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The Cleaning Lady é um thriller bacanudo e insano sobre uma faxineira maluca que tenta ocupar o lugar da patroa, uma espécie mais trash de Mulher Solteira Procura. Ele começa feito drama televisivo mas depois engrena e mostra toda a insanidade da diarista psico, brilhantemente interpretada pela desconhecida Rachel Alig. Outra, os melhores momentos são de longe os perturbadores flashbacks da vilã, o que deixa uma baita vontade dum prequel contando sua história. O desfecho morno dá a sensação de coito interrompido mas até lá este indie cumpriu bem sua função. 9-10

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Encounter é um thriller scy-fy bem morno que tenta ser um Contatos Imediatos do 3º Grau ou A Chegada de orçamento merreca. Na boa, o dramalhão que transpira toda película compromete toda seriedade que ela tenta impôr. O humor involuntário também, diga-se de passagem. E o alienígena da vez? Pelamor.. Restam algumas boas interpretações, em especial a do negão e da dupla do FBI, e só. Nem o irmão do Thor se salva nesse trem. Uma curiosidade é ver o sumido Tom Atkins num papel quase similar a outro crássico oitentista do gênero, Night of the Creeps. Mas o filme no geral é fraquíssimo. 6,5-10

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"Arthur Miller: Writer" é um documentário de 2017 feito para a HBO pela cineasta, e  filha do teatrólogo, Rebecca Miller.

Uma vida maravilhosa, presença decisiva na vida americana, "marido da Marilyn", mas principalmente autor de "A Morte do Caixeiro Viajante"...Pessoalmente, o melhor texto que eu li antes dos meus 20 anos.

Como documentário, reúne entrevistas e cenas de arquivo, mas fiquei muito surpreso como Rebecca decidiu "proteger" o pai do fato de ter escondido que tinha um filho com Síndrome de Down, a quem deixou em um internato, e sequer o citou em sua Autobiografia. Muitos dizem que ele sequer o visitava, mas Rebecca diz que "nos últimos anos", Arthur constantemente o visitava. Nada é falado também sobre o último relacionamento do autor, já no finzinho da vida, com uma mulher bem mais jovem.

Uma biografia "não autorizada" seria mais interessante nesse caso.

Pra quem ama cinema, tem bastidores incríveis de "Os Desajustados".

Arthur Miller: Writer (2017)

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Acho impressionante como De Palma não precisa de um roteiro ou diálogos propriamente bons para fazer filmes marcantes. Esse Vestida para Matar tem algumas cenas verdadeiramente antológicas, fora o uso da música que também é um show à parte. Visto no Telecine Play. Cotação: Muito bom.

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Esse filme é lindo...lindamente fotografado, dirigido....os figurinos então. Só peca um pouquinho, porque alguns personagens são meio "esquecidos" pela trama que tem a ambição de retratar os USA do início do século passado. No entanto dá para entender, ao mirar o foco nas tensões raciais, o filme ganha em dramaticidade. Assistido no Amazon Prime. Cotação: Ótimo. 

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Nem fui malhar, para conferir mais cedo esse esperado lançamento da Netflix, "The Laundromat".

No início, eu estava gostando bastante, mas no meio, os capítulos 4 e 5 fazem um desvio da história principal que era completamente desnecessário. Eu fiquei sem entender por que o roteiro fez isso. Não precisava! Criou-se um buraco de elenco, um buraco de roteiro, repito, estou sem entender...

 Os 15 últimos minutos, contudo, retomam o caminho principal, e são ótimos. É quando aparece a Odebrecht - que muitos no Brasil ainda defendem! -  e a famigerada empreiteira é completamente enxovalhada, como merece. Meryl Streep dá um banho em um monólogo inesperado, quando todos os disfarces, todas as fraudes, são reveladas. Em última instância, é um apelo à verdade. Tem chance de indicação ao Oscar, claro.

Gary Oldman e Antonio Banderas têm papéis muito difíceis, que poderiam facilmente ficar ridículos, e eles conseguem, pelo talento, ficar em cima dessa navalha.

Se não fosse pelo meio do filme, eu teria gostado muito!

