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Forum Cinema em Cena
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Quais Séries Você Anda Vendo?

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Estava acompanhando Perdidos no Espaço. Assisti 6 episódios mas, como acontece com outras series da Netflix, fui perdendo o interesse e agora não sei se vou ate o final.

A parte de exploração no espaço (o novo planeta, vida alienígena e por ai) é o melhor da serie, mas quando ela muda o foco para o relacionamento dos sobreviventes, se perde bastante.

Afinal de contas, não há como entender qual a motivação de alguns personagem, quais os seus objetivos. Parece que alguns ali simplesmente jogam contra todos os outros, criando planos para sabotar as tentativas de resgate, mesmo quando isso vai arrastá-lo junto para... sua própria morte.

E como o foco da série fica dividido entre o "desenvolvimento" dos personagens e na exploração do planeta, infelizmente acaba sendo ofuscado a narrativa de exploração do planeta, o que me tira o interesse de continuar assistindo.

Provavelmente se eu continuar vendo, vai ser entre um ronco e outro - como aconteceu com Altered Carbon.

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Terminado "Marcella", segunda temporada.

Mais hard, com cenas torturantes desnecessárias, mas com final (e cliffhanger) bem condizentes com a personalidade passional e angustiada da personagem.

Terminando  "The Rain".

Sei lá pq essa série apocalíptica, com mote que me pareceu, sei lá pq, com "TWD", saem zumbis, entra a chuva.

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Agora a série que eu estou vendo é Sr. Ávila. Estou verificando as temporadas passadas porque descobri que a quarta temporada será lançada este mês na HBO. Você gosta? Se ainda não tiveram a oportunidade de vê-lo, eu recomendo. Mais que serie de ação , é uma serie de suspense, todo o tempo tem a sua atenção e você fica preso no sofá. Pelos resumes que li, Sr Ávila promete muito para o espectador e espero que assim seja. Acho que foi uma boa idéia fazer a quarta temporada. Eu ouvi que será a última temporada, então certamente será incrível!

HBO-Sr-Avila-Temporada-Final-4.jpg

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On 7/26/2018 at 2:29 PM, graci said:

vendo o 3º de sharp objects, ainda não deu uma clareada.. mas é boa..

A série ronda o crime de longe.

Gosto dos dramas dos personagens e qd o crime em si fica em segundo plano, supostamente.

E ainda tem Amy Adams.

 

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On 7/26/2018 at 2:29 PM, graci said:

vendo o 3º de sharp objects, ainda não deu uma clareada.. mas é boa..

Assisti e achei excelente..excelentes atuações do power trio feminino, das experientes Patricia Clarkson a Amy Adams, até a novata Eliza Scalnen ....pistas jogadas aqui e alí...uma série para ir degustando aos poucos..que vaí além do "quem é o assassino"..gostei tanto que li o livro em seguida.....

image.jpeg

Better Call Saul...5 temporada...uau...quem diria, 5 temporadas..e melhora a cada temporada...esta última foi a virada..o que virá em seguida?  Saul Goodman?..sim...neste última temporada vimos o Bob Ordeinkirk se despedir da Jimmy e se transfomar em Saul Goodman...sentirei saudades da dualidade do Jimmy...agora ele vai pro dark side de vez....kkkk

Resultado de imagem para better call saul season 5

 

 

 

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Homecoming, nova série da Amazon com a Julia Roberts. Alguém viu? Está com 99% no Rotten Tomatoes!

Esse trailer me lembrou o filme Corra (Get Out, 2017)

 

 

Finalmente estou assistindo a primeira temporada de The Sinner (a segunda acabou de estrear na NetFlix) e comecei a ver Brooklin 99, uma sitcon policial, bobinha mas engraçada, um bom passa tempo.

 

 

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Assisti a Russian Doll, da Netflix, serie de 8 episódios sendo cada um com duração de cerca de 30 minutos - maratonei no sábado a noite.

