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Forum Cinema em Cena

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The Banana Split Movie é um filme que pega os bonecos fofos da Hanna Barbera e os coloca tocando o terror, pegando o vácuo do reboot do Chucky. Sim, a premissa é tão esdrúxula quanto curiosa e só por isso mesmo vale a pena. É um terrir B genérico que se deixa ver unicamente pela presença desses nostálgicos personagens. Tipos rasos, roteiro redondinho, suspense/comédia na medida certa e gore bem generoso fazem desta produção diversão garantida. Olha, acertaram nesse filme pois lembro que esse programa infantil me dava mais medo que empatia quando moleque. E a música tema continua grudenta até hoje. Assista o trailer e vai entender o que digo. 8,5-10

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Desolate é um drama familiar indie bem violento, porém sem sentido. Pior que começa bem e seus atores se empenham, mas seu desenvolvimento deixa bem a desejar uma vez que o tom e o roteiro muitas vezes se desviam do foco principal. Nunca se sabe quem é quem, o que querem e onde estão..manja? Confuso, agoniante e sem noção, é um filme que se desvia fortemente dos elementos típicos do "neo-wenstern". Mas quem não liga pra estes pequenos detalhes pode até se divertir nesta produção de orçamento merreca. 7-10

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Vamos lá, chuchus. Nos brindem com seus comentários. E não vale só o nomezinho do filme.

Barbie and the Rockers: Out of This World (Bernard Deyriès, EUA, 1987)   Os personagens são tão falsos quanto se tivessem sido criados para um material de ensino de inglês. Até mesmo Barbie, a única

"Baby Driver" é uma divertida matinê onde o roteiro batido não é o que interessa, mas sim o som e música, que são é mais um personagem ativo da estrutura do longa. Divertido,é mais um musical travesti

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Vai ser difícil eu ver um documentário mais es-pe-ta-cu-lar do que esse "American Factory" neste ano. Que isso!

É uma aula de Sociologia, de Relações Internacionais, de pensata sobre os rumos da economia mundial. É Adam Smith e Karl Marx dando tapas na sua cara! 

A Globalização nunca foi tratada de forma tão íntima e pessoal. Não há didatismo, nada é explicado, tudo é "mostrado", tudo acontece na sua frente, na sua cara, sem sala de montagem, sem "interpretação" - do jeitinho que eu amo.

Premiado em Sundance, e candidatíssimo ao Oscar de Melhor Documentário, ainda mais com a campanha da Netflix, e com o casal Obama por trás.

Assistam, é maravilhoso!

American Factory (2019)

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Tenho adoração por "Amarcord". Me encanta sua forma narrativa circular, livre, e amorosa, em consonância com a chegada e partida dos flocos de neve e o retorno da primavera. Não se idealiza personagens, o que importam são os "tipos", cada um representando o amor, o militar, a loucura, a burrice, o afeto, o gordo... Lindeza arquetípica. É bem o que a memória faz das pessoas que conhecemos na infância, as transforma em símbolo.

Trilha Sonora, claro, de Nino Rota, que se tornou a essência do cinema de Fellini. Danilo Donati dando cátedra em Design e Figurino.

Amo como esse filme é "cheio", abundam atores em cena. Assim eram as casas daquela época, com tantos filhos, com tantos parentes, todos convivendo sem luxos e sem privacidade. Como nossas casas, e nossas famílias mudaram! 

Obra-prima. Que a Academia do Oscar reconheceu em distintos anos. O filme é de 1973; O Oscar de Filme Estrangeiro foi em 1975. As indicações a Direção e a Roteiro em 1976.

Amarcord (1973)

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Final de semana de Fellini.

Hoje, "Julieta dos Espíritos", de 1965. Mais lembrado por ser o primeiro filme em cores do mestre. Explorando o sonho a a psique da personagem principal, os figurinos e o design de produção são lindos e ...vastíssimos...Este filme deve ter, brincando, uns 700 cenários! Figurinos, menos, mas, ainda assim, muitos! Ambas as artes assinadas por Piero Gherardi, e indicados ao Oscar em 1967. Era ele o "parça" de Fellini nessas esferas antes de Donati. Tal grandiosidade colorida e onírica será encarada também como o enterro de qualquer resquício de neorrealismo italiano.

