento-fé. 

Agora, bancar a vinda de uma entidade acho errado, assim como acho, a priori, errado bancar um show de um artísta, Mas bancar um show é diferente de bancar uma entidade religiosa. 

 

 

 

É extremamente engraçado ler frases como "é errado", "é imoral", de gente que acha que não existe certo e errado e que a moral é relativa...

 

Essa foi péssma em dook.

 

A moral é relativa, e por isso que tem-se que respeitar a moral dos ateus, dos espíritas, dos mulçumanos, dos umbandistas.

 

Bancar a vinda do Papa não respeita a moral desses todos  ;)

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Sou a favor dos movimentos sociais em geral, mas de vez em quando eles extrapolam nas reclamações e acabam virando fanáticos que querem impedir a liberdade de culto e de pensamento. Apesar de não ser católico, achei este texto bem interessante:

 

Visita do Papa Francisco ao Brasil:

A Falta de informação, leva-nos a falsos JULGAMENTOS!!!
CATÓLICOS: Leiam, Compartilhem e DEFENDAM O SANTO PADRE E A SANTA IGREJA!

Alguns pontos sobre o custo da vinda do Papa Francisco ao Brasil.

1 -A vinda do papa é custeada pela inscrição da jornada.

2 - Segurança é mais que obrigação do governo, afinal 75% jornada são estrangeiros, logo o governo deve ga...rantir a segurança deles.

3 - TODO PAPA É CHEFE DE ESTADO E DE GOVERNO.
Portanto é dever civil de todo Estado que acolhe o Papa oferecer-lhe a segurança máxima para sua vida, assim como é mesmo dever oferecer a QUALQUER OUTRO que faça visita oficial ao país.

4 - Os Ganhos com a vinda do Papa ao País será em torno de mais de R$ 300 milhões.

5- Não há nenhum investimento do Governo na Jornada. Os Peregrinos que vêm serão acolhidos em Casas de Família, em alguns alojamentos públicos como casas de festa, escolas particulares e escolas estaduais.

Nessas, toda a responsabilidade será da Paróquia que estiver na sua 'coordenação', não havendo nenhuma participação dos órgãos governamentais em limpeza ou manutenção.

6 - O Papa ficará hospedado no Sumaré, que é mantido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro.

7 -Todos os gastos da Jornada estão sendo custeados pelo próprio Instituto Jornada Mundial da Juventude, por meio de contribuição dos católicos, voluntários e Peregrinos, que pagaram pela inscrição e ainda contribuíram com um Fundo de Solidariedade, que está destinado a colaborar na construção de toda a Jornada.

Logo, não há investimento nem do Município, nem do Estado, menos ainda da instância Federal.

10 - Na verdade, a Jornada está sendo usada como um "evento-teste" para provar que o Rio tem capacidade de receber grandes eventos e grande quantidade de pessoas.

O dinheiro que será gasto pelos governo Federal, Estadual e Municipal com a vinda do Papa ao Brasil para a JMJ RIO 2013 será investido na melhoria da segurança, transporte e infraestrutura. Ao invés de estarem reclamando eles estão "adorando" pelo fato de que isso irá melhorar o transporte do Rio (que é precário), a segurança (como a instalação de UPP'S nas favelas) e o mais importante (para os governos): IRA AUMENTAR A ECONOMIA E O TURISMO tanto no Estado quanto na cidade do Rio de Janeiro. Quantos jovens (não só) irão querer voltar para o Rio de Janeiro? Quanto os jovens não irão gastar na cidade? Por exemplo, uma pesquisa feita disse que DURANTE A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE os restaurantes ganham em 5 dias o que eles ganhariam em 5 meses.

A Igreja irá arcar com suas próprias despesas. Até mesmo, a Aquidiocese do Rio contratou 2 mil seguranças particulares que serão pagos com o DINHEIRO DA IGREJA para a segurança dos peregrinos durante a Vigília e a Missa de Envio no Campus Fidei. Além disso, isso é "pouco" pelo que o governo terá que investir com a Copa do Mundo em 2014 e com as Olimpíadas em 2016.

