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Por falar em Von Trier' date=' o próximo dele tá pra chegar (pelo menos lá fora).[/quote']

 

 

 

Já viu o trailer? Gostei muito! Parece interessante. O elenco é maravilhoso. To ansioso pra ver o que ele fez depois do perturbador Anticristo!

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Vamos lá, chuchus. Nos brindem com seus comentários. E não vale só o nomezinho do filme.

"Baby Driver" é uma divertida matinê onde o roteiro batido não é o que interessa, mas sim o som e música, que são é mais um personagem ativo da estrutura do longa. Divertido,é mais um musical travesti

Barbie and the Rockers: Out of This World (Bernard Deyriès, EUA, 1987)   Os personagens são tão falsos quanto se tivessem sido criados para um material de ensino de inglês. Até mesmo Barbie, a única

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Atividade Paranormal (Paranormal Activity, Dir.:Oren Peli, 2007) 1/4

7022403_atividade_paranormal_cultura_236_418.jpg

Eu definitivamente não sou muito fã desse tipo de filme, (ficção documentarial? ou uma documentário ficcional?) e esse aqui tem uma tensão no ali final, mas só. E o final que o tio Spielberg sugeriu foi uma boshta. Poderiam ter ficado com o fim original mesmo.

 

Warriors - Os Selvagens da Noite (The Warriors, Dir.: Walter Hill, 1979) 2/4

 

WARRIORS.jpg

 

Gostei de uma coisa ou outra nesse aqui. A ambientação anos 70, uma cena ou outra, mas tudo não está bem amarrado. E para um filme lotado de gangues faltou mais briga e mais bagunça e mais... enfim.

 

O "Ruas de Fogo" que o Walter Hill fez depois com mesmo tema gangues, ficou bem melhor. E acho que ambos poderia funcionar se fossem feitos hoje. Remakes aí seriam bem vindos.
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Por falar em Von Trier' date=' o próximo dele tá pra chegar (pelo menos lá fora).[/quote']

 

 

 

Já viu o trailer? Gostei muito! Parece interessante. O elenco é maravilhoso. To ansioso pra ver o que ele fez depois do perturbador Anticristo!

 

 

 

Vi sim, muito interessante mesmo, do ponto de vista estético. Tb gostei do elenco, tenho uma quedinha pela Kirsten, e isso que ela é, aparentemente, o elo mais fraco.

 

 

 

Anticristo não me agradou tanto quanto os trabalhos anteriores dele, mas não desgostei como aconteceu a tanta gente.

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Príncipe das Sombras - barbaridade, Carpenter chutando traseiros nesse que eu achei que poderia ser um filme menor dele. Tá certo que as manifestações físicas, por assim dizer, do vilão não são tão interessantes quanto a ideia do que ele representa, e os momentos de tensão em grande parte ficam repetitivos, mas mesmo assim é uma obra de suspense exemplar, fodaça mesmo.

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Sentimento de Culpa. Filme independente que fala de maneira delicada e sutil, entre outras coisas, da velhice e da morte trazendo bons resultados justamente quando se ocupa de debater as consequências da passagem de tempo pra todas as pessoas. O roteiro é enxuto ao retratar de maneira simples a chegada da adolescência para as crianças, da meia-idade para os adultos, a tentativa das mulheres de adiar o tempo quando se encontram pelos trinta anos, a necessidade dos homens se sentirem mais novos se envolvendo com mulheres mais novas e a chegada da velhice propriamente dita, especialmente quando deixa todos esses conflitos internos a cargo dos reflexos que as ações dos personagens – em sua maioria muito bem criados – causam neles mesmos: um território farto para belas interpretações das quais os atores não se furtam em nenhum momento (principalmente Amanda Peet, surpreendente, e a sempre formidável Catherine Keener, em outra atuação cheia de nuances). Mas o filme peca ao não investir mais na convergência das tramas, ao deixar todas as outras histórias correrem soltas sem que se crie um grande conflito até o previsível final. A acidez e amargura da excelente personagem de Peet não tiram o longa da opção burocrática de mostrar os personagens e suas atitudes em separado. Repare como as ações da personagem de Keener não têm a menor justificativa no contexto geral. Ela parece se culpar muito mais por tudo o que é feito ao seu redor do que por algo que ela mesma tenha feito (talvez explique sem justificar o comportamento do marido), correndo o sério risco de parecer mais antipática do que piedosa para quem assiste. Nem os aspectos técnicos contribuem para que haja qualquer momento de êxtase ou de clímax: tudo soa muito mais sorumbático do que tenso. Ainda assim, quando fala do reflexo do tempo nas diferentes épocas de nossa vida, é bonito e sensível conseguindo agradar mais do que aborrecer na maior parte de seus 90 minutos. 8,0/10