Aqui, há um outro cinema. Interessado em entender a mente da protagonista, descontruí-la, rearranjá-la. Uma mulher burguesa,  que a partir de um certo momento, se abre para certas informações do além. Na verdade, os espíritos - do título -  são meros charlatães quando se ouve a si mesmo. O interessante é que nesse processo de entendimento interior não há divã no sentido Freudiano, há divã no sentido Fellini:  balanços de circo, cabaré lisérgico, máquinas voadoras, um tobogã dentro de um quarto...

É um filme longo, que poderia ter sido cortado em vários momentos. O roteiro quase trai a ideia principal, ao fazer a protagonista contratar detetives particulares para descobrir se há de fato uma traição conjugal. Não precisava haver qualquer confirmação externa. O que interessa, no filme, é o espírito que há dentro de você . E que te avisa, sempre te avisa.

Giulietta Masina, encantadora. Deve ter tido uma estafa, pois está presente em 99% das cenas. 

Sandra Milo e Valentina Cortesi (morta recentemente) completam o time. 

 

Giulietta degli spiriti (1965)

 

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"Apollo 11" é um dos documentários que mais chamou a atenção neste ano, já que comemora-se 50 anos da grande missão espacial. A efeméride levará esse doc ao Oscar? Está na lista de muitos apostadores.

Como cinema, é um ótimo trabalho de montagem (premiada em Sundance), pois o diretor e montador Todd Douglas Miller trabalhou apenas com registros de arquivo, imagens oficiais remasterizadas. Não há qualquer narração extra, entrevista extra, nada externo à viagem, nenhuma firula. Aliás, esse doc faz de "First Man" uma coisa fajutamente teatral, excessivamente dramática. Aqui tudo é científico, controlado, e "clean".

Realçados os méritos, eu não gostei muito. Fiquei pensando como, guardadas as devidas proporções, me parecia um "Filme Oficial da Copa do Mundo". A gente vê externamente como foi a campanha de algo muito importante e legal, os bastidores de algo muito importante e legal. Mas é só.

Buzz Aldrin and Michael Collins in Apollo 11 (2019)

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Light of my Life é um bom drama pós-apocalíptico que lembra muito um mix dos bacanas Leave No Trace com The Road. O ritmo é bem moroso, quase intimista, mas nunca deixa de prender a atenção. É um filme bem feminista que discute a parentalidade e que ironicamente é protagonizado pelo Casey Affleck que, acusado de assédio, deve proteger a última mulher na Terra. Boas atuações (principalmente da pirralha) sustentam este longa, embora a duração se estique além da conta. 8,5-10

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Rock, Paper and Scissor é um thriller de horror bem ruim, evitem. Eu cai de boca nele pois a direção era do Tom Holland, que dirigiu os clássicos e originais A Hora do Espanto e Brinquedo Assassino, mas caí do cavalo. A produção é genérica, as atuações são ruins e até o gore deixa a desejar. Quiçá o filme engrene só no trecho final mas até lá já se bocejou mais de uma vez, uma grande pena porque o plot rendia muito mais. 5-10

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Nota-se a cada momento o cuidado, o capricho, o apuro com o universo da Turma da Mônica. "Laços" é um filme "protegido" em todos os níveis, a ponto do Cascão ser quase "limpo", e não se chamar a Mônica de "gorducha" (só de baixinha e dentuça). Por aí se vê que é uma produção "cheia de dedos", bastante correta. Nem poderia ser diferente, por que é um filme bem infantil, mesmo! É pra criança. Ponto.

A minha criança lia todas as 102 revistinhas anuais várias e várias vezes, e logo que o pacote chegava dos Correios, eu corria para o meio da revista do Cebolinha, pois lá eu encontraria o melhor personagem de todos: o "Louco". Eu passava mal de rir. Aqui também eu imaginava que a entrada dele na história iria elevar o filme. O Rodrigo Santoro deu um show! Sério! Eu nem acho ele tão bom ator assim, como todo mundo acha...Mas aqui ele está demais! Ficou perfeito!

Acho que é um filme "protegido" demais para adultos, mas que diverte as crianças, do jeito mais correto possível.

OBS: Continua a tendência do cinema brasileiro de atores falando em voz baixa baixíssima...

