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Filmes do segmento de drama esportivo tendem a cair no formulaico, especialmente aqueles norte-americanos que são baseados em fatos reais. Ainda assim, em raros casos, podemos ser surpreendidos com uma exímia e abrangente execução dos elementos que já vimos em milhares de outras obras. Esse é o caso de “Ford vs Ferrari” (2019).

O filme conta a história do designer automotivo Carroll Shelby (Matt Damon) e do piloto Ken Miles (Christian  Bale), que trabalham juntos em uma disputa da Ford contra a Ferrari, nas pistas de corrida. O diretor James Mangold empregou aqui o melhor das suas habilidades no sentido de providenciar um drama que é acessível, identificável e bem-humorado a ponto de nunca se transformar em mera masturbação automotiva.

Além da disputa representada pelo próprio título da obra, temos também o eterno embate entre o corporativismo e o elemento humano, e entre as ambições pessoais e a necessidade de adaptação ao trabalho em equipe. Em paralelo a tudo isso, há uma bela mensagem sobre uma amizade que é desenvolvida através da paixão que dois homens possuem por carros velozes.

Christian Bale faz do seu Ken Miles um piloto energético, intuitivo e às vezes esquentado, numa composição pitoresca que é uma das mais interessantes de sua carreira. E Matt Damon faz do seu Carroll Shelby um contraponto mais sensato e centrado, mas que também possui seus momentos de intensidade. A química entre os dois é excepcional, e move a trama de tal forma que às vezes ofusca os outros personagens, ainda que Caitriona Balfe se saia bem como Mollie Miles (esposa de Ken) e Tracy Letts ofereça uma boa dimensão a Henry Ford II.

O roteiro possui algumas gordurinhas, mas é muito bem desenvolvido. Mangold também parece ter atingido aqui o seu ápice em termos de precisão técnica, especialmente na sua imersiva e convidativa recriação – visual e cultural - dos anos 1960. Destaque ainda maior para o último ato do filme, que unifica todos os seus subtextos através de uma corrida que é eletrizante, extenuante (no bom sentido), e provida de algumas reviravoltas levemente inesperadas.

“Ford vs Ferrari” é pura velocidade e ritmo, tanto dentro quanto fora das pistas. É um drama que se mostra otimista, caloroso, e quase sempre munido de uma boa dose de diversão e loucura por parte de Bale e Damon. De brinde, ele nos faz pensar sobre como podemos encontrar a verdadeira visão em pessoas que estejam longe de uma sala cheia de burocratas. Talvez a própria Hollywood dos tempos atuais precise refletir mais sobre isso, não acham?

Nota: 9

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Nossa!!

Eu tinha escrito que seria muito difícil um documentário me conquistar tanto quanto "American Factory" da Netflix, mas seu principal concorrente, da Amazon, "One Child Nation", é igualmente esbabacante!

É sobre a Política do Filho Único na China, com suas consequências terríveis. Pra mim, esse foi um assunto presente no ano, pois li o estupendo "As Rãs" do Nobel Mo Yan, que trata também sobre o tema, e, claro, esse doc serviu como um irmão gêmeo para o livro. Quase as mesmas situações inacreditáveis. E dá pra ver o poder das duas formas de arte. A conclusão desse doc é estupenda e bastante atual, fazendo um link perfeito com outras partes do mundo. 

A linguagem é do tipo que eu gosto, privilegiando o momento, a câmera na mão, com um assunto muito poderoso por trás. É o terceiro trabalho da diretora, que quase foi indicada pelo primeiro filme, "Hooligan Sparropw", chegando às semifinais no ano de "O.J: Made in America".

A China pode ser um país assustador. O país não tem escapatória neste ano, sairá com a imagem defenestrada seja por "American Factory" seja por "One Child Nation". Não sei dizer qual o favorito. Qual o meu favorito.

Born in China (2019)

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Animais Fantásticos - Os Crimes de Grindewald (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, Dir.: David Yates, 2018) 2/4

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Achei melhor que o anterior, e isso nem é grande coisa porque o anterior é bem nhé mesmo. E esse aqui de certa forma o inutiliza, já que mostra que toda aquela introdução lá, foi meio inútil. Dava pra por tudo num filme só (peça que alguém te faça um resumo do filme anterior e depois vá direto pra esse segundo filme). Aqui também tem introdução de um quilo de coisas, e de situações, aí faltou espaço pra mais ação. Então, são umas 1h30/1h45 de falação, mas com um final bem chocante e forte. O final daqui é meio que o começo de tudo, pena que tiveram que fazer 2 filmes cheios de falação e de idas e vindas pra chegar nele...