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Hanna_1Sht1.jpg

 

Tipo, “Nikita, treinada para matar” teen.
Hanna, é uma garota que viveu 14 anos na floresta  sendo treinada duramente pelo pai p/ se defender/matar.
Daí que sua primeira missão
(e ela tem um alvo específico) é tb uma jornada de descoberta de mundo, já que música, beijo, TV, eletricidade  e etc, são novidades vistos/sentidos fora dos seus livros.
As cenas de ação são ótimas, embora as de luta quase se resumam a um monte de movimentos rápidos e indistintos.
Tem Eric Bana (lindo!!), Cate Blanchett e trilha do
Chemical Brothers
Sei lá pq o final me deixou a impressão de que haverá uma seqüência.<?:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Hanna(Joe Wright) – 8,0/10,0

MariaShy2011-05-01 17:24:11
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]Não vejo porque achar as "desculpas" como esfarrapadas (especialmente no primeiro). As justificativas são perfeitamente plausíveis e coerentes com a estória e burrices dos atores principais são extremamente comuns em filmes de horror (servem inclusive como elementos de tensão INTENCIONAL uma vez que você vê claramente o que os personagens devem fazer e eles simplesmente não fazem - veja The Beyond).

 

 

 

 

 

 

 

 

Quanto a burrice, 2 errados não fazem um certo. E mesmo assim, filmes de terror costumam ter muitos asnos no elenco, normalmente são as vitímas mais agradáveis de se ver morrendo, mas uma das maiores diferenças de Atividade Paranormal (e filmes afins) é fazer o terror o mais crível possível. Logo, é burrice inverossímil quando alguém fala "foi o vento" pra algo claramente paranormal (o aspirador na piscina também foi dose).

 

 

 

Já a câmera na mão, no primeiro foi bem mais natural, mas neste aqui foram várias as vezes em que a menina liga a câmera diante de uma situação em que o primeiro instinto

 

seria sair correndo (como a cena da cachorra).

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Quanto a burrice' date=' 2 errados não fazem um certo.[/quote']

Não existe certo ou errado em filmes de horror ou de qualquer gênero. Existe apenas o comum/incomum e o que eu quis dizer é que isso é extremamente comum.

 

E mesmo assim' date=' filmes de terror costumam ter muitos asnos no elenco, normalmente são as vitímas mais agradáveis de se ver morrendo, mas uma das maiores diferenças de Atividade Paranormal (e filmes afins) é fazer o terror o mais crível possível. [/quote']

Não, não é. O fato de ter uma câmera interna e APROXIMAR-SE mais da realidade que outros filmes não estabelece limites para a aproximação e não indica mais do que a afirmação quer dizer: uma aproximação maior. Não podemos perder de vista que isso continua sendo um filme. Trazer um elemento a mais para próximo da realidade não faz com que todos os outros também tenham que ser. Aliás, essa afirmativa é algo muito comum e foi muito alegada com relação à Saw por exemplo. Acho tolice, a estória e sua tônica continuam sendo bastante questionáveis para a realidade.

 

Logo' date=' é burrice inverossímil quando alguém fala "foi o vento" pra algo claramente paranormal (o aspirador na piscina também foi dose).