Kevin Vechiatto, Giulia Benitte, Gabriel Moreira, and Laura Rauseo in Turma da Mônica: Laços (2019)

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Lords of Chaos é um bacanuda cinebiografia de banda de rock, a semelhança do filme do Elton John e do Queen. Aqui trata do Mayhem, banda de black metal norueguês, mas o filme não foca as músicas e sim a bizonha relação dos integrantes e sua macabra forma de se promover. As atuações são muito boas e a violência é generosa. Eu que não sabia dessa banda fiquei bem curioso com a somzeira dela. E é daqueles filmes que quanto menos se souber a respeito, melhor a experiência. Curti pacas. 9 -10

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Night Hunter é um thriller bem genérico de caça a "serial killer", quase um Supercine com elenco de peso. Dá pro gasto e tem uma ou outra coisa boa, mas o problema é que é difícil ver o Superman Cavill como pai de família e a pirralha Daddario como oficial do FBI. Com personagens principais fracos, quem brilha mesmo são os coadjuvantes de luxo, Kingsley, Fillion e Tucci, mesmo que pouco.  Tem uma ou outra reviravolta mas o conjunto realmente deixa muito a desejar. 7-10

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Mais um filmaço do prolífico François Ozon (em ritmo de quase um filme por ano)!

Premiado com o Urso de Prata em Berlim neste ano, "Graças a Deus" aborda o tema da pedofilia na Igreja Católica, mas num caminho diferente de "Spotlight" (o qual se homenageia em cena). Não há intermediários. As vítimas contam a sua história, se unem, lutam, e constroem relações de amizade. Não há jornalistas porta-vozes. Não é a palavra do jornal que importa, de fato, é a palavra da vítima que importa.

Isso pode soar trivial, mas com Ozon na direção não o é. O filme assume o desafio de ter três protagonistas, mas o mais interessante é que eles assumem o leme em momentos diferentes. E nós espectadores não estamos prontos para cada mudança. É dizer, há um abandono do 'herói", para que outro assuma o comando, apresentando, toda vez, uma dinâmica familiar diferente, uma repercussão do passado diferente, um modo de ver a vida diferente. É maravilhoso!

Algumas caracteristícas se repetem em Ozon: a elegância narrativa, a quantidade e a qualidade de texto, e o brilho dos atores. É um filme chic, expurgado de melodrama, racional e adulto. O tema é tratado sem escândalos, inclusive pelos personagens das crianças. Afinal, o estrépito da coisa é um dos motivos para que o silêncio das vítimas se mantenha. 

Outra característica dos filmes do Ozon é o conjunto dos atores. Aqui é um baile de alguns dos melhores atores franceses do momento, entre eles, Denis Ménochet ( Outro show, depois do magnífico "Custódia"), mais conhecido pelo primeiro ato de "Bastardos Inglórios", mas que devia ser um astro de primeira grandeza no mundo inteiro.

Ao fim e ao cabo, um grande libelo contra o instituto da Prescrição em crimes sexuais.

Grâce à Dieu (2018)

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On 8/26/2019 at 9:07 PM, SergioB. said:

"Apollo 11" é um dos documentários que mais chamou a atenção neste ano, já que comemora-se 50 anos da grande missão espacial. A efeméride levará esse doc ao Oscar? Está na lista de muitos apostadores.

Como cinema, é um ótimo trabalho de montagem (premiada em Sundance), pois o diretor e montador Todd Douglas Miller trabalhou apenas com registros de arquivo, imagens oficiais remasterizadas. Não há qualquer narração extra, entrevista extra, nada externo à viagem, nenhuma firula. Aliás, esse doc faz de "First Man" uma coisa fajutamente teatral, excessivamente dramática. Aqui tudo é científico, controlado, e "clean".

Realçados os méritos, eu não gostei muito. Fiquei pensando como, guardadas as devidas proporções, me parecia um "Filme Oficial da Copa do Mundo". A gente vê externamente como foi a campanha de algo muito importante e legal, os bastidores de algo muito importante e legal. Mas é só.

Buzz Aldrin and Michael Collins in Apollo 11 (2019)

achei um documentário muito frio. bem analisado por você, como sempre.

