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Forum Cinema em Cena

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  • 3 weeks later...

 

Sensacional. Está bem acima dos outros concorrentes ao Oscar, merece e muito. A Crítica está afiadissíma, muito bom o texto, destrincha o filme tecnicamente, como uma crítica deve ser.

Ao contrário de outros sites que publicam uma opinião particular e acham que isso é crítica, me poupe.

magnus2011-02-05 14:18:37

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Eu gostei bastante do filme. A crítica que fizeram no Cinema em Cena está ótima. Mas acho que ficou faltando tentar explicar o sangue (ou a falta dele) no último ato da peça. Por que ninguém repara? Qual o real significado da presença (ou não) dele naquele momento?

 

Gostaria que explicassem isso.

Obrigado.

 

 

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O uso dos espelhos foi muito bem sacado mesmo. Os reflexos permeiam toodo o filme. O trio principal do filme' date=' Portman, Kunis e Cassel, está afiadissímo. Candidato forte a filme do ano.

 

 

[/quote']

 

Nem fale na sintonia do trio principal. Era super excitante vê-los em cena.

 

principalmente a portman e kunis..08

 

Essa foi numa sintonia além das expectativas. 0616

 

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  • 2 weeks later...

Quando você curte um filme, lê a crítica do Pablo e ele tem a mesma opinião chega a ser orgástico, como neste aqui... rsrsrs. Mas quando o cidadão vem detonar um filme que você curte ou elogia um filme que você detesta, ele não presta... rsrsrsrs

 

Enfim, a força dos argumentos do Pablo quando está em sintonia com a minha opinião faz com que o respeite frente as situações adversas, logo impossível ficar indiferente.
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  • 3 weeks later...

Realmente, este é um fato que ficou falho. O lado que ele quis mostrar, eu entendi. Ela atacou o alter ego, na sua alucinação e atingiu ela mesma. E se isso fosse mostrado logo, a cena não chegaria até o final. Porém, o filme retrata uma realidade, e pela lógica, como ela iria se ferir no intervalo do 1º para o 2º ato e só iria aparecer sangue jorrando no intervalo para o 3º? Sim, a roupa do cine negro é escura, porém, mal estava jorrando quando ela vestiu de branco e só então quando ela percebeu, é que começou a sofrer o ferimento. Por acaso ele pesquisou se um caco de vidro cravado estaca o sangue? :P Sei lá, fica meio falho isso mesmo.

 

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Realmente' date=' este é um fato que ficou falho. O lado que ele quis mostrar, eu entendi. Ela atacou o alter ego, na sua alucinação e atingiu ela mesma. E se isso fosse mostrado logo, a cena não chegaria até o final. Porém, o filme retrata uma realidade, e pela lógica, como ela iria se ferir no intervalo do 1º para o 2º ato e só iria aparecer sangue jorrando no intervalo para o 3º? Sim, a roupa do cine negro é escura, porém, mal estava jorrando quando ela vestiu de branco e só então quando ela percebeu, é que começou a sofrer o ferimento. Por acaso ele pesquisou se um caco de vidro cravado estaca o sangue? :P Sei lá, fica meio falho isso mesmo.

[/quote']

 

Sim, os objetos perfurantes (faca, flecha ou, por exemplo, um caco de vidro), estancam o sangue enquanto não retirados. Os médicos, inclusive, recomendam não retirá-los enquanto não houver atendimento. Medicina legal e primeiros socorros básicos. Assim, na minha visão, não houve ato falho ou um furo no filme. 01

 

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Assisti ontem e o filme é realmente lindo e de uma sensibilidade extrema. Portman sempre mandando bem.E sua crítica foi muito boa' date=' Pablo. Ri com o comentário final. [img']smileys/06.gif" align="absmiddle" alt="06" />

 

 

 

 

com certeza, ele tem o que há de melhor em um filme pra mim: imersão e enredo! além da bela fotografia..

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Um dos melhores filmes que já vi concerteza.

 

Vou ver de novo no cinema se ainda achar em cartaz, e comprar quando sair o box, o filme que dá para ver um m onte de vezes e continuar impressionado.

 

Sobre ser falho, não concordo, o filme inteiro é onírico, inteiro feito em cima da linha que separa o conciente do subconciente, não sabemos nem se ela morreu mesmo, se querem polemizar.

 

A força dramática pede isso, mas deduzir o que acontece depois do branco é um esforço de imaginação, não importando seu desejo pessoal para o final do filme.

 

Não acho falho, mesmo sobre a amiga, tem cenas da amiga que não sabemos se eram reais, imaginação ou uma mistura, o filme inteiro caberia na cabeça dela, com todo mundo imaginário.

 

 

 

 

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Não há nenhuma falha no filme. Não adianta procurar porque não vão achar. O fato do sangue não aparecer só vai de encontro ás percepções da Nina virem á tona. Ou vocês não perceberam que o filme todo é baseado no subconsciente enlouquecido dela? A partir do momento em que ela se deu conta do que realmente tinha feito, é que o ferimento e o sangue, que está lá quando ela se atira, fazem sentido, pois ela entende que se matou. A última fala de Nina justifica isso plenamente. O filme é uma perfeição do início ao fim. E a crítica do Pablo tão complexa quanto. Amei!