[/quote']

E daí ser inverossímil? É plausível dentro do universo do filme, inclusive no contexto de ser desejável que você veja claramente o que os personagens não conseguem enxergar e parece óbvio para ti. Aliás, repito: este é um dos elementos mais usados no gênero. Esta cena que você citou na piscina não é incoerente com o filme, é simplesmente ruim mesmo. 06

 

 

Já a câmera na mão' date=' no primeiro foi bem mais natural, mas neste aqui foram várias as vezes em que a menina liga a câmera diante de uma situação em que o primeiro instinto

 

seria sair correndo (como a cena da cachorra).[/quote']

Se você se preocupar com verossimilhança jamais vai curtir nenhum filme de horror, ainda mais sobrenatural, já que eles se aventuram pelo imaginário para produzir medo (e não importa ele ser MAIS ou MENOS próximo da realidade). Um filme só precisa fazer sentido intrínseco, não tem sentido algum comparar com realidade externa imediata.

 

 

Mr. Scofield2011-05-01 20:02:53

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Vi Transformers de novo, em Blu-ray.

 

É o tipo de produção que costumava ser meu favorito na época em que eu tinha entre 12 e 17 anos - o arrasa-quarteirão com doses perigosamente altas de imagens computadorizadas.

 

Depois dessa época, amadureci e passei a dar mais atenção a outro tipo de cinema, mas que Spielberg asse no magma do inferno se eu não admitir que, de vez em quando, meu impressionável espírito de moleque adolescente volta com tudo.

 

Continuo achando esta a 'aventura de efeitos' mais impressionante, com o CGI mais fotorrealista e intrincado, e com achados sonoros não menos espetaculares.

 

Também gosto muito do senso de humor molecão, que combina com a premissa absurda (se tivesse um tom super sério, aí sim seria difícil de engolir), e da ligação entre Sam Witwicky e Bumblebee (talvez o elemento mais spielbergiano do filme).

 

E muitos reclamam que Bay filma mal, mas considerando a natureza de Transformers, acho que ele coordenou e enquadrou tudo de forma eficaz e apropriada. 

 

Macacos me mordam, mas esta belezinha permanece com nota máxima.

 

5/5

 

 

 

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Scofield, é impressionante a propriedade com que vc argumenta se um filme vai ou não funcionar para alguém. No caso do primeiro filme mesmo, onde eu me preocupei sim com verossimilhança, curti MUITO o que o Oren Peli fez, apesar das desculpas para se ter a câmera sempre a mão. Pronto, sua teoria está furada.

 

 

 

E é engraçado vc questionar se Atividade Paranormal não tenta se passar por realidade, quando muitas pessoas (ingênuas, é verdade) realmente acreditaram se tratar de um documentário real. Inclusive, vc que adora terror já deve ter ouvido falar daquele programa do Discovery Channel que eu particularmente adoro, "A Haunting" (traduzido aqui como Assombrações), com casos reais bem parecidos com o da trama de AP. Se é verdade ou mentira, vai da crença de cada um, mas não de um fato inquestionável.

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Siren

Depois dos zumbis, vampiros e lobisomens eis um terrorzão (q ta mais pra suspense psicologico) apenas razoavel q surge com uma idéia nova e bem interessante ao resgatar a mitologia das sereias sob um prisma mais realista e macabro, algo bem diferente de Splash ou o desenho da Disney. Contudo, as boas intencoes param por ai pois a producao peca por desenvolver pela metade uma boa ideia, pra depois virar um filme convencional, onde a sereia em questao se limita a fazer cara de piranha. 7/10

 

siren_poster5kfm.jpg
Jorge Soto2011-05-02 13:39:54
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Scofield' date=' é impressionante a propriedade com que vc argumenta se um filme vai ou não funcionar para alguém. No caso do primeiro filme mesmo, onde eu me preocupei sim com verossimilhança, curti MUITO o que o Oren Peli fez, apesar das desculpas para se ter a câmera sempre a mão. Pronto, sua teoria está furada.