No geral, gostei muito, principalmente por ser rápida de assistir. Os mistérios que aparecem a cada episódio te prendem à série, e a mudança do tom nos últimos episódios, que deixa de ser mais humorado para ser mais dramático, é bem vindo para o desfecho da história.

 

 

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The 100 
Simplesmente amei a série da primeira até aq quinta temporada e estou aguardando Abril chegar (quando começa a sexta temporada). 
Um dos melhores e mais bem feitos futuros distópicos que já vi. Clãs, ameaças, comflitos e excelentes personagens que vão se desenvolvendo ao longe da série. 
 

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StarTrek Discovery (NetFlix)

Comecei a assistir StarTrek Discovery na NetFlix depois de ver elogios à série. Estou gostando bastte. Não é aquela coisa que fizeram com os filmes no cinema recentemente. É StarTrek como deve ser, com bons diálogos, com discussão científica. Tem um episódio onde discutem sobre física quântica. Tudo isso dosado com ação e ótimos efeitos. 

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Que delícia de 2 episódio de segunda temporada, exploração espacial, religião a procura pelo conhecimento. Isso eh StarTrek de verdade..e o interessante é que esta série é contemporânea  do USS Discovery, Spock..tudo num universo expandido....os efeitos visuais e CGI estão ótimos também.

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Killing Eve e a quebra de expectativas - Primeira temporada.

 

Que série, Sandro Oh e Jodie Comer dão um show a série brinca com a quebra de espectivas principalmente om a personagem da Jodie Comer (Villanelle). Ela está totalmente imprevisível, você está sempre andando no fio da navalha, dissimulada, fria e com um toque de loucura.. A Sandra Oh faz uma agente da MI:5 nada convencional do que vemos no cinema, não é uma super agente, ela é casada, obcecada pelo tema mulheres que matam e é uma pessoa ordinária no bom sentido, gente como a gente. A série brinca com o tema gato e rato. São apenas 8 episódios que passam voando. 

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After Life série da NetFlix de Rick Gervais que escreve e dirige alguns, não sei se todos os episódios. Gostei bastte. Basicamente é  sobre seguir em frente após perder alguém que vc ama. O personagem do Gervais liga o foda-se e se desfaz das convenções de se viver em comunidade e acaba sendo o cara mal humorado, sincero e sarcástico. No fundo ele tem uma grande dor no coração..a série me pegou pelo tom minimalista e pelos personagens bem interessantes que vão surgindo e crescendo na história. 

 

 

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Conferi a 3ª temporada de SLASHER, que nesse ano veio com o subtítulo de SOLSTICE. Segue a minha resenha (sem spoilers)

 

slasher3_1.jpg

 

 

 SLASHER, é uma série antológica, que a exemplo da popular AMERICAN HORROR STORY, conta uma história diferente por temporada, embora reaproveite boa parte de seu elenco, que retorna em novas temporadas com outros personagens.  Após começar em 2016 como uma fraquíssima série produzida pelo extinto canal canadense Chiller (na temporada intitulada THE EXECUTIONER), a Netflix resgatou a série, produzindo uma segunda temporada, lançando no Halloween de 2017 (intitulada GUILTY PARTY), bem superior a temporada de estréia, que manipulava de forma competente os clichês do subgênero que dá título á série, ao mesmo tempo que homenageava os clássicos Slasher, gerando um programa tenso e divertido, com personagens relativamente complexos, e que se desenvolvia como um orgânico filme Slasher de oito horas de duração. Entretanto, a série ainda se manteve abaixo do radar, e o silêncio da Netflix sobre uma renovação indicava o fim da série. Eis que em agosto do ano passado (quase um ano após a estréia de GUILTY PARTY), a Netflix anunciou a renovação da série, que teria sua terceira temporada lançada em 2019. Então, após conferir a nova leva de episódios que compõem essa 3ª temporada (mais uma vez com oito episódios), posso dizer que este terceiro ciclo, SOLSTICE, revela-se a temporada mais ambiciosa em termos temáticos da série, mantendo a qualidade da temporada anterior, embora na minha opinião, não a supere.

