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A Travessia (The Walk, Dir.: Robert Zemeckis, 2015) 4/4

 

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Sou suspeito demais pra falar, já que sou fã da filmografia do Robert Zemeckis mas esse é com certeza, o filme dele que mais me tocou (depois dos De Volta para o Futuro - porque mais que esses, é impossível). Começo poético na França, adotando um tom preto-e-branco e as cores vindo aos poucos, e depois na montagem do espetáculo em NY, o filme adota um ar de filme de assaltante, e a parte final com da travessia é pra "desembabacar" qualquer um, ou sei lá que palavra pôr aqui, mas mexeu com tudo aqui dentro. Mistura o medo enorme da situação (quem tem fobia de altura acho que nem consegue ver o filme), mais a vontade de ver aquilo dar certo, e com pitadas de poder sentir exatamente o que o cara sentiu ao fazer "a travessia". E isso porque vi em normal 2D (nem imagino se tivesse visto esse final em imax ou 3d, teria tido um teco). 
 
É um grande "feel good movie": Daqueles filmes pra se sentir muito bem consigo mesmo, sair sorrindo do cinema e esquecer um pouco como o mundo tá uma m**da sem fim.
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Bom dia, vamos botar o fórum para funcionar? Vou ver se posto mais aqui.  :D

 

Jail, eu adoro The Walk, mas o principal fator é como Zemeckis conseguiu realizar um filme com um cenário na qual a tragédia e o horror ainda pairam sob uma atmosfera "radioativa" e trouxe alegria. É lindo ver aquelas pessoas lá embaixo felizes e apoiando a travessia do rapaz admiradas. Um contraponto tão sensível com a vida real que emociona. Principalmente porque a maior virtude constitui no não-dito, no caso. Ele jamais faz qualquer referência explícita. É tão bonito que arrepia.

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Ô, Jail, tu não viu em 3D? Nesse caso vale muito a pena, faz bastante diferença. Em IMAX deve ser coisa do outro mundo.

Aqui vai inaugurar o primeiro cine IMAX nesse mês em um shopping legal aqui (foi tão longa a espera), mas há uma grotesca falta de informação. Ninguém está dando visibilidade.

 

A propósito, alguém sabe a diferença em termos de experiência entre o Xtreme e o Imax? Nunca vi nada em Xtreme, mas existe sala ativa aqui em BH com tal tecnologia. Fico pensando se vale a pena.

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The Final Girls 

Muito legal este terrir de baixíssimo orçamento que nada mais é um exercicio bem criativo de metalinguagem, a semelhanca de "Rosa Purpura do Cairo", só q do gênero terror. Não bastasse, brinca com as convenções do slasher feito a franquia “Pânico”. O resultado é hilário, vai vendo: quinteto de jovens “magicamente” cai no meio do filme que idolatram (!?), um genérico oitentista de “Sexta-Feira 13” , e terão de usar seus conhecimento da franquia pra sair vivos (!?!?) Detalhe: uma das jovens é filha duma das protagonistas do trash, o q vai gerar cenas de complexo de édipo similares a “Back to Future” (!?!?!?) O ritmo é ágil e enxuto, tem gore e violência na medida, e claro, humor negro de rodo. E as atuações tb estão bem satisfatórias nesta grata surpresa. Dificil mesmo achar ponto contra. Sim, não é nenhuma OP, mas é diversão de qualidade que prima pela originalidade. E que venha a sequência! 9,5/10

 


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Perdido em Marte (The Martian, Dir.: Ridley Scott, 2015) 3/4

 

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Talvez seja outro "feel good movie", com você acompanhando um personagem que não cai, não deixa se abater (muito) mesmo numa situação bem adversa. Aliás, o personagem principal é a válvula do filme e ele carrega tudo muito bem (performance muito boa do Dammon). Não é um "sci-fi sério" como outros do Ridley Scott, já que tem muito humor, e trilha dance music anos 70/80. Se procurar um tratado científico de como "sobreviver em Marte", vá se decepcionar, mas se for pra ver um entretenimento descompromissado, vai sair satisfeito.

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Mr Holmes 
Belissimo filme onde o McKellen completa facilmente sua trinca de personagens inesquecíveis, ao lado do Gandalf e Magneto. Aqui ele interpreta de forma primorosa um aposentado e  envelhecido Sherlock Holmes, mostra sua obsessão em resolver um ultimo caso q o atormenta e sua relação com o filho da governanta q toma conta dele. Sensível e delicado, com fotografia  estupenda, a película tem três linhas narrativas q se complementam (sem confundir): uma apresentando as memorias e outra os pensamentos do velho detetive. Mas o mais legal é a relação  dele com o moleque, q lhe dá noção de q nem td na vida tem explicação lógica ou dedutiva, a semelhança dum certo Vulcano. Espécie crepuscular de “Os Imperdoáveis” do personagem de Conan  Doyle, o único porem desta produção inglesa seja talvez alguns momentos melodramáticos demais, mas nada q comprometa o resultado. 9/10

 

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Gosto muito desses planos abertos de The Martian. A sensação de solidão e do ambiente inóspito é bem pesada no filme. O início também é muito bom. Longe da tentativa de ser algo tão sério (e chato) quanto Gravity e de ficar em exposição de efeitos especiais, o filme é bem mais envolvente.