 

 

 

E é engraçado vc questionar se Atividade Paranormal não tenta se passar por realidade, quando muitas pessoas (ingênuas, é verdade) realmente acreditaram se tratar de um documentário real. Inclusive, vc que adora terror já deve ter ouvido falar daquele programa do Discovery Channel que eu particularmente adoro, "A Haunting" (traduzido aqui como Assombrações), com casos reais bem parecidos com o da trama de AP. Se é verdade ou mentira, vai da crença de cada um, mas não de um fato inquestionável.[/quote']

Faltou

um "só" na frase em que você leu, me desculpe - se você "só" ou "em

demasia" ou "considerar extremamente importante" se preocupar com

verossimilhança não vai gostar de nenhum filme de horror, porque eles jamais lidam com a realidade.

Quanto à questão é recorrente em muitos nichos. Nesse ponto, acho imensamente besta a ideia.

Quanto ao questionamento sobre AP se passar por realidade, eu quis foi propor mesmo uma discussão sobre o tema, que acho muito pouco discutido. E ela, obviamente ultrapassa seu post, mas considero oportuno utilizá-lo para propô-la.

A interpretação das pessoas sobre uma estória de ficção, mesmo aproximada da realidade não pode perder de vista que se trata de ficção e muito menos talhar a liberdade criativa do autor por causa disso (ou culpá-lo por desvios). As pessoas costumam ser oito ou oitenta. Se aproxima da realidade então tem que ser igual a ela (e acho que nem percebem que estão fazendo!). Então muitas vezes acrescentar elementos a mais para se aproximar da realidade não quer dizer que todos devam agir de acordo com ela. Para mim isso realmente não procede.

 

Acho que você também concorda que um filme deve fazer sentido no universo que propõe. O problema é delimitarmos esse universo (o que ainda causa interpretações diferentes). Eu considero universo plausível só o que o filme mostra ser coerente (normalmente por situações anteriores internas ao mesmo filme - a "realidade" é conhecida e construída dentro da própria estória).

 

 

 

 

 

Mr. Scofield2011-05-02 13:53:43

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SOBRENATURAL - 7.5/10 - Dirigido por James Wan e roteirizado por Leigh Whannell (responsáveis pelo primeiro "Jogos Mortais"), o grande barato deste suspense é simplesmente reverter as expectativas do espectador. Inicialmente a condução da narrativa é bastante convencional aos filmes de casa mal assombrada com alguns bons toques de suspense, outros nem tanto, mas eis que os personagens resolvem mudar de casa (quem nunca se perguntou o porquê dos personagens não fazerem isso em outros filmes do gênero?) e nem por isso o "sobrenatural" deixa de se manifestar. E embora o filme não deixe se ater às explicações teóricas do que está acontecendo a partir do momento que uma personagem mediúnica (ou seja lá o que for) surge em cena, só posso reconhecer os méritos do diretor James Wan na condução de todo o clímax que com uma visível limitação técnica, mas uma íncrivel capacidade técnica conseguiu fazer com que eu me arrepiasse de medo como há muito tempo não acontecia comigo assistindo a um filme do gênero. E trazendo à tona um segredo de determinado personagem, o desfecho acaba sendo até previsível, mas muito mais do que a história em si, o mistério em si, a grande atração de "Sobrenatural" é a forma como esta história é contada, onde se faz muita coisa com muito pouco, gradativamente, culminando em um se não ótimo, mas extremamente eficiente clímax. E o desfecho consegue ser arrepiante, mesmo previsível. O elenco está muito bem, Patrick Wilson segura bem o seu personagem, mas gostei especialmente da Rose Byrne. Taí, um filme de suspense que sabe funcionar como tal. Merece destaque a trilha sonora que remete a filmes antigos do gênero. Até mesmo os créditos iniciais dão uma conotação nostálgica à produção...

