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O Que Você Anda Vendo e Comentando?

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Tudo Sobre Minha Mãe. Há anos venho tentando assistir o que muitos consideram a obra prima de Almodovar. Não assisti todos os filmes dele mas, certamente, dos que vi, esse é o melhor. Também amo Fale Com Ela mas esse aqui consegue ser mais real, direto e profundo. Vai diretamente na ferida, abre, expõe, sangra e é delicado sem ser insosso, forte, rude sem ser excessivamente melodramático. Te deixa com um ranço na garganta, uma vontade de explodir de emoção ou entrar em uma catarse agoniante. Os personagens são maravilhosos, todos. Extremamente bem costurados, humanos, possíveis, nem bons, nem ruins, apenas pessoas tentando ser o melhor que conseguem partindo das consequências de suas escolhas sem que, em momento nenhum, sejam julgadas pelas mesmas. Quantas vezes queríamos ter voltado atrás e agido de outra maneira? Quantas vezes tentamos não nos deixar levar pelo sentimento mas sucumbimos? Quantas mães não se perguntam todos os dias se os filhos vão no caminho que elas consideram como certo? Universo feminino, a área negra de Barcelona, o transexualismo, o homossexualismo, o teatro, o significado da vida artística, a capacidade de dar a volta por cima, se superar....Tudo isso é retratado brilhantemente pelo espanhol, por meio de um enredo sólido que ainda te faz refletir sobre como lidar com as perdas além de homenagear uma das melhores atrizes de todos os tempos, trazendo uma analogia sobre as semelhanças entre vida e arte e pincelar sobre a AIDS e suas devastações e também sobre os transplantes de órgãos, traçando um paralelo comovente entre morte e vida. Atuações soberbas, fotografia belíssima, trilha espantosa de boa e um texto que me fez rememorar momentos dolorosos sem os quais talvez não seria quem sou hoje. Talvez um dos melhores filmes sobre comportamento e relações humanas que eu assisti! Maravilhoso! 10/10bs11ns2011-04-17 21:17:53

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Contra o Tempo

Thriller gringo razoavel q coloca no mesmo saco  "O Vidente" e "Deja Vu" , mas principalmente "Feitiço do Tempo" . Na trama, militar-cobaia revive um atentado trocentas vezes afim de descobrir pro governo quem o provocou. Começa bacana mas depois fica aquela sensação de filme ja visto so q com outros ingredientes. Bonzinho apenas, nada mais. Não tem muito o q comentar. 7,5/10

 

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Trailer para amantes do proibido - um curta musical de 85 do Almodovar' date=' brega e divertido. É a história de uma mulher que é trocada pelo marido por uma ricaça. Cores fortes, mulheres enlouquecidas, tudo do Almodovar ali.[/quote']

Esse só encontrei via youtube

Passional até o sabugo da unha 16

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E o que é a Cecilia Roth em Tudo sobre minha mãe?!  Avassaladora!  A Marisa Paredes está excelente também e a Penelope idem.  Na verdade, todo o elenco é muito bom.  Gosto muito do trabalho do ator que faz a "amiga" da protagonista.

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Lesbian Vampire Killers

 

 

 

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Sinopse:

 

Numa pequena cidade rural do interior britânico, uma maldição ancestral aterroriza a todos, mas sobretudo os homens. É que as esposas deles são há séculos escravizadas por vampiras lésbicas. Isso até o dia em que chega ao local dois jovens desafortunados que serão oferecidos às vampiras como sacrifício.

 

 

 

Não achei o filme ruim, e meio descontraido, um filme de seção da tarde, não tem conteúdo adulto do tipo sexo, tem algumas frases de adulto, é até bobinho, me lembrou alguns filmes de vampiro dos anos 80 com nudez de longe e par de peitos, um pouco de sensualidade e tal e o tema lésbicas ovbiamente..., mesmo assim um filme para maiores de 18 anos, nada que impedirá a mulecada de assistir. 06.gif

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Homens e Deuses (Des Hommes et Des Dieux, Xavier Beauvois, 2010)

 

 

 

Talvez o último da seleção de Cannes do ano passado que verei na telona ( smileys/04.gif" align="middle" /> ). Homens e Deuses começa bem pitoresco, quase monótono na verdade. Um grupo de monges católicos vivendo harmoniosamente na Argélia, em meio a uma comunidade muçulmana. Eles estão lá por vontade própria, e quando uma série de atentados terroristas começa a aturdir a região, eles se vêem no meio de um dilema: fugir dali, "varrendo a sujeira para baixo do tapete", ou ficar, com a vida em risco, e usar na prática todos os ideais de sua religião?

