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INVASÃO DO MUNDO

 

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Resultado do cruzamento entre Falcão Negro em Perigo e Independence Day, este barulhento híbrido de guerra com ficção científica ocupa os olhos e os ouvidos com efeitos grandiosos e sons ensurdecedores, mas se esquece do essencial: o senso de mistério e deslumbramento diante do desconhecido, do contato com uma raça extraterrestre. Jonathan Liebesman nega espaço para imbuir seu arrasa-quarteirão de magia, privilegiando a brutalidade gravada por meio de close-ups e câmeras sacolejantes. Tudo é rápido, passageiro, impessoal - o que faz os pretensamente 'edificantes' discursos militaristas ainda mais deslocados. As criaturas resumem-se a coadjuvantes de luxo.

 

Funciona como passatempo de ação, mas decepciona como ficção.

 

O comentário ficou severo em demasia, mas tenho esse gênero como favorito; posso, portanto, aproveitar o máximo até de filmes medianos como este.

 

B-

 

 

Cremildo2011-11-17 17:10:03

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Bullhead 
Filmaço belga q é uma mistureba bastante original de “Snatch” ' date=' “O Caçador de Pipas” mas principalmente “O Profeta” . Na trama, acompanhamos o enorme e violento brutamontes Jacky (o ótimo Matthias Schoenaert) tocando sua vida dentro do submundo da lucrativa mafia da carne manipulada com hormônios. A narrativa deste filme de gangster atípico é bem convencional, com idas e vindas entre o presente e passado q explicam o profundo trauma de infância do protagonista, seu jeito irracional de ser e das razões do seu corpo bestialmente modificado. O filme é ele q carrega facilmente nas costas, q por sinal tem um q de “A Bela e a Fera” , já q o dito cujo vai atrás de sua alma gêmea, o q confere a este drama (profundamente masculino) um tom de conto de triste fadas. Atente pra agoniante cena da pedrada nos bagos; e pra fodasticamente tensa sequencia final onde o protagonista, sem dizer uma palavra, esta prestes a explodir. E como um tal Travis Bickle ( “Taxi Driver” ), explode. Um filmão q fala sobre perda da inocência, amizade, crime & castigo, e irreversibilidade do destino. 10/10

 

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Esse pega na jugular mesmo... aff!

Um monte de coisas aqui te revolta.
O tormento interior de Jack cehga a se manifestar fisicamente, incontrolavelmente

Perturbador! 

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Vênus Negra 

Drama franco-belga pesadíssimo q é mix de “Preciosa” e “O Homem Elefante” ao abordar os temas (atuais) do neo-colonialismo, machismo e racismo, não sobrando até pra ética cientifica. Mas o filme mesmo é uma versão ao celulóide de “Monga, a Mulher-Gorila” , aquele show vagabundo dos antigos parques de diversão de periferia. A história (real) narra a vida oprimida e curta da sul-africana Saartje Baartman q, pelas suas formas generosas, era apresentada num circo de horrores como titulo do filme, na Europa do Sec 19. Escrava virtual, não demorou pra chamar a atenção da ciência, q tb a via de forma não menos voyeristica como mero “animal exotico”. É um filme diferente, torturante e revoltante, onde a exploração, inação e degradação da coitada é tamanha a pto da prostituição. E td mundo sabe do tragico fim q levou “King Kong” na civilização, não? Contudo, o mérito desta produção recai inteiramente sobre a fodastica Yashima Torres, q carrega o filme nas costas como o personagem titulo. Sem dizer uma palavra e praticamente pelada td a projeção, sua linguagem corporal já diz td q precisamos saber. Partilhamos seu calvário e entendemos seu silencio atraves de seu olhar apático e amargo. Opção masoquista se tiver estomago de assistir até o final, após seus 166 longos minutos. 9/10


PS. Os créditos finais são mais emocionantes qto o filme, mostrando Nelson Mandela recebendo os restos mortais da dita cuja para sepultamento em sua terra natal, q era o sonho da protagonista. 