A ‪#‎JMJRio2013‬ não trará gastos para o Rio de Janeiro, mas apenas lucros . Olhemos para todo comércio, infra estrutura, hotelaria, restaurantes, lojas...e muito mais, que serão beneficiados. Assim foi em todos os países por onde passou a Jornada.

ESCLARECENDO EQUÍVOCOS!

Desde já seja bem vindo Santo Padre Papa Francisco!
A casa é sua...literalmente...o povo católico deste país lhe espera de braços abertos.

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você não acompanhou o caso da Maria Bethania pedindo um milhão para seu blog de poesia, e o Caetano Veloso pedindo que o governo banque sua turnê?

 

Isso tudo, incluindo o show do Zeze di Camargo, está sobre a prerrogativa de incentivo a cultura (a arte na verdade).

 

Ou seja, está dentro do planejamento geral, universal. Católico faz arte, evangélico faz arte, espírita faz arte, umbadista faz arte, ateu faz arte. 

 

A critica a esses shows ou eventos culturais passa para o que é incentivo a cultura e o que é financiamento de uma iniciativa particular. 

 

Já o evento de uma religião não tem esse anteparo universal porque religião não é universal, é um assunto extremamente pessoal. 

 

Para se questionar os shows e eventos culturais tem-se que focar na política do planejamento do ministério da cultura, na política cultural. Será que o conceito de bancar uma iniciativa cultural particular como o Black Eyed Peas promoverá a produção cultural em nosso país está correto? se justifica? 

 

Agora bancar uma figura religiosa promoverá a religião no país? sim talvez por trazer o Dalai Lama possa insentivar os católicos a trazerem o Papa.... Porém a religião não é universal, existe a não religião,e  a não crença em divindades ou o que quer que seja. Isso tira sentido de retorno pra toda a sociedade, e ai vai a ofença a liberdade de ser. 

 

Se o Estado investe em alguma entidade que não faz parte de uma universalidade, quem não faz parte de alguma dessas entidades, não terá representação no Estado? 

 

Portanto, antes de trazer o papa ou dalai lama, é preciso haver um debate a fim de discutir quais os ganhos para a sociedade da vinda de uma figura religiosa. Pode ser que entremos no consenso de que o governo pode trazer qualquer entedidade religiosa ou atéia, mas ai cria-se o problema daquelas pessoas que são atéias e não tem representantes, não está engajada em entidades, e crentes que não tem representantes de sua fé, não estão identificados com qualquer religião.

 

O que eu acharia interessante é o governo promover fóruns, feiras, eventos em que venham várias pessoas e personalidades religiosas e não religiosas, atéias, cientístas... com a premissa de enriquecer, valorizar a pluralidade, e a investigação do ser, e promover um diálogo e finalmente um encontro claro e direto entre essas diversas linhas de pensamento-fé. 

Agora, bancar a vinda de uma entidade acho errado, assim como acho, a priori, errado bancar um show de um artísta, Mas bancar um show é diferente de bancar uma entidade religiosa. 

 

 

 

 

Essa foi péssma em dook.

 

A moral é relativa, e por isso que tem-se que respeitar a moral dos ateus, dos espíritas, dos mulçumanos, dos umbandistas.

 

Bancar a vinda do Papa não respeita a moral desses todos  ;)

 

O incentivo à cultura ou à arte pode adotar medidas diferentes. Ao meu ver, promover as músicas de favelas e vilas são muito mais importantes que shows de Maria Bethania. As externalidades positivas abrangem desde a divulgação da música nesses lugares, o respeito por produções artísticas por lá e a vontade desses artistas em ajudar outras pessoas da comunidade. Então, não me beneficia e meu dinheiro está sendo usado. E aí?

 

Você está confundindo. Apesar de não saber da veracidade do texto que o Conan postou (porque parece provir de uma vertente católica e serve apenas como contraponto igualmente questionável), tem alguns problemas graves  na noção de governo que vejo por aqui.