 

 

 

A melhor cena do filme é justamente após tomarem essa decisão. Tchaikovsky tocando, e fazendo os 9 monges reagirem como homens, e não entidades. Coloco a sequência como a melhor do ano até aqui, aliás.

 

Bravíssimo!

 

 

 

Meu top Cannes 2010, até aqui:

 

1)Cópia Fiel, Abbas Kiarostami

 

2)Turnê, Mattieu Amalric

 

3)Nossa Vida, Daniele Luchetti

 

4)Minha Felicidade, Sergei Loznitsa

 

5)Tio Boonme, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, Apitchapong Weerasethakul

 

6)Homens e Deuses, Xavier Beauvois

 

7)Poesia, Lee Chang-Dong

 

8)Jogo de Poder, Doug Liman

 

9)Biutiful, Alejandro González Iñarritu

 

10)Um Homem que Grita, Mahamat-Saleh Haroun

 

11)Foras da Lei, Rachid Bouchareb

 

12)O Ultraje, Takeshi Kitano Stradivarius2011-04-18 15:19:22

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Homens e Deuses (Des Hommes et Des Dieux' date=' Xavier Beauvois, 2010)


A melhor cena do filme é justamente após tomarem essa decisão. Tchaikovsky tocando, e fazendo os 9 monges reagirem como homens, e não entidades. Coloco a sequência como a melhor do ano até aqui, aliás.
Bravíssimo! 

[/quote']

 

impossivel nao se envolver com essa cena tao simploria mas de forca tao comovente...eu, um ogro a esquerda, me debrucei em lagrimas juntamente com tds aqueles monges..0408 concordo com Viking, uma das melhores squencias deste ano..16
Jorge Soto2011-04-18 16:10:12

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A Mosca (1986) - 4/ 5

 

Nem vou falar muito desse filme. A história não é grande coisa e as atuações são boas, com destaque pro Jeff Goldblum. O que rouba a cena mesmo são os efeitos especiais e, principalmente, a maquiagem, que consegue ser realista, nojenta e assustadora ao mesmo tempo. Cronenberg faz um bom trabalho ao conseguir que nos importemos com o bicho, que mais parece um demônio no final.

 

PS. Um dos filmes mais assustadores que eu já vi, se não o mais. Sei que tenho problema com pessoas que se transformam no que quer que seja (tirando o Homem-Aranha), mas essa é a transformação mais lenta, mais bem-feita, mais maléfica que eu já vi em um filme.

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Meu top Cannes 2010' date=' até aqui:

1)Cópia Fiel, Abbas Kiarostami

2)Turnê, Mattieu Amalric

3)Nossa Vida, Daniele Luchetti

4)Minha Felicidade, Sergei Loznitsa

5)Tio Boonme, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, Apitchapong Weerasethakul

6)Homens e Deuses, Xavier Beauvois

7)Poesia, Lee Chang-Dong

8)Jogo de Poder, Doug Liman

9)Biutiful, Alejandro González Iñarritu

10)Um Homem que Grita, Mahamat-Saleh Haroun

11)Foras da Lei, Rachid Bouchareb

12)O Ultraje, Takeshi Kitano [/quote']

Esse lanterna é mesmo fraquinho. Podia ter sido uma mutação interessante de torture porn se não se levasse tão a sério.