 

 

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Sleeping Beauty
Curiosa e estranha produção australiana q ironicamente faz uma releitura do conto de fadas pra tratar do mesmo tema da “Bruna Surfistinha” , porém adotando um rumo mais light, adulto e sinistro. Estudante infeliz e entupida em dividas faz “tudo” pra sobreviver, inclusive se submeter ao “serviço” q nomina a película, uma variante de acompanhante de executivos: aceita ser sedada pra clientes com fetiches necrófilos (!?) Contudo, ela passa a se questionar do q acontece qdo está dormindo durante os programas... O filme transcorre totalmente em silencio, soturno e sem trilha alguma, e seu desfecho é tão súbito qto intrigante, deixando em aberto varias interpretações. Fotografia linda q evoca pinturas estão presentes em td momento. Destaque pra Emily Browning no papel principal, q aqui transmite mto mais credibilidade (interpretativamente falando) q no tosco “Sucker Punch” , com o gde bônus daqui desfilar seus mamilos em riste e pericota moreninha – q contrasta com sua buzanfa alva – boa parte da projeção. Mas por favor, alguem me explique a cena em q ela torra, literalmente, uma nota de 100!!??  8/10 

 

 

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EM BUSCA DE VINGANÇA (COLOMBIANA) - 5/10 - O que me consola em "Colombiana" é ter a certeza absoluta de que se este filme fosse dirigido por Tony Scott, ele seria muito, mais muito pior. Produzido por Luc Besson e dirigido por um tal de Olivier Megaton, ele acaba sendo apenas fraco já que apresenta uma série de elementos que fazem parte da cartilha de filmes sobre vingança, inclusive com a presença de um tutor, em uma trama rasteira e ruim. Nada que mereça ser colocado na responsabilidade de Zoe Saldana que encarna a personagem feminina central com personalidade sendo que o roteiro até que é relativamente feliz ao apresentá-la como uma mulher frágil, mas também uma assassina fria, habilidosa e cruel. Se Megaton tem a ajuda do bom trabalho de fotografia e não sofre dos mesmos ca-ca-coetes técnicos de Scott, oferecendo um trabalho de direção "clean" mesmo nas sequências que deveriam ser mais tensas e/ou com mais adrenalina (para o bem ou para o mal), o roteiro afunda o filme gradativamente à medida que precisa fazer com que os demais personagens (policiais e bandidos) tomem conhecimento da existência da personagem de Saldana, colocando-a como uma espécie de "Jigsaw" com direito a assinatura e tudo, algo que não se revela inteligente já que irá expor não apenas ela, mas também os entes mais próximos (algo que a personagem ignora, apesar do passado e dos alertas do tio) e a forma como que FBI e CIA ligam as pontas para localizá-la é algo patético para não dizer absurdo (associam pelo horário do ocorrido que seria alguém de dentro da delegacia (?); a identificam através de uma foto tirada pelo namorado que foi repassado por um amigo para a sua cunhada que trabalha no FBI e que foi rastreada durante a pesquisa (??); e a identifcação foi confirmada por scanner de braço e nariz (???)...). Isso sem contar que em determinado momento por mais provado que o plano de vingança da personagem não lhe daria paz, ela é ainda é capaz de recair no mesmo erro apenas para arrancar uma informação, ameaçando gratuitamente a família de um agente do FBI, ou seja, em uma tacada só, enfraquecem a personagem e a equiparam aos mesmos criminosos que ela procura (e chega a ser infantil a sequência que o agente do FBI implora ajuda a CIA). A sorte é que o filme não dá nenhuma dor de cabeça, nem provoca algum tipo de irritação mais aguda, é apenas fraco sendo que os pequenos detalhes, ao final, acabam fazendo a diferença, só que dessa vez contra o próprio filme. Pois é, a vingança não compensa... Thiago Lucio2011-11-19 21:25:13