**Não curto o personagem principal (talvez porque não curto o ator também...), cheio de trejeitos e maneirismos que só fazem irritar. Saudades do Potter, que chamava a atenção do público mesmo sendo um menino normal, sem esses malabarismos do personagem atual. Mas o resto do elenco está bem. Por mim, diminuiriam a importância desse Newt na trama e começariam a colocar o Dumbledore como personagem principal nos próximos filmes (pelo jeito é ele que vai ter que travar a batalha final mesmo).

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A Netflix vai aos poucos apresentando seus candidatos ao Oscar nas categorias de curtas. E esse "Fire in Paradise" tem muita chance de figurar entre os cinco indicados a Curta de Documentário. 

Trata de colocar o espectador dentro do maior incêndio que já atingiu a Califórnia, matando 85 pessoas em 2018, e que destruiu uma cidade inteira. É desesperador! As pessoas ficaram encurraladas, no meio do fogaréu que vinha por todos os lados. Os documentaristas conseguiram reunir as imagens dos celulares de muitas pessoas, e sentimos e vemos a tragédia de muitos pontos de vista.

O que era exceção está ficando cada vez mais normal.

39 minutos.

Fire in Paradise (2019)

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My Soul to Keep é um terror dramático bem bão que respira a deliciosa infância de Stranger Things, mas depois se torna um mix divertido, tenso e frenético de Esqueceram de Mim com Babadock. É um filme que trata dos medos infantis, responsabilidade e ação/consequência. Simples em sua proposta indie e corretamente atuado pela dupla principal mirim, o melhor disparado são seus últimos 15 minutos e seu desfecho amargo e corajoso. Ainda tô digerindo se tudo realmente ocorreu ou era fruto da cachola fértil do moleque. 9-10

Imagem relacionada

 

Primal é um thriller de ação assumidamente B que lembra muito Con Air, coincidentemente atuado pelo Nic cage, aqui destilando sua canastrice ao máximo. É um filme redondinho que se sabe o que esperar, mas que deveria se chamar Snakes, Jaguar e a Serial Killer in a Boat, em referência ao trash Serpentes a Bordo. Curiosidade é que aqui tem dois mutantes da franquia X-Men: a Jean Grey e o Blob. A outra curiosidade é que os "brasileiros" do filme falam espanhol😂.. 7,5-10

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Fiquei supreso. Achei que não fosse gostar nada de "Doutor Sono", pois "O Iluminado", pra mim, é uma obra-prima, uma maravilha, e jamais poderá ser superada, mas o fato é que eu gostei.

Como não li o livro, não posso dizer nada sobre a fidelidade do roteiro. O que posso dizer é que mesmo não tendo achado os "vilões", e seus truques, tão interessantes assim, a Rebecca Ferguson mandou muito bem. E gostei sobremaneira da garota, Kylieg Curran, e do personagem da garota.

Foi legal reviver aqueles ambientes do passado. E toda a parada sobre alcoolismo, que fez o King se decepcionar com o filme do Kubrick, aqui realmente está explicitado em uma cena muito boa. E o texto cheio de lição de redenção familiar do King pode novamente aparecer.

Bom e difícil trabalho do Mike Flanagan, ao lidar com tantas expectativas de todos os lados.

Ewan McGregor in Doctor Sleep (2019)

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Quando se fala de empoderamento feminino, a divertida franquia de ação “As Panteras” ainda podia ser considerada discutível, tanto em sua série original de TV (dos anos 1970) como em sua primeira encarnação cinematográfica (da década passada). Agora, a diretora Elizabeth Banks tomou as rédeas de uma saga que sempre foi abordada sob um ponto de vista um tanto masculino, e fez do seu “As Panteras” (2019) um produto dos tempos atuais, ainda que tenha oferecido uma mistura de erros e acertos no resultado final.

A história é uma continuação dos exemplares anteriores, e nos apresenta toda uma geração internacional da agência Townsend. Aqui, as três “Panteras” do momento precisam impedir que um dispositivo de melhoria ambiental seja usado de forma letal por terroristas e afins. Como é deduzível, o novo filme é moderno em alguns pontos ideológicos e ambientais, mas aposta em um formato de escalada investigativa batida que não traz frescor àquelas reviravoltas envolvendo agentes duplos e coisas do tipo.