  Seguindo o formato da série (e de 90% das histórias Slasher seja no cinema ou na TV) SOLSTICE tem como ponto de partida um crime ocorrido no passado (mais precisamente um ano antes dos eventos da temporada), quando um rapaz que voltava da festa de solstício de verão é brutalmente assassinado por um assassino mascarado batizado pela mídia de "Druida", no momento em que chegava ao conjunto habitacional onde morava. O crime é testemunhado pela maioria dos moradores, mas ninguém interfere, e o assassino escapa sem nunca ter sido capturado. Um ano depois, um novo solstício de verão chega, e com ele, o Druida retorna, passando a matar brutalmente aqueles que testemunharam o crime.

  A primeira coisa que se deve dizer sobre a nova temporada (que diferente das outras, se situa nos EUA ao invés do Canadá), é a diversidade de personagens que apresenta, transformando o edifício onde se passa a maior parte da história em um caldeirão multicultural, que não só é usado para tensionar os clichês do subgênero, mas para lançar uma crítica (longe de ser sutil, é verdade) das fobias e sentimento de intolerância trazidas pela Era Trump. Os personagens clichês estão presentes, mas tensionados de modo a ganharem mais camadas (quero dizer, aqueles que duram mais tempo, não sendo os primeiros a serem despachados pelo Druida). Temos a "Bitch", o hipster, o supremacista branco, a Youtuber, o gay latino, a "Doida do prédio", cuidada pelos enteados negros depois que a mãe cometeu suicídio, a asiática expert em tecnologia, e por ai vai. SLASHER aponta aqui o quão diversa nações como os Estados Unidos se tornaram, e a insanidade da intolerância, que apenas tornam todos mais vulneráveis, gerando ciclos de violência e rancor.

O maior exemplo dessa característica da temporada encontra-se na própria protagonista da história (diferente da temporada anterior, que dispensou um protagonista definido, SOLSTICE volta a apostar na figura de uma "Final Girl", embora uma carismática, diferente daquela que estrelou a temporada pré Netflix). Saadia tem todas as características da Final Girl clássica, ela é virginal, em certo nível mais inocente que os outros personagens adolescentes, mas ainda assim, esperta, intuitiva, e capaz de lutar; com a onda de assassinatos coincidindo com um rito de amadurecimento, já que seus pais viajam no começo da história, deixando-a sozinha. A diferença de Saadia da Final Girl padrão? Saadia é uma muçulmana, uma imigrante afegã refugiada de guerra, que guarda os traumas infantis de guerra, colocando assim os clichês clássicos da Final Girl como o caráter virginal, a bravura para lutar e os traumas do passado dentro de um contexto cultural,e que precisa enfrentar não só um assassino, mas a xenofobia..

 A tecnologia e a indiferença cada vez maior da nossa sociedade, gerando uma perda de senso de comunidade (ainda que virtualmente nos tornemos cada vez mais integrados) é outra crítica forte da temporada, representada principalmente na figura da Youtuber e Vlogueira Violet, interpretada pela excelente e carismática Paula Brancati, que já havia roubado a cena em GUILTY PARTY. Vivendo mais em um mundo virtual do que no real, a personagem é vivida como um arquétipo, mas um que parece cada vez mai real, transformando basicamente tudo que acontece em sua vida em material para o seu canal, desde os crimes do Druida, até a crise em seu casamento (gerada principalmente pela obsessão da personagem com seguidores, likes e sua figura virtual). Embora Violet seja o extremo disso, temos muitos outros personagens que apresentam esse tipo de comportamento, desde aqueles que param pra filmar uma tragédia com seus celulares ao invés de tentar ajudar de alguma forma, até os "juízes de internet" sempre dispostos a apontar um dedo. São essas ambições sobre temas sociais, que diferenciam SOLSTICE de suas antecessoras, impactando a própria trama , já que a série apresenta uma sociedade tão anestesiada e indiferente, ao ponto de em muitos casos o assassino não precisar se preocupar em ser furtivo, uma proposta muito interessante, usada bem em alguns casos, como a sequência de assassinato de abertura revela, uma passagem que soa absurda e verossímil ao mesmo tempo. Essa proposta volta a surgir em outros pontos da temporada, mas nem sempre com o mesmo grau de verossimilhança