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Sleeping Beauty

Curiosa e estranha produção australiana q ironicamente faz uma releitura do conto de fadas pra tratar do mesmo tema da “Bruna Surfistinha” ' date=' porém adotando um rumo mais light, adulto e sinistro. Estudante infeliz e entupida em dividas faz “tudo” pra sobreviver, inclusive se submeter ao “serviço” q nomina a película, uma variante de acompanhante de executivos: aceita ser sedada pra clientes com fetiches necrófilos (!?) Contudo, ela passa a se questionar do q acontece qdo está dormindo durante os programas... O filme transcorre totalmente em silencio, soturno e sem trilha alguma, e seu desfecho é tão súbito qto intrigante, deixando em aberto varias interpretações. Fotografia linda q evoca pinturas estão presentes em td momento. Destaque pra Emily Browning no papel principal, q aqui transmite mto mais credibilidade (interpretativamente falando) q no tosco “Sucker Punch” , com o gde bônus daqui desfilar seus mamilos em riste e pericota moreninha – q contrasta com sua buzanfa alva – boa parte da projeção. Mas por favor, alguem me explique a cena em q ela torra, literalmente, uma nota de 100!!??  8/10

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Estou de olho nele desde que vi o trailer, há alguns meses.

 

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TOY STORY 2

 

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Brinquedos são o combustível que faz a imaginação infantil decolar. As crianças dão vida a eles nas suas cabecinhas, neles projetando fantasias e sentimentos. Caso bonecos e afins tivessem consciência, como se sentiriam recebendo as atenções do dono? O que fariam quando ele crescesse e perdesse o interesse em coisas pueris?

 

Toy Story 2 explora essas questões com aquela sensibilidade típica da Pixar, sendo o ponto alto a lembrança da cowgirl dublada por Joan Cusack ao som da canção indicada ao Oscar When She Loved Me. Repleto de referências cinematográficas (Star Wars, 2001 - Uma Odisseia no Espaço, Jurassic Park) e um comentário cortante na abertura sobre o cinema de aventura cada vez mais reduzido aos moldes de um videogame, esta animação é aprazível, de satisfação passageira, feita sob medida para agradar à petizada sem maiores traumas.

 

Quem já passou da idade poderá (ou não) se decepcionar com o visual datado da computação gráfica de 1999 e as partes de ação pouco excitantes, em particular se cotejadas com as fornadas posteriores do estúdio, como Ratatouille e Up.

 

B

 

 

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CIDADE DA SEPARAÇÃO - 6.5/10 - Ambientada em sua maior parte na Nova Zelândia, trata-se de uma comédia romântica com toques dramáticos e melancólicos e que, ironicamente, se mostra repleto de altos e baixos em sua abordagem sobre relacionamentos, casamentos, traições, mágoas e perdão. Simon (Joel Edgerton, uma grata surpresa) está infeliz em seu casamento com Pam (Danielle Cormack, talentosa), embora ame sua família, porém não sabe lidar muito bem com este sentimento de frustração, deixando-o ainda mais insatisfeito. Katrien (Rhona Mitra, ótima), amiga de Pam, descobriu a traição de seu marido Klaus (Thomas Kretschmann, à vontade) e tenta retomar o rumo de sua vida ao lado das filhas, embora se sinta sozinha e não-realizada como mulher. Simon e Katrien irão se encontrar e nos melhores momentos de "Cidade da Separação", o roteiro irá permitir através da narração em "off" que conheçamos as angústias de ambos com relação à confusão de sentimentos que se instalam em cada um quando se dão conta que estão apaixonados um pelo outro. O roteiro é muito feliz ao ilustrar a maneira como cada um reage de maneira distinta ao encontro e a identificação com os personagens é autêntica justamente por você acreditar na naturalidade daquela paixão que, apesar de excitante, também os deixam desconfortáveis (afinal de contas, eles são conscientes das implicações e consequências). A partir do momento que o centro da narrativa "embarca" para Berlim, o tom do filme se transforma em uma comédia pastelão (explorando de maneira cômica o problema de ejaculação precoce de Simon) e enfraquece os conflitos dramáticos envolvidos por privilegiar o constrangimento da traição e o dramalhão estereotipado, onde existem culpados e traídos, dando a entender que o próprio filme nunca quis realmente acreditar nos sentimentos entre Simon e Katrien, o que leva a um tom politicamente correto incômodo. O desfecho até procura retomar um pouco da ambiguidade presente já que as soluções encontradas para a vida de ambos não o deixaram plenamente felizes, mas a sensação que dá mesmo é que tanto o roteirista Tom Scott como o diretor Paul Middleditch, embora tratem de temas delicados e complexos, não quiseram sair de cima do muro, o que prejudica sensivelmente o filme que, ainda assim, tem seus atributos. Thiago Lucio2011-11-20 11:42:07