Na composição de personagens, as coisas também se mostram um pouco trôpegas. A Elena da Naomi Scott é de uma ótima imponência em postura e ação, mas tem personalidade ainda indefinida. Ella Balinska traz indefinição ainda maior para a sua Jane, ao variar de momentos inteligentes para outros de uma ingenuidade cômica bastante forçada. Já Kristen Stewart brilha em tela, fazendo da sua Sabina uma personagem com estilo malandro e com alguma profundidade. Dos vários coadjuvantes, destaco dois “Bosleys”, feitos respectivamente por um Patrick Stewart divertidíssimo e por uma Elizabeth Banks cheia de confiança e segurança.

Claro, também devemos falar sobre o principal: a ação bombástica! Ao contrário das duas obras anteriores, essa aqui leva a tríade “tiros/pancadarias/explosões” a um inesperado nível de economia e sobriedade, um acerto que seria ainda maior se ao menos resultasse num genuíno senso de perigo. A comédia também possui lá uns acertos engraçadinhos. E o elemento feminista atinge o ápice na rima narrativa efetivada entre o início e o desfecho do filme, uma sacada que arrepiará e emocionará qualquer mulher que seja adepta da sororidade.

Apesar dos clichês e irregularidades de execução, o novo “As Panteras” é levemente superior aos dois anteriores, e é bacana o bastante para um fim de semana regado a pipoca. Seu discurso também deverá ser cada vez mais incorporado em grupos de mulheres fortes do presente e futuro, enquanto Kristen, Naomi e Ella estiverem refinando sua química em possíveis continuações dessa saga ainda influente de porrada, estilo e bom humor. Se tudo der certo, elas poderão chutar mais traseiros de homens conservadores por aí...

Nota: 6

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On 11/11/2019 at 7:28 PM, Pop Reverso said:

Filmes do segmento de drama esportivo tendem a cair no formulaico, especialmente aqueles norte-americanos que são baseados em fatos reais. Ainda assim, em raros casos, podemos ser surpreendidos com uma exímia e abrangente execução dos elementos que já vimos em milhares de outras obras. Esse é o caso de “Ford vs Ferrari” (2019).

O filme conta a história do designer automotivo Carroll Shelby (Matt Damon) e do piloto Ken Miles (Christian  Bale), que trabalham juntos em uma disputa da Ford contra a Ferrari, nas pistas de corrida. O diretor James Mangold empregou aqui o melhor das suas habilidades no sentido de providenciar um drama que é acessível, identificável e bem-humorado a ponto de nunca se transformar em mera masturbação automotiva.

Além da disputa representada pelo próprio título da obra, temos também o eterno embate entre o corporativismo e o elemento humano, e entre as ambições pessoais e a necessidade de adaptação ao trabalho em equipe. Em paralelo a tudo isso, há uma bela mensagem sobre uma amizade que é desenvolvida através da paixão que dois homens possuem por carros velozes.

Christian Bale faz do seu Ken Miles um piloto energético, intuitivo e às vezes esquentado, numa composição pitoresca que é uma das mais interessantes de sua carreira. E Matt Damon faz do seu Carroll Shelby um contraponto mais sensato e centrado, mas que também possui seus momentos de intensidade. A química entre os dois é excepcional, e move a trama de tal forma que às vezes ofusca os outros personagens, ainda que Caitriona Balfe se saia bem como Mollie Miles (esposa de Ken) e Tracy Letts ofereça uma boa dimensão a Henry Ford II.

O roteiro possui algumas gordurinhas, mas é muito bem desenvolvido. Mangold também parece ter atingido aqui o seu ápice em termos de precisão técnica, especialmente na sua imersiva e convidativa recriação – visual e cultural - dos anos 1960. Destaque ainda maior para o último ato do filme, que unifica todos os seus subtextos através de uma corrida que é eletrizante, extenuante (no bom sentido), e provida de algumas reviravoltas levemente inesperadas.

“Ford vs Ferrari” é pura velocidade e ritmo, tanto dentro quanto fora das pistas. É um drama que se mostra otimista, caloroso, e quase sempre munido de uma boa dose de diversão e loucura por parte de Bale e Damon. De brinde, ele nos faz pensar sobre como podemos encontrar a verdadeira visão em pessoas que estejam longe de uma sala cheia de burocratas. Talvez a própria Hollywood dos tempos atuais precise refletir mais sobre isso, não acham?

Nota: 9

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Primeira revira de alguém que gostou de verdade do filme que vejo. 

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"Brooklyn - Sem Pai Nem Mãe" é a adaptação de uma trama policial, fruto de um livro de Jonathan Lethem que eu não li, mas parece que é pouco fiel, como por exemplo, levando a trama de 1990 para os anos 1950.