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NÚMERO 9 - 4/10 - Eis aqui um filme que se perde em meio as suas próprias pretensões. O filme possui 3 narrativas nada lineares que funcionam relativamente bem quando isoladas, mas dentro do contexto e da proposta revela apenas uma completa displicência do roteiro e da direção de John August que literalmente não sabe o que fazer com o material em mãos. Ele não sabe conduzir o filme pelo viés dramático, nem pela tensão já que a tal predisposição pelo número 9 nunca se revela forte o bastante, muito menos a sobrenaturalidade da casa. Enfim, se a intenção do filme foi tentar fazer com que o espectador embarque na mitologia de sua proposta de realidades paralelas, semideuses e afins, o filme é muito frouxo para sustentar o argumento de forma convincente. Os únicos que merecem destaque são Ryan Reynolds, Melissa McCarthy e Hope Davis que em todos os núcleos se mostram realmente dispostos a entregar atuações íntegras.

Thiago Lucio2011-04-18 22:10:24

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The Mechanic (Simon West' date=' 2011)

 

Mesmo contando com uma dupla de

"atores" que eu gosto muito (Statham e Foster), o filme não consegue

botar mistura no prato. É um tal de feijão com arroz pra lá, macarrão

pra cá e nada de um filezinho. Esses caras só funcionam quando muito bem

direcionados.

 

[/quote']

 

 

Esse diretorzinho de araque é um lixo...seu filme menos pior é Con Air...e olha lá. O cara é ruim demais.

 

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Caminho da Liberdade

Aventura épica que dramatiza de forma bem interessante uma história real, no caso, uma travessia empreendida por um grupo de 7 presos fugindo do regime stalinista, em 1940. O q chama a atenção é q o grupo (formado por dissidentes políticos e criminosos comuns) realizou uma das jornadas mais dificieis já enfrentadas pelo ser humano, percorrendo a pé mais de 6 mil kms indo da Sibéria até os limites da India. E diga-se de passagem, sobrevivendo de forma criativa e sem os recursos q hj dispomos a td sorte de adversidade, num terreno hostil, duro e agreste. A co-produção é da National Geographic, o q garante tanto o tom documental apropriado à epopéia como imagens deslumbrantes da estepe siberiana, Lago Baikal, deserto da Mongolia, montanhas do Himalaia, etc..  Apesar de algumas coisas não explicadas, o destaque pras ótimas interpretações do subestimado Ed Harris e até do eterno canastra Farrel. 9/10
 

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Trailer para amantes do proibido - um curta musical de 85 do Almodovar' date=' brega e divertido. É a história de uma mulher que é trocada pelo marido por uma ricaça. Cores fortes, mulheres enlouquecidas, tudo do Almodovar ali.[/quote']

 

<FONT size=2 face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">Esse só encontrei via youtube

 

Passional até o sabugo da unha 16

 

 

 

Sim! Totalmente passional. E a música? Muito brega, adorei tudo!

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NÚMERO 9 - 4/10 - Eis aqui um filme que se perde em meio as suas próprias pretensões. O filme possui 3 narrativas nada lineares que funcionam relativamente bem quando isoladas, mas dentro do contexto e da proposta revela apenas uma completa displicência do roteiro e da direção de John August que literalmente não sabe o que fazer com o material em mãos. Ele não sabe conduzir o filme pelo viés dramático, nem pela tensão já que a tal predisposição pelo número 9 nunca se revela forte o bastante, muito menos a sobrenaturalidade da casa. Enfim, se a intenção do filme foi tentar fazer com que o espectador embarque na mitologia de sua proposta de realidades paralelas, semideuses e afins, o filme é muito frouxo para sustentar o argumento de forma convincente. Os únicos que merecem destaque são Ryan Reynolds, Melissa McCarthy e Hope Davis que em todos os núcleos se mostram realmente dispostos a entregar atuações íntegras.

[/quote']

Eu vi esse filme há muito tempo atrás. E concordo plenamente. Só não tive nem saco para escrever sobre ele.

 

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impossivel nao se envolver com essa cena tao simploria mas de forca tao comovente...eu' date=' um ogro a esquerda, me debrucei em lagrimas juntamente com tds aqueles monges...concordo com Viking, uma das melhores squencias deste ano..[/quote']

 

 

 

E ainda tem aquela cena do helicóptero, muito foda.

 

 

 

 

 

E estou pra ver um filme bom do Kitano, por enqüanto só vi trambolho (com excessão talvez de Zatoichi, que é ok).