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O Primeiro Dia - Walter Salles / Daniela Thomas, Brasil, 1998 - 6/10

 

Durante a euforia de final de ano, que sempre traz expectativas ingênuas de que tudo será melhor, o filme acompanha três pessoas sem futuro ou sem esperança. As três histórias acabam conectadas, mas o evento que liga uma dela não convence. Dá a impressão de que dois filmes estão acontecendo ao mesmo tempo. Mas o maior problema é os 85 minutos não serem suficientes para desenvolver as histórias, e apesar da ótima direção, que sabe transmitir o vazio e o desespero, o filme acaba sendo prejudicado, mas não chega a passar em branco. Vale a pena mencionar os dois momentos humilhantes em que uma mulher liga para o serviço de pager e, ignorando a falta de privacidade, dita para a atendente mensagens angustiadas que devem ser repassadas ao namorado. Boas atuações de Fernanda Torres e Matheus Nachtergaele, mas eles são subaproveitados. E Luiz Carlos Vasconcelos está apagado.

 

 

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The Killer Elite
Filme típico de ação q pode ser um mix de “Os Mercenários” com “RED, Aposentados e Perigosos” , tanto pela temática como pela trinca fodástica de atores: Statham, De Niro e Owen. Tramas envolvendo “mercenários bonzinhos (!?) obrigados a um último servicinho” é mais do q batida, mas aqui até q prende o interesse, dadas as supostas reviravoltas e vira-casacas do enredo, pra culminar num final previsível. Ao invés de mariners ianques aqui os envolvidos são antigos membros das forças especiais britânicas. Qto às canhestras interpretações, vale destacar a do Dominic Purcel, a mais bacana de tds. A q mais aguardava era a do De Niro, q aqui passa maior parte da projeção preso, como refém. Enfim, não tem mto o q dizer, mas pra quem gosta é prato cheio. Matinezinha básica. 8/10

 

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JOGOS MORTAIS

 

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Mais do que mero torture porn, este longa é um engenhoso e bem dirigido exercício de horror, criado e executado por dois rapazes então novatos munidos de ideias pouco ortodoxas - um bocado doentias também - e uma abordagem instintivamente eficaz do gênero.

 

A situação em que eles colocam o protagonista, por mexer com medos de ameaças reais como sequestro, aprisionamento e tortura, incita o surgimento de uma tensão calcada em algo terreno em contraste com eventuais ameaças sobrenaturais. A crueldade-limite exibida na tela anda de mãos dadas com uma curiosidade irresistível - a mesma que faz com que cubramos os olhos, nos impelindo a dar uma espiadela entre os dedos.

 

A fotografia "crua", apoiada pela cenografia suja e soturna, serve de base para a manutenção de uma atmosfera opressiva, claustrofóbica. O roteiro alterna flashbacks com repetições constantes para puxar o tapete de baixo do espectador, dosando revelações seguidas de reviravoltas sem sobrecarregar a estrutura narrativa.