  Em termos de estrutura, a série mantém o padrão das temporadas anteriores de desenvolver o passado dos personagens, e sua relação com a vitima do crime gatilho e com o próprio clime através de Flashbacks, usando-os com habilidade o suficiente pra não entregar a(s) vítimas do episódio (pelo menos na maior parte do tempo), grande erro da temporada de estréia. Diferente das temporadas anteriores, que desenvolviam sua história ao longo de alguns dias, SOLSTICE coloca toda a trama se passando em exatas 24 horas (cada um dos oito episódios de uma hora da série cobrem três horas do fatídico dia do solstício). Essas opções funcionam relativamente bem, especialmente pela opção das 24 horas nunca passar a ideia de estagnação, mantendo o dinamismo da narrativa. Mas estas opções também acabam gerando alguns dos maiores incômodos da temporada. A subtrama envolvendo a investigação policial em torno dos crimes nunca se justifica, e é bastante presente, tirando tempo precioso dos desenvolvimento dos personagens, já que esses policiais nunca chegam perto da identidade do assassino ou de impedir nenhum dos crimes, e nunca são desenvolvidos como personagens em si. E se não chega a ser um desserviço como na temporada de estréia, a fórmula dos flashbacks não é tão eficiente como na temporada 2, pois sem o fator isolamento (que funcionava por desenvolver mesmo os personagens que não estavam em foco) alguns personagens aqui acabam ficando soltos. Um personagem em especial chama a atenção, por só ganhar destaque em um episódio que explora seu passado, motivações e ligações com o crime gatilho, gerando um baita potencial, que é desperdiçado ao fim do episódio com a sua morte, nos fazendo perguntar por que gastar um único episódio de desenvolvimento com aquele personagem, se nada seria feito com aquilo.

  Em termos técnicos, SOLSTICE apresenta uma estética interessante, especialmente durante as sequências noturnas, que abusa do neon e de cores fortes para criar um interessante cenário de pesadelo urbano. A direção é habilidosa também na condução das cenas de tensão, e na criação de momentos mais emotivos de seus personagens, mas não chega a ter nenhum grande momento. Em termos de Gore (algo que a série sempre foi muito bem servida) esta terceira temporada se mostra como a mais ousada e "teatral", com o Druida sendo o mais inventivo e sádico dos três assassinos que deram ás caras na série, embora felizmente, este Gore teatral consegue se manter afastado o suficiente de uma estética mais Trash, que iria contra a atmosfera buscada pela narrativa. O fator "whodunit" da narrativa é bem tratado, e ainda que a série tome alguns caminhos óbvios ao se aproximar de sua conclusão, temos boas reviravoltas que trazem ótimas recompensas emocionais, gerando um bom desfecho  que consegue ser bastante cínico, mas ainda gerar um raio de otimismo.

 No fim das contas, a 3ª temporada de SLASHER vale a pena, apresentando personagens com quem nos importamos,  um bom clima de suspense, e horror visceral pra nenhum fã do gênero reclamar. Ela merece pontos por ter ambições de discussão sociais maiores que suas antecessoras e que o gênero Slasher em geral, além  de tensionar e ressignificar alguns clichês, embora quem espera algum tipo de desconstrução total do subgênero, vai se frustrar, pois essa decididamente não é a intenção aqui. Embora ainda prefira a mais claustrofóbica e paranoica GUILTY PARTY, SOLSTICE é uma engajante entrada da série, que já me deixa querendo uma quarta temporada. Pra quem curte uma história Slasher bem contada, a série é pra você. Mas se o Slasher não é a sua praia... Bem, o título da série é auto explicativo.