Antonio Banderas, Gary Oldman, Meryl Streep, David Schwimmer, and Jeffrey Wright in The Laundromat (2019)

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Sweetheart é um thriller de sobrevivência que me lembrou o recente Prey, onde a mistura de gêneros prejudicou o filme. Mas aqui o resultado é bem mais eficiente neste mix de Naufrago com Predador, com uma ótima protagonista negra, que seria o par romântico do Flash, em Liga da Justiça. Na verdade o survival se destaca mais que o scy-fy, mas a de destacar que o diretor tirou proveito de suas limitações e cria momentos genuinamente tensos. Mas o filme desanda no final, onde mais gente (e o vilão) finalmente dá as caras e o minimalismo anterior torna-se algo genérico. 8-10

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Occupants é um ótimo found footage de mistério que pelo menos foge da temática convencional com uma boa idéia que te prende do início ao fim. Sem fantasmas, ovnis, pé-grande ou exorcismos o tema aqui são universos paralelos coexistindo. Sim, atuações nada memoráveis, efeitos nada especiais e orçamento merreca, mas a estória é envolvente, a câmera não treme e nem tem a gritaria de praxe. Fazia tempo que não via um bom filme em primeira pessoa, tipo Bruxa de Blair, provando que basta uma boa idéia e pouca grana pra fazer um filme que vai de menos a mais. Outra, a roteirista é brasileira. 8,5-10

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É uma vergonha dizer que eu não tinha assistido ainda ao Barco - Inferno no Mar. Tudo bem...eu tenho vários "débitos cinematográficos" ainda para corrigir. Dito isso, é sabido que há inúmeros cortes e versões para esse filme, inclusive uma série de TV. Penso que a versão do netflix deve ser a original (de 1981) e que corre por aí que as versões mais longas são ainda melhores. Serei repetitivo ao dizer que Das Boot é referência em filmes de submarino, creio que nada do que foi lançado chegou ao seu patamar. Além do mais, é um dos melhores filmes de guerra que vi e provavelmente ficará na lista para sempre. Visto no netflix. Cotação: Excelente. 

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On 10/13/2019 at 5:17 PM, SergioB. said:

Ok, depois de anos escrevendo no Fórum, já deu para vocês sacarem que eu sou, digamos, "excêntrico". Mas a minha maior excentricidade vocês ainda não sabem: eu não uso jeans! Não uso nada jeans há uns 7 anos. Tenho ojeriza pela roupa, acho que todo mundo fica igual esteticamente, fora ser um tecido altamente poluente. 

Qualifico esse documentário, visto na Netflix, "Estou me Guardando para quando o Carnaval Chegar", como um filme de terror! Uma cidade inteira fabricando dia e noite sem parar jeans de má qualidade, transformando seus lares em minifabriquetas ruidosas e estafantes, da época da Revolução Industrial inglesa. As crianças e as casas deles, bem como a cidade em si, ficam abandonadas, com os adultos privilegiando o dinheiro, para depois gastarem em porcarias consumistas. Não há beleza nenhuma na cidade, nas casas das pessoas, nada, apesar de elas ganharem um dinheiro considerável - em torno de 6 mil reais - com o trabalho duro, sacrificante. 

É uma miséria por dentro. E também uma miséria social, com a cidade abandonada, vivendo para uma indústria de um produto só. Não há Ministério do Trabalho em Pernambuco? Alôw, autoridades! Parece um garimpo de tecido! Em suma, um filme de terror! Com a nossa miséria educacional estampada na cara, com um erro de português a cada 4 palavras. 

Cabe dizer que Marcelo Gomes, de tantos filmes excelentes, a partir de tanta miséria produz um documentário incrível. "Linho nobre, pura seda", como canta o poeta.

Estou Me Guardando Para Quando O Carnaval Chegar (2019)

Tive o prazer de assistir esse aí no Capitólio (um cinema tradicional de rua aqui em Porto Alegre) com a presença do Marcelo Gomes. Uma das melhores experiências que tive no ano. Maravilhoso.

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7 hours ago, Tensor said:

Tive o prazer de assistir esse aí no Capitólio (um cinema tradicional de rua aqui em Porto Alegre) com a presença do Marcelo Gomes. Uma das melhores experiências que tive no ano. Maravilhoso.

Que legal, heim?! O Marcelo é ótimo diretor. A parte que ele tira o som natural e põe "O Coro dos Escravos" de Verdi é sensacional. 

Não sabia que você era de Porto Alegre. Já viu "Tinta Bruta"? Todo cidadão daí tem que ver!

