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Forum Cinema em Cena

Cannes - 59ª Edição (2006)


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Achei Uma Mente Brilhante melhor que a média, mas jamais digno de um Oscar de Melhor Filme (pra mim ele era o pior entre os indicados naquele ano).

Nem vi muita coisa no trabalho de Russell Crowe, ele esteve bem melhor em Gladiador, O Informante, Los Angeles - Cidade Proibida e em Mestre dos Mares. Primeiro: um ator com uma quantidade de bíceps avantajados como ele tem, não passa credibilidade como um matemático esquisofrênico e demasiadamente tímido, como um Gladiador ele aparenta bem melhor.

Quanto a Jennifer Connelly tenho a mesma opnião. Ela estava brilhante em Requiem Para um Sonho e Casa de Areia e Névoa, mas aqui não fez nada de extraordinário.

Daí porque eu não gosto deste filme e dos filmes de Ron Howard em geral. O ultimo Cinderella Man é péssimo.

saulomeri2006-5-18 15:52:30
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Volver, de Pedro Almodóvar foi o filme mais aplaudido (até agora) entre os concorrentes à Palma de Ouro.

Vejam estas críticas de Volver e Fast Food Nation (de Linklater):

Almodóvar em grande forma
O título Volver (voltar, em português), ajusta-se à perfeição ao sentimento predominante do filme de Almodóvar, seu 16º . Ele volta às mulheres, distanciando-se do universo eminentemente masculino que marcou sua última passagem por Cannes (Má Educação, que abriu extraoficialmente o festival de 2004). E também, assumidamente, volta às raízes, à aldeia, à infância, à lembrança de sua mãe, a Penelope Cruz (que fez sob sua batuta Tudo sobre Minha Mãe) e, mais espetacularmente ainda, a Carmem Maura. Atriz e diretor fizeram juntos vários de seus filmes de começo de carreira, inclusive o sucesso que definiu a virada no conceito internacional de Almodóvar, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988). Mas depois brigaram, por motivos que nenhum dos dois se dispôs nunca, muito menos agora, a esclarecer.

Almodóvar volta também a revelar as influências de outros diretores que marcaram seu cinema. Em Volver, com predomínio absoluto do cinema italiano. A personagem de Penelope Cruz, Raimunda, é assumidamente inspirada em Sophia Loren, tanto no seu visual (o penteado e o figurino), quanto na personalidade elétrica, ativa, esfuziante e sexy. Centro da energia do esplêndido filme, Penelope, aliás, transfigura-se, até fisicamente sob a direção de Almodóvar. Nos muitos filmes de Hollywood que tem feito, ela aparece magra, pálida, sem viço. Parece mesmo desprovida de qualquer talento nesses limitados papéis norte-americanos. Em Volver, ao contrário, ela é uma leoa. Transborda exuberância em todos os sentidos. Parece ter uma persona que só o espanhol parece ter o poder de fazer desabrochar.

A outra referência ao cinema italiano é uma breve cena de Belíssima, de Visconti. Não é só uma revelação derramada da admiração de Almodóvar tanto por Visconti quanto por Anna Magnani - que ele destacou, na coletiva de hoje, ser seu modelo de maternidade. O argumento central de Belíssima telegrafa um tema polêmico que está no cerne do funcionamento dramático do roteiro de Volver - o abuso sexual de pais contra filhas. Há mais de uma situação nesse sentido envolvendo as personagens da família central de Volver - duas irmãs (Penelope Cruz e Lola Dueñas), a filha de uma delas (a jovem revelação Yohana Cobo) e sua mãe Irene (Carmem Maura) que, morta, volta para cuidar de problemas não só delas quanto de sua própria irmã (Chus Lampreave) e uma grande amiga da família (Blanca Portillo).

Em torno deste admirável sexteto feminino, Almodóvar constrói um verdadeiro altar para que suas ótimas atrizes brilhem, ofuscando de muito os raros homens do elenco, todos em pequenos e desimportantes papéis. Chamá-los de personagens, aliás, é exagero. Os homens são meros figurantes nesta saga de luta, paixão, acertos de contas e perdão que se processa entre várias gerações. Almodóvar acerta mais uma vez em cheio no coração feminino, com toda a complexidade e riqueza dos matizes das personalidades das mulheres, compreendendo-as sem julgá-las nem estereotipá-las. Ainda bem. Para isto, já basta o mainstream de Hollywood.