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 Visto a 2ª temporada de SAMANTHA!

 

Resultado de imagem para Samantha! 2ª temporada

 

 

 

   Indo na onda da nostalgia da década de 80 (que já começava a dar os primeiros sinais de cansaço) SAMANTHA! lançou a sua primeira temporada em 2018, contando a história da personagem título (Emanuelle Araujo), uma estrela mirim da década de 80, que caiu no esquecimento em sua vida adulta, e que nos dias de hoje, mãe solteira de duas crianças, Cindy (Sabrina Nonata) e Brandon (Cauã Gonçalves) (ambas muito mais maduras que a mãe) fazia de tudo pra recuperar a fama, ao mesmo tempo em que lidava com o retorno do ex marido e pai das crianças Dodói (Douglas Silva) um ex jogador de futebol, que passou anos na cadeia por um crime que não cometeu. A primeira temporada tinha muitas qualidades, por lançar um olhar nostálgico, mas ao mesmo tempo crítico sobre os absurdos da TV dos anos 80, ao mesmo tempo em que apontava e contrastava tais absurdos, com as próprias maluquices eticamente questionáveis da televisão atual, e é claro a internet. A série também tinha grandes méritos na sua protagonista, que ao mesmo tempo em que expunha os defeitos de Samantha como uma mulher obcecada pela fama, alienada, e muitas vezes egoísta e egocêntrica, também a humanizava de um modo que levava a personagem além do clichê, dando naturalidade a toda loucura da personagem, sem torna-la caricata, dando carisma á personagem título, e mesmo tornando-a relacionável. A química com Douglas Silva, e um bom grupo de coadjuvantes, como o empresario trambiqueiro Marcinho (Daniel Furlan, o Renan de CHOQUE DE CULTURA) e a You tuber tresloucada Laila (Lorena Comparato), que formava um triangulo amoroso com Dodói e Samantha, também davam o nível certo de humor nonsense que a produção pedia.

 A série, entretanto, não vinha livre de problemas. Embora seus sete episódios de vinte pouco minutos fossem rápidos e leves de assistir, a estrutura episódica onde uma oportunidade de restaurar a fama de Samantha aparecia, e por um motivo ou outro, a personagem perdia essa oportunidade, só para no episódio seguinte o ciclo se repetir, tornavam a série previsível, mesmo para os padrões de sitcoms. Além disso, o núcleo central da série, a família de Samantha, parecia existir apenas para dar suporte para protagonista, sem nunca ter uma trama própria que soasse interessante ou que colaborasse para a história central. E embora eu deteste criticar a atuação de crianças, era óbvio que os jovens Cauã Gonçalves e Sabrina Nonata (muito provavelmente em seus primeiros trabalhos de maior expressão) não conseguiam acompanhar o ritmo das piadas propostos pelo roteiro, o que deixava qualquer piada em torno das crianças truncada e pouco natural, além de baseadas no clichê das crianças prodígios já tão desgastado pelo sitcom. Ainda assim, a primeira temporada se encerrava de forma digna, com a protagonista concluindo uma jornada dramática sólida, tendo aprendido alguma coisa ao longo da história. Mas com a renovação para uma segunda temporada, ficava a pergunta; SAMANTHA! ainda teria o que contar, e conseguiria corrigir os erros da temporada de estréia? Felizmente, a resposta é sim. A segunda temporada segue caminhos bem diferentes da temporada de estréia, praticamente se reinventando, mas sem jogar fora aquilo que deu certo na primeira temporada.