Edward Norton ficou anos em cima desse projeto, dirigiu e roteirizou, mas... É muito sem ritmo, é confuso, e, aff, dá nos nervos acompanhar os tiques nervosos do personagem, aliás, não tive admiração nenhuma pela atuação do Norton, repetindo fisicalidades já vistas como no ótimo "Primal Fear". Gostei mais das atuações do Alec Baldwin e da Gugu Mbatha-Raw. Mas o pior desse filme é que ele acredita que está estourando a boca do balão, e não é nada demais. O final crê entregar uma grande revelação ao público que, na verdade, já tinha percebido aquilo faz tempo.

Não gostei, e não pretendo rever nunca mais em minha vida.

Bruce Willis, Alec Baldwin, Willem Dafoe, Edward Norton, and Gugu Mbatha-Raw in Motherless Brooklyn (2019)

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The Nightingale é um ótimo e brutal thriller de época, um mix de Doce Vingança, Tracker e Brimstone. Mas também é um drama bem pesadão que trata da brutalidade do neocolonialismo europeu com um toque feminazi tão habitual nestes dias. Violento e sombrio, a atriz que faz a infeliz protagonista carrega o filme nas costas. E aquele Sam Claflin, do fofinho Como Eu Era Antes de Você, se firma como um dos vilões mais repulsivos do cinema. Um filme barra pesada, mas corajoso em sua proposta. 9-10

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Adopt a Highway é um drama com toque de humor que aparenta ser uma versão mais séria de Arizona Nunca Mais, mas vai bem além disso. É um drama contundente que fala sobre escolhas (boas ou ruins), sendo assim reflexiva dentro de sua simplicidade. E apesar da narrativa torpe e tom meio dissonante, um ótimo Ethan Hawk ta ali, sutil e discreto, pra transmitir o conflito interno do seu personagem nesta bonita fábula. 8,5-10

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21 hours ago, Pop Reverso said:

 “As Panteras” (2019)

Tai um remake de seriado que não me desperta interesse. O seriado em si já não era aquelas coisas e nunca fui fã, a refilmagem com a menina do Et sequer fiz questão de ver... e está versão aqui com a mina do Crepúsculo então passo fácil. Meu, com tanto cineasta indie promissor pedindo chance, Hollywood reboota um remake que sequer esfriou. Agora o remake da Ilha da Fantasia to curioso de conferir. 😁

 

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"Klaus" é uma produção espanhola em 2D, para o Natal da Netflix, que disfarçadamente tenta se projetar para o Oscar de Melhor Animação.

Aborda, de viés, a figura do Papai Noel de uma perspectiva original, humana, sem toques mágicos, ou resquícios religiosos. De viés, por que o protagonista seria seu "ajudante de cartas", um riquinho esnobe que vai ser obrigado a se virar em um lugar isolado e frio. Parece ótimo. Mas eu não gostei tanto assim. Faltou graça, faltou piada.

Concorrerá ao Oscar de Animação? Nathaniel Rogers diz que sim. E alguns poucos o enxergam brigando pela quinta vaga. Mas não será com esse filme que a Netflix ganhará a sua primeira estatueta na categoria.

Há uma canção bem bonita - Invisible -  de Zara Larson. É pra ficar de olho nesta categoria também. Foi o que eu mais gostei do filme. Deixo o link.

 

Joan Cusack, Jason Schwartzman, Rashida Jones, Will Sasso, and J.K. Simmons in Klaus (2019)

 

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Ford vs Ferrari (Ford v Ferrari, Dir.: James Mangold, 2019) 2/4

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Achei uma boa Sessão da Tarde e só (quando os americanos vem com essa de "feel good movie" pode interpretar como "Sessão da Tarde"). No geral, é bem feito, bem interpretado e etc. Talvez pros americanos tenha um peso maior pela história de vitória da empresa deles, ou pra quem curte vê bastidores de corridas (não tem muita corrida em si, só no final). Eu, no caso, não me incluo nas duas coisas. Mas é um filme agradável de ver, no fim das contas.