Radiografia radical
Afastando-se mais do que nunca desse mainstream, aliás, o norte-americano Richard Linklater traça a radiografia mais radical, delineada com ácido, da sociedade americana atual em Fast Food Nation. Desenrolando seu argumento a partir do livro homônimo de Eric Schlosser, o diretor da dobradinha romântica Antes do Pôr-do-Sol (2004) e Antes do Amanhecer (1995) desce ao inferno da implacável exploração dos trabalhadores mexicanos, a partir de uma empresa de processamento de carne.

Com esse fio narrativo, encaixam-se os personagens-chave da atual tragédia americana, montada sobre uma indústria e consumismo igualmente vorazes: cidadãos ignorantes da própria situação do país, jovens tragados numa impressionante falta de cultura e perspectiva, que se dirá de politização, e românticos sonhadores empenhados em encontrar saídas para o impasse mas travados por uma assustadora falta de imaginação para novas soluções.

Encaixam-se aí o executivo da grande empresa de fast food, Don (Greg Kinnear), como o representante dessa classe média alta, dirigente portanto, que não sabe ou não quer saber de nada mas é forçado a ir de encontro à realidade. A missão de descobrir a razão da existência de coliformes fecais nos ultravendidos hambúrgueres de sua empresa leva Don a conhecer os meandros do matadouro no Colorado, que devora bois e mexicanos indefesos com a mesma ferocidade.

Como no denso filme de Ken Loach mostrado ontem, a questão crucial atrás dos personagens de Fast Food Nation também será uma escolha moral. Isto e a forma devastadora como o filme demonstra a máquina de expoliação dos imigrantes mexicanos (o filme, aliás, é falado boa parte em espanhol) são razões suficientes para recomendá-lo - ainda que certamente não se torne um blockbuster na terra natal ou em qualquer outra parte. Isto apesar do elenco estelar, onde se destacam, além de Kinnear, Bruce Willis, Ethan Hawke, Kris Kristofferson, Avril Lavigne, Lou Taylor Pucci (o protagonista de Thumbsucker) e a colombiana Catalina Sandino Moreno - num papel pungente e doído, muitos graus acima de sua também melancólica personagem no filme coletivo Paris Je T'Aime (no episódio dirigido pelos brasileiros Daniela Thomas e Walter Salles).

O episódio dos diretores brasileiros, aliás, foi escolhido como um dos melhores pelo crítico Jean-Philippe Guerand na edição diária especial de quinta (18) da revista Le Film Français. A produtora do filme, Claudie Ossard, aliás, anunciou estar sendo resolvida uma pendência com o produtor que iniciou o projeto, Emmanuel Benbihy, e que levou à retirada de dois segmentos (dirigidos por Christoffer Boe e Rafael Nadjari) da versão final apresentada em Cannes. Por esse motivo, há apenas 18 segmentos, não 20, como previsto (pois são 20 os arrondissements, ou distritos, de Paris). Nem mesmo esse conceito de atribuir a cada diretor um dos distritos da capital para filmar foi seguido à risca. No final, cada um dos diretores pôde escolher um pedaço de Paris, de maneira bem livre, para filmar uma história de amor - esse sim o conceito inegociável da bela produção.

saulomeri2006-5-19 11:26:12
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Não acho A BEAUTIFUL MIND um filme ruim, longe disso. É formulaico sim, opta por esconder fatos importantes das vida de Nash para amenizar a imagem dlee para com a Academia e não chega a ser genial em momento algum (como já ouvi amigos meus defenderem).

 

O trabalho de Crowe é muito bom e acho que ele merecia o Oscar naquele ano (se não fosse ele uma boa opção seria Billy Bob Thornton que nem sequer foi indicado), muito mais que seu trabalho regular em GLADIATOR.

 

Agora, concordo e muito com quem disse que Ron Howard não tem identidade própria. Faz filmes meio que por encomenda, nunca podemos definir um perfil que nos faça identificar sua mão na direção. É um diretor que tende á manipulação e minha maior preocupação e receio para com THE DA VINCI CODE vem justamente da escalação dele. Ainda não vi o filme (devo fazer isso amanhã), mas duvido que Howard consiga prender o espectador como o livro faz (que por sinal, é bom sim!).