  Situando-se um ano após a primeira temporada (e felizmente ignorando o gancho que colocava Samantha se envolvendo com política, algo citado rapidamente, quase como um episódio descartado) a história desta segunda temporada tem como pontapé inicial a pré produção do filme "Samonstra!", baseado no livro dos ex colegas de Samantha nos Plinplons (o Balão Mágico da série). Tendo conseguido se manter fora da mídia por um ano (dessa vez por vontade própria), a ex estrela mirim se vê apontada por todos como uma menina que nunca cresceu (uma acusação não totalmente injusta, como quem acompanha a série pode constatar). Disposta a provar ao mundo (e principalmente a si mesma) que é uma mulher madura, Samantha começa a revisar tanto a sua vida pessoal quanto profissional em busca de tal maturidade, e no processo, é claro, tenta sabotar a produção do filme.

  A primeira coisa que se deve dizer sobre esta 2ª temporada, é como ela passa por um tipo de reinvenção em comparação a temporada de estréia. Primeiro, pela própria estrutura da temporada. Ainda contando com sete episódios entre vinte e trinta minutos casa, SAMANTHA! perde o caráter episódico da temporada anterior, trazendo uma história mais fluída muito mais focada na jornada dramática da personagem, assim fugindo dos cenários replicantes da temporada anterior. E se a nostalgia (e anti-nostalgia) e a crítica a televisão eram grandes focos da primeira temporada, aqui tais elementos surgem mais como pano de fundo, já que mesmo entendendo a importância destes elementos para a personagem e seu universo, a série quer tratar de outros temas. Aqui sobram piadas para as "fórmulas" de criar filhos, o cinema, o teatro e seu suposto ambiente promíscuo, a psicologia, e até mesmo o feminismo. A série não perde as piadas, mas também não aposta todas as suas fichas no "humor politicamente incorreto", que muitos creem atualmente ser a unica forma de fazer comedia. O maior exemplo é o episódio em que Samantha se envolve com o movimento feminista, mostrando muito dos absurdos cômicos das varias vertentes do feminismo, mas sem com isso diminuir a sua importância na sociedade atual.

 Outra melhoria da série é a forma como o núcleo central, a família de Samantha surge muito mais sólido e integrado a história do que na temporada de estréia. Os personagens desse núcleo ganham as suas próprias subtramas, que funcionam por si só, mas também funcionam como eco e variações da jornada da própria Samantha. Dodói, por exemplo (já totalmente reintegrado á família) também tem a sua própria jornada de amadurecimento, representado principalmente no retorno de sua mãe dominadora (Zezeh Barbosa) que mantém o controle sobre os seus direitos de imagem. As crianças parecem mais a vontade em cena nessa nova temporada (especialmente Sabrina Nonata) e também tem seus próprios arcos que brincam com o clichê da criança prodígio. Brandon, por exemplo, começa a perceber que não tem problema ser uma criança, já que é justamente o que ele é, enquanto Cindy, por mais inteligente que seja, está aterrorizada com a chegada da adolescência, desde as mudanças fisiológicas como a menstruação, passado pelo primeiro namorado, até o simples fato de ter que lidar com jovens que podem ser tão maduros e conscientes quanto ela. São conflitos simples, mas que espelham e fortalecem de alguma forma, o arco de Samantha na série.

  Se a série corrigiu alguns erros, também não só manteve, mas melhorou o que havia dado certo na primeira temporada. Emanuelle Araujo continua brilhante como Samantha. Temos aqui uma personagem um pouco mais insegura e auto questionadora do que a vista na temporada anterior. Ela não é mais (tão) obcecada pela fama, e suas preocupações são muito mais intimistas, com a personagem buscando provar muito mais a si mesma do que aos outros que é uma mulher madura e centrada (mas se esse caminho passar por algum holofote, ela também não vê nenhum problema). Araujo constrói uma personagem que ainda tem as suas imperfeições e alienações, mas que se mostra muito mais empática, e honestamente tenta acertar, dando uma humanidade contagiante á personagem título. Samantha ganha tintas mais dramáticas, especialmente com a exploração de seu passado que vai além do programa dos Plinplons, mas a série nunca se esquece que é uma comédia, e consegue transitar entre passagens mais emocionantes, com desarmes cômicos que nunca soam intrusivos.

Velhos personagens coadjuvantes estão de volta. Marcinho retoma a função que sempre teve, surgindo em doses homeopáticas ao longo da série, sempre de forma hilária. A youtuber Laila, vivida de forma acertadamente histriônica por Lorena Comparato como uma garota devorada por sua personalidade midiática, também retorna ainda mais divertida do que na temporada anterior, mas cumprindo uma função diferente, e mais interessante dramaticamente. Se na primeira temporada, ela simplesmente disputava Dodói com Samantha, e servia como comentário as bizarrices das celebridades de internet, Laila surge agora muito mais focada em Samantha, desenvolvendo uma relação de amor e ódio com a protagonista. Surgindo de forma (positivamente) anárquica ao longo dos sete episódios sempre em contextos hilários, Laila não deixa de ser um espelho da própria Samantha, gerando a relação de amizade/inimizade (Best frenemies, pra usar um termo em inglês) que as duas acabam desenvolvendo. Entre os novos personagens, o destaque acaba ficando para Carmen Vecino (Alessandra Maestrini) uma pedante e manipuladora diretora de teatro, que entra na vida de Samantha para dar um rumo mais "maduro" para a sua carreira, e cuja frieza emocional também gera passagens hilárias.

  Em termos de direção, a série também evoluiu. Se a primeira temporada muitas vezes acusava a sua natureza de "sitcom com pouco dinheiro", aqui isso não grita tanto, com um uso melhor dos cenários e das locações utilizadas Além disso, algumas passagens ainda destacam o trabalho de direção, vide a forma como Samantha faz a sua primeira aparição na temporada, ou o sexto episódio, que forma lúdica, promove o encontro da Samantha adulta com sua versão criança, com a decupagem trabalhando de forma interessante contrastes e paralelismos entre as duas Samanthas.

  A segunda temporada de Samantha, entretanto, não chega a ser perfeita. A ideia de colocar nos flashbacks a jovem Samantha temendo ser pra sempre a princesa dos Plinplons, espelhando o conflito atual de Samantha (o que inclusive agrega valor a primeira temporada, onde uma Samantha adulta tentava retomar esse papel) é muito interessante. Mas a forma como os flashbacks da infância da protagonista surgem de forma repetida ao longo dos episódios para ilustrar situações que levam a personagem no presente a tomar certas decisões diante de determinados dilemas morais irritam um pouco. E se a forma "caótica" com que personagens como Marcinho e Laila surgem ao longo da temporada é muito bem utilizada, a introdução de uma personagem menor oriunda da primeira temporada interpretada por Mariana Xavier (a Marcelina da franquia "Minha Mãe é uma Peça) e que possui grande importância na Finale, acontece de forma um pouco abrupta pro meu gosto.

  Apesar dessas escorregadas, a evolução de SAMANTHA! nessa segunda temporada é inegável, e com o perdão do trocadilho, entrega uma história mais madura, tal como sua protagonista (tenta) ser; com personagens cativantes. A finale traz um encerramento perfeito para o arco dramático da protagonista nesta temporada, trazendo muito humor, e algo que a série só havia conseguido arranhar na temporada de estréia; coração (em uma culminação de todo o trabalho feito nessa nova leva de sete episódios). Se a série acabar aqui, será um grande final, mas creio que SAMANTHA! ainda tenha folego para um fecho de "trilogia".

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Assisto a pouquíssimas séries, mas tenho um carinho por "Cara Gente Branca". Infelizmente, essa terceira temporada foi uma decepção. Um enredo muito ruim, muito ruim mesmo; embora as qualidades - diálogos politizados afiados, desnarratividade, humor verbal, despudor social- ainda permaneçam.

Esgotou-se.

Dear White People (2017)

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