 

Spoilers: Meu maior problema é que o personagem do piloto Ken Miles (feito pelo Christian Bale) sofria um preconceito enorme por parte dos executivos da Ford (no filme focaram só no personagem do Josh Lucas, mas imagino que na vida real tenha tido mais pessoas que implicavam com ele) só porque o julgaram pelo visual e jeito estranho que tinha, assim não o queriam na linha de frente da empresa, apesar dele ser o melhor piloto por ali. O Bale, no fim das contas, acabei achando que tá meio mal escalado pro papel, porque por mais que ele tentasse ser estranho e ter uns tiques ali, pra justificar esse medo da empresa em colocar ele na linha de frente, ele não ficou tão estranho assim, e no fim das contas, só quando vi a foto do Ken Miles real no fim do filme é que fui entender melhor a situação do cara. Durante o filme não saquei muito bem o porque perseguiam ele (jogaram um motivo e outro ali, mas o principal acabou não aparecendo muito).

*Não sei, mas acho que deveriam ter escalado 2 atores mais normais pros papéis, e não o "Batman" e "Jason Bourne". Fiquei com impressão que queriam passar essa sensação de 2 personagens "fodas" logo no poster do filme, mas o ideal (ao meu ver) seria colocar dois atores "normais" nos papeis, e durante no filme é que a gente veria eles sendo foda no que faziam. Assim, o filme passaria melhor que o que estava querendo passar.

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Vivendo situação parecida, revi ontem "Amizade Colorida", essa boa comédia romântica de 2011 - um dos gêneros mais difíceis de se fazer, pois tudo já foi feito.

Justin Timberlake e Mila Kunis estão lindos, charmosos e eficientes, em boa química como "amigos com benefícios".

Engraçado como as comédias românticas precisam estar "up to date". Com distanciamento, é engraçado ver como "flash mob" era considerado algo inovador, ou mesmo certas funções de celular...

Mas meu filme favorito do Will Gluck, na sua boa filmografia, continua sendo "Easy A".

Mila Kunis and Justin Timberlake in Friends with Benefits (2011)

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Detesto automobilismo, mas adorei o filme, ressalvando que ele poderia tranquilamente ser um pouco menor. Não precisamos de um filme de 24 horas, como a tal corrida de Le Mans.

Não quero dizer com isso que a Montagem seja ruim. Muito pelo contrário, tenho colocado a Montagem desse filme em primeiro lugar nas minhas previsões ao Oscar desde o começo do ano, e não vou tirar. Um trabalho excelente, ainda que tenha muitos menos momentos de "corrida" do que todos imaginávamos. Mesmo assim, quando as tem, é fantástico. Normalmente, o Oscar de Montagem vai para o filme que tenha "mais" cortes, que "apareça" mais. Mesma coisa nas categorias de Som. Quanto "mais" Som, quanto mais barulhento, ,maiores as chances. Acho que "Ford v Ferrari" é fortíssimo candidato para ganhar os 3: Montagem (Michael McCurskey), Edição de Som, e Mixagem de Som. As de Som, imagino, brigando diretamente com "1917".

Matt Damon, é um ator sempre eficiente; porém o show é de Christian Bale, numa interpretação física (reparem no queixo para dentro, e no andar curvado), mas muito técnica também, transmitindo muitas emoções como humor, raiva, doçura, coragem, sapiência. Ele é dos maiores atores em atividade, sem lugar a dúvidas. Contudo, não acho que será indicado. Quem também mandou muito bem foi o Tracy Letts, mostrando que lhe falta um papel maior em Hollywood.

Amei o Figurino. Desde o começo do ano, imaginava que Daniel Orlandi (nunca indicado) pudesse arrasar aqui, e assim foi feito. Reconstituição de época excelente. Pena que filmes de esporte não costumem ser apreciados pelos votantes.

Mesma coisa com a Trilha Sonora de Marco Beltrami. Desde o começo do ano, a imaginei chegando forte. E ela é muito boa de fato, embora não nescessariamente deslumbrante aos ouvidos. Não acho que ganhe. Luta pela quinta vaga, no momento.

Retirei o grego Phedon Papamichael, indicado por "Nebraska", das minhas previsões em Fotografia, mas acho que vou reconsiderar, em virtude da maravilhosa cena na chuva.

James Mangold me arrebatou em "Logan", e aqui, como chefe dessa enorme equipe, realiza um ótimo trabalho também. 

Na minha última previsão, não coloquei o filme entre os 10 indicados. É que o ano está bem forte. 

 

Christian Bale and Matt Damon in Ford v Ferrari (2019)

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Vi ontem à noite no Canal Brasil esse "O Abismo Prateado", filme de 2011 do Karim Aynouz, que eu tinha passado por cima à época do lançamento. Tô louco pra ver o novo trabalho dele, nosso candidato ao Oscar, mas vou aproveitando para ver os antigos. "O Abismo Prateado" é uma livre intepretação da música Olhos nos Olhos de Chico Buarque, é dizer, como uma mulher se refaz depois de uma abrupta separação.