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"Mil Vezes Boa Noite" é um filme de 2013, que eu perdi na época, e só fui ver agora, quando entrou no catálogo da Netflix.

Sustenta-se em uma dialética feminina meio ultrapassada, diga-se: profissão versus lar. Só que o diferencial é que se trata de uma profissão de risco: fotógrafa de guerra. O conflito basilar, muitas vezes visto, no entanto, persiste.

Eu vi mesmo pela Binoche, que consegue salvar até as cenas cafonas, como, por exemplo, um abraço enamorado na praia. Só que o talento dela não esconde que o filme no geral é muito mal dirigido.

Há, contudo, uma cena muito bonita da personagem da filha disparando a câmera (mil vezes!) no rosto da mãe. E ela chora pela vulnerabilidade que a câmera traz. Essa cena isolada valeu o filme pra mim.

Fiquei lembrando de frases no cinema sobre o exercício da fotografia...

Em "Lost In Translation": "Toda Garota tem a fase da fotografia". É um soco na cara dos jovenzinhos pretendendo ser artistas, né? Uso-a muito, quando quero ser sarcástico.

E como escreveu minha musa intelectual Susan Sontag: Se, na ideia do poeta Mallarmé,  tudo existia para terminar em um verso; " Hoje, tudo existe para terminar em uma foto".

Salve, Susan! A mulher que melhor pensou Fotografia, embora, linda, gostasse mesmo é de ser fotografada.

Tusen ganger god natt (2013)

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F I N A L M E N T E!!

(Então, por onde começar?Já sei!)

Era uma vez uma indústria cinematográfica que era conduzida não necessariamente pelos "melhores da classe", era conduzida ao contrário por uma gente meio racista, majoritariamente branca, conservadora, mas que foi "pega" no meio do caminho por uma transição de época, em que valores mais liberais começaram a aparecer na sociedade - uma gente estranha, com roupas coloridas, cabeluda, vinda até do outro lado da fronteira - começou a aparecer na Califórnia. Era 1969, havia uma guerra, e a inocência daquele país e daquela indústria iria inevitavelmente se perder. E um assassinato chocante poderia bem representar esse fim de era.

Esta, a era, está muito bem caracterizada, seja pelos bárbaros figurinos de Arianne Phillips (nunca um filme de Tarantino foi indicado na categoria), seja pelo Inacreditável Design de Produção de Barbara Ling ( Nunca indicada, mas a quem vejo favorita desde já ao Oscar da categoria). Gostei também da Fotografia de Robert Richardson, a quem vejo mais uma vez indicado. Me chamou a atenção a ausência, nesse filme, de um momento musical mais acachapante, tanto que ninguém assina Trilha Sonora, segundo o IMDB.

Agora vamos ao busílis da coisa... A Montagem. A terrível morte por hipertemia de Sally Menke em 2010, montadora dos filmes do Tarantino, - de "Cães de Aluguel" a "Bastardos Inglórios"-  surge muitas vezes entre os críticos como a explicação única e definitiva por que os filmes recentes do aclamado diretor estão mais lentos, para alguns críticos até mesmo "arrastados" e sem dinamismo. Ou seja: a conta recai toda em Fred Raskin, montador também desse nono filme. Eu também reconheço que o ritmo mudou. É fato. É cristalino. Mas não confundo causas com consequências. A consequência é o filme estar mais lento, demorando mais a acontecer...mas a causa para mim não é a substituição do montador, a causa para mim é outra: Há um número cada  vez maior de "intervalos líricos", que fogem à história central. Em Literatura, falaria-se em digressões. Eu não sei como chamar digressão em cinema. Há alguma palavra técnica? Pois bem, eu decidi denominar de "intervalos líricos". Eles nem são ruins, na verdade, só que eles estão cada vez maiores nos filmes do Tarantino. O que necessariamente tem a ver com o Roteiro, e não com a montagem!

Descontados esses mundos adicionais, o roteiro demonstra uma expressão de amor tão grande pelo cinema, que ele vai tentar contar aqueles acontecimentos criminosos terríveis, de um jeito humorado, cheio de "bromance", na busca por um final mais feliz. Continuam presentes as ótimas piadas, os xingamentos,  os objetos de cena violentos... É um roteiro representativo do melhor do cinema dele, porém, com mais intervalos...