 

B

 

 

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Festa de Família - Festen, Thomas Vinterberg, Dinamarca, 1998 - 9/10 

A filmagem caseira e a naturalidade dos diálogos e dos atores resultam num aspecto realista, tornam mais crível a idéia de que a família e seus problemas são de verdade. Surge uma revelação que desconstrói a aparência de felicidade, e é interessante, mas não no bom sentido, as pessoas fazendo o possível para ignorar uma possibilidade extremamente desagradável. É uma espécie de dormência que toma conta de todo mundo, um jeito de se proteger. Para o espectador sobra espanto, nojo e revolta. E no fim, ainda falta algo na reação delas. Mas o que poderia ser feito? Como consertar o que não tem conserto? Até agora, é o filme mais incisivo sobre uma inocente reunião familiar que acaba ruindo sob os problemas.

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Texas Killing Fields
Thriller policial de “serial killer” q dá pro gasto e se sustenta basicamente por interpretações isoladas, com algumas pequenas concessões técnicas. Investigadores de distintos estados se unem pra caçar assassino q mata periquetes faz um tempão num mangue do Texas. A diretora novata aqui xeroca o papai Michael Mann no tom realista da película, mas não basta pra tornar interessante um plot batido, q poderia ser bem melhor explorado. Sam “Avatar” Worthington bem q se empenha, mas quem rouba as cenas são seu parceiro religioso Jeffrey Dean “Comediante” Morgan e a até a fófis Chloe “Hit-Girl” Moretz, como uma potencial candidata a presuntinha. Não é um “Seven” ou “Zodiaco” , mas tb não é nenhum “Colecionador de Ossos” ou “Hannibal” . Curiosidade é rever a Sheryl “Laura Palmer” Lee ainda com td em cima, numa ponta. 8/10


 

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O Guarda
Divertida produção britânica q destila inteligente humor negro, acidez e sarcasmo como a mto não se via. Misto de “Chumbo Grosso” e “Vicio Frenético” , esta comédia policial se vale do tradicional plot “dupla de agentes de personalidades distintas é forçada a conviver junta na solução de um caso internacional de narcotráfico”. Pensando melhor, a fita é uma versão politicamente incorreta de “Máquina Mortifera” . Da afinada e referida dupla de gambés, se em “Homem de Ferro 2” o insosso, metódico e certinho Don Cheadle era ofuscado pelo Downey Jr, aqui ele é totalmente eclipsado pelo inspiradíssimo Brendan Gleeson, q interpreta com perfeição um policial racista, rabugento, preguiçoso, grosseiro, debochado, corrupto (ufaaa!) e chegado numas “primas dublinenses”. É ele a alma e titulo do filme. A fotografia lúgubre, trilha q evoca Sergio Leone e os planos cafonas tornam a produção ainda mais estranha e interessante, alem de esculhambar os clichês convencionais do gênero.  Atente pros diálogos do trio de barões da droga (ótimos tb!), q cultos e requintados parecem saídos de um filme do Tarantino. 9/10

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CARROS

 

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Uma Terra habitada exclusivamente por automóveis. Veículos falantes, com dentes, língua. Uma visão bizarra, quase incômoda. Como criar empatia com um amontoado de metal dotado dotado de incongruentes feições humanas? É preciso uma dose extra-forte de "suspensão de descrença" para entrar no espírito da coisa.

 

O estranhamento predomina durante aproximadamente a primeira hora de metragem, sensação essa agravada pela estridência do filme nessa seção: ruidosa, hiperativa, entremeada por músicas irritantes, flashes visuais bombásticos - e um protagonista imaturo, arrogante e egocêntrico.  