 

 

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Adrenalina (2006) - 3/ 5

Melhor do que eu achei que fosse. O filme prima pelo exagero absurdo (pleonasmo proposital), fazendo de seu herói Chev Chelios (um nome, aliás, praticamente inesquecível) um homem quase imortal. Ao mesmo tempo, ao fazer com que concordemos e torçamos por Chelios, o filme força a aceitação de basicamente todas as atrocidades que ele comete durante sua fúria sanguinária, o que o torna pior do que aqueles que o perseguem. O filme não mostra sentimentos verdadeiros e mesmo a dor da perda do irmão do vilão parece artificial e forçada. Statham, que parece só servir mesmo pra filmes de ação, está bem neste aqui como o anti-herói às vezes violento e às vezes engraçado.

 

O final, onde é sugerido que Chev sobreviveu a uma gigantesca queda de um helicóptero, pode ser uma faca de dois gumes. Torna o filme todo uma piada, mas não deixa de ser uma referência interessante às convenções do gênero. Para mim, funcionou como uma crítica aos filmes de ação enlouquecedora, pontuando diversos momentos cômicos durante a narrativa. A direção é legal, mas passa longe do brilhantismo, e o argumento é escandalosamente fraco, embora no fim acabe servindo a suas próprias necessidades.

 

Parece que tem uma continuação onde o coração dele é trocado por uma prótese artificial. Pretendo, se possível, passar bem longe desse filme.

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Gunless

 

Sinopse: A comunidade tranqüila e pacífica no Domínio do Canadá é abalada pela chegada de um ferido e fedido cowboy americano, conhecido simplesmente como The Kid Montana, suspeito de assassinar sete homens. Um esclarecimento posterior revela que seu nome verdadeiro é Sean Rafferty, e ele admite ter matado, não sete, mas onze homens. As coisas só pioram depois de Sean fica sujo na milícia local, e com os caçadores de recompensa armados na sua trilha.

 

 

 

Não é ruim este filme, é uma comédia suave e agradável para toda a familia, na verdade é um Faronorte porque se passa no Canada ao norte ovbiamente dos EUA.

 

 

 

Enquanto estamos acostumados a ver faroestes com Sheriffs, bandidos, tiros e muita ação, mocinhos atrás de bandidos, este filme é mais de um individuo com mentalidade do tipico atirador numa cidade em que por lei são desarmados e muitas poucas pessoas usam um revolver, que para eles na verdade foi feita e é sinonimo para matar pessoas.

 

 

 

Este filme mostra que mesmo Canada vizinho dos EUA foi dirigida com leis no desarmamento no pasado, isso espelha um pouco o que vemos hoje entre os dois paises, onde o Canada é um pais mais pacifico e acho um dos que tem menor criminalidade mundial e melhor condições de vida, enquanto nos EUA, seus faroestes fodidos e tiros para todos os lados influenciando muitos e um pais onde se vende armas em uma loja na esquina, algo comum.

 

 

 

Tiros só no final (caso estejam procurando pelo tipico filme western e não é neste filme que você vai ver esse tipico gênero).

 

 

 

Daria uma nota... 5 a 6 de 10Angellus Lestat2011-04-19 19:23:30

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NÚMERO 9 - 4/10 - Eis aqui um filme que se perde em meio as suas próprias pretensões. O filme possui 3 narrativas nada lineares que funcionam relativamente bem quando isoladas, mas dentro do contexto e da proposta revela apenas uma completa displicência do roteiro e da direção de John August que literalmente não sabe o que fazer com o material em mãos. Ele não sabe conduzir o filme pelo viés dramático, nem pela tensão já que a tal predisposição pelo número 9 nunca se revela forte o bastante, muito menos a sobrenaturalidade da casa. Enfim, se a intenção do filme foi tentar fazer com que o espectador embarque na mitologia de sua proposta de realidades paralelas, semideuses e afins, o filme é muito frouxo para sustentar o argumento de forma convincente. Os únicos que merecem destaque são Ryan Reynolds, Melissa McCarthy e Hope Davis que em todos os núcleos se mostram realmente dispostos a entregar atuações íntegras.

