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Quais Séries Você Anda Vendo?

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On 6/6/2019 at 4:28 PM, Questão said:

 

 Visto a 2ª temporada de SAMANTHA!

 

Resultado de imagem para Samantha! 2ª temporada

 

 

 

   Indo na onda da nostalgia da década de 80 (que já começava a dar os primeiros sinais de cansaço) SAMANTHA! lançou a sua primeira temporada em 2018, contando a história da personagem título (Emanuelle Araujo), uma estrela mirim da década de 80, que caiu no esquecimento em sua vida adulta, e que nos dias de hoje, mãe solteira de duas crianças, Cindy (Sabrina Nonata) e Brandon (Cauã Gonçalves) (ambas muito mais maduras que a mãe) fazia de tudo pra recuperar a fama, ao mesmo tempo em que lidava com o retorno do ex marido e pai das crianças Dodói (Douglas Silva) um ex jogador de futebol, que passou anos na cadeia por um crime que não cometeu. A primeira temporada tinha muitas qualidades, por lançar um olhar nostálgico, mas ao mesmo tempo crítico sobre os absurdos da TV dos anos 80, ao mesmo tempo em que apontava e contrastava tais absurdos, com as próprias maluquices eticamente questionáveis da televisão atual, e é claro a internet. A série também tinha grandes méritos na sua protagonista, que ao mesmo tempo em que expunha os defeitos de Samantha como uma mulher obcecada pela fama, alienada, e muitas vezes egoísta e egocêntrica, também a humanizava de um modo que levava a personagem além do clichê, dando naturalidade a toda loucura da personagem, sem torna-la caricata, dando carisma á personagem título, e mesmo tornando-a relacionável. A química com Douglas Silva, e um bom grupo de coadjuvantes, como o empresario trambiqueiro Marcinho (Daniel Furlan, o Renan de CHOQUE DE CULTURA) e a You tuber tresloucada Laila (Lorena Comparato), que formava um triangulo amoroso com Dodói e Samantha, também davam o nível certo de humor nonsense que a produção pedia.

 A série, entretanto, não vinha livre de problemas. Embora seus sete episódios de vinte pouco minutos fossem rápidos e leves de assistir, a estrutura episódica onde uma oportunidade de restaurar a fama de Samantha aparecia, e por um motivo ou outro, a personagem perdia essa oportunidade, só para no episódio seguinte o ciclo se repetir, tornavam a série previsível, mesmo para os padrões de sitcoms. Além disso, o núcleo central da série, a família de Samantha, parecia existir apenas para dar suporte para protagonista, sem nunca ter uma trama própria que soasse interessante ou que colaborasse para a história central. E embora eu deteste criticar a atuação de crianças, era óbvio que os jovens Cauã Gonçalves e Sabrina Nonata (muito provavelmente em seus primeiros trabalhos de maior expressão) não conseguiam acompanhar o ritmo das piadas propostos pelo roteiro, o que deixava qualquer piada em torno das crianças truncada e pouco natural, além de baseadas no clichê das crianças prodígios já tão desgastado pelo sitcom. Ainda assim, a primeira temporada se encerrava de forma digna, com a protagonista concluindo uma jornada dramática sólida, tendo aprendido alguma coisa ao longo da história. Mas com a renovação para uma segunda temporada, ficava a pergunta; SAMANTHA! ainda teria o que contar, e conseguiria corrigir os erros da temporada de estréia? Felizmente, a resposta é sim. A segunda temporada segue caminhos bem diferentes da temporada de estréia, praticamente se reinventando, mas sem jogar fora aquilo que deu certo na primeira temporada.

  Situando-se um ano após a primeira temporada (e felizmente ignorando o gancho que colocava Samantha se envolvendo com política, algo citado rapidamente, quase como um episódio descartado) a história desta segunda temporada tem como pontapé inicial a pré produção do filme "Samonstra!", baseado no livro dos ex colegas de Samantha nos Plinplons (o Balão Mágico da série). Tendo conseguido se manter fora da mídia por um ano (dessa vez por vontade própria), a ex estrela mirim se vê apontada por todos como uma menina que nunca cresceu (uma acusação não totalmente injusta, como quem acompanha a série pode constatar). Disposta a provar ao mundo (e principalmente a si mesma) que é uma mulher madura, Samantha começa a revisar tanto a sua vida pessoal quanto profissional em busca de tal maturidade, e no processo, é claro, tenta sabotar a produção do filme.