Thiago Lucio2011-05-02 22:10:46
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Attenberg
É curioso como filmes gregos tem despontado recentemente pela bizarrice, à exemplo do estupendo concorrente ao Oscar “Dente Canino” . Este aqui é igualmente bizarro porém não tão interessante qto o anterior por querer ser pretensioso demais em sua escancarada (e bocejante) metáfora de estudo humano feito um documental animal da BBC ou Discovery Channel. A estória se centra basicamente em 3 ou 4 personagens, onde a jovem personagem principal vai atrás do sexo (q desconhece) como válvula de escape de sua entediante vidinha, resumida a viver ao lado do pai terminal. Estranho e esquisito, possui algumas boas cenas inspiradas pela ótima (e gostosa) atriz principal: a lição de como beijar, a exibição das peitcholas pra amiga, as dancinhas coreografadas, etc.. 7/10
 

attenberg_poster.jpg
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Attenberg
É curioso como filmes gregos tem despontado recentemente pela bizarrice' date=' à exemplo do estupendo concorrente ao Oscar “Dente Canino” . Este aqui é igualmente bizarro porém não tão interessante qto o anterior por querer ser pretensioso demais em sua escancarada (e bocejante) metáfora de estudo humano feito um documental animal da BBC ou Discovery Channel. A estória se centra basicamente em 3 ou 4 personagens, onde a jovem personagem principal vai atrás do sexo (q desconhece) como válvula de escape de sua entediante vidinha, resumida a viver ao lado do pai terminal. Estranho e esquisito, possui algumas boas cenas inspiradas pela ótima (e gostosa) atriz principal: a lição de como beijar, a exibição das peitcholas pra amiga, as dancinhas coreografadas, etc.. 7/10
 

 
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Eu não gostei deste filme. É um filme que se contenta em ser estranho e se perde em meio do abismo que se atirou. Estas boas cenas que você comentou, com exceção da sequência inicial, para mim são bizarras, desconexas, não ajudam a contar o filme... o trabalho da atriz principal ainda assim é bom... mas é bem chato.
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Atração Explosiva. Filme de ação onde estão presentes a maior parte dos clichês do gênero mas filmados de uma maneira mais plausível, mais bem concebida principalmente com relação ao andamento do roteiro, que segue num crescimento vertiginoso até seu clímax, e na construção das cenas, que prima pelo realismo e pela tensão ao fugir de grandes efeitos especiais ou soluções inverossímeis. A câmera roda na maior parte do tempo talvez pra te deixar com a sensação de que aquilo tudo é um tanto cíclico, justificando a frase final dita pelo personagem de Ben Affleck. Os aspectos técnicos do filme são bem colocados, com destaque pras locações e o texto chama atenção por ser específico pra cada personagem: os ladrões se comunicam de uma forma, os federais de outra e a personagem de Hall de outra, aproximando ainda mais o filme da realidade. Não é pretensioso, de forma que você não espera muito dele e não se decepciona. O que mais me incomodou mesmo foi o elenco irregular. Exceto o saudoso Postlethwaite (que nome difícil, Jesus!), ótimo até quando morre, o resto do elenco é fraco e não têm química entre si (Cooper aparece tão pouco que nem dá pra sentir). Renner certamente foi indicado pois não tinham mais quem colocar: ele é caricato, inexpressivo, cheio de trejeitos e muito canastrão, longe daquela atuação limpa, tensa e funcional de Guerra ao Terror. Mas o pior mesmo é Jon Hamm, que interpreta um federal de uma forma tão arrogante, prepotente, presunçosa e pretensiosa que me fez torcer mais pros bandidos do que pela polícia. Totalmente dispensável. Ainda assim, The Town (odeio essa tradução pro português) é melhor do que a maioria do gênero. 8,0/10

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Pânico 4 (2011) - 2,5/ 5

 

Ouvi algumas críticas positivas e outras negativas desse aqui, então fui assistir sem saber muito bem o que esperar. Não me surpreendi. Logo nas cenas iniciais, que introduzem as brincadeiras com os outros filmes da série, achei a ideia meio batida. A primeira cena, aliás, não me caiu bem, parecendo digna de um seriado do naipe de Supernatural. Depois, durante todo o tempo, piadas e auto-referências enchem a tela, enquanto Ghostface mata adolescentes e mais adolescentes que, apesar de já terem visto todos os filmes da série, ainda insistem em sair sozinhos por aí durante a noite.