A verdade é que eu gosto da cabeça do Karim. Ela é muito cinemática. Nos seus filmes, e neste não é diferente, o roteiro não se apoia muito nos diálogos ou nas palavras. Mais na imagens, e na força dos atores. É legal observar como ele tem certa obsessão com o mar, com ondas se quebrando, espuma das ondas ("Praia do Futuro", por exemplo); seu pouco pudor em mostrar o corpo nu masculino frontalmente; e sua vontade de mostrar o Rio de Janeiro visto de ângulos menos paradisíacos, com recortes mais vistos da cidade por dentro.

Se, todavia, o filme é bem realizado; ele não é "legal". Quem se destaca mesmo é a deusa Alessandra Negrini, numa excelente interpretação.

Meu filme preferido dele, não obstante, continua sendo "O Céu de Suely".

O Abismo Prateado (2011)

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Produção da Amazon, "The Aeronauts" é um filme apenas razoável, na média de sua péssima primeira hora, e seus excelentes 10 minutos finais.

O filme, porém, tem um roteiro fraudulento (que tenta contemporizar com o alerta "inspirado em fatos verdadeiros" debaixo de seu título), que é na verdade uma chicana cinematográfica. Como é possível mudar o sexo do cientista apenas para "lacrar" perante a nossa sociedade? Nem a estudantada canhota brasileira pode consentir com uma aberração dessas. É muito pra minha cabeça. Tudo no filme,  então, se torna uma nota de 3; um uísque paraguaio. Não dá pra acreditar em nada, e perde-se uma boa história de cunho científico. Eu realmente queria saber o que tem de verdade nisso tudo.

Tirando isso, Felicity Jones é realmente uma boa atriz, escapa. Eddie Redmayne, que é bom ator, precisa urgentemente sair desse esquema de filmes de época, e quebrar sua "casca". Fazer um filme de ação, fazer um filme de putaria, fugir rapidamente das biografias.

Em termos de Oscar, não dá para descartar a já oscarizada Alexandra Byrne em Figurino. Sempre um nome forte. Indicada em 2019, novamente, por "Mary Queen of Scots", ou seja, um filme do radar de baixo. É muito querida pela Academia.

Felicity Jones and Eddie Redmayne in The Aeronauts (2019)

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The Peanut Butter Falcon é um simpático drama que em formato de road movie trata de reencontro consigo mesmo e amizades improváveis. Sim, o plot (e o roteiro) são batidos mas aqui o grande diferencial é a espetacular química dos protagonistas principais, em especial o ator com Down. Em tom de fábula e com toques Mark Twain, este indie ta repleto de estrelas em pontas bem especiais e é daqueles filmes pra assistir com sorriso no rosto apesar de seu melodrama pontual. 8,5-10

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Angel Has Fallen é o fecho marromenos desta trilogia de thriller de ação com o Butler e Freeman. Sim, quem assiste este tipo de filme ja sabe o que esperar; testosterona, ação, porradaria, patriotismo, etc e tal.. poderia ter sido feito pelo Willis ou Neeson, mas aqui a franquia tenta ser mais reflexiva, o que é demérito diante do que construiu nos longas anteriores, sem falar que o absurdo supera o divertido. Dá pra ver, principalmente pelas boas sequências de ação, e só. O mais fraquinho desta trilogia de ação. 8-10

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Kingsman - o Círculo Dourado (Kingsman - The Golden Circle, Dir.: Mathew Vaugh, 2017) 1/4

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Aviso: só reclamação

Tava evitando ver esse filme, porque sabia que seria galhofa pura e, surpresa, é! O primeiro até sabia ser galhofa com estilo, esse aqui não, só vai empilhando uma galhofa em cima da outra, que no fim formam uma 'torre de galhofa' que, desajeitada, cai com tudo na cabeça de quem resolve assistir o filme. Afinal, é assim que rola com comédias (sim, isso aqui é comédia, é paródia de James Bond, isso é igual: comédia), que acertam no primeiro filme, aí com o sucesso acham que podem esticar a piada, mas acabam decepcionando, por não acharem uma situação nova (e interessante) pros personagens.