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Mais um dos filmes de 1948. E um dos grandes. "O Tesouro de Sierra Madre" deu finalmente o Oscar de Direção a John Huston, bem como um de Melhor Roteiro. Acabaram sendo os únicos de sua longa e maravilhosa carreira. Curiosamente, não ganhou Melhor Filme em 1949. O que deve ter sido um choque para os meus eus da época.

Um trio fabuloso de atores: Humphrey Bogart em um dos grandes papéis de sua carreira, uma bomba-relógio humana,  feita de misérias e desenganos. Tim Holt em sua mais famosa atuação, num papel mais limitado, mas funcional, expressando amizade. E o show absoluto de ninguém mais ninguém menos do que o pai do diretor (avô da Angelica),  senhor Walter Huston, como o velho garimpeiro, que sabe ler a natureza e o caráter dos homens. Um arraso, um espetáculo, que lhe valeu o Oscar de Ator Coadjuvante, naquela que seria sua quarta e última indicação. Família icônica é assim: Oscar de geração em geração.

A trama? A busca pelo ouro torna-se na verdade uma busca moral, que alvejará a consciência de muitos. A frase que entrou para a história:

"Consciência? De que isso presta? Se você fingir que não existe, o que ela pode fazer com você?"

Muita coisa.

Humphrey Bogart, Tim Holt, and Walter Huston in The Treasure of the Sierra Madre (1948)

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Wounds é um terror psicológico apenas razoável que começa superbem sobre um "celular maldito", prometendo ser uma versão atualizada de O Chamado mas que logo vira um nonsense cheio de simbolismos onde o único que presta são as homenagens a Cronenberg, no body horror. É um filme que trata da degradação e do colpaso mental do personagem principal, mau atuado pelo Armie Hammer, onde se destaca o resto do elenco. E esse desfecho ruim de doer? Pelamor.. 7,5-10

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Eli, diferente do filme acima, já não tenta ser cerebral e metafórico divertindo á beça. O filme se mostra como sendo de uma coisa, com várias homenagens ao cine B e bem atuado, mas logo nos finalmente tem uma reviravolta bacanuda que é outra perspectiva de tudo visto até então, que liga todas as pontas soltas. O moleque manda muito bem no papel título e neste mês de Halloween que a Netflix ta entupindo de terrores, seria uma boa que viesse logo a sequência deste enquanto ta fresquinho.. 8,5-10

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On 10/19/2019 at 2:52 PM, SergioB. said:

Que legal, heim?! O Marcelo é ótimo diretor. A parte que ele tira o som natural e põe "O Coro dos Escravos" de Verdi é sensacional. 

Não sabia que você era de Porto Alegre. Já viu "Tinta Bruta"? Todo cidadão daí tem que ver!

Assisti sim! Adoro esse filme. Talvez seja meu filme preferido feito em Porto Alegre. 

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Uma sátira deliciosa e muito comovente!

Não me surpreenderia nada se ficar no top 3 de todo mundo e acabar levando Melhor Filme, assim como levou o Festival de Toronto.

Trilha Sonora de Michael Giacchino, leve e encantadora. Deve ser indicada.

O roteiro tem um ritmo perfeito, pecando apenas na precisão histórica (pois quem manja de Segunda Guerra sabe que a Alemanha naquele ano estava em um estado bem pior do que o mostrado).  Scarlett e Sam Rockwell estão muito bem, em papéis bem legais embora menores. Thomasin McKenzie, que está na minha 5ª vaga de Atriz Coadjuvante, está excelente, num papel que me surpreendeu muito: Não é a judia frágil e indefesa, mas de uma lutadora mesmo. E ela tem uma cena maravilhosa, de muita tensão.

Mas quem dá o show é o menino Roman Griffin Davis!! Primeira atuação da vida, e ele está su-bli-me! Como eu gostaria que ele fosse indicado!! Se fosse em qualquer outro ano, menos disputado, eu cravaria o nome dele. É sensacional!

Taika Waititi, a quem eu só colocava como indicado em Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante, fez realmente um grande filme. Vai ser o filme xodó de todo mundo. Creio que vou ter que achar um espaçozinho pra ele também em Direção. Tendo visto o filme, penso que será complicado pra ele , assim como foi para o Bradley Cooper, entrar em muitas categorias. Talvez o papel aqui seja mal visto. Vou reconsiderar a vaga de Ator Coadjuvante...