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  • 2 months later...

Um interessanet paralelo entre Cisne Negro e O Discurso do Rei publicado por Roberto Damatta no estadao on line de hoje:

 

 

 

O filme O Discurso do Rei (dirigido por Tom Hooper) tem vários denominadores comuns com um outro filme, seu competidor, Cisne Negro (dirigido por Darren Aronofsky). Ambos lidam com temas referentes a matrizes importantes daquilo que se chama de "cultura" termo que no contexto artístico denota, com todos os preconceitos, refinamento ou "alta cultura". O filme sobre George VI, avô desse príncipe recém-casado com pompa e circunstância, lida com os dramas da aristocracia; já Cisne Negro trata da produção de uma nova versão do balé O Lago do Cisne, de Tchaikovsky. Em ambos os enredos, precisa-se de alguém capaz de desempenhar simultaneamente dois papeis e de realizar dois discursos.

 

 

 

No caso do rei, cujo apelido era Bertie, é preciso torná-lo capaz de falar em público com a segurança requerida de um príncipe e de um rei, algo tranquilo não fosse a gaguez impeditiva de realizar a banalidade que vira proeza. Pois Bertie só é capaz de produzir um discurso - o do filho e do marido. Algo trágico na medida em que ele é alçado ao papel de rei pela renúncia de seu irmão maior, o herdeiro do trono.

 

No Cisne Negro, o drama se assenta na incapacidade de uma bailarina tecnicamente perfeita, porém incapaz de desempenhar o papel do Cisne Negro, a dimensão transgressora do Cisne Branco. Porque ela não é capaz de realizar o papel infrator, mesmo num balé, nos mostra como o bloqueio desencadeia em Nina todo um surto psicótico que conduz à sua própria destruição.

 

Pela mesma lógica dos impasses emocionais, Bertie não é capaz de falar (e de ser um "Rei Branco") porque a sua dificuldade em discursar o leva a ser uma contradição em termos: um rei que personifica seu povo é impedido de comunicar-se com ele.

 

Como vencer esses impasses semelhantes ao do professor que detesta dar aulas (conheci alguns); do acadêmico que não consegue escrever livros geniais prometidos anos a fio (conheci vários), do amante que tem um surto de impotência num encontro amoroso mais do que sonhado (sei de três ou quatro casos e conheço um intimamente); do comandante congelado pelo medo no campo de batalha (vi isso no cinema muitas vezes); do amor realizado por ódio e por vingança contra o marido da ex-namorada (li isso num livro do Kundera); do herói acusado de um crime que procura sua culpa (leia Kafka), do culpado em busca de castigo (leia Dostoievski); ou da moça que escolhe não escolher mas, em vez de transformar-se em Anna Karenina ou Ema Bovary, vira a Dona Flor do saudoso e grande Jorge Amado - é isso que constitui a trama desses filmes. E por isso, emocionam.

 

Pois cada impasse produz um posicionamento. Há os que abrem e os que fecham. O do rei foi positivo. Em vez de fechar-se em si mesmo, ele, com ajuda da mulher, (sua grande ponte para o mundo) procura um terapeuta que, sendo um amigo especial - uma pessoa à qual se conta tudo -, engendra a confiança. Essa corda que permite descer pela janela sem o esborrachar-se no piso do radicalismo e da negação. E todo radicalismo é, de fato, uma negação. Já o caso da bailarina é mais complexo. No seu mundo, há apenas um diretor ambicioso, amigas competitivas e uma mãe dominadora e ex-bailarina competitiva que impede que a filha faça um caminho diverso do seu.

 

Eis um quadro curioso, cuja simetria me lembra um daqueles saudosos ensaios de Claude Lévi-Strauss. De um lado, um príncipe gago que não pode ser rei porque só se entra nesse papel produzindo um solene juramento numa abadia, num ritual que é apenas pompa e circunstância - essas coisas cuja emoção é justamente suprimir a emoção. Do outro lado, temos a bailarina ultrapreparada, mas incapaz de revelar as emoções necessárias ao papel de um cisne transgressor. Num caso, um excesso de emoção impede o desempenho de um papel herdado e, vejam a tragédia, não escolhido, mas que tem de ser desempenhado. Noutro, há uma ausência de emoção a qual corresponde a um excesso de técnica que, por sua vez, impede o desempenho de um papel escolhido e desejado.

 

Em paralelo, há uma ênfase no ouvido e na visão. No entendimento pela conversa franca e honesta que liberta e tira o pó debaixo do tapete, pois até mesmo aristocratas têm problemas, a dificuldade é ultrapassada. No caso do cisne, entretanto, há uma predominância do olhar cujos reflexos reiteram ao personagem as distorções de sua vida.

 

Alguém disse, faz tempo, que a passagem do ouvido e da leitura para a imagem nua e crua era o começo de tragédia e um prenúncio de fim de um mundo. Esses filmes, especialmente o segundo, não chega a tanto. Mas acentua a necessidade do outro como um guia. Como um ouvinte que impede destruir as pontes entre nós e esses outros que se escondem dentro dos nossos corações.

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  • 2 weeks later...

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