Primeira coisa que me espantei foi com a duração: 2h20! Quase duas horas e meia de filme. Nem filme do Bond costuma ter essa duração... Filme de comédia (ao meu ver) tem que durar no máximo 1h40/1h45. 1h50 já acho longo, porque difícil conseguirem segurar uma piada por tanto tempo, aí vai enrolação no roteiro pro filme durar isso tudo. E aqui haja enrolação, principalmente porque perdem um tempo danado com uns draminhas frouxos, principalmente quando ressuscitam o personagem do primeiro filme. Por mim, ele poderia continuar morto. Conseguiram o milagre do Jeff Bridges aceitar participar disso aqui, então porque não o colocar como um novo "tutor" do Taron? Primeiro filme, um agente inglês é tutor do cara, no segundo filme, um agente dos EUA é o tutor, e no terceiro, sei lá, mandem o guri pro Japão e ele arranja um tutor por lá, e assim por diante. No fim, seria um agente mais completo aprendendo coisas do mundo todo com tutores diferentes. Ressuscitar o cara do anterior, só faz o filme perder tempo, por causa do drama em cima da volta dele que demora pra acabar. Fico imaginado se tiver um filme que continue a história daqui, se vão tentar ressuscitar um personagem que morreu por aqui no final. Se forem fazer isso, creio que pode ser metade do filme só nisso...

Enfim, não sei se teria alguma coisa boa pra citar, porque é muito desperdício de elenco, trama rocambolesca, muita piada ruim, muita situação ruim, muito CG feio usado em perseguição, em cenas de luta e etc...

(Talvez única qualidade do filme é que foi aqui que o Elton John conheceu o Taron Egerton, e aí o convidou pra fazer o filme dele. E fim, acho que foi só isso de bom mesmo no filme)

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Lembro-me vagamente (mas lembro) da empolgação popular e midiática quando o excelente "O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final" apareceu em 1991. Foi um acontecimento, que gerou 6 indicações e 4 estatuetas no Oscar de 1992. O futuro era uma ameaça, sim, mas também era tecnológico, forte, e sexy. Os filmes que se seguiram não entenderam bem essa nuance: o futuro tornou-se apenas um apocalipse de lama e caos.

Apesar do fracasso de bilheteria, esse "Terminator: Dark Fate" tem alguns méritos. Apaga as linhas cronológicas doidas dos últimos filmes, e  retoma o fio da meada original -  sediando-se de início a poucos meses após o segundo filme -  tomando, então, uma decisão que surpreende quem é fã. Porém, os 40 minutos seguintes são muito ruins. Uma repetição de cenas de tiro e perseguição, mas agora ao sabor da onda de representatividade feminina e de representatividade latina: O presente no cinema, não ouse discordar, é uma máquina de lacrar!

 Aí, depois de 1 hora, eu comecei a tomar gosto de novo, quando os personagens clássicos aparecem: Que delícia o passado! Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger! Que delícia o passado que volta, com seu carisma ou sua deliciosa falta de carisma. Sessão nostalgia.

Depois há muita pancadaria, tiro, explosões, e diálogos expositivos.  Sinceramente, esperava mais de James Cameron retomando o Roteiro e a Produção.

Resta, ao final, a certeza de que "O Futuro nao é mais como era antigamente". Na bela frase que todos atribuem a Renato Russo, mas na verdade é do poeta Paul Valéry.

Que pena!

Linda Hamilton, Arnold Schwarzenegger, Natalia Reyes, and Mackenzie Davis in Terminator: Dark Fate (2019)

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On 11/19/2019 at 10:28 AM, Jailcante said:

Kingsman - o Círculo Dourado (Kingsman - The Golden Circle, Dir.: Mathew Vaugh, 2017) 1/4

Esse aí foi uma decepção pra mim também.. incrivel que tenha sido dirigido pela mesma pessoa do primeiro, que é ótimo. Aqui elevaram tudo á enéssima potência e não vingou.. um desperdicio de atores e recursos.. me lembrou o caso de outra franquia, igualzinho...Highlander!

 

The Cleansing Hour é um terrorzão com humor negro bem legal que dá um frescor e originalidade aos batidos filmes de exorcismo, adaptando a estória dum exorcista picareta de streamming online que se vê em apuros ao tropeçar com um capeta de verdade. Bebendo da fonte do clássico do Friedkin mas adaptado aos tempos internéticos de pós-verdade e youtube, este indie é bem atuado, violento e tem gore gostoso surpreendente, e é feito á moda antiga. O terceiro ato decai um pouco mas a reviravolta final é a cereja do bolo desta preciosidade. 9-10

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Gemini Man é um thriller de ação que dá pro gasto que se sustenta apenas pelo carisma do Will Smith e pelas foderosas cenas de ação. Sim, o roteiro é fraco, problemático e arrastado, cheio de furos. Mas e daí? Curti o filme, com ressalvas claro, mesmo não podendo apreciar as novidades tecnológicas que só o 3D+ proporciona. A cena da perseguição de motos em Cartagena me lembrou Fuga pra Atenas, é apenas uma das várias referencias visuais deste Lee mais afastado de sua zona de conforto e mais preguiçoso, num blockbuster. 8-10

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F I N A L M E N T E!!!