Em termos de Oscar, acho que o trio de atores conseguirá as indicações. Eu amei a atuação dos três, inclusive da Margot Robbie, e acho uma idiotice só ressaltarem os "pé sujos" dela como eu já li por aí...(Aliás, o filme está cheio de solas de pés, reparem!...). Ela evoca toda a beleza e simplicidade de Sharon Tate. Brad pegou um superpersonagem, acho que ele é o favorito, no momento, ao Oscar de Coadjudvante; mas pra mim, quem deu o maior show foi mesmo o Leonardo DiCaprio. Aquela cena em que ele precisa refazer uma gravação é estupenda, dificílima. Amo qualquer momento "Jackie Brown"...

Tenho que refazer minhas previsões. Acho que não será dessa vez o Oscar de Direção. Talvez seja na décima vez.

Por derradeiro, concordo com Tarantino, a vida é melhor nos filmes.

É isso que ele quer dizer.

 

                                                                                       THE END

Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Al Pacino, Kurt Russell, Damon Herriman, Timothy Olyphant, Mike Moh, Margot Robbie, Margaret Qualley, and Julia Butters in Once Upon a Time... in Hollywood (2019)

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The Dead Don’t Die é um razoável terrir que mesmo com puta elenco é prejudicado justamente pela zona de trocentos personagens e falta de foco na narrativa. É legal ver essa galera se divertindo em seus papéis mas parece meio á toa, manja? A única com arco definido é a Chloe Sevigni, porque o resto tem profundidade de pires. Parece que o diretor quis fazer um terrir de fim de mundo diferentão, quebrando a quarta parede muitas vezes. Antes tivesse feito do jeito convencional. Restam apenas algumas passagens engraçadinhas e só neste desperdício de talentos. 7-10
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Beneath Us é um divertido thriller de horror que critica o "American way of Life" em resposta ao efeito Trump. Não chega perto dos bacanudos Undocumented e Desierto, mas é uma inversão bem eficiente - e deliciosamente sádica - de gêneros como torture porn e home invasion. Feito com orçamento merreca, fico pensando o que o Jordan Peele teria feito aqui pois não deixa de ser uma espécie de Us sobre a exploração de imigrantes ilegais. 8,5-10

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Cutterhead é outro bacanudo filme que aborda a exploração de imigrantes se valendo do thriller de sobrevivência, no caso, no metrô. Esta produção dinamarquesa é simples, tensa e terrivelmente claustrofóbica, onde o trio de personagens é lentamente espremido cada vez mais e mais, não deixando o espectador respirar, á semelhança de Buried. O melhor é seu trio de protagonistas, que parecem interpretar eles mesmos. Um pequeno grande filme e eficiente survival. 8,5-10

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Every Time I Die é um razoável thriller fantástico que trata de consciência, memória e reencarnação que tem uma boa sacada inicial, uma premissa bem única que os espectadores que consigam suportar sua sonífera primeira metade serão recompensados com o resto. Sim, são defeitos de filme indie uma vez que as atuações do seu elenco não estão a par de suas aspirações. Entretanto, seu desfecho em aberto é daqueles que é pra juntar amigos pra discutir depois. 8-10
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Itsy Bitsy é um bom filme de "bichos assassinos", no caso, uma aranhona turbinada que toca o terror. Parece até remake não oficial do clássico noventista Arachnophobia dadas as semelhanças. Atuações corretas, elementos mitológico interessantes, efeitos práticos e confrontos á moda antiga são os pontos positivos deste divertido filme B. O único ruim é um dramalhão familiar no meio que não diz a que veio e toma boa parte da projeção. 8,5-10

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Dead List é uma antologia horrível de curtas de terror que parece trabalho de conclusão de curso de cinema á distância. Vai vendo, ele até tem uma espinha dorsal interessante e coesa, mas os curtas em si são fraquíssimos, mal produzidos e sem tensão alguma. Da pobreza na execução e fraquíssimo elenco, sobram somente os bons efeitos práticos e o uso de metalinguagem na narrativa. Mas não é suficiente pra elevar o conjunto da obra a um nível mais aceitável. 5-10

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Fui informado ontem pelo WhatsApp que a Netflix está mudando pois agora tem até um filme do Godard hehee.