 

Howard pode ter filmes bons (Appolo 13, A Beautiful Mind...) mas nunca poderá ser classificado como diretor relevante. Uma pena ver que Robert Altman e David Lynch (além do Joel Coen e do Baz Luhrman que foram esnobados) deixaram de ser premiados pela Academia em detrimento de um pseudo-bom diretor como Howard!

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Já que o assunto é Cannes! Vi recentemente' date=' e FINALMENTE, Elefante, elogiadíssimo filme de Gus Van Sant que levou os dois prêmios mais importantes de Cannes: Melhor Filme e Melhor Direção. Achei o filme ótimo, mas esperava um longa muito melhor e impactante, Elefante é apático, sem graça! Dogville é infinitamente superior e deveria ter ganho Filme e Diretor, além de Atriz, é claro, para o brilhante trabalho de Nicole Kidman (a vencedora desta categoria também realiza um trabalho sem graça, em As Invasões Bárbaras).

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Enqüanto eu acho a direção de Lars von Trier melhor do que a do Gus Van Saint, eu discordo totalmente em relação a Elefante, que na minha opinião mereceu sim ganhar! Os dois filmes estão no mesmo nível na minha opinião, então pra mim tanto faz quem levasse, mas vai ser difícil esquecer Elefante, que como a música tema do filme (Fur Elise - do Beethoven), é simples porém genial.smiley32.gif 

Sinceramente, não estava esperando algo tão bom do diretor, já que não vi nada de muito especial nos outros filmes dele que assisti.

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Howard pode ter filmes bons (Appolo 13' date=' A Beautiful Mind...) mas nunca poderá ser classificado como diretor relevante. Uma pena ver que Robert Altman e David Lynch (além do Joel Coen e do Baz Luhrman que foram esnobados) deixaram de ser premiados pela Academia em detrimento de um pseudo-bom diretor como Howard![/quote']

Concordo plenamente, assisti outro dia "Willow, na Terra da Magia" ( que tinha potencial para ser um bom filme infantil), e se comparar com os filmes atuais do Howard, a direção medíocre só ficou mais segura, foi o único avanço. O Howard e aquele produtor dele de cabelo espetado é com certeza uma das "equipes" mais maléficas para o cinema de Hollywood, justamente pela crítica gostar de seus filmes, sendo que eles são extremamente esquecíveis e irrelevantes (a excessão é Uma Mente Brilhante, mas como já foi discutido é pela atuação memorável do Crowe e não pela direção).

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Sinceramente' date=' não achei novidade alguma a recepção fria de O Código da Vinci. Não li o livro, mas já me disseram que era péssimo, aí tirei uma conclusão bem lógica, o livro ja era ruim, a adptação seria dirigida por Ron Howard, logo o filme não seria nada interessante.

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Francamente...

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Sinceramente' date=' não achei novidade alguma a recepção fria de O Código da Vinci. Não li o livro, mas já me disseram que era péssimo, aí tirei uma conclusão bem lógica, o livro ja era ruim, a adptação seria dirigida por Ron Howard, logo o filme não seria nada interessante.

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Francamente...

Essa foi de doer mesmo! smiley36.gif

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Já que o assunto é Cannes! Vi recentemente' date=' e FINALMENTE, Elefante, elogiadíssimo filme de Gus Van Sant que levou os dois prêmios mais importantes de Cannes: Melhor Filme e Melhor Direção. Achei o filme ótimo, mas esperava um longa muito melhor e impactante, Elefante é apático, sem graça! Dogville é infinitamente superior e deveria ter ganho Filme e Diretor, além de Atriz, é claro, para o brilhante trabalho de Nicole Kidman (a vencedora desta categoria também realiza um trabalho sem graça, em As Invasões Bárbaras).

 

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Enqüanto eu acho a direção de Lars von Trier melhor do que a do Gus Van Saint, eu discordo totalmente em relação a Elefante, que na minha opinião mereceu sim ganhar! Os dois filmes estão no mesmo nível na minha opinião, então pra mim tanto faz quem levasse, mas vai ser difícil esquecer Elefante, que como a música tema do filme (Fur Elise - do Beethoven), é simples porém genial.smiley32.gif 

 

Sinceramente, não estava esperando algo tão bom do diretor, já que não vi nada de muito especial nos outros filmes dele que assisti.