  A primeira coisa que se deve dizer sobre esta 2ª temporada, é como ela passa por um tipo de reinvenção em comparação a temporada de estréia. Primeiro, pela própria estrutura da temporada. Ainda contando com sete episódios entre vinte e trinta minutos casa, SAMANTHA! perde o caráter episódico da temporada anterior, trazendo uma história mais fluída muito mais focada na jornada dramática da personagem, assim fugindo dos cenários replicantes da temporada anterior. E se a nostalgia (e anti-nostalgia) e a crítica a televisão eram grandes focos da primeira temporada, aqui tais elementos surgem mais como pano de fundo, já que mesmo entendendo a importância destes elementos para a personagem e seu universo, a série quer tratar de outros temas. Aqui sobram piadas para as "fórmulas" de criar filhos, o cinema, o teatro e seu suposto ambiente promíscuo, a psicologia, e até mesmo o feminismo. A série não perde as piadas, mas também não aposta todas as suas fichas no "humor politicamente incorreto", que muitos creem atualmente ser a unica forma de fazer comedia. O maior exemplo é o episódio em que Samantha se envolve com o movimento feminista, mostrando muito dos absurdos cômicos das varias vertentes do feminismo, mas sem com isso diminuir a sua importância na sociedade atual.

 Outra melhoria da série é a forma como o núcleo central, a família de Samantha surge muito mais sólido e integrado a história do que na temporada de estréia. Os personagens desse núcleo ganham as suas próprias subtramas, que funcionam por si só, mas também funcionam como eco e variações da jornada da própria Samantha. Dodói, por exemplo (já totalmente reintegrado á família) também tem a sua própria jornada de amadurecimento, representado principalmente no retorno de sua mãe dominadora (Zezeh Barbosa) que mantém o controle sobre os seus direitos de imagem. As crianças parecem mais a vontade em cena nessa nova temporada (especialmente Sabrina Nonata) e também tem seus próprios arcos que brincam com o clichê da criança prodígio. Brandon, por exemplo, começa a perceber que não tem problema ser uma criança, já que é justamente o que ele é, enquanto Cindy, por mais inteligente que seja, está aterrorizada com a chegada da adolescência, desde as mudanças fisiológicas como a menstruação, passado pelo primeiro namorado, até o simples fato de ter que lidar com jovens que podem ser tão maduros e conscientes quanto ela. São conflitos simples, mas que espelham e fortalecem de alguma forma, o arco de Samantha na série.

  Se a série corrigiu alguns erros, também não só manteve, mas melhorou o que havia dado certo na primeira temporada. Emanuelle Araujo continua brilhante como Samantha. Temos aqui uma personagem um pouco mais insegura e auto questionadora do que a vista na temporada anterior. Ela não é mais (tão) obcecada pela fama, e suas preocupações são muito mais intimistas, com a personagem buscando provar muito mais a si mesma do que aos outros que é uma mulher madura e centrada (mas se esse caminho passar por algum holofote, ela também não vê nenhum problema). Araujo constrói uma personagem que ainda tem as suas imperfeições e alienações, mas que se mostra muito mais empática, e honestamente tenta acertar, dando uma humanidade contagiante á personagem título. Samantha ganha tintas mais dramáticas, especialmente com a exploração de seu passado que vai além do programa dos Plinplons, mas a série nunca se esquece que é uma comédia, e consegue transitar entre passagens mais emocionantes, com desarmes cômicos que nunca soam intrusivos.

Velhos personagens coadjuvantes estão de volta. Marcinho retoma a função que sempre teve, surgindo em doses homeopáticas ao longo da série, sempre de forma hilária. A youtuber Laila, vivida de forma acertadamente histriônica por Lorena Comparato como uma garota devorada por sua personalidade midiática, também retorna ainda mais divertida do que na temporada anterior, mas cumprindo uma função diferente, e mais interessante dramaticamente. Se na primeira temporada, ela simplesmente disputava Dodói com Samantha, e servia como comentário as bizarrices das celebridades de internet, Laila surge agora muito mais focada em Samantha, desenvolvendo uma relação de amor e ódio com a protagonista. Surgindo de forma (positivamente) anárquica ao longo dos sete episódios sempre em contextos hilários, Laila não deixa de ser um espelho da própria Samantha, gerando a relação de amizade/inimizade (Best frenemies, pra usar um termo em inglês) que as duas acabam desenvolvendo. Entre os novos personagens, o destaque acaba ficando para Carmen Vecino (Alessandra Maestrini) uma pedante e manipuladora diretora de teatro, que entra na vida de Samantha para dar um rumo mais "maduro" para a sua carreira, e cuja frieza emocional também gera passagens hilárias.