Há muitos anos eu esperava para ver essa adaptação. A primeira adaptação de um livro, de 1 dos 3 únicos livros - escritos um a cada década - de uma das maiores escritoras do mundo, a americana, excêntrica e linda, Donna Tartt. Ler algo dela é entrar em contato com minúcias, detalhes e sentido de realidade, algo Tosltiano, é entrar em contato com uma abrangência enorme da vida contemporânea,  é como... " estar vendo um filme". "O Pintassilgo", livro, ganhou o Pulitzer, mas "O Pintassilgo", filme, não irá ganhar nenhum Oscar. 

É que a adaptação de um romance de 800 páginas não é trivial, é difícil mesmo fazer tudo ficar fiel, e dentro de compasso de tempo que ainda seja comercial. O que posso dizer é que Peter Straughan fez um ótimo trabalho, dentro dos limites. A adaptação está fidelíssima! O design de K.K. Barret é incrível, é o livro estampado. Oakes Fegley está excelente, assim como Nicole Kidman, e outros do elenco. Por muito tempo, vislumbrei uma indicação ao Oscar para os coadjuvantes Sarah Paulson e Finn Wolfhard, pois eles ficaram com personagens deliciosos. Os dois, felizmente, estão muito bem; corresponderam. Embora, claro, no livro, os personagens se desenvolvem muito mais, com muito mais nuances.

Eu realmente não entendo alguém dizer que esse filme é "ruim". Podem até dizer que "não funciona", já que há muita história a ser contada. Mas dizer que é ruim? Não o é, de jeito nenhum. As críticas e as notas baixas são muito injustas, a meu ver.

O filme, mesmo com suas 2h: 29, vale muito a pena!

Um trabalho muito injustiçado.

Oakes Fegley in The Goldfinch (2019)

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On 11/21/2019 at 6:02 AM, Jorge Soto said:

Esse aí foi uma decepção pra mim também.. incrivel que tenha sido dirigido pela mesma pessoa do primeiro, que é ótimo. Aqui elevaram tudo á enéssima potência e não vingou.. um desperdicio de atores e recursos.. me lembrou o caso de outra franquia, igualzinho...Highlander!

É mesmo difícil crer que foi a mesma equipe que fez os 2 filmes e com resultados tão distintos.

Highlander é outro caso difícil explicar. 

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Adorei esse filme indie "Diane", no Brasil, "A Vida de Diane", que vem colecionando indicações importantes, como ao Gotham e ontem ao Spirit Awards, apesar de ser triste e desalentado.

Seu diretor e roteirista Kent Jones (um renomado crítico de cinema) parece ter total domínio sobre os temas: a solidão da velhice; os parentes e amigos que partem um por um; mas principalmente o tédio. Mary Kay Place, pessoalmente, vem ganhando indicações importantes também. Ótima, sensível, e doída interpretação. 

Adorei ver um elenco de atores septuagenários, octogenários, e, a oscarizada Estelle Parsons, aos 92 anos, atuando.

 

Mary Kay Place in Diane (2018)

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The Man Without Gravity é uma deliciosa fábula que lembra muito um Forrest Gump italiano, mas tomando emprestada a atual temática de super-herói. Se em Brightburn mostravam a infância de um Super-homem do mal, aqui a apresentam de forma sensível, delicada e muito divertida. Bem feitinho e atuado, aqui o realismo fantástico serve de ótima matinê. Mas peca porque é mais simpático em sua primeira metade, pois fica mais chatinho quando o personagem fica adulto. E uma trilha sonora com Gigi Dagostino e Sabrina sempre é boa. 8,5-10
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The Huntress: Rune of the Dead é um curioso filme sueco que mistura vikings e zumbis com resultado pouco satisfatório. É uma produção bem feitinha e com paisagens deslumbrantes, mas que não se resolve que gênero quer mostrar. Com atuações corretas (que suecas lindas!), o filme é mais uma variante tediosa do seriado do Ragnar uma vez que os mortos-vivos só dão as caras nos bons 15 minutos finais desta produção. Sim, é uma enrolação e encheção de linguiça até o filme engrenar. Se conseguir ficar acordado até lá, vai fundo. 7,5-10

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