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Eu vi esse filme há muito tempo atrás. E concordo plenamente. Só não tive nem saco para escrever sobre ele.

 

Pois é. É aquele tipo de filme que termina com uma série de interrogações, mas na verdade você nem se interessa em tentar descobrí-las ou entendê-las... você simplesmente esquece. E o filme você esquece rapidinho mesmo... já esqueci até...

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LÁGRIMAS DE FELICIDADE - 2/10 - Um drama equivocadíssimo em que o diretor e roteirista Mitchell Lichtenstein demonstra uma total falta de sintonia com a proposta que não consegue nem mesmo estabelecer a premissa de duas irmãs (Moore e Posey) que se reencontram para cuidar do pai moribundo (Torn). O drama é melancólico e depressivo de uma forma ofensiva, não há um único momento de investimento nos personagens que são desesperadamente insuportáveis, seja pela falta de luz, energia ou qualquer outro sentido que torne um ser humano agradável, ninguém faz por merecer a simpatia do espectador ou algo que o valha. Talvez a que mais se esforce em cena seja Demmi Moore que consegue compensar, relativamente, a presença de cena Parker Posey que passa o filme inteiro sem saber qual postura assumir, variando a comicidade e a dramaticidade sem nenhum critério ou sutileza. E não deixa de ser uma pena que elas sejam desperdiçadas, afinal dão pequenos indícios de uma boa química em cena. Os veteranos Rip Torn e Ellen Barkin possuem participações esquecíveis. O filme ainda investe em algumas passagens psicodélicas que não agregam em nada na narrativa, descobrir os segredos guardados do passado dos personagens só os tornam ainda mais desinteressantes e a reunião deles durante os longos 90 minutos de duração fazem com que o filme beire a tortura. Ao final, não há nada que sobreviva a este drama irritante.

Thiago Lucio2011-04-19 22:02:05

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Cópia Fiel (2010) - 5/ 5

 

O filme de Abbas Kiarostami trata da questão do ponto de vista em diversos níveis. O próprio nome do filme (mesmo do livro escrito por James na trama) tem relação com a importância que se dá a um produto considerado original em detrimento de suas cópias. O mais interessante, no entanto, está em sua escolha narrativa, que, ousada, acaba se mostrando certeira, principalmente pela forma como é conduzida.

 

 

Durante uma longa conversa entre os dois personagens principais (Juliette Binoche e William Shimell, impecáveis), que não se conheciam até então, começam a acontecer vagarosas mudanças, até que ambos começam a se tratar como se fossem casados durante 15 anos. A cena da maquiagem, que me pareceu vazia no trailer do filme, acaba sendo o ponto crucial dessa reviravolta. E, neste caso, qual é a verdade? É simplesmente um jogo verbal dos dois? A personagem de Binoche está louca e James apenas compactua momentaneamente com sua loucura (por alguns instantes, pensei que fosse isso)? Neste caso, existe alguma verdade? É o nosso ponto de vista em relação aos dois que também muda e, quando nos damos conta, passamos a acompanhar uma história diferente entre os dois, sem que se perca sua história anterior. E qual é melhor, o original ou a cópia? Aliás, qual dos dois casos é a cópia? Impossível saber.

Um filme fascinante, principalmente no nível da linguagem que utiliza, capaz de gerar diversas discussões em relação ao seu sentido semântico.

 

leomaran2011-04-20 10:51:31

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O pequeno Nicolau

 

 

 

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Sinopse

 

Nicolau (Maxime Godart) leva uma vida tranquila, sendo amado por seus pais e com diversos amigos, com os quais se diverte um bocado. Um dia ele surpreende uma conversa entre os pais, a qual faz com que acredite que sua mãe está grávida. Ele logo entra em pânico, pois acredita que assim que o bebê nascer ele não mais receberá atenção e será abandonado na floresta, assim como ocorre nas histórias do pequeno Poucet, de Perrault.