Nos últimos 8 minutos, eu só consegui bater palmas!

Amei!

Sam Rockwell, Taika Waititi, Scarlett Johansson, Stephen Merchant, Alfie Allen, Rebel Wilson, Thomasin McKenzie, and Roman Griffin Davis in Jojo Rabbit (2019)

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The Witch in the Window é uma arrepiante estória sobre relacionamentos. É um estudo sobre a perda de quem se ama e ás mudanças em formato de casa assombrada, o que não deixa de ser uma forma original de tratar este subgênero. Um indie de baixo orçamento que reinventa o que ja ta mais que batido, tem apenas três protagonistas dos quais se destacam pai e filho, muito bem interpretados. É um filme sensível sobre rompimentos/perdas/desapego que tem dois momentos verdadeiramente cagantes.. grata surpresa. 9-10

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Mary é um thriller sobrenatural mixuruca que tem até uma premissa boa (sobre um veleiro assombrado) e a narrativa é documental, fugindo do lugar comum, mas a direção é clichezada até o talo e o roteiro meia boca ta bem abaixo da competência dos atores que tem. Sustinhos fáceis e uma assombração genérica que não assusta completa o pacote deste filme que literalmente fica á deriva. Na boa, o maior mistério deste filme é saber o que atraiu os grandes Gary Oldman e Emily Mortimer a esta barca furada. 7-10

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CGI, CGI e CGI!

Toda a parte estética de "Maleficent: Mistress of Evil", com exceção do Figurino, é falsa. Fotografia, efeitos, Design, tudo, a meus olhos, ultrapassa o limite do "sintético". Me perturba demais, a ponto de a história, mediana, se apagar para mim. A produção também deveria pagar royalties a "O Quebra-Nozes e os Quatros Reinos" e a "O Senhor dos Anéis", por tantas similitudes de criação imagética. Tudo se copia, cê loko!

O primeiro filme conseguiu uma indicação surpreendente ao Oscar de Figurino, em 2015, para a grande e nunca premiada Anna B. Scheppard. Neste "Malévola 2", o trabalho é de Ellen Mirojnick, que quase chegou ao Oscar por "O Rei do Show". Será que a Disney consegue outra vez a atenção dos membros desse branch?

Deixando minhas ranhetices de lado, é inegável que o filme tem muito apelo de público ainda.

 

Michelle Pfeiffer, Angelina Jolie, Chiwetel Ejiofor, Elle Fanning, Ed Skrein, and Harris Dickinson in Maleficent: Mistress of Evil (2019)

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Fractured é um bacanudo e afixiante thriller psicológico, do naipe de O Operário e Ilha do Medo. Nada é o que parece na história que nos é apresentada e cabe ao espectador decidir seguir a trilha do personagem principal, o ótimo Sam Worghinton, ou tirar próprias conclusões. Tenso e agoniante conforme a metragem avança, o plot parece ser previsível mas a direção subverte toda essa expectativa de forma sádica, e só pelo desfecho corajoso ja vale a pena assistir. A Netflix ta caprichando na véspera de Halloween. 8,5-10

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The Dead Center é um thriller de horror psicológico modesto e efetivo onde mesmo com falta de orçamento, o pouco gore e CGI que dispõe, é usado a favor da ótima e mórbida atmosfera dark que transpira. Ele ecoa o ótimo A Autópsia e outras referências, mas consegue impôr personalidade sem ser previsível. Ótimas interpretações contam a favor, porém seu desfecho depõe contra e com a própria mitologia que tenta estabelecer. 8-10

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Segui a dica do @Jorge Soto e conferi ontem esse "Eli" e adorei. Achei muito bem sacado o jogo com o nome do garoto, é dizer, achei criativo o roteiro. Não gosto tanto dos sustinhos do início do filme, clichês comuns no gênero, mas acho que eles ficaram bem desenvolvidos do meio para o final. Fizeram bastante sentido. Gostei muito. O ator mirim é ótimo.

Acho que nunca vi tanto filme de terror na minha vida como neste 2019.

Eli (2019)

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Há muitos anos não via "Traídos Pelo Desejo", mas, no último programa Manhattan Connection, os jornalistas conversaram tanto sobre o filme, sobre como a "surpresa" do filme constrangeu a audiência nos cinemas de então, que me deu vontade de rever... Bem, só posso mesmo "imaginar" a reação da época. Porque a tal supresa pra mim sempre foi evidente, mesmo quando assisti da primeira vez.