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Paper Towns

 

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Não posso dizer que fiquei desapontado, pois é exatamente o que você espera e tão chato quando você imaginei. É Twilight sem aquele charme "tão ruim que é bom", outra descrição é The Fault in Our Stars sem maturidade ou inteligencia. Paper Towns nem tenta fazer sentido na premissa ou consequências dela.

 

Cara Delevingne é uma boa atriz, bem natural e convincente, mesmo com o sotaque diferente do seu natural britânico.

 

Em uma palavra? Bomba.

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X + Y

Deliciosa matinê inglesa que entorna no mesmo caldo "Uma Mente Brilhante" com "Karatê Kid". Vai vendo a sinopse mais batida possivel: jovem prodigio em exatas e pouco sociavel, vai pras Olimpiadas de Matemática na Malasia e lá conhece uma japinha que vai despertar algo mais que o simplório interesse por números. Nhooinn.. :wub:  Sim, o roteiro é batido e repleto de clichês, mas a mão delicada e firme da direção torna a experiencia bem fofis sem apelar pro dramalhão barato. Com interpretações bacanas de todo elenco, o destaque vai pro Asa Butterfly, que progride cada vez mais como ator e leva o filme nas costas. A Sally Hawking tambem ta muito bem, no papel da mãe do moleque. Em tempo, diversão inofensiva e forte candidata a futura "Sessão da Tarde". 8,5/10

 

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Circle


Interessante e tenso thriller psicológico onde temos confinados e muitos dilemas morais, do naipe de "Cubo", "Saw", "Exam" e até "Human Race". Aqui temos a trama rolando em tempo real, onde 50 estranhos acordam dentro dum circulo(?!) e sem poder se mexer. Mas qdo percebem q a cada 2 min alguém morre e o padrão de como isso ocorre, são forçados a decidir quem vive e quem vai pro saco. Logicamente que isso basta pra manter o interesse pela trama (em saber quem vai sobreviver no final) onde o embate ético entre os protagonistas (nos diálogos) é bem legal, envolvendo temas desde religião, sexo e até guerra. Isso levando em conta que a trama se passa num único local, o que não é nada fácil. Quiçá o desfecho deixe a desejar pela reviravolta apresentada, mas dentro do conjunto é o correto. Além do mais, muitas coisas ficam no ar no final, mas de qq forma foi uma experiencia agoniante assistir este BBB do mal. (9/10)

 

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Bone Tomahawk


Foderoso wenstern de horror que passeia pelo gênero em suas três instâncias (clássico, realista e spaguetti) e lhes insere um elemento de horror dos bons. Vai vendo, a trama é algo como "7 Homens e 1 Destino" com "Canibal Holocausto": Xerife dum povoadinho nos cafundós do oeste recruta pistoleiros afim de resgatar grupo de pessoas supostamente raptadas por...indios canibais! Sim, isso mesmo. Na boa, a pelicula é tão boa quanto pesada no quesito violência e não nega gore. O diretor soube trabalhar bem os tres momentos do filme, deixando pra meia hora final a brutalidade que faz jus á pelicula. Aliás, tem uma cena de desmembramento que deixa o badalado (e decepcionante, tanto que nem resenhei)"Green Inferno" no chinelo. Kurt Russel nasceu pro papel do xerife, mas o resto do elenco (estelar) ta mandando bem em papeis secundários. Quiçá seu começo demora pra engrenar, mas no geral mante o interesse e a tensão sempre em alta! Filmaço que inclusive ta na Mostra SP. Recomendadissima esta versão macabra de "Os Imperdoaveis" ou "Bravura Indomita". 9/10


 


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Circle

Interessante e tenso thriller psicológico onde temos confinados e muitos dilemas morais, do naipe de "Cubo", "Saw", "Exam" e até "Human Race". Aqui temos a trama rolando em tempo real, onde 50 estranhos acordam dentro dum circulo(?!) e sem poder se mexer. Mas qdo percebem q a cada 2 min alguém morre e o padrão de como isso ocorre, são forçados a decidir quem vive e quem vai pro saco. Logicamente que isso basta pra manter o interesse pela trama (em saber quem vai sobreviver no final) onde o embate ético entre os protagonistas (nos diálogos) é bem legal, envolvendo temas desde religião, sexo e até guerra. Isso levando em conta que a trama se passa num único local, o que não é nada fácil. Quiçá o desfecho deixe a desejar pela reviravolta apresentada, mas dentro do conjunto é o correto. Além do mais, muitas coisas ficam no ar no final, mas de qq forma foi uma experiencia agoniante assistir este BBB do mal. (9/10)
 

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Toda hora eu quase ponho pra assistir esse filme na netflix, mas acabo desistindo. Acho a premissa bem interessante. Vou conferir então.