  Em termos de direção, a série também evoluiu. Se a primeira temporada muitas vezes acusava a sua natureza de "sitcom com pouco dinheiro", aqui isso não grita tanto, com um uso melhor dos cenários e das locações utilizadas Além disso, algumas passagens ainda destacam o trabalho de direção, vide a forma como Samantha faz a sua primeira aparição na temporada, ou o sexto episódio, que forma lúdica, promove o encontro da Samantha adulta com sua versão criança, com a decupagem trabalhando de forma interessante contrastes e paralelismos entre as duas Samanthas.

  A segunda temporada de Samantha, entretanto, não chega a ser perfeita. A ideia de colocar nos flashbacks a jovem Samantha temendo ser pra sempre a princesa dos Plinplons, espelhando o conflito atual de Samantha (o que inclusive agrega valor a primeira temporada, onde uma Samantha adulta tentava retomar esse papel) é muito interessante. Mas a forma como os flashbacks da infância da protagonista surgem de forma repetida ao longo dos episódios para ilustrar situações que levam a personagem no presente a tomar certas decisões diante de determinados dilemas morais irritam um pouco. E se a forma "caótica" com que personagens como Marcinho e Laila surgem ao longo da temporada é muito bem utilizada, a introdução de uma personagem menor oriunda da primeira temporada interpretada por Mariana Xavier (a Marcelina da franquia "Minha Mãe é uma Peça) e que possui grande importância na Finale, acontece de forma um pouco abrupta pro meu gosto.

  Apesar dessas escorregadas, a evolução de SAMANTHA! nessa segunda temporada é inegável, e com o perdão do trocadilho, entrega uma história mais madura, tal como sua protagonista (tenta) ser; com personagens cativantes. A finale traz um encerramento perfeito para o arco dramático da protagonista nesta temporada, trazendo muito humor, e algo que a série só havia conseguido arranhar na temporada de estréia; coração (em uma culminação de todo o trabalho feito nessa nova leva de sete episódios). Se a série acabar aqui, será um grande final, mas creio que SAMANTHA! ainda tenha folego para um fecho de "trilogia".

Nunca tinha ouvido falar dessa série,  passa aonde?

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Eu terminei esses tempos a série Succession, da HBO, que até levou alguns prêmios nos últimos anos.

É uma série lá em cima, e Brian Cox e Jeremy Strong, simplesmente dão um show de atuação e camadas de seus personagens. 

Recomendo muito!

 

São 2 temporadas, e acho que o total dão uns 18 eps.

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Terminado Jack Ryan, estou órfão de séries - fiquei triste de verdade, a série está muito bem feita.

Aproveitando então para tirar o atraso e vendo The Office (a série fez 15 anos ontem pelo que li) também no Amazon Prime Vídeo.

Estou na segunda temporada e teve uma referencia a Lost feita pelo Dwait no episódio que vi ("sabe aquele episódio de Lost quando eles encontram Os Outros?"). Quem diria hahaha.

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On 3/5/2020 at 11:14 AM, Gust84 said:

Eu terminei esses tempos a série Succession, da HBO, que até levou alguns prêmios nos últimos anos.

É uma série lá em cima, e Brian Cox e Jeremy Strong, simplesmente dão um show de atuação e camadas de seus personagens. 

Recomendo muito!

 

São 2 temporadas, e acho que o total dão uns 18 eps.

Vou atrás dessa tbm, valeu a recomendação.

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Era um guilty pleasure, agora virou mais uma vergoinha mesmo...

Assisti nos últimos dias a essa quarta e última temporada de "13 Things Why". Uma série desesperadamente a procura de um assunto, pois sua razão de ser esgotou-se há bastante tempo, e eles ainda conseguiram esticar a corda com o popular "Quem matou?", que sempre funciona comigo. Mas essa temporada, gente, que terror! Eles falam de todos os temas do momento, tem de tudo, protesto estudantil; armas nas escolas; bissexualidade aparecendo num estalar de dedos; um momento "A Bruxa de Blair"; acidente de carro; doenças repentinas; só faltou um maremoto, ou uma invasão alienígena, neste ano escolar in-fi-ni-to, sem nenhuma aula, em que os adolescentes são adultos descolados.

O maior problema continua sendo a alucinação coletiva, no quais vários personagens veem os mortos, e inclusive conversam com eles sobre diversos assuntos, como, por exemplo, masturbação. É um recurso dramatúrgico muito fraco e muito bobo, é preciso dizer. Continuam os sermões. O último capítulo, então, foi apenas uma grande lição de moral, mas que nos reservou a única cena sinceramente boa, em que se é trocado um aperto de mão. 

Alguns atores não evoluiram nada, nesses anos. Acho que ninguém desse elenco vai brilhar na carreira.

Que bom que acabou.

Dylan Minnette in 13 Reasons Why (2017)

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