 

Assim que Lightning McQueen chega sem querer à deserta Radiator Springs, na lendária Rota 66, Carros diminui a marcha no quesito ação ao mesmo tempo em que engata a quinta em potência dramática e senso de humor antenado. Os habitantes da cidadezinha, pasmem, esbanjam personalidade carismática. É previsível que, sem querer querendo, eles darão um jeito de abrir os olhos do materialista McQueen para o que importa na vida, ou seja, algo além de fama ou taças de ouro. Como amizade, amor, altruísmo. Óbvio? Sim. Verdadeiro? Também.

 

Magicamente, o que parecia de início um erro de cálculo estapafúrdio da Pixar acaba se metamorfoseando em um belo e encantador conto sobre o reconhecimento do valor de coisas simples porém essenciais.

 

B+

 

 

Cremildo2011-11-22 11:18:44

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Traição - Arthur Fontes / Cláudio Torres / José Henrique Fonseca

Brasil, 1998 - 8/10

 

A qualidade do roteiro e a direção à altura superam meu desgosto pela decisão de fazer um filme de episódios. A primeira história, sobre uma esposa que experimenta trair o marido, é divertida e destoa das outras pela sua leveza. A segunda é sombria, e chega um ponto em que o visual lembra um filme de terror B, para mostrar a perversidade da garota com cara de anjo que seduz o cunhado. A terceira é ligeiramente mais pesada, mostrando um namorado traído e violento que esbraveja sua mágoa. Sem um moralismo que puna os traidores para ensinar uma lição, mas também sem enaltecer sua transgressão, as três histórias, unidas por um mesmo tema, proporcionam um passeio por uma faceta do comportamento humano que é trágica e de certa forma atraente.

 

 

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COWBOYS & ALIENS - 4.0/10 - A idéia de misturar western com ficção científica é bastante interessante, mas aqui ela só fica nas boas intenções mesmo, pois nem Jon Favreau, com um trabalho de direção sem ritmo e sem personalidade alguma, nem mesmo o fiapo de roteiro utilizado para fazer com que a narrativa se movimente fazem com que o filme tenha alguma sobrevida. O elenco, então, é repleto de bons nomes, mas sem a menor inspiração. Daniel Craig passa o filme inteiro com a mesma expressão facial, zero de carisma e o seu personagem se mostra desinteressante e nem a tentativa do roteiro em utilizar a falta de memória do mesmo para criar alguma expectativa quanto ao seu passado consegue torná-lo agradável nem como anti-herói muito menos como herói romântico em uma tentativa frustrada de criar um interesse romântico com a bela Olivia Wilde, outra personagem vazia. Harisson Ford parece ter deixado seu carisma no uniforme do Indiana Jones já que aqui se revela apenas como um velho ator aborrecido. Produzido por Steven Spielberg (com direito a arco dramático envolvendo uma criança que vira "homem"), o filme conta com um bom trabalho de fotografia e uma trilha sonora apenas razoável, mas nas mãos de Jon Favreau é que parece um enlatado qualquer que covardemente se esconde nas sequências de ação que se passam a noite e quando tem a oportunidade de mostrar algum mérito, os efeitos especiais não ajudam, mas suas escolhas também são falhas, como quando decide mostrar determinadas sequências pelo foco de um binóculo, por exemplo. Um trabalho de direção bem preguiçoso, sem personalidade assim como o filme de uma maneira geral. Desperdício de tempo, descartável.Thiago Lucio2011-11-22 21:25:59

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Fiquei alguns anos sem frequentar o fórum e volto extasiado depois de assistir a TOY STORY 3

 

Tudo bem, não dava n-a-d-a para o filme porque primeiro, não sou fã de animação e segundo, não vi TOY STORY 2 e sequer me lembro de TOY STORY 1.

 

Que filme fantástico! Consegue te prender do começo ao fim com uma narração muito bem amarrada e estruturadam que te envolve, te cativa, te emociona sem qualquer pretensão. Como disse, não sou fã do desenho, mas se fosse acho que entraria em curto-circuito de tanto chorar ao final da saga daqueles tão queridos brinquedos que com certeza todo jovem/adulto de 15-30 anos já se identificou, assistiu ou ao menos ouviu falar.