Fui ver qual era e consegui - mandem-me prêmios! - ver pela segunda vez esse "Le Livre d`image", "Imagem e Palavra", de 2018, que rendeu uma Palma de Ouro especial para o diretor.

Se eu consegui entender alguma coisa, nessa segunda vez? Não. Imagem e palavra "e som", eu acrescentaria, seguem separados, caminhando por estradas diferentes, algumas vezes se aproximam. É puro conceito. Um ensaio sem a linguagem de documentário. Mas, como diz a Chef Paola Carosella no MasterChef, "Ninguém come conceito".

O que me irrita um pouco é que a Netflix poderia ter colocado os filmes acessíveis do Godard, aqueles mais antigos, aqueles clássicos, que são, gente, MARAVILHOSOS!, populares e inteligentes, quando a dramaturgia ainda não tinha sido jogada pela janela pelo cineasta francês! As pessoas usam o nome Godard atualmente como referência de intelectual esnobe, e não é pra ser assim. Mesmo nessa nova fase dele, poderia-se ter colocado "Adeus à Linguagem" que é muito melhor, na minha opinião.

 

Le livre d'image (2018)

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Representante de Cuba na corrida para o Oscar, "O Tradutor" tem uma história muito bonita.

Trata da chegada de crianças vítimas de Chernobyl para se tratar de câncer em Cuba, naqueles últimos dias da parceria política e econômica entre a Ilha e a então URSS.  Era preciso, então, um tradutor para fazer a comunicação com as crianças e as famílias.

Em um hiperlink político, aqueles dois países juntos, unidos, começariam a padecer, por sua vez, de um câncer comum.

No plano humano, o filme mostra que o exercício da tradução vai além das palavras. Ficamos emocionados com a troca de gestos, com os olhares, com as formas outras de comunicação, envolvendo música, dança... A primeira hora é belíssima, mas depois do conflito estabelecido, o filme, infelizmente, dá uma boa murchada.

Rodrigo Santoro, eficiente, digno, elegante, convicente nas duas línguas, um príncipe em cena.

Olha...tem chance de chegar às semifinais. Não me surpreenderia.

Gostei!

Un Traductor (2018)

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DreadOut é um bacanuda fita indonésia de ação de horror. Imagina uma versão terror de Jumanji.. é isso! O incrível é que é adaptação de um game (que nem sequer sabia existência) e flui que é uma beleza, não te deixa respirar com seu horror freaky e caráter imersivo. Bem feitinha e caprichada visualmente, o ruim é que os personagens não tem muito carisma e a última meia hora soa repetitiva, sem falar aquele desfecho borocoxô. 8,5-10

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Tone Deaf é um thriller apenas bonzinho pois ele quer ser mais do que é, além de modernoso. É um filme que começa bem mas não alcança todo seu potencial a despeito da ótima atuação do eterno T-1000, Robert Patrick, na pele de um psicopata. Sem ser suficientemente divertida, extravagante ou intrigante pra satisfazer os fãs do gênero. No final fica a impressão de qual era a intenção do diretor, uma vez que não serve nem como terror nem comédia diante daquele desfecho apressado. 7-10
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A mensagem por trás de todo o terror de "It - A Coisa" é universal, pois evoca diretamente os medos e traumas que surgem ainda na nossa infância (e que nos acompanham na vida adulta), além de abordar belos tópicos sobre amizade. Em sua nova versão cinematográfica, esse livro clássico de Stephen King foi dividido em duas partes, sendo que agora temos a sua conclusão: "It - Capítulo 2" (2019). Inesperadamente, essa é uma obra que consegue ter um brilho diferenciado, apesar de possuir claras falhas...

Na história, o palhaço demoníaco Pennywise volta à ativa 27 anos após os eventos que chocaram os adolescentes do "Clube dos Otários", o que leva os mesmos a se reunirem para tentar derrotar o vilão em definitivo. O diretor Andy Muschietti fez um bom trabalho em manter o mesmo nível de atenção ao terror e ao drama, algo que tornou o primeiro filme tão especial e abrangente. A diferença é que, dessa vez, há uma entrega ainda maior ao drama, e com um terror que só assustaria a um público infantil.