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Atividade Paranormal - Dimensão Fantasma 3D (Paranormal Activity - The Ghost Dimension, Dir.: Gregory Plotkin, 2015) 1/4

 

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Não sou admirador da franquia, só achei esse melhor que o 4 (pior, seria impossível) e talvez até do 3. Na verdade, só acho relevante os dois primeiros filmes, os demais, ficam dando voltas em torno de si mesmos (porque não tinha mesmo mais nada pra contar depois do 2º filme), esse pelo menos põe um ponto final e fecha o ciclo, talvez não do jeito que os fãs da série queriam, mas ele finalizou tudo e só isso já conta pontos a favor.

 

O 3D até que deram uma função legal nele. Tem câmeras normais no filme, aí é 2D, mas uma câmera nova surge (os personagens acham ele na casa) que consegue filmar os espíritos (na verdade, é só um espírito mesmo), e quando essa câmera é usada tem o 3D. Achei meio engenhoso, o filme ter o 2D + o 3D, mas infelizmente não usaram isso muito bem. Esperava alguma coisa mais relevante, ou uns efeitos mais novos nesse uso, mas é só o fantasminha pulando na tela mesmo.

 

2 reclamações que li no Bloody Disgusting:

 

01) Elenco desconhecido, ninguém dos filmes anteriores aparece.

 

Mas todo filme da série tem elenco novo (até porque muita gente morre no meio do caminho). Só no 2 é que tem a aparição do casal do 1, fora isso só a mulher do primeiro filme que aparece no 4º filme, e não achei que a aparição dela aqui acrescentaria algo. A função dele era pegar o Hunter e aqui ficou explícito que ela pegou e levou ele para onde teria que levar. 

 

02) O filme ignora outros filmes da série e se foca como sequel do 3º filme.

 

A história do 1 e 2 estão fechados, não tem o que acrescentar ali. O 3º filme que começou a acrescentar coisas, então natural esse ser meio que sequel dele pra fechar o que foi posto ali (só entendi aquele final depois de ler coisas na internet e agora depois de ver esse filme, antes achei que não fazia muito sentido - e acho chato filme que tem que ter muleta pra se fazer entender). E a história do 4 é meio inútil, mas citam a história dele também, não chegam a passar por cima.

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Interessante e tenso thriller psicológico onde temos confinados e muitos dilemas morais, do naipe de "Cubo", "Saw", "Exam" e até "Human Race". Aqui temos a trama rolando em tempo real, onde 50 estranhos acordam dentro dum circulo(?!) e sem poder se mexer. Mas qdo percebem q a cada 2 min alguém morre e o padrão de como isso ocorre, são forçados a decidir quem vive e quem vai pro saco. Logicamente que isso basta pra manter o interesse pela trama (em saber quem vai sobreviver no final) onde o embate ético entre os protagonistas (nos diálogos) é bem legal, envolvendo temas desde religião, sexo e até guerra. Isso levando em conta que a trama se passa num único local, o que não é nada fácil. Quiçá o desfecho deixe a desejar pela reviravolta apresentada, mas dentro do conjunto é o correto. Além do mais, muitas coisas ficam no ar no final, mas de qq forma foi uma experiencia agoniante assistir este BBB do mal. (9/10)
 

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também gostei pacarvalho!

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O Albergue 3 (The Hostel Part III, Dir.: Scott Spiegel, 2011) 0/4

 

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Pura várzea. Os outros pelo menos tinham produção, aqui nem isso. Parece coisa feita pro Cine Privé da Band, mas sem o sexo, só com a violência. E violência essa até prejudicada porque as mortes/tortura acontecem off-scene. O Eli Roth deixou que fizessem isso com a série dele?

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Cop Car

 

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Nada mal. É um filme bem lento, mas que não perde tempo, começa direto e reto. Acho que a ideia era um humor negro e não sucedeu comigo, não achei nada remotamente engraçado. Acabei apreciando pela curiosidade de saber o que ia acontecer, pois a premissa é muito massa.

 

Direção do Jon Watss é bem legal, mas bem "econômica" e simples, sei lá o que ele vai aprontar com o Spider-Man. Kevin Bacon está muito bem, sua melhor forma em alguns anos. Também gostei da edição, tem um trabalho bem legal de edição aí que mantem a história em em movimento, mesmo sem um único protagonista claro.

 

E bem curtinho (1h27min) e valeu a assistida.

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The Subjects

Thriller scy-fy que tinha ótima premissa mas a precariedade da produção lhe confere um aspecto de telefilme barato e vergonhoso. Vai vendo este mix de "O Experimento" e "Heroes" : grupo de pessoas topa participar dum experimento em troca de grana, mas o trem consiste em tomar uma pilula que lhes confere superpoderes(!?) Contudo, o experimento consiste em ver a reação deles em descobrir e desenvolver (ou não) suas habilidades, algo parecido como "Poder sem Limites" num ambiente de "Cubo" . Personagens caricatos, roteiro previsivel e efeitos (principalmente o de teleporte) que beiram as produções porcas da Asylum fecham o pacote deste troço que sequer vale a pedida. Tinha tudo pra ser um filmão com várias refenências geek da cultura nerd, mas não foi desta vez... Em tempo, o unico que se salva são as divertidas cenas durante os créditos finais, que dão o destino da personagem mais legal, uma nerd de carteirinha. 5/10

 

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