Interessa-me mais as múltiplas abordagens de tons do roteiro do Neil Jordan, devidamente premiado com o Oscar. E as excelentes interpretações de Sthephen Rea e Forest Whitaker. É inconcebível, hoje, pensar que a Academia indicou o artista errado a Ator Coadjuvante (né??). Eu teria indicado o Forest. E um nome em Atriz Coadjuvante...

É horrível escrever "para a época" em se tratando dos recentes anos 1990. Mas, realmente, "para a época", acho que "Traídos Pelo Desejo" foi um grande filme mesmo, um acontecimento. Justifica por isso suas 6 indicações. Hoje em dia, perdeu tônus. Mas ganhou relevância social.

Meu favorito do Jordan sempre será "Fim de Caso".

 

The Crying Game (1992)

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Nunca tinha visto esse filme de 1972 do grande Sidney Lumet. Inspirado em uma peça da Broadway, "Child`s Play"; no Brasil, "Brincadeira de Criança"; é um filme MUITO PESADO sobre violência na escola, sobre bullying antes do bullying, mas com uma ótica muito original: mostra o papel incitador dos adultos. O interessante é que não é comentário social, é um belo filme de suspense, no qual rola um mistério muito bem bolado.

James Mason e Robert Preston estão excepcionais.

Telecine Cult salvando a minha noite...

Child's Play (1972)

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Al Desierto é um filme argentino sobre relacionamentos em formato de thriller de sobrevivência (e road movie e até de western), e é bom porque fica em suspenso se o que tava rolando era uma convivência forçada ou um sequestro, fuga do sistema, etc. As atuações estão boas, mas o melhor é o inóspito deserto patagônico que surge como mais um personagem ativo da trama. É ele que provoca os comportamentos ambíguos dos protagonistas, atraindo e repelindo. atente pras referências a John Ford pela trama, uma delícia. 8-10

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Rattlesnake é o último filme de terror da leva Netflixiana do mês de Halloween, felizmente bacanudo quanto os demais. Este aqui se assemelha em narrativa a 1922 com Pacto Sinistro e qualquer filme onde o tempo conta pro protagonista. É um filme que trata de escolhas morais e éticas, em formato survival/terror. Não tem susto fácil mas te mantem ligado e tenso pela atmosfera que transpira, opressora em toda metragem. As atuações são boas e as poucas falhas não comprometem o resultado final. 8,5-10

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Gostei de "Dolemite is My Name" pelo lado técnico. Mas, para mim, o filme demorou a engrenar, e as piadas, pro meu gosto, funcionaram bastante pouco. Não sei se elas transitaram bem para o português, para outra cultura, já que havia ali um ritmo todo próprio, uma musicalidade toda própria. 

O elenco inteiro está ótimo, Eddie Murphy, Da`Vine Joy Randolph, e, principalmente, Wesley Snipes. 

Em termos de Oscar, só vejo o Figurino com um caminho seguro. Um trabalho realmente fantástico, fora de sére da premiada neste ano Ruth E. Carter. Será sua quarta indicação.

A Sasha Stone vê Eddie Murphy como o favorito em Ator. Respeito a visão dela, mas a categoria está tão forte, que eu nem sei se ele conseguirá vaga entre os cinco.

 

Eddie Murphy, Wesley Snipes, Mike Epps, Craig Robinson, Keegan-Michael Key, Tituss Burgess, and Da'Vine Joy Randolph in Dolemite Is My Name (2019)

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Bloodline é um thriller indie de serial killer até legalzinho, no caso um professor psico que sai matando os pais ruins de seus alunos.. vai vendo! Interessante é ver o Stinfler de American Pie (ou Martin Riggs do novo Maquina Mortífera) bem a vontade no papel de serial, levantando um bom questionamento sobre violência doméstiao e o clichê do pai devoto de família. Tem erros de narrativa e umas questões ficam em suspenso, mas não desabonam este divertido filme. 8,5-10

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La Influencia é um terror espanhol fraquinho da Netflix onde as melhores virtudes ficam por conta da produção caprichada e em parte das atuações bem empenhadas. No entanto, a pobreza do roteiro, a previsibilidade da estória, a direção clássica e o desfecho que deixa mais perguntas que respostas aos enigmas lançados, depõe contra o filme. Tem uma ou outra homenagem a Stephen King mas nem o gore, nos finalzinhos, torna esta obra bem confusa algo melhor. 7-10