Óbvio que uma trama sobre personagens adultos possui mais camadas psicológicas a serem exploradas, e isso foi bem resolvido nas quase 3 horas de duração do filme - sem contar o mistério da origem do Pennywise, que deixa algo no ar para a nossa imaginação. E a química entre os "otários" continua afiadíssima, tanto nos momentos melancólicos quanto nas passagens cômicas. A funcionalidade de cada membro na narrativa é outro acerto, intensificado por bons flashbacks que nos trazem de volta os adoráveis atores adolescentes do primeiro filme.

Jessica Chastain faz da sua Beverly a personagem mais intensa e madura do grupo. Já James McAvoy eleva o personagem Bill a um patamar de versatilidade que continua sendo a grande especialidade do ator. Quanto a Bill Hader... este merece até uma indicação ao Oscar, pois acrescenta ao seu carismático personagem Richie a composição mais completa e hipnótica do filme. Por outro lado, numa obra claramente menos violenta, o Pennywise de Bill Skarsgard acaba não oferecendo aqui a mesma imponência e real ameaça que nos foi apresentada antes.

Com uma produção certeira na parte técnica, e com uma narrativa crescente, humana, e ainda eficiente sobre questões psicológicas que podem nos levar à morte, “It - Capítulo 2” finaliza essa saga com dignidade. Porém, com exceção de um final espetacular - tanto na parte do terror quanto no emocionante encerramento -, essa sequência não vai muito além do bom desenvolvimento dramático. O primeiro filme já está flutuando entre potenciais clássicos futuros do cinema, enquanto que esse deve flutuar no grupo de boas sequências meio esquecidas...

Nota: 7

cartazbrasil.jpg

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Amudsen é uma bacana biografia do lendário e maior explorador de polos, Roal Amudsen. Este filme norueguês é daqueles épicos bem sóbrios que não foca apenas as trocentas aventuras do cabra, mas também detalha suas tretas familiares, romances e segredos. Bem feitinho e atuado, o destaque vai pra linda fotografia que destaca a beleza das paisagens árticas, dignas de cartão postal. Depois fui ver que o diretor já tem experiência nesse naipe de filme, pois é dele também o bacanudo Kon-Tiki, sobre uma expedição marinha. 9-10

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In Fabric é um razoável filme de gênero que flerta entre o horror e o giallo italiano. Sim, é daqueles filmes com estética retrô setentista que te hipnotiza, mas que deixa a desejar em conteúdo, no caso, uma crítica ao consumismo capitalista. Fora o visu e as boas atuações resta pouco, pois creio que não precise ser estiloso pra falar de um vestido amaldiçoado (!?). Colagem de cenas, aspecto surrealista e muito nonsense completam o pacote desta curiosa produção inglesa. A ver, mas com ressalvas. 7-10

infabric.P.jpg

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Não é minha vibe, nem nunca foi. Porém, admito que esse "Brinquedo Assassino" de 2019 tem uma premissa - vejam, bem, premissa - legal, que substitui o misticismo barato do primeiro filme pela falha tecnológica. No mais, o roteiro não apresenta mais tantas novidadades, talvez apostando um pouco mais no humor do que no terror/gore.

O que eu não gostei mesmo foi da estética do boneco. Lembrou-me o Whinderson Nunes, em alguns ângulos. Prefiro as versões clássicas, especialmente a com cicatriz de "A noiva de Chucky".

Pra ver com amigos, ou com pré-adolescentes.

Child's Play (2019)

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The Third Murder é um ótimo thriller dramático japonês que trata de verdade, ética e culpa. A cosntrução é morosa mas interessante, te prende com as migalhas que vai entregando em doses homeopáticas pro final ficar a critério do espectador. As atuações estão muito boas, principalmente da dupla principal. É daqueles filmes de tribunal pra rever, perceber novos nuances e comentar com os amigos. 8,5-10

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The Intruder é o tradicional Supercine sabatino, mas bem feitinho, previsível e redondinho, sem mais. Os personagens são bem rasos e os interpretes idem. A exceção é o Dennis Quaid, que faz um delicioso vilão á moda antiga e carrega o filme facilmente nas costas, num formato de home invasion. Um filme pra rir das atitudes ilógicas e estúpidas dos protagonistas, pra deleite do sádico vilão. Passatempo esquecível, claro. 7-10

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