 

Se tem uma palavra que sem sombra de dúvidas é a chave do filme essa palavra é roteiro. Mas não só isso! O filme todo funciona perfeitamente como um relógio: a trilha sonora, a música original (divertidíssima), a mixagem de som, a edição e, fundamentalmente, a direção.

 

Enfim, após meu deleite com TOY STORY 3 fui procurar sobre seu histórico em alguns sites de cinema e me deparei com uma pergunta: será TOY STORY a animação mais aclamada pela crítica de todos os tempos? O filme é imbatível!

 

Para se ter uma idéia, no RT:

TOY STORY - 100% (76 críticas)

TOY STORY 2 - 100% (146 críticas)

TOY STORY 3 - 99% (251 críticas)

 

No Metacritic ambos giram em torno de 90! E, lembrando que TOY STORY 3 obteve 5 indicações ao Oscar 2011, incluindo Melhor Filme!

 

Então a pergunta é: será TOY STORY a animação mais aclamada de todos os tempos? Ou melhor será a trilogia mais aclamada de todos os tempos?

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CARROS

 

Uma Terra habitada exclusivamente por automóveis. Veículos falantes' date=' com dentes, língua. Uma visão bizarra, quase incômoda. Como criar empatia com um amontoado de metal dotado dotado de incongruentes feições humanas? É preciso uma dose extra-forte de "suspensão de descrença" para entrar no espírito da coisa.

 

O estranhamento predomina durante aproximadamente a primeira hora de metragem, sensação essa agravada pela estridência do filme nessa seção: ruidosa, hiperativa, entremeada por músicas irritantes, flashes visuais bombásticos - e um protagonista imaturo, arrogante e egocêntrico.  

 

Assim que Lightning McQueen chega sem querer à deserta Radiator Springs, na lendária Rota 66, Carros diminui a marcha no quesito ação ao mesmo tempo em que engata a quinta em potência dramática e senso de humor antenado. Os habitantes da cidadezinha, pasmem, esbanjam personalidade carismática. É previsível que, sem querer querendo, eles darão um jeito de abrir os olhos do materialista McQueen para o que importa na vida, ou seja, algo além de fama ou taças de ouro. Como amizade, amor, altruísmo. Óbvio? Sim. Verdadeiro? Também.

 

Magicamente, o que parecia de início um erro de cálculo estapafúrdio da Pixar acaba se metamorfoseando em um belo e encantador conto sobre o reconhecimento do valor de coisas simples porém essenciais.

 

B+

 

 

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Não precisei de dose extra-forte de suspensão de descrença. Acho perfeitamente normal carros humanizados num filme de animação que se propõe a não ser realista. Adorei a histeria e agilidade do filme. Fui fisgada imediatamente (vou passar o resto da vida rindo da piada sobre o Rust-Eze). E McQueen é muito sexy, com defeitos e tudo...

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A Outra Terra 

Curioso e interessante drama indie q sob premissa sci-fi fala basicamente de redenção e segunda chance. Mix de “Contato” , “Vidas Cruzadas” e “Melancolia” , o enredo gira em torno da descoberta de um planeta idêntico ao nosso, bem próximo. Nesse contexto, a vida de um músico e uma estudante se entrelaça tragicamente, até q ela decide concorrer a uma promoção cujo prêmio é levar um civil na primeira viagem à “Terra 2”. O problema (ou não) é q esse novo astro é um xerox 100% do nosso, inclusive com as mesmas pessoas. Interessante abordagem sobre mundos paralelos, realidades alternativas e levantamento da questão de existência de outra versão “nossa” nalgum lugar. Seja ela melhor ou pior. E haja filosofia apenas pra metaforizar nossos próprios alter egos! Interpretaçôes sinceras do casal central aliado ao estilo de filmagem arrastado, amador e despretensioso fazem desta produção densa, sensível e simples merecedora de uma visita. Destaque pras cenas do “primeiro contato” em rede nacional; e pra significativa reviravolta final, q dá uma vontade enorme de assistir uma bem-vinda sequencia e comprova uma das teorias apresentadas na pelicula. 9/10
 