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On 10/21/2019 at 6:12 AM, Jorge Soto said:

Wounds é um terror psicológico apenas razoável que começa superbem sobre um "celular maldito", prometendo ser uma versão atualizada de O Chamado mas que logo vira um nonsense cheio de simbolismos onde o único que presta são as homenagens a Cronenberg, no body horror. É um filme que trata da degradação e do colpaso mental do personagem principal, mau atuado pelo Armie Hammer, onde se destaca o resto do elenco. E esse desfecho ruim de doer? Pelamor.. 7,5-10

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Assisti esse também e achei bem buesta. Vai do nada a lugar nenhum. Se tivesse mais disso do 'Body Horror' do Cronenberg teria algo pra ver, mas nem isso (foi bem tímido nessa área), e o final achei bem ruim também (até porque achei que não seria o final ali, acho que a história pedia pro filme ir depois daquilo ali, mas por preguiça pararam ali).

On 10/21/2019 at 6:12 AM, Jorge Soto said:

Eli, diferente do filme acima, já não tenta ser cerebral e metafórico divertindo á beça. O filme se mostra como sendo de uma coisa, com várias homenagens ao cine B e bem atuado, mas logo nos finalmente tem uma reviravolta bacanuda que é outra perspectiva de tudo visto até então, que liga todas as pontas soltas. O moleque manda muito bem no papel título e neste mês de Halloween que a Netflix ta entupindo de terrores, seria uma boa que viesse logo a sequência deste enquanto ta fresquinho.. 8,5-10

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Também vi esse e achei legal também. Imagino até que poderia rolar continuações e poderia ser o [SPOILERS] A Profecia dessa geração.

 

On 10/25/2019 at 2:26 PM, Jorge Soto said:

Rattlesnake é o último filme de terror da leva Netflixiana do mês de Halloween, felizmente bacanudo quanto os demais. Este aqui se assemelha em narrativa a 1922 com Pacto Sinistro e qualquer filme onde o tempo conta pro protagonista. É um filme que trata de escolhas morais e éticas, em formato survival/terror. Não tem susto fácil mas te mantem ligado e tenso pela atmosfera que transpira, opressora em toda metragem. As atuações são boas e as poucas falhas não comprometem o resultado final. 8,5-10

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Também vi, e curti muito. Bem redondinho.

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Mano...

Deem o Oscar de Fotografia imediatamente!!! Que que é isso?! Tecnicamente absurda, linda, diferente, e que tem a ver com a época e com o clima do filme. Razão de aspecto 1.19:1, quase quadrado, que não estamos acostumados a ver, e a dificuldade que deve ter sido para levar também o equipamento antigo às locações... Maravilhoso. Retomando a sensatez, não deve levar o Oscar, mas acho que será indicada, sim. É impossível a quem assistir a esse filme não ficar de queixo caído. Trabalho de Jarin Blaschke, que trabalhou com o Eggers em "A Bruxa".

Comparando os dois trabalhos, este filme aqui, em si, não é exatamente terror. Tá mais para suspense psicológico, ou, literariamente, um conto náutico. E dos bons. Possivelmente, seja o terceiro melhor filme da temporada para mim. Que trabalho!

A trilha sonora parece um canto de gaivota, um choro de baleia, uma buzina de navio, só que tudo junto, tudo harmonioso,e belo. Os dois atores estão fabulosos, um levantando para o outro cortar, uma coisa linda de se ver. Pattinson está excelente, mas o Dafoe está acima das palavras, acima do meu vocabulário. A última grande cena dele é in-crí-vel! Ele deve ir para a sua quinta indicação, e a terceira seguida. Tim Gray e Tom O´Neil acabam de elevá-lo à segunda posição. Nathaniel Rogers o tem em terceiro.

Infelizmente, ele vem sendo lembrado por projetos de menor porte. Parece-me, contudo, que só vão premiá-lo quando ele estiver em um grande player. Não deveria ser assim.

Willem Dafoe and Robert Pattinson in The Lighthouse (2019)

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Tudo estava indo de modo aceitável, mas, vamos combinar, que lá pro final, na cena do carro, ocorrem algumas situações muito inverossímeis naquele conflito ali...

Não posso dizer que gostei. 

Rattlesnake (2019)

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