 

 

 

Belo filme francês, muito bom o filme, agradável no seu conteúdo, tanto na comédia nas travessuras e na inocencia de toda criança, cheias de criatividade, quem não lembra das travessuras no tempo da escola e na infancia?, um filme para a familia, para todas as faixas etárias, atuações conscistentes até no grupo mirim, um dos melhores de 2010 com certeza.

 

 

 

O Nicolau me lembrou o ator da série Kyle XY o Matt Dallas que curtia a um tempo atrás.

 

 

 

Nota: 9/10Angellus Lestat2011-04-20 15:08:01

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Kairo (Kiyoshi Kurosawa, 2001)

 

 

 

Quando eu penso em filmes é muito normal eu lembrar primeiramente de alguma cena, algum momento, alguma imagem que tenha cravado na minha retina. Minha memória cinematográfica normalmente é constituída por fragmentos de cinema (e por isso que eu tenho tanta dificuldade em escrever sobre filmes sem citar cenas ou imagens que me marcaram), e a partir daí eu sei o que eu realmente gosto mais. Kairo quebra essa regra. Quando eu penso nele não me vem primeiramente alguma cena boa (e existem várias), mas sim toda aquela atmosfera perturbadora. O conceito de cidade fantasma nunca foi aplicado de forma tão aterrorizante quanto nesse. Não existe uma enxurrada de espíritos, mas tu SENTE eles lá. E quero dar destaque no sentir justamente por ser o grande lance do filme. Tu sente muito clara a sensação dessa transição de espécies, esse passar de bastão. Como se estivesse na hora do ser físico ceder seu espaço para o dito metafisico. Quanto mais as pessoas vão desaparecendo e aquele mundo vai ficando abandonado, mais carregado ele fica. Isso é monstruoso, parece realmente que a câmera desse japa está filmando uma realidade morta. E outro elemento que não se pode deixar passar é aquela trilha. Ela escorre daquela caixa de som e te atinge como uma flecha. Vou ter que ser repetitivo de novo, mas não existe palavra melhor, ela é perturbadora.

 

 

 

Essa revisada só elevou esse filme no meu conceito (o que parecia difícil), realmente é o meu terror preferido. E o filme catástrofe definitivo.Tensor2011-04-20 19:39:40

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Rio (2011) - 2/ 5

 

Brincar com estereótipos é uma coisa interessante. O principal problema de Rio é que ele abraça os estereótipos (seja em relação ao Rio de Janeiro ou mesmo aos seus aspectos narrativos)e os repete incansavelmente até que seja inevitável que o próprio espectador se canse. Um exemplo: todas as vezes que alguém toca nas palavras samba ou carnaval,que não são poucas, os personagens começam a dançar, cantar e etc. Para mim, o que isso conseguiu causar foi mesmo uma certa raiva do tema e, pior ainda, a impressão de que todas as pessoas que moram no Rio são meio retardadas (claro, isso é uma visão de alguém que mora dentro do Brasil e sabe que quase nada daquilo é verdade). Não foi nem a visão carnavalesca da coisa, mas o exagero e a repetição que me irritaram profundamente.

 

 

 

Agora, se o filme funciona para as crianças, que é o principal público? Nem disso eu tenho muita certeza. A sessão em que eu fui estava cheia de crianças e as risadas foram poucas e meio sem graça. Quem acabou rindo mais foram aqueles pais sem noção, que dão a impressão de que riem mesmo de tudo. O grande problema é que o filme perde bastante na apresentação de seus personagens, que é rápida e descuidada. Dificulta nosso envolvimento com a trama. Os personagens em si são pouquíssimo densos e eles mesmos estereotipados. Blu é o nerd mimado, Jade é a ave que quer liberdade, o vilão é um pássaro feio e mau. Ponto. Não há outras características que os definam melhor, detalhe que normalmente é tão bem construído em produções da Disney, por exemplo. A própria história é tão previsível que a tentativa de esconder o vazio do roteiro com constantes piadinhas soa ridícula e artificial. No fim, as maiores surpresas estão ligadas mesmo às características gráficas e visuais do filme, que, aí sim, conseguem ser belíssimas e bem desenvolvidas. Aliás, um dos poucos pontos positivos dessa produção que oscila entre o mediano e o ruim.leomaran2011-04-21 01:03:57

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