 

Craven parece querer traçar um comentário sobre os clichês do gênero, ridicularizando-os algumas vezes e, em outras, tornando-os símbolos de uma adoração estupidificada de produções do tipo. O problema é que, ao mesmo tempo em que tenta alegar que a série está sendo renovada, o roteiro não deixa de ser clichezento e previsível. O filme conta com uma quantidade quase obscena de pessoas que chegam do nada, como que querendo pregar uma peça nos próprios personagens (ok, um clichê necessário, mas o exagero neste 4° filme me incomodou um pouco). As atuações soam forçadas, talvez porque a história toda seja, e quase que desimportantes mesmo. A ideia de que o psicopata moderno vai querer postar os vídeos de seus assassinatos na internet é boa, mas mal desenvolvida (e dá uma brecha enorme pra descobrir quem é o assassino). A sequência final é fraca, virando quase que uma comédia pastelão. Aliás, como a própria Jill (vivida pela bela Emma Roberts) comenta, seria preferível o final anterior, mais ousado, impactante e menos risível. Depois que essa cena passa, é brincadeira de criança saber o que vai acontecer e a forma como acontece não é interessante o suficiente para prender a atenção. Na verdade, não dá nem pro gasto.
leomaran2011-05-05 00:27:43
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Neds (No Educados Y delicuentes)

Grata surpresa vinda da Irlanda q com elementos ja vistos em O Profeta, Transpotting, História Americana, Pixote, etc.. traça uma crônica social poderosa sobre o dificil crescimento entre feras. Na trama, acompanhamos a mudança radical de caráter do pequeno John - inserido no pior dos contextos sociais, sejam eles familiar e escolar - de nerd cdf a ladrão-lider de gangue de rua, numa Glasgow de 1973. O tom documental, ambientação e trilha sonora setecentista são trunfos narrativo-audio-visuais diferenciais pra lidar com um tema atemporal, o da criança buscando desesperadamente seu lugar ao sol, sem cair no convencionalismo de dar sermão. As únicas falhas de perda de ritmo são compensadas tb (e com juros!) pela hipnotica interpretação do desconhecido Conor McCaron no papel principal, q eleva a produção a outro patamar. Cenas antológicas: a da discoteca; a da surra q leva de Jesus Cristo, resultado do devaneio do consumo de drogas; e dá belíssima e simbolica cena onde caminha, literalmente, entre leões. 9,5/10

 

 

neds.jpg
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how-do-you-know2.jpg

 

Como Você Sabe (How Do You Know, James L. Brooks, 2010

 

 

 

Sempre tive o Brooks como precursor do Cameron Crowe, faz o tipo de filme que prioriza os diálogos no roteiro e a sinergia entre o elenco. Mas apesar dos poucos filmes na carreira (este é o 6°) ele é bem mais digno de nota, da minha parte...

 

Este aqui passa facilmente como mais uma comédia romântica da Reese Witherspoon, mas na realidade é dos mais interessantes, justamente por seguir pelo caminho inverso que o gênero costuma ir. É como se as próprias personagens já estejam cansadas da mesma ladainha, e façam um esforço extra (devidamente mostrado pelos atores) para mudar a perspectiva de seus relacionamentos. Um exemplo são as cenas de desilusão com outra pessoa, ao invés de segurar o rancor, eles simplesmente se dão conta que foi uma falta circuntancial, e seguem em frente.

 

Quanto ao elenco, Tony Shalloub brilha em sua pequena ponta como um terapeuta claramente redundante no enredo, e o Jack Nicholson prova que ainda sabe. Ahh, ele sabe.

 

Já a Witherspoon é uma carta fora do baralho, similar a Helen Hunt em Melhor É Impossível. Isso não é necessariamente ruim, apenas diferente, e colocá-la ao lado do Paul Rudd (um ator carismático extremamente pés-no-chão), resultou numa química bem legal e incomum.

 

 

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