 

 

 

Eu acho ELEPHANT um filme muito bom, mas não melhor que DOGVILLE. Pra dizer a verdade, acho que o própria tema de Columbine foi mais bem tratado em BOWLING FOR COLUMBINE, onde Michael Moore vai além de sua simples auto-promoção e realiza um excelente retrato do uso exacerbado das armas.

 

Quanto ao prêmio de Gus Van Sant, também preferia Lars Von Trier, mesmo que este seja um cara super valorizado e tudo mais; DOGVILLE é um grande filme e vai além de sua maldade e pretensão, funciona muito bem e isso merece ser reconhecido (ao contrário de MANDERLAY). Mas acho Van Sant um bom diretor. Filmes como GOOD WILL HUNTING,TO DIE FOR, MY OWN PRIVATE IDAHO e DRUGSTORE COWBOY merecem reconhecimento, são filmes muito bons e provam sua boa regularidade na direção. Claro, ele COMETEU "PSYCHO (1998)", por este ele até mereceria a forca...mas eu perdoo!

 

 

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Howard pode ter filmes bons (Appolo 13' date=' A Beautiful Mind...) mas nunca poderá ser classificado como diretor relevante. Uma pena ver que Robert Altman e David Lynch (além do Joel Coen e do Baz Luhrman que foram esnobados) deixaram de ser premiados pela Academia em detrimento de um pseudo-bom diretor como Howard![/quote']

 

Concordo plenamente, assisti outro dia "Willow, na Terra da Magia" ( que tinha potencial para ser um bom filme infantil), e se comparar com os filmes atuais do Howard, a direção medíocre só ficou mais segura, foi o único avanço. O Howard e aquele produtor dele de cabelo espetado é com certeza uma das "equipes" mais maléficas para o cinema de Hollywood, justamente pela crítica gostar de seus filmes, sendo que eles são extremamente esquecíveis e irrelevantes (a excessão é Uma Mente Brilhante, mas como já foi discutido é pela atuação memorável do Crowe e não pela direção).

 

 

 

Ron Howard+Brian Grazer=O MAL!!! smiley15.gifsmiley36.gif

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Sinceramente' date=' não achei novidade alguma a recepção fria de O Código da Vinci. Não li o livro, mas já me disseram que era péssimo, aí tirei uma conclusão bem lógica, o livro ja era ruim, a adptação seria dirigida por Ron Howard, logo o filme não seria nada interessante.

 

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Francamente...

 

 

 

É, nem vou comentar isso...impressionante quando alguém se deixa levar pela opinião alheia ao invés de elaborar a própria. Todo mundo tem o direito de não ver (ou ler) algo que não quer ou acha que não vai agradar pessoalmente. Mas julgar sem nem ao menos saber... smiley5.gif

 

Não vi o filme ainda, mas não condeno antes de saber.

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Sinceramente' date=' não achei novidade alguma a recepção fria de O Código da Vinci. Não li o livro, mas já me disseram que era péssimo, aí tirei uma conclusão bem lógica, o livro ja era ruim, a adptação seria dirigida por Ron Howard, logo o filme não seria nada interessante.

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Francamente...

Essa foi de doer mesmo! smiley36.gif

Como dizia Kubrick "Adoro adaptar livros medíocres. Eles sempre dão bons filmes!".

Não por isso, não vi o filme mas adoro o livro...

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Sinceramente' date=' não achei novidade alguma a recepção fria de O Código da Vinci. Não li o livro, mas já me disseram que era péssimo, aí tirei uma conclusão bem lógica, o livro ja era ruim, a adptação seria dirigida por Ron Howard, logo o filme não seria nada interessante.

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Francamente...

Tá bom, desculpem. Exagerei, mas pelo menos tenho uma novidade: acabei de ler o livro e achei péssimo.

Então, como não gostei do livro, como também não gosto de Ron Howard, logo não tenho a mínima pretensão de ver o filme.

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Babel, de Alejandro Gonzalez Inarritu foi apresentado hoje e tem recebido calorosos aplausos da crítica em Cannes. Para a imprensa que cobre o evento o filme, até agora, é o principal adversário de Volver pela Palma de Ouro.

No entanto, faltam 8 filmes serem apresentados ainda, incluindo o aguardado Maria Antonieta, de Sofia Coppola.

MERI BRASIL2006-5-23 14:24:4
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