 

O governo pode promover eventos sem a finalidade de investimento ou divulgações específicas por julgar ser de interesse do povo (ou de parcela significativa dele - e não falo em números). E o governo não precisa contemplar todas as facções do povo em todas as medidas, não é possível que não vêem que isso é infactível com a realidade. O governo não conseguiria atuar nunca. É fato que há mobilização popular em torno dessa visita. Até porque o papa é chefe de estado. Não há violência, é um ato de propagação de ideias conceitualmente positivas dentre eles e há a presença de jovens, idosos e adultos, com a intenção de rezar, cantar e apreciar. O que há de ruim nisso? Não vejo o menor sentido em ter que atender todo mundo ao mesmo tempo, que absurdo. Pessoal tá considerando como se o papa fosse uma afronta ao estado laico. Ele não interfere em discussões políticas, não vai determinar os rumos da economia, não vai mudar a natureza do estado.

 

Eu  não consigo, sinceramente, entender porque a vinda do papa é uma afronta a outras religiões por não contemplá-las. Eu sou agnóstico e acho sensacional ver esse povo feliz. Isso é RESPEITO pelas diferenças. E, pior, parece que vocês cismaram que nenhuma outra religião jamais poderá ser contemplada depois disso. Sua ideia de fóruns e outros são factíveis e podem ser adicionais.

 

A religiosidade (ou sua ausência) é fator componente do ser humano atual. É impossível ser alheio a algo tão difundido mundialmente. Hoje só existe o ateísmo porque existe o teísmo. Se essas noções não existissem, não teríamos tal discussão. O estado é laico e não deve se posicionar, fazer suas leis, conduzir sua política, baseadas em religião. Não vejo QUALQUER ameaça disso aqui.

 

A ÚNICA coisa que pode ser questionada é o gasto EXCESSIVO, o resto é bobagem indiscutível, podem chorar. E aí tem que ter transparência mesmo. Eu não sei quanto aos valores e acho que o texto do Conan pode ser UM dos referenciais a favor do estado, enquanto tem vários outros contra descritos fartamente.

 

O que posso atestar é que, de fato, os jovens estão sendo acolhidos na campanha por casas de família, houve uma campanha maciça para que isso ocorresse. E, olha, eu achei isso lindo. Quanto às outras coisas eu não sei.

 

Mas enfim, acho que já falei tudo que tinha pra falar sobre esse tema aqui. Que os amigos continuem a discutir e tomara que cheguem a boas conclusões.

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O incentivo à cultura ou à arte pode adotar medidas diferentes. Ao meu ver, promover as músicas de favelas e vilas são muito mais importantes que shows de Maria Bethania. As externalidades positivas abrangem desde a divulgação da música nesses lugares, o respeito por produções artísticas por lá e a vontade desses artistas em ajudar outras pessoas da comunidade. Então, não me beneficia e meu dinheiro está sendo usado. E aí?

 

Você está confundindo. Apesar de não saber da veracidade do texto que o Conan postou (porque parece provir de uma vertente católica e serve apenas como contraponto igualmente questionável), tem alguns problemas graves  na noção de governo que vejo por aqui.

 

O governo pode promover eventos sem a finalidade de investimento ou divulgações específicas por julgar ser de interesse do povo (ou de parcela significativa dele - e não falo em números). E o governo não precisa contemplar todas as facções do povo em todas as medidas, não é possível que não vêem que isso é infactível com a realidade. O governo não conseguiria atuar nunca. É fato que há mobilização popular em torno dessa visita. Até porque o papa é chefe de estado. Não há violência, é um ato de propagação de ideias conceitualmente positivas dentre eles e há a presença de jovens, idosos e adultos, com a intenção de rezar, cantar e apreciar. O que há de ruim nisso? Não vejo o menor sentido em ter que atender todo mundo ao mesmo tempo, que absurdo. Pessoal tá considerando como se o papa fosse uma afronta ao estado laico. Ele não interfere em discussões políticas, não vai determinar os rumos da economia, não vai mudar a natureza do estado.

 

Eu  não consigo, sinceramente, entender porque a vinda do papa é uma afronta a outras religiões por não contemplá-las. Eu sou agnóstico e acho sensacional ver esse povo feliz. Isso é RESPEITO pelas diferenças. E, pior, parece que vocês cismaram que nenhuma outra religião jamais poderá ser contemplada depois disso. Sua ideia de fóruns e outros são factíveis e podem ser adicionais.