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Red State
Habituado a comédias teens, Kevin Smith aqui faz sua estréia num thriller de suspense q, diga-se de passagem, te prende na cadeira do inicio ao fim! Com ecos do ótimo terror “Fim da Linha” e do pragmático “O Nevoeiro” , o diretor aqui denuncia a distorção da religião como sustentação da intolerância. Mas tb dispara criticas contra a mídia sesacionalista e o fascismo policial. Na trama, 3 moleques marcam encontro (via web) com uma mulher mais velha q, em tese, deve saciar suas fantasias sexuais. Mal sabem q serão isca de uma seita (Evangélica? Mórmom? Neonazista?) disposta a exterminar da Terra tds os pecadores e impuros perante Deus, ou seja, gays e jovens tarados. A analogia com fundamentalistas islâmicos e terroristas árabes é mera coincidência. Destaque pra cena onde tocam as “trombetas do apocalipse” e pra estupenda atuação da Melissa Leo como uma das crentes mais fervorosas. E claro pro Michael Parks como o fanático líder religioso, q faz Hitler parecer coroinha de igreja. Curiosidade é ver o eterno John “Fred Flinstone” Goodman tão magro e pelancudo qto o Faustão. Aleluia, irmão! 9,5/10

 

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Jorge Soto2011-11-23 07:15:47

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Fiquei alguns anos sem frequentar o fórum e volto extasiado depois de assistir a TOY STORY 3
 

Que filme fantástico! Consegue te prender do começo ao fim com uma narração muito bem amarrada e estruturadam que te envolve' date=' te cativa, te emociona sem qualquer pretensão. Como disse, não sou fã do desenho, mas se fosse acho que entraria em curto-circuito de tanto chorar ao final da saga daqueles tão queridos brinquedos que com certeza todo jovem/adulto de 15-30 anos já se identificou, assistiu ou ao menos ouviu falar.
 
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[spoilerS]

 

Pois é. Eu lembro de dizer que o final desse filme foi o mais triste, por me fazer chorar como um bebê, mas felizmente fui corrigida por um amigo: Ele não é triste. É emocionante.

Você não se sente mal, mas sim abalado pelo que o "fim" transmite, principalmente se acompanhou o "crescimento" do Andy no decorrer da série. E acho que é por isso que, na cena final, todo mundo acaba com aquele nó na garganta ao se identificar com as personagens e entender o que elas devem estar sentindo: As pessoas crescem e seguem em frente. Elas te deixam, sem que isso seja errado. É só o curso natural das coisas.

 

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Há todo um fator emocional envolvido ali, por nós conhecermos esses personagens há tanto tempo e por ser a despedida do Andy, a quem tanto eles se devotaram. Mas o final de Toy Story 3 é feliz! Os brinquedos voltaram a ser úteis, voltaram a cumprir sua missão de vida: alegrar a vida de uma criança. O ciclo recomeça! Porra... é lindo isso! Final mais que perfeito... sensacional!

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[REC] 2 - POSSUÍDOS: não vou tecer um comentário completo, acho que o filme não convida a isso. Ressalto, apenas, que o achei imersivo e talvez mais bem filmado que o primeiro, mas sem a mesma tensão e os mesmos sustos. Em [REC], os "zumbis-demônios" pareciam mais agressivos e havia um clima de mistério na premissa que não existe mais. Outra coisa que dilui o impacto é a trama paralela com aqueles adolescentes, talvez os personagens mais obtusos e irritantes que vi na minha vida. B-

 

 

Cremildo2011-11-23 12:32:18

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