 

A religiosidade (ou sua ausência) é fator componente do ser humano atual. É impossível ser alheio a algo tão difundido mundialmente. Hoje só existe o ateísmo porque existe o teísmo. Se essas noções não existissem, não teríamos tal discussão. O estado é laico e não deve se posicionar, fazer suas leis, conduzir sua política, baseadas em religião. Não vejo QUALQUER ameaça disso aqui.

 

A ÚNICA coisa que pode ser questionada é o gasto EXCESSIVO, o resto é bobagem indiscutível, podem chorar. E aí tem que ter transparência mesmo. Eu não sei quanto aos valores e acho que o texto do Conan pode ser UM dos referenciais a favor do estado, enquanto tem vários outros contra descritos fartamente.

 

O que posso atestar é que, de fato, os jovens estão sendo acolhidos na campanha por casas de família, houve uma campanha maciça para que isso ocorresse. E, olha, eu achei isso lindo. Quanto às outras coisas eu não sei.

 

Mas enfim, acho que já falei tudo que tinha pra falar sobre esse tema aqui. Que os amigos continuem a discutir e tomara que cheguem a boas conclusões.

apesar de eu concordar com você, o que você está discutindo é outro ambito.

 

Você está questionando as estratégias de incentivo a arte, ou a cultura. Porém financiar um show está dentro dessa premissa, ou seja, há a justificativa de algo universal para a sociedade em que o Estado representa.

 

O papa, ou seja lá qual autoridade religiosa for, não tem esse respaldo maior.

 

Mas só para esclarecer como você pode ganhar com o incentivo de um show de Zezé de Camargo, um adolescente vai ao show do Zezé de Camargo porque é fã, se farta de alegria, e amanhã começa a compor músicas sertanejas com samba, maracatu e baião. Ai você houve já hoje rapaz tocando suas composições, e você adora as musicas dele, apesar de detestar o Zezé de camargo ou a música caipira.

 

Ou seja, por ser uma expressão universal, por mais que você não goste do zezé ou da musica sertaneja, ela pode trazer frutos positivos até mesmo para você. Claro, para mim isso não justifica o investimento no show, porém não da para negar que isso dá respaldo para os políticos gastarem rolos de dinheiro em shows sob a alegação de que tá investindo em cultura.

 

Agora a fé é muito pessoal, apesar de eu tbm achar que é universal (mesmo os ateus tem fé), mas o problema é fé em que, fé no nada é uma fé e quem tem fé no nada? ele terá que obrigatoriamente "investir por intermédio do Estado" na vinda do Dalai Lama?

 

E outra, que eu estive pensando agora, acho que o grande problema é que essa ideia de Estado Laico é nova no Brasil, e o nosso Estado historicamente é católico, religioso. Logo precisa ser discutido ou definido qual o papel do Estado na questão que trata da fé. Eu particularmente acho que ele tem que ser ausente, isso não é papel do Estado, porém isso precisa ser definido. Qual o benefício, com que ideia se investi na vinda de uma figura religiosa? 

 

É preciso entrar em um consenso ainda, o que tem acontecido é que o Estado por hábito e demanda mantem certos costumes, mas sem respaldo firme.

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Essa foi péssma em dook.

 

A moral é relativa, e por isso que tem-se que respeitar a moral dos ateus, dos espíritas, dos mulçumanos, dos umbandistas.

 

Bancar a vinda do Papa não respeita a moral desses todos  ;)

 

De fato... péssimo pra você. O respeito é um conceito que só existe em um cenário onde também existem o certo e o errado. Se não existe certo e errado, se todo mundo está "certo", então não há desrespeito. Bancar a vinda do Papa é tão respeitoso quanto os ateus promoverem bobagens como "sessão de desbatismo". 

 

Por isso que é engraçado... a pessoa que defende essas idéias nem se dá conta do quão distante da realidade ela está e ainda acha que está abafando no mundo real. 

 

É como eu sempre digo: falar essas besteiras que você fala é fácil; difícil